O Tiago hoje contou a sua versão da história da Cinderella.
A Cinderella devia deixar o Pràncipe casar com uma das irmãs porque assim ia viver lá para casa, ajudava nas limpezas e a Cinderella já podia descansar.
Que orgulho. É um grande feminista, o meu filho.
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Tincal – Soldering flux
Tincal é o nome que se dá ao produto que se usa na soldadura para manter o metal limpo de oxidação à medida que aquece, de forma a permitir o fluir da solda.

O tincal, utilizado para soldar metais não ferrosos, é à base de borax ou borato de sódio. Existe em estado làquido, pó, pasta ou em pedra. O mais utilizado hoje em dia é a versão làquida, mais prática porque não requer preparação prévia.
O tincal em pó precisa de ser misturado em água para formar uma pasta. Esta pasta tem algumas vantagens em relação ao làquido, nomeadamente o facto de ficar mais facilmente no local onde é colocada, enquanto que o làquido escorre. Em áreas curvas ou quando a zona a soldar tem de ficar vertical, pode ser preferàvel usar a pasta. Por outro lado a pasta seca rapidamente e é preciso preparar de novo a cada dia e ir acrescentando umas gotas de água ao longo do dia para não secar.
O tincal em pedra é utilizado em situações onde a solda teima em não fluir. Nessas alturas, aplicar um pouco de borax em pedra directamente no metal quente costuma resolver o problema. Também se usa para cobrir o interior do cadinho antes de fundir metal, criando uma camada vidrada que impede o metal derretido de agarrar ao fundo.
Quando se utiliza o tincal làquido, é conveniente deitar um pouco para um frasco mais pequeno que não só torna a utilização mais fácil mas também impede que haja contaminação de sujidade na totalidade do làquido.
Para aplicar o tincal làquido no início da soldadura usa-se um pincel. O pincel molhado com tincal também ajuda a agarrar os palhões de solda quando necessário.
Porém, se for necessário aplicar mais tincal a meio do processo, uma pipeta é mais eficaz uma vez que os pincéis têm tendência a ficar queimados quando em contacto com o metal quente.
Existem pipetas em plástico e as mais tradicionais em vidro, mas aquilo que uso com mais frequência é uma pipeta improvisada: uma daquelas embalagens individuais de soro, que qualquer pessoa com crianças ou que use lentes de contacto deve ter por casa. Ocupa pouco espaço e quando o tincal seca e fica coberta de cristais que entopem aquilo tudo, não me deixa triste por ter de a deitar fora e substituir por outra. Além disso é uma forma de reciclagem, o que é sempre bom.
Para além do tincal de soldar também existe o tincal azul que é um tincal de barreira, usado para proteger toda a peça de oxidação. Na prata este tincal azul ajuda a prevenir a oxidação que dá origem à mancha cinzenta, tão difàcil de eliminar no polimento e também permite fazer mais de uma soldadura de seguida sem necessidade de branqueamento.
O tincal azul tem na sua composição álcool metàlico e ácido bórico o que torna o làquido altamente inflamável. O álcool evapora facilmente pelo que é preciso ter o contentor sempre muito bem fechado. Para funcionar tem de ser aplicado a todo o metal limpo antes de aplicar o tincal de soldar.
Tal como para o tincal amarelo, recomendo retirar uma pequena porção para um frasco mais pequeno para preservar ao máximo o conteúdo. Duas opções são:
Frascos de gotas. Reutilizei um frasco de medicamento que tem conta-gotas incorporado.
Frascos de spray. Os frascos de spray funcionam melhor com o tincal azul do que com o amarelo que tem tendência a deixar pequenos cristais quando seca e entope facilmente o mecanismo do spray. Para o azul é uma boa opção porque nunca é preciso destapar o frasco evitando evaporação, e o spray cobre facilmente toda a área. O maior cuidado a ter é não respirar as gotàculas do spray que ficam em suspensão no ar. É aconselhado usar máscara (que aliás se devia usar sempre, ao soldar).
