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35 semanas

No passado dia 11, dia do aniversário do Pedro, tivemos consulta. Como estavamos todos de férias, o Tiago foi connosco pela primeira vez e, contra todas as expectativas, portou-se muito bem. Não ligou nenhuma à  ecografia, o que não é de espantar porque até nós temos dificuldade em ver alguma coisa que se perceba, mas estava desejoso de carregar no botão verde do ecografo, que fazia parar a imagem. O Dr Saraiva foi extremamente simpático e lá o deixou carregar no botão e até num segundo para imprimir uma imagem da eco. O Tiago ficou muito feliz 🙂

Falámos sobre o parto e o Dr disse que após uma cesariana não costuma haver muito sucesso a fazer indução num parto posterior pelo que as nossas opções seriam esperar que a coisa aconteça naturalmente, demore o que demorar, ou fazer outra cesariana. Depois do que passámos com a primeira gravidez não me vejo a conseguir esperar sem ter um aumento dos pesadelos e um ou outro ataque de panico, por isso vamos avançar para a cesariana. Desde que não apanhe uma infecção sempre é menos doloroso.

Estamos a apontar para algures entre as 38 e as 39 semanas, ou seja, entre 15 e 22 de Julho. Agora depende um bocado de como correm as negociações com o HGO que está uma grande confusão e a funcionar na sua maioria graças a médicos contratados porque os que lá estavam foram-se quase todos embora. Não dá assim grande confiança na maternidade do hospital neste momento, mas ir para um hospital privado é demasiado caro, especialmente quando não se tem seguro de saúde.

Já estou na fase de apontar os movimentos ao longo do dia mas sinceramente tenho tido mais atenção a se mexe várias vezes do que quantos movimentos são em cada periodo de actividade.

A parte pior deste último mês é a dor de costas quase constante. Até consigo andar bastante a pé sem me cansar muito mas ao fim de 15 minutos já não aguento a dor de costas. E estar sentada ao computador não é melhor.

Agora que o calor regressou estou outra vez inchada e já cheguei quase aos 80 kg graças a isso. Mas pronto, é só mais um mês.

Acabado o primeiro mês de obras

Ao fim do primeiro mês de obras a casa já começa a parecer-se com algo que venha a ser habitável no futuro. O lixo maior já acabou, os electrodomésticos já foram entregues, os esgotos e canalizações foram renovados, os tubos de ar condicionado já estão por todo o lado e as casas de banho e cozinha têm azulejos nas paredes.

Ontem fui à  casa porque o Sr da Rentokil foi lá fazer a segunda pulverização contra as vespas. O sótão já está desimpedido, permitindo-nos pela primeira vez ter uma ideia mais realista do espaço disponà­vel e suas potencialidades, e não se viu mais nenhuma vespa desde a primeira intervenção.

O Sr. Carlos que estava a meio de colocar os azulejos na casa de banho principal aproveitou para me perguntar se queria os azulejos pretos alinhados e foi aà­ que percebi que se estava a preparar para colocar o pavimento na parede. Lá expliquei que os azulejos da parede eram todos do mesmo tamanho e aquilo era o chão e fiquei muito feliz por ter conseguido evitar um desastre.

Só quando voltei a pensar na casa, por volta das 6 da tarde, é que de repente me lembrei que o pavimento da cozinha também devia lá estar e tem quase o mesmo tamanho e cor dos azulejos da casa de banho. Tive um momento de pânico e o Pedro ficou de passar pela casa quando voltasse do trabalho para verificar o que tinha sido feito. Felizmente o Sr Carlos reparou que o tamanho não era bem o mesmo (o pavimento tem mais 3cm) e acabou por ir procurar os azulejos correctos que já estavam colocados ao fim do dia. Respirei de alà­vio.

Hoje passei lá para agradecer e tirar umas fotos. já começaram a colocar as novas portas e a canalização de esgoto da cozinha estava a ser terminada. Ainda faltam uns azulejos na cozinha, que por qualquer razão não foram colocados logo mas está tudo a andar. Estavam a colocar a banheira quando saà­.

