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Tarefas domésticas

O Tiago está na fase de gostar de copiar tudo aquilo que nós fazemos, incluindo tarefas domésticas. Tive que lhe arranjar um borrifador para me ‘ajudar’ a por a roupa na máquina de lavar porque queria usar o tira-nódoas, gosta de varrer e de lavar o chão com a esfregona (leia-se enfiar a esfregona na água que depois espalha pelo chão porque não a espreme prineiro) enfim, tem piada e ao mesmo tempo demoro o dobro do tempo a fazer as coisas mais simples.

No entanto achei que, já que quer tanto ajudar, talvez estivesse na altura de lhe dar a responsabilidade de alguma tarefa simples para começar, para além de arrumar os seus próprios brinquedos, algo que já faz há algum tempo se eu pedir.

A escolha ideal foi dar comida aos gatos. Todos os dias abro a lata da ração e o Tiago tira um bocado com um copinho e deita no prato dos gatos. Geralmente há sempre um que vai logo comer e o Tiago fica todo feliz por fazer algo com um resultado imediato.

Estamos a pensar em fazer um quadro de autocolantes para ele poder colar uma estrelinha ou algo do estilo cada vez que cumpre a sua tarefa.  É uma boa estratégia que pode dar jeito no futuro.

Mau!

No fim de semana passado notámos um aumento na agressividade do Tiago. Começou a bater-nos quando fica irritado e avisei na escola. Hoje quando o fui buscar tive de ralhar com ele por estar a empurrar um dos outros miúdos. O outro não estava a fazer nada de especial, mas pelos vistos aproximou-se demasiado do carrinho, que o Tiago vê como sendo a sua propriedade, e toca de o afastar.

No escorrega tivemos um incidente semelhante. Um dos colegas, que costuma ir para ali ao mesmo tempo que nós, levou um empurrão assim que se aproximou e caiu ao chão. É um miúdo grande e que gosta muito de dar uns abraços um bocado estrangulantes e já tinha percebido que o Tiago não acha muita piada a essa intimidade forçada mas mesmo assim tive de fazer o meu papel e ralhar com ele outra vez.

Só que fiquei um bocado desconfiada e no elevador perguntei-lhe se o outro lhe batia e o Tiago respondeu ‘sim, bate. É mau!’ Não sei até que ponto é que a visão dele é assim tão clara nestas coisas mas disse-lhe que sendo assim tinha todo o direito de se defender.

Quando chegámos a casa falei com ele mais calmamente, e tenbtei explicar que se deve defender quando alguém é mau para ele mas que se bate em meninos que não lhe fazem mal ele é que é o mau. Olhou para mim de boca aberta, com um ar muito surpreendido.

O problema destas idades é que é muito complicado falar com eles. É preciso simplificar e é fácil ser mal entendido. Não quero que o Tiago fique a pensar que é mau mas também não quero que desate a bater em toda a gente sem pensar duas vezes. Acredito que de momento não é o caso e que quando empurra é na generalidade para se defender mas como não estou lá para ver nunca poderei ter a certeza. Oh well. Espero não ter feito uma mossa muito grande.

– Wire wrapped rings

– Still in wire-wrapping mode. I’ve been making rings now. I usually try to make adjustable rings whenever I can but this time I went for a closed ring band because i wanted to try wrapping it in half-round wire. It makes all the difference because apart from giving the ring a more finished look it also makes it so comfortable to wear – square wire is quite beautiful and it allows you to do wonderful things but the edges can be a little prickly when you first slip the ring onto your finger.

At first I wanted to use some 4mm saphires at the front of the ring but the holes were two small to accomodate the half-round wire so I went for this long apatite bead instead.

I made a second ring using a very classical design to hold a cabochon. I’ve used a wire net in the past but I wanted a cleaner look this time.

This model works perfectly for what I wanted but the measurements still needs some work. This design uses square wire instead of half-round to wrap the sides because it make it stronger but it’s much harder to keep the wraps perfectly aligned and close together.

Also, the wraps should have been further apart to give the stone a little more room to breathe. As is is, the side wires work as a frame and give the stone extra support and protection – it really won’t budge and it’s not so easy to hit the stone if you brush your hand against something – but it also cover part of the oval shape.

