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convà­vio, música e bijutaria

No sábado à  tarde os meus sogros levaram o Tiago a passear e eu estive finalmente a gravar uma música nova. O novo teclado é fantástico e o facto de ter finalmente um teclado de jeito ligado ao PC faz com que possa gravar uns apontamentos de acordes a qualquer altura sem grande stress.

à€ noite fomos jantar fora com a famà­lia porque a casa não está em condições de receber ninguém. As obras continuam e parece que hoje iam começar o nosso lado do prédio mas só devem vir substituir os nossos tubos daqui a uns dois dias – precisamente no dia em que tenho de ir fazer a mamografia, I’ll bet.

No domingo estivemos a mudar o escritório para arranjar um sí­tio permanente para o teclado. O Tiago portou-se muito bem e entreteve-se sozinho durante grande parte do tempo.

à€s cinco chegou a Carla para fazer uma visita e estivemos a cantar Singstar. Apesar da barulheira, o Tiago estava tão exausto que adormeceu no sofá, depois de beber o chá que tinha preparado para o meu lanche e comer o resto do meu bolo. Dormiu até à s nove da noite.

Hoje gravei um bocadinho do que será mais uma música nova e estive a fotografar as novas peças de bijutaria que tenho continuado a fazer. Algumas começam a ser compradas antes de ter sequer tempo de as fotografar por isso achei que era melhor tratar das restantes antes que seja tarde demais porque gosto sempre de ficar com registo das peças que fiz.

Muitas das peças novas são baseadas em modelos de outras pessoas, dos livros que tenho comprado. Vou fazendo variações para as adaptar ao meu gosto ou necessidades – como tornar os aneis ajustáveis em vez de os criar com tamanho fixo.

O melhor livro que comprei até agora chama-se Wire Work, de uma senhora chamada Dale Armstrong. Eu já sabia fazer os pendentes wire-wrapped mas tinha algumas dúvidas sobre a colocação de pedras em pulseiras e assim que vi a foto da capa deste livro vi logo que era precisamente o que andava à  procura. O livro ensina a fazer peças fabulosas e está muito bem organizado e ilustrado. Uma das coisas que me dá mais jeito é o facto de ter as medidas sempre em cm ao longo de todo o livro, o que me poupa imenso tempo (apesar de já ter apanhado um engano num dos projectos).

Ando a fazer primeiro os projectos em arame de cobre redondo para testar as minhas adaptações mas estou desejosa de começar a fazer algumas peças em prata com as pedras que comprei.

A chaminé

Buraco na parede da salaOntem lá vieram destruir a parede, fase um da reparação da chaminé.

Como o nosso cano derreteu novamente, agora não podemos ligar o esquentador porque os gases queimados entram para a sala, graças ao buraco.

Liguei para a seguradora a explicar a situação e vão mandar um perito amanhã para ver se pagam parte da obra. Continuo com os moveis da sala semi tapados porque a qualquer altura vai ser preciso fazer mais lixo, para cortar as chaminés de plástico e colocar as novas, de metal.

Já falei com o administrador sobre a necessidade de isolar o cano de esgoto da cozinha para não voltar a derreter com o calor da chaminé (porque passa mesmo ao lado). Tenhode ir vendo como a obra avança para não haver surpresas desagradáveis mais tarde.

Mas pronto, em princà­pio quando isto estiver terminado ficam resolvidos os problemas complicados desta casa. Assim pelo menos, se optarmos por nos mudar já o podemos fazer sem enganar ninguém porque a casa fica toda com as entranhas em bom estado.

happy birthday to me

birthday presentsPois é, completo hoje 36 anos.

O dia começou bem. Levantámos cedo e o Tiago não fez nenhuma das birras matinais do costume o que fez com que saà­ssemos para a escola muito mais cedo que o costume. Foi um excelente presente de aniversário do meu filhote.

Com um inà­cio tão promissor, comecei a fazer planos para passar um dia descansado – tomar um banho de espuma, experimentar o maravilhoso teclado que o Pedro me ofereceu. Mas isso seria esperar demasiado – afinal de contas estamos a falar do meu aniversário, algo históricamente desastroso.

