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19 meses

Passou mais um mês e o Tiago continua a aprender coisas novas constantemente. Já anda há 5 meses e já se farta de correr. Continua a não gostar muito de dar a mão quando anda na rua mas ocasionalmente já o admite sem grande fita. O resto do tempo atira-se para o chão, farta-se de berrar e arrasta-se de costas, empurrando com as pernas, limpando os nossos lindos passeios.

Sim, é verdade, chegou a fase das birras a toda a força. Parte deve-se à  idade mas acho que grande parte se deve também à  creche e ao que vê os outros miúdos fazer. Começou a bater-me e dar-me pontapés, algo que nunca tinha feito antes e começou a ginchar que nem um porco em vez de se limitar a choramingar como antes. Eu ignoro sempre que posso ou vou para outra sala até acabar. Como reacção a isso o Tiago começou a agarrar-se à s minhas pernas quando faz birra para eu não poder ir a lado nenhum. Não há dúvida que aprende depressa.

Em termos de aprendizagem, já sabe onde fica o nariz, a boca, os dentes – aponta para o sí­tio certo na sua cara quando perguntamos e depois bate muitas palminhas. Já fazia isso com a cabeça e os pés há alguns meses e agora está a especializar-se.

Também já aponta para o pai quando se pergunta ‘onde está o papá?’. Curiosamente, quando se pergunta ‘onde está a mamã?’, aponta para ele mesmo.

Começou a sentar-se no carrinho e a conduzir para a frente e para trás e até a virar o volante. Infelizmente não temos é muito espaço para ele andar e entre as constipações e os dias cinzentos ainda não deu para levar o carrinho para o parque para ele experimentar.

Porque sim, está constipado outra vez. Tem sido todas as semanas desde há quase um mês. Fica melhor e passados uns dias tem o nariz a pingar outra vez. Desta vez não tem febre mas está cheio de tosse e as noites têm sido complicadas. Nem quero imaginar que vamos passar o inverno todo nisto.

Mas desta vez tivemos uma novidade: o Tiago está a aprender a assoar o nariz. Não é sempre porque ele não gosta e como tal não quer colaborar, mas já compreende que deve soprar pelo nariz o que faz com que já não seja necessário usar o aparelho de tortura que é o aspirador nasal.

Outra diferença recente é que deixou de vir para o colo com os livros. Agora vai buscar o livro mas senta-se no chão e vai folheando e apontando para as imagens. Acho que mais uma vez é uma independencia que vem da ida para a escola porque lá não tem a atenção constante que tinha em casa e aprendeu a ver os livros sozinho.

Já começou a por a cara a jeito para receber beijinhos de outras pessoas para além de mim o que quer dizer que começou a perceber que é um cumprimento social comum.

Por outro lado, não só continua a não falar como parou completamente de usar as palavras que já tinha aprendido. É um bocado frustrante.

Cheia de inveja

Isto é absolutamente fútil mas pronto: estou cheia de inveja do cheirinho do novo gel de banho do Tiago. É da Chicco e custa uma barbaridade e acho que só comprei porque o do costume estava no fim e não me apetecia ir passar horas no supermercado só por causa daquilo.

Pode ser um bocado ridà­culo escolher um gel de banho pelo cheiro mas para mim, desde que lavem são todos iguais, excepto pelo cheiro. O olfato é um sentido poderoso e ter a sensação que fico a cheirar bem quando tomo banho é agradável.

Infelizmente odeio o cheiro do meu gel de banho actual. Foi oferecido e ainda por cima é um daqueles frascos tamanho familiar que vai durar quase um ano porque só eu é que uso (o Pedro prefere sabonete).