The curving of the wires took some work. When working with silver I have a little extra room to make mistakes because I know I can fix them – tool marks can be filed away and so I can make tiny adjustments that would be impossible with silver plated wire.

These rings have a very classic look to them that won’t appeal to everyone but I like them because they look luxurious despite being made with just a bit of wire and some pliers. It takes a lot of practice to get it right but when you do you achieve a piece of jewellery that is both beautiful and sturdy, capable of lasting a lifetime – or more.

Pista carros

O Tiago começou recentemente a brincar mais com a sua pista de carros e nos últimos dias parece ser o único brinquedo que lhe interessa. É de tal forma que ontem e hoje não o consegui convencer a sair de casa sem levar dois ou três dos carros com ele.

Ontem quando chegou da escola começou a fazer um engarrafamento de seto ou oito carros na sua pista e passou horas a empurrá-los um a um por baixo do túnel, por cima da ponte e a começar tudo de novo. Não queria parar para jantar nem para ir para a cama. Acabou por comer aos bocadinhos e antes de se deitar teve que juntar os carros todos na mesa de cabeceira para ficarem ao pé dele.

Adoro ver a evolução das fases e o facto dele já ficar ali super concentrado a controlar o seu pequeno mundo. Vai-me dizendo qual é o papé, a mamã, o escavão e diverte-se imenso. De uma semana para a outra continuo a notar tantar diferenças!

Na linguagem começou a dizer o plural das coisas, mesmo quando não era preciso como em ‘outro carros’ 🙂

Onde andam os novos bons actores?

Ultimamente parece que só vejo actores ingleses nas séries americanas. É o House, o Life, o Flashforward, o Lost, enfim, andam a aparecer um pouco por todo o lado. Por mim tudo bem, porque gosto de muitos destes actores (o Joseph Fiennes, nem por isso, mas os outros sim)  e já deu para perceber que se safam melhor do outro lado do Atlantico do que se tivessem ficado em casa. É pena terem de abdicar do sotaque mas não há dúvida que muitos têm assim hipótese de fazer papeis mais interessantes. O Hugh Laurie passou muitos anos a fazer lindamente papel de imbecil – o meu favorito continua a ser o King George do Blackadder –  e com o House conseguiu finalmente obter o reconhecimento que merecia e estamos-lhe grato por isso. Desde que vi o trailer pela primeira vez que soube que ia ser uma série a seguir.

Mas no meio disto penso: onde é que estão os novos actores americanos? O paà­s é tão grande e tem uma tradução de cinema e tv tão entranhada que devia aparecer pelo menos um gajo novo com jeitinho todas as semanas. Onde é que eles andam? O Ashton Kutcher, que não suporto mas se tornou muito cotado, veio de uma série de TV e passou para o cinema mas não me lembro assim de repente de muitos casos destes que tenham acontecido recentemente. Também é verdade que vejo menos séries e filmes adolescentes do que há uns anos, mas os únicos ‘novos actores de que me lembro são o Hayden Christensen, que já anda por aà­ há uns anos, o Shia LaBeouf idem, temos as meninas do Gossip Girl e pouco mais.

Historicamente falando, a televisão é onde acabam os actores que estão velhos de mais para fazer papeis principais no cinema. Isso parece continuar a acontecer hoje em dia – casos obvios são a Glenn Close e o Alec Baldwin, por exemplo – mas as séries têm melhorado muito de qualidade nos últimos anos ao ponto de isso já não ser vergonha nenhuma, muito pelo contrário, dá a excelentes actores a oportunidade de continuar a mostrar porque se mantiveram no topo durante tanto tempo e outros que nunca foram assim tão famosos (como William Petersen, por exemplo) , a hipotese de mostrar o que valem.

Mas a TV era também o sí­tio onde começavam os novos actores a fazer currà­culo e não tenho visto muitos a sair da obscuridade ultimamente. Parece que têm vindo mais actores de fora – ingleses e australianos – do que aqueles novos actores americanos que conseguem meter o pé na porta. O meio sempre foi difà­cil e fechado mas parece-me que, tal como na música, o negócio anda a gritar mais alto do que o talento e não se está a dar grande oportunidade a que os novos mostrem o que valem, preferindo apostar em ‘material mais seguro’. Quando aparecem actores novos parece-me sempre que é mais pela bonita cara (a Megan Fox é um excelente exemplo) do que por qualidades dramáticas – ou seja, apostar mais uma vez no que é vendável.