Pouco depois de chegar a casa apareceu o homem que está a fazer as obras da chaminé do prédio a bater à  porta a perguntar se podia vir partir a sala. O quê? Mas eu até tive o cuidado de dizer que precisava de aviso com antecedencia para poder tapar tudo e o gajo aparece assim logo pronto a começar? E logo hoje? Mas que raio!

Disse-lhe que precisava de tapar as coisas para não se estragarem com o pó e ele respondeu que ia então começar no andar de baixo e voltava mais tarde. How lovely.

A minha mãe apareceu nessa altura, para me dar a sua prenda – um bloquinho de notas muito giro e pequenino que dá para andar na mala e escrever as minhas letras de músicas – e fomos tomar o pequeno almoço.

waiting for demolition Quando voltámos a minha mãe ajudou-me a tapar os móveis e a levar os caixotes do teclado e afins para a reciclagem.

Os avós do Pedro vieram muito simpaticamente trazer-me um bolo de aniversário, algo que tanto eu como o Tiago agradecemos 🙂

Agora estou à  espera que comece o barulho e já não espero nada deste dia nem dos que se vão seguir. Mas pronto, se não cortar outro dedo ou passar o dia a vomitar como o ano passado, já não me posso queixar muito.

O fim das fraldas

O treino de bacio do Tiago começou de forma difà­cil, mas já algum tempo que o Tiago começou a acordar com a fralda seca de manhã e mais recentemente começou a ir ao bacio por iniciativa própria sempre que precisava.

No sábado de manhã recusou a fralda por isso dei-lhe a escolher – fralda ou cueca. Preferiu a segunda opção, com um grande sorriso e passou o fim de semana sem fralda, sem problemas. Só à  noite é que continuamos com a fralda mas é apenas porque ele continua a insistir em vir dormir para a nossa cama a meio da noite e não estou para dormir num colchão ensopado.

No fundo acabou por ser um processo muito mais simples e natural do que temia e não foi preciso aquela violencia que me tinham aconselhado de lhe tirar as fraldas e deixa-lo fazer xixi pelas pernas abaixo até aprender. Mas pronto, já sabemos que nestas coisas há diversas escolas de pensamento e cada um faz como acha melhor.

Normalmente os meus posts sobre o Tiago têm sempre um lado negativo, porque ninguém pode negar que criar uma criança seja cansativo e por vezes frustrante, mas ultimamente tenho notado diversas coisas muito positivas no meu filho que quero deixar anotadas.

A sua personalidade teimosa é algo que faz com que seja uma criança difà­cl mas que acredito que vai ser um traço positivo quando for adulto. Nota-se que é persistente, apesar das suas crises de frustração serem bastante violentas, mas volta sempre ao ataque e não desiste.

Outro traço que acho muito positivo é a capacidade de atrasar a gratificação. É algo que se nota desde que era muito pequeno. Contruà­a torres para deitar abaixo mas aquilo que lhe dava mais gozo era o momento de antecipação antes de destruir tudo. Fazia sempre uma pequena pausa, acompanhada de um sorriso maroto.

Hoje em dia noto algo semelhante nos nossos passeios para casa ao fim do dia. A meio do caminho pede um ‘doce’ (ando sempre com um saco de gomas para emergências) mas em vez de comer a goma logo e pedir mais e mais, muitas vezes vai com aquilo na mão o caminho todo até chegar a casa e só depois é que a come. É como se o facto de saber que tem a hipotese de comer o doce fosse mais gratificante do que comê-lo e ficar sem nada.

Esta é uma qualidade muito importante nos adultos porque nos ensina a planear e esperar pelo resultado que queremos. Se o meu filho continuar assim acho que tem muitas possibilidades de se tornar uma pessoa que vou gostar de conhecer.

A caminho dos dois anos e meio, que completa no dia 11, noto também uma evolução enorme na linguagem. Já são tantas as palavras novas que deixei de conseguir acompanhar.