English:
Flux is the product you use to keep the metal clean and free of oxides during soldering so that the solder can flow.
The flux used for non-ferrous metals is mainly borax. It exists in liquid form, as a paste, powder or solid. The liquid is the most used because it doesn’t require any mixing prior to soldering.
Powder flux needs to be mixed with water to form a paste. This paste has some advantages to the liquid form, like the fact that it stays in place. For curved surfaces or when the soldering area is vertical it can be helpful. The downside is that it dries quickly so you need to make it fresh every time.
Solid borax is used in situations where the solder refuses to flow. Direct application of solid borax onto the warm metal typically solves the problem. It’s also used to prime the crucible used to melt metal, by creating a glassy layer over the surface of the ceramic crucible to prevent the metal from sticking.
When using liquid flux, it’s advisable to transfer some of it to a small container, not only to make it more practical to use but also to prevent contaminating all the flux with unwanted dirt.
Before soldering, liquid flux is applied to the metal by using a paintbrush. The brush can also help to pick up solder pallions.
But if you need to reapply halfway through soldering, an eye dropper is a better way to proceed since the brush has a tendency to burn when it comes in contact with hot metal.
There are plastic and glass eye droppers but what I use more often is an improvised version: one of those single use plastic saline containers that anyone with children or contact lenses probably has around the house. I have lots of them and when the liquid flux dries and crystallises, clogging it up, I have no problems throwing it out and getting a new one. Plus it’s a form of recycling, which is always good.
Aside from soldering flux there is also barrier flux. It’s blue and usually made from methyl alcohol and boric acid. It’s used to protect the metal from oxides while soldering. If used properly, it can prevent fire scale and fire stain. It also allows you to solder twice in a row pickling the metal in between.
Barrier flux is highly flammable and evaporates quickly, so the container should always be kept tightly closed. To work properly it need to be applied to clean metal before soldering flux, every single time the metal is heated.
Just like with soldering flux, I recommend you pour a small amount into another container to prevent evaporation and contamination. Two options are:
Dropper bottles. I reused a medicine bottle with a built-in dropper.
Spray bottles. These seem to work better with the barrier flux than the soldering flux. Soldering flux leaves white crystals when it dries and tends to clog up the spray.
For the blue flux the spray is a good option because you don’t need to remove the lid, so it doesn’t evaporate easily and it helps coat the whole piece easily.
You should take great care to wear a mask so as not to breath in the drops suspended in the air (but a mask should be used at all times while soldering, anyway).
Manutenção de ferramentas – Tool maintenance
Os alicates e outras ferramentas de ferro e aço precisam de alguma manutenção regular para evitar que ganhem ferrugem. Para tal precisamos de um lubrificante, preferencialmente com um componente anti-ferrugem, um esfregão verde e papel de cozinha.
Começo por deitar um pouco de lubrificante numa folha de papel de cozinha e esfregar o lubrificante nas ferramentas para limpar. Depois verifico se há sinal de ferrugem: uso o esfregão verde para remover a ferrugem e passo uma nova camada de óleo.
No caso de ferramentas que não são usadas com tanta frequência, como os embutidores, deito spray lubrificante e cubro com tecido ou plástico para proteger da humidade e pó.
Para ferramentas maiores com partes móveis, como o caso do laminador, é preferàvel usar massa consistente nas rodas dentadas e passar o lubrificante em spray nos rolos, com uma toalha de papel. – Pliers and other tools made out of iron or steel need some regular maintenance to avoid getting rusty. For this task we need some lubrification fluid, preferably with an anti-rust component, a green scouring pad and some paper kitchen towels.
I start by spraying a bit of the lubricant on a paper towel and rubbing it over the tools to clean them. then I check for rust. I scrub the scouring pad over the rusty tool until it’s clean and rub on a second layer of lubricant.
For tools that I don’t use as often, such as the dapping block and punches, I generally spray a coat of lubricant over the whole thing and then cover it with a cloth or plastic to protect it from humidity and dust.
