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Mais um post sobre o Magalhães

Já muito se disse sobre o assunto que é o novo computador Magalhães, uma iniciativa que tem como objectivo a produção e distribuição de computadores portáteis a um baixo preço para crianças do 1º ciclo. Mas muito do que tenho lido é uma absurdidade tal que não resisti a exprimir a minha opinião, insignificante como ela possa ser. Aviso já que vai ser um post longo.

Quando ouvi falar do assunto pela primeira vez a reacção que tive foi de incredulidade sobre o facto de existir uma iniciativa deste tipo em Portugal. Como Portuguesa estou tão habituada a ser confrontada com a parte negativa do paà­s, da polà­tica e das condições de vida em geral quando comparadas com outros paà­ses europeus que parece quase irreal quando aparece uma iniciativa positiva e louvável e saber que existiu perseverança suficiente para a por em prática em vez de se ficar pelo projecto, como estamos tão habituados a que aconteça.

Como muitos outros portugueses, sou das primeiras a apontar os defeitos que o nosso paà­s tem. Os polà­ticos são na generalidade de pouca confiança e fico pasmada quando me apercebo que é considerado perfeitamente aceitável e normal que polà­ticos que cometem as maiores ilegalidades passados poucos meses estão novamente a candidatar-se para cargos públicos em vez de estarem simplesmente presos. Não acho que o Estado deva ser considerado uma alternativa porreira a ter um emprego mas somos obrigados a pagar segurança social e no entanto as reformas são baixas e demoram uma eternidade a ser pagas pela primeira vez, o dinheiro é mal gerido, há pessoas a aproveitar-se do sistema, etc. O sistema de trabalhadores a recibos verdes é uma vergonha porque os descontos são fixos em vez de serem relativos ao vencimento, os anos de trabalho não contam para a reforma apesar da obrigatoriedade do pagamento da taxa fixa de segurança social e muitos trabalhadores ‘independentes’ são na verdade empregados sem contrato descartáveis porque assim podem ser despedidos em qualquer altura mas não têm direito a subsidio de desemprego. O IVA é um roubo, o pagamento especial por conta das empresas é um imposto mà­nimo, não devolvido que leva muitas empresas em dificuldades à  falência mais depressa. Enfim, o nosso paà­s tem muitos podres.

No entanto, quando um governo – qualquer governo: não tenho afiliações partidárias – toma uma iniciativa que me parece positiva não vou dizer mal só porque é o governo. Acho que essa atitude é destrutiva e estúpida e reflecte uma coisa muito grave que é a incapacidade que algumas pessoas têm de pensar por si próprias e avaliar cada situação pelos seus méritos em vez de meter tudo no mesmo saco.

Assim sendo, pareceu-me que a iniciativa da criação do Magalhães seria algo positivo. Já li muitas opiniões sobre o assunto, muitas delas negativas e parece-me que há muita gente está a falhar o alvo com as suas crà­ticas ao projecto. Para mim aquilo que parece importante é que hoje em dia não faz sentido ter crianças que nunca mexeram num computador. A tecnologia existe e já é parte do nosso dia a dia. O uso do computador pessoal começou a tornar-se mais usual quando eu andava na faculdade e desde então tornou-se algo corriqueiro. A evolução a nà­vel do hardware, software e propagação da internet tem sido extremamente rápida e muitas profissões já necessitam de um conhecimento básico de utilização do computador, nem que seja para escrever uma carta no Word e mandar imprimir. Considerando que acabei a faculdade há 10 anos, e que já ninguém usa disquetes e até o CD se começa a tornar uma coisa do passado, imaginem como será daqui a mais 10 ou 20 anos, quando as crianças que estão agora a entrar para a escola tiverem que procurar emprego.

Hoje em dia ter acesso a um computador é tão importante como ter acesso a um lápis. Infelizmente, apesar dos preços para um computador médio terem descido bastante nos últimos anos, continuam a ser máquinas caras mas o valor que tenho visto para o Magalhães é de 50 euros. Assim sendo, a criação de computadores baratos que permitam o acesso aos mesmos a um maior número de famà­lias é uma iniciativa bastante positiva.

Compreendo que há muitas famà­lias para quem esses 50 euros continuam a ser verdadeiramente proibitivos (porque isso acontecerá sempre, seja qual for o valor acima de zero) mas mesmo assim já cobre uma fatia bastante mais larga da população que de outra forma não teria qualquer hipótese de proporcionar aos seus filhos o acesso a um computador. E para mim a questão central é que este tipo de iniciativas permitem que algumas crianças com inteligência e potencial mas cujas famà­lias não têm a possibilidade financeira de gastar 300 euros num computador se possam desenvolver ou pelo menos ter a capacidade de se desenvolver e aprender ao mesmo nà­vel que os seus colegas com mais liquidez.