Começou a dizer o seu nome, quando aponta para uma foto dele e já sabe os números pelo menos até ao 8 – tanto a contar como por reconhecimento visual. Faz algumas confusões por vezes, com o 3 e o 5, por exemplo, mas não há dúvida que está a reter informação nova a um nà­vel impressionante. Também confunde por vezes o verde com o azul, algo normalà­ssimo para a idade, mas de resto reconhece as cores todas e já diz o nome de algumas. Começou a dizer ‘é meu’, ou mais precisamente ‘não papá, é meu’ – inicialmente fazia confusão e dizia ‘é teu’ mas a intenção era óbvia – e já faz uma série de outras frases. Termos de duas palavras como peixe balão, lobo mau, cão grande, é amarelo, são frequentes mas já começa a formar frases mais completas.

Na brincadeira está cada vez mais independente. Gosta que estejamos ao pé dele mas já consigo escrever um post inteiro como este com ele no quarto a brincar sozinho sem grandes interrupções – é o desenvolvimento que mais agrada, devo dizer 🙂

No geral tenho um filhote muito porreiro que me deixa sempre curiosa para ver o que vem a seguir.

4 years ago

It was 4 years ago today that the 39 week old baby I was carrying died.

4 years later I have another child but it still hurts. I’m not as angry or depressed, except very occasionally, but the event changed the way I look at my life and the way I look at my child. I can never escape the feeling that at any time something may go wrong again, that it’s too easy to lose everything. This feeling is with me always and has made me more protective than I would have been otherwise. It may be a good thing at times but mostly it just makes me anxious and over-protective and a worse mother than I probably could be.

What I wonder most is what that child would have looked like, how like or unlike his brother he would have been and what personality he would develop. These things I will never know.

For the last three years I have refused to celebrate my birthday because it falls on the day after I lost my child and it has too many painful memories. This year, however, I’m trying to move on beyond coincidences and unhappiness. There’s nothing I can do about the past and if I haven’t killed myself yet I may as well make the best of whatever life I have left. This kind of loss hurts every day of the year so it doesn’t really matter what day it was when it happened.

Estupidamente inútil

Esta noite o Tiago dormiu connosco, como é costume. A diferença é que foi logo para a nossa cama à s 10 da noite em vez de adormecer na cama dele e depois acordar a meio da noite para vir ter connosco. O Pedro estava a ter dificuldades a conseguir convencê-lo a deitar-se e quando eu perguntei se o Tiago queria que eu me deitasse ao pé dele um bocadinho, ele agarrou na almofada e no ursinho e foi para a nossa cama.

Deitei-me com ele mas o miúdo não parava quieto. Acho que acabei por adormecer antes dele e só acordei quando o Pedro, que passou a noite a trabalhar, se veio deitar pouco depois da uma da manhã. Teria ficado bastante mais irritada comigo mesma por ter adormecido em vez de passar umas horas a trabalhar também se soubesse que tinha sido a minha última oportunidade durante uns tempos de fazer alguma coisa de jeito.

Esta manhã fiz um esforço enorme por me levantar à s oito para levar o Tiago à  escola a horas. Desde que ele começou a dormir connosco que eu deixei de descansar convenientemente porque passo a noite a acordar. O miúdo mexe-se muito e o meu alarme maternal dispara logo. Por vezes acorda e faz coisas adoráveis como fazer-me festinhas na cabeça ou no braço, mas por mais adorável que seja interrompe o meu sono e eu ando tipo zombie.

Talvez por isso mesmo, quando fui fazer uma coisa tão simples como cortar uma fatia de pão para o pequeno almoço do Tiago, fiz uma coisa completamente estúpida: cortei antes uma fatia do meu polegar. A nova faca de pão super afiada que o Pedro comprou no sábado, e que corta pão como se fosse manteiga, teve alguma responsabilidade porque com outra faca não teria sido um estrago tão grande, mas o facto de eu andar meio a dormir também não deve ter ajudado.

Fui até à  casa de banho tentar parar o sangue e o Pedro foi ajudar, procurando um penso, compressas, adesivo, etc. Só que eu não posso ver sangue, principalmente o meu, sem ficar enjoada. Comecei a sentir o estomago a virar e fiquei tonta. Fechei os olhos para tentar controlar o enjoo e a próxima coisa de que me lembro é o Pedro a abanar-me. Tive um momento de confusão total em que não sabia bem onde estava ou o que se passava. Pareceu-me que tinha passado imenso tempo. Infelizmente alguma parte de mim parece ter tido uma leve noção de que estava na casa de banho porque comecei a fazer xixi pelas pernas abaixo. Afinal de contas estava sentada na sanita. É pena é que a tampa estivesse fechada. Sinto-me inteiramente preparada para a senilidade dos meus 80 anos.