No sábado passado fomos ver como estava a obra quando veio a vizinha de baixo bater-nos à  porta para falar sobre a infiltração que tem no tecto da cozinha. Eu expliquei, tal como o empreiteiro já tinha feito, que a responsabilidade dessa reparação não é nossa uma vez que foi algo que aconteceu antes de comprarmos a casa. A senhora disse-me que tinha falado com o antigo proprietário e que ele lhe disse que como à­amos fazer obras no nosso apartamento que tratávamos disso – é preciso uma lata fenomenal. não é? – e a senhora ficou convencida que isso teria ficado combinado entre nós quando eu não sabia que tal problema existia sequer e uma das clausulas da escritura é precisamente que compramos a casa sem encargos anteriores.

Acabei por ir a casa da vizinha olhar para o tecto, já que ela insistiu, mas não lhe podia dar uma resposta diferente. A senhora até foi muito simpática, especialmente considerando que lhe furámos o tecto ao substituir a canalização da casa de banho (felizmente na casa dela era o tecto da dispensa, já que a disposição da planta é ligeiramente diferente) e já vai ser preciso arranjar isso.

No inà­cio da semana falámos com o homem que vai construir os armários da cozinha. Inicialmente tà­nhamos feito um projecto com os móveis do IKEA mas o espaço não permite ter os móveis todos com os tamanhos standard disponà­veis e tem um recanto que necessita de um armário menos fundo. Por tudo isso acabámos por optar por uma cozinha feita à  medida. Vai sair mais caro mas paciência. O senhor que foi lá fazer o projecto e verificar as medias foi extremamente entusiástico e deu-nos que pensar no que diz respeito a alguns detalhes. Tà­nhamos decidido colocar os móveis em vermelho em vez do inicial preto porque tà­nhamos receio que a cozinha ficasse demasiado escura mas neste momento estamos mais inclinados para por os de baixo em preto e os de cima em vermelho.

Ainda relativamente à  casa, recebemos hoje uma carta das finanças a dizer que era preciso uma planta das arrecadação da casa para o pedido de isenção do IMI. A arrecadação é na cave e pertence à  nossa fracção mas não temos acesso uma vez que foi cedida ao condomà­nio a troca do uso do sótão, só que, como está na caderneta predial, era preciso a planta. Fui à  CMA fazer o pedido e agora espero que a fotocópia fique pronta antes dos 15 dias que nos foram dados pelas finanças, que ameaçam logo com multa até 5000 euros em caso de atraso – gajos simpáticos…

Férias

Estamos de férias até ao final da semana, mas como é costume, as férias acabam por ser mais cansativas do que os dias normais.

Temos andado a comprar os materiais que faltavam, nomeadamente sanitários e electrodomésticos, para além de uma série de coisas relacionadas com a gravidez.

Primeiro foi a ecografia do terceiro trimestre. Assim que entramos em modo de férias eu começo a esquecer-me de coisas que estão planeadas há semanas e estavamos a preparar-nos para ir à  praia quando me lembrei da eco. Como já tinhamos falado em praia ao Tiago, acabámos por ir à  mesmas mas só por uma horinha. Felizmente a minha mãe tinha tirado o dia de férias e pode vir cá fazer babysitting enquanto fomos à  eco porque seria impossível conseguir que o Tiago ficasse queitinho durante tanto tempo. De volta a casa passámos na ‘obra’ para ver como estavam as coisas. O Pedro tem posto as fotos destas duas semanas na sua conta de flickr.

No dia seguinte foi a vez de ir fazer a vacina do tétano. A enfermeira Paula tem um jeito tão grande para as picas que mal senti a agulha e não doeu nada. Para quem não gosta particularmente de agulhas é fabuloso.

Na quinta fomos ao parque para o Tiago poder correr à  vontade. Levámos comida para um picnic, que teria corrido melhor se o Tiago não tivesse armado uma birra por o seu ovo de chocolate se ter partido. Aparentemente queria comê-lo mas mante-lo intacto simultaneamente. Go figure.

