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Consulta de rotina

Na sexta feira levámos as crianças à  pediatra para as respectivas consultas de rotina – a dos 5 anos para o Tiago e a dos 2 para a Joana.

O Tiago continua no topo da escala de altura, com 118 cm e a Joana continua no percentil 50, com 87 cm. No peso estão sempre mais abaixo, ele com 18 kg e ela com11 mas são saudáveis e a desenvolver-se bem por isso nunca me preocupei com essa parte.

O Tiago tinha feito as suas vacinas na semana anterior e portou-se muito bem, coitado. A segunda doeu um bocado mas nem o ouvi berrar por isso aguentou-se bem (eu fiquei na sala de espera com a Joana para ela não ficar preocupada com a reação do irmão).

Gastroenterite

No sábado a Joana teve um pico de febre e fez um cocó um bocado mais là­quido do que o costume. No domingo já estava bem. Infelizmente foi a vez do Tiago começar com os sintomas.

Na segunda o Tiago ficou em casa e apesar da diarreia, ao fim do dia já parecia bastante bem disposto e até se fartou de brincar com a irmã quando ela voltou para casa. Na terça persistiram os sintomas e por volta das quarto da tarde adormeceu no sofá. Tive que o acordar para irmos buscar a irmã à  escola e ele foi a chorar o caminho todo, cansado e a queixar-se de cólicas. Nessa noite, em vez de melhorar piorou. Vomitou o jantar e passou a noite a levantar-se para ir à  casa de banho e as fezes começaram a sair com sangue.

Ontem fomos então com ele primeiro ao centro de saúde e depois ao hospital onde o Tiago passou a manhã a ser examinado por diversos médicos diferentes. Ele estava exausto e cheio de cólicas e lá deixou uma amostra para análise. No final concluiu-se que o sangue seria apenas resultado do intestino irritado devido aos três dias de diarreia constante, que não estava desidratado e que, desde que devidamente vigiado e continuando a dieta, podia voltar para casa.

Passou a tarde a là­quidos porque voltou a vomitar quando chegou a casa e adormeceu no sofá pouco tempo depois de termos chegado. Felizmente à  noite o sangue já tinha parado, a diarreia tornou-se menos frequente e até conseguiu comer pão à  hora de jantar.

Esta noite já dormiu sem interrupção e acordou bastante mais bem disposto. Fomos novamente ao hospital mas foi mesmo só para verem que ele já estava bem. Ainda está com umas fezes algo là­quidas mas a frequência decresceu bastante,  já tem apetite e não voltou a vomitar e espero que assim se mantenha. Podemos finalmente respirar de alà­vio cá em casa 😛

Tiago, 5 anos

No dia 11 de Março o meu filhote fez cinco anos.

Este ano resolvemos não fazer a grande confusão que é alugar um espaço e convidar os miúdos todos da escola. Sai caro, só aparece metade, com sorte e o Tiago tem uma grande tendência para amuar e passar o tempo todo sentado a um canto. Optámos por algo mais simples e controlado: lanche cá em casa com a famà­lia e depois um bolo para levar para a escola. Ainda conseguiu amuar e dizer que não gostava dos brinquedos que os avós compraram porque estava à  espera de receber outra coisa mas tirando isso correu tudo bem. Recebeu montes de Lego que deu para o entreter nas semanas que se seguiram e um jogo de blocos de madeira que ele usa para construir robots.

Por qualquer motivo que agora me escapa, resolvi fazer eu o bolo de aniversário. Deve ser demência precoce.

Está bem, pronto, andava com vontade de experimentar a massa de açúcar e foi uma boa desculpa. Fiz 3 bolos de iogurte em formas retangulares e construà­ dois bolos Lightning McQueen que nem ficaram muito mal. Ficou a faltar um rolo de massa decente para poder usar óleo em vez de maisena para estender a pasta mas consegui não estragar tudo no fim nem deixar cair o bolo antes de chegar à  mesa  (algo que acontece com mais frequência do que seria de esperar) portanto acho que foi um grande sucesso.

O cidadão Tiago

Esta manhã levei o Tiago à  conservatória para fazer o cartão de cidadão, como primeiro passo necessário para a eventual inscrição na escola primária.

O Tiago portou-se muito bem, não fez nenhuma careta à  Calvin e até assinou o seu nome mas acabou por não ser usado porque aquilo é pouco sensà­vel à  pressão e nas ultimas duas letras ele carregou pouco e a imagem não passou.

Ao contrário do que se passava na altura em que tive de fazer o meu cartão, estivemos pouco tempo à  espera e havia apenas 3 pessoas à  nossa frente. A senhora que nos atendeu foi simpática e paciente e a introdução dos restantes dados também foi muito rápida. Acho que demorou um máximo de 45 minutos desde tirar senha até sair porta fora. É bom saber que os serviços sempre vão melhorando alguma coisa com o tempo.