O Pedro estava um bocado freaked-out, como seria de esperar. Disse-me que tinha estado a deitar-me água para a cara e a dar-me palmadas e eu não dei por nada. Tentei dizer-lhe que estava bem e para ele tratar do Tiago. Depois de me despir e de usar a sanita da forma como é suposto ser usada, lavei o chão, tomei banho e fui-me deitar um bocadinho.

Wounded thumb O penso estava encharcado de sangue e tinha o dedo frio, portanto a compressa estava apertada demais. Resolvi ligar à  minha mão, coitada, que está sempre de serviço quando acontece alguma coisa má, e ela veio cá a casa ver o estrago e fazer-me um penso decente. A ferida ainda estava cheia de sangue mas pele menos já não jorrava.

O coitado do Pedro, que se levantou propositadamente cedo para poder levar o carro à  oficina antes de ir trabalhar, acabou por ter que ser ele a tratar do Tiago e levá-lo à  escola e andou a correr atrasadà­ssimo para todo o lado por causa da minha estupidez.

Graças a esta brincadeira irritante vou passar pelo menos duas semanas sem conseguir trabalhar com arame, apertar um sotien ou fazer uma série de outras coisas simples e necessárias à  minha sanidade mental. Odeio sentir-me inútil.

Mas pronto, estamos em Setembro. Já devia estar à  espera.

cocó ‘cio

O meu filhote está quase inteiramente treinado para ir ao bacio. O xixi ainda é ocasionalmente na fralda mas o cocó, que era o mais complicado há umas semanas, já é sempre no bacio. O problema é arrancá-lo de lá depois. Fica sentado uma eternidade enquanto vai brincando – leva sempre um brinquedo para o bacio porque, como todos sabemos, é uma seca estar na casa de banho sem nada para fazer. Nunca pensei que se aprendesse isso tão cedo.

Também como todos nós, o Tiago não gosta de fazer cocó com pessoas a ver, por isso saio sempre do quarto para o deixar à  vontade. Mas depois do que aconteceu ontem, tenho a impressão que isso acabou.

Deixei-o no quarto e fui perguntando ocasionalmente se já estava e ele respondia que não. Esperei mais um bocadinho e ele veio ter comigo. ‘Então Tiago, já está? Vamos limpar o…’ e foi aà­ que vi que tinha as mãos todas sujas. Agarrei nele e levei-o a correr para a casa de banho para o lavar. Depois de lhe lavar as mãos um número infinito de vezes e escovar tudo muito bem, fui ver o estrago. Era cocó por todo o lado – no chão, cama, paredes, na camisola dele, enfim, um desastre completo.

Passei a meia hora seguinte a limpar e desinfectar e o Tiago sempre com um grande sorriso nos lábios. Devia ter tirado uma foto mas na altura tive alguma dificuldade em ver o lado cómico da situação.

– Inà­cio da colecção de invernoInà­cio da colecção de inverno

pregadeirasTenho andado ocupada a fazer a colecção de bijutaria de inverno para estar tudo pronto no final de Setembro, quando chegar a altura de distribuir peças pelas lojas.

Na segunda feira de manhã fui a Lisboa entregar os anéis que andei a fazer a semana passada à  loja da Rua da Rosa porque já só estavam lá cinco com um ar muito solitário. Isso quer dizer que tenho de fazer ainda mais porque aqueles também ão vão durar muito.

Entretanto dediquei-me a uma colecção de pregadeiras. Fiz algumas tipo espeto, mas com um arame forjado por mim para poder termina o topo com umas voltinha decorativas. Também fiz uma série delas tipo alfinete de dama, 5 das quais já foram reservadas. É bom que as pessoas gostem e comprem mas a este ritmo não cou conseguir fazer peças suficientes no tempo que tenho 😛

Estou a tentar ser mais metódica este ano e a criar colecções de uma forma mais pensada em vez de fazer o que me apetece no momento. Vamos ver se a metodologia faz diferença.