Isso leva-me a outro ponto: tenho saudades dos filmes dos anos 70 em que os actores pareciam pessoas normais, usavam óculos e nos davam a oportunidade de acreditar que viviam no mesmo planeta que nós.

Enfim, estou a ficar velha.

Alergias

Felizmente nunca tive grandes problemas com alergias. Nunca tive alergias alimentares e as alergias sazonais não têm sintomas muito graves. Quando vivia na outra casa tive durante algum tempo uma alergia no corpo muito irritante, provavelmente reacção a alguma das plantas do viveiro que existia por trás da casa, mas desde que me mudei isso acabou. Tenho o nariz a pingar durante as mudanças de estação e nada mais.

No último ano, porém comecei a ter sintomas de alergia nos olhos e tem sido bastante irritante porque isso impede-me de usar as lentes de contacto sem as quais sou cega que nem uma toupeira. Fico com os olhos vermelhos, inflamados e cheia de comichões. As gotas do anti-alergico ajudam durante uma horinha e depois volta ao mesmo. Preciso de uma droga que funcione, raios!

Estou convencida que a culpa disto é de alguma das plantas que foram plantadas recentemente ao longo da linha do metro, porque de resto não mudou nada. A flora parece estar sempre a conspirar contra nós, por isso não me venham cá falar de remédios ‘naturais’ – virus, cancro, cianeto, são tudo muito naturais mas há quem se esqueça disso.

Tutorial aneis em coiling

Foi hoje publicado, finalmente, o tutorial de anéis em coiling. Muitas pessoas o têm pedido, principalmente as que não podem vir pessoalmente aos workshops e espero que gostem.

Lancei também mais um tutorial gratuito, desta vez sobre fechos.

Nota: o tutorial de aneis em coiling é pago pelo que o link é para a loja online onde pode proceder à  encomenda.

– Wire wrapped turquoise bracelet

– I’ve spent some weeks making a new line of my less expensive glass and silver plated wire jewellery for the stores that carry my stuff, but then I received an order of really yummy natural stones and so I couldn’t resist making a few sterling silver pieces as well.

Yesterday I finished a wire-wrapped bracelet with some chinese turquoise beads that I like a lot. I feel that I should have twisted a couple more wires but on the whole am pleased with the result.

– Peridot hoop earrings

– I love hoop earrings. They are not always in style but I don’t really care – I make them anyway and wait until they come back into fashion 🙂

I finally gathered the right combination of beads, in the right shades of blue, green and gold, to make the hoop earrings I’ve been planning for a while. I should have made them sooner, since the colours are more spring than autumn, but, like I said, I didn’t get the right beads until now. The peridot ovals are like leafs hanging from a branch and all the other beads (peridot, apatite and tourmaline) are wrapped as if by a vine around the hoop.

The best thing about the earrings is that they are incredibly light, since weight is sometimes a problem with hoop earrings and can make them uncomfortable to wear. These are light because the beads are small and the hoops are made from a relatively thin wire (hammered to keep its shape, obviously).

Domingo na Costa

No domingo fomos almoçar à  Costa. Nunca fazemos estas coisas porque costuma acabar com birra do Tiago e desta vez não foi excepção.

Primeiro passámos no Leroy para eu comprar umas caixas com gavetinhas para as minhas pedras (encontrei umas que cabem mesmo à  medida no meu armário) e depois fomos ter ao restaurante Sunrise onde já esperava o resto da famà­lia.

Fiquei agradavelmente surpreendida com o aspecto da Costa hoje em dia. Aquilo sempre teve um ar foleiro de barracas e está muito mais composto. Apesar da ventania tà­pica da Costa que pode ser um pouco desagradável à s vezes, sempre achei que a zona podia ser um óptimo sí­tio de passeio, com grandes capacidades de atracção turà­stica e que nunca tinha sido devidamente tratada. Demorou mas lá fizeram qualquer coisa.

