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Evitar acidentes durante a lavagem de joias – How to avoid accidents while washing your jewellery

Tanto durante o processo de fabricação como na limpeza e manutenção regular das jóias e peças de bijutaria, é por vezes necessário lavar as peças ou componentes.

Este processo é muitas vezes feito no lavatório da cozinha ou casa de banho e corre-se o risco de perder pequenos elementos que caem pelo ralo. É um acidente que pode ter consequências graves, não só pela perda de metal ou pedras valiosas mas também pelo risco de entupimento da canalização.

Para evitar esta dor de cabeça há uma solução muito simples e eficaz: basta tapar o ralo com uma taça virada ao contrário.

A água continua a passar mas as peças que caiam no lavatório param na taça e são facilmente agarradas.

Outra opção é comprar uma tampa de ralo com uma rede apertada. Vendem-se geralmente para lava-loiça de cozinha e existem em diversos tamanhos, pelo que convém comprar o tamanho certo. Se o ralo do lavatório permitir, prefiro as redes que são mais fundas, mais tipo rede de chá, porque encaixam melhor e não mexem tão facilmente. As que são pouco fundas, como a da foto abaixo, podem ser empurradas para o lado por uma peça mais pesada.

Tapar o ralo é muito básico mas há alturas em que uma dose exagerada de confiança nos faz esquecer este pequeno passo com resultados desastrosos. – While making jewellery or during regular maintenance, it is sometimes necessary to wash your jewellery or components.

This process is often done over a kitchen or bathroom sink and there’s the risk of losing small elements down the drain. this kind of accident can have severe consequences, not only in terms of the loss of precious metal and valuable gemstones but also because you risk clogging the pipe.

To prevent such a headache there is a very simple but effective solution: simply cover the drain with an upside down bowl.

The water will still flow but anything you accidentally drop will stop at the bowl and can easily be picked up.

Another option is a strainer. They’re sold mostly for kitchen sinks and come in different sizes, so you should buy the appropriate size or your sink. If possible I prefer the deeper ones, like tea strainers, because they fit into the drain hole and stay put. The shallow ones, like in the piece below, can be pushed aside if we happen to drop a heavy piece.

Covering the drain seems like such a basic notion there are times when we feel so confident we don’t even bother and it can have disastrous consequences.

– Férias no GerêsFérias no Gerês

Ao fim de sete anos fomos finalmente de férias pela primeira vez.

Desde que o Tiago nasceu, o máximo que temos feito é uma noite num hotel no nosso aniversário de casamento, enquanto os miúdos ficam com os avós. As férias de verão têm sido todas passadas em casa, ou com o Pedro doente, ou a fazer compras no Ikea e a arrumar a casa. É uma seca. Este ano lá marcámos – já em cima da hora – cinco dias no Gerês. Eu estive lá quando tinha 11 anos e lembrava-me de como aquilo era bonito. O Pedro nunca tinha ido.

Optámos por um hotel de apartamentos, para ter um pouco mais de espaço do que um só quarto. Ficámos no Hotel Apartamentos Geres Ribeiro, que é mesmo no centro da vila. O hotel não é mau mas tem alguns inconvenientes. O sofá cama da sala, onde dormiram os miúdos, é terrivelmente estreito. Dizer que aquilo dá para duas pessoas é uma piada quando uma criança de quatro e outra de sete mal conseguiam partilhar o espaço. O conforto da cama também deixa muita a desejar, com o colchão mais fino que eu já vi e aquilo a ranger por todo o lado.

A nà­vel da cozinha, fazia falta um micro-ondas, um pouco mais de utensà­lios, tipo espátulas e afins, e uma frigideira menos velhas. Aquilo parecia ter séculos de uso. Compreendo que as pessoas tenham tendência para tratar mal os utensà­lios do hotel porque aquilo não é delas e são idiotas, mas isso não é desculpa para torturar os utilizadores seguintes. Mas pronto, no geral safámo-nos.

A viagem é muito longa mas correu bem, tirando o facto da Joana ter vomitado quando estávamos a 5 minutos do hotel. Por mais que eu tenha tentado limpar a cadeirinha, o cheiro a vómito persistiu durante toda a semana :P.

O Gerês é de facto um daqueles sí­tios em Portugal que vale a pena visitar. Para onde quer que uma pessoa se vire vê-se rodeada de verde, com pequenas cascatas, riachos e fontes por todo o lado. Em pleno Agosto apanhámos um dia inteiro de chuva, que foi uma chatice porque acabámos por passar imenso tempo fechados no hotel. O Tiago a certa altura já trepava pelas paredes, por isso o pai levou-o a passear à  mesma, e lá foram, montanha acima.