Tem sido difà­cil porque comprei recentemente uma série de livros que me deram ideias para montes de coisas novas que posso fazer com as pedras naturais que tenho mas estou a tentar não ser demasiado impulsiva porque as peças em prata são mais clássicas e mais caras e por isso não se vendem com tanta facilidade. Preciso de arranjar uma loja em Cascais para vender estas coisas 🙂pregadeirasTenho andado ocupada a fazer a colecção de bijutaria de inverno para estar tudo pronto no final de Setembro, quando chegar a altura de distribuir peças pelas lojas.

Na segunda feira de manhã fui a Lisboa entregar os anéis que andei a fazer a semana passada à  loja da Rua da Rosa porque já só estavam lá cinco com um ar muito solitário. Isso quer dizer que tenho de fazer ainda mais porque aqueles também ão vão durar muito.

Entretanto dediquei-me a uma colecção de pregadeiras. Fiz algumas tipo espeto, mas com um arame forjado por mim para poder termina o topo com umas voltinha decorativas. Também fiz uma série delas tipo alfinete de dama, 5 das quais já foram reservadas. É bom que as pessoas gostem e comprem mas a este ritmo não cou conseguir fazer peças suficientes no tempo que tenho 😛

Estou a tentar ser mais metódica este ano e a criar colecções de uma forma mais pensada em vez de fazer o que me apetece no momento. Vamos ver se a metodologia faz diferença.

Tem sido difà­cil porque comprei recentemente uma série de livros que me deram ideias para montes de coisas novas que posso fazer com as pedras naturais que tenho mas estou a tentar não ser demasiado impulsiva porque as peças em prata são mais clássicas e mais caras e por isso não se vendem com tanta facilidade. Preciso de arranjar uma loja em Cascais para vender estas coisas 🙂

O meu filhote está a crescer

Faz amanhã um ano que o Tiago entrou para a creche. Depois de um longo e difà­cil periodo de adaptação, tanto para ele como para mim, acabou por se integrar e até começar a fazer algumas amizades.

Hoje foi a mudança para a nova sala, ritual que acontecerá todos os anos. A educadora, os colegas e o recreio  são os mesmos mas o espaço é novo. O rapaz está a ficar crescido. Está quase a largar as fraldas e já completou um ano inteiro de escola.

A noite foi complicada outra vez, com o Tiago acordado até à  uma da manhã. Tentámos deitá-lo várias vezes mas passado um bocado estava levantado outra vez. Quando eu fui para a cama ele até estava a dormir mas acordou quando eu estava a lavar os dentes e foi ter comigo à  casa de banho. Acabou por se deitar connosco e dormiu na nossa cama a noite toda.

à€ hora de levantar o Tiago estava ferrado e nós também não tinhamos muita energia. Acabei por deixá-lo dormir até à s nove e meia. Com o tempo que demora a comer e vestir, só saà­mos de casa já perto das 11.

Quando cheguei à  escola estavam a fazer a mudança para a nova sala. Aproveitei para ajudar, mudando as coisas do Tiago. Ele não gostou muito da novidade e recusou-se a entrar para a sala. Tive de o levar ao colo e entregá-lo à  educadora e escolher eu o cacifo.

Pelo menos não ficou a chorar. Ia armado com o livro do Yakari (livro de BD dos anos 60 que era do pai e que ele agora herdou) e já tinha passado algum tempo naquela sala durante o último mês por isso não é inteiramente novidade.

Agora tenho de me lembrar de ir ter à  sala nova quando o for buscar 🙂

O và­cio dos Little Einsteins

Há uns meses o Tiago trocou o Mickey pelos Little Einsteins como desenho animado preferido. Mais do que isso – passou a ser a única coisa que estava interessado em ver. De manhã corre para a sala para ligar a televisão e o mesmo se passa quando chega da escola.

Nós gravamos aquilo no Meo para ele poder ver quando quer, o que temabém tem a vantagem de podermos dizer ‘oh, acabou! Vamos brincar para o quarto?’ quando chega ao fim da gravação –  assim não fica ali horas a fio a ver televisão como seria de esperar de outra forma.

A série é gira, apesar de algumas das vozes me continuarem a irritar, e graças a ela o Tiago reconhece imensos segmentos de música clássica e pinturas – descobriu recentemente o iman da Mona Lisa que temos no frigorà­fico e anda com ele atrás a dizer ‘bo ‘ita!’