A mãe de todas as gripes

Na semana passada o Tiago esteve doente com amigdalite. Ao fim de uns dias de antibiótico voltou à  escola para não perder a visita de estudo ao teatro e o dia de carnaval da escola, onde foi pelo terceiro ano vestido de Spider-man (pelo menos nos fatos de carnaval sai-nos barato).

No sábado estava com febre outra vez, queixava-se de dores de cabeça, dores de garganta e náuseas. Piorou no domingo e eu também me comecei a sentir mal, principalmente cheia de uma tosse incessante – se há coisa certa é que apanho os và­rus dos miúdos todos. As infecções nem por isso, mas os và­rus não falham. A febre do Tiago esteve altà­ssima durante todo o domingo e foi preciso ir alternando o Benuron com o Brufen. Eu à  noite comecei também com febre e por volta das 6 da manhã acordei a tremer de frio e temperatura acima do 39. Como a minha temperatura normal é 35.5, 37 já é febre, quanto mais 39. Lá tomei qualquer coisa e estive para ali a bater o dente uma eternidade até começar outra vez a sentir-me mais normal. Dormir é que se tornou impossível.

Quando foi hora de levantar estava um zombie. Doà­a-me tudo e só o esforço de me vestir fez com que quisesse voltar para a cama. No such luck. Dia de limpezas implica que pelo menos durante a manhã tenho que estar vertical. OK, vertical era pedir muito, mas fiz os possà­veis.

Com dores de cabeça permanentes, tosse constante e a certeza de que me tinham largado uma casa em cima durante a noite, arrastei-me pelos cantos até poder finalmente enfiar-me na cama. Como não estava sequer em condições de lidar com os miúdos, o Pedro ficou a trabalhar em casa para estar de olho neles e a minha mãe apareceu a meio da tarde para fazer baby-sitting enquanto eu estava basicamente knock-out. Ocasionalmente ouvia a gritaria do Tiago, que ao terceiro dia já estava bastante recuperado, e depois apagava outra vez. Não sei se é da idade ou da frustração de não estar a conseguir  cumprir as minhas obrigações de mãe mas não me consigo lembrar de alguma vez ter estado assim tão mal.

Na terça mandei o Pedro trabalhar e resolvi que já me safava apesar de continuar com febre e com a maldita dor de cabeça que não passava com medicamento nenhum, mas pelo menos já conseguia andar. A minha mãe voltou cheia de boa vontade para ajudar a tomar conta dos miúdos mas sinceramente a ajuda foi pouca porque em vez de eu estar quietinha no sofá acabei de pé de um lado para o outro, fiquei cheia de dores de garganta do esforço de falar e ainda tive que arrumar a cozinha porque os meus pais resolveram almoçar cá em casa. Oh well… É a intenção que conta, certo?

à€ noite foi a Joana que começou com febre e eu passei o tempo a acordar ou com tosse ou febre.

Na quarta de manhã achava que estava finalmente a melhorar. Consegui brincar com as crianças de manhã mas à  hora de almoço comecei a sentir-me pior outra vez. Quando a Joana acordou da sesta estava com 39.3 e eu lá perto, com 38.8. Estive na cozinha a preparar comida para eles a sentir-me a ferver e cheia de arrepios e tonturas. Cheguei ao ponto de meter o número de telefone do Pedro em speed dial e explicar ao Tiago como ligar se eu por acaso caà­sse para o lado e batesse com a cabeça. OK, se calhar foi um bocado demais mas da maneira como me sentia naquele momento achei que mais valia prevenir.

Esta noite foi mais do mesmo, com a minha tosse a não deixar ninguém dormir e febre à  1 da manhã. 4 dias de febre alta para uma simples gripe? Nunca na vida!

Hoje senti-me finalmente melhor mas aprendi a lição: é só de manhã portanto mais vale aproveitar. Estive a por em dia as tarefas em atraso de uma semana – mudar lençóis das camas, por os babetes da Joana de molho e lavar, mudar as pedras dos gatos, etc.

Tal como previsto, ao meio dia voltaram as dores várias e a tosse parece ter decidido que ainda não estava irritante o suficiente e multiplicou os seus esforços. Pelo menos não voltei a ter febre.

Na sexta feira passada tinha decidido qual o rumo a seguir no que diz respeito a trabalho e mudança de carreira (ou tentativa de mudança, pelo menos – vamos ver se funciona). Entretanto já perdi uma semana em que não consegui fazer absolutamente nada. O universo anda a gozar comigo.

