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De volta à  escola

Hoje o Tiago já foi para a escola. Tomou a última dose de antibiótico e já parece estar bom.

Quando o fui buscar ao fim do dia apanhei um pequeno susto porque o urso dele estava todo molhado no cacifo e pensei logo que tivesse vomitado outra vez. Afinal não. Pelos vistos foi ao bacio masna altura de fazer xixi levantou-se e fez para o chão. Não estando inteiramente satisfeito com o resultado resolveu limpar o chão com o urso.

Para além disso também está na fase de se despir sozinho e a certa altura baixou as calças e a fralda, que estava suja, fazendo uma grande porcaria. A partir de agora tem de passar a ir de body para não conseguir despir-se tão facilmente. E eu que achava que as camisolas interiores eram melhores que os bodies nesta fase precisamente por ser mais fácil despi-lo para o treino de bacio.

Pintura do quarto

Como era preciso desmontar a cama para montar a nova, resolvemos aproveitar para pintar finalmente o quarto. É a única divisão principal da casa que nunca foi pintada nos seis anos em que vivemos aqui e sempre odiei a cor das paredes – um beje sujo nojento da colecção ‘brancos natureza’.

O Tiago foi para casa dos avós passar o dia, já que eles se vão embora de férias e também queriam estar um bocado com ele. Eu ainda tive que ir levar uma encomenda à  Tizmar mas depois lá começámos a desmontar o quarto e preparar-nos para a pintura.

A preparação demora sempre mais tempo do que a pintura e é uma parte chata o suficiente para ficar curada de pintar seja o que for durante uns tempos.

Demos duas camadas e acabou-se a tinta. Eu estava pronta para ficar por aà­ mas como se notava demasiado a transição entre o rolo e a trincha, lá optámos por dormir no chão da sala essa noite para podermos dar mais uma demão na manhã seguinte. Isto porque, sendo feriado, não havia sí­tio onde comprar mais tinta.

Sábado de manhã o Pedro foi comprar a tinta e quando chegou eu fui pintar. O Pobre do Tiago foi obrigado a ficar na sala toda a manhã mas durante a tarde já podia andar livremente pela casa a ‘ajudar’ a arrumar.

Quando acabou a sesta fomos montar a cómoda, que demorou uma eternidade e acabou já à  hora do jantar do Tiago. Depois ainda fomos montar a cama. O Tiago até estava divertido até se sentar na trave da cama e cair para trás. Não se magoou mas ainda bateu com a cabeça na cómoda e fartou-se de chorar. Achámos que era melhor levá-lo para a cama – algo que já tinhamos tentado antes mas que ele se recusou a fazer porque a actividade no quarto ao lado parecia-lhe muito mais interessante.

Por esta altura já só faltava montar o estrado (os sacanas do IKEA são altamente sádicos: é preciso enfiar aquilo tabuinha a tabuinha em duas mangas plásticas laterais – e são dois estrados para uma cama de casal!) e já não fazia muito barulho por isso o Tiago lá adormeceu.

Devo dizer que não dormi mal. Acho que o colchão mais baixo foi a escolha acertada. Acordei toda partida à  mesma mas isso é por ter passado 2 dias a subir e descer do escadote.

A parte mais desagradável é que já tinha as medidas da outra cama instintivamente tiradas e agora passo o tempo a dar caneladas nos cantos, que ainda por cima são bicudos. Já fui comprar protectores de cantos, não pelo Tiago mas porque as minhas pernas têm neste momento uma palete muito colorida de verde, roxo e azul.

Zoo > take 2

O Tiago parecia bastante melhor e o tempo não estava mau por isso aproveitámos a manhã para ir ao Zoo de Lisboa novamente. Fomos há um ano mas o Tiago não ligou nenhuma mas como agora já liga aos animais, imita os sons, etc, pensámos que pudesse gostar mais.

O sucesso da coisa não andou muito longe da anterior visita. O Tiago ignorou os macacos, ainda deu uns sorrisos com os Tigres, porque no fundo são gatos grandes, algo que ele reconhece, apontou para os elefantes, assustou-se com os rinocerontes e interessou-se mais pelas tampas de esgoto e cordas que encontrou pelo caminho do que pelos outros animais.