For larger tools with moving parts, such as the rolling mill, I use white grease for the gears and spray lubricant for the rollers, also using a paper towel.
Ferramentas, não dedos – Tools, not fingers
26 anos
Neste dia, em 1989, recebi uma mix-tape com montes de I love yous. Como resultado, 26 anos depois, estou casada e tenho dois filhos.
Pelo meio houve muitos momentos bons e maus, alturas em que esta relação parecia ser a única coisa que valia a pena e outras em que achei que não aguentava mais e que tinha a cometido um erro terràvel. Suponho que entre o doce e o amargo está a vida dos comuns mortais e o importante é aproveitar os momentos felizes enquanto existem e não deixar que os outros nos transformem em velhos rezingões.
Eu e o Pedro crescemos juntos, desde os 15 anos. Nalgumas coisas mudámos de forma radical e noutras ficámos exactamente na mesma. Por vezes é difàcil conciliar a ideia que formámos um do outro na adolescência com os adultos em que nos transformámos mas também é interessante ver que há sempre coisas novas para aprender sobre uma pessoa que achamos conhecer tão bem, mesmo que algumas sejam boas, e outras nem por isso.
No fim acho que as relações longas vivem de duas coisas: paciência e persistência, porque ninguém é perfeito e há sempre pedras no caminho. Mas enquanto houver monetos bons, vale a pena continuar a tentar.
Como fazer alicates de pontas finas – How to make fine-tip pliers
Para trabalhos muito delicados, como abrir e fechar pequenas argolas de corrente, por exemplo, é por vezes necessário um alicate de pontas muito finas. Infelizmente este tipo de alicates nem sempre são fáceis de adquirir e podem ser caros.
Uma forma fácil de contornar a situação é limar as pontas de um alicate mais largo (e mais barato) até fazer um bico fininho. Com uma grosa, limamos a parte de fora do alicate (e só a parte de fora) até afunilar, formando um bico afiado na ponta. Fácil!
Podem ver o resultado no alicate da esquerda, nas fotos acima. – For very delicate work, such as opening and closing small chain jumprings, for example, it’s sometimes necessary to have very pointy chain nose pliers. Infortunately, this kind of pliers is not always easy to find or it can be expensive.
An easy way to work around that problem is to file the tip of cheaper pliers until you get a thinner tip. With a rough file, you file around the outside of the pliers (and only the outside) until it tappers to a sharp tip. Easy!
You can see the result on the left side pliers, in the pictures above.
Alicate de argolas – Looper pliers review
Quando vi este alicate para fazer argolas na ponta do arame achei que iria poupar imenso tempo. Cortar a ponta do arame com o tamanho certo para fazer a argola é algo que requer muita prática e mesmo ao fim destes anos todos, à s vezes ainda falho. Um alicate que corta o arame sempre com o tamanho certo para formar a argola parece de facto uma ferramenta bastante útil. Infelizmente não funciona tão bem como era suposto.
Em primeiro lugar corta o arame em ângulo, algo que não gosto, porque se a argola se abre ligeiramente com o uso, fica um bico que pode arranhar. Gosto que a ponta do arame esteja direitinha para minimizar esse risco.
Em segundo lugar, a argola não fica inteiramente fechada, o que implica que acabo por ter de usar o alicate de pontas redondas à mesma, para terminar o trabalho. Ou seja, aquilo que deveria servir para fazer duas tarefas de uma só vez, poupando tempo, acaba por dar o mesmo trabalho. Muito decepcionante.
– When I saw these looper pliers I thought they would save me a lot of time. Cutting just the right amount of wire to make a loop at the end of a headpin is something that requires a lot of practice and even after all these years I sometimes leave a little too much, creating a gap between the loop and the beads. Pliers that always cut the wire to the perfect size seemed like a very useful tool. Unfortunately it doesn’t work quite as well as expected.
Firstly, the wire is cut at an angle, something I don’t like to do because if the loop opens even a fraction, there’s a sharp edge that can scratch. I like the end of the wire to have a clean, flush cut.