Na sexta seguinte era suposto ir fazer análises mas esqueci-me e quando me lembrei já era tarde e já tinha comido. Ficou para segunda. Como tenho de fazer a análise dos diabetes, que requer esperar uma hora para tirar sangue outra vez, é sempre preciso ir cedo. Mesmo assim foi por pouco: as análises são das 8 à s 11, eu cheguei à s 9 mas estava tanta gente que só fui atendida à s 10 o que fez com que a segunda dose fosse mesmo já em cima da hora em que a enfermeira se costuma ir embora.

Na sexta fomos encomendar os sanitários e depois passámos na casa. O dia já tinha sido muito cansativo e fiquei extraordinariamente irritada quando vi que tinham colocado os azulejos da casa de banho na horizontal e não na vertical como tinha pedido. Tenho tentado enviar emails com todos os detalhes que acho relevantes porque o empreiteiro nem sempre atende o telefone e achava que era mais seguro ter as coisas por escrito para não haver esquecimentos, mas aparentemente não há forma de garantir que não corra qualquer coisa mal.

Sei que tive uma reação negativa um bocado exagerada por estar tão cansada e por isso resolvi não fazer nada até ao dia seguinte. Acordei um pouco mais calma e com a noção que seria um desperdicio de tempo e dinheiro obrigá-los a partir aquilo tudo outra vez e fazer de novo. Pelo menos as paredes estavam da cor certa e achei que seria um risco grande demais estar a irritar o empreiteiro por causa de uma ninharia quando o resto até está a correr bastante bem.

Fomos então encomendar os restantes sanitários no sábado. Na segunda, depois das análises, passei na casa para deixar uma cópia das notas de encomenda mas ainda preciso de falar com o Sr. Augusto para discutir a questão da recolha ou entrega dos materiais.

Ontem fomos encomendar os alectrodomésticos: placa, forno e exaustor. Também vamos querer mudar de micro-ondas e frigorà­fico, mas não nos podemos dar ao luxo de gastar dinheiro desnecessariamente em coisas que não são urgentes. Escolhemos tudo da Siemens e o mais cromo é o forno que tem limpeza pirolà­tica. Vamos ver se merece o custo extra.

O Tiago fartou-se de correr pela loja até estar todo suado e depois fomos comer um gelado antes de voltar para casa. O Tiago estava quase a dormir no carro mas em casa recusou-se a dormir, como tem sido costume ao longo de toda a semana.

Hoje estavamos convencidos que iamos novamente à  praia mas o tempo voltou a piorar de repente. Estou cheia de dor de garganta, como é costume nestas mudanças climatéricas súbitas. Tà­pico.

Dia de mini panico

Hoje acordei cheia de dores musculares como se tivesse estado no ginásio ontem. De facto temos andado bastante, mas não me parece que seja o suficiente para isto. Começo a achar que as noites são mais cansativas do que os dias, para acordar desta forma.

O resultado é que passei o dia com uma grande vontade de dormir e não fazer nada. E pelos vistos este cansaço todo afectou a minha concentração porque quando fui actualizar o stock da loja depois de ter enviado uma encomenda é que reparei que tinha embalado um produto errado. Normalmente verifico as referencias mais do que uma vez para ter a certeza que está tudo bem e desta vez deixei escapar. Felizmente dei por isso assim que cheguei e consegui empacotar as contas certas e voltar aos correios para trocar os sacos antes do pacote ser enviado. O facto das senhoras dos correios já me conhecerem dá jeito nestas situações, senão podiam ter levantado problemas. Não há nada pior do que deixar os clientes irritados com um erro destes, especialmente num caso como este em que a encomenda era pedida para ser enviada com urgencia.

Depois do meu pequeno momento de panico, estava a actualizar o stock quando recebo um email da Alex a dizer que tinha chegado a casa com compras e não conseguia entrar em casa e a pedir para eu chamar alguém para ver se conseguiam abrir a porta. Liguei para duas empresas, incluindo uma que trata de urgencias, mas nenhum dos dois tinha gente disponà­vel a não ser passada uma hora. Liguei de volta para perguntar a marca da fechadura e se precisavam de por algumas das compras no frigorà­fico ou se queriam esperar em minha casa e depois fiquei de escolher uma das empresas e marcar o serviço. Antes de eu conseguir decidir, a Alex ligou de volta a dizer que o marido tinha finalmente conseguido abrir a porta e já não era preciso. Mais um pequeno momento de stress que passou.