Já com vontade de voltar para casa, passámos no reptilário, zona onde não tinhamos estado da primeira vez. Aà­, numa zona coberta e com animais mais pequeninos, o Tiago pareceu um pouco mais à  vontade. Gostou de ver as pequenas tartarugas a comer salada e foi dizer ‘olá pá’, a sua frase favorita, a um pequeno lagarto que se aproximou do vidro. Depois esteve muito interessado numa das poucas cobras que se estavam a mexer e saà­mos de lá um pouco menos frustrados.

No fundo acho que o Tiago nunca se tinha apercebido da escala real dos animais que vê pequeninos nos livros e assustou-se um bocado com isso. Mesmo para nós é impressionante ver a altura real de uma girafa, quanto mais para um miúdo de dois anos para quem já é tudo enorme. Quando viu os bichos mais pequenos já se deve ter sentido um pouco mais em controlo da situação.

De tarde fui lanchar com a Carla, que já não via desde o Natal. Foi bom ter um momento de calma e normalidade no meio de uma semana muito complicada. Tenho pena que hoje em dia seja tão complicado encontrarmo-nos porque a Carla é a única verdadeira amiga que tenho e não quero perder isso, mas desde que o Tiago nasceu que se tornou muito complicado tirar uma tarde para podermos por a conversa em dia como costumava fazer.

Visita ao IKEA

A febre do Tiago baixou finalmente, por isso aproveitámos para sair de casa, ao fim de dias de prisão.

O tempo não estava convidativo o suficiente para ir à  praia e estava vento demais para andar a passear na rua com uma miúdo em recuperação pelo que aproveitámos para ir ao IKEA comprar uma cama nova, mais larga do que a actual.

Já tinhamos este plano há pelo menos um ano mas só agora nos decidimos. A nossa cama era muito estreita mas não queriamos ter de substituir os móveis todos. Quando encontrámos uma cama no IKEA que se integrava bem com os restantes móveis do quarto vimos a solução ideal para o nosso problema.

O colchão foi o que deu mais dores de cabeça. Já tinhamos comprado um colchão que era suposto ser firme e no entanto acordamos sempre enterrados na cama. A solução ocorreu-me de repente: temos é que comprar um colchão mais baixo para não afundar. Parece estupidamente óbvio mas nunca tinhamos pensado nisso. Da ultima vez acabámos por comprar um colchão mais alto porque ‘on paper’ parecia o melhor. É cair naquela asneira de presumir que só porque é mais caro é melhor do que os outros.

Desta vez optámos então por um colchão mais baixo mas que acaba por ser mais firme porque não tem muito para onde descer.

O Tiago passou algum tempo a vaguear pela loja e a esconder-se dentro dos roupeiros, feliz por estar fora de casa e poder explorar um sí­tio novo. Adorou enfiar-se nas camas todas, como faz na nossa em casa, e o problema foi convencê-lo a sair.

Desta vez, felizmente, havia tudo o que queriamos e até consegui comprar umas prateleiras extra para as estantes da sala (estantes essas que queriamos em preto mas na altura não havia. Será que consigo pintá-las?)

O mais incómodo é sempre a entrega. Uma cama, mesmo desmontada, é uma coisa grande e não conseguimos enfiá-la no carro. Para além disso, prefiro pagar para me carregarem aquilo até a casa em vez de ser eu a fazê-lo, só que demora uma eternidade a tratar da entrega.

Desta vez foi particularmente mau porque havia pessoas a mandar entregar as coisas mais absurdas, como guardanapos de papel. Enquanto o Pedro planeava matá-los de forma lenta e dolorosa eu tive que andar a entreter o Tiago como pude.

