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Fim de semana cansativo

Sábado acordei com um lábio ferido do cieiro, outro inchado do herpes e com a certeza de estar brutalmente constipada. Como se isso não bastasse, passado pouco tempo faltou a luz. Exactamente na altura em que nos preparávamos para sair para um dia bastante ambicioso. Foi então preciso descer a pé, eu com o Tiago ao colo e o Pedro com o carrinho à s costas. Quando chegámos finalmente lá abaixo, com a ajuda de uma lanterna, estava uma senhora presa no elevador, mesmo naquele espaço entre o r/c e o primeiro andar que é completamente tapado por uma parede. Coitada. Devo confessar que por muito horrà­vel que isso seja não consegui evitar um pequeno instante de ‘ainda bem que o dia não me está a correr mal só a mim’.

Apesar de todos os sinais de que este não ia ser um dia fácil, metemo-nos no carro e fomos até ao IKEA para ver se era desta que conseguiamos finalmente comprar a mesa e a cadeira para o Tiago. Já tinhamos tentado no domingo passado mas só quando chegámos lá é que nos lembrámos que estava fechado ao domingo. Ainda tenho que descobrir quem foi a bestinha que aprovou essa lei das grandes superficies fecharem ao domingo para lhe meter uma bomba no carro (nota mental: aprender a fazer bombas).

É claro que depois disto tudo não havia a mesa que queriamos e tivemos que trazer outra, muito maior, que lhe ocupa metade do quarto. Mas tudo bem. O Tiago já começou a reagir mal quando entramos numa loja com brinquedos. Quer mexer em tudo e quando lhe pego para o levar embora desata a fazer uma birra tremenda e estica os braços para cima para ser mais escorregadio e dificil de pegar. Foi o que aconteceu no IKEA. Tirei-o do carrinho para o sentar na cadeirq que queriamos comprar para ver se era muito grande para ele. Só que ele gostou tanto de estar sentado que não se queria ir embora. Nem quero imaginar como vai ser daqui a um ano, quando ele já conseguir sair disparado a gritar ‘não!’.

Quando regressámos a Almada fomos comprar bilhetes para o cinema e comer qualquer coisa. Depois voltámos para casa para dar o almoço ao Tiago e deitá-lo para a sesta. Quando chegou a hora tivemos que o acordar mas como já tinha dormido duas horas estava bem disposto. Deixámos o Tiago com os meus sogros e fomos ao cinema pela primeira vez desde o Stardust.

Fomos ver o Iron Man, filme escolhido pelo Pedro, claro. Mas apesar de não conhecer o personagem ou a história até gostei razoavelmente do filme. O Robert Downey Jr. é perfeito nestes papeis sarcásticos e sacanas e o filme avança a uma velocidade suficientemente lenta para mostrar o desenvolvimento da personagem em vez de saltar logo para montes de cenas de pancada e tiros que acabam por ser um boçejo. As cenas do desenvolvimento do fato são as mais giras, com bastantes momentos de humor. A luta entre os dois homens de ferro no final (sendo que um deles é brutalmente grande o que não faz sentido nenhum se aquilo é suposto ser um fato mas isto é um comic e por isso há que deixar o cérebro à  porta) é a cena obrigatória para rapazes de 12 anos e já não me diz grande coisa.

Depois do filme ainda fomos ao supermercado fazer umas compras essenciais e depois fomos buscar o Tiago.

No domingo eu estava completamente destruà­da. Entre a constipação, que no segundo dia é sempre pior, e o cansaço do dia anterior, acho que tinha conseguido dormir o dia todo se pudesse.

Em vez disso tivemos almoço em casa dos meus sogros. Custou-me um bocado e estive calada grande parte do tempo porque estava a fazer um esforço enorme por me manter vertical, mas acabou por nem ser assim tão mau porque o Tiago esteve entretido com as pessoas e os cães e não foi preciso estar eu a fazer aquele sacrificio extra de fazer de conta que estava feliz e contente e andar a correr atrás dele pelo chão.