O resto da semana correu melhor e fomos a todos os sí­tios que tà­nhamos planeado visitar. Os miúdos adoraram a praia de rio, cuja água tinha uma temperatura bastante decente, algo que não posso dizer das cascatas, que eram um gelo.

No último dia visitámos o Parque, que era a zona de que eu me lembrava da infância. Na altura dava para tomar banho no rio mas agora está tudo vedado. O Tiago ficou um bocado frustrado porque queria fazer arborismo mas não tinha a altura mà­nima. Temos de o levar ao Parque de S. João um dia destes para compensar.

Como primeira experiência de férias de famà­lia não foi muito mai, tirando o primeiro dia e o facto de haver sempre um dos miúdos a dizer que está farto e se quer ir embora cada vez que tentamos ir a algum lado. Mas pronto, é treino para a adolescência, altura em que vão andar contrariados o tempo todo.

Ao fim de sete anos fomos finalmente de férias pela primeira vez.

Desde que o Tiago nasceu, o máximo que temos feito é uma noite num hotel no nosso aniversário de casamento, enquanto os miúdos ficam com os avós. As férias de verão têm sido todas passadas em casa, ou com o Pedro doente, ou a fazer compras no Ikea e a arrumar a casa. É uma seca. Este ano lá marcámos – já em cima da hora – cinco dias no Gerês. Eu estive lá quando tinha 11 anos e lembrava-me de como aquilo era bonito. O Pedro nunca tinha ido.

tiago_geresOptámos por um hotel de apartamentos, para ter um pouco mais de espaço do que um só quarto. Ficámos no Hotel Apartamentos Geres Ribeiro, que é mesmo no centro da vila. O hotel não é mau mas tem alguns inconvenientes. O sofá cama da sala, onde dormiram os miúdos, é terrivelmente estreito. Dizer que aquilo dá para duas pessoas é uma piada quando uma criança de quatro e outra de sete mal conseguiam partilhar o espaço. O conforto da cama também deixa muita a desejar, com o colchão mais fino que eu já vi e aquilo a ranger por todo o lado.

A nà­vel da cozinha, fazia falta um micro-ondas, um pouco mais de utensà­lios, tipo espátulas e afins, e uma frigideira menos velhas. Aquilo parecia ter séculos de uso. Compreendo que as pessoas tenham tendência para tratar mal os utensà­lios do hotel porque aquilo não é delas e são idiotas, mas isso não é desculpa para torturar os utilizadores seguintes. Mas pronto, no geral safámo-nos.

A viagem é muito longa mas correu bem, tirando o facto da Joana ter vomitado quando estávamos a 5 minutos do hotel. Por mais que eu tenha tentado limpar a cadeirinha, o cheiro a vómito persistiu durante toda a semana :P.

2014-08-11 16.02.12Pelo caminho parámos no Portugal dos Pequenitos e eles divertiram-se imenso.

O Gerês é de facto um daqueles sí­tios em Portugal que vale a pena visitar. Para onde quer que uma pessoa se vire vê-se rodeada de verde, com pequenas cascatas, riachos e fontes por todo o lado. Em pleno Agosto apanhámos um dia inteiro de chuva, que foi uma chatice porque acabámos por passar imenso tempo fechados no hotel. O Tiago a certa altura já trepava pelas paredes, por isso o pai levou-o a passear à  mesma, e lá foram, montanha acima.

O resto da semana correu melhor e fomos a todos os sí­tios que tà­nhamos planeado visitar. Os miúdos adoraram a praia de rio, cuja água tinha uma temperatura bastante decente, algo que não posso dizer das cascatas, que eram um gelo.

No último dia visitámos o Parque, que era a zona de que eu me lembrava da infância. Na altura dava para tomar banho no rio mas agora está tudo vedado. O Tiago ficou um bocado frustrado porque queria fazer arborismo mas não tinha a altura mà­nima. Temos de o levar ao Parque de S. João um dia destes para compensar.

Como primeira experiência de férias de famà­lia não foi muito má – tirando o primeiro dia e o facto de haver sempre um dos miúdos a dizer que está farto e se quer ir embora cada vez que tentamos ir a algum lado. Mas pronto, é treino para a adolescência, altura em que vão andar contrariados o tempo todo.

Adicionar pedra facetada a anel – Adding a faceted gemstone to a ring

Foi-me pedido para adicionar uma pedra facetada a um anel. O anel era de latão com banho de prata pelo que foi perdendo o prateado ao longo do processo. No final foi necessário dar um novo banho para reaver a cor inicial.
Aqui ficam algumas fotos do processo.

O anel original tinha uma camada de plástico a imitar uma pedra. Ao limar o topo do anel, em preparação para adicionar a virola, tornou-se claro que era feito de latão.