Se eu fosse outro tipo de pessoa provavelmente deitava aquilo fora e pronto, mas não consigo. Um bom exemplo disso é que estou neste momento a tentar não vomitar porque resolvi usar o creme hidratante que a minha mãe me ofereceu nos anos. Foi de boa vontade e ela nem se deve ter apercebido do cheiro que aquilo tem. Achou piada ao facto de ser de chocolate, substancia que eu adoro. Infelizmente aquilo não cheira bem a chocolate. É mais parecido ao cheiro daquelas sobremesas de soja com sabor a chocolate, mas muito mais intenso e enjoativo e dá-me volta ao estomago de uma forma incontrolável. É irritante porque a ideia até tinha piada – ser envolvida pelo aroma do chocolate parece yummy, pelo que a realidade é decepcionante e prejudicial à  saúde.
Mas, mais uma vez, sou incapaz de deitar logo tudo no lixo e sei que de tempos a tempos vou ter a tentação de experimentar outra vez para ver se já me enjoa menos. No fundo sou masoquista.

Odeio telemóveis

É uma daquelas leis sádicas do universo que a hora em que os diversos membros da famà­lia decidem telefonar coincide sempre com o momento em que acabei de me sentar na sala e respirar fundo depois de todo o ritual de ler a história, deitar o Tiago, tapá-lo, fazer-lhe uma festinha, despedir-me, encostar a porta e afastar-me sem fazer barulho. Vai tudo pelo cano abaixo em meros segundos graças a uma das piores invenções da história: o telemóvel.

Seja para a sesta, seja à  noite, nunca falha. É particularmente verdade nos dias em que por acaso me esqueço de tirar o telemóvel da mala que fica pendurada no espelho mesmo à  porta do quarto dele. Assim que o Tiago adormece lá começa aquela música hedionda – porque o meu telefone não vem com um único toque normal e eu recuso-me a esbanjar dinheiro em coisas rà­diculas como toques de telefone. Fico com uma vontade imensa de atirar a máquina infernal ao chão e espezinhá-la até estar desfeita em bocados pequenos o suficiente para passarem no buraco de uma agulha.

Não digo que não dê jeito em emergências, mas a verdade é que hoje em dia se não atendemos o telefone por estar na casa de banho a pessoa que telefonou começa logo a pensar que aconteceu uma desgraça. A frase ‘liguei-te para o telemóvel mas não atendeste’ com um tom acusatório é muito frequente e irrita-me.

É que basta estar alguém constipado cá em casa para eu passar a próxima semana a atender telefonemas de 10 em 10 minutos. Também está relacionado com o facto das pessoas terem uma certa tendência para pensar que só porque estou em casa quer dizer que não tenho nada para fazer, o que raramente é verdade mas impossível de convencer seja quem for. E se é por eu estar em casa porque é que não ligam para o telefone de casa? É porque querem ter a certeza que eu atendo mesmo que esteja a atravessar a rua a caminho do supermercado. Acho que é uma falta de consideração pelo tempo das pessoas, esta mania de ligar por tudo e por nada, a qualquer hora do dia ou da noite.

Porque raio é que não mandam um SMS, por exemplo? Assim posso ler a mensagem quando tiver tempo em vez de andar tipo escrava da tecnologia a correr para o telefone cada vez que dá na bolha de alguém informar-me que o céu está azul.

Não há nada pior do que o telefone acordar o Tiago, eu atender (porque continuo convencida que chamadas para o telemóvel podem significar uma emergência) e ter do outro lado uma voz muito calma que diz ‘ah, não é nada, era só para saber como estás’. Como estou? ESTOU FURIOSA!

Eu sei que as pessoas não podem adivinhar quando é uma má hora mas não consigo evitar irritar-me com esta intrusão constante.

Nas raras vezes em que o Tiago não acorda com o telefone, o mais certo é tocarem à  campainha. Neste caso é raro ser alguém que conheço – apesar da minha mãe ser fã de aparecer sem avisar primeiro. O mais comum é ser alguém verdadeiramente incómodo como os pedinchadores profissionais. A partir de Outubro a frequencia aumenta. Pelo menos uma vez por dia durante os fins de semana aparece alguém com a conversa do ‘é natal, vá lá dê-nos dinheiro’. Isto do Natal começar logo em Outubro também me irrita brutalmente.