Secondly, the pliers don’t close the loop all the way, which means I end up having to use my round nose pliers to finish the job. So, a tool that was supposed to do two tasks at once and save time ends up costing me just as much time as using a normal cutter and round nose pliers. Very disappointing.
Dicionário Joana 4 anos
Continuação do post do ano passado com as palavras que a Joana diz e que nos fazem rir 🙂
Cavarinho – devagarinho
Vadador – elevador
Empuvar – empurrar
Gonanafo – guardanapo
Pudão – arroto (como em “dei um pudão”; na verdade quer dizer “perdão”)
Avà´s – arroz
Catapumba – catacumba
Existopo – egipto
Gastão – bastão
Balhulho – barulho
Tompapé – pontapé
Forfomou-se – transformou-se
Super-ingoàna – super-heroàna
Trampolado – atropelado
Ogranizar – organizar
Expositor de jóias caseiro – DIY home jewellery display
O meu guarda-jóias estava a ficar com muito mau aspecto e precisava de ser substituàdo. Apercebi-me que não uso metade das coisas que tenho porque nem me lembro que existem, de tão bem guardadas que estão. Como faço bijutaria e joalharia, não me dou ao trabalho de procurar um item especàfico. Se preciso de algo concreto, geralmente faço uma peça nova.
Optei então por expor as peças na parede, para estarem sempre à mão. Assim, mesmo com mais pressa, pode ser que agarre num colar ou brincos para usar.
Para fazer o expositor, comprei um quadro de cortiça com moldura de madeira e forrei-o com tecido. Prendi o tecido com pregos, nas costas da moldura, mas também deve dar para agrafar.
Depois usei alfinetes para suspender os colares e brincos. Para não ter de usar um alfinete para cada brinco, utilizei botões para os agrupar dois a dois antes de os pendurar. É uma ideia gira mas ao fim de algum tempo deixei de usar os botões nos brincos que uso mais porque era um passo extra que me fazia perder tempo precioso (e as mães vestem-se sempre à pressa).
Os fios em prata estão fechados em saquinhos para não oxidarem. Com os brincos não me preocupo tanto porque são mais fáceis de limpar, mas as correntes, que nem sequer uso muito, são complicada de limpar quando ficam oxidadas por isso mais vale protegê-las do ar. – My jewellery box was looking a bit tired and had to be replaced. I realised I didn’t use half of my jewellery because I don’t even remember I have it, all tucked away in a box. Since I make jewellery myself, I don’t really waste time looking for specific items. If necessary, I just make one.
I decided to display my personal jewellery on the wall, so that it’s always handy. Like this, even if I’m in a hurry, I’m more likely to pick out a necklace or some earrings to wear that day.
To make the display I simply bought a cork board with a wooden frame and covered it in fabric. I nailed the fabric to the back of the frame but staples would probably work as well.
I used ball point sewing pins to hang necklaces and earrings. So I wouldn’t need a different pin for each earring I used buttons to pair them up. It’s a cool idea but I’ve since stopped using the buttons for the earrings I wear most because it was an extra step I didn’t need when in a hurry (and when you’re a mum, you always get ready in a hurry).
My silver chains and other items are kept in small ziplock bags to prevent tarnish. I don’t worry so much about the earrings because they’re fairly easy to clean, but chains are a pain to clean so I’d rather keep them shiny for as long as possible.
O ensino está podre
O Tiago anda com uma pressão enorme em cima por causa da escola, algo que nunca esperei que acontecesse aos 8 anos. Os gajos que criaram os mais recentes programas educativos do primeiro ciclo são certamente psicopatas cujo único gozo é causar ansiedade, depressão, angústia e desespero em crianças que deviam estar super felizes por já saberem ler e escrever.
Em vez disso sentem-se falhados por, aos 7 anos, terem dificuldade em decorar os nomes dos diversos tipos de triângulos, perceber o conceito de semi recta, aprender fracções e escrever textos com introdução, desenvolvimento e conclusão, com pontuação correcta e, claro, sem dar erros – algo que muitos adultos continuam a ter dificuldade em conseguir.
