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Organizar materiais de artesanato

Um dos problemas mais comuns do artesanato, quando se trabalha com materiais diversos, é conseguirmos lembrar-nos do que temos. Para evitar comprar a mesma coisa em duplicado ou não usar algo de que até gostamos só porque já não nos lembramos que temos, convém criar um sistema de organização eficiente.

Uma das coisas que eu gosto de fazer, especialmente para materiais de scrapbooking, cartões e outros projectos de papel, é fazer mini-ficheiros para saber sempre quais as cartolinas, cores, texturas, etc que tenho. Este post mostra quais as soluções que encontrei para saber sempre que materiais tenho disponà­veis.

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Comecei com as cartolinas. Era difà­cil lembrar-me de todos os padrões que tinha disponà­veis, por isso recortei um rectangulo de cada uma, fiz um furo na ponta e juntei-os com um alfinete de dama. Criei assim um sampler que está sempre disponà­vel quando quero fazer um cartão ou outro projecto em papel.

Para ser mais fácil encontrar os papéis criei três grupos: cartolina lisa, cartolina com padrões e papel fino, que como não é apropriado para todos os projectos, achei que devia ficar à  parte.

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Seguindo o mesmo método criei outro sampler com pequenas etiquetas onde pintei a cor de cada almofada de carimbo. Tenho assim um catálogo de cores com o aspecto com que elas ficam no papel. Fiz o mesmo para as cores de ecoline, que no frasco são muito mais escuras do que no papel. Para as ecolines também colei uma etiqueta no topo da tampa com a cor e o código porque as guardo numa gaveta onde só vejo os frascos de cima. Ainda falta fazer um para os acrà­licos.

Quanto aos marcadores, a copic tem para download uma folha com os códigos das cores e quadradinhos para pintar, portanto usei isso.

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Numa versão maior, agora em A6, fiz um catálogo para as embossing folders, usando o mesmo método.

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Por fim fiz um catálogo de cortadores em que tenho uma página com o corte e outra onde colei o desenho cortado. A página com o corte serve para colocar em cima de zonas carimbadas ou padrões de papel para escolher onde quero cortar e ver se cabe na forma. A outra folha é para ver o desenho do recorte com todos os pormenores.

Para os restantes materiais de scrapbooking optei por usar dossiers com bolsas transparentes. Foi assim que arquivei os cortadores, carimbos e formas pré-cortadas.

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Para o catálogo de washi tape, colei numa folha bocadinhos dos desenhos que tenho.

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Coloquei os carimbos de silicone em bolsas, acompanhados por folhas com a imagem carimbada, para ser mais fácil identificar qual o carimbo que quero usar.

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Noutro dossier tenho as formas já recortadas que sobraram de projectos anteriores assim como alguns elementos decorativos como laços e brads.

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Para a bijutaria e joalharia também arranjei alguns samplers que me facilitam a vida. Por exemplo, fiz diferentes tipos de anzol de brinco em fio de cobre e acrescentei uma etiqueta com a grossura e comprimento do fio necessários para reproduzir aquele elemento. Isso poupa imenso tempo e frustração porque não é necessário estar constantemente a fazer experiências até acertar.

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Também criei um catálogo de texturas que consigo fazer no laminador, com chapa de cobre e o tecido correspondente que cria aquele efeito. Isto porque por vezes achamos que um determinado tecido vai ficar com um aspecto que depois não corresponde ao resultado. Assim poupa-se tempo e material.

As texturas que são feitas de outra forma estão marcadas atrás para eu saber se foi uma textura martelada ou se corresponde a algum dos rolos do laminador. – One of the most common problems for crafters, especially when you work with a lot of different materials, is remembering what you have. To prevent buying doubles or forgetting to use stuff you actually like just because you forgot you had it, it’s a good idea to come up with an efficient organisation system.

English:

One of the things I like to do, especially for scrapbooking and cardmaking supplies, is to make samplers so I know which cardstock I have. This post shows some of the solutions I use to keep myself organised and always know what I have available.

I started with cardstock and paper. It was difficult to remember all the patterns and colours available, so I cut a rectangle out of each one, punched a hole on one end and gathered them all on safety pins. Now I have a small sampler, always at my fingertips, whenever I need to coordinate papers.

To make it easier I gathered the paper in three different groups: patterned cardstock, plain cardstock and thinner paper, which doesn’t work for every project so I felt it should be separate.

Following the same method I tackled my paints and inks next. I cut little tags out of white cardstock and painted the color for each stamping ink so I can tell what they actually look like on paper. I did the same for ecolines because they always look so much darker in the jar, and also pasted a label with the painted color on the lid of each jar. I store them in a drawer so the top of the lids is all I see and it’s nice to be able to grab the right jar on the first try. I still need to do a sampler for the acrylic paint.

As for markers, copic has a blank colour sheet you can download, so I printed that and filled out the colour I have.

I made an A6 version of the sampler for my sizzix embossings folder.

Finally, I made a catalogue for my die cuts. On one page I cut out the shapes and on another I glued the shapes I had cut. The cut shapes are handy to place over a picture and see which size frames it best. The glued shapes are just to remind me of what I have.

For the rest of my scrapbooking materials I opted to use 2 ring binders with pocket sheets. That’s how I store my die cuts, lear stamps and pre-cut shapes.

For my washi tape sampler I just pasted a bit of each tape onto a sheet of paper that I store in one of the binders.

I added stamped sheets of paper with my clear stamps so I can see the designs more clearly when I’m looking for the right one.