Espero que o resto do dia seja mais calmo porque a minha reserva de energia está a esgotar-se 😛

O Tiago está como eu – cansado, a precisar de dormir mas a recusar-se a ir para a cama.

Obras, terceira semana

A obra continua a avançar bem. Depois de terem feito os roços para as diversas tomadas eléctricas e de rede, já taparam com cimento os tubos, que correm ao longo do chão, em todos os quartos e estavam hoje a meio da sala. Infelizmente parece que se esqueceram dos tubos para os fios das colunas o que quer dizer que amanhã vão ter de partir aquilo outra vez 😛

Fora isso tem estado a correr tudo bem. A casa de banho grande tinha uma zona saliente na parede onde encosta a sanita e pedimos por isso para colocarem o resto da parede ao mesmo nà­vel para o bidé e a banheira ficarem todos alinhados. Quando cheguei lá ontem já estavam os murinhos construà­dos, só até meio, o que permite alinhar os sanitários mas sem retirar o restante espaço de parede que pode servir para prateleiras se quisermos.

Discutimos também a disposição dos móveis da cozinha para determinar mais precisamente os sí­tios para os pontos eléctricos, esgotos e tomadas.

Hoje voltei lá para falar com o homem que vai instalar o ar condicionado e discutir a localização das máquinas em cada uma das divisões.

A seguir vai ser a parte da canalização. De momento eles desligaram a água, ligando só uma mangueira directamente à  saà­da do contador de forma a evitar a utilização dos canos. No entanto já foi lá uma das vizinhas de baixo queixar-se que tinha os tectos todos estragados, algo que obviamente aconteceu antes de comprarmos a casa. A responsabilidade não é nossa mas já deu para ver que vamos ter que lidar logo com vizinhos chatos a ver se nos sacam algum só porque agora somos nós a viver ali – um bocado como o administrador do condomà­nio a sugerir que devà­amos pagar o condomà­nio desde o inicio do ano quando a dà­vida não era nossa.

Quando ao condomà­nio ainda vou ter de ir pedir as contas do ano passado, a acta da reunião deste ano e pedir que me expliquem como é que chegaram ao valor de permilagem do nosso apartamento que na acta de condomà­nio está muito mais alta do que aparece na caderneta predial. Enfim.

32 semanas

Na última semana apercebi-me que cheguei finalmente à  parte complicada da gravidez. Estou constantemente cansada e passei a ter de dormir sestas ocasionais para conseguir aguentar o dia.

O Pedro passou a levar o Tiago à  escola de manhã para eu só ter de fazer o percurso uma vez por dia, o que já ajuda imenso, mas como continuo a tratar de diversas questões relacionadas com a obra da casa, há dias em que não me consigo sequer sentar durante duas a três horas até conseguir finalmente voltar para casa.

Para complicar ainda mais, chegou o calor e com isso a retenção de là­quidos e os tornozelos inchados. As minhas pernas estão irreconhecà­veis e já sei que agora vai ser assim até ao fim.

Para a semana vamos estar todos de férias. Precisamos de escolher o resto dos materiais para a obra – sanitários, puxadores, etc. Espero que pelo meio dê para descansar um bocadinho.

Também para a semana vou ter que fazer ecografia, análises e vacina do tétano e daqui para a frente as consultas vão ser cada vez mais frequentes.

Sinto que o meu corpo me anda a pedir um dia inteiro a dormir mas sou incapaz de o fazer mesmo quando tenho tempo. O stress com as obras e tudo o mais impede-me de ficar quieta mais de cinco ou dez minutos sem me lembrar de qualquer coisa que é preciso fazer ou acrescentar à  lista de perguntas e tarefas. Torna-se um bocado irritante mas não o consigo evitar.

Obras, ar condicionado e vespas

Hoje foi um dia comprido. De manhã vieram montar o ar condicionado da sala que tinha ido para reparação. Custa largar tanto dinheiro numa reparação destas mesmo antes de nos mudarmos mas grávida com este calor não pensei duas vezes.