O Tiago vai-se safando e até tem aproveitamento na escola, apesar da ocasional ficha de português menos boa, principalmente porque sente tanta pressão que bloqueia e deixa coisas em branco que até sabia se conseguisse ter calma suficiente para pensar. Mas o problema é mesmo esse. Por mais que se esforce, hoje em dia nunca chega, nunca é suficientemente bom. E ele e os outros miúdos sentem isso e não conseguem ter gozo naquilo que já atingiram, que já aprenderam.
As escolas há muito que estão no negócio de formar robots. Não há espaço para a individualidade, para a diferença, para as aptidões ou interesses pessoais. É igual para toda a gente e se não és tão bom a uma matéria, problema teu. Mas está a piorar cada vez mais. Só o Português e a Matemática é que são importantes e o resto é palha. Não é que essas coisas não sejam importantes mas não são tudo. Não se pode descartar o resto como se fosse lixo.
Em vez de se criar um sistema de ensino mais aberto e diversificado estão a enfiar cada vez mais matérias de Português e matemática nos programas do primeiro ciclo, tentando ensinar a crianças demasiado pequenas, coisas abstratas que elas não têm ainda maturidade para aprender. Pior que isso. Estão a preparar-se para fazer o mesmo ao jardim de infância, provavelmente esperando que crianças de três e quatro anos já saibam o alfabeto completo e contar até 20 – então se eles já contam até dez, o que custa puxar mais um bocadinho?
E o tempo e espaço para ser criança? Querem robozinhos de fato e gravata logo à saàda do útero? Para quê? Cambada de idiotas.
O consenso geral entre as pessoas que lidam de perto com os alunos – pais, professores, psicólogos – é que estes programas de ensino e metas curriculares são claramente feitas por alguém que nunca viu uma criança nem sabe o que isso é. Pior ainda, nem querem saber. São pessoas com cargos muito importantes que acham certamente que uma criança de 7 anos e um estudante universitário são mais ou menos a mesma coisa. São alunos e isso chega. Estão a desmotivar e a provocar ansiedade desnecessária a crianças que hoje em dia já nem têm tempo para brincar, tal é a carga horária da escola seguida dos TPC. Estão a criar uma geração de infelizes que precisam de acompanhamento psicológico mal largam as fraldas.
Pelo que tenho lido, a atitude desta gentinha que se acha muito superior e afinal não percebe nada disto é que os alunos que não conseguem acompanhar, paciência. Chumbam e tentam outra vez no ano seguinte. E que os professores só têm é de organizar melhor o tempo para conseguir dar toda a matéria. Isto porque acham que ensinar é só debitar a conversa que vem nos livros e seguir em frente. Mas não é. Para uma verdadeira aprendizagem é preciso fazer um trabalho de consolidação na aula. É preciso repetir, fazer exercícios, perder tempo com cada assunto. Senão é só decorar sem aprender e isso não serve para nada nem dá bases para o que vem a seguir. O que é que o paàs ganha com uma absurdidade destas?
Como se a crise económica não fosse um buraco suficientemente grande, a forma criminosa como estragaram o ensino é mais uma razão para apetecer arrasar com este paàs e começar de novo.
Noite
Há meia hora que os miúdos já deviam estar na cama, mas como é sexta feira nunca querem. Em vez disso tenho a Joana na cozinha a engonhar com o jantar e a ver o Adventure Time e o Tiago na sala a ver o Dumb Ways to Die versão Portal. Eu, ao fim de 4 horas de jantar, TPC, mais jantar e despiste regular de piolhos, refugiei-me por momentos no quarto mas a coisa nunca dura muito. É como quando tento ir à casa de banho e me esqueço de fechar a porta. Tenho imediatamente 3 gatos a roçar-se nas minhas pernas e a Joana a chamar por mim com algo inadiável como procurar o sapato da Frankie Stein.