On another binder I store my pre-cut die shapes along with embelishments such as bows and brads.

For jewellery making, I also created some samplers that make my life easier. For example, I made different findings and added a small tag with the length and gauge of wire used for each one. It saves me a lot of time and frustration because I don’t have to keep trying to figure out how to reproduce them the next time I need to make earrings or a clasp.

I also made a sampler for the textures I can make with my rolling mill. I cut bits of copper sheet and added a swatch of the fabric that creates the texture or wrote on the back how to achieve the effect – through hammering, for example. It saves me time and materials.

A dieta até agora

Há umas 3 semanas fui à s compras. Quando experimentava uma camisola no provador de uma loja, de repente vi-me de costas, naqueles espelhos que fazem quase 360 graus e não me reconheci. Achei que estava na hora de ganhar coragem e perder uns quilinhos outra vez.

Como me conheço bem sei que o problema maior é ter de ser eu a decidir o que comer. Por isso pedi ao Pedro para me formular uma dieta. Ele tem tido bastante sucesso coma dieta slow carb e tornou a coisa um projecto. Arranjou um caderninho para tirar notas das regras, quantidades de cada elemento e as nossas medidas semana a semana.

A vantagem desta dieta é que não implica parar de comer. Muito pelo contrário, algumas das doses pareceram-me grandes demais e tive, por exemplo, de parar de comer feijão à  noite porque ficava cheia demais.

O objectivo é comer os alimentos certos e cortar aqueles que são transformados em gordura. Não vou entrar em grandes pormenores porque o Pedro sabe mais disto do que eu e já escreveu um post no macacos para quem estiver interessado, mas basicamente é comer proteà­na, carbo-hidratos de absorção lenta e vegetais e cortar açúcar, cereais e lacticà­nios.

Ter um personal chef dá montes de jeito nestas coisas, porque se eu tiver que comer o mais provável é ir comer porcaria. Sabendo isso, o Pedro tem cozinhado as nossas refeições para os dias seguintes e eu, que sou o mais preguiçosa na cozinha que se possa imaginar, só tenho que aquecer a comidinha no dia seguinte.

Ao fim de duas semanas perdi quase 3 kg e vários centà­metros em todas as partes medidas, pelo que acho que está a funcionar. A barriguinha não desaparece mas desde que a roupa me sirva já estou feliz.

Ao princà­pio cortar o açúcar foi tramado, e os cravings continuam a atacar ocasionalmente mas uma coisa muito estranha ajudou-me a não ceder. “Não me consegui conter” é uma desculpa muito comum entre predadores sexuais e sempre a achei muito esfarrapada. As pessoas são capazes de grande auto-controlo, especialmente quando se trata de magoar os outros, a menos que não se queiram controlar. Portanto cada vez que sentia vontade de mandar tudo à s urtigas e comer um gelado pensava que era melhor que essa escumalha humana e lá passava mais uma crise. Espero acabar por me habituar sem ter de pensar em coisas nojentas.

É claro que o nosso auto-controlo não é tão bom no que diz respeito a fazer mal a nós próprios. Por isso é que comemos montes de porcarias que nos fazem mal, ou passamos horas e horas sem comer nada ou noites sem dormir porque há algo mais importante.

Hoje foi um bom exemplo disso. Até à s oito da noite tudo o que comi foi um batido de proteà­nas de manhã, um ovo cozido e umas cinco ou seis nozes durante a tarde. Tudo porque tenho uma encomenda com um prazo apertado e queria adiantar o máximo que conseguisse ainda hoje. E com essa desculpa passei o dia sem comer.

No entanto, apesar de ser pouco saudável, acho que mereço um prémio por me ter limitado aos alimentos aprovados quando tinha um armário cheio de bolachas.

A boa notà­cia é que amanhã é o cheat day e posso comer o que me apetecer sem grande estrago.

Remodelação do atelier

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Viver num último andar tem algumas desvantagens. uma delas é o risco de infiltrações. Há algum tempo começámos a notar humidade no canto do meu atelier. Essa humidade alastrou e transformou-se numa parede completamente encharcada. Fizemos obras no telhado para alargar a caleira, que não tinha caudal suficiente para suportar as chuvas mais intensas, e o problema parece ter ficado resolvido. O problema é que a parede por dentro ficou uma desgraça. O estuque apodreceu todo e tinha de ser substituà­do.

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Em cima, o estrago causado pela infiltração. Em baixo, o que foi preciso partir.

Assim, em Dezembro, fizemos uma obra para substituir o estuque e pintar a sala. A princà­pio tentei fazer eu, mas quando percebi a verdadeira extensão do estrago achei que era melhor contratar profissionais.

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Foi necessário desmontar e retirar todos os móveis da sala. A casa ficou um caos, com móveis e caixas por todo o lado. Tive de encontrar um cantinho na sala para conseguir trabalhar.

Como foi preciso tirar tudo da sala resolvi que era a altura certa para reorganizar o atelier e por aquilo não só mais funcional como também mais bonito. Criei um quadro de Pinterest com montes de ideias e comecei a planear.

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Em cima, o estuque novo e em baixo, a sala pintadinha.

Comecei por pintar o interior das estantes com o turquesa claro. Primeiro tentei usar vinil mas não gostei do resultado, por isso optei por esmalte aquoso.

Pintei o fundo das estantes na cor escolhida.

Aquilo que mais gostei nos exemplos que vi foi o painel perfurado. Comecei por comprar dois mas acabei com três, para ocupar grande parte da parede por cima das mesas. Ter as ferramentas e alguns dos materiais à  vista e à  mão torna o processo de criação muito mais eficiente e a limpeza muito mais rápida. Pintá-lo da mesma cor das estantes era inevitável.