O nosso administrador não deixou entrar os homens do AC sem um interrogatório prévio – quem eram, o que vinham fazer e em que andar – e depois veio bater-me à  porta a dizer-me para pedir aos homens que verificassem se a saà­da dos tubos do AC está bem isolada porque a nossa vizinha de baixo continua a queixar-se de infiltração. Os homens disseram que os tubos estavam bem isolados e que a vizinha de baixo nem sequer tem silicone à  volta das janelas de alumà­nio por isso não é de espantar que tenha infiltrações. Mas acham que a mulher vai deixar de tentar culpar-nos a nós? Claro que não.

De tarde fui até à  casa nova ter com os homens da Rentokil que foram lá acabar com os ninhos de vespas. Quando viram o tamanho do ninho maior ficaram um bocado na dúvida se dava para fazer aquilo hoje porque chegaram à  hora de maior actividade dos insectos, mas lá conseguiram sem aparente problema. Retiraram os ninhos e ficaram de voltar daqui a umas semanas para ver se sobrou alguma. O problema é que se não isolamos o telhado na próxima primavera lá estão elas outra vez.

Quando cheguei à  casa estava tudo em grande actividade. O Sr. Augusto, o empreiteiro, estava lá e pouco depois apareceu o electricista e estivemos a discutir colocação de tomadas, rede, pontos de luz, etc e ele começou a marcar os sí­tios nas paredes.

A demolição está praticamente concluà­da, faltando apenas alguns cantos em madeira e o chão da zona que tem a escada do sótão – para partir o chão é preciso tirar a escada, tirando a escada deixa de se ter acesso ao sótão.

Entretanto começaram a colocar cimento nas paredes para alisar. Achei isso muito estranho: alisar as paredes antes de fazer os roços para electricidade e canalização, mas o Sr. Augusto diz que dá mais jeito assim porque quando for para tapar já sabem até onde têm de encher e fica mais direitinho. Acho muito bem que faça como lhe der mais jeito mas não deixa de me parecer estranho arranjar a parede para depois partir outra vez.

A segunda porta da cozinha já foi emparedada e a segunda porta da dispensa também já tinha tijolo até meio. A casa começa a tomar forma e é giro ver este tipo de mudanças logo na segunda semana.

Quando já não estava lá a fazer nada voltei para casa mas depois decidi voltar à  obra para tirar fotos e levar o esquema da rede que o Pedro tinha feito. Dei com o electricista a sair mas entreguei-lhe o esquema e ainda falámos um pouco sobre isso antes dele sair.

Fui então tirar mais umas fotos e voltei para casa de vez.

Cheguei à s 4.30, cansada, cheia de sede e feliz por serem os avós a ir buscar o Tiago e não ter de voltar a sair. Infelizmente os avós esqueceram-se do ursinho do Tiago na escola e como ele ainda não dorme sem o seu ‘bebé’, lá tive que fazer o percurso até à  escola à  mesma. Mais meia hora de calor, mas enfim. à€ sexta feira é sempre difà­cil uma pessoa lembrar-se de tudo porque é preciso trazer lençóis e toalhas para lavar e é natural que escape qualquer coisa. Ainda por cima o raio do boneco estava bem escondido. Andou toda a gente à  procura dele pela sala até eu ver uma pontinha enfiada no compartimento dos sapatos, no cacifo junto à  porta – o mais longe possível do cacifo do Tiago. Mas pronto, pelo menos encontrei e lá vim para casa pelo que espero seja a última vez hoje.

No geral não foi um mau dia. A obra está a avançar e resolveram-se duas situações que estavam pendentes há um mês: o AC e as vespas. Amanhã provavelmente não me consigo mexer mas como é sábado pelo menos não tenho que me levantar cedo para levar o miúdo à  escola. Já é qualquer coisa.

Gravidez: semana 31

Agora é que começa a custar. Já está calor e já acordo cansada de manhã pelo que passo os dias com vontade de voltar para a cama. Mas se tento deitar-me não consigo dormir porque fico com o nariz entupido ou outro desconforto qualquer.