Quando estávamos finalmente de saà­da ainda tive mais um daqueles momentos de nojo à  espécie humana. Uma parva que tinha chegado aos elevadores depois de mim mas que conseguiu ser a primeira a entrar, cortou-se à  minha frente para poder ir imediatamente carregar no botão do elevador, apesar de estarem mais pessoas para entrar, inclusive com coisas grandes no carrinho. Ficou furiosa comigo porque me meti à  frente dela, quando o que eu queria era simplesmente encostar-me a um canto para os outros terem espaço suficiente. É preciso ser muito reles para achar que se safa a pirar-se com um elevador de carga só para ela e ainda ter a lata de mandar olhares raivosos a alguém que a impede de o fazer pelo simples acto de entrar para o mesmo elevador. Há pessoas com muita pressa, coitadas.

Tudo na mesma

O Tiago continua com febre. Está assim desde 6ª feira e continua a chegar aos 39.5. Quando passam mais de 3 ou 4 horas desde o último benuron já vai nos 38.5. Normalmente temos de lhe dar o Brufen ao fim de 4 horas para conseguir controlar a temperatura. Também já vai no 3º dia de antibiótico mas a infecção da garganta está pior. Temos de esperar mais um dia e se não melhorar será necessário mudar de antibiótico.

Eu também continuo doente, com ataques de tosse incontroláveis a noite toda. Não durmo nem deixo o Pedro dormir e tenho momentos em que não consigo parar o suficiente para respirar, o que se torna verdadeiramente aflitivo. Passo a noite a levantar-me para tomar coisas: xarope para a tosse, para a tosse alérgica, anti-histaminico e sei lá mais o quê. Acho que fico pior quando tenho frio e levanto-me para vestir mais uma camisola mas só ao fim de muito tempo é que a tosse finalmente pára e so depois de eu estar ali muito quietinha a tentar ignorar aquela irritação horrà­vel na garganta que teima em não me dar tréguas.

Com isto já vamos a meio da semana de férias e ainda não conseguimos sair de casa.

O primeiro antibiótico

O Tiago está com febre desde sexta feira e hoje confirmou-se que tem uma infecção na garganta. Também deve ter um virus mas como não há mais sintomas não há grande forma de saber.
Temos então de lhe dar antibiótico pela primeira vez. A primeira dose não correu muito bem. Ele recusou-se a comer, estava com a febre a subir por isso tentámos dar-lhe o xarope que também não quis e finalmente o antibiótico teve de ser à  força. Ele faz uma birra desgraçada, grita que se farta, mas ao mesmo tempo não tira os olhos da televisão por isso não me convence que seja uma tortura assim tão grande. Mesmo assim conseguiu manter a gritaria por um tempo record.
Eu não gosto nada de torturar a criança mas a verdade é que, quer ele goste ou não, se não toma os medicamentos não melhora. Por esta altura seria de esperar que já fosse possível explicar-lhe isso, mas pelos vistos não. E como o gajo é teimoso, chega a um certo ponto em que não quer nada só por embirração.
Como é que o resto do mundo consegue dar medicamentos aos miúdos quando eles não querem?

The Moguls

Já vi este filme há algum tempo mas ainda não tinha escrito nada e acho que merece. Não fazia ideia do que era mas li o resumo e pareceu-me interessante – um homem que está constantemente a tentar novos esquemas de fazer dinheiro convence os habitantes de uma pequena cidade a fazer um filme porno. Este tipo de premissa podia dar uma grande fantochada mas conhecendo os filmes anteriores do Jeff Bridges, achei que valia a pena tentar.

Acabei por gostar imenso do filme que está recheado de personagens estranhos mas interessantes e humanos e com uma história invulgar e divertida. Fez-me lembrar um bocado os personagens secundários da série Gilmore Girls, que davam vida à  cidade de Stars Hollow e que, na minha opinião, eram a parte mais interessante da série.

Este é um daqueles filmes em que estamos constantemente à  espera do momento em que vai correr tudo mal – que acontece, claro – mas que apesar disso consegue não se tornar um dramalhão insuportável a partir daà­, mantendo o andamento e o espà­rito positivo do filme até ao final. Acabei de ver o filme com um sorriso nos lábios e a sensação de ter ficado agradavelmente surpreendida.

Adorei o facto de no final do filme aparecer ‘directed by some guy’. Até nos créditos se mantiveram fieis à  história.

I am Legend

Este post tem muitos spoilers, que não costumo fazer, mas como o filme já é antigo arrisco.