Quando voltámos para casa passei o resto da tarde a tentar descansar, sem grande sucesso. Entre o barulho dos vizinhos, do cão do lado, das obras na rua, dos alarmes ocasionais entre outros tà­picos sons citadinos, não é possível descansar durante o dia. à€ noite gastei inutilmente as minhas últimas energias com o jantar do Tiago que ele vomitou imediatamente a seguir. Também está constipado e quando fica com o nariz entupido começa a respirar pela boca o que não é compativel com comer. Aspirou um bocado de cogumelo ou uma ervilha e veio tudo fora.

O Pedro acabou por conseguir voltar a dar-lhe sopa e fruta e depois do esforço extra de lhe dar banho (desde que aprendeu que é giro chapinhar na água ficamos todos encharcados) e vestir o pijama (que hoje em dia é o mesmo que levantar halteres porque o miúdo passa o tempo a tentar fugir e tenho que lhe pegar e traze-lo de volta a cada peça de vestuário) consegui finalmente comer e ir para a cama.

E assim começa outra semana…

Tiaguices

Tenho um miúdo muito giro.

Acho que normalmente só escrevo quando é para me queixar – do cansaço, da falta de tempo, das birras – e não escrevo muito sobre as partes boas de ter um filho. Isto deve-se ao facto de precisar de desabafar quando as coisas ficam complicadas e quando está tudo bem não ter tanta necessidade de o expressar – basta senti-lo.

Mas não quero ler isto daqui a uns anos e ficar convencida que foi só dificuldades. É que os momentos bons são isso mesmo, pequenos momentos, à s vezes duram um ou dois segundos, e depois acabam, mas quando são mesmo bons compensam um bocado tudo o resto. Não apagam nada da memória nem servem de consolo quando se está no limite da paciencia mas são um bocado como respirar novamente oxigénio depois de 2 minutos com a cabeça debaixo de água. Por vezes esquecemos que eles existem e há dias em que são muito raros mas esses momentos perfeitos são essenciais à  nossa sobrevivencia – a minha certamente e a do Tiago pelo facto de estar dependente de mim.

Há então momentos bons: as gargalhadas que ele dá e que adorava que fossem mais frequentes, aquele momento em que ele começa finalmente a fazer uma coisa nova, seja gatinhar, por-se de pé, acertar com a colher na boca sem ter entornado a comida, empilhar os cubinhos, etc, quando consigo que ele colabore em algo como atirar a bola ou seguir-me, aquele sorriso malandro que ele faz antes de fugir de mim à  espera que eu o persiga… Enfim, pequenas coisas.

Ultimamente acho divertidissimo ver que ele já descobriu o gozo da antecipação. Construo uma torre de copinhos e ele coloca as mãos a dois ou três centimetros da torre e fica nessa posição uns segundos com um sorriso fantástico e altamente malandreco antes de deitar aquilo tudo abaixo. Há alturas em que parece que ele até tem arrepios de pensar no que vai fazer. É fabuloso. E tamb´m acho imensa piada ao facto de ele fazer certas coisas para obter aplausos – sentar-se no banquinho, comer com a colher, enfiar as argolas no poste – se nos distraimos começa ele a bater palmas para nos lembrar da recompensa. É o máximo.

Por vezes olho para ele e fico espantada com a fofice do miúdo. Acho que é altamente egocentrico acharmos os nossos filhos lindos quando são parecidos connosco mas tenho a impressão que é daquelas coisas do instinto de sobrevivencia que não se podem contornar. Não consigo evitar – acho o miúdo muita giro. Mas não espero que mais ninguém concorde porque acho isso desde que ele nasceu e quando vejo as fotos dele recém nascido, roxo e engelhado já consigo ser mais objectiva e pensar ‘mas que raio é que eu estava a pensar? Ele era tão feioso como os outros recém nascidos todos!’. Só que na altura não era. Seja das hormonas ou outra coisa qualquer, a sensação indescrità­vel de ter aquela criatura minúscula a abrir os olhos pela primeira vez e olhar para nós sobrepõe-se a tudo o resto e é o que nos impede de querer atirá-los pela janela quando não nos deixam dormir há duas semanas.

Mas acho-o muito mais giro agora do que quando era mais pequeno. Agora já tem expressões faciais e sabe o que quer, tem personalidade e um sorriso que derrete toda a gente que se cruza com ele. Definitivamente vai melhorando com a idade.