Comecei por marcar o centro e fazer um furo com uma broca.

Esse furo serve para inserir a serra de forma a abrir uma zona onde irá encaixar o pavilhão da pedra.

Recortei um quadrado um pouco mais pequeno do que a dimensão da pedra. Aqui vemos o processo de corte a meio.

Limei a zona cortada e usando uma agulha num punho de latão, marquei linhas no metal com as dimensões da pedra.

Limei a 45 graus para criar um bom encaixe para o pavilhão da pedra.

Verificação do encaixe

A pedra deve assentar bem sobre o anel. Se ainda ficar levantada, é preciso limar mais.

Visto por baixo, fica uma janela que deixa passar luz através da pedra.

Construà a virola em prata. Mede-se o lado da pedra e transfere-se essa medida para o metal. Esse será o local da dobra. Serra-se superficialmente no local da dobra e depois lima-se para abrir um sulco em V. Repete-se o processo em todos os cantos até formar um quadrado. Amarrei com fio de ferro para estabilizar a forma antes de soldar.

Soldei depois a virola ao anel, amarrando mais uma vez com o fio de ferro para ter a certeza que ficava no sítio certo.

Antes de cravar a pedra limei os cantos em V. Este passo nem sempre é preciso nem desejável mas a pedra era um pouco irregular e muito fina e tive receio que partisse ao cravar. Este projecto foi ainda numa fase de aprendizagem em que não tinha muita confiança na cravação de pedras com cantos.

O anel foi polido e por fim cravei a pedra na virola.

English:

I was asked to add a faceted gemstone to a ring. The ring turned out to be silver plated brass, so it was necessary to silver plate it once more at the end of the alteration.
Here are some photos of the process.

The ring originally had a bit of plastic in the place of a gemstone. After removing that and filing down the front of the ring, it became obvious that it was in fact made of brass.

I marked the center and drilled a hole.

The hole was used to pass the saw blade through.

I cut out a square that was just a little bit smaller than the gemstone. In this photo I had cut half of the square.

After filing the edges, I used a needle to mark the size of the gemstone around the hole.

I filed in a 45 degree angle to make a seat for the stone.

I checked the fit.

The gemstone should fit perfectly over the base. If you can still see the angle of the pavilion, the seat should be filed a bit more.

Seen from below, there’s an opening that allows the light to shine through the stone.

The bezel was next. I measured the side of the gemstone and used a divider to mark a line on the bezel wire. I made a superficial cut with the saw over this mark and then used the triangular file to make a deeper notch for the bend. Similar marks are made for the other corners until a square is formed. I tied the bezel with iron binding wire to keep it closed while soldering.

I soldered the bezel to the ring. Once again I used binding wire to keep it in place.
Before setting the stone I cut some v-shaped notches in the corners. This isn’t always necessary or even desirable, but the stone was irregular and very thin so I was afraid to break it if I didn’t. I made this ring at a time when I was still learning.

I polished the ring before setting the stone.

Tutorial – Como usar uma fieira para fio metálico – Tutorial – How to use a draw plate for wire

Uma fieira é uma grossa placa de aço com furos graduados. Serve para reduzir a grossura do fio metálico.

1. Lima-se a ponta do fio em bico. Um bico de 2 a 3 cm é suficiente. Pode-se voltar a limar mais tarde se necessário. Este bico serve para se conseguir passar o fio metálico através da fieira em furos mais pequenos do que a grossura do fio.

2. Aquece-se o fio para recozer, tornando-o maleável. Fiz um video que mostra o processo de recozer fio metálico.

3. Enquanto o fio ainda está quentinho (mas não demasiado quente) cobre-se de cera. Para tal basta passar uma vela ou um bloco de cera ao longo de todo o fio. A cera adere devido ao calor e vai servir de lubrificação.

fieira

4. Coloca-se a fieira num torno, de preferência um grande e aparafusado à  mesa. A mesa deve também estar presa à  parede ou ao chão para não mexer quando se puxa o fio.

5. Procura-se na fieira o furo imediatamente abaixo do tamanho do fio (o maior onde o fio já não passa). Com um alicate agarra-se a ponta do fio e puxa-se através do furo.

6. Repete-se o processo em furos cada vez mais pequenos até obter a espessura de fio desejada. Não salte furos para evitar demasiada pressão no fio metálico.

7. Deve-se recozer o fio a cada 4 ou 5 furos para evitar que fique demasiado duro, o que requer força sobre-humana para o puxar pelo furo. O arame demasiado duro també pode partir ou começar a descamar (levantam-se lascas na superfà­cie).