Vi no fim de semana o filme I am Legend. Não sabia muito sobre este filme para além de ter uma ideia que era o Will Smith basicamente sozinho no mundo depois do resto da humanidade ter sido exterminada por uma qualquer catástrofe. Tinha receio que fosse uma coisa muito lamechas (com o Will Smith nunca se sabe se é tiros e explosões ou um grande dramalhão) e na altura em que o filme apareceu tinha mais com que me preocupar. Aquilo que não esperava era que fosse um filme de zombies. E mais – até nem é um mau filme de zombies, apesar do final não estar de acordo com o estilo.

O filme tem algumas pequenas falhas (que aposto que são falhas de edição do filme) mas as cenas de suspense estão muito bem feitas e conseguiram enterrar-me na cadeira a prestar atenção ao filme em vez de estar a dobrar arame ou o que quer que seja que costumo fazer enquanto vejo filmes. O nosso primeiro encontro com os zombies, quando o Will Smith anda por corredores escuros sem nós sabermos o que lhe vai aparecer à  frente, é uma óptima cena de suspense para quem gosta de estar ali com o coraçãozinho a bater durante um bocado – apesar de ter passado o tempo a pensar que ele é mesmo muito estúpido. Eu tornei-me muito mais sensà­vel a estas coisas desde que o Tiago nasceu (acho que a maternidade me tornou bastante mais ansiosa e alerta à  possibilidade de perigo, mesmo que simulado no ecrã) por isso estive a roer as unhas durante um bocado.

Tanto nos animais como nos zombies o filme abusa dos efeitos especiais mas não me incomodou. Há outros pormenores que me incomodaram mais. Em primeiro lugar, o casting do Will Smith como o tipo que por acaso é imune ao và­rus e tem de aprender a sobreviver está OK. Nada contra. Mas fazê-lo também militar e também o cientista que procura a cura é que já é demais. Não tenho nada contra o Will Smith. Acho que é um bom actor e tenho visto tanto os seus filmes de acção e comédia como os papeis mais dramáticos e é um actor muito natural. Aquilo que não tem é um ar muito inteligente. Não que pareça estúpido mas não me convence como o cientista brilhante que passa os dias no laboratório. Especialmente porque durante o filme demonstra algumas falhas básicas de raciocà­nio. Por exemplo, quando captura a mulher infectada para a sua experiência mais recente e vê um dos outros a expor-se ao sol, nunca lhe ocorre que este ficou irritado por ele ter capturado a mulher. A nós parece-nos óbvio que é isso que irritou aquele zombie mas ele passa completamente ao lado dessa hipótese falando antes de falta de comida (apesar deles terem acabado de devorar um veado).

Para além disso, também não pára para pensar que se os zombies são assim tão desprovidos de intelecto como ele acha, como é que aprendem o truque do carro, como é que sabem que o manequim será isco suficiente para o interessar, etc? Sei que o homem estava perturbado por causa do cão e tal, mas mais uma vez parece-me um bocado falta de jeito.

E por fim, a conversa sobre deus no final era completamente desnecessária. Compreendo que as pessoas quando estão desesperadas se viram para deus porque precisam de qualquer coisa que lhes dê uma razão para se continuarem a levantar de manhã mas neste caso não era preciso ir por aà­. Um homem que já perdeu tudo porque está obcecado com encontrar a cura também é capaz de fazer o sacrifà­cio final para que o seu trabalho não seja em vão. Bastava o acto heróico simples, não era preciso ouvir vozes.

Finalmente, uma das coisas que pensei durante o filme, numa das partes em que o personagem fala sobre a destruição da humanidade, foi: e ele sabe lá se isto não é apenas a evolução da espécie. Achei piada quando descobri que o livro termina efectivamente dessa forma e tenho pena que o filme não tenha mostrado essa ideia.
Pelos vistos há um final alternativo menos esperançoso e provavelmente mais interessante que tenho de ver se descubro.