Acho que a série também tem contribuido bastante para o seu sentido rà­tmico. O Tiago sempre gostou de música e as aulas de música e dança da escola têm ajudado mas nas últimas semanas, em que não tem tido actividades na escola, notou-se que tem desenvolvido bastante coisas como marcar o ritmo com os braços, bater palmas ao som da música ou quando toca determinado instrumento, e isso é obviamente de ver a série e participar nas partes interactivas dos episódios.

No domingo fomos comprar uns livros novos para ler ao Tiago quando vai para a cama porque farta um bocado estar sempre a ler a mesma coisa. O Tiago viu uns livros dos Einsteins e vi logo que não valia a pena procurar mais. Comprámos 4, que foram os que encontrámos diferentes, e ele adorou. Ontem quando acabou o desenho animado fomos para o quarto e estivemos a ler os quatro livros de seguida. Para um miúdo que normalmente não pára quieto foi uma surpresa. Alguns dos livros trazem autocolantes no fim, um item sempre cobiçado pelas crianças, e o Tiago esteve a escolher um de cada personagem e a colá-los na cama (primeiro tentou colá-los no seu braço mas acabou por ficar satisfeito com a cama como alternativa).

Hoje não queria ir para a escola, como é costume, porque queria ficar a ver os livros. Quando sugeri levar um para a escola ficou todo feliz e foi o caminho todo com o livro na mão. Na escola também não queria largar o livro. Ao contrário dos últimos dias em que fica a chorar, hoje foi sozinho para o recreio, sem fitas, armado com o seu livro. Não gostou quando os outros menino o tentaram agarrar mas deixou a auxiliar pegar no livro e começar a ler a história.

Parece que o Tiago já não sente tanta falta da mamã se tiver os seus amigos animados. Fui substituida pelos Little Einsteins.

Mais um exemplo do estatuto de designer pedinte

A J. enviou-me o link para este blog que fala sobre uma campanha da Coca-cola que espera ter trabalho feito por designers sem ter de lhes pagar.

Este é apenas mais um exemplo dos muitos com que me tenho deparado ao longo dos últimos 11 anos em que tenho trabalhado como designer. A nossa é uma profissão sem qualquer respeito e concordo plenamente com a opinião espressada no artigo. Infelizmente é algo que não se limita aos designers. Os artistas no geral estão sempre a trabalhar de graça – os promotores de concertos esperam que os músicos portugueses actuem de graça ‘porque lhes dá visibilidade’ e os fotógrafos, pintores, escultores e outros devem andar na mesma.

Não posso dizer que culpe inteiramente a Coca-cola por pensar assim porque toda a gente o faz. Muitos dos clientes de design esperam maquetes antes de aprovar o orçamento – esperam sempre trabalho de graça como se isso fosse normal. Porque é que estes haviam de ser diferentes?

E a atitude geral é que devà­amos estar muito gratos pela atenção quando no fundo a única coisa que nos fazem é perder tempo. É que os artistas podem ter amor à  arte mas têm de comer como toda a gente.

Depilação, anéis e muito sono

A segunda feira foi um daqueles dias em que é preciso cronometrar tudo ao milimetro para conseguir chegara  todo o lado a horas. Comecei por levar o Tiago à  escola e depois fui para Lisboa a mais uma sessão de depilação laser.

Optei por fazer só axilas e virilhas desta vez uma vez que tenho as pernas levemente bronzeadas. Os pelos não desapareceram todos, ao fim de 6 sessões, mas abaixo do joelho não tenho quase nada. Só do joelho para cima é que se continuam a notar bastantes. Acho que por serem mais claros e mais finos o tratamento não está a ser tão eficaz.

Como foi uma sessão rápida, cheguei ao bairro alto a horas de ir à  loja da Rua da Rosa entregar os aneis que tinha disponà­veis, já que só sobravam uns 7 na loja. Por coincidencia logo no dia seguinte entrou uma senhora na loja que levou 14, aparentemente para uma loja no Japão. É óptimo mas quer dizer que preciso de fazer mais aneis e depressa. Passei os últimos dois dias a fazer uns quantos só em arame mas faltam pelo menos nove com contas para substituir os que foram comprados. É bom ter trabalho deste 🙂

Depois voltei para casa a tempo de beber um bocado de água e tricar qualquer coisa antes de ter que ir buscar o Tiago à  escola.