As testemunhas de Jeová são outra praga frequente e adoram aparecer à  hora de almoço que é quando o Tiago vai para a cama. Apetece-me abrir a porta com uma faca na mão e gritar ‘da próxima vez que acordarem o meu filho corto-vos à s tiras finas e derreto-vos em ácido na banheira.’ Convém ser clara nestas coisas.

Quer isto tudo dizer que hoje o Tiago não dormiu a sesta, não tive um momento de descanso, estou cansada, com sono, com fome e com muito pouca paciência para a segunda feira. Se tivesse a idade do meu filho estava agora mesmo a fazer uma birra brutal, daquelas de abanar as pernas e bater com os punhos no chão ao som de gritos histéricos.

Para referencia futura: HORAS EM QUE É ESTRITAMENTE PROIBIDO TELEFONAR EXCEPTO EM CASOS DE EMERGàŠNCIA: das 12.30h à s 16.00h ao fim de semana e a partir das 20.30h em qualquer dia.

Considerem-se informados.

Chuva

Acabei hoje à  hora de almoço um trabalho que me andava a ocupar o cérebro e o tempo livre.

Ao contrário do que esperava até gostei de voltar a fazer um projecto de design, especialmente porque a situação permitiu-me trabalhar como eu e não como representante de uma grande empresa de design – pode ser um bocado estafante ter esse peso nos ombros. Mas como sou um bocado obcessiva não descansei enquanto não cheguei ao fim porque queria ver se ainda conseguia trabalhar ao mesmo ritmo ou se ficaria presa numa daquelas armadilhas de CSS em que é suposto funcionar mas não funciona. Apareceram algumas mas consegui resolver muitas e o Pedro ajudou com outras e a coisa foi ao sí­tio.

Ter de trabalhar a este ritmo diariamente seria verdadeiramente esgotante porque como tenho de ir buscar o Tiago à s 4 da tarde tenho de compensar as restantes horas à  noite. Mas como são projectos esporádicos não faz mal.

Como ainda estou com tosse, ando a dormir mal e tenho trabalhado dia e noite, depois do almoço dei-me ao luxo de descansar uma horinha. Acordei com as portas a bater com o vento e muita chuva.

Tenho que ir buscar o Tiago daqui a bocado e vou ficar encharcada. Damn!

A pintura do prédio

Na segunda semana de Setembro começou a montagem dos andaimes para a pintura do nosso prédio.

O prédio estava para ser pintado há algum tempo mas o dinheiro do condominio não dava para tudo – o ano passado foi preciso arranjar os elevadores – e por isso só agora, que já há infiltrações preocupantes em alguns andares, é que a decisão da pintura foi finalmente para a frente.

Este ano a camara de almada lançou uma campanha chamando a atenção das pessoas para eventuais benefà­cios fiscais para quem pinte o seu prédio de 8 em 8 anos e represálias para quem não o faça. Parece ter funcionado porque tenho visto montes de prédios a ser pintados pela cidade fora. Não sei se o nosso foi coincidência ou se a campanha terá ajudado a convencer alguns cépticos que não tinham problemas e como tal não queriam largar a massa.

A montagem dos andaimes para a pintura do prédio começou no princà­pio de Setembro. Como os tipos das obras são todos iguais, montaram dois andares de andaimes, tipo cão a marcar território, e depois deixaram aquilo assim durante mais uma semana.

E de repente, um belo dia, tenho gajos a andar fora da minha janela. Mesmo sabendo o que é não deixa de ser desconcertante.

Apesar da pintura ser importante e nós também termos alguns problemas com a humidade na casa de banho e escritório, não deixa de ser irritante o facto de termos acabado de comprar redes mosquiteiras para podermos abrir as janelas e arejar a casa e agora ser preciso ter as janelas fechadas até acabar a pintura e os andaimes serem desmontados.