8. É necessário voltar a cobrir o fio com cera sempre que se recoze. É preciso cuidado com este processo porque a cera é inflamável e pode incendiar (como acender uma vela). – A draw plate is a thick steel plate with holes. It’s used to reduce the thickness of wire.

1. File one end of the wire into a sharp point. 2 to 3 cm is usually enough. You can always file it more later if necessary. This is so you can poke the wire through a hole that’s smaller than the gauge you currently have.

2. Anneal the wire to make it soft. I made a video on how to anneal wire.

3. While the wire is still warm (but not too hot), pass a candle or block of wax over it to coat it. The wax acts as lubrication, allowing the wire to run through the plate more smoothly.

fieira

4. Hold the draw plate securely into a sturdy bench. The bench or table which holds the vice should be attached to wither the wall or the floor, otherwise you risk pulling it along with the wire.

5. Find the hole in the draw plate that is just under the size wire you have. Use sturdy pliers to grip the tip of the wire and pull it through.

6. Continue pulling the wire through each of the increasingly smaller holes until you reach the desired gauge. Don’t skip steps to avoid putting unnecessary strain on the wire.

7. You should anneal the wire every 4 or 5 holes to keep it pliable, otherwise it will harden too much and you need superhuman strength to pull it through the hole. If the wire hardens too much it may also break or starts flaking (chips start appearing on the surface of the wire).

8. Always reapply wax after annealing. Be careful when annealing wire that has been coated in wax. Wax is flammable and may catch fire (like lighting a candle).

Anel de prata e ametistas – Silver and amethyst cabochon ring

A penúltima peça de joalharia do primeiro ano do curso foi um anel com 3 ametistas.

O objectivo do exercàcio era fazer uma anel em chapa com bata. A curvatura e a forma geral eram ao meu critério. Optei por um anel mais estreito atrás, por uma questão de conforto. Para tal corta-se a chapa em losango que depois é encurvado na embutideira e soldado na zona mais fina, formando o corpo principal.

silver ring tutorial by Dee Caria

As batas (fio que dá espessura ao anel para não ficar apenas uma chapa fininha) foram feitas com fio de 1mm quadrado e soldadas por dentro da chapa, uma de cada lado. Não é um processo fácil devido à curva da chapa. As batas devem encaixar na chapa mas geralmente tendem a descair. Convém amarrar tudo com fio de ferro para ter a certeza que não descaem quando a solda começa a correr.

Convém também que a soldadura da bata coincida com a soldadura da chapa do anel, para a eventualidade de ser necessário serrar o anel (apara alterar o tamanho, por exemplo) se poder serrar tudo de uma só vez.

silver ring tutorial by Dee Caria

Para maior segurança na soldadura, comecei por colocar apenas um palhão de solda e depois de ter a bata presa por esse ponto, acertar a curvatura e só então soldar o resto. Tentar fazer tudo de uma vez tem mais tendência para dar problemas.

Nesta altura fiz alguma limpeza da superfàcie e arredondei as arestas. Foi um passo necessário porque depois de soldar mais elementos em cima da base torna-se mais difàcil corrigir certas imperfeições. O problema é que ao retirar o excesso de solda cedo demais, corre-se o risco da solda mexer quando se aquece outra vez e ficar com pequenas zonas por preencher. Mesmo utilizando o corrector para proteger as soldaduras anteriores, isso tem tendência para acontecer. A melhor forma de o evitar é usar solda com diferentes pontos de fusão – começar com uma com menos cobre para as batas e depois usar outra com mais cobre para o resto.

Com a base do anel completa, fiz virolas para os cabochons de ametista. As virolas são feitas com uma tira de prata com 0,3 mm de espessura para ser fácil de pressionar sobre as pedras. A base teve de ser limada até seguir a curva da chapa, antes de soldar. Amarrei as virolas à base com fio de ferro para as manter no lugar durante a soldadura. Com as virolas no sítio, fiz um furinho na chapa de base, no centro de cada uma, e serrei o excesso de metal para que a luz passe através da pedra.

silver ring tutorial by Dee Caria

Fiz duas alianças de fio redondo e dois S que coloquei como elementos decorativos, por cima e por baixo das virolas. Depois lixei a superfàcie, satinei com a fresa de diamante para dar alguma textura àsuperfàcie e assim permitir ao oxido uma melhor fixação, e cravei as pedras.

silver ring tutorial by Dee Caria

Por fim oxidei a peça. Para oxidar uma peça parcialmente, o método mais simples é aquecê-la ligeiramente (se as pedras forem resistentes à temperatura) e aplicar o óxido com um pincel fino. Depois é só polir as zonas que não ficaram oxidadas e dar apenas uma breve passagem nas zonas oxidadas para que fiquem com um pouco de brilho mas sem retirar a cor.

silver amethyst ring by Dee Caria

English:
One of the last pieces from the basic jewellery course I’m attending was an amethyst ring.