Acho que sempre imaginei a fase de bebé de colo seguida da fase em que eles já pintam e fazem jogos e nunca pensei que o intermédio fosse tão longo e doloroso, mas havemos de lá chegar. Não estou com grande vontade de aturar os terrible twos, porque se até aqui não tem sido fácil, nem imagino o que se segue, mas vamos avançando dia a dia até isso passar.

E um dia mais tarde ele vai deixar de precisar de mim e só espero que quando isso acontecer que eu tenha conseguido pelo menos ajudá-lo a tornar-se uma pessoa forte, confiante e com conhecimento que tem pessoas que o adoram mesmo quando se porta mal 🙂

Quase com 14 meses

Já há algum tempo que não faço um apanhado da evolução do Tiago. Isto deve-se talvez ao facto de estar à  espera que ele ande e nunca mais. Vai dando uns passinhos mas nem parece esforçar-se muito e os meses vão passando. Não é por medo de cair porque ele próprio adora atirar-se para o chão e tem as nódoas negras para o provar – não sei como é que ele não se queixa quando se deixa de cair de joelhos e aterra com as canelas num qualquer brinquedo. Eu fartava-me de gritar. Ele não anda mais porque não sente necessidade e porque dá muito trabalho. Nota-se que precisa de se concentrar muito para manter o equilibrio e tem de dar passos pequeninos e ele não tem paciencia para isso. Prefere atirar-se ao chão e gatinhar até onde quer ir já que chega muito mais depressa. Isso torna-se obvio quando o ponho em pé e lhe agarro nos braços para dar um pouco de apoio. Assim que ele se sente equilibrado não tenta andar – começa logo a correr. É um miúdo muito ocupado e não tem tempo para coisas chatas como andar devagarinho.

Quanto à  fala já começou a repetir mais alguns sons mas só quando lhe apetece e por mais que puxemos por ele geralmente recusa-se a demonstrar o que já consegue dizer, apesar de ser óbvio que compreende cada vez mais palavras.

Acho importante dizer que nada disto me preocupa minimamente. Não penso que seja um problema. É apenas frustrante porque passo os dias inteiros com ele e à s vezes gostava que ele falasse de volta.

De resto, já empilha copos e cubos muito bem apesar de continuar a preferir destruir as torres a construà­-las. Tentei começar aquele tipo de actividades que eles fazem nos infantários comas digitintas e coisas do estilo mas não correu muito bem. Acho que o problema foi que o único sí­tio que tenho para ele fazer estas coisas é na cadeira onde ele come e isso confundiu-o. Achou que ia comer e ficou muito furstrado apesar de estar curioso para mexer naquelas pastas. Acabei com um miúdo aos gritos e meia hora de limpeza para um resultado nulo.

A única vez que correu bem foi a primeira tentativa, quando o deixei brincar com espuma de barbear. Só que mais tarde ou mais cedo lá vai a mão à  boca por isso tem de ser uma brincadeira curta. Dessa vez levei a cadeira para o quarto dele, pensando que mudar o local poderia fazer diferença. De facto não fez uma fita tão grande. O pior é que ele pode gostar da actividade mas detesta a limpeza que se segue o que quer dizer que seja como for acabo com um miúdo aos gritos.

Da segunda vez fiz uma pasta com farinha e à gua mas foi na sala, que é onde ele come, e já não correu tão bem, para além de fazer muito mais porcaria. Só não encontrei o corante alimentar para juntar à  massa porque não podia deixar o Tiago sozinho para ir procurar. Talvez no fim de semana tenha coragem de tentar outra vez.

A primeira experiencia de trabalhos manuais nem correu muito mal mas mostrou que o Tiago não é minimamente cooperativo. Fiz cola com farinha e água novamente e a ideia era colar cherios numa cartolina para fazer um desenho. O Tiago gostou de espalhar a cola pela cartolina com as mãos e arrancar todos os cherios que eu ia colando, ou seja, tudo menos tentar seguir instruções, mas pelo menos divertiu-se.