No dia 15 um homem tocou a diversas campaà­nhas do prédio a dizer que tinha visto dois homens com mochilas à s costas a subir os andaimes e a entrar por uma janela acima do sexto andar. Fomos à  janela espreitar e estavam mais pessoas pelo prédio a fazer o mesmo. Não vimos nada mas reparámos que uma das janelas da varanda do sexto andar estava ligeiramente aberta, apesar de ser o dia em que o prédio deveria começar a ser lavado. O Pedro resolveu chamar a polà­cia porque nestas situações só há duas coisas a fazer: chamar a polà­cia ou voltar para dentro de casa e fazer de conta que não se passa nada porque não é connosco.

Aparentemente já mais alguém tinha feito o mesmo e os polà­cias apareceram pouco depois e começaram a subir os andaimes, a verificar as janelas e a perguntar se alguém tinha visto alguma coisa. No final parece que não foi nada. Provavelmente algum engraçadinho achou piada a andar a alarmar as pessoas.

Aquilo que nos deixou mais desconfiados foi o facto de andarem de facto uns idiotas aqui na zona a assaltar ou a tentar assaltar casas. No prédio dos meus pais entraram em pleno dia para uma casa e andaram a estragar tudo apesar de terem levado pouca coisa e no prédio da minha cunhada também já andou alguém num fim de semana à  tarde a tentar abrir portas. Como é obvio, com andaimes é ainda mais fácil e como eu fico muitas vezes em casa sozinha ou só com o Tiago, é uma situação que me preocupa

Ao fim de um mês de escuridão e casa abafada por não poder abrir as janelas, lá acabaram finalmente a obra. O dia de desmontar os andaimes foi um dia feliz. É realmente uma diferença brutal poder arejar a casa convenientemente e voltar a ter luz na sala.

Agora tenho de arranjar por dentro mas não é muito complicado. Precisa só de um bocadinho de tempo e paciência.

Já nasceu!

Pois é, depois de muito esperar já nasceu o meu primeiro sobrinho. Ainda não o vi, nem o vou poder ver tão cedo porque continuo doente – eu sei! já lá vão duas semanas e meia e isto não passa! – e não vou arriscar transmitir um virus tão resistente a um recém nascido.

Espero pacientemente que alguma alma caridosa me envie uma foto mas já sei que saiu lourinho como a mãe.

Beijinhos aos recém papás que vão agora entrar no clube dos que sabem bem o que é passar uns meses sem dormir. 🙂

PS: Já vi a foto do Gabriel, já com os olhinhos abertos e tudo. É giro o miúdo – dentro daquele look alien que os recém nascidos têm todos, claro, mas é muito perfeitinho e proporcional. O Tiago tinha um nariz enorme quando nasceu mas o Gabriel parece ter herdado o narizinho pequenino da mãe.

à€ espera do Gabriel

A minha cunhada Ana foi na passada sexta feira à  noite para o hospital com o propósito de induzir o parto devido a risco de pré-eclampsia. Ela teve uma gravidez complicada, sempre a precisar de controlar os diabetes e a tensão e como já ia nas 39 semanas estava na altura de tirar o miúdo cá para fora.

Infelizmente, apesar da tentativa de indução, a Ana não tinha contracções e acabou por ficar internada 3 dias antes de decidirem avançar com a cesariana, e isto apenas porque a bolsa rompeu a meio da noite de sábado e não podiam esperar mais tempo (o máximo são 36 horas).

Eu compreendo que eles achem que cesariana é só um último recurso mas uma situação destas é uma tortura brutal para a grávida. Sabendo que há risco de uma complicação grave, que não há contracções e como tal o parto natural vai ser pouco provável e que a grávida não se opõe à  cesariana, não havia razão para arrastar isto tanto tempo.

Enfim, já estão agora no bloco e espero que corra tudo bem e que o meu sobrinho nasça finalmente, saudável e feliz. Estou desejosa de conhecer o novo membro da famà­lia.

A primeira reunião de escola

Fui à  primeira reunião como encarregada de educação do Tiago. É estranho começar a ter estas coisas tão cedo.

A reunião foi gira, com fotos e videos dos miúdos nas diversas actividades, já que a maior dificuldade dos pais em largar os seus bebés na creche é ficar a imaginar o que raio fazem eles o dia todo.