à€ espera

Ontem à  noite não conseguia parar de tossir e não queria manter o Pedro acordado a noite toda por isso fui para a sala até conseguir controlar um bocado a tosse. Acabei por adormecer no sofá e só acordei à s 6 da manhã. A partir daà­ já não dormi a sério, levantando-me diversas vezes. Hoje estou um bocado cansada, principalmente porque estou com o nariz entupido e aquela sensação de cabeça a rebentar tà­pica das constipações. Tenho imensa vontade de ir tomar um banho quente ou estender-me um bocado na cama mas não sei a que horas vem o canalizador – que precisei de chamar porque a vizinha de baixou voltou a queixar-se de humidade na casa de banho dela – e preciso de estar disponà­vel a qualquer momento.
Com isto tudo sinto que não tenho feito nada que mereça descrição há uma semana. Ontem acabei um colar feito com argolas de 2,5mm em arame de 0,6mm e que demorou uns dias mas ficou giro. É para um pendente que já tinha feito antes. Assim que tiver disposição para fotografar aviso.
O Tiago já foi para a escola ontem mas voltou a vomitar o almoço. Vamos ver como corre hoje. Espero que não lhe aconteça mais nada porque tenho mais um workshop amanhã de manhã e não posso mesmo ficar com ele em casa.

Todos doentes

Na noite de quinta para sexta o Tiago voltou a vomitar, por volta da meia noite. Foi preciso dar-lhe banho outra vez, mudar os lençois, etc. Fun for all the family.

Pouco depois, à s 4 da manhã, foi a vez do Pedro. Eu acordei poe essa altura e também não me sentia muito bem. Achei que tinha fome mas assim que meti a primeira colherada na boca fui deitar tudo fora. Tinha ainda o jantar por digerir.

Concluimos então que é de facto um virus e que desta vez nos chegou a todos. O resto da noite foi um tormento e o dia seguinte não foi melhor.

A pior parte de estarmos todos doentes é que não há ninguém para tomar conta do Tiago enquanto o outro tem o ‘luxo’ de ficar na cama a pensar que preferia morrer a ter de correr para a casa de banho outra vez. Fomos fazendo os possà­veis para alimentar, vestir e tratar das necessidadas práticas do miúdo mas não estavamos em condições de andar a brincar com ele pelo que teve de se entreter sozinho, alternando entre ver televisão e levar uns carrinhos para a nossa cama.

Como também se sentia mal e tinha dormido quase tanto como nós, dormiu uma sesta de 5 horas, que foi óptimo porque também deu para descansarmos um bocadinho.

Ontem já nos sentiamos melhor e, estando fartos de estar fechados em casa, atrevemo-nos a sair um bocado. Não correu muito bem. O Tiago fez uma birra de sono, perdeu o ursinho na Toys’r’us e tivemos que lhe comprar um novo porque ele não dorme sem aquilo. Ainda andei à  procura e a perguntar se alguém tinha entregue o boneco na loja ou no atendimento a clientes mas não. Espero que estivesse devidamente infectado com o và­rus e que quem o levou tenha uma semana de merda para aprender a não roubar os brinquedos de uma criança.

Quando chegámos a casa o Tiago estava com tanto sono que nem conseguiu comer e foi directo para a cama. Eu estava com mais apetite por isso fomos almoçar até tocar o telefone. De repente lembrei-me ‘oh não! Tinha um workshop à s 2!’ Eram 2.30. Pedi desculpas e fui a correr. Nunca me esqueço destas coisas mas os últimos dias foram tão estranhos que nem me lembrei de ir ver o calendário, a agenda ou fosse o que fosse. Acho que precisava de ter escrito no interior da sanita para me lembrar de tal coisa. Cheguei já perto das 3 e correu tudo bem mas o esforço de falar durante duas horas deixou-me ainda mais em baixo. É que em cima disto tudo parece que estou a ficar constipada também.

Apesar do Tiago já não ter vomitado mais, ontem à  noite começou com diarreia. Acordou a queixar-se a meio da noite, provavelmente com cólicas, e acabei novamente no quarto dele à s quatro e meia da manhã a tentar adormece-lo. Hoje parece que está outra vez pior e já não sei o que fazer.