Também achou piada à  plasticina mas ainda não percebeu para que serve. Limita-se a partir dois bocados e atirá-los ao chão. Mas é importante começar a introduzir novos materiais e actividades. Como o tempo pode ser que ele começe a achar piada a colaborar.

No fundo sinto que em termos de disciplina sou um fracasso. Vê-se que ele já faz coisas só para provocar e como não o ponho de castigo arrisco-me a criar um monstrinho. Espero ainda ir a tempo de corrigir a situação.

Tem-se recusado a comer ao almoço, nos últimos dois dias, o que faz com que tenha de lhe dar novamente o almoço ao lanche. Hoje nem assim. Atirou o prato ao chão e recusou a sopa. Resolvi montar o parque para ter um sí­tio onde o por de castigo mas tenho sérias dúvidas que vá funcionar.

Pela positiva, a novidade mais recente é que aprendeu a descer da cama ser ser de cabeça. deixa cair um pezinho de cada vez e desliza para o chão. Estou sempre a segurar-lhe na camisola, just in case, mas já não preciso de lhe dar apoio nenhum que ele safa-se muito bem.

Ontem levei-o ao jardim e ele já conseguiu subir sozinho as escadas do escorrega mais pequeno e já consegui que ele descesse pelo escorrega (normalmente tenta sempre voltar a descer pelas escadas). Estava cheio de medo e agarrava-se à  minha camisola com toda a força mas lá desceu. Por um lado é bom saber que ele tem medo de cair porque assim pelo menos não se atira sem eu estar lá para o agarrar.

pet spider

Temos há algum tempo uma aranha a viver na nossa varanda. É claro que isso implica teias por todo o lado, que eu tenho de destruir ocasionalmente e que no dia seguinte já estão lá outra vez. Mas como é uma aranha muito eficiente que impede uma série de bicharada de nos entrar pela casa, deixo-a em paz. Tem vindo a ficar cada vez maior e mais gorda, mas desde que se mantenha no seu espaço e eu no meu vamos continuar a entender-nos.

Até aqui tudo bem. O único problema é que eu tenho um horror brutal a bichos rastejantes, voadores ou de qualquer outra espécie. Então e as borboletas que são tão bonitas?, perguntarão alguns. Nem consigo olhar para as fotos de borboletas dos livros do Tiago sem ficar enjoada e com comichões. E se vir alguma a voar na minha direcção o mais provavel é esconder-me debaixo da mesa mais depressa do que se ouvisse um tiro. E apesar de aranhas me fazerem menos confusão que o resto, isso só se aplica se mantiverem a sua distância. Assim sendo, todas as manhãs e todas as noites vou verificar onde está a aranha para ter a certeza que não resolveu ir passear para a minha cama, por exemplo. Isso seria o fim da nossa relação pacà­fica.

Já aconteceu estar a sair do banho, esticar a mão para a toalha exactamente no momento em que outra aranha do mesmo tamanho ou ligeiramente maior (na minha mente têm sempre o tamanho da palma da minha mão apesar de na realidade ser mais do tamanho da unha do polegar) aparecer por detrás da toalha gerando uma grande gritaria que terminou com o Pedro a ter de se livrar da aranha enquanto eu pingava à gua por todo e tinha um interminável ataque de arrepios.

A nossa aranha de estimação também já me pregou uma partida semelhante. Tinha resolvido ir de férias para o regador e quando o fui encher de água sai ela pela ponta, começando a dirigir-se para mim. Desta vez consegui não entrar em pânico. Agarrei no regador, voltei a levá-lo para a varanda, esperei que a aranha saà­sse do regador e depois fui acabar de o encher.

Suponho que esta coabitação pode ser vista como uma espécie de terapia. No outro dia até estava com vontade de fotografar a aranha, já que temos uma lente macro sensacional. Mas ainda não tive coragem porque tenho medo de ver a foto em grande, no ecran, e ter um ataque fóbico que resulte em aracnocà­dio. Acho que é melhor conviver com a aranha se não olhar com muito pormenor para ela.

O MEO é uma aldrabiçe – passem palavra

Acordei hoje de manhã, liguei a televisão para o Tiago ver 5 minutos de Baby Fist enquanto lhe preparava a papa e o canal não estava lá. Fui verificar e a Fox, AXN e BBC Prime também tinham desaparecido. Percebi logo o que se tinha passado e fiquei furiosa e indignada com a lata destes gajos.