Mas para além dos miúdos que não têm dinheiro também há outros sem computador simplesmente porque os pais não percebem para que é que aquilo serve, porque são de uma geração que passou grande parte da sua vida sem computadores e o seu emprego nunca o exigiu e é natural que se tenha medo e desconfiança daquilo que não se conhece. Mas impedir as crianças de começarem cedo a interagir com os computadores é colocá-las em desvantagem e limitar-lhes as possibilidades para o futuro.

Quem tem crianças deve saber que se vendem umas coisas tipo computador de brincar com uns ecrans minúsculos para miúdos a partir dos 3 anos que têm uns joguinhos para os ajudar a aprender palavras e números. Ora estes computadores de brincar custam entre 35 e 40 euros. O valor que tenho visto para o Magalhães é de 50 euros e estamos a falar de um computador a sério. Se um computador custa quase o mesmo que um brinquedo talvez deixe de ser visto como uma ameaça tão grande.

Não defendo aqui que uma criança + um computador seja necessariamente igual a mais conhecimento, mais inteligência, mais hipótese de arranjar um bom emprego no futuro. Seja qual for o acesso a tecnologia ou educação, há crianças com mais e menos capacidades e sempre haverá. Uns vão usar as possibilidades e outros vão desperdiçá-las. Mas o acesso é importante. Sem acesso não há possibilidade de aprendizagem.

O meu irmão, que hoje em dia é programador e dono de uma empresa bastante bem sucedida, aprendeu a programar Basic no seu Spectrum quando era ainda muito pequeno. Se não tivesse tido esse acesso sabe-se lá o que estaria a fazer hoje. E como ele há vários casos de pessoas que por sorte tiveram acesso a computadores, instrumentos musicais e outros objectos didácticos e criativos na idade certa para desenvolver qualidades e potencialidades. E quem sabe o que as crianças que agora têm acesso a este program podem vir a fazer no futuro? Do meu ponto de vista, basta uma criança em 100 conseguir ir além do que lhe estaria destinado para valer a pena. Compreendo que este tipo de conversa não tem credibilidade a nà­vel financeiro e que há todo um investimento monetário que provém dos nossos impostos, etc, a ter em consideração mas sinceramente prefiro que o dinheiro seja gasto em projectos deste tipo, que são positivos, do que ir só para as despesas do costume que incluem grandes carrões para os ministros por exemplo. Pelo menos é um passo na direcção certa que é apostar nos nossos futuros cidadãos em vez de se limitar a sugá-los.

Vejo muita gente a dizer ‘ah, mas as crianças vão usar os computadores para jogar’. Eu pergunto, e então? Isso faz-lhes algum mal? A ideia é aprender a usar a máquina, que por sinal serve para muita coisa. Jogar não faz mal nenhum à s crianças, aliás, muito pelo contrário. Os jogos de computador estimulam a inteligência e a coordenação motora e são divertidos. Não vejo onde possa estar o mal. É claro que as crianças não devem passar os dias inteiros a jogar tal como não devem passar os dias inteiros a ver televisão, mas é para isso que servem os pais.

O que me leva à  questão do controlo parental. Compreendo que ainda há muitos pais que nunca viram um computador à  frente e como tal não fazem ideia de como ligar ou desligar o controlo parental dos computadores. Não sei se aquilo vem com um manual de instruções que fale sobre isso ou se há alguém a quem perguntar no sí­tio onde se compra o computador. No entanto é da responsabilidade dos pais descobrir, informar-se sobre o produto, o que faz, o que não faz, antes de o entregar à  criança. É um bocado como retirar os atilhos e o plástico dos brinquedos antes de deixar os miúdos brincar, é a única forma responsável de gerir qualquer objecto que seja manipulado pelos nossos filhos. Esquivar-se a essa responsabilidade dizendo que aquilo já devia vir ligado é dar ao Estado mais poder de censura do que eu considero legà­timo, é dizer que nos podem tirar as liberdades que quiserem porque somos parvinhos e não temos capacidade para decidir por nós próprios. E é mais uma razão para as nossas crianças começarem já a usar computadores – para não passarem por humilhações dessas quando chegar a vez deles.