Como furar chapa metálica – How to drill sheet metal
Tanto em bijutaria como em joalharia é por vezes necessário furar chapa metálica, para introduzir uma argola ou o espigão de um brinco, para passar a serra quando se quer cortar um desenho na chapa ou para introduzir rebites.
Mesmo para quem ainda não se aventurou a soldar mas quer trabalhar com chapa, esta é uma técnica básica mas importante porque permite, entre outras coisas, juntar elementos através de rebites.
Antes de furar deve-se marcar o local do furo com um lápis. depois usa-se um punção, como o da foto acima, para fazer uma pequena cova no sítio a furar para a broca não se desviar. Para tal basta dar uma martelada no punção, tendo o cuidado de o situar precisamente sobre a marca a lápis do furo.
As brocas usadas em bijutaria e joalharia são geralmente muito finas. O mais comum é uma broca de 1 mm mas dependendo do objectivo pode ser necessário utilizar brocas de 0,8 ou 0,7 mm. Isto quer dizer que as brocas são frágeis e se partem facilmente se fizermos muita força.

Há várias ferramentas que permitem furar chapa. A mais tradicional é o pião.
O pião é composto por uma barra central de madeira suspensa por dois cordões presos ao topo de um eixo metálico central. Ao girar a barra central, os cordões enrolam-se à volta do eixo e a barra sobe. Ao puxar a barra para baixo, os cordões desenrolam, fazendo rodar o eixo vertical e consequentemente a broca, causando o furo.
O pião não é uma ferramenta fácil de usar ao inàcio. Requer alguma prática e causa alguma frustração. No entanto tem a vantagem de ser uma ferramenta leve e fácil de controlar quando se apanha o jeito da coisa, o que reduz bastante o risco de partir as brocas. A desvantagem é que demora bastante tempo a fazer um furo, pelo que não é muito prática quando é necessário fazer muitos.

Para quem não quer comprar ferramentas especàficas, um berbequim ou aparafusadora eléctrica serve perfeitamente. Só é preciso que tenha motor de velocidade regulável, de preferência com botão tipo gatilho, porque o furo deve ser feito a baixa velocidade.
É também preciso ter cuidado para não exercer demasiada força sobre a broca. Como a aparafusadora é pesada, é difàcil manter uma posição da broca absolutamente vertical e com o peso extra é muito fácil partir as brocas. Não aconselho com o uso de brocas muito finas.
Porém, a minha ferramenta preferida para furar é o motor de suspensão. Não é tão pesado como um berbequim e tenho mais controlo. A velocidade é controlada por pedal e o punho não tem muito peso pelo que é fácil de controlar e manter estável.
Antes de fazer o furo é necessário lubrificar a broca. A lubrificação serve para que a broca rode melhor e para evitar que a fricção aqueça demasiado a broca o que também pode contribuir para que parta.
Para lubrificar a broca tenho uma caixinha de plástico com uma bola algodão embebida em óleo. Basta bater com a broca no algodão ocasionalmente para a lubrificar. O óleo pode ser daquele que se usa para as máquinas de costura ou, se não tiverem, também se pode usar azeite.
O algodão aguenta-se assim bastante tempo e quando fica demasiado cheio de limalhas, deita-se fora e substitui-se por outro.
O furo deve ser feito sobre uma base de madeira que possa ser furada. Não convém ser directamente sobre uma mesa a menos que a queiram ver cheia de buracos. Também não convêm ser sobre uma base metálica porque a broca pode partir quando sai do outro lado da chapa e bate no metal. Eu uso um barrote de madeira para os furos mas há quem fure directamente em cima da estilheira.
A broca lubrificada deve ser colocada na vertical e deve-se exercer alguma pressão mas sem exagerar. É uma questão de prática.
Como já foi referido, a velocidade tem de ser baixa. A alta velocidade a broca roda em falso e não fura nada. Para saber se está a furar basta ver se estão a aparecer pequenas limalhas no sítio do furo.