Por cima do painel coloquei uma prateleira a todo o comprimento da sala que é excelente para expor as minhas jóias.

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Depois pensei no que queria colocar em cada caixa e qual a melhor colocação. Aquilo que uso com mais frequência está mesmo atrás da cadeira e as caixas que são apenas de arrumação de materiais menos usados ou de peças prontas ficam mais para cima. A prateleira de baixo é onde arrumei os livros e outros materiais de referência.

Algumas das caixas que estão sempre abertas porque ando sempre a tirar ou por coisas lá dentro, como as das canetas ou dos cortadores da sizzix, ficaram mesmo sem tampa para evitar ter um elemento inútil que só atrapalha.

Alguns materiais mais coloridos, como os marcadores, botões ou washi tape, resolvi por à  vista.

Gostei tanto de pintar com spray que nem a bigorna se safou.
Gostei tanto de pintar com spray que nem a bigorna se safou.

Tentei escolher o tamanho das caixas de acordo com o que precisava de por lá dentro. Assim sendo, a caixa dos materiais de embalagem e onde guardo as máquinas fotográficas e acessórios para fotos são grandes, enquanto as caixas para almofadas de carimbo e carimbos de madeira são baixinhas. Ajustar as caixas aos materiais é muito importante para uma arrumação eficiente. Coloquei etiquetas em todas as caixas para saber o que está lá dentro.

Em dois pequenos elementos de gavetas guardei as colas, ecolines, gouaches, réguas, etc. Num módulo de gavetas com rodas que sempre tive ao pé do computador tenho o equipamento de escritório na primeira gaveta – clips, agrafador, post-its, elásticos, calculadoras, carregadores. Usei caixas de cereais cortadas para agrupar os objectos semelhantes em vez de ter tudo ao molho.

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Na gaveta do meio guardo a papelada que vai chegando para mais tarde arquivar – contas, cartas do banco, etc. na gaveta de baixo tenho os blocos A3 de papel vegetal e milimétrico assim como os projectos de peças que já fiz ou que estou a desenvolver.

Os papéis e cartolinas de tamanho A4 ficaram em suportes de revistas, organizados por cores. As folhas maiores ainda não têm uma arrumação definitiva. Por enquanto estão numa prateleira, no móvel onde tenho o forno do Fimo, o tumbler e a máquina de ultra-sons. Tenho outra caixa para papel de formato A5 ou mais pequeno. Geralmente são papéis já trabalhados, para usar como fundos em projectos – pintados, com textura, embossed, etc.

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O que deu mais trabalho foi pintar as caixas. Escolhi um turquesa claro como cor para a sala e achei que as caixas todas pretas ficavam mal nesse contexto. O problema é que não podia pintar no terraço porque de vez em quando chove sem aviso e na sala só tinha superfà­cie para pintar três caixas de cada vez.

Pintei as caixas de plástico e metal com spray e as de cartão com rolo. Acho que valeu o esforço. O Chewie estava sempre lá para ajudar.
Pintei as caixas de plástico e metal com spray e as de cartão com rolo. Acho que valeu o esforço. O Chewie estava sempre lá para ajudar.

As mesas são as mesmas que já tinha. São umas secretárias que sobraram do antigo escritório da Nitro e que tenho usado desde então. Em frente à  porta fica uma mais pequena onde coloquei o computador e as impressoras. Isso permitiu-me ter uma mesa comprida livre para trabalhar nos diversos projectos. Com 1,80m de comprimento, consigo ter dois ou três projectos a decorrer ao mesmo tempo sem precisar de estar sempre a arrumar as coisas. Isso dá particular jeito quando são projectos com tintas que necessitam de tempo para secar. Assim posso continuar a trabalhar noutra coisa enquanto aquilo seca.

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Como as mesas são fundas, e apesar de não querer encher o tampo de tralha, coloquei a sizzix, a máquina de costura e o ferro de engomar na mesa para estarem sempre à  mão. Isto para evitar aqueles momentos em que a preguiça é tanta que prefiro arranjar outra solução do que estar a perder montes de tempo a montar coisas.

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Ao fundo da sala tenho uma mesa mais pequena onde coloquei o laminador e serve de apoio à  minha cómoda transformada em bancada de joalheiro. Ainda preciso de cortar a chapa de aço à  medida para forrar a mesa mas de resto já está tudo funcional.

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Por trás dessa zona ficam as caixinhas com as pedras e contas. Basta virar-me e está lá tudo.

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Fiquei assim com 4 ou áreas de seguida ao longo da sala: computador, trabalho em papel, costura e joalharia. Por trás de cada zona da mesa estão as caixas com os materiais correspondentes.

Já fiz alguns projectos depois de ter o atelier montado e devo dizer que estou muito feliz com o resultado. É fantástico ter lugar para tudo e conseguir arrumar tudo de volta no sí­tio quando acabo sem grande sofrimento. Na maior parte dos casos nem tenho de me levantar da cadeira.

Ando aos poucos a tentar estender a arrumação lógica ao resto da casa e já fiz algumas pequenas melhorias, como criar uma gaveta para o papel de desenho e livros de actividades dos miúdos, colocar cabides para os panos de cozinha que andavam sempre pendurados nos puxadores das gavetas, etc mas é algo que leva tempo.

No atelier ainda falta construir uma plataforma para elevar as impressoras de forma a poder arrumar o portátil por baixo, de forma a criar mais uma área de trabalho livre para o Tiago poder fazer os TPCs quando eu estou a trabalhar em algo. E falta pendurar coisas na parede – um quadro de cortiça e algumas molduras. Enfim, pequenos detalhes finais. Mas entretanto já se pode trabalhar aqui dentro, e isso é que importa.

Home studio remodel

Living on the top floor has some disadvantages. One of them is the danger of water damage. Some time ago we began noticing some water stains in a corner of my home studio. The stains spread and soon enough the whole wall was completely soaked. We got some work done on the roof and the problem seemed to be resolved. Unfortunately, the inside damage remained. The plaster had rotted and had to be replaced.

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Above, the initial damage. Below, all the plaster that had to be removed.

So, last December, we got some workers to come replace the plaster and paint the room. I tried doing it myself at first, but I soon realised the job required a professional.

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I had to move all the furniture out of the room and pack up everything else. The house was in complete chaos, with desks, bookshelves and boxes everywhere. I had to set up my work desk in a tiny section of the living room so I could get any work done, since I had orders for Christmas.

Since I had to put everything back, I figured it was time to do it right. I decided to make it, not just tidier, but prettier as well. I made a Pinterest board with a ton of ideas and started to plan.

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Above, the new plaster. Below, the painted room.

I painted the inside of the bookshelves with a light turquoise paint. At first I tried using vinyl instead of paint but I didn’t like the result so I went with water based enamel paint.

I painted the back of the booksehlf in the selected colour.

My favorite thing in all the studios I had pinned was the pegboard. I bought two of them at first but ended up with three. It takes up most of the wall over the desks. Having my tools and materials right there in front of me makes the creative process much more efficient and cleanup much faster. I painted the metal pegboards the same colour as the shelves.

Above the pegboards there’s a long shelf that is perfect for displaying my jewellery.

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I thought about what I wanted to store in each box and where it would be more practical to store each one. What I use more frequently is right behind my chair and the boxes that serve as storage for less used materials are stored on the top shelves, where I have to get up to reach them. The bottom shelves were reserved for books and other reference materials.

Some of the boxes are used so often that I hardly ever replace their lids, so I chose to leave them open permanently.

Some colouful materials, like markers, buttons or washi tape I put on display, where I can see them. I like being surrounded by colour.

I liked spray painting so much that even the anvil got a makeover.
I liked spray painting so much that even the anvil got a makeover.

I picked out the size of the boxes according to what I needed to keep inside. The camera equipment box is large, the boxes for the stamp ink pads are low and stackable. Adjusting the box size to the content is very important for efficient storage so you don’t waste necessary space. I also labeled all the boxes so I know what is in each one.

Inside two small drawer blocks I keep glue, ecoline, gouache, rulers, etc. In the top drawer of a drawer module on wheels that I keep under my desk I have office equipment. I cut cereal boxes to make containers for the smaller elements like post-its, staples, and so on, instead of tossing it all in the drawer at random.

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In the middle drawer I keep paperwork – bills, letters. On the bottom drawer I have A3 paper and projects of previous work and what I’m working on at the moment.

A4 cardstock is kept in magazine holders, organised by colour. Larger sheets of paper are currently stored on the top shelf of the bookshelf where I have my polymer clay oven, ultrasound machine and tumbler. Smaller bits of paper go in a box next to the embossing folders. They’re usually for cardmaking.

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Painting the boxes took the longest. I didn’t think the black boxes I had fit the white and turquoise color scheme at all so I had to do something about it. Unfortunately it was rain season, so painting outside was not an option and I had to paint two or three at a time on top of my table. It took ages!

I painted the plastic and metal boxes with acrylic spray paint and the cardboard boxes with a roller. I think it was worth the effort. My cat Chewie was always there to help out.
I painted the plastic and metal boxes with acrylic spray paint and the cardboard boxes with a roller. I think it was worth the effort. My cat Chewie was always there to help out.

The desks were the same from before. New desks weren’t on the budget for now. They’re old office desks that were left over from our defunct company and I’ve been using them ever since. I placed the computer and printers on the smaller desk, right in front of the door. That allows me to have a long table in the middle of the room to work on my projects. I can have several things going at once without the need to put everything away in order to switch to something else. It’s particularly handy when I need to let paint dry and can do something else while I wait.

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The desks are pretty deep so I placed my sizzix, iron and sewing machine at the back, against the wall, and still have plenty of table surface to work on.

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Close to the window I have a smaller desk with a rolling mill followed by an improvised jeweller’s bench. It was a chest of drawers that had the right height. I removed the top drawer to attach the bench pin and use the second drawer to keep my tools as I work and gather metal when filing and sawing. I still need to cut a steel sheet to cover the wood but the rest works pretty well.

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Behind the chair in this area is where I keep my gemstones in little drawers.

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In this way I have four separate craft areas along the room: computer/office, scrapbooking/cardmaking, sewing and jewellery making. Behind each area I store the corresponding materials.

I’ve made a few projects since organising the space in this way and I have to say that I’m very pleased with the result. It’s great to have a place for everything and being able to put everything back in a tidy box when I’m done. Most of the time I don’t even have to get out of my chair.

I’ve been slowly trying to extend this organisation kick to the rest of the apartment and I’ve already done some small changes, like creating a drawer for craft materials for the kids and another for their activity books. I also put up hooks for the kitchen towels that were always hanging from cabinet door knobs. It takes time but little by little we move forward.

I still want to build a platform to lift the printers so I can store the laptop underneath, thus clearing extra table surface where the kids can do their homework while I’m working. And there are a few things to hang on the wall, like the cork board and a few frames. But these are just details and in the meantime I can get to work again. That’s all that matters.

Caixa DIY para serras de joalheiro

Uma caneta sem a carga de tinta tem o tamanho ideal para guardar as serras de joalheiro sem que estas dobrem ou se partam. Se a caneta tiver um furo na ponta de baixo, um bocadinho de fita cola resolve o problema.

Também se pode pôr uma etiqueta por fora com o tamanho das serras que contém. Basta uma tira de papel coberta de fita cola ou um bocadinho de papel autocolante.

DIY storage for jeweller’s saws

A pen minus the ink cartridge is perfect for storing and protecting jeweller’s saw blades. If the pen has a hole on the bottom, a little scotch tape or duct tape will fix the issue.

You can also add a label on the outside with the size of the saw blades. All it takes is a strip of paper with some scotch tape over it or a strip of self-adhesive paper.

 

O regresso do Chewie

No mês de novembro os nossos gatos andaram todos constipados. Uma coriza é normal nesta altura do ano e os mais crescidos já passaram por isso antes, portanto não me preocupei muito até perceber que o Chewie, o nosso gatinho mais novo, não estava a recuperar como os outros. Em vez disso desenvolveu uma infecção respiratória e teve de tomar antibiótico.

Já no inà­cio de Dezembro, precisamente no último dia do antibiótico, reparei que o Chewie deixou de procurar colo, começou a vomitar e deixei de o ver comer. Voltou ao veterinário que disse que, como o gato não tinha febre era questão de esperar para ver se passava.

No dia, 2, quarta feira, a Joana ficou em casa doente e entre compras e fazer biscoitos percebi que o gato não estava mesmo nada bem. Ele é tão activo e está sempre ao pé de nós, por isso passar o dia no mesmo cantinho sem se mexer era mau sinal.

Pedi ajuda ao meu pai, para não ter de ir a pé com o gato mais a Joana, e lá fomos ao vet. O veterinário fez análises e rx e constatou que o gato estava com panleucopenia, uma doença bastante grave, cuja percentagem de sobrevivência em gatos pequenos é de cerca de 30%. Fiquei imediatamente convencida que o gato já não saà­a de lá vivo.

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Fui vê-lo todos os dias, para o bicho não achar que tinha sido abandonado ali e ele continuou a piorar. Andei muito em baixo durante estas semanas que pareciam não ter fim, sempre à  espera do telefonema a dizer que ele não tinha sobrevivido à  noite. Ao fim de uma semana pareceu melhorar mas continuava com febre. Entretanto, como estava com o sistema imunitário em baixo, apanhou outro và­rus, desta vez um calicivirus, que lhe deu cabo da là­ngua, fazendo com que ele continuasse sem querer comer.

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Ainda veio a casa um dia mas na manhã seguinte estava outra vez pior e voltou a ficar internado. Já não lhe podiam dar mais anti inflamatório para a febre porque há um limite de uma semana, por isso andaram a tapá-lo com toalhas molhadas e a alimentá-lo à  seringa. A cada três dias era preciso mudar o cateter do soro de sí­tio, para evitar infecção e o bicho já estava um autêntico passador, com bocados de pelo rapados nas patas todas, sujo de cuspir a comida que lhe tentavam dar e no geral um aspecto miserável. Mais parecia um gato idoso do que um gatinho de 4 meses.

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Como estava com tremores de origem neurológica, Fizeram-lhe uma série de testes – Fiv, Felv, Pif, toxoplasmose, meningite – e deu tudo negativo. Por esta altura já não parecia haver razão para a febre porque a panleucopenia estava ultrapassada e o calicivirus não deveria dar febre durante tantos dias. O bicho estava anémico e o facto de não comer causou uma efusão pleural (là­quido que penetrou a membrana que rodeia os pulmões), tornando a respiração difà­cil. Para retirar o là­quido tiveram de o sedar com valium e nesse dia ele fartou-se de comer, porque o valium tem nos gatos o efeito secundário de abrir o apetite.

Apesar de ser o ponto mais baixo da coisa, quando eu achei que já não havia mesmo hipótese, acabou por ser o ponto de viragem, nem sei bem como. A partir daà­ começou finalmente a comer sozinho, a febre baixou e o bicho começou lentamente a demonstrar um comportamento mais normal.
Os veterinários foram absolutamente impecáveis e amorosos ao ponto de deixarem o Chewie sair da sua gaiola e andar à  solta pela sala para ver se fazia algum exercí­cio porque tinha perdido muita massa muscular.

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Na sexta feira, dia 11 de dezembro, o gato veio finalmente para casa. Estava muito fraco e só comia ao colinho, mas comi< sozinho, miava, limpava-se, afiava as unhas e fazia tudo como normalmente. Não conseguia saltar e os tremores podem ser permanentes, mas o primeiro passa e o segundo, desde que não interfira com a vida dele, é irrelevante.

Quando veio para casa só queria companhia e passava o tempo a ronronar e a miar. Ainda teve de tomar antibiótico durante mais duas semanas, mas aos poucos foi melhorando, ficando mais forte e ganhando peso. Apesar de continuar com pouca força nas patas traseiras, já corre pela casa a aterrorizar os outros gatos todos.

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Sinceramente custa a acreditar que o bicho tenha conseguido sobreviver a tudo isto mas nunca tive um gato tão meigo e sociável e era uma crueldade indescrità­vel perder esta criatura maravilhosa.

Mas como parece ser mesmo um gato muito azarado, na véspera de natal começou a coçar as costas com uma violência tal que ficou ferido e arrancou um monte de pelo. Ao princà­pio parecia ser só porque a crosta que se formou na zona onde lhe deram injecções o estava a incomodar, mas desde então comecei a suspeitar de fungos. Agora é preciso dar-lhe banho com um champà´ especial e ver se não piora muito.

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Nesta última semana também mudou de dentes. É muito estranho ver os gatos nesta fase, com caninos duplos (porque o dente novo cresce antes do anterior cair). O Tiago acho que devà­amos guardar os dentinhos do gato, porque também pertence à  famà­lia. Já tem uma caixinha dedicada, mas só conseguimos apanhar dois dos quatro.

Só pergunto o que raio vem a seguir. Este gato está a ter uma infância muito complicada…

O dia até agora…

Mãe ensonada comete o erro de pergutar à  filha (que está em casa doente):
– Joana, o que queres fazer hoje?
– Biscoitos!
Depois de muito espernear e dar desculpas como “não temos os ingredientes” e “dói-me a mão” – ambas reais – a mãe rende-se.
Segue-se a visita ao supermercado, para comprar os ingredientes em falta, seguida de um dia passado na cozinha, quando o ideal seria ter ficado na cama o dia todo.
Raios!

Pà´r do sol na praia – Sunset at the beach

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Durante o verão fomos à  praia uma vez. Sim, é verdade, uma única vez.

Apesar da proximidade da mesma, o trânsito e a quantidade de humanos por metro quadrado torna a ida à  praia algo verdadeiramente desagradável durante os meses quentes. Como ninguém parecia muito interessado, o tempo foi passando até o verão acabar.

Assim que começou o Outono a Joana deve ter-se apercebido da falha e começou a dizer que queria ir à  praia. Infelizmente, e apesar da temperatura continuar simpática, a chuva não tornava o plano muito fácil.

Finalmente, na quarta feira, esteve um dia de sol. O Pedro foi-me buscar à  aula de joalharia, passámos pelas escolas para recolher os miúdos e fomos enfiar-nos num trânsito inacreditável para chegar à  praia. Uma tentativa de suicà­dio tinha parado o trânsito na ponte e estava tudo uma confusão.

Conseguimos chegar ao mar a tempo do pôr do sol. A Joana foi com o pai molhar os pézinhos (e as calças) e eu fiquei sentada na areia a ver a vista e a ouvir o Tiago queixar-se que era tudo uma grande seca. Espero sinceramente que daqui a uns anos ele possa continuar a dizer que a maior seca da sua vida foi ser arrastado pelos pais para ver o por do sol na praia.

Tentámos jantar num dos restaurantes do Barbas mas, apesar de terem montes de mesas com gente, incluindo um grupo enorme de turistas que ainda nem tinham sido servidos, disseram-nos que iam fechar. Eram 19.30h. Pareceu-me muito estranho, até porque a informação na net diz que fecha à  meia noite. Nunca mais lá volto.

Fomos jantar uns hamburgers manhosos a outro lado e voltámos para casa, já sem trânsito. O pobre do Tiago ainda teve de fazer tpc. Mais seca em cima da seca 🙂

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Uma noite tà­pica com a minha filha de 5 anos

Chegámos a casa vindos da escola e fui fazer o jantar. Deixei a Joana a comer e ver tv, algo que detesto mas a que ela se habituou. Não me apetecia ter logo uma discussão sobre o assunto. É pelo cansaço que eles nos vencem.

Chamei o Tiago que estava a jogar no PC e fui sentar-me a descansar um bocadinho. A Joana aparece pouco depois a pedir um gelado. Mandei-a acabar o jantar e parar de pensar em doces, como se isso funcionasse. Segundo confronto e ainda nem são 7.30.

Pouco depois apercebi-me que o Tiago ainda não tinha aparecido para jantar. Fui chamá-lo num tom de voz bastante mais convincente desta vez (leia-se “aos berros”) e ele lá apareceu. Aqueci-lhe o jantar (outra vez) e vi que ele estava a preparar-se para comer em pé, à  pressa, para voltar ao jogo. Insisti que se sentasse e fizesse aquilo com mais calma e fui tratar do meu jantar. Felizmente lá fez o que lhe disse, sem dar mais luta.

A Joana entretanto já tinha acabado de comer. Assim que me sentei a jantar veio perguntar se já tinha acabado porque queria ver um filme. Respondi que já tinha visto televisão suficiente e que fosse brincar com outra coisa. Foi pôr batom. Voltou passados 5 minutos a dizer que tinha mudado de ideias e afinal queria jogar na playstation. “Já vai, filha!”

Fui lavar os dentes e depois lá lhe liguei aquilo com o jogo. Assim que está tudo operacional – câmara montada, comando move ligado, opção 3D desligada, etc – vejo que ela está calmamente a desenhar com marcadores. Ao fim de um bocado lá se digna a olhar para a tv – para me dizer que se enganou e afinal não é aquele jogo.

Vai buscar o outro jogo, muda-se, passamos pelo processo todo de novo. Joga 5 minutos e diz “já podes desligar, mãe.”

Acho que se viu o fumo a sair pelos meus ouvidos.

Desligo tudo e ponho-me a ver uns tutorials sobre distress inks no youtube. Ela fala o tempo todo porque voltou aos marcadores e esteve a fazer lista de compras. “Mãe, precisamos de fiambre? E queijo? E doritos? E “¦”

à€s dez da noite (porque é sexta feira e deixo-os ficar acordados até mais tarde) pede para pintar com pincéis e tintas. Quando digo que não, porque é hora de ir dormir, começa a choramingar. Desisto de tentar explicar que não me apetece ter de ir lavar pincéis à  meia noite e vou tomar banho. Quando saio, lá a convenço a ir lavar os dentes. Depois de se rebolar na cama agarrada à s calças do meu pijama e fazer tudo menos ir escolher a história que quer que eu lhe leia hoje, acabou por adormecer na minha cama, ao meu lado, enquanto escrevia isto.

Acho que nem consigo expressar o nà­vel de cansaço que a Joana me provoca à s vezes, com a sua constante exigência e o “tem de ser exactamente como eu quero e tem de ser agora. Ah, e afinal mudei de ideias.”

Adoro a minha filha, é super meiga, brincalhona e certamente a sua persistência será uma mais-valia no futuro, mas há alturas, quando já estou tão cansada que só quero a minha cama, em que só me apetece fugir. Mas pronto, amanhã há mais.

Gatinhos – Kittens

Como são tão fofos e tive a oportunidade de lhes tirar fotos decentes agora que estão cá em casa, aqui ficam mais umas imagens dos irmãos do Chewie. A minha mãe nunca mais se decide em relação aos nomes por isso decidimos nós (pelo menos até ela voltar).

Ghost:
ghost1

ghost2

ghost3

Tiger:

tiger1

tiger2 – Since they’re so cute and I had the chance to take some decent pictures, here are Chewie’s brothers once again. We named them temporarily.

Ghost:
ghost1

ghost2

ghost3

Tiger:

tiger1

tiger2

Chewie

Em Agosto fomos passar uma semana de férias no Alentejo. Para além de ceder a casa, a minha mãe avisou-me que havia uma gatinha que ia lá todos os dias pedir comida e fiquei encarregue de a alimentar. É uma gata linda, com o pelo creme clarinho, quase branco. Acho que deu umas arranhadelas aos miúdos, mas no geral era muito meiguinha.

Aquilo que reparámos logo foi que tinha os mamilos inchados e a pele da barriga muito solta pelo que devia ter tido uma ninhada recentemente. Quando a minha mãe voltou para a casa, confirmou-se essa versão porque um dia apareceu lá com os gatinhos. Eram 3: um branco com a cauda creme, como a mãe, e dois amarelos. A minha mãe achou que dois deles eram gatas porque pareciam mais pequenas mas entretanto já confirmámos que são todos gatos.

Infelizmente a misoginia parece estender-se aos animais e para aqueles lados matam todas as gatas e gatinhos que apanharem, por isso a minha mãe começou com a tentação de trazer os bichos. Eu, que já tenho 4 gatos, ao inà­cio estava muito lá, lá, lá, não estou a ouvir, mas depois de ver umas fotos e ir lá ver os fofinhos em pessoa comecei a ficar entusiasmada com a ideia de ter um gatinho bebé em casa outra vez. Já tinha falado disso com o Pedro porque achámos que os miúdos iam adorar, e se esperamos muito eles crescem e não tem tanta piada.

Disse então que ficava com um. A minha mãe ainda ficou no alentejo mais umas semanas a ganhar a confiança dos bichos para os tentar apanhar sem ser cortada à s tiras (a minha tentativa de apanhar um deles não correu muito bem e vou ouvir falar disso para o resto da vida, porque aparentemente o gatinho ficou “muito traumatizado”).

Finalmente lá vieram dois dos três gatos. Por essa altura eu já estava ansiosa para ter cá o gatinho mas a minha mãe entrou em modo de “ah, deixa-os ficar cá em casa uns dias para se adaptarem” e foi um bocado como dizerem a um miúdo de 5 anos que o natal tinha sido cancelado esse ano. Eu percebo que ela está com os instintos maternais em overdrive mas adaptar um gato a uma casa para depois o mudar para aoutra não faz sentido nenhum. Enfim. Ao segundo dia lancei um ultimato porque sinceramente também não aguentava mais tempo aquela coisa do é, não é.

O Chewie finalmente veio cá para casa. É um gato super meigo, brincalhão, que ronrona assim que se pega ao colo. Nunca tive um gato que se adaptasse a estas mudanças de ambiente e humanos tão depressa. Tem mesmo a personalidade certa para ser domesticado.

chewie3

O Tiago estava muito reticente ao princà­pio porque tem uma grande empatia com bebés e imaginá-los em sofrimento faz-lhe muita confusão, por isso prefere evitar qualquer assunto que meta bebés. Ter um cá em casa estava a causar-lhe uma ansiedade tremenda até se aperceber da fofura que é ter um gatinho, especialmente um tão simpático como este.

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Aquilo que ainda está a decorrer é a aceitação do gato novo pelos outros que já cá estavam. A Nikita é a mais agressiva e não resiste a ir lá dar umas patadas de vez em quando. Os outros rosnam ocasionalmente mas deixam-no em paz. O problema é que o Chewie não tem medo deles e quer companheiros para a brincadeira por isso de vez em quando ataca-lhes a cauda e eles não ficam mesmo nada satisfeitos 🙂

chewie1

Ao fim de duas semanas, os meus pais fizeram uma viagem e deixaram cá os outros dois gatinhos (o terceiro tinha sido apanhado entretanto pelo vizinho que toma conta da gata quando a minha mãe não está lá). A felicidade do Chewie foi indescrità­vel. Não param de brincar, dormem todos juntos e ele anda a mostrar a casa aos irmãos. Os outros, apesar de desconfiados, como percebem que o irmão anda à  vontade e sem medo, também já começaram a andar pela casa mais à  vontade.

gatinhos – So, I got a new kitten. His name’s Chewie.

chewie3

chewie2

chewie1

My mom had to go on a trip so she left Chewie’s brothers with me for a few days. They’re happy to be reunited 🙂

gatinhos

Organizar o roupeiro

Depois de andar a ler umas coisas sobre “Capsule Wardrobes”, e porque, como tantas mulheres, tenho constantemente a sensação de não ter nada para vestir, apesar das gavetas cheias, senti-me inspirada a dar volta ao meu roupeiro, de forma organizada.

Um “capsule wardrobe” é uma tentativa de simplificar o roupeiro, limitando o número de peças a usar em cada estação do ano. A ideia é ter, por exemplo, um total de 37 peças, incluindo sapatos, para cada 3 meses. A ideia é definir o estilo que gostamos, as cores base para a estação e criar um conjunto de peças que se possam usar todas em conjunto umas com as outras para criar vários conjuntos diferentes. Depois só se usam essas peças durante 3 meses. Quando muda a estação cria-se uma versão adaptada à s condições atmosféricas da estação seguinte.

O objectivo é ter só roupa que se quer usar e simplificar a escolha do que vestir de manhã. Pareceu-me uma ideia interessante, apesar de poder parecer limitada, e até imprimi o PDF de planificação para me ajudar a tomar algumas decisões.

Não me meti na maluqueira de tirar tudo e depois logo se vê, porque isto não é coisa para se fazer num dia, e ter o quarto num caos não é algo que me agrade. O quarto é o meu refúgio cá em casa – quando está muito barulho, quando quero ficar sozinha um bocado, quando estou cansada – e preciso que seja um espaço onde quero estar.

Comecei aos poucos a tirar a roupa, experimentar, separar o que não serve e fotografar o resto, peça a peça. Tenho uma grande tendência para tirar a primeira coisa que vejo na gaveta, que coincidentalmente é a última coisa que foi lavada, e assim estou sempre a usar as mesmas peças. O resto fica esquecido lá para o fundo, ao ponto de já nem me lembrar que tenho certas coisas. A organização vertical da roupa, que fiz há uns tempos, melhora isso bastante, mas mesmo assim, a repetição é constante. Ao fotografar as peças consigo vê-las em conjunto e perceber mais facilmente o que tenho, o que gosto, porque é que uso umas mais vezes, etc.

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Organização vertical nas gavetas

Basicamente fotografei as calças, saias, casacos e alguns tops e tive de parar. Mas foi o suficiente para tirar algumas conclusões. Como por exemplo: tenho imensa roupa que adoro mas nunca uso porque me sinto “overdressed” ou como se estivesse mascarada e não me atrevo a vestir aquilo no dia a dia. Ou seja, estou sempre à  espera de uma ocasião especial para usar aquilo, que nunca chega, e as coisas lá vão ficando a ocupar espaço, sem nunca serem usadas.

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Percebi que a roupa que gosto tende para o gótico light. Não vou andar por aà­ com um vestido vitoriano e sombrinha, mas se não me sentisse ridà­cula, se calhar até andava. O meu Pinterest está cheio de coisas dessas. É esse o estilo que gosto, apesar de nunca me ter considerado gótica, propriamente. Só que quando a vida é andar a levar crianças à  escola, ir ao supermercado, ao atelier de joalharia, com os riscos inerentes a trabalhar com fogo, serras, etc, não é muito prático andar assim vestida. Acabo por ir buscar os mesmos jeans e t-shirts de sempre e o resto, olha, lá fica…

Para contrariar essa tendência e começar a vestir mais aquilo que gosto, arranjei um app chamado Stylebook. Tentei primeiro uma grátis chamado Pureple, que não funcionou lá muito bem, por isso comprei a outra. Permite importar as fotos da roupa que tirei, organizá-las por categorias e criar “looks”. Esses looks podem depois ser colocados no calendário, ficando assim com um registo do que usei em cada dia. Aquilo até faz estatà­sticas das peças mais usadas entre outras cromices.

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Look criado no stylebook

No fundo uma app destas é boa para podermos olhar, ao fim de uma estação ou de um ano, e perceber quais foram as peças que não usámos uma única vez e tentar perceber porquê. É desconfortável? Não se enquadra no estilo? Não temos nada que dê com aquela cor? Depois torna-se mais fácil decidir o que fazer com essas peças que só estão lá a ocupar espaço.

Agora ando a fotografar as peças que uso, dia a dia, em vez de fazer tudo de seguida. Ainda não percebi se consigo fazer o capsule wardrobe ou não porque ainda ando a testar o que me apetece vestir, mas a coisa para lá caminha aos poucos. aquilo que mais me custa é livrar-me de tops que adoro mas já estão com um ar gasto. Esses dói mesmo porque sei que não encontro igual. De resto, vou-me fartar de doar roupa este ano.

Novos pendentes de resina – New resin pendants

A colecção de pendentes de resina deste verão tem elementos curiosos, como componentes de electrónica, anilhas e argolas coloridas.

Gosto de usar elementos menos usuais para criar peças decorativas e as risquinhas das resistências são irresistà­veis!
Mais detalhes na loja.

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resina_washers – This year’s resin pendant collection has some unusual elements, such as electrical components, washers and jumprings as decoration.

More details in the shop.

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