The Lost Room

Estou para escrever isto há quase um mês e ainda não tinha tido oportunidade.

Vi recentemente uma mini-série chamada ‘The Lost Room’. Já não recente – é de 2006 – mas nunca tinha ouvido falar dela até há pouco tempo.

É uma das melhores séries que já vi e recomendo-a vivamente. Quem acreditar em mim e não quiser saber mais nada fique por aqui. Os que precisam de ser convencidos, continuem a ler que eu tento não dar muitos spoilers.

A história é baseada numa ideia interessante mas ao mesmo tempo muito simples: o personagem principal encontra uma chave que entra em qualquer fechadura e dá entrada a um quarto de hotel. Sempre o mesmo quarto de hotel seja qual for a porta que se abre com a chave. Parece giro, não é?

É claro que há muita gente atrás da dita chave mas o senhor, que por sinal é polà­cia, precisa da chave para encontrar a filha e não se pode dar ao luxo de a perder.

Pelo caminho descobre que há mais objectos pertencentes ao quarto e que fazem coisas estranhas e vai conhecendo vários personagens, cada um com uma razão diferente para tentar obter esses objectos. Não se percebe à  partida quem são os bons ou os maus e os episódios estão cheios de suspense.

É uma série curta e isso é algo a seu favor porque seria uma seca se andassem a arrastar aquilo por mais tempo, com um objecto novo em cada episódio, sem nunca chegar a lado nenhum como acontece com algumas séries.

A história é bastante coerente e linear e tem um final lógico e satisfatório. Quero com isto dizer que não estragam tudo no fim 🙂

Fim de semana doente

O mês de Setembro odeia-me. Estou doente pela segunda vez. Na noite de quinta para sexta acordei à s quatro e meia da manhã com dor de garganta e daà­ para a frente só piorou. Ontem mal me conseguia mexer e só me apetecia passar o dia na cama.

O Tiago também ficou com o nariz a pingar mas não passou muito disso. Continuava cheio de energia e só se notou que estava doente na noite de sexta para sábado em que dormiu muito mal porque tinha o nariz entupido e à  hora das refeições porque comer com o nariz entupido também não é agradável.

Ainda estive na dúvida se o deveria levar à  escola ou não mas ele parece bastante bem por isso lá foi. Eu é que continuo um bocado em baixo e com qualquer pequeno esforço como por roupa a lavar faz com que sinta novamente com vontade de rastejar para a cama. Mas já estou bastante melhor que ontem mesmo assim.

A primeira dentada

Fui buscar o Tiago à  creche como de costume. Peguei nele ao colo e comecei a reunir as coisas para sair quando uma das auxiliares, que estava a mudar uma fralda, chamou a educadora dizendo ‘está aqui a mãe do Tiago. A educadora começou a andar na minha direcção e o meu primeiro pensamento foi logo ‘ai, o que é que ele fez?….’ Ele até é um miúdo bem comportado mas nunca se sabe.

Primeira dentadaAfinal não tinha feito nada. Pelo contrário, foi và­tima de uma dentada à  traição no braço direito porque se recusou a entregar o seu ursinho.

É que enquanto os outros miúdos têm chuchas ou fraldas como objectos de transição o Tiago tem o seu urso que, sendo um boneco, chama a atenção dos outros miúdos e levando a algumas situações de confronto. Não lhe posso tirar o urso por isso a única solução é ele aprender a defender-se.

Com que idade é que ele poderá ir para o Kung-fu?

Enfim, estas coisas fazem parte do crescimento e sinceramente, se tivesse sido ele a morder num dos outros eu ficava muito mais preocupada. Ele está bem, nem se queixa, por isso não há crise.

E pelo menos sei que defende o que é seu, algo que é muito importante.

De resto esteve bem. Hoje levaram um teclado para a sala e o Tiago foi o primeiro miúdo a ir lá mexer enquanto os outros ainda estavam a olhar desconfiados. É a vantagem de ter instrumentos musicais em casa.

A consulta dos 18 meses

O Tiago foi hoje de manhã à s vacinas e consulta dos 18 meses. Foram muitas maldades para um dia só, de tal forma que adormeceu no carro a caminho de casa e depois recusou a fruta ao almoço.

Pelo caminho vinha a pensar como me custa muito mais agora vê-lo a ser picado do que das primeiras vezes. Só prova que os laços com os filhos são algo que se cria e não algo que nasce quando eles nascem. Quando o Tiago olha para mim agora com aquele ar de ‘salva-me, estão a magoar-me’ fico destruida. Sinto que é uma traição imensa.