Fora isso não teve grandes surpresas. Foi basicamente uma apresentação para ficarmos a saber o nome das diversas senhoras que tratam dos nossos filhotes, uma lista de regras e pedidos e informações das coisas novas que estão a planear fazer.

Acho interessante que tentem por os miúdos logo a ter aulas de música, dança e ginástica mas sinceramente gostave de assistir a uma dessas aulas porque não consigo imaginar como é possível fazê-los colaborar com esta idade. Não duvido que o consigam. Gostava era de conhecer o segredo 🙂

A máquina de lavar mentirosa

Ultimamente ando em guerra com a minha máquina de lavar loiça É uma Whirlpool 6th Sense, supostamente toda croma que é suposto ‘sentir’ o nà­vel de sujidade da loiça e ajustar o consumo de água de acordo com isso e blá, blá, blá mas que por esta altura tem já os dias contados – só falta escolher o modelo da máquina nova e contar os tostões antes desta traidora sair porta fora.

A teoria por detrás das máquinas de lavar é que nos poupam tempo. Em vez de passarmos meia hora a lavar loiça à  mão passamos cinco ou dez minutos a por a loiça na máquina e a dita faz o resto. Infelizmente cá em casa isso é mesmo só teoria. A nossa máquina de lavar, em vez de lavar efectivamente a loiça – apesar de estar convenientemente alimentada com detergente, sal, abrilhantador e essas coisas todas – parece limitar-se a transferir sujidade de umas peças para as outras fazendo com que certas coisas, como por exemplo os copos de água, saiam mais sujas do que quando entraram para a máquina.

Na prática isto quer dizer que ao tirar a loiça da máquina tenho de lavar tudo à  mão dando-me o dobro do trabalho do que se o tivesse feito logo e atirasse a máquina de lavar pela janela (figurativamente, claro).

Não há nada pior que electrodomésticos que não parecem efectivamente avariados mas que se recusam a fazer aquilo que era suposto.

A próxima máquina há-de ser alemã e vamos ver se as coisas melhoram.

40 de febre

Já sabia que o Tiago não se estava a sentir muito bem, mas quando fomos para a cama ontem por volta da meia noite, ao ir espreitar o Tiago, demos com ele com 40,1 graus de febre. Ficámos naturalmente preocupados e depois de ligar para os meus sogros lá despimos o miúdo e estivemos a torturá-lo, refrescando-o com uma toalha molhada para lhe descer a temperatura. Ele ginchava desesperadamente porque aquilo deve ser de facto muito desagradável, mas ao fim de um bocadinho já tinha descido um grau ou dois.

Demos-lhe mais um benuron e ficámos à  espera meia hora antes de medir a temperatura outra vez. Por volta da uma da manhã já tinha descido para os 37,8 por isso vestimo-lo novamente, com uma roupa um pouco mais fresca do que o pijama. à€s duas da manhã fomos espreitar outra vez. A temperatura já tinha descido mais um bocado mas estava encharcado em suor. Foi preciso mudar-lhe a roupa e o lençol da cama e voltar a deitá-lo. Felizmente ele adormeceu depressa depois de todas estas interrupções. Podia ter sido bastante pior. Nós é que não dormimos nada, como seria de esperar.

O Pedro acertou o alarme para as 5 e meia porque havia a hipotese do Tiago ter um novo pico de febre por volta das 6 horas, altura em que o benuron já teria perdido o efeito. Fui medir a temperatura e estava fresquinho. Voltei a verificar à s 7 e continuava bem. Fiquei mais descansada.

Foi uma noite horrà­vel mas esta manhã o Tiago estava quase normal. Ficou cansadoo mais cedo, como é natural, e fartou-se de dormir de tarde, mas o tempo que esteve acordado esteve a brincar como normalmente.