The goal of the piece was to make a domed ring with an inner wall. This adds a certain dimension to the band without the need to use heavy gauge sheet. The curvature and general shape of the ring were up to me. I chose to taper the ring toward the back, so it fit more comfortably on the finger. I’m not used to wearing such wide bands, so this was my compromise.

To make the ring band I cut a lozenge shape out of 0,5 mm (24 AWG) silver sheet, curved in on a doming block, sized it and soldered the thinner end together. The size should be a little larger than the intended finished size because the inner walls will take up some room on the inside of the band.

The inner walls were made from 1 mm (18 AWG) square wire, formed into two circles and then curved until they followed the edges of the ring band, which in this case had a slight curve to it, due to the tapered shape. The walls must fit perfectly inside the ring band.

Due do the domed shape of the band, these inner walls tend to slip into the ring rather than stay put at the edges like intended. I used iron binding wire to secure them in place while soldering. The best technique is to find one spot where the wall meets the band in the exact place you want it and add some solder to that spot only. Once this spot is secure you can more easily manipulate the walls to fit better all around before soldering the rest.

It’s also a good idea for the join of the walls to coincide with the join on the band so that, in case you need to saw it open (to adjust size, for example) you saw the whole thing over the soldered join rather than risk cutting the walls into bits that could move when the ring is re-soldered.

At this point I did some cleanup and rounded the edges of the ring. After soldering other elements on top it gets harder to reach certain areas and might be impossible to correct certain imperfections. On the other hand, when possible I only clean solder joins at the end because when I solder again the solder may move and create pits or small gaps. The best solution for this problem is to start with hard solder for the structure of the ring and then move on to medium.

Once the ring base was done I made bezels for the amethyst cabochons I had chosen for this piece. The bezels were made from a silver strip 0,3 mm thick (28 AWG) so they were thin enough to easily bend over the stone. The base of the bezels had to be filed until it conformed to the dome shape of the ring. I tied the bezels to the ring shank with iron binding wire to secure them before soldering. After soldering the bezels in place I drilled a hole in the center of each one and sawed off excess sheet metal from underneath the stones. This is done so that light can shine through the stone. It also helps if you need to push out the stone at some point.

I made another two circles out of 0,9 mm (19 AWG) round round wire that fit over the edge of the band on both sides. I also created some decorative S shapes to solder on the sides of the cabochons.

Once all the soldering was done I sanded the ring with 400 and 600 grit sandpaper and used a diamond burr to add texture to the outer surface of the ring. Liver of sulfur, used to darken the metal, adheres better to a textured surface.

I set the amethyst cabochons. I used a burnisher to finish polishing the bezels after setting.

Finally I applied the LOS (liver of sulfur). To partially oxidise the piece, the best method is to heat it up just a bit with the torch and then apply the patina with a thin paintbrush. I did a final polish to remove any patina stains from areas that should be bright and buffed the oxidised area briefly to bring out some shine.

Apps de beleza ajudam a escolher um look actual

Hoje em dia, temos acesso a consultores e especialistas em beleza altamente actualizados na palma da sua mão. Graças aos smartphones que já não conseguimos largar, podemos aprender truques de maquilhagem, encontrar inspiração no salão de beleza e, principalmente, simplificar a escolha no momento de nos embelezarmos para uma ocasião especial.

maquilhagemMesmo que as apps de moda ainda não estejam desenvolvidas com a máxima tecnologia disponà­vel, naturalmente estão em expansão e são uma grande aposta de várias marcas importantes do mundo da moda, portanto, podemos sempre esperar muitas novidades nesta área. Ainda assim, já é possível saber através de vários apps, qual a tendência actual dos mais famosos desfiles de moda do mundo inteiro e de todas as estações. Temos também a possibilidade de fazer consultas a outras utilizadoras e especialistas para saber se a roupa que vamos usar em determinada ocasião está adequada.

Uma das apps mais diversificadas e com um grande número de utilizadores na área da beleza é a “˜Marie Claire Beauty Genius‘ que tem muitos và­deos de “get the look” de celebridades e desfiles, além de dicas e truques. Conta com um bónus onde pode enviar as suas dúvidas para serem respondidas. Outra aplicação que já tem um número grande de downloads é a My Skin, que avalia sua pele e ainda indica quais os produtos que funcionam bem no seu caso. Para fazer isto, ela analisa dados sobre a sua saúde, alimentação e estilo de vida, preenchidos num longo questionário. E nesta mesma linha, existem inúmeras outras apps.