Nunca, em serviço nenhum me tinha acontecido uma coisa destas. É claro que mudam canais etc, mas avisam sempre e nunca me desligaram um serviço que pago e a que tenho direito.

Nós aderimos ao MEO há dois meses depois de pensar muito no assunto e consultar a lista de canais que eles ofereciam para ter a certeza que não perdiamos nada em relação ao serviço que tinhamos na altura. Como só vemos 3 ou 4 canais, não era dificil de verificar isso. Os canais que queriamos estavam todos na lista dos opcionais mas era suposto termos direito a dez canais opcionais dentro do preço normal. Nós escolhemos os 4 que queriamos e nunca mais pensámos nisso.

E agora, dois meses depois, estes aldrabões mudam o sistema, sem sequer enviar as novas condições de utilização aos clientes – recebemos apenas o folheto promocional para novos clientes que não diz grande coisa. Era suposto dar para experimentar o novo sistema durante os últimos dois meses mas o menu nunca funcionou e de repente cortam-nos os canais e acabou-se.

E quando liguei a reclamar deram-me a conversa de vendedor do costume que se resume a ter de aderir a pacotes de canais com montes de porcaria que não me interessa, enchedo assim os 10 slots com lixo inutil e pagando os restantes canais à  parte. E se os canais que quero não pertencerem a nenhum pacote, não preenchendo assim nenhum dos slots a que tenho direito, e quiser só canais da lista dos extra, tenho de os pagar à  mesma.

Cambada de ladrões. Isto só faz sentido para eles, para ganharem mais dinheiro à  custa dos clientes que foram enrolados por uma promessa de um serviço flexà­vel e personalizável completamente falso.

Agora falta ver se me cobram os 2 pacotes que é suposto estarem incluidos para além do canal extra. E vou já começar à  procura de serviço alternativo porque o MEO não vai durar muito. Sabe-se lá o que é que inventam a seguir para me sacar mais dinheiro.

– PulseirasPulseiras

– Adorei fazer estas pulseiras de arame. Cada uma sai diferente da anterior, mesmo quando se usa o mesmo modelo, por isso são todas únicas.

E um colar a condizer com esta última pulseira:

Adorei fazer estas pulseiras de arame. Cada uma sai diferente da anterior, mesmo quando se usa o mesmo modelo, por isso são todas únicas.

E um colar a condizer com esta última pulseira:

– Brincos em latãoBrincos em latão

– O latão fica muito giro com contas laranja e amarelas. Não resisti a fazer uma série de brincos em que todos os componentes, tirando as contas de vidro e resina, foram feitos por mim.

O latão fica muito giro com contas laranja e amarelas. Não resisti a fazer uma série de brincos em que todos os componentes, tirando as contas de vidro e resina, foram feitos por mim.

Peças em prata

Adoro este anel em arame de prata quadrado. Tenho de fazer mais com variações sobre o tema. Tem qualquer coisa que faz lembrar a decoração dos elfos no Lord of the Rings e fica muito giro no dedo:

Continuo a experimentar diferentes modelos de pendentes wire wrap. Este é giro porque não precisa dos bocadinhos de arame para segurar o arame principal. É tudo feito só com dois pedaços de arame cruzados nas costas do pendente:

E outro pendente com uma pedra muito bonita:

:

Primeiro dia de praia

Ao fim de uma semana tivemos finalmente duas horitas com sabor a férias.

De manhã fomos comprar uns brinquedos para o Tiago. Acho que foi tipo a última despesa antes da poupança que se vai seguir para conseguir pagar a creche 🙂

Fomos à  Imaginarium e apetecia sair com a loja toda. Comprámos um fogetão fabuloso que inclui astronautas, um carrinho lunar, um cão astronauta e um alien verde com três olhos. ਠum brinquedo muito giro e o tipo de coisa que o Tiago ainda não tinha – um brinquedo com bonecos para role-playing. Todos os brinquedos dele são tipo centros de actividades que fazem música ou falam, o que é optimo mas acho que ele precisava de mais variedade, especialmente agora que está a chegar à quela idade em que começa a usar a imaginação para brincar e já não se limita a reagir aos està­mulos.