Uma coisa boa é que descobri que o Tiago já se tapa sozinho quando tem frio durante a noite, o que é um alà­vio porque quando entro no quarto para o tapar ele acorda. É menos uma preocupação.

Hoje estou outra vez enjoada e o Pedro com cólicas por isso receio que ainda demore um dia ou dois até isto passar de vez.

Mais uma noite com vómito e poucas horas de sono

O Tiago voltou a vomitar esta noite. Reparámos que acordou quando nos sentámos para jantar mas como não estava a chorar nem a chamar por nós e parecia simplesmente ensonado, deixámos passar. Quando fomos para a cama, passada uma hora, ele voltou a resmungar por isso fui espreitar à  porta. Não vi nada mas o nariz deu logo sinal. Entrei no quarto e confirmei que tinha vomitado. Estava sentado na cama com um arzinho infeliz mas muito quietinho e calado. Pobre miúdo.
Ele fartou-se de protestar porque estava cheio de sono mas o Pedro lá conseguiu dar-lhe banho e depois ficou com ele um bocado enquanto fui eu tomar banho, que também tresandava a vómito depois de ter estado a esfregar lençois e bonecos antes de enfiar tudo na máquina para lavar.
Como a primeira tentativa de o por novamente na cama não pegou eu fui para o quarto dele mais um bocado até ele se aclamar e começar a tentar virar-se, que é o sinal de ir para a cama. Desta vez ficou, apesar de ter continuado a ter alguns ataques de tosse durante a noite.
Eu dormi entre a uma e meia e as cinco e depois acordei, tal como tem vindo a acontecer nas últimas noites. à€s seis levantei-me e fui por os bonecos na máquina de secar para estarem prontos de manhã.
Levantámo-nos à  hora do costume, incluindo o Tiago. Comeu no máximo um quarto da papa e tinha uma temperatura de 37.7 por isso ficou em casa.
Durante a manhã a temperatura desceu até aos 37 ele parecia mais normal. Esteve a brincar como de costume apesar de estar obviamente cansado.
Ao almoço consegui com muita insistencia que comesse um bocado de sopa e a fruta mas mais nada. Depois foi dormir a sesta e nem o som do aspirador o acordou.
Eu também gostava de ir dormir mas infelizmente não posso porque tenho cá a Augusta a limpar a casa. Em vez disso estou a fazer um colar em cota de malha (europeu 4-1) para um pendente que já tinha feito antes. Não se pode desperdiçar o tempo.
Também tenho de pensar em almoçar, um dia destes…

Erro de design

Recentemente reparei que tem vindo a aumentar o número de pombos que encontro por aqui. Não era muito comum há uns anos, excepto no jardim, mas ultimamente não se consegue andar dois metros sem ter de evitar um pombo.
Os pombos não me incomodam minimamente e divertem o Tiago que vai apontando e dizendo olá a todos os que vê, mas comecei a reparar que uma grande percentagem dos pombos que se cruzam connosco todos os dias têm uma pata partida. Uns ainda andam um bocado aflitos, outros já parecem ter-se adaptado ao seu estado. Eu detesto ver animais feridos mas não posso simplesmente encostar o carrinho do Tiago a um canto para ir correr atrás de pombos, por isso vou tentando não pensar muito nisso. Mas não consigo deixar de concluir que há qualquer coisa fundamentalmente errada com a estruta básica dos pombos. Realmente, como é que uma ave tão gorda alguma vez seria capaz de se aguentar numas patinhas tão fininhas? É um daqueles erros de design da natureza que nos fariam crer que estas criaturas mais tarde ou mais cedo entrariam para a lista de animais em extinção mas isso não parece acontecer. Eles lá continuam a andar e a multiplicar-se, coxos mas sobreviventes.
Pelo meio destas divagações não consigo evitar pensar no mito cristão da criação do mundo em sete dias, o que explicaria muita coisa. Imagino logo um deus à  portuga, (ou o seu ajudante porque um deus nunca faria o dirty work pessoalmente) que tem todo o tempo do mundo para criar o universo mas que vai adiando e depois despacha tudo à  pressa na última semana dando origem a algumas pequenas falhas que espera que ninguém repare. E assim nasceram os pombos 🙂