Estas milhares de apps actuais (inclusive as de moda) surgiram no mercado porque os jogos online, mais precisamente os jogos de casino online, fizeram tanto sucesso que praticamente abriram as portas para o aparecimento de todos os outros. Isto porque passou a ser possível jogar alguns jogos de casino como roleta online, poker ou blackjack, por exemplo, em praticamente qualquer tablet ou smartphone. A partir daà­, a grande maioria das marcas percebeu que este novo mercado oferece uma possibilidade de alcance e personalização que dificilmente outro mercado oferece.

Isto é uma grande demonstração de como as apps, que estão em constante expansão, se tornaram uma ferramenta fundamental para transmitir informação e entretenimento a utilizadores de todo o mundo e já fazem parte do dia a dia de milhares de pessoas.

A Joana fez 4 anos

Parece que demorou uma eternidade porque assim que tinha acabado de fazer 3 anos, a Joana começou a perguntar quando é que fazia quatro. Passámos o ano a dizer que ainda faltava muito tempo.

No dia 13 de Julho, e para ela não ter de esperar mais uma semana, fizemos a sua festa de aniversário. Passei o fim de semana na cozinha a fazer o bolo. Estava um calor insuportável e a Joana queria ajudar à  força toda. Como qualquer mãe sabe, com ajuda demora tudo o triplo do tempo.

A Joana pediu um bolo da Bela Adormecida. Encontrei no Pinterest o bolo ideal, que é basicamente um cone com um furo no meio onde encaixa uma boneca. Coberto com pasta de açúcar, o bolo parece uma saia, et voilá!

bolo_joana_4anos

Em teoria é simples, mas foi preciso fazer dois bolos com circunferências diferentes, aparar para ficarem com a forma certa e ralhar coma Joana que foi fazer furos no primeiro bolo enquanto arrefecia. Não resistiu a deixar a sua assinatura.

A festa foi só com a famà­lia mais próxima e a Joana divertiu-se. Entre as diversas prendas teve uma mala de maquilhagem, um fato de médica, prà­ncipes para a Cinderela e a Ariel, montes de livros, lego duplo, várias bonecas, um conjunto de chapéu e mala, enfim, tudo o que uma menina de 4 anos poderia desejar.

joana_4anos

No dia seguinte levou outro bolo para a escola, para festejar com os amigos. Desta vez mandei fazer o bolo e limitei-me a fazer umas sapatilhas de ballet para decorar, a pedido da Joana.

bolo_sapatilhas

Road to Paloma

Este filme, escrito e realizado por Jason Momoa em conjunto com dois amigos, tem como tema central a injustiça legal que afecta as tribos de nativos americanos.

Aparentemente, um branco que vá a uma reserva atacar a população nativa, mesmo que apreendido, não pode ser julgado localmente. Os nativos estão assim dependentes do tribunal federal que muitas vezes não considera espancamentos e violações (que pelos vistos são frequentes) crimes suficientemente graves para se estarem a chatear. É um daqueles casos de falhas legais em que o crime acaba por compensar. O filme tem como um dos seus objectivos chamar a atenção para esta situação de injustiça social.

Mas acima de tudo é um road movie. Gostei da fotografia, da cor, do ambiente algo sonhador da coisa, mas para quem não tenha grande paciência para aturar dois gajos montados em motas de cabelo ao vento, é capaz de ser um bocado seca. O facto de um deles ser o Jason Momoa deve tirar um bocado o aborrecimento, pelo menos à s senhoras, apesar do tamanho dele fazer com que a Harley pareça um triciclo de criança, o que fica um pouco estranho, visualmente.

Fiquei espantada com a (quase) ausência de violência do filme, considerando o tema, mas acaba por ser mais sobre as consequências dos actos e provavelmente tem mais impacto assim.

Não é um filme fantástico porque é um pouco disperso, com uma série de pequenas cenas e encontros que parecem até irrelevantes para a história, excepto do ponto de vista em que nos ajudam a conhecer melhor o personagem principal, mas é um bocado parado. Mas pronto, é bonito e com um tema que nos deixa a pensar sobre o quanto ainda temos a percorrer pela igualdade de direitos.