Também comprámos um daqueles puzzles de colocar as peças no buraco com a forma certa porque o Tiago já faz muito bem aquelas tarefas do tipo empilhar copos ou cubos, enfiar as argolas, etc e este é do mesmo estilo mas com um tipo de dificuldade diferente.

De tarde, quando o Tiago acordou da sesta, fomos à  praia.

No fim de semana passado esteve um tempo óptimo mas como era fim de semana não nos apeteceu passar duas horas no transito para ir à  praia meia hora e voltar para casa. Como o Pedro estava de férias, resolvemos esperar. Só que de segunda para a frente o sol desapareceu e acabámos por não ir a lado nenhum. Hoje era a nossa última hipotese.

O Tiago já tinha estado na praia o verão passado mas era muito pequenino e não gostou muito. Mas desta vez foi completamente diferente. Primeiro não saia da toalha e parecia ter medo de mexer na areia. Como o costumamos levar ao parque e ele odeia mexer na relva, não é de espantar. Mas eu enchi um balde de areia e ele esteve a divertir-se a tirar a areia do balde para a toalha. Quando o Tiago já estava à  vontade a enfiar as mãos na areia mostrei-lhe que havia mais por baixo da toalha e daà­ para a frente foi uma festa. Começou a gatinha pela praia, a esfregar as mãos na areia, a deitar-se a escavar buracos. Divertiu-se como só uma criança consegue e nós divertimo-nos imenso a vê-lo a e segui-lo pela praia fora.

É claro que não se queria vir embora mas acho que por essa altura já estava tão cansado que nem deu muita luta. E pronto. Lá temos nós que começar a aturar o trânsito de fim de semana para ir à  praia. Os sacrificios que se fazem pelos filhos 🙂

A saga das creches

Aproveitámos as férias do Pedro para ir visitar creches. Andamos há algum tempo com a indecisão sobre se vale a pena ou não por o Tiago na creche e resolvemos ver as instalações para pelo menos saber quais valem a pena e quais são para esquecer.

Começámos pelo Centro Paroquial de Cacilhas de que não gostámos muito. As senhoras parecem simpáticas e tem um terraço – acho que espaço exterior é sempre importante – mas tem muito ar de hospital, as salas dos mais crescidos pareceram ter muito pouca luz natural e os miúdos têm de descer uma escada bastante ingreme para ir ao refeitório que é no piso de baixo. Tem a vantagem de ser mais barata do que as outras e relativamente perto de casa, apesar de ser sempre a subir, mas pedem montes de burocracia para fazer a inscrição porque aquilo é comparticipado pelo estado e portanto querem tudo, desde declaração do IRS até quanto é que pagamos de renda de casa, para determinar a mensalidade que para nós acabaria por ser o máximo provavelmente. Ainda por cima não havia qualquer garantia de vaga. Tinhamos que o inscrever, pagar a inscrição e depois ver se ele era aceite ou não.

Fomos então à  segunda escola, esta bastante mais longe. Fomos ao Mestre Cuco. Gostei da escola apesar de achar as salas pequenas e não ter qualoquer espaço exterior. Penso que as outras instalações para miúdos a partir dos 3 anos são muito maiores e têm um espaço exterior bastante amplo mas a creche nem por isso. A sra foi muito simpática mas não há dúvida que é um infantário muito virado para o negócio – logo à  entrada têm uma vitrine com merchandising: t-shirts, chapéus, etc, com o logo da escola. Mas pronto. Isso não é um contra porque não obrigam ninguém a comprar. Gostei do facto de terem boas fotos da escola online o que fez com que já tivessemos uma ideia antes de ir lá e, apesar de ser mais cara do que a primeira, tem uma mensalidade mais baixa do que as duas que vimos a seguir. A maior desvantagem para nós é que é muito longe, e como eu não conduzo, com o extra do transporte já fica muito cara.