Felizmente agora só volta a ser picado aos 5 anos e a próxima consulta de rotina é só para o medir e pesar e pouco mais. Entretanto vai passar o inverno no infantário por isso é possível que comece a ficar doente com alguma frequencia, mas não há nada a fazer quanto a isso.

Desta vez a medição da altura deu 87 cm e o peso 10,580kg. Continua a crescer principalmente em altura o que explica porque é que as calças para dois anos têm o comprimento ideal mas depois ficam muito largas na cintura – nem chegou a usar alguns dos calções deste ano por isso mesmo.

Já fiz a minha boa acção do dia

Depois de deixar o Tiago na escola ia pela rua a falar ao telefone com o Pedro, a contar-lhe o que a educadora me tinha dito – que o Tiago está muito melhor, já se junta ao grupo quando estão a ler um livro ou a fazer outra actividade, já não se isola – quando vi um velhote à  minha frente que deixou cair um envelope no chão. A minha primeira reacção foi que ele tinha simplesmente deitado lixo para o chão mas quando passei vi que o envelope não estava vazio por isso parecia mais um acidente. Agarrei no envelope, corri um bocadinho e devolvi-o.
O senhor ficou muito surpreendido disse ‘ah, e por acaso era importante’ e mostrou-me que estava cheio de dinheiro – possivelmente a reforma dele.
Teve sorte porque não me pareceu que mais ninguém, das pessoas que iam a passar, se tivesse dado ao trabalho de fazer o mesmo.

18 meses

Ao fim de 18 meses o Tiago é já um menino muito independente. Continua a não falar e mesmo as palavras que já dizia deixou de dizer de forma regular. Prefere comunicar por grunhidos e com outros tipo de sons para as coisas essenciais.

Começou a ir para a creche no principio do mês e não gosta muito mas está a adaptar-se bem. Já abre os braços para ir para o colo da educadora e auxiliares, brinca, come bem e dorme a sesta. É claro que nunca larga o ursinho, que é a ancora dele, de tal forma que o coitado do urso tem de ser lavado todos os dias porque vem sempre coberto de sopa. O Tiago também gosta de ir espreitar o carrinho que fica guardado a um canto da sala como forma de se assegurar que o vou buscar ao fim do dia. Deve fazer umas birras mas não me dizem – acho que devem achar que eu fico muito ansiosa se me disserem as fitas que ele faz – e pelo que já percebi, quanto mais perto da porta ele estiver melhor. Acho que tenho um Scofield, sempre a planear a sua próxima fuga.

Em casa gosta muito de vir para o colo com um livro e apontar para as imagens enquanto eu digo os nomes das coisas. É capaz de fazer isto durante horas, mudando ocasionalmente de livro. Os livros preferidos são folheados vezes sem conta e já estão quase completamente destruidos.

Já tivemos que lhe comprar uns saapatos novos porque os crocs já não serviam – já calça o 22.

Tornou-se muito complicado mudar fraldas porque o fraldário está pequeno demais e ele já se vira com demasiada facilidade. Acho que está na altura de introduzir o bacio. Estou só à  espera que passe mais um bocadinho e ele se habitue ao infantário para não introduzir demasiadas mudanças de uma vez.

another fun birthday

Ontem não queria estar sozinha em casa o dia todo por isso fui para Lisboa de manhã. Já há muito tempo que planeava ir visitar uma loja que vente materiais e ferramentas para joalharia e queria ir comparar os preços do fio de prata com o que compro online. Não tinham parte do que eu queria – arame quadrado só a partir de 2mm para cima e eu uso 0,8 e meio redondo também não – e os preços até pareciam estranhamente baixos até perceber que a prata era 835 em vez de 925.

Depois dei um salto a uma loja de pedras semi-preciosas que já tinha contactado por email mas os preços deles eram um roubo e encontro por metade daquilo online. Mesmo com o custo do envio compensa. Fiquei um bocado triste porque ia toda lançada para trazer montes de pedrinhas giras para trabalhar.

Quando cheguei resolvi ir encomendar um bolo de aniversário – lá porque não faço uma festa não quer dizer que não tenha direito de comer o bolo. Fui buscar o bolo depois de almoço e mais tarde fui buscar o Tiago à  chreche. Até aqui tudo bem.

