– Saw the movie “The Girl with the Dragon Tattoo”. I have to say that I liked it and the opening credits are particularly amazing.
The casting works and Daniel Craig as Blomkvist works particularly well. There are, obviously, characters I pictured differently. I imagined Bjurman more uptight and less sleazy, I saw Erika Berger more like Joely Richardson than Robin Wright (who probably fit Cecilia Vanger better), Dirch Frode lacked a certain likableness but it was done on purpose and the casting of Stellan Skarsgà¥rd as Martin Vanger felt like a very big spoiler to anyone who doesn’t know the plot but is familiar with the type of characters he’s played in the past.
The movie follows the book pretty well, despite occasional simplifications, including the ending of the mystery storyline. The largest difference, however, is that, since we don’t have access to Salander’s thoughts, she’s a lot harder to like in the movie. It’s hard enough to relate to her in the book but here it’s nearly impossible to get a handle on her. They tried to fix that by giving away some details Mikael doesn’t find out until book two but I’m not sure it’s enough.
As expected, the violent scenes are a lot more disturbing on film despite also being somewhat toned down – the more sadistic details in the book would probably be going too far on film and I personally did not miss them, but by eliminating obvious references to sadism and hatred towards women they subtly changed the point the author was trying to make with the book, especially considering the fact that the original title of the book is “Men who hate women”.
Este ano resolvemos não fazer a grande confusão que é alugar um espaço e convidar os miúdos todos da escola. Sai caro, só aparece metade, com sorte e o Tiago tem uma grande tendência para amuar e passar o tempo todo sentado a um canto. Optámos por algo mais simples e controlado: lanche cá em casa com a famàlia e depois um bolo para levar para a escola. Ainda conseguiu amuar e dizer que não gostava dos brinquedos que os avós compraram porque estava à espera de receber outra coisa mas tirando isso correu tudo bem. Recebeu montes de Lego que deu para o entreter nas semanas que se seguiram e um jogo de blocos de madeira que ele usa para construir robots.
Por qualquer motivo que agora me escapa, resolvi fazer eu o bolo de aniversário. Deve ser demência precoce.
Está bem, pronto, andava com vontade de experimentar a massa de açúcar e foi uma boa desculpa. Fiz 3 bolos de iogurte em formas retangulares e construà dois bolos Lightning McQueen que nem ficaram muito mal. Ficou a faltar um rolo de massa decente para poder usar óleo em vez de maisena para estender a pasta mas consegui não estragar tudo no fim nem deixar cair o bolo antes de chegar à mesa (algo que acontece com mais frequência do que seria de esperar) portanto acho que foi um grande sucesso.
Há uns anos comprei um livro chamado The Artful Cookie para oferecer à minha amiga Carla. Quando vi o livro em mais pormenor achei a decoração dos biscoitos tão gira que não resisti a comprar uma cópia do livro para mim e experimentar fazer os biscoitos.
A massa em si é muito simples de fazer e correu tudo bem com essa parte. Experimentei duas receitas – sugar cookie e shortbread e cheguei à conclusão que o shortbread é mais leve mas parte-se mais facilmente, logo o sugar cookie é melhor para decorar.
Quando cheguei à parte da decoração é que a coisa não correu tão bem. A cobertura é feita com chocolate derretido e, não só não é fácil derreter chocolate sem o queimar e mantê-lo làquido tempo suficiente para decorar os biscoitos como é quase impossível obter uma superfàcie lisa e o resultado inicial foi bastante frustrante.
O chocolate branco derrete muito mais facilmente do que o escuro e fica mais làquido mas na altura não consegui encontrar os corantes certos – os que se encontram nos supermercados são à base de água e a água estraga o chocolate pelo que é preciso usar corantes em pó ou à base de óleo – e fiquei limitada a branco e castanho.
Biscoitos de duas cores
Nos biscoitos que fiz para o Natal usei massa normal e massa de chocolate e comecei a misturar as duas para não ficar limitada à cobertura como forma de decoração dos biscoitos. O resultado pode-se ver na foto do lado. Com esta técnica conseguem-se coisas muito giras e com muito menos trabalho do que o necessário para fazer a cobertura.