Na quarta à  tarde tive um workshop de introdução à  bijutaria de arame. Decidi começar por fazer um anel e só depois falar dos componentes porque passar duas horas a fazer apenas fechos, argolas, pregos e componentes de corrente sem ficar com uma peça completa não é o que as pessoas esperam. As pessoas que vão aos workshops querem sair de lá com algo ‘wow’ mesmo que nunca tenham mexido no alicate antes e eu tenho feito os possà­veis por lhes dar isso, algo complicado quando não se sabe o que a pessoa consegue fazer.

Não consegui perceber se as senhoras gostaram ou não. Acho que iam com expectativa de aprender algo especà­fico mas não conseguiram transmitir o que era, apesar de eu ter perguntado se tinham preferencias. No final percebi que uma das senhoras queria aprender a fazer pendentes wire-wrapped semelhantes aos que faço com pedras semi-preciosas e arame de prata. O problema é que essas peças têm alguns requintes de malvadez que só se contornam com alguma prática pelo que não é algo que costume ensinar a iniciados porque acaba por ser frustrante não conseguir manter o arame direitinho e paralelo ou atar o topo sem deixar fugir a pedra, por exemplo. E no fundo o anel que fizemos, e que já deu luta, tinha algumas das técnicas básicas usadas no pendente.

Quando o workshop acabou fui a correr buscar o Tiago para chegar a horas.

Uma das ruas por onde tenho de passar tem constantemente um prédio a ser pintado e os andaimes ocupam todo o passeio obrigando as pessoas a ter de andar pela estrada. Cada vez que um prédio fica acabado respiro de alà­vio mas umas semanas depois começa outro. Isto torna a viagem muito cansativa porque tenho que estar sempre a lembrar-me que aqui ou ali preciso de atravessar a rua para o outro lado. Quando levo o Tiago de manhã, geralmente já atrasada e vamos com o carrinho é um pesadelo porque a passadeira mais próxima é muito longe e se não me lembro de atravessar lá tenho que ficar ali à  espera de um intervalo entre carros e ter de me atirar para a estrada com o carrinho do Tiago. Odeio ter de fazer isso porque aquilo é uma subida e os carros vão a abrir.

As noites continuam a ser um desafio. O Tiago decidiu que não quer dormir sozinho e acorda todas as noites por volta das duas da manhã. Umas noites deita-se na nossa cama, adormece e pronto. Outras vem para a nossa cama mas anda aos pinotes, dá pontapés no pai, vira-se ao contrário e não deixa ninguém dormir. Levá-lo para a cama é inútil porque eu espero que ele adormeça antes de sair do quarto mas meia hora depois ele está de volta.

Não consigo deixar de achar piada porque ele vem para o quarto, trepa para a cama e deita-se entre nós dois. Passado um minuto levanta-se, vai buscar a almofada à  cama dele e volta. Nada como o conforto.

Por mim aquilo que penso é – será que alguma vez vou voltar a dormir uma noite inteira? E eu que pensava que as noites interrompidas tinham acabado.

Esta noite acordou à s duas e foi para o hall resmungar até cerca das quatro da manhã. Não percebi se voltava para a cama de vez em quando ou se ficou o tempo todo sentado no chão do hall. à€s quatro fartou-se de protestar e veio para a nossa cama onde dormiu até à s nove e meia. Lá fomos atrasadà­ssimos para a escola outra vez, depois de uma birra porque não se queria vestir, mas pelo menos hoje não ficou a chorar na escola. Sabe que ando com bolachas e gomas na mala e pediu uma quando me despedi. Ficou com um grande sorriso quando lhe dei um gummy bear. Pode não ser great parenting andar a subornar a criança com doces mas a verdade é que ele até mereceu por não ter feito birra na escola.

Tenho sono. Tenho imensas coisas que quero e preciso de fazer e não me consigo concentrar mas também não consigo ir dormir. Oh well, é mais uma fase que um dia destes passa sem darmos por nada.