O problema começou quando resolvi comer uma fatia do bolo ao lanche. Fiquei enjoada e foi piorando ao longo da tarde até finalmente conseguir vomitar quando o Pedro chegou, à s oito da noite. Infelizmente isso não me fez sentir melhor e depois de meter o Tiago na cama também me fui deitar e apesar de não voltar a vomitar também não tive uma noite muito boa.

Hoje continuei enjoada e com a barriga à s voltas o dia inteiro. O Pedro é que foi levar o Tiago à  escola mas eu ganhei coragem para o ir buscar só que a meio do caminho já me estava a sentir mal outra vez.

Estou com uma vontade imensa de levar o bolo à  pastelaria e obrigar o cozinheiro a comê-lo todo mas falta-me a energia.

Primeira semana na creche

Ontem deixei o Tiago ficar na escola para a tarde. Era dia de limpeza e é sempre dificil conjugar sesta com aspirador.

Consegui resisitir a passar o dia a telefonar para lá e quando o fui buscar fiquei triste porque ele estava a chorar. Até comeu bem e chegou a dormir um bocadinho mas depois do lanche começou a sentir a minha falta e estava a choramingar. Fiquei logo a achar que tinha feito tudo mal e que estava a torturar a criança mas pronto. Ando a convencer-me que isso está tudo na minha cabeça e que não posso concluir nada antes de terem passado pelo menos duas semanas.

Ele esteve muito rabujento o resto do dia porque estava com sono mas não queria voltar para a cama, acho que principalmente porque não queria ficar sozinho. Acabei por conseguir aguentá-lo até à  hora do costume mas foi complicado. Por outro lado, jantou lindamente. Não há dúvida que aquela actividade toda lhe abre o apetite.

Hoje começou a chorar assim que nos aproximámos da porta da escola. Quando o deixei ficou a chorar mas a educadora e as auxiliares conseguiram distraà­-lo muito rapidamente. Fiquei a ouvir à  pçorta, num sí­tio onde ele não me conseguia ver e percebi que parou de chorar muito rapidamente.

Continuo a achar que é importante para ele aprender a interagir com outros meninos mas há coisas nos infantários que não gosto nada. Não compreendo porque é que o almoço é à s 11 da manhã já que isso impede que eles entrem na rotina familiar que é algo muito importante mais tarde. Mesmo que seja por causa dos miúdos que chegam muito cedo, um lanche a meio da manhã resolvia essa questão. Para além disso a questão da sesta também me parece que vai dar mais chatices do que benefà­cios porque ele em casa dorme 3 horas e ali vai dormir um máximo de 2 e provavelmente menos. Considerando que ele de noite dorme 12 horas não posso estar a deitá-lo ainda mais cedo e arrisco-me a que ele comece a dormir de menos o que o faz muito irritável.

Ou seja, ele tinha uma rotina que funcionava lindamente e agora está a adaptar-se a outra que o vai por mais cansado com todas as consequencias que isso tem.

Como ainda não estou convencida com esta coisa dele ficar lá o dia todo, tenho que pensar bem se vale a pena. A vantagem da situação actual é que se ele se adaptar bem não há problema, senão, posso sempre voltar atrás sem grandes consequencias. Posso passar a deixá-lo só de manhã outra vez mas sabendo que se tiver de ficar mais tempo também se aguenta porque já ficou.

Hoje vou buscá-lo um bocadinho mais cedo. Vamos ver se já está mais bem disposto.

É claro que agora com o fim de semana pelo meio, quando chegar a segunda feira começa tudo do principio outra vez.

É o paà­s que temos

É preciso lidar com muita gente reles cada vez que nos atrevemos a sair de casa. Hoje de manhã saà­ com o Tiago e dei com uma carrinha estacionada na zona mais estreita do passeio que conseguiu encontrar, bloqueando a passagem. Fiz aquilo que tenho feito sempre que dou com uma situação destas que é perguntar ‘não podia arranjar outro sí­tio para estacionar? Já viu que assim está a bloquear a passagem?’. E até sugeri que se estacionasse cinco metros à  frente, depois da passadeira, já não bloqueava a passagem dos peões.

Sinto que é o meu dever cà­vico chamar a atenção a estacionadores distraà­dos que aparentemente ainda não se aperceberam que o mundo não é só deles e o facto de acharem que têm de estacionar exactamente à  porta do sí­tio onde querem ir porque ter de andar dois metros é quase um crime, independentemente do caos que isso provoque a quem tem de passar por ali, não é um argumento válido.

