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Novas Tiaguices

O Tiago começou finalmente a falar regularmente. Em vez de passar os dias caladinho e se limitar a a apontar para as coisas e fazer ‘mmmmm’ agora diz ‘dá’ com toda a determinação, apontando para o que quer.

O olá continua presente mas não voltei a ouvir o bye-bye. E começou a perder um bocado o interesse pelo Baby TV começando a prestar mais atenção ao Pocoyo que é dobrado em Português. Dá um bocado a sensação que optou por escolher uma lingua e largar a outra e isso levou-o a ganhar mais confiança a falar.

Começou novamente a dizer mamã, agora já associado ao significado em vez de ser apenas pelo som. Sapato é que continua a ser ‘bá’, apesar de por vezes já soar a ‘pá’. Bola também é ‘bá’ ou ´bo’, depende se está com paciencia para se esforçar a dizer uma vogal diferente ou não.

Também já voltou a dizer ‘ga’ apontando para um dos gatos, coisa que não fazia há algum tempo. Parece que andou a armazenar informação durante uns tempos e só agora é que começou a usá-la.

E em rarissimas ocasiões começou a tentar formar frases de duas palavras como ‘dá bo’ para ‘dá a bola’ e ‘mamã dá’ para outras situações. Isto só acontece quando o simples ‘dá’ não obtem resultados imediatos e o objecto a obter é suficientemente aliciante para merecer o esforço.

A compreensão de palavras que ainda não diz torna-se cada vez mais obvia. Quando digo a frase ‘o chapéu é na cabeça’ ele toca na cabeça. Quando digo ‘o sapato é no pé’ ele toca no pé. Quando digo ‘vamos tirar a camisola’ ele estica o braço para puxar a manga.

Também começou a copiar certas coisas que nos vê fazer. A mais divertida é agarrar na embalagem do creme hidratante que lhe pomos todas as noites, abrir a tampa com os dentes, tirar um bocadinho de creme com o dedo e começar a espalhar na barriga. É impagável. Faz o mesmo com o frasco de shampoo, esfregando a cabeça e já lava os próprios dentes com a escova. Só esfrega os de baixo mas já é qualquer coisa. Também já começou a esfregar as mãos quando as vai lavar antes das refeições e desenroscou a sua primeira tampa na passada sexta feira. Também já bebe água pelo copo ou garrafa sem se engasgar demasiado, o que é um grande avanço.

As refeições correm melhor uns dias e pior outros. Geralmente o almoço é pior que o jantar porque está já cheio de sono e pronto para a sesta. Mas já começou a comer carne e peixe com o garfo. Ainda tenho que o ajudar a picar a comida porque ele é capaz de tentar e levar o garfo vazio à  boca umas quantas vezes antes de conseguir espetar a comida uma vez e se falha muito fica frustrado e atira tudo ao chão. E é preciso ter muita atenção para que não arranhe a cara com o garfo que mesmo sendo de plástico não deixa de ter alguns riscos.

Continua a ter uma grande preferencia por telemóveis mas usa qualquer coisa como telefone, encostando à  orelha e depois passando-o a mim para fazer o mesmo. Se tiver botões, como o comandos da televisão, é melhor mas não indispensável.

Começou a brincar com autocolantes e divertiu-se imenso a colar letras autocolantes numa folha de papel durante 3 ou 4 dias. Quando as letras acabaram, e porque vi que ele não tentava comer aquilo, fui buscar uns autocolantes de esponja da imaginarium que têm diversas formas. Ele até se safa bastante bem com aquilo, apesar de muitas vezes não perceber bem qual o lado que cola. E assim se faz mais uma recordação para guardar na caixinha dos primeiros trabalhos manuais do Tiago.

O Tiago começou também a esconder objectos, geralmente debaixo do sofá, e a procurar objectos escondidos, mesmo ao fim de um dia ou dois.