A terceira creche que visitámos foi o Barquinho. Também vi fotos online antes de ir lá e pelas fotos pensava que as salas seriam muito escuras mas não são. Têm até bastante luz natural e um grande terraço. Para além disso têm também um ginásio o que quer dizer que os miúdos não passam o dia todo no mesmo espaço e fazem exercí­cio numa zona bem almofadada. Também tem dois pisos mas aqui tem uma rampa em vez de escadas, que me pareceu muito mais seguro. Achei que o chão e os brinquedos estavam um bocado gastos e velhos mas no geral não foi o suficiente para me impressionar negativamente. Para nós tem a grande vantagem de ser perto de casa e não precisar de transporte. O maior problema é que é a mais cara de todas as creches, tanto na mensalidade como na inscrição.Mas aqui ficaria com a mesma educadora até aos 5 anos enquanto que no Mestre Cuco mudaria de educadora e instalações quando fizesse 3 anos.

Por fim fomos ao Piaget. Foi-nos aconselhado por uma vizinha que tem lá o neto e de facto a creche parece boa. As salas são grandes, tem um terraço com bastantes brinquedos e são muito poucas crianças. O chão é novo e achei que tinha um ar muito acolhedor e simpático. A senhora que nos atendeu também foi muito amorosa e saà­mos de lá com boa impressão. A mensalidade está entre o Mestre Cuco e o Barquinho mas em termos de custo anual acaba por ficar mais perto da do Barquinho porque se pagam 12 meses em vez de 11. Porém foi a única creche que vimos que tinha incluida na mensalidade as fraldas, dodots, material, etc. Como desvantagem tem umas escadas até à  porta que não dão muito jeito com o carrinho e para nós é um bocado longe. E aqui também teria de mudar de instalações aos 3 anos.

Básicamente ficámos muito indecisos porque depois de fazer as contas em termos de valores anuais as diferenças não eram assim tão obvias como pareciam inicialmente.

É de facto muito complicado decidir se e quando se deve colocar uma criança na escola. Por um lado penso que o Tiago vai aprender muito em termos de relacionamento com os outros e em termos de disciplina porque eu sou uma desgraça nessa área e deixo-o fazer o que quer. Por outro lado pode sentir-se abandonado e eu vou sentir grande dificuldade em deixá-lo lá ao fim de um ano com ele em casa. Estava finalmente a habituar-me a estar com ele e a não ter tempo para o resto e vai mudar tudo outra vez. E ainda por cima vou ficar lisa para conseguir pagar o infantário. Vou ter mais tempo para trabalhar e assim ter potencial para ganhar mais mas vai ser tudo sugado pela creche. Extras como cortar o cabelo, comprar roupa ou DVDS, ir ao cinema, etc, passam para a lista de coisas a esquecer durante uns tempos mas pronto. É por uma boa causa. Só espero que valha a pena.

Depois de discutir o assunto com os meus pais e com a irmã do Pedro acabámos por chegar a uma conclusão e ontem fomos inscrever o Tiago na escola. Só começa em Setembro, o que nos dá tempo para ajustar à  ideia, comprar sapatos, materiais, escrever o nome na roupa, etc, e depois lá vai ele apanhar as doenças e infecções todas deste inverno. Fun fun fun.

Os fumadores são de facto uma espécie à  parte

Aqui estou eu de volta ao assunto do incómodo que são os fumadores. Tudo porque um dia me saltou a tampa e deixei verter toda a raiva acumulada contra essa peste da humanidade que são individuos com a mania que o seu và­cio é mais importante do que tudo o resto. Ainda hoje, passados dois anos, continuo a receber comentários indignados e principalmente muitos insultos de fumadores, coitadinhos, de quem ninguém pode dizer mal. Porque são uns oprimidos que gostam muito de dizer que quem está mal muda-se, e que até pertencem à quele grupo de fumadores que são muito educados e se preocupa com se incomoda os outros etc e tal. Nunca li tantas mentiras de seguida e muitas vezes os comentários são tão extensos e tão self-righteous que nem tenho paciencia para aturar aquilo tudo. É um bocado como ter testemunhas de jeová constantemente a bater à  porta a pregar como os fumadores até são gajos porreiros e lhes devia dar uma hipótese que isso iria mudar o mundo.