Graças à s obras, em vez de descansar mais tenho andado mais. Vou levar o Tiago à  escola e depois vou até à  casa nova tirar fotos antes de voltar tudo para trás, o que dá mais meia hora de percurso do que o normal. Como ainda por cima vou carregada com a máquina fotográfica e outras coisas que sejam necessárias – ontem voltei com dois sacos de compras do pingo doce, por exemplo – estou a fazer muito mais esforço do que até aqui.

Exercà­cio é bom, e sem dúvida é melhor do que estar em casa sem me mexer o dia todos, mas ter de carregar com coisas e fazer um esforço extra não é nada fácil nesta fase.

à€ noite continuo a acordar constantemente porque o Tiago continua a levantar-se por volta das 2/3 da manhã para vir dormir connosco e depois passa o tempo a bater-nos com os braços ou pés. O miúdo saiu com uma dose de sonambolismo herdada do pai e portanto, para além dos movimentos normais que todos fazemos durante a noite também fala no sono e à s vezes chega mesmo a sentar-se na cama apesar de estar a dormir. É muito cansativo para ele e para nós que estamos constantemente a acordar para tentar perceber o que se passa.

E por fim, como passo a manhã a lidar com questões relacionadas com a casa – ainda hoje fui buscar os papeis que faltavam: caderneta predial em nosso nome, pedido de isenção de IMI, mudança de morada fiscal, etc. – durante a tarde tenho que tratar das tarefas domésticas que costumava fazer de manhã – lavar roupa, arrumar a cozinha, limpar o caixote dos gatos – ficando com muito pouco tempo para fazer seja o que for fora das obrigações. Vão ser dois ou três meses lixados.

Felizmente estou entusiasmada o suficiente com a obra para não ficar aborrecida com nada disso. Sinto-me sempre melhor quando tenho um objectivo, mesmo quando dá trabalho.

Obras: fim da primeira semana

Tenho visitado a casa todos os dias para tirar fotos do progresso da demolição e penso que hoje fica tudo destruà­do. Quando cheguei à  casa hoje de manhã já só faltava retirar os azulejos da parede da casa de banho pequena e partir a outra casa de banho. O resto da casa já está sem chão ou azulejo nas paredes e pronta para começar a fazer os roços para a electricidade e canalização.

Amanhã ou depois devemos encontrar-nos com o electricista para decidir pormenores de colocação de tomadas, etc e na sexta feira vai lá alguém da Rentokil acabar com os ninhos de vespas do sótão.

Entretanto continuo a acrescentar fotos da obra no Flickr.

Demolição, dia 2

Hoje fui preparada com máquina fotográfica para captar a destruição da casa e não fiquei desapontada. O chão da sala, escritório, hall e dois quartos já está feito em bocadinhos e já tinham montado uma manga para deitar o entulho para um camião estacionado à  porta do prédio.

Tirei uma fotos que podem ser vistas aqui.

30 semanas

Cheguei aos 7 meses de gravidez. Faltam dois para a rapariga saltar cá para fora.

Na passada sexta feira fomos à  consulta e pelas medições a nossa mini-Joana está com cerca de 1,4kg. Se adicionarmos a isso o peso do là­quido amniótico, placenta, etc, dá para perceber porque é que já só consigo andar a passo de tartaruga. Não que isso faça grande diferença, aliás, pelo contrário, tenho andado a pé bastante mais do que o costume mas depois fico tão cansada que à s duas da tarde adormeço.

A melhor coisa que aconteceu esta semana foi o facto de ter começado a tomar um medicamento novo que acabou de vez com a azia. Já não conseguia deitar-me, sentar-me, dormir ou fazer fosse o que fosse sem aquele incómodo constante e de um dia para o outro passou. Um comprimidinho de Lanzoprazol de manhã e voltei ao normal depois de meses de sofrimento.

O peso continua estabilizado. Depois de ter aumentado 7 quilos nos primeiros meses só ganhei mais um desde o princà­pio do ano. Nunca pensei que fosse possível.

Inà­cio das obras

É uma da tarde e estou sentada pela primeira vez desde que saà­ de casa à s nove e meia da manhã. Não é uma situação ideal para quem está a entrar no sétimo mês de gravidez.