E o mais giro é que gosta de se ver ao espelho. Começou a ir buscar a toalha de banho, que tem capuz, para andar com aquilo tipo capa. Assim que lhe ponho a toalha na cabeça vai derectamente ao meu quarto para se ver ao espelho e mexe na cabeça, tirando a toalha e voltando a por. Isto surpreendeu-me imenso porque tinha visto um documentário que dizia que os bebés só reconhecem a sua imagem no espelho aos dois anos. Também faz o mesmo quando lhe ponho na cabeça um cubo oco de tecido em forma de vaca que lhe serve como um chapéu. Vai com um ar muito vaidoso ver como fica no espelho e faz um grande sorriso.

Por fim, o Tiago começou a fazer experiencias com cheiros. Encosta a colher da fruta ao nariz em vez de a levar à  boca e adora o cheiro do detergente das bolas de sabão. Está sempre a pedir para eu abrir a embalagem e lhe dar o aro para ele cheirar. Ao principio ainda pensei que estivesse a tentar comer aquilo ou a tentar soprar mas tornou-se rapidamente obvio que o gajo gosta mesmo é de snifar aquilo.

The Happening

Fomos ontem ver o The Happening e posso dizer que gostei, o que aparentemente é uma opinião pouco popular.

Apercebi-me recentemente que as pessoas no geral não gostam dos filmes mais recentes do Shyamalan. Tanto quanto compreendo estavam à  espera que o o homem fizesse o mesmo filme para o resto da vida e passa-lhes ao lado o facto dele fazer bons filmes, todos eles diferentes mas bem filmados, com suspense e uma visão pessoal.

Por mim posso dizer que até agora não fez nenhum que eu não gostasse. É óbvio que tenho favoritos, mas sinceramente o Sixth Sense nem é um deles. Gosto principalmente do Signs e do The Village.

Acho que essa coisa de querer obrigar um realizador a fazer filmes com twist final para o resto da vida quando ele tem obviamente outras qualidades é uma parvoà­ce.

Sendo assim, gostei do Happening. Está bem filmado, tem uma história simples e bastante suspense. Não é um filme de pipocas e explosões nem de twist final que explica tudo. É para ver pelo que é, pelo que vai mostrando.

Para mim é a versão Shyamalan do Birds do Hitchcock. Tem a mesma atmosfera e outros elementos que não digo porque não gosto de estragar os filmes à s pessoas visto que acredito que quanto menos se souber num filme destes melhor, algo que alguns crà­ticos de cinema deviam aprender.

E por fim, parem de bater no Shyamalan por não passar a vida a fazer o Sixth Sense outra vez. Há tão poucos filmes bons hoje em dia. Com este tipo de pressão para fazer filmes comerciais acabam por acontecer coisas como por o Ang Lee a realizar o Hulk e depois queixam-se que o filme não tem cenas suficientes com o boneco a destruir tanques. Há que respeitar sensibilidades diferentes e celebrar isso mesmo. Já há demasiados filmes maus no mundo.

Tiago, 15 meses

Na sexta feira o Tiago foi à  inspecção médica no infantário. Vê-lo andar pelos corredores enquanto esperávamos lembrou-me que quando lá estivemos para o inscrever ele ainda não andava e agora já não faz outra coisa.

A aprendizagem continua a uma velocidade alucinante para quem vê de perto, enquanto que ao mesmo tempo parece que coisas que para os adultos são básicas demoram imenso tempo.

O Tiago já come com a colher, por exemplo, mas ainda com algumas falhas porque aplica demasiada força quando não é preciso ou morde a colher ao mesmo tempo que a puxa para fora da boca resultando numa grande porcaria.

Geralmente, como treino, dou-lhe uma colher para ele ir comendo o puré de fruta e vou dando e umas colheradas pelo outro lado. A papa não deixo porque fica mais papa no chão, roupa, cadeira e em mim do que na barriga dele. O peixe e a carne continua a comer sozinho e já mastiga muito bem por isso basta cortar em bocados pequenos e não é preciso picar. Só que como são coisas que não agarram à  colher as tentativas aà­ precisam de um pouco mais de ajuda porque é comum ele segurar a colher virada para baixo, por exemplo. Mas não posso ajudar muito porque o Tiago é muito independente e se começo a tentar virar a colher ou agarrar-lhe na não ele desiste. Quer fazer tudo sozinho.