E depois há os simples ´porca és tu’ e por aà­ fora que merecem um sorriso e nada mais. Acho extraordinariamente divertido o facto de as pessoas ficarem tão escamadas por descobrirem que há alguém que não gosta do seu và­cio. Será que andavam assim tão enganadas? Será que acham mesmo que para o resto do mundo aquilo é simplesmente um hobby inofensivo como fazer puzzles? É que reagem como se eu tivesse publicado uma foto sua com nome e morada e um alvo na testa.

A verdade é que os fumadores são uma praga e odeio-os tanto como odeio ter de pagar IRS. Não se pode fugir mas se arranjasse maneira de acabar com o problema não pensava duas vezes.

Fiquei delirante com o facto de passar a ser proibido fumar em lugares públicos fechados e acho que as esplanadas dos cafés são o próximo lugar a conquistar. Vão fumar para casa e deixem o resto do mundo em paz.

Depois há aqueles que insistem que escrever sobre o assunto é um acto de cobardia e que devia mas era enfrentar o fumador incómodo na altura e estar calada. Acho que depende. Não tenho grande problema em dirigir-me a pessoas que são um incómodo. Sou educada mas nem sempre se obtêm resultados. Há alturas em que digo qualquer coisa e que sou ignorada ou insultada. E como não tenho qualquer espécie de poder para alterar o comportamento da outra pessoa, já que fumar não é ilegal numa série de sí­tios, não ganho nada com isso a não ser ficar ainda mais irritada e com mais vontade de bater na aventesma.

Por outro lado há alturas em que não fazer nada é de facto um acto de auto-preservação. Por exemplo, quando uma mulher está com uma criança ao colo e o gajo que vai à  frente tem 100 kg,  uma suástica tatuada na nuca e nos sopra o fumo para a cara, penso que é uma boa altura para ignorar o assunto e desabafar depois. Se isso é cobardia, paciencia. O que não invalida o desabafo. Este espaço serve para isso, não obrigo ninguém a ler e não peço desculpa pelas minhas opiniões. Não obrigo ninguém a concordar comigo, acho que o politicamente correcto é uma hipocrisia, toda a gente tem preconceitos e ninguém é perfeito. O que não quer dizer que expressar uma opinião com a qual nem toda a gente concorda seja imediatamente sinal de estupidez como alguns fumadores gostam de imaginar. Sim, é verdade – uma pessoa pode ser inteligente, educada na maioria dos casos e mesmo assim sentir uma necessidade extrema de esventrar o gajo que se senta ao seu lado a fumar. Não é ser estúpido, não é falta de civismo. É egoà­smo, claro mas é simplesmente humano. Tenho a mesma reacção quando alguém cheira mal e aà­ todos concordam que de facto a culpa é da pessoa que devia tomar banho mais vezes. É exactamente a mesma coisa.

Eu vivi com fumadores muito tempo. O meu pai fumou durante toda a minha infancia, até parar há uns anos e era geralmente corrido para a varanda porque o ar tornava-se irrespirável. A minha tia também deixou de fumar e recentemente os meus sogros, que defendiam que uma pessoa ou era fumadora ou não era, fizeram o derradeiro esforço e conseguiram parar de fumar.

Todos notaram a diferença e nós também. De repente a casa, a roupa, o cabelo, já não tem aquele cheiro horrà­vel, já não é preciso repintar a casa tantas vezes, têm mais energia. É certo que também se engorda mas fumar por vaidade é apenas mais uma coisa a juntar à  lista de defeitos dos fumadores. E é óbvio que custa. O tabaco é uma droga, causa dependencia e tem sintomas de ressaca quando se pára.  Acho que é um bocado por isso que os fumadores se ofendem tão facilmente. No fundo sabem que não têm controlo sobre o seu và­cio, que é dificil parar e não têm coragem nem força suficiente para o fazer.

E por fim, aqueles que não resistem a vir com a conversa dos nazis, são patéticos. Achar que os fumadores são uma nódoa é ser nazi? É muito triste passar a vida a sentir-se tão perseguidos! Coitadinhos!

São pessoas destas que passam a vida a fumar por escolha própria e depois processam as tabaqueiras quando ficam com cancro. Nunca é nada culpa deles. Os outros é que são todos uns nazis.