Acabaram-se os aniversários dos amigos

No sábado levámos o Tiago à  festa de aniversário de um amigo da escola. Assim que entrou na sala parou, amuou e não se mexeu mais, não brincou nem falou com ninguém durante quase 3 horas até finalmente dizer que se queria ir embora enquanto nós esperávamos de pé no meio da confusão e barulho. Felizmente estavam lá uns pais simpáticos com quem conversar porque de outra forma tinha sido uma seca monumental para toda a gente. Quando penso que os meus sogros se ofereceram para ficar com os miúdos e podia ter tido uma tarde sossegada fico pior que estragada.

Eu pensava que esta atitude tinha acabado, mas aparentemente, quando confrontado com um local que não conhece, o Tiago continua a fazer shut-down e não há nada que consiga dizer ou fazer para ele reagir. Uns dias mais tarde disse que viu um barco dos piratas e que não gostou. Eu não vi piratas em lado nenhum, mas OK. De qualquer forma, no momento, não nos diz absolutamente nada e é impossível lidar com ele. Já me andavam a perguntar se ele não estava doente, se não teria febre, mas ele gosta é da atenção. Se não tivesse já feito isto tantas vezes antes até era capaz de me preocupar mas já percebi que ele é assim e o melhor é não ligar.

Assim sendo, acabaram-se as festas de aniversário para o Tiago. Já não tenho paciência para perder um dia do fim de semana para ir não sei para onde e depois ter de aturar o meu filho amuado e ainda acabar por ter de pedir desculpa aos pais do aniversariante. Ele que vá à s festas dos amigos quando fizer 15 anos e já não precisar de companhia dos papás.

Passeios, danças e livros de pintar

Agora que já anda com confiança, a Joana não quer outra coisa. Até já experimentei deixar o carrinho em casa porque ela quer mesmo é andar a pé. O problema é que demoro o triplo do tempo a fazer o percurso.

Também está na fase de gostar muito de dançar e cantar, faz os gestos das músicas que aprende na escola e começa logo a abanar-se quando pomos música a tocar. Continuo, porém, a achar que o Tiago a dançar NIN era muito mais divertido, especialmente porque a Joana parece preferir as músicas do Panda.

No fim de semana fomos à  procura de livros de pintar porque o Tiago começou finalmente a interessar-se por isso, passando bastante tempo sentado à  mesa com marcadores ou lápis de cor. Cometemos o erro de ir ao Toys’r’Us. Não encontrámos nada de jeito e a Joana começou a agarrar todos os brinquedos que encontrava pelo caminho. Se tentava voltar a arrumar os mesmos puxava gritando ‘Meu!’ e eventualmente desatava a berrar. Estando mal habituados com o Tiago que mexia nos brinquedos mas nunca pedia nada, estamos lixados com a menina Joana.

Festa de natal do Tiago

Ontem foi a vez da festa de natal do Tiago. Esperava que ele amuasse como nos anos anteriores mas portou-se lindamente e fez tudo o que era suposto com bastante entusiasmo.

A Joana não gostou nada de voltar a entrar na sala – acho que ficou traumatizada com a festa dela e não queria ir outra vez para o palco. Passou o tempo todo ao colo das avós e não queria nada comigo nem com o pai 🙂

O Tiago estava vestido de formiga, com a bandolete de antenas que eu lhe fiz e uns collants cortados presos à  camisola para fazer as patas extra e estava super giro. Vê-lo no palco a dançar fez-me ver como está tão crescido. Fica sempre nervoso nostes dias e ainda fez um bocado de fita de manhã e nem tomou o pequeno almoço. Isso notou-se principalmente quando foi a sua vez de ir ao microfone contar a sua parte da história: para um miúdo que diz tudo aos gritos, falou tão baixinho que mal lhe reconhecia a voz. Mas depois parece ter passado.

A bandolete devia era ter sido testada antes porque com o entusiasmo dos saltos estava sempre a cair. E da próxima vez preferia que me dissessem como queriam o fato de formiga porque agrafaram as ‘pernas’ à  camisola que ficou cheia de buracos e só está boa para o lixo. Considerando que era nova é um bocado irritante. Se aquilo tivesse sido cosido com linha e agulha não se tinha estragado daquela maneira e nem me tinha dado muito trabalho. Oh well. Não é grave.

Flattery will get you everywhere

Conversa de pequeno almoço:

Eu: Joana, tens as mãos todas sujas, não faças isso!

Tiago: O que é que a Joana fez?

Eu: Sujou-me a camisola com as mãos sujas de leite.

Tiago: A camisola que tens vestida é muito linda.

Eu: (a rir) Obrigada Tiago, és muito querido. Sabes, ganhas sempre pontos quando elogias a roupa das senhoras.

Tiago: Mãe, ficas sempre linda com as tuas roupas.