A andar é a mesma coisa. Não gosta que lhe segure na mão. Quer ir sozinho. Mas já anda na rua sem problemas, e até na relva, algo que ele detestava há uma semana atrás. Fomos ao parque esta semana e ele fartou-se de andar na relva, em grande parte atrás dos patos que estavam a tentar dormir uma sesta à  sombra.

O mais interessante é que os livros dizem que depois de aprender a andar é que as crianças aprendem a agachar-se e com o Tiago foi ao contrário. Já se baixava e voltava a levantar dobrando os joelhos, para a apanhar coisas do chão, antes de andar. Também já atira a bola e apanha-a em movimento quando a atiramos para ele, já faz torres de cubos e copos da altura dele, já consegue por as peças do puzzle de madeira no sí­tio certo apesar de ainda não conseguir virá-las até encaixarem perfeitamente – fica frustrado muito depressa e desiste facilmente, acho que é porque ainda não percebe bem porque é que as formas não entram quando ele sabe que o sí­tio está correcto. Ou seja, a parte de reconhecimento das formas ainda não está aperfeiçoada mas já não deve faltar muito.

De resto, continua a gostar muito de livros. Agarra num livro e vem para o meu colo. Vai apontando para os vários objectos enquanto eu digo os nomes ou leio a história. É a melhor parte, neste momento. É bom saber que ele escolhe uma actividade para fazer comigo e que gosta de passar aquele bocado ao colinho enquanto ouve uma história.

Os lápis continuam a ser mais interessantes como comida do que como instrumentos de desenho e apesar de já fazer uns rabiscos não se parece interessar muito.

O nà­vel de dificuldade em termos de protecção anti-quedas vai aumentando, especialmente agora que ele já sobe para o sofá. Também sabe descer sozinho mas não se pode confiar porque à s vezes dá-lhe para se por em pé no sofá e pode cair dali abaixo. Por um lado ele anda mais independente e já vai para o quarto brincar sozinho o que em teoria me permitiria ter mais tempo livre mas na prática isso não funciona porque tenho de continuar a ir atrás dele para ter a certeza que não lhe dá para fazer qualquer coisa perigosa.

Por fim, passámos a ter de ir à  praia. Já não iamos há anos mas este ano tem de ser porque o Tiago adora. Quando descobriu a água ficou fascinado e nem quer saber se está fria. Chapinhar é que é.

Felizmente descobrimos uma praia com pouca gente. É preciso andar um bocado mas compensa. Se não fosse o vento ao final do dia, que é a hora que nos dá jeito, até iriamos mais vezes.

Observações sobre a feira Alma da Rua

Nunca fui grande fã de feiras. Fartei-me de ir quando era miúda, a feiras de agricultores com os meus avós que iam comprar galinhas, coelhos e sementes, a feiras com carrinhos de choque e algodão doce e acho que sempre me senti um bocado desconfortável com o mar de gente em constante movimento e a confusão em geral.

Quando comecei a fazer artesanato mais a sério, porém, deparei-me com a realidade das feiras de artesanato serem dos poucos sí­tios onde se pode apresentar regularmente o nosso trabalho a novo público sem ter uma loja. Por isso, desde essa altura que tenho vindo a estudar a hipotese de participar numa.

É claro que ter um bebé pequeno não me permitiu ver essa questão muito a sério durante o último ano e o que lia sobre o assunto ia sempre parar ao mesmo: as feiras estão cheias, é dificil que aceitem pessoas novas e ainda por cima há muita gente a fazer bijutaria o que torna a situação ainda mais complicada.