A carrinha de hoje tinha a agravante de pertencer à  Camara Municipal visto que estava a descarregar materiais para a pintura dos muros da cidade. Acho que a pintura é uma coisa válida e sou completamente a favor de fazer a cidade mais bonita mas não acho que o facto de estas pessoas estarem a fazer o seu trabalho seja desculpa para ignorar todas as regras de transito, estacionamento e educação que lhes apetece só porque ‘estão a trabalhar’. Então e as pessoas que eles incomodam pelo caminho são menos importantes? E desde quando é que é aceitável para os funcionários da câmara insultarem os cidadãos quando estes lhes chamam a atenção para o facto de estarem a comportar-se de forma pouco cà­vica?

Sim, porque a resposta deste condutor foi logo dizer que eu (e aparentemente outros como eu pelo que me pareceu que não será a primeira vez que alguém lhe chama a atenção) somos todos uns egoà­stas e só pensamos em nós próprios. É o que se chama ‘projecção’. Ele pegou no que eu lhe estava a dizer e disse-o de volta de forma menos civilizada, fazendo-se ele de và­tima inocente, negando sempre que fez algo de errado. Como é que é possível viver nesta negação absoluta?

E como é possível acusar-me de egoà­smo quando eu é que tenho que por em risco a vida do meu filho por culpa dele, ao ter de passar pela estrada em vez de pelo passeio onde deveria ir? É que ali nem sequer havia uma passadeira onde eu pudesse atravessar em segurança.

Como penso que os funcionários públicos têm obrigação de se comportar no mà­nimo de forma educada, resolvi escrever uma cartinha à  camara municipal, que será provavelmente ignorada, como é costume, mas paciencia. Sinto que é importante os Portugueses começarem a reclamar quando é caso disso, mesmo em assuntos considerados ‘menores’. Acho que se fosse uma prática comum, mais tarde ou mais cedo os diversos serviços públicos seriam obrigados a começar a prestar um pouco mais de atenção à  forma como fazem as coisas.
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Caros Srs,

Esta manhã, indo a passar a pé na rua D. Sancho I empurrando o carrinho de bebé do meu filho, deparei-me com uma carrinha estacionada no passeio, na zona mais estreita que fica em frente do estádio do Beira Mar. Esta carrinha estava a descarregar materiais para a pintura dos muros da zona pelo que depreendo que pertence à  Camara Municipal.

Quando perguntei ao condutor se não conseguia arranjar um sí­tio melhor para estacionar porque ali estava a bloquear a passagem dos peões, sugerindo até que o podia fazer cinco metros à  frente, depois da passadeira, numa zona em que o passeio era mais largo e que já não bloqueava a passagem, a resposta do senhor foi partir para o insulto dizendo que pessoas como eu são egoà­stas e só pensam nelas próprias.

Independentemente do absurdo do comentário que demonstra um grande narcisismo por parte do vosso condutor e a tà­pica atitude ‘estou a trabalhar por isso faço o que quero’, a minha questão é a seguinte:

Acham aceitável que os veà­culos da camara municipal não respeitem as regras de trânsito e de estacionamento e que os seus empregados se comportem sem um mà­nimo de civilidade? Não acham que deveriam precisamente dar o exemplo e que deveriam educar os vossos empregados de forma a causarem menos e não mais problemas de circulação na cidade?

– Mosaic pendant

– I’ve been meaning to make a mosaic pendant for some time. It’s a great piece for using left-over beads but at the same time it requires a careful selection so that the color and size of all the beads works together. It also needs one or two larger beads that work as focal points because otherwise the finished piece looks bland.

For this mosaic pendant I used blue and purple beads with a few silver plated round beads and bali metal beads in between to add sparkle and detail. The small round beads are great to fill up gaps where larger beads don’t fit.

For the focals I used a large faceted blue bead and a shell/coil-shaped bead in a lighter blue. Together with the large oval purple bead, they form a triangular path for the eye. to travel through.

The frame is almost round but I tried to give it a bit of a lopsided look because I didn’t want the piece to look two neat. The whole point of a mosaic is that it’s supposed to be more organic looking than symmetrical.

The frame is wrapped in the same thin wire that holds the beads in place. This allows for the bail to be made from the two ends of the frame wire wrapped together, making it thicker and stronger than a single wire. It also looks cleaner than wrapping the bail with a thicker wire, in a more traditional wire wrapping sense.

The coils at the ends of the frame wire also link visually with the coil glass bead. I find these little details important even if you don’t really notice them at first.

The end result is perhaps a bit more chaotic than I would have liked and this kind of pendant works better with natural stone beads than glass beads but it was an interesting project.