O Tiago não aguenta um almoço inteiro sentadinho à  mesa e acabou por ter de ser passeado na praia duas vezes – uma pelo avà´ e outra por mim, que ia de saia esvoaçante e saltos altos, o que não é a vestimenta ideal para estas situações. No final consegui convencer o Tiago a voltar para o restaurante e até foi fazer xixi à  casa de banho sem fitas. Só quando nos queriamos vir embora é que resolveu que estava a gostar daquilo e fez uma birra desgraçada. Teve que ser levado ao colo, começou a bater no pai e acabou por ter de levar umas palmadas no rabinho para se acalmar. Não parou de choramingar mas pelo menos deixou de ser agressivo. É horrà­vel mas há alturas em que ele fica completamente descontrolado e não parece haver outra forma. Não podemos deixá-lo crescer a pensar que nos pode bater impunemente sempre que se irrita.

Enfim, o Pedro ficou super ansioso e voltámos todos muito chateados para casa. Quando chegámos dei-lhe sopa porque ele não tinha almoçado nada de jeito e quando parecia que estava a ficar cansado  e era capaz de dormir uma sesta, voltou a energia e passou a tarde a correr atrás do pai.

Fiquei com pena de não termos tido oportunidade de ficaqr mais um bocadinho na costa que está estava agradável. Talvez daqui a uns tempos nos apeteça repetir a dose.

à€s cinco a minha mãe veio buscar o Tiago para um passeio e demoraram cerca de duas horas. Foram ver os burros a Cacilhas e parece que ele gostou mas não se queria aproximar muito. Quando voltaram foi hora de jantar seguido de nova birra à  hora do banho, motivada pelo intenso cansaço de um dia muito preenchido.

A grande confusão

New chimney pipesNa quarta feira ao fim do dia repararam de repente que estava a escorrer água ao longo do cano de esgoto da cozinha. Parecia vir precisamente do sí­tio onde o esgoto liga com a nossa cozinha. Ontem vieram partir mais um bocado, para expor o T de ligação dos canos que aparentemente estava partido. Não sei se já estava partido e ninguém tinha reparado ou separtiu durante ao obra, possivelmente por já estar frágil, acabando de ceder com a vibração.

O Pedro encarou a situação de uma forma um pouco negativa, com uma atitude muito ‘tinha logo que ser na nossa casa’. Eu pelo contrário acho que é melhor assim. Colocaram um T novo e cano de esgoto novo desde o nosso andar até ao telhado o que reduz bastante risco de novas rupturas nos próximos tempos. Acho melhor assim do que correr o risco de se estragar mais alguma coisa daqui a um mês ou dois.

O cano novo demorou quase o dia inteiro a montar porque o tamanho dos tubos antigos não é standard e o T não encaixava bem. Fartaram-se de cortar tudo até aquilo ficar bem e depois os tubos da chaminé não passavam porque o T ocupava muito espaço. Foi um dia completamente caótico. A meio da tarde tinha vizinhos de diversos andares a entrar-me pela casa fora sem sequer bater à  porta. Basta as coisas sairem ligeiramente da normalidade para os portugueses entrarem logo em modo ‘é tudo nosso’.

Agora ainda falta colocar lã de rocha entre a chaminé e o esgoto, para o calor do primeiro não voltar a derreter o segundo, e depois é fechar e voltar a ligar o esquentador.

Novo dia de obras

chamine1Logo de manhã bateram-nos à  porta a perguntar se podiam vir hoje retirar os tubos da chaminé. Fui levar o Tiago à  escola e quando voltei já tinham começado a partir no andar de cima e a minha sala estava cheia de pó porque com a vibração solta-se montes de lixo da chaminé partida.

Tapei rapidamente os móveis e estou limitada à  cozinha e escritório durante o resto do dia. Vamos ver o que conseguem fazer durante o dia de hoje.

à€s onze da manhã já tinham tirado a primeira fila de canos e fui tirar umas fotos. Vê-se ao lado o nosso tubo completamente derretido. Os outros não estavam melhores – alguns tinham cerca de dois palmos de distancia entre secções – ou seja, não tinham continuação para cima e estavam a descarregar os gazes na nossa chaminé.

Os homens saà­ram para almoçar e não voltaram, deixando a sala cheia de lixo. Como não podia usar a sala, deixei-a fechada e dei o jantar ao Tiago no quarto dele. Quando o Pedro chegou à  noite, abriu a porta da sala que estava cheia de gases porque os imbecis dos vizinhos continuama  usar o esquentador sem chaminé e os gases vão todos parar aos andares de cima. Ligámos a ventilação do ar condicionado e voltámos a fechar a camara de gás.