Quando soube que tinha começado uma feira em Almada achei que vinha mesmo a calhar. Era perto de casa por isso o Pedro podia ajudar-me a montar e desmontar e não era preciso deixar o Tiago com alguém todo o dia. Achei que era bom demais para deixar passar a oportunidade por isso candidatei-me.

Não esperava vender muita coisa. Ia mais numa de mostrar o trabalho a pessoas novas, distribuir uns cartões com o site, divulgar o workshop um bocadinho.

Infelizmente, porém, não apareceu muita gente. Estava um dia particularmente quente e foi toda a gente para a praia ou ficaram em casa e as maioria das pessoas que passaram pela minha banquinha eram pessoas que já me conheciam e que sabiam que eu ia estar lá.

Mas pronto. Pelo menos fiquei a saber como é e até gostei de lá estar. As pessoas que participaram pareceram-me todas muito simpáticas e aproveitei o tempo para fazer umas peças novas. Fiquei um bocado queimadita do sol porque não tinha previsto que ia MESMO precisar de um toldo por isso estive a assar até o Pedro chegar com o dito, mas de resto não me posso queixar porque ia bem preparada com protector solar, chapéu, água, bolachas e material para trabalhar.

Parece que as próximas feiras vão ser à  noite, o que faz sentido durante o verão mas tornam a minha participação mais complicada porque o Pedro não pode deixar o Tiago sozinho a dormir em casa enquanto me vem ajudar a desmontar. Mas posso tentar arranjar maneira de transportar tudo sozinha se achar que vale mesmo a pena – com uma mala de viagem com rodinhas e sem precisar do toldo por ser à  noite até acho que era capaz de dar. Vamos ver.

E pronto. Deixo-vos com umas fotos do evento.

Alma da Rua

No próximo sábado dia 14 de Junho vou participar na feira de artesanato de Almada ‘Alma da Rua’.

É a segunda edição deste projecto que vai decorrer no Parque Urbano Julio Ferraz (que é aquele relvado em frente ao Centro Comercial M. Bica) das 10 da manhã até à  8 da noite.

É a primeira vez que participo numa feira por isso estou um bocadinho nervosa e foi com tão pouca antecendência que vou andar o resto da semana a correr para ter tudo pronto.

Espero que me venham visitar 🙂

Workshop > aneis em arame

Tenho tido muita gente a perguntar como é que faço os aneis de arame enrolado por isso estou a organizar um workshop em Almada, provavelmente num sábado de manhã, em data a anunciar.

Se tiverem preferencia de dias ou horários agradeço que enviem também essa informação para poder organizar isto da forma que der para o máximo número de pessoas.

Se o workshop correr bem haverá mais, inclusive de nós celtas, que também parece interessar a muita gente.

[ Nota posterior: Vão realizar-se novos workshops a partir de Novembro. Mais informações aqui.]

É tão giro…

… ver o Tiago a andar!

Afinal não demorou muito tempo a habituar-se. Em menos de uma semana começou a andar mais do que a gatinhar e agora é ele que vai buscar os sapatos e pede para os calçar.

E começou a usar qualquer coisa como telefone – comando da tv, sapato, urso de peluche… Encosta à  orelha e diz ‘bye-bye’.

O que me leva à  questão da fala que se vai desenvolvendo muito devagarinho. Percebe tudo muito bem mas não é muito falador. O que tem mais piada é que está a ficar verdadeiramente bilingue, graças aos brinquedos da chicco (que estão sempre ligados para inglês porque a voz portuguesa irrita-me) e ao Baby First TV (está a ficar viciado na TV e já reclama quando desligo). Quando ele nasceu eu falava com ele quase exclusivamente em inglês e li-lhe diversos livros em inglês. Só quando ele começou a emitir sons é que achei melhor começar a insistir no português.

Tudo isto para dizer que as primeiras palavras do Tiago (que podemos comprovar que ele sabe o que está a dizer e não são meros sons ao acaso) são ‘olá’ e ‘bye-bye’. É mesmo fifty-fifty 🙂

É claro que isto de não saber em que lingua é que ele está a tentar falar tem algumas complicações. Quando ele aponta para a bola e diz ‘bol’ estará a dizer a palavra incompleta em portugues ou a dizer ‘ball’?