Depois de deixar o Tiago na escola, passei na imobiliária para deixar o correio dos ex-proprietários. A imobiliária já não tem nada que tratar destas confusões e as senhoras têm sido super simpáticas e pacientes com todas as confusões que rodearam a compra desta casa. Mas como não consegui combinar uma hora especà­fica com a senhora e nem sequer há sí­tio onde sentar na casa nova, foi o melhor que consegui combinar e não pretendo repetir.

A mãe do senhor que nos vendeu a casa, que foi quem ficou com a ingrata tarefa de tirar a tralha toda que ainda lá estava, levou acidentalmente um saco nosso junto com o resto. Ontem telefonou a dizer que o tinha encontrado e ficou de ir devolver o saco hoje. Não tinha nada que fosse muito importante tirando a lanterna azul ultra croma do Pedro e 4 chaves de parafusos que nos dão jeito e que terà­amos de substituir se desaparecessem.

Depois de deixar o correio, fui até à  casa nova e para grande alegria minha, constatei que tinha de facto começado a obra. Quando cheguei ao apartamento, à s 10 da manhã, o chão da sala já estava todo partido. Fantástico!

Tinha pensado esperar cerca de uma hora na casa, para ver se a outra senhora aparecia com o saco, mas com aquela barulheira toda não me apeteceu. Como hoje acordei à s 6 da manhã, quando o Tiago foi para a nossa cama, o pequeno almoço já tinha evaporado há algum tempo, por isso fui comer. Ao sair do prédio tinha tentado abrir novamente a caixa do correio mas aquilo parecia encravado, por isso resolvi ir a uma loja de chaves pedir para substituà­rem a fechadura. Não me conseguiram dizer precisamente a que horas é que podiam ir lá, por isso fui para casa.

Como acontece com grande parte das mulheres, no dia em que vem a empregada fazer a limpeza isso implica arrumar tudo antes. Os homens têm alguma dificuldade em compreender este conceito mas a lógica é que se estão montes de brinquedos no chão, papeis desarrumados e loiça por por na máquina, a senhora vai andar a perder tempo com isso em vez de aspirar, limpar o pó e lavar a casa de banho. É então uma questão meramente prática isso de ter a certeza que a casa está o mais desimpedida possível no dia da limpeza. Consegui por a loiça na máquina, fazer a cama e tirar as almofadas do chão. Quando estava a arrumar os brinquedos do Tiago telefonaram a dizer que o homem podia ir lá mudar a fechadura e saà­ a correr.

Fiquei dez minutos à  espera do metro mas consegui chegar ao mesmo tempo que o homem, que foi impecável. Não se limitou a mudar a fechadura mas deu-se ao trabalho de desmontar a porta da caixa do correio e endireitá-la o mais que conseguiu para que aquilo fechasse convenientemente. Quando acabou fui até à  loja para pagar e fazer umas cópias da chave da porta de entrada do prédio e da chave da janela que dá acesso ao telhado para ficarmos com uma cópia para nós porque pode ser preciso – se o condomà­nio se recusa a responsabilizar-se pelas reparações do telhado então precisamos de ter acesso ao mesmo sem ter que andar a pedir favores ao administrador.

De caminho passei na imobiliária outra vez e já lá tinham o saco com a lanterna, a chave de fendas e a nossa fita métrica de cinco metros. Yay!

Voltei para casa mas pelo caminho ainda fui comprar lâmpadas para o candeeiro da escada – algo que deveria ser da responsabilidade do condomà­nio, mais uma vez, mas que provavelmente implicaria ficar meses à  espera até alguém decidir ir mudar a lâmpada – e là­quido para as lentes de contacto (a loja onde costumo ir estava fechada – esta coisa do dia de hoje ser feriado para quem lhe apetece é absurda).

Estou cansada mas pelo menos sinto que as coisas estão finalmente a andar. Espero que continue a andar bem.

No meio disto tudo, aquilo que me irrita é que precisamente quando estamos a tentar poupar dinheiro para as obras parece que desatou tudo a avariar cá em casa. Já foi a máquina da loiça, a playstation e agora o ar condicionado da sal que vai custar quase 800 euros a reparar. Apetecia-me dizer para não fazerem nada à quilo mas daqui a um mês ou dois, quando o calor começar a apertar já sei que me ia arrepender. Oh well…