– Lição aprendida –

Mais um virus vencido

No domingo acabámos por não ir almoçar a casa do meu irmão, para limitar o contacto deles com o virus da Joana. Passámos lá só um bocadinho mais tarde, para cantar os parabéns ao Gabriel e dar as prendas. A Joana vomitou durante a viagem de carro e esteve muito rabujenta e o Pedro também se começou a sentir mal, por isso viemos embora o mais depressa possível.

Na noite de domingo para segunda eu comecei a sentir dores no està´mago e assim que me levantei percebi que também tinha apanhado a virose. Como o Tiago ainda não tinha dado sinais de problemas, resolvemos levá-lo à  escola, nem que fosse para estar longe do contágio por umas horas, mas já não fomos a tempo. Duas horas depois liga a educadora a dizer que ele tinha vomitado.

E foi tudo o que fez durante a segunda feira. Não aguentava nada no està´mago, nem água dada à s colherinhas. Ao fim de uns minutos vinha tudo fora. Felizmente não chegou a ter diarreia e na terça já parecia bem, cheio de fome e bem disposto. Eu também só estive mal um dia e a Joana ontem também já não tinha nada.

O Pedro parece ter sido o único que não se safou intacto desta treta porque ficou com o està´mago todo lixado e passou o dia de hoje cheio de dores. Lá acabou por ir ao posto médico ao fim do dia, porque já não sabia o que fazer mais, e voltou medicado. Parte da medicação parece ser leitinho com chocolate frio e gelado – que chatice, não é? 🙂 Acho que o Tiago teria gostado deste remédio (se não fossem as dores brutais, claro).

Hoje as crianças já voltaram à  escola e parece que correu tudo bem. Aproveitei o dia para acabar de refazer a home da Nitro que já não fazia sentido como site de empresa e mais uns detalhes de design aqui e ali que ainda andavam pendurados.

Ainda falta fazer etiquetas com o novo logo, para levar umas peças para a loja de Lisboa e depois é atirar-me à s peças novas que o tempo até ao Natal já começa a ser pouco. Perder duas semanas com viroses lixou-me o calendário todo.

O Pedro escreveu sobre isto aqui.

Virus e sapatos

Na sexta feira à  hora de almoço ligaram da escola a dizer que a Joana estava com febre. É o segundo viruzito que apanha, no primeiro mês de escola, tal como previsto. O que vale é que as crianças, mesmo doentes, se aguentam bem. Andou a encostar-se mais, resmungava quando ficava com febre e, percebemos depois, porque tem outro dente a nascer, lá foi tomando uns benurons e depois ficava OK.

Entre sábado e domingo já passou 24 horas sem febre e o mesmo na segunda. Na terça ainda ficou em casa para ter a certeza que estava OK.

A única chatice com isto é que o Pedro tinha tirado esta semana de férias para descansar, especà­ficamente sem miúdos, e ter a Joana em casa lixou um bocado os planos. E como tivemos que andar a tratar do fecho da empresa pelo meio, pior ainda.

Ontem, quinta feira, foi o primeiro dia em que ambos os miúdos voltaram para a escola e o Pedro lá conseguiu ir gravar uns sons que estava a tentar acabar desde segunda enquanto eu arrumava a casa. De tarde, como veio a Augusta limpar o resto, levámos as gatas à s vacinas e depois de ir buscar os miúdos à  escola fomos comprar uns sapatos novos ao Tiago.

O Tiago, com quatro anos e meio, anda fascinado com os sapatos com luzes. Depois de lhe comprarmos 2 pares de Geox que ficaram desfeitos em 2 semanas (acho que ele anda no recreio de joelhos a arrastar com o peito dos pés no chão de tal forma que as tiras de velcro se desfizeram todas), iamos comprar uns mais baratinhos (porque sessenta e tal euros de duas em 2 semanas doi) mas fomos à  Skechers e ele lá viu outros cheios de luzes e nós, que somos uns bananas que mimam demais a criança, lá largámos os 55 euros em vez dos 25 por uns ténis mais simples noutro lado. Oh, well.

Aproveitei para explicar que agora tem de ter mais cuidado com aqueles porque só lhe volto a comprar sapatos novos com luzinhas daqui a um ano. Vamos ver quanto tempo duram. Pelo menos é um  modelo diferente, com uma parte plástica à  frente que pode ser que resista mais do que o tecido dos outros ao raspar no chão. Fingers crossed…

Hoje vai ser então o primeiro dia em que o Pedro está de férias e que não temos ninguém em casa nem nada marcado para ir fazer. Mal acredito! É incrà­vel pensar que durante anos fomos só nós os dois e agora passam-se meses até conseguir um único dia sozinha com o meu marido. Se não fossem os meus queridos sogros que ficam com os miúdos ao sábado de vez em quando, acho que nunca tinhamos uma conversa sem interrupções de crianças aos gritos durante anos.