O mesmo para coisas como o urso de peluche. Ele aponta e diz ‘ba’. Como está numa fase em que chama ‘ba’ a tudo não ligo muito e repito ‘urso’. Mas se ele está a tentar dizer ‘bear’ é capaz de ser confuso.

Também não costuma dizer ‘papá’ muito frequentemente. Aponta para o pai e diz ‘dada’, o que é mais uma vez a versão inglesa que depois resulta no ‘daddy’ ou ‘dad’. Se calhar ‘papá’ é demasiado parecido com ‘papa’.

Mas gostava imenso que ele falasse mais, nem que fosse só a fazer sons ao acaso. É que para passar os dias sozinha com uma criatura muda bastavam os gatos 🙂

Hoje fomos ao Pediatra para a consulta dos 15 meses. Ele começou a chorar assim que entrou no consultório e não parou até sairmos da clà­nica. Coitado. Este mês vai sofrer. A seguir são as vacinas e depois mais uma consulta na creche.

Mas está tudo bem, continua a crescer bem – já tem 82 cm de altura e 10kg e 80 gramas – e espero que não tenha apanhado o que quer que seja que tinha o miúdo que estava a tossir sem parar na sala de espera. No entanto já me passou aquela dose de excessiva protecção em relação à s doenças. Ele já é crescidinho por isso se adoecer paciência. é chato mas aguenta-se.

A agitação da manhã foi tal que almoçou muito mal e adormeceu no meu colo antes de ter tempo de o por na cama. Geralmente é só gritos e pontapés para ir dormir a sesta.

Vamos lá andar

Tal como suspeitava, só porque o Tiago já sabe andar não quer dizer que o queira fazer. Tenho tentado insistir com ele desde pequenas coisas como andar da sala até ao quarto para ir mudar a fralda, até à  casa de banho para lavar as mãos ou um bocadinho na rua quando saio com ele mas o Tiago não quer. Acho que já percebeu que andar implica deixar de ser o bebé de colo e não parece muito satisfeito por ter de abdicar da sua bebezice. Agarra-se à s minhas calças a choramingar e a pedir colinho e não sai dali. Espero que comece a colaborar um bocado mais porque já está a ficar bastante pesado para andar ao colo o tempo todo.

O outro grande avanço é que já mostra saber quando fez qualquer coisa que não devia porque quando atira comida ao chão, carrega nos botões do amplificador ou faz outras malandrices vira-se para nós e abana a cabeça em sinal de ‘não’. É claro que faz à  mesma mas pelo menos já distingue o que deve ou não fazer. E é impossível não o achar adorável a abanar a cabeça com aqueles olhinhos inocentes.

A próxima conquista parece ser enroscar e desenroscar tampas. Anda a treinar há dias com o boião da sopa durante as refeições. Agarra na tampa e coloca-a no boião e começa a tentar enroscar. Eu tiro a tampa para conseguir tirar mais uma colher de sopa e ele tenta outra vez. Já se safa bastante bem.

É claro que este skill tem grandes desvantagens: as garrafas de água que temos espalhadas pela casa vão começar a ser entornadas, temos de ter ainda mais cuidado com quaisquer frascos ou garrafas que possam ficar ao alcance, como o frasco das vitaminas na mesa de cabeceira, etc.

É uma chatice que estas evoluções aconteçam sempre antes da capacidade de reconhecer o perigo aque implicam. Deve ser uma anedota cósmica.

Indy

Por incrà­vel que pareça conseguimos ir ver dois filmes no espaço de uma semana. Na quinta feira, que foi simultaneamente feriado e dia das estreia em Portugal do novo Indiana Jones, lá deixámos o Tiago com os meus pais e fomos ver o filme.