Para o aniversário do Tiago decidi finalmente fazer a cobertura colorida. Como também queria fazer eu o bolo de aniversário este ano, para evitar outro fiasco como no ano passado, comprei massa de açúcar para a cobertura e os corantes. Afinal acabei por compra corantes à base de óleo e funcionaram lindamente. A foto de cima é o resultado dos biscoitos deste ano. A cobertura continua a não ficar completamente direita mas o corante também ajuda a tornar o chocolate um pouco mais làquido e ficou bastante melhor do que nas tentativas anteriores. Presumo que o resto só mesmo com experiência.
Para quem estiver curioso para experimentar, junto a receita abaixo. Tenho a medida em cups porque uso as colheres de medida.
Massa para Sugar cookies:
1 cup manteiga (226gramas)
1/2 cup açucar granulado (113 gramas)
2 colheres de chá de extrato de baunilha
1 ovo batido
2 1/2 cups farinha (318 gramas)
Amolecer a manteiga e misturar com o açúcar e a baunilha. Quando estiver tudo misturado num creme, adicionar o ovo batido. Finalmente juntar a farinha mas mexer só mesmo até estar misturado para não criar gluten que torna o biscoito duro. Embrulhar a massa em pelàcula aderente ou alumànio e deixar no frigoràfico um mànimo de 4 horas ou de um dia para o outro.
Para fazer os biscoitos é preciso deitar farinha na bancada, tirar um bocado da massa (deixando o resto no frigoràfico) amassar para amolecer um bocado e estender com o rolo. Cortar as formas e colocar num tabuleiro de forno coberto com papel vegetal. Quando a massa começar a ficar muito mole e a agarrar demasiado ao rolo ou à s mãos, voltar a metê-la no frigoràfico e tirar outro bocado.
Quando os biscoitos estiverem todos cortados, levar ao forno a 180 graus durante 10 a 12 minutos. Se a temperatura do forno for irregular à frente e atrás, virar os biscoitos a meio da cozedura.
Para a cobertura derreto dois quadrados de chocolate branco num copo ou tacinha de vidro colocada no micro-ondas a 450 graus durante um minuto. Espero um bocadinho e mexo bem. Geralmente chega. Se for preciso mais um bocadinho, cerca de 20 ou 30 segundos a mais chegam. Faço dois quadrados de chocolate de cada vez porque faço só uns 6 ou 7 biscoitos de cada cor e assim uma tablete chega para várias cores.
Com o chocolate derretido deita-se uma gota de corante em óleo ou um bocadinho de corante em pó e mexe-se bem. Vai-se adicionando pouco corante de cada vez até obter a cor que se quer.
Para aplicar usei a parte de baixo de uma colher de chá mas pode-se usar uma faca ou espátula. Se a quantidade de chocolate derretido for maior também se pode mergulhar a superfàcie do biscoito e deixar escorrer o restante mas nunca gostei desta técnica – faz muita porcaria, fica uma quantidade enorme de chocolate em cima do biscoito, não fica liso à mesma e fica um bico do pingo. Mas suponho que depende do jeito de cada um.
Fiz mais uma variação no biscoito grande de cima que é cortar fora um bocado do centro e encher de rebuçados esmagados e levar ao forno mais 5 minutos (já com o biscoito cozinhado). O rebuçado derrete e fica liso e transparente no meio do biscoito.
O melhor de fazer biscoitos em casa é o cheirinho que fica pela casa fora. Se estiverem a tentar vender a casa experimentem fazer os biscoitos num dia em que tenham visitas de potenciais compradores. Dá logo um ar mais acolhedor à casa 🙂
– When it comes to polymer clay I’m still very much a beginner. I’ve made a few things I like but haven’t developed enough of a technique to be able to make really perfect pieces. Not that perfection is always important. As with everything handmade, sometimes leaving your mark is actually a plus and, like everything else, the more you work the better you get.
I’ve picked up polymer clay again now because I wanted to do a specific pendant with color gradients. When I picked up the clay I noticed it had gotten really hard and flaky – it had been at least a year since I last used it for anything so that was no surprise. It was just a bit frustrating because instead of making my pendant I spent days reconditioning clay before I could get anything else done.
To recondition the clay I tried using baby oil, sewing machine oil and even a glycerin lubricant. Each seemed to work fine and none of the initial experiments seemed to have a negative effect on the curing process or the end result. I decided to stick with baby oil because it seemed the most harmless.
This was my reconditioning technique: I hammered the dry clay with a plastic hammer until it was reasonably flat and