Por vezes chegamos a uma certa altura do furo, especialmente em chapas mais grossas ou de materiais mais duros, como o latão, em que a broca parece que já não está a fazer nada. Nestas alturas costumo dar mais uma pancadinha com o punção porque faz uma cova mais cónica do fundo, o que permite à broca perfurar mais um bocadinho. Também se podem dar pequenos movimentos circulares à broca, mas só se a largura do furo não tiver de ser absolutamente rigorosa porque isto pode alargar ligeiramente o topo do furo.
No final é comum ficarmos com um altinho na parte de trás da chapa, à volta do furo. Este deve ser limado até a chapa ficar lisa. – In jewellery making, sometimes you need to drill holes in metal sheet, to insert a jumpring or earring post, to pass the saw through so you can cut larger designs or to use rivets.
Even for those who have yet to venture into soldering but want to work with sheet metal, this is a basic but important technique to acquire because it allows you, among other things, to join several elements through the use of rivets.
Before drilling you should mark the puncture location with a pencil and then use a metal punch, like the one pictured above, to make a small indentation in the metal so that the drill doesn’t skid away. Just tap the punch with a hammer over the pencil mark.
The kind of drill used in jewellery making are usually very thin. The most common is probably 1mm thick but according to the project it may be necesarry to use 0,8 mm or 0,7 mm drills. This means the drills are fragile and easy to break if you put too much pressure on them.

There are several different tools that allow you to drill sheet metal. The most tradicional one is the pump drill,
The pump drill has a horizontal bar attached to a central drill Shaft by two bits of cord. When you turn the horizontal bar, the cord wraps around the central shaf. By pulling down the bar, the shaft spins, causing the drill to spin as well, creating the hole.
The pump drill is not an easy tool to use at first. It requires some practice and can cause some frustration. However, it has the advantage of being a very light tool and easy to control, once you get the hang of it, which reduces greatly the risk of breaking any drills. The main downside is that it takes too long to drill a hole, so it’s not very practical when you need to make several of them.

For those who don’t want to buy any specific tools, a simple electric drill or dremel will do. Just make sure it has adjustable speed, if possible with a trigger type button, because the drill works best at low speed..
It’s also important not to put too much pressure on the drill. Since an electric drill is somewhat heavy, it’s harder to maintain it perfectly vertical throughout and with the extra weight it’s much easier to break the thinner drills.
My favorite drilling tool, however is the flex shaft. It’s not as heavy as a drill and gives me a lot more control. The speed is managed by a pedal and the hand piece isn’t heavy so it’s easy to keep it steady.
Before drilling it’s necessary to lubricate the drill so that it spins better and to prevent it from heating up too much, which might also contribute to a break.
To lubricate the drill I keep a small plastic box with an oil soaked cotton ball. All I have to do is touch the drill to the cotton ball and it’s lubricated. The oil can be clear machine oil, like the kind used for sewing machines, or even olive oil.
Drilling should take place over a wood surface that you don’t mind poking a hole through. So it’s not a good idea to drill directly over a table, unless you have no love for it. You shouldn’t drill over a metal surface because the drill may break on contact with the metal. I use a section from a thick wood beam for all my drilling but some people drill directly over the bench pin.
The lubricated drill should be kept vertical and you should apply mild pressure but not too much. Too much pressure or changing the angle of the drill may break it, especially if it’s thin. It’s a matter of practice.
As I’ve mentioned before, the drilling speed should be low. At high speed the drill spins but doesn’t really remove any metal. To know if you’re actually drilling you should look for metal shavings coming out of the hole.
Sometimes you get halfway through the hole and the drill doesn’t seem to be doing anything anymore. This happens mostly with thicker metal or harder metals such as brass. In these situations I like to tap the punch into the hole once more. it seems to help the drill go a little further. You can also turn the drill in a small circular motion but only if the size of the hole doesn’t need to be too precise because it may stretch it a bit at the top.
Once you’ve drilled to the other side of the metal it’s common to have a little bump at the back. This bump should be filed away until the sheet is smooth and straight.