Como não consigo expressar a minha opinião claramente sem estragar o filme a quem ainda não viu, vou dizer apenas que fiquei bastante dividida. Por um lado as cenas de acção são tà­picas, são suficientemente humorà­sticas e complicadas e o look do filme está inteiramente de acordo com os anteriores. Mas mesmo assim falta qualquer coisa.

Na minha opinião o problema principal deve-se ao facto de terem tirado algum protagonismo ao Indy focando demasiada atenção no novo personagem, fazendo com que nós fiquemos de fora. Nos outros filmes somos o Indiana Jones – sentimos o perigo com ele, etc. Neste filme somos apenas observadores. Fomos colocados mais no lugar do miúdo, afastando-nos da acção central. O Indy sai pelo tecto do Jipe e em vez da câmara o seguir ficamos dentro do carro à  espera do que vai acontecer a seguir. Não gostei de ser deixada de fora e acho que isso tira muito ao filme.

Por outro lado, não gostei nada da história. Se isto foi o melhor que conseguiram ao fim de dez anos é triste. Acho que a parte dos Maias tinha piada mas depois levaram as coisas longe demais, tentaram mostrar demasiado e tornaram o filme numa grande palhaçada. Eu gosto muito de sobrenatural mas neste filme não me convenceu. Parecia que estavam a tentar colar metade de uma jarra de barro com uma de cristal a ver se pegava e o resultado não é famoso.

Agora é que é mesmo (esperamos nós)

Ao fim de dois meses de dois ou três passinhos de cada vez seguidos de quedas, o Tiago conseguiu finalmente começar a percorrer a sala em pé sem grandes dificuldades. Desiquilibra-se a meio mas aguenta-se e continua a andar.

Isto foi no sábado à  noite, depois de ter passado um grande bocado com o pai. Acho que o Tiago gosta de exibir as suas proezas fà­sicas ao pai mas comigo não se esforça tanto – ou então sou eu que não puxo por ele da forma certa.

Agora vamos ver se ele continua a treinar porque já deu para perceber que ele continua a preferir gatinhar.

Mas pronto. Chegámos a mais uma etapa. E é tão giro vê-lo andar 🙂

Trabalhos manuais parte 2

Como já comprámos a mesa e cadeira para o Tiago, resolvi tentar novamente uma pequena actividade de trabalhos manuais para ver se resulta melhor sem ser no sí­tio onde ele come. Não há dúvida que a reação foi bastante diferente, mas também estava mais preparada desta vez.

O Tiafo divertiu-se imenso em todas as fases do processo. Tirou farinha do frasco que espalohou por todo o lado, foi amassando a farinha com a água enquanto eu mexia com a colher, adorou enfiar as mãos na massa e espalhar na folha de cartolina, esteve entretido com os cheerios que lhe ficavam agarrados à s mãos e por fim chapinhou alegremente na água com sabonete. Tudo isto fez a maior porcaria imaginável, como se pode imaginar.

Tive que parar quando ele começou a tentar lavar a cara. Agora começou a tentar lavar-se a si próprio no banho, o que é óptimo, mas quando tem as mãos cheias de massa, molhar a mão e depois esfregá-la na cara não dá propriamente os melhores resultados. Tive de o levar rapidamente à  casa de banho para ter a certeza que não enfiava massa nos olhos e ficámos por aà­.

Seguiu-se então a limpeza. Essa é a parte que nunca vem descrita nas receitas para estas coisas tão giras que se podem fazer com os miúdos. É que o raio da massa custa tanto a sair (dos móveis, chão, parede, leitor de cds…) como pingos de tinta. Só mesmo com esfregão.

Mas pronto, tenho ali a obra prima do Tiago para colar no frigorà­fico até cairem os cheerios todos 🙂

Amanhã volto a tentar, mas desta vez vai ser só com chantili – daqueles em spray – que não precisa de tantos utensà­lios e em principio é mais fácil de limpar. Quando o Tiago fizer um bocado menos de porcaria logo volto à  farinha com água.