Fim de semana no Luso

Para celebrar os nossos 16 anos de casamento, fomos passar o fim de semana no Luso. Nunca tinha lá estado e é uma zona muito bonita.

dee_pedro

O tempo não esteve dos melhores e não deu sequer para experimentar a piscina olà­mpica. O máximo que conseguimos foi nadar um bocadinho na piscina interior, mas não é bem a mesma coisa.

cascata

Por outro lado, passear na serra com tempo fresco é capaz de até ser mais agradável do que com muito calor. Fomos ao Hotel Palácio do Bussaco e fizemos um dos percursos sugeridos, por uns caminhos muito giros cheios de fetos gigantes, flores e pequenos riachos. Grande parte da vegetação foi plantada pelos monges da zona que cavaram pequenas valas de irrigação ao longo dos caminhos, criando um fabuloso jardim no meio da serra.

palace_hotel

feto

 

Na sexta à  noite passeámos um pouco pela vila e estavam a preparar um espectáculo com o tema dos anos 30, por isso tinham música dessa época a tocar, que se ouvia pelas ruas foras. Entre isso e a arquitectura arte nova, deu um bocado a ideia de viajar ao passado, o que foi uma sensação interessante.

grade

Junto à s termas existe a fonte de S. João. No centro de uma pirâmide de vidro vê-se uma das nascentes, rodeada por um circulo de pedras escuras. Notam-se as bolhinhas de ar a emergir no meio da água, no sí­tio onde esta brota do chão. As pessoas da vila podem ir a esta fonte buscar água para levar para casa. Existe um aviso a pedir para as pessoas não exagerarem, para levarem apenas aquilo que conseguirem carregar, mas claro que vimos logo uma senhora com 20 garrafões a fazer aquilo em linha de montagem. Há sempre destes em qualquer lado.

Encontrámos um restaurante chamado Pedra de Sal que tinha uma comida muito boa. A especialidade deles é porco preto. Eu, como não gosto, pedi espetada de lulas com camarões que também estava muito boa. Porém, enquanto que a carne vem acompanhada de batatas fritas, arroz e feijão, quem pede peixe tem apenas direito a um pratinho com umas mà­seras couves. Não que me tenha feito diferença, porque não preciso de qualquer espécie de acompanhamento (que isso só faz é mal), mas fartei-me de gozar com a aparente discriminação contra os clientes que não pedem porco.

O hotel onde ficámos, o Grande Hotel do Luso, era simpático e calmo e o quarto era espaçoso e confortável. As cortinas tapavam bem a luz, algo que para mim é muito importante, mas a casa de banho (que parece ser sempre o ponto fraco dos hotéis) tinha alguns problemas. O autoclismo estava a pingar para dentro da sanita, o que fazia com que estivesse sempre a encher mais um bocadinho, com um barulho altamente irritante. Foi preciso fechar a torneira do autoclismo durante a noite e de manhã a água tinha-se escapado toda e era preciso deixar encher. Deixámos o aviso mas não fizeram nada durante a estadia.

grande_hotel_luso

Fora isso, a banheira parecia mal apoiada e o centro mexia como se aquilo fosse uma camada super fina, dando uma enorme sensação de insegurança. Se isso acontece com pessoas que pesam 70kg, nem imagino o que acontecerá com uma pessoas de 100kg ou mais.

Também notei uma grande dificuldade em tirar a oleosidade do sabonete das mãos, e não percebi se seria do sabonete ou da água. Dá-me a sensação que água do luso talvez não seja a ideal para tomar banho 🙂

Por outro lado, a sala de pequeno almoço com vista para a piscina era agradável e tinham croissants – a minha parte favorita dos pequenos almoços de hotel.

No domingo estava a chover por isso tomámos o pequeno almoço e viemos embora. Chegámos a Lisboa à  hora de almoço e fomos à  FIA onde comprei uma pedrinhas (apesar de achar que aquilo este ano estava mais caro) e alguma da comida regional.

Mais imagens no Instagram.

Inà­cio da época de férias

O último mês tem sido complicado por motivos pessoais. Não me vou por aqui a expor a telenovela, mas tenho estado com muito pouca energia para fazer seja o que for, incluindo escrever posts do blog. As coisas à s vezes não correm como esperamos e estou aos poucos a recuperar de um grande murro no està´mago. Mas pronto, a vida continua.

Para sublinhar essa última frase, fomos comprar móveis e outros elementos para decorar a casa. Um dia passado na Worten e outro no Ikea resultaram numa TV brutalmente gigante para a sala (prenda de aniversário do Pedro) e uma cómoda e um toucador para o quarto, este último algo que eu tinha na wishlist desde que nos mudámos para esta casa. Os dias seguintes foram passados a montar móveis e caixas e ainda tenho muito que arrumar. É uma distracção, acima de tudo.

Entretanto o Tiago acabou oficialmente o primeiro ano da escola primária e está de férias. Combinámos que pode ficar em casa em dias alternados que não coincidam com as minhas aulas de joalharia. Nos outros dias vai para o ATL.

A Joana teve hoje o seu primeiro dia de praia. Estava toda entusiasmada até chegar a hora de entrar para o autocarro. Aà­ começou a chorar e foi preciso agarrarem nela ao colo enquanto gritava “quero a mamã”. Fiquei com vontade de a levar de volta para casa e que se lixe a praia, mas acho que já faço isso vezes demais.

Sempre que posso dou-lhes escolha – no que querem comer, vestir, o que querem fazer ao fim de semana, etc. Acho que isso os incentiva a tomar decisões e também a ganhar confiança porque sentem que têm algum controlo sobre a sua própria vida. Têm regras a cumprir à  mesma, tal como lavar as mãos antes de comer, hora do banho, hora de deitar, etc, mas tento criar um equilà­brio e explicar a razão das obrigações.

Infelizmente o mundo exterior não é tão compreensivo, e na escola são obrigados a seguir todas as regras que lhes forem impostas e com muito pouco poder de escolha. Por exemplo, já tive de ir falar com a monitora do ATL que forçava o Tiago a ficar fechado na sala mesmo quando não tinha trabalhos de casa em vez de o deixar ir brincar para o recreio com os outros. Depois de um dia inteiro fechado numa sala de aula, aquilo era um verdadeiro castigo para ele. Disse-lhe que achava que ele precisava era de ir correr um bocado e não passar mais uma hora a pintar ovos de páscoa ou outra das actividades organizadas. Compreendo que há crianças que adoram esse tipo de actividades (eu era uma delas) mas o meu filho é demasiado energético e precisa de uma horinha de exercí­cio antes de se ir enfiar em casa. Acho que o ATL tem de ser flexà­vel nestas coisas mas é complicado porque a norma é tratar todos os miúdos por igual, independentemente de preferências ou temperamento. Sei que é mais fácil assim mas nunca concordei com a tendência das escolas para transformar as crianças em robots.

Por outro lado oiço muitas vezes que devia obrigá-lo a participar nas actividades organizadas para se habituar. Compreendo que para pessoas naturalmente sociáveis isso possa parecer um conselho sábio. Para pessoas introvertidas, pelo contrário, forçar a socialização é um verdadeiro pesadelo.

O Tiago não é anti-social. Ele tem amigos e gosta de brincar com os outros. No entanto não gosta de ser o centro das atenções nem de actividades de grupo forçadas. Gosta de inventar as suas próprias brincadeiras. As festas da escola e idas à  praia, por exemplo, são um sofrimento para ele. Porque é que eu iria forçá-lo a participar sabendo isso? Para mim isso seria o equivalente a fechar uma pessoa numa sala cheia de aranhas para perder a aracnofobia. É meramente cruel.

A minha cama

Tenho uma relação muito especial com a minha cama.

Todas as noites quando entro no quarto e a vejo, tenho a sensação de reencontrar uma velha amiga muito querida de quem não me tinha apercebido as saudades que tinha.

Mentalmente digo-lhe “oh, é tão bom ver-te novamente. Só tu me compreendes.” Espalha-se pelo meu corpo uma enorme sensação de alà­vio ao saber que vou finalmente poder deitar-me e dormir longas horas.

A minha relação com o sono e com a minha cama é semelhante à  relação que outras pessoas têm com a comida. Dormir é um dos grandes prazeres da vida. Nāo o considero uma perda de tempo. Muitas das minhas melhores ideias surgem durante o sono. Dormir ajuda-me a por as ideias em ordem, a ver o trabalho e as situações de uma nova forma. Aquilo que parece o fim do mundo quando estou cansada, passa a ser suportável na manhã seguinte. Se não durmo o suficiente transformo-me no Hulk, pelo menos em temperamento, assim como outras pessoas se tornam insuportáveis quando têm fome.

Quando oiço alguém dizer que o tamanho ou disposição do quarto não interessa para nada porque é só para dormir e de olhos fechados não ligam a essas coisas, fico chocada. Ou o mais próximo de chocada que uma pessoa seriamente cà­nica consegue ficar. Enfim, levanto levemente uma sobrancelha, vá.

Como é possível não dar a máxima importância ao ninho, ao nosso refúgio? à€ ultima imagem que vemos antes de adormecer e a primeira que enfrentamos ao acordar? O quarto tem de ser uma área que emane calma e segurança, que nos faça sentir bem e felizes por estarmos na nossa casa, no nosso espaço.

Se calhar é coisa de gajas. Isso explicaria como o meu irmão conseguiu dormir durante meses num colchão no chão, a um canto, com roupa espalhada por todo o lado. Essa imagem ainda hoje povoa os meus pesadelos.

Mas não vamos pensar em coisas más porque agora estou quentinha, na minha caminha, e demasiado depressa será manhã. Boa noite e bons sonhos.