É claro que não foi para a creche, até porque deve estar contagioso, e eu e o Pedro também não estamos em grandes condições. Eu já vou em semana e meia de seguida doente e começa a ser cansativo. Mas é como tudo – uma pessoa habitua-se ao ritmo de ‘fazer coisas sem dormir bem e com nariz entupido’ e lá vai funcionando.

Foi a primeira vez que o Tiago teve alguma coisa assim mais grave (porque aparentemente as febres altas nos bebés podem dar origem a convulsões e coisas assim divertidas) e é daquelas coisas que nos faz lembrar a responsabilidade que é ser pais. Felizmente o miúdo parece resistente.

O jantar de sábado

No sábado fizemos um jantar cá em casa. É uma coisa rara porque dá imenso trabalho e normalmente ao fim de semana queremos é descansar e não passar o dia a limpar, arrumar e cozinhar. Mas queriamos convidar o Paco e a Joana, que já não vámos há imenso tempo e nem as constipações nos impediram de ir para a frente com a coisa.

O meu irmão e a Ana chegaram à  hora marcada e o Paco e famà­lia passados 40 minutos. Pelo meio tive de dar a sopa ao Tiago para ele não ficar com demasiada fome, e quando chegou a altura de comer ele já estava com tanto sono que deu duas dentadas e depois foi preciso ir deitá-lo.

Gostei muito de ver a barriguinha da Joana que já está com um volume considerável e juntamente com a Ana que também vai ter o bebé nas próximas duas semanas, estivemos a conversar sobre o que seria de esperar – gravidez, o que levar para o hospital, as diferenças de ter só um filho ou mais que um, etc.

Também gostei de ver os filhos do Paco e da Joana que estão já super crescidos. A Catarina parece bastante mais velha do que é e está já com ar de adolescente e o Miguel também está muito alto e com bastantes parecenças com o pai.

Fiquei um bocado preocupada com a Catarina que teve uma reação alérgica bastante assanhada por causa dos gatos (pardon the pun). Não fazia ideia que ela tinha alergia senão teria fechado os gatos antes deles chegarem para não ser tão mau.

No geral, e apesar de não sermos o tipo de pessoas que delira com este tipo de situações sociais, e apesar de todo o trabalho de dá, acaba por ser agradável estar com amigos, conversar, comer a bela lasagna do Pedro (apesar de termos cometido o enorme esquecimento de servir a salada que ficou no frigorà­fico – é a falta de hábito.) e no final até ficamos com aquela sensação de ‘isto foi giro, temos que repetir um dia destes. 🙂

Agora é que é a sério

No passado fim de semana eu estive doente, mesmo sem vontade de me mexer e o Tiago esteve com o nariz a pingar mas não passou muito disso. Durante a semana eu comecei a melhorar mas na quinta feira sentia-me outra ve pior. Por essa altura o Tiago começou novamente com sintomas e na sexta ao final do dia estava já a senti-lo um bocado quente e o termómetro indicou que ele tinha de facto a temperatura ligeiramente aumentada, com 37 graus.

Ontem continuou na mesma mas à  noite até estava fresquinho e nem lhe chegámos a dar o benuron antes de ir para a cama. Só que esta manhã estava outra vez mais quente e depois da sesta estava obviamente a sentir-se mal: encostava a cabeça no assento do sofá, deitava-se no chão – tudo coisas que ele só faz quando está com sono ou doente. Chegou aos 37,6, que não é muito mas já é o suficiente para fazer qualquer pessoa sentir-se um bocado mal e depois dos meus sogros o auscultarem e verem os ouvidos foi medicado e enfiado na cama e adormeceu quase imediatamente.

Quer isto dizer que amanhã não vai para a escola, o Pedro também já está a ficar doente, eu continuo com o nariz entupido e dor de cabeça e tenho um trabalho para acabar esta semana. O timing é tudo…

Enfim, entre as sestas e as noites o trabalho ficará feito mas com muito mais dificuldade do que eu estava à  espera.. Seca.

Mas pronto, o que é importante é que o Tiago não fique pior e que isto seja só uma gripezita e não uma infecção ou outra porcaria mais grave.