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o desespero das obras

Decididamente, fazer obras em casa é uma dor de cabeça.

Comecei o processo em Novembro. Contactei uma empresa e pedi orçamento. Até vieram depressa mas depois esperei semanas pelo orçamento. Fiz umas perguntas, esperei mais umas semanas para obter resposta e finalmente aprovei o orçamento. Depois perguntei quando poderiam começar. Aqui foi mais complicado ter uma resposta. Pelo meio meteu-se o Natal e achei que nem valia a pena insistir muito nessa altura. Finalmente recebi resposta em Janeiro a dizer que podiam começar em Fevereiro, ou seja, um mês antes do final do prazo. Mas como eram coisas simples, resolvi esperar.

Nos primeiros dias de Fevereiro não ouvi falar deles até resolver telefonar. Aà­ o Sr. Timoteo disse que ia passar por cá no dia seguinte com o carpinteiro. Apareceu dois dias depois.

Na segunda feira seguinte, por volta das onze, ainda não tinha chegado ninguém. Resolvi telefonar e estavam mesmo a chegar. O carpinteiro passou o dia a demolir a porta de correr e o roupeiro do hall e a porta da casa de banho ficou para o dia seguinte. É claro que no dia seguinte ficou subitamente doente e não apareceu.

Ontem, quarta feira, veio terminar o trabalho, ou seja alterar o lado de abertura da porta da casa de banho. Devo dizer que fez um bom trabalho. A porta funciona bem e tapou os buracos antigos com madeira que, depois de envernizar ou pintar nem se vai dar muito por isso.

Só tenho pena que o chão do hall esteja a ficar com mais riscos que um ringue de patinagem, mas suponho que não se possa ter tudo. Como não gostamos do chão, que é demasiado escuro, também não me preocupa assim muito.

Ainda ontem era suposto terem aparecido os homens que vão montar a nova parede do quarto mas não apareceram. Hoje esperei todo o dia e também não veio ninguém. Resolvi telefonar ao Sr. Timoteo para saber se alguém planeia aparecer amanhã e ele nem sabia que os tipos tinham faltado. É o problema das sub-contratações, pelos vistos. É a mesma treta em qualquer área.

O mais chato é que uma coisa que ficava pronta numa semana vai demorar um mês porque só aparecem dia sim dia não. E eu já sabia que ia ser assim, porque é sempre assim, mas faz-me impressão.

Referendo, NIN e Obras

De manhã fomos votar no referendo. Vi muito pouca gente na rua e os que vi eram todos reformados. Não estava fila nenhuma para votar e foi num instante, o que me deu a ideia de que iria novamente haver muita abstenção.

Ao almoço, no Palhaço, onde fomos festejar os aniversários dos avós do Pedro, o meu sogro recebeu um telefonema a confirmar que de facto durante toda a manhã as pessoas preferiram ficar em casa.

Quando vi as previsões da abstenção à  noite fiquei algo decepcionada. Não compreendo como é que os portugueses, que passam a vida a queixar-se e a culpar o estado de tudo, quando têm a oportunidade de dar a sua opinião sobre uma questão concreta que pode afectar legislação não conseguem sequer reunir o interesse suficiente para levantar o rabo do sofá e ir à  escola mais próxima meter uma cruz num bocado de papel.

Não votar em eleições do governo até compreendo. Pode ser uma forma de dizer que nenhum dos partidos nos representa e como tal não merece o nosso voto. Mas isto era uma pergunta de sim ou não.

E depois é sempre a desculpa do tempo – ou é porque está sol e foi toda a gente para a praia, ou é porque chove.

Anda muita gente a tentar dar um spin positivo à  coisa, pelo facto da abstenção ter sido ligeiramente mais baixa que em 98, mas considerando toda a discussão que se gerou à  volta do assunto e depois não conseguir que um mà­nimo de 50% da população se dê ao trabalho de votar é triste.

Mas pronto. Apesar de tudo ganhou o sim e pode ser que, mesmo não sendo vinculativo, o resultado do referendo sirva para alguma coisa.
Depois do almoço e do bolo de aniversário, fomos para casa descansar um bocado antes do concerto.

à€s oito horas pegámos no carro e fomos. Como o Smart tinha pouca gasolina, parámos numa bomba onde concluimos que o mecanismo de abertura da entrada da gasolina está avariado e tivemos que voltar para trás e levar o Mercedes. Lá vai o Smart para a oficina…

Apesar de tudo chegámos a Lisboa perfeitamente a horas do concerto. Arrumámos o carro no parque dos restauradores e fomos para o Coliseu.

A primeira parte era um bocado horrà­vel, como já é costume e apesar de haver montes de camarotes vazios calhou-nos um grupo de imbecis mesmo no camarote do lado que passaram o concerto a fazer comentários idiotas e a fumar erva. Considerando que não estou em estado de me arriscar a respirar substancias toxicas, preparava-me para ir chamar um segurança quando começou, sem qualquer aviso, o concerto dos NIN. Os tipos do lado nem souberam bem a sorte que tiveram, porque apesar de tudo não ia perder metade do concerto por causa de um grupo de imbecis.

Acho que exageraram um bocadinho no fumo, que fez com que não se visse grande coisa do que se passava em palco mas o concerto foi muito giro. Acho sempre que o baterista trabalha 5 vezes mais que os outros músicos todos e tem de ser realmente muito bom. E gosto do facto do Trent Reznor continuar a soar a si mesmo ao vivo, ao contrário de muitos cantores que só se safam no estúdio. Para um tipo que não tem propriamente o que chamaria uma voz clássica, safa-se mesmo muito bem.

Acabei por levar menos pontapés na barriga do que esperava. Só nas partes mais manà­acas das músicas é que o Tiago reagia.

Hoje de manhã começaram finalmente as obras. O carpinteiro em vez de chegar à s nove como previsto, chegou à s onze. Mas apareceu, que é o que importa nestas coisas, e numa hora tirou a porta de correr e respectiva ombreira. Durante a tarde deve acabar de destruir o roupeiro e depois se vê como corre o resto.

Entretanto a hora de almoço serviu para tudo menos para almoçar já que tive uma visita da minha mãe e um telefonema da Carla, mas vou ver se trato disso agora.

Referendo

No domingo vai haver um referendo sobre a despenalização do aborto. É o segundo, dado que o primeiro, há uns anos, foi marcado para um domingo de verão e ninguém foi votar.

Este é um daqueles temas que dá sempre origem a grandes discussões e por isso qualquer comentário sobre o assunto resulta geralmente em grandes discussões e potencialmente insultos também. Mas tenho andado a pensar nisso e achei que estava na altura de escrever sobre o assunto.

Em primeiro lugar nunca tive de considerar seriamente essa opção. Aos 18 anos posso ter tido um ou dois sustos e umas semanas de incertezas, como acontece a muita gente, mas nunca cheguei a ter uma gravidez indesejada e como tal a questão, na prática, nunca se colocou.

No entanto, se o aborto fosse legal e eu ficasse grávida durante a adolescência, o que nunca seria por mera irresponsabilidade mas sim por falha do meio anticoncepcional, então sei que consideraria seriamente essa hipotese. Não digo que chegasse a faze-lo, é uma coisa que não posso saber sem passar por isso, mas pensava nisso, sem dúvida. Mesmo hoje, depois de ter perdido o primeiro filho, ter tido grandes dificuldades em engravidar ambas as vezes e saber que fazer um aborto pode contribuir para infertilidade futura, sei que na altura ter uma criança antes de ter hipotese de ir para a faculdade e arranjar um emprego, ver-me dependente dos meus pais por tempo indefinido, etc, seria para mim uma situação insustentável. Isto porque acho que é preciso querer ter um filho.

Cuidar de uma criança não é algo que possa ser visto de forma idealizada. É dificil, requer tempo e paciência e principalmente um grande investimento no bem estar da criança. Ou seja, precisamos de crescer antes de ser pais e só porque o corpo está biologicamente preparado não quer dizer que seja muito desejável ter uma gravidez antes dos 20 anos, muito menos antes dos 15 como acontece tantas vezes. Quanto maior a falta de informação no meio em que o adolescente vive, mais provavel é uma gravidez indesejada.

Posto isto, digo então que não considero o aborto algo incompreensà­vel. Mas também não digo que não é nada de especial. É de facto uma escolha racional entre vida e morte de um ser que foi criado a partir das nossas células e isso nunca pode ser uma escolha fácil. Acho que quem opta por esta escolha está geralmente numa situação algo desesperada e o próprio procedimento causa um certo trauma.

Há uma série de coisas nesta discussão que me irritam. Em primeiro lugar podem acontecer, naturalmente, toda uma série de problemas durante uma gravidez que resultam num feto morto. Fiquei a saber da pior forma possível que mesmo quando corre tudo bem quase até ao fim não há garantias. A morte é uma coisa dolorosa mas natural e uma mulher pode ter uma luta mental enorme a tentar decidir se leva a gravidez até ao fim e depois acaba por ter um aborto espontâneo pouco tempo depois. Então qual é a diferença?

Os religiosos dirão que um dos casos é vontade de Deus e o outro é um crime. Eu respondo que provavelmente já se matou mais gente em nome de Deus do que foram feitos abortos.

O ponto de vista mais cientifico defende que os abortos espontâneos são muitas vezes casos de fetos com malformações que são rejeitados pelo corpo. Mas nem todas as gravidezes que terminam mal são de fetos com problemas portanto não deixa de existir uma certa arbitrariedade.

O segundo ponto é que para uma gravidez correr bem isso requer bastantes cuidados – de alimentação, isenção de produtos toxicos tais como drogas, tabaco, alcool, café, medicamentos, radiação, etc, e ninguém pode obrigar uma mulher a ter estes cuidados.

A questão no meio disto tudo é que sim, existe vida desde a fecundação mas essa vida nem sempre tem condições de sobrevivencia e para além disso um feto não é considerado um cidadão até nascer. No nosso caso, que tivemos um nado-morto à s 39 semanas, foi necessário fazer funeral porque era considerado de termo mas não aparece sequer nome no documento do hospital. Ou seja, não foi sequer considerado como um nascimento para as estatisticas.
Acho que a questão central neste caso é sempre a mesma: a mulher tem ou não o direito de decidir o que faz com o seu corpo? É que nesta discussão, quem está cegamente a favor da defesa dos direitos do feto está a ignorar os direitos da mãe. Então só lhes interessa os seres humanos até nascerem? E depois? Perdem a piada?

Nos Estados Unidos acontecem frequentemente ataques a clà­nicas que efectuam abortos e matam os médicos que os efectuam. Como é possivel dizer que se é a favor da vida e depois andar a matar pessoas? Como diz o George Carlin, será que os fetos só têm direitos desde que não se tornem médicos?

E porque é que esta maltosa toda armada em defensores da vida não começam a adoptar crianças abandonadas, que infelizmente continua a existir, em muitos casos graças à  impossibilidade de efectuar um aborto em segurança no nosso paà­s. Acham preferà­vel que nascçam crianças de mães viciadas em droga, com graves problemas de saúde? Quem é que se preocupa com estas crianças?

E aposto que muitas destas pessoas que estão plenamente de acordo com a lei que permite que uma mulher seja presa por efectuar um aborto são capazes de afogar gatos e cães à  nascença. Portanto a defesa da vida é só se for vida humana.

Nós matamos animais para comer, usamos sapatos de cabedal e somos capazes das maiores atrocidades. As pessoas são territoriais e odeiam-se umas à s outras e no entanto convencem-se que estão a ser muito nobres e defensores da vida. Parece-me tão contraditório.

Outra questão importante é o dinheiro – quem tem dinheiro vai a outro paà­s fazer o aborto e ninguém sabe de nada. Não ficam registos cá e têm bons cuidados de saúde. Quem não tem dinheiro arrisca a vida a fazer um aborto à  antiga, sem quaisquer condições e por vezes com complicações graves. E depois vão ao hospital porque a hemorragia não pára e 24 horas depois estão na prisão, antes sequer de ter tido tempo de recuperar. Simpático, não é?
Mas no fundo, nada disto interessa. Porque o está a votação é simplesmente isto: uma mulher deve ser presa por fazer um aborto?
Não se está a falar em tornar legal o aborto nem em criar clà­nicas nem coisa nenhuma. Trata-se simplesmente de rever uma lei que coloca estas mulheres ao mesmo nà­vel de criminosos perigosos quando só estão eventualmente a fazer mal ao seu proprio corpo e não podem ser consideradas de forma alguma um perigo para a sociedade.
O resto são discussões filosóficas que não interessam para este caso e as campanhas do ‘não’ andam a manipular as pessoas nesse sentido. E trata-se de uma manipulação muito baixa e que me mete imensa raiva. Andam a usar criancinhas com frases decoradas que nem sequer sabem bem a que se referem. Pessoalmente considero isso abuso de menores, muito mais grave do que aquilo que estão a protestar.

E de um ponto de vista mais pessoal, meterem-me na caixa do correio folhetos com imagens de fetos e aquelas legendas tipo ‘não deixem que me matem’, depois do que eu passei, apetece-me imediatamente descobrir onde vivem os gajos que fazem isto e ir lá resolver o grave problema que é o facto de terem nascido.

No fundo acho que o Estado não deveria sequer poder ter poder de decisão sobre esta questão. A escolha deveria ser da mulher, do pai, se este estiver interessado na questão. É uma questão pessoal, intima, privada, que afecta a vida destas duas pessoas e mais ninguém.

O mesmo poderá ser dito para os casamentos homosexuais e outras violações de direitos que as leis continuam a praticar. A partir do momento em que o casamento deixou de ser religioso e passou a ser civil, deveria ser um acto possivel de praticar por quaisquer dois individuos que pretendam viver em comum.

Afinal ou há separação entre estado e igreja ou não há.

Em Portugal, infelizmente, não há.

Os últimos dias

Na terça feira fomos fazer a ecografia das 32 semanas e, apesar de não haver nada de grave, o resultado também não foi inteiramente positivo. Aquilo que se quer ouvir numa ecografia é ‘está tudo bem’. Aquilo que ouvimos foi ‘é possivel que exista um problema mas não consigo confirmar’. O problema não será também nada de muito grave, é corrigà­vel após o nascimento, etc, mas foi um pequeno choque, especialemente para quem já está ansiosamente à  espera que qualquer coisa corra mal desde o inicio.

Primeiro foi a posição – o sacana virou-se e já não está de cabeça para baixo o que pode implicar uma eventual cesariana se a posição não se alterar. Depois foi a questão do liquido amniotico que aparentemente é em maior quantidade do que devia, o que pode querer dizer que o bebé não tem espaço suficiente para crescer. E finalemente pode existir um problema com um ou ambos os pés que não parecem estar direitos na ecografia e não dá para ter a certeza se é só da posição ou se será algo para resolver cirurgicamente.

Eu sei que nada disto é grave ou sequer muito preocupante e que daqui até ao fim ainda pode acontecer muita coisa e preciso de paciência e calma, mas sinceramente há dias em não sei quanto mais é que aguento.

Ontem levei as gatas ao vet para tirar os pontos. Não correu tão bem como gostaria por dois motivos: Primeiro a Nikita fez alergia ao adesivo do penso e está com a pele toda vermelha. Segundo, por causa disso fartou-se de se quixar com dores ao tirar o dito adesivo. Para tentar facilictar a coisas sugeri alcool para humedecer a cola mas a vet achou que eter funcionava melhor e o problema foi que a niki conseguiu escapar-se e entornou meia garrafa de eter em cima da marquesa. Considerando que a clinica é numa cave sem janelas e eu estou grávida, é uma situação que gostaria de ter evitado. Quando cheguei a casa estava com uma dor de cabeça brutal, o que quer dizer que respirei mais daquilo do que pensei. Era mesmo só o que me faltava neste momento. Fiquei em casa o resto do dia. Como estava a chover e estou constipada novamente estive sem grande energia. Nada pior para o estomago do que passar o dia a espirrar e a cabeça parece que vai rebentar com a pressão por causa do nariz entupido. Dormir assim também não tem grande piada e acabo por ter de dormir sentada com pelo menos suportada por algumas almofadas para ficar com o corpo mais levantado. Acordo com grandes dores de costas graças a isso.

Mas pronto, pelo menos as gatas estão muito mais felizes e espero que parem brevemente de lamber a barriga de forma obsessiva.

Aproveitei a tarde para telefonar ao Sr. que é suposto vir fazer as nossas obras e ele diz que está a pensar começar na segunda feira, o que são optimas noticias. Também liguei a um electricista para vir substituir o intercomunicador que é uma porcaria e ele apareceu hoje de manhã e trocou mesmo por um novo que espero que se aguente por uns tempos. Fiquei a saber que os prédios agora têm todos estes intercomunicadores com um aspecto baratucho porque se instalo um dos outros é possivel que deixem de funcionar no prédio todo. Ainda bem que nao comprámos um entretanto.

Agora tenho de ficar à  espera que o Sr. Timoteo apareça hoje ou amanhã para ver que material é necessário para as obras e, se tudo correr bem, para a semana estamos com a casa coberta de pó.

A estupidez alarmante

Há muito que sei que a zona onde vivo vai ficar um caos com as obras do metro sendo que um dos problemas principais seria, obviamente o estacionamento. A camara fartou-se de insistir que ia garantir lugares de estacionamento para substituir o que iam ser retirados por causa das obras mas sempre duvidei que isso fosse verdade. Tanto quanto sei não criaram um novo parque de estacionamento e o máximo que foi feito terá sido transformar um ou dois dos parques já existentes em parques para pessoas com cartão de residente, não sei bem em que condições – só por umas horas? Pode-se ter o carro lá durante vários dias?

Mas hoje deparei-me com uma coisa ainda mais grave – estão a colocar parquimetro nas pracetas onde anteriormente eram lugares normais de residente. É absolutamente estupido porque não só não aumentaram o número de lugares como estão a reduzir ainda mais aqueles que já existiam e onde não têm de facto de andar a escavar por causa do metro. É que nos lugares de parquimetro os residentes apenas podem estacionar uma ou 3 horas (não sei bem qual é a regra aqui). Se considerarmos que colocaram avisos à  entrada da avenida de que a circulação na zona deve ser apenas para transito local durante as obras, para quem são os lugares de parquimetro exactamente? Aquilo que me parece é que a camara, para além de não ter feito qualquer esforço para resolver de facto o problema de estacionamento ainda está a tentar encher os bolsos à  custa dos habitantes da zona que não têm culpa de mais nada a não ser de não ter dinheiro para adquirir uma garagem na zona. O que, diga-se de passagem, também não é fácil porque a maior parte dos prédios não têm garagem e nos poucos que têm existe geralmente uma longa lista de espera para encontrar uma garagem disponivel.

Ainda por cima mete nojo porque durante anos os residentes das pracetas não tinham sequer direito a cartão de residente. Só as pessoas que viviam efectivamente na avenida é que tinham esse previlégio. Estão sempre a lixar a vida aos mesmos.
Eu sei que o Pedro é contra, mas com isto tudo começo com vontade de vender o carro e arranjar outro mais tarde se achar que é mesmo preciso.
Para além da questão do estacionamento há mais uma coisa que me irritou fenomenalmente: retiraram os recipientes de reciclagem. De um dia para o outro, sem qualquer espécie de aviso. Anda uma pessoa a perder tempo a separar o lixo para depois ter de deitar tudo fora no mesmo vulgar contentor.

die fuckers die

Estou em estado de fúria permanente desde ontem e o dia que tive hoje não ajudou em nada a mood actual.

Ontem tivemos que ir novamente ao vet com o House para ver como estavam os ouvidos. Ele recusou-se a entrar para a caixa e teve um ataque tal que me mordeu pela primeira vez desde que o apanhei da rua. Rasgou-me o indicador esquerdo e fiquei a sangrar o resto do dia. Como já estava bem disposta, nada melhor do que passar duas horas na sala de espera do veterinário à  espera de uma consulta de 5 minutos. Antes de nós estava uma familia com uma cadela de dois meses com a pata partida. A dona só dizia coisas estupidas como ‘vamos lá ver se ela não fica deficiente’ e pouco depois de entrar para a consulta já estava a falar de eutanásia, mesmo depois da veterinária lhe dizer que os bichos naquela idade recuperam muito depressa. Dá para ver bem onde está a deficiencia naquela familia.

Depois as coisas melhoraram um bocadinho quando fui lanchar com a Carla, apesar do café estar quente, cheio, barulhento e com montes de fumo. Mas num dia frio como este não é de espantar.

O pior foi quando voltei para casa. O Pedro estava a ver o Aliens 3, testanto o som das suas novas colunas e alguém tocou à  campainha. Fui espreitar e dei com a cara de sapo da vizinha de baixo. Voltei para a sala e disse ao Pedro que era a vizinha a queixar-se do barulho e como ele não reagiu nem se ofereceu para resolver o problema, fui abrir a porta à  mulher, que continuava a tocar insistentemente à  campainha. Fez um grande sorriso e começou a explicar que não percebia o que se passava mas que tinha os candeeiros todos a abanar e não podia ser nada. Eu respondi que estavamos simplesmente a ver um filme mas ela insistiu, dizendo que já tinha mudado duas lampadas e tudo. Não percebi oque relação tinha o som do filme com as lampadas dela mas tam,bém não estava com paciência para perguntar porque, entre outras coisas, o Jones aproveitou a oportunidade para se pirar para a escada.

Voltei a explicar que estavamos só a ver um filme e que ainda nem eram oito da noite pelo que não tinha grande razão para se queixar do barulho. Começou com uma convesa que ignorei em grande parte mas que continua frases como ‘ah pois mas eu também não posso ficar prejudicada’ e fui sorrindo até surgir a oportunidade de lhe fechar a porta com um ar de ‘temos pena’.

Mas como não podia bastar, a puta da velha, para além de achar que o prédio é todo dela e ninguém tem o direito de fazer o que lhe apetece dentro da sua propria casa, ainda teve a lata de me dizer para não pegar no gato ao colo por estar grávida. Também não explicou porque é que isso lhe fazia tanta confusão mas foi a gota de água.

Do meu ponto de vista este foi o strike two, sendo que o primeiro foi quando se foi queixar que a água que pingava do ar condicionado lhe estava a causar uma infiltração na parede. Ainda gostava de saber a quem é que a velha se queixa da chuva.

Passeo a noite a rever a conversa e a tentar decidir se valia a pena levar a guerra até ela ou se me limito a esperar pelo strike three para desancar a gaja. Sim, porque acabaram-se os sorrisos e a atitude de não chatear os vizinhos. A partir de agora é guerra.

Até parece que não vem musica super alto da casa delas todas as tardes. Provavelmente ela nem sabe porque deve ser um neto que põe musica a tocar quando chega da escola e quando ela não está em casa, mas para alguém que passa a vida a queixar-se de ser incomodada pelos outros, acho isso altamente divertido.

Ainda considerei voltar a por o filme na cena em que estava e ir a casa dela dizer ‘então mostre-me lá essas lampadas a rebentar’ mas como em todas as guerras, a vantagem do terreno é muito importante, e como tal arrumei essa opção para uma altura em que tenha mais a ganhar com isso.

Aquilo que não consigo ultrapassar é o facto de ter interrompido o meu domingo à  tarde para aturar uma vaca mumificada sem ter aproveitado para a degolar. E o que me irrita mais é que a próxima vez vai ser daqui a muito tempo, quando já não tiver isto atravessado. Mas acho que assim que vir aquela cara novamente agarro no taco de baseball antes de abrir a porta.

Com isto tudo tive uma noite horrivel e sonhos altamente violentos. Num deles estava a dar pontapés na cara de um tipo. E sim, até tinha boas razões para o fazer, mas não deixa de ser perturbante. Perturbante porque me apercebia, no proprio sonho, que espancar o tipo não apagava o que ele tinha feito e acabava por não ser tão satisfatório como esperado. Mas à s vezes vale a pena tentar. Se a violência não fosse um instinto tão forte não havia filmes de acção e eu sempre tive muita testosterona para uma mulher.
Com isto tudo acordei à s cinco da manhã e fartei-me de dar voltas para conseguir voltar a adormecer. As dores de costas também não ajudaram muito nesse sentido.

De manhã fui obrigada a levantar-me cedo para ir fazer análises. Passei hora e meia na clà­nica por causa da análise da glicose epouco depois das onze fui meter-me no inforno seguinte – a conservatória comercial de Almada. Queria simplesmente ir buscar um registo, que pedi em Outubro e já estava pronto, pago e tudo. Tirei senha que tinha o número 83. Como ia no 78 e ainda não tinha comido nada por causa das análises, fui ao café tomar o pequeno almoço e voltei pouco depois. Tinha passado para o número 81. Mas aà­ ficou até à  uma da tarde graças ao mau funcionamento do novo sistema informático que foi instalado no passado fim de semana. Fui atendida à  1.30, ou seja, mais de duas horas depois de ter chegado. Demoraram duas horas a tender duas pessoas!

Eu compreendo que a culpa não é das senhoras que lá trabalham, que até foram muito simpáticas, mas no minimo podiam por um papel a informar que esta semana estão a testar o sistema informático novo e aquilo não está a funcionar bem. Assim pelo menos as pessoas que não vão fazer coisas urgentes poderiam optar por voltar outro dia em vez de estarem ali a ganhar cabelos brancos sem perceber bem porquê. Quando me apercebi do problema já estava lá há tanto tempo que resolvi esperar porque por essa altura parecia-me muito pior ter de voltar outro dia para mais uma seca destas.

Com isto tudo já não deu parar tratar das restantes duas tarefas durante a manhã porque os serviços já tinham fechado para almoço. Por isso fui a casa mas voltei a sair pouco depois, sem almoçar, para conseguir ir à s finanças e ainda apanhar o banco aberto.

Depois disso foi a seca da tarde que correu estupidamente mal. Preciso de pedir um cartão de residente para poder estacionar o Smart na rua durante as obras do metro. Ou seja, preciso de autorização da junta de freguesia para poder estacionar em frente à  minha propria casa durante sei lá quanto tempo.

A lista de documentos que eles pedem para este cartão é cmpletamente absurda e inclui 3 documentos diferentes de comprovativo de residencia. Vi logo que ia ter problemas uma vez que nunca alterei a morada da minha carta de condução que continua a ser a da casa dos meus pais. E, mesmo tendo todos os outros documentos em dia e com tudo a bater certo, estes burocratas de merda vão-me obrigar a renovar a carta de condução por causa de uma porcaria de um cartão de estacionamento.

Aliás, estavam a mandar praticamente toda a gente embora por causa de este ou aquele pormenor técnico.  Sinceramente fiquei com vontade de ir estacionar o carro noutro sí­tio e deixá-lo estar até acabarem as obras. Porque com este frio e grávida de 32 semanas a última coisa que me apetece é ter de ir para Lisboa ou, pior um pouco, para Setúbal, renovar a carta de condução. Neste momento quase que me apetece mais comprar uma garagem.

O mais humoristico no meio disto tudo foi o facto de chegar a casa e descobrir que para fazer uma alteração de morada na carta de condução preciso de uma confirmação de residencia passada pela Junta de Freguesia. Isto não é o cúmulo do absurdo? E pior um pouco, depois de ter estado à  espera e de me mandarem renovar a carta não se lembraram de me dizer que eu preciso de um documento que só eles é que podem passar? Apetece-me seriamente ir lá dar um estalo na mulher e dizer-lhe para aprender a usar a massa cinzenta.

Depois disto tudo desisto por hoje e so espero que não aconteça mais nada porque a próxima pessoa que se cruzar no meu caminho com menos do que um grande sorriso e bombons vai ter uma má surpresa.

Saudades da preguiça

Ontem estive muito preguiçosa. Suponho que depois de andar a carregar com as gatas e a verificar se estavam bem durante a noite tinha obrigatoriamente de ter uma quebra de energia mas odeio estar assim.

Hoje, pelo contrário, tive um dia relativamente ocupado. De manhã foi preciso emitir facturas, tratar do recibo de salário, preencher papeis de registo e envelopes para encomendas, ir ao correio e ao banco depositar um cheque, e tudo isto antes do meio dia. Depois estive a fazer umas pequenas alterações para o site da máquina, pedidas uns minutos antes de ter que sair e finalmente fui almoçar.

De tarde levei as gatas ao vet para verificação da sutura e quando voltei estive a limpar o chão, que estava cheio de areia dos gatos e terra de um vaso que a Niki entornou, e ainda fui por o Lamisil no House antes de conseguir parar 5 minutos.

Por volta das 4 da tarde recebi um telefonema algo surrealista de uma empresa de ar condicionado a dizer que estavam só a verificar se estava alguém em casa para virem fazer manutenção do ar condicionado. Fiquei altamente surpreendida porque apesar de já ter discutido com o Pedro pedir a uma destas empresas para virem cá mudar os filtros, não chegámos ainda a contactar ninguém. Será que estes conseguem ler pensamentos? Mas não. Cheguei à  conclusão que o problema é o do costume – o nosso novo número de telefone costumava pertencer a um Sr. Carlos que aparentemente não disse a ninguém que já não tem este número. Em dezembro fartei-me de receber mensagens de boas festas de pessoas que não conheço graças a esta confusão.

Kitty nurse

Ao fim do dia de ontem fui buscar as gatas. Ainda foi preciso mudar o penso à  Nikita porque ela urinou na caixa e ficou toda molhada. Para além disso vomitou, provavelmente como reacção à  anestesia, e é possivel que tenha aspirado parte do vómito o que implica tomar antibióticos durante uma semana. A Buffy também vomitou assim que chegou a casa. Como foi a segunda a ser operada só reagiu mais tarde.
O pior foi chegar a casa e tentar acalmá-las ao mesmo tempo que as tentava impedir de arrancar o penso. Andavam a esbarrar com os cones contra todos os móveis, portas, etc por isso tive de os tirar rapidamente. Ainda tentei fazer o fatinho que funcionou para as outras mas elas fartavam-se de gritar e não conseguiam andar convenientemente por isso acabei por desistir. A Nikita ficou logo muito mais calma sem o fato e foi dormir para o meu colo durante o resto da tarde. A Buffy ficou no cesto e acabou também por se acalmar, apesar de ter uma tendência muito maior para lamber o penso.

à€ noite, porque não as podiamos  vigiar, optámos por colocar uma ligadura elástica à  volta da barriga de forma a evitar que consigam arrancar o penso todo, mesmo que descolem uma pontinha. Parece que funcionou e já não lhes restringe os movimentos. A Buffy Pareceu começar com dores por esta altura e não se podia mexer nela. Também reparámos que os outros gatos começarm a ficar agressivos em relação a elas por isso optámos por isolá-las no hall durante a noite. Assim também nos permitiu ir espreitar de vez em quando para verificar se estava tudo bem.

Hoje de manhã parecem muito melhores. Já andam a saltar para cima dos móveis e já não se queixam quando lhes pego ao colo. Aquilo que as incomoda são os pensos, que continuam a tentar tirar, por isso tenho de as ir vigiando e reajustando a ligadura quando começa a escorregar demasiado.

Amanhã vou levá-las à  consulta para mudar o penso e ver se está tudo bem e para a semana vão tirar os pontos. Vai ser uma semana complicada mas espero que passe depressa.

maldades gatais

As nossas duas gatas mais novas, a Niki e a Buffy, tiveram recentemente o seu primeiro cio. E apesar de achar que ainda são pequeninas, resolvi marcar a esterilização. É uma operação chata nas gatas mas é aconselhado como protecção contra tumores do útero, especialmente em gatas que já se sabe que não vão ter gatinhos. Os nossos bichos estão todos operados e nunca me custou tanto como hoje. Mas achei que não valia  apena adiar porque daqui a uns tempos, se tudo correr bem, estarei demasiado ocupada com outras coisas e prefiro tratar disto agora.

Levantei-me cedo, lutei com a Nikita para a conseguir enfiar na caixa e o Pedro ajudou-me a levá-las até à  porta do vet antes de ir trabalhar. Depois passei a manhã a roer as unhas até me ligarem por volta da uma a dizer que já estava, só faltava a Buffy acordar completamente.

Parece que não foi fácil porque elas estavam muito nervosas e a anestesia demorou a fazer efeito, mas lá deu. Agora devem ser umas semanas de medicação e tenho de lhes fazer um casaquinho, como fiz para as outras gatas, de forma a evitar que elas arranquem os pontos. Estou só à  espera das cinco para as ir buscar.

Entretanto parece que parou finalmente de chover, o que é optimo porque tenho que ir novamente aos correios antes do vet e não me apetece ficar constipada mais uma vez. Tem estado um certo frio, mas aguenta-se bastante bem. Muito melhor que o calor, pelo menos. O meu único problema é que as calças passam a vida a cair porque não se conseguem aguentar a meio da barriga gigante e passo o tempo a espirrar por causa disso.

O House está cada vez com menos pelo na cabeça. Começo a desconfiar da medicação. Acho que não está a fazer grande coisa. Começa a apetecer-me rapar o gato para ser mais fácil de tratar mas acho que era demasiado cruel 🙂
Tenho de continuar à  espera e ver o que isto dá.

a saga das estantes

Tal como previsto, a entrega chegou atrasada. Ligaram-me à s cinco da tarde a dizer que não conseguiam chegar até à s 6, hora em que era suposto terminar a espera. Mas mais do que tipos que chegam atrasados irritam-me os que adiam para o dia seguinte ou pior, por isso não me importei nada quando apareceram pouco depois das sete. Tiveram que sofrer um bocado porque as embalagens do roupeiro não cabiam no elevador mas chegou tudo aparentemente inteiro.

O Pedro chegou já depois das nove e trazia finalmente o resto do equipamento de som – a coluna central e os suportes para as laterais – de que estava à  espera há meses. Deixei-o montar as colunas e comecei a tratar da primeira estante. Ele ajudou-me com a última parte e colocação no sí­tio e ontem estive a transplantar livros de uma estante para outra. A antiga passou a separador da sala até ver.

Ao fim do dia tive trabalho, com actualização a um site para colocar online e uns bugs para resolver, mas depois comecei a montar a segunda estante. O Pedro chegou mesmo a tempo para ajudar a terminar e depois estivemos a montar as portas. Foi preciso prender a estante à  parede porque tinha tendência a cair quando se abrem as portas, que são mais pesadas que a estrutura. Nada como fazer uns buracos na parede à s dez da noite como vingança pelas obras constantes dos vizinhos.

Hoje acabei de arrumar a segunda estante e agora só falta uma para estar tudo acabado. O roupeiro é só depois das obras (se alguma vez vierem a acontecer).

Apesar de todo este esforço tenho-me sentido menos cansada. O pior continua a ser o està´mago e já tive me de armar com mais anti-ácido. De resto, e apesar de me sentir como uma baleia encalhada e ter algum dificuldade em calçar meias e actiividades do estilo, passo os dias realtivamente bem. Tenho algumas dores de costas quando estou ao computador, mas isso é normal. O que não me parece  normal é o sí­tio onde me doem as costas – em vez de ser nos ombros ou zona lombar, é numa zona intermédia, imediatamente abaixo das omoplatas. Weird.

…e os tipos das entregas nunca mais chegam

Tenho andado a mudar móveis e a arrumar a casa de uma maneira geral mas sempre evitando o quarto que será para o Tiago. Estou cada vez mais ansiosa e estas arrumações servem para não pensar muito no assunto. Ainda não resolvi completamente a questão da mala e não me apetece muti pensar nisso. Tenho uma mini-mala que dará para uma emergência não planeada e o resto pode esperar. Acima de tudo tenho pena que a má experiencia anterior me esteja a roubar o que deveria ser um momento feliz. Não é que esteja a ser dominada pelo medo. É mais o problema de ter uma memória và­vida dos dias passados no hospital e cada vez que penso no que será desta vez não consigo evitar que toda a experiência seja revivida. É a sensação de já ter passado por tudo uma vez e já ter alguma noção do que vai acontecer e ao mesmo tempo não querer que muitas das situações se repitam.

Esta tarde estou de castigo à  espera da entrega do IKEA e acho que só devem chegar ao fim do dia. Não que planeasse ir a algum lado que não possa esperar, especialmente com este frio.

O House está cada vez com menos pelo à  volta das orelhas e vou ter que o levar ao vet para saber se devo ajustar a dose do medicamento. A Buffy e a Nikita estão as duas com cio e não o largam. Também vou ter de marcar a operação para breve.

Tenho andado a experimentar ver algumas das séries que ainda não conhecia e muita gente havia sugerido e até agora estou um bocado decepcionada. A série weeds deixa-me meramente indiferente. Não me diz grande coisa. E o Carnivale é para esquecer. Qualquer série que no primeiro episódio tem logo uma violação, um bébé morto e uma tipa a afogar um gato parece feita especificamente para me manter à  distância. O prison break também podia ser muito mais à  base de violações no duche e gajos a estriparen-se uns aos outros com uma escova de dentes afiada mas deu a volta a isso, limitando-se a algumas insinuações e concentrando-se muito mais na história o que faz com que possa ser vista sem dar volta ao estomago. Quando se opta pelo shock value – que no fundo já não choca ninguém porque é sempre a mesma coisa e previsivel a milhas – perco completamente o interesse.

Mais um fim de semana comprido

Há algum tempo que os fins de semana servem para arrumar a casa. No fim de semana passado foi a vez de montar finalmente as novas prateleiras da dispensa que já tinhamos comprado antes do Natal. Foi uma óptima ideia porque já não tenho tudo ao monte e torna-se muito mais simples arrumar e encontrar coisas. Até temos uma dispensa grande mas que só tinha umas duas prateleiras a alturas decentes e para baixo nada. Era um desperdà­cio de espaço.

Este sábado fomos ao IKEA porque há imenso tempo que estava a planear comprar estantes novas para a sala, uma vez que as que temos agora já estão a rebentar pelas costuras. E como ainda tenho esperança que as obras se concretizem, comprámos também um novo roupeiro para o hall.

O primeiro incómodo foi não termos reparado que era época de saldos e como tal aquilo estava cheio. Foi uma tarde longa e requereu algum esforço. Esta onda de ser preciso carregar com as caixas até à  zona de entregas é um sacrifà­cio, mas enfim, lá se fez. O pior foi perder montes de tempo no piso de cima a escolher o que querà­amos  para depois chegar ao armazém e repara que estava esgotado. Apetece logo partir a cara a alguém por nos fazer perder tanto tempo. Acabámos por ter que trazer os móveis noutra cor – sim porque não me estou a ver a voltar lá tão cedo para passar por tudo isto de novo – e mesmo assim não foi possível trazer tudo. Mas em princà­pio o que falta cabe no carro por isso quando tivermos paciência logo vamos buscar. Como é apenas uma extensão para as estantes não nos impede de montar o resto entretanto.

Depis apanhámos uma hora de transito a voltar para casa, ajudado por um acidente na ponte. Quando finalmente chegámos a casa estivemos a montar as poucas coisas que vieram logo. Passei grande parte da noite a montar caixinhas mas acho que valeu a pena porque tinhamos montes de prateleiras com tralha que ficaram logo com um ar muito mais arrumado.

Agora é esperar que entreguem o resto e que o Pedro tenha tempo para me ajudar a montar as estantes.

No domingo fomos almoçar fora e de tarde resolvi que estava na altura de deitar para o lixo o móvel da máquina de costura que é feio, enorme e está já em bastante mau estado. Considerando que a máquina é de 1991, o que me espanta é que ainda funcione, mas é toda em ferro e estas coisas têm uma certa tendência para durar. Com a ajuda do Pedro desmontámos a máquina que pelos vistos até tem pezinhos e não precisa do móvel para nada, e estivemos a oleá-la. O móvel ficou no mesmo sí­tio e provavelmente só no próximo fim de semana é que vai efectivamente para o lixo.

O House continua o tratamento dos fungos que parece estar a funcionar. Não começou ainda a melhorar mas pelo menos não parece estar a alastrar e nenhum dos outros gatos tem sintomas. Ele toma o sporanox com a comida sem dar por isso e depois só tenho que lhe por o lamisil na zona afectada, algo que ele nem se parece importar muit. Tenho é de passar o tempo a lavar as mãos com betadine para ver se não apanho aquilo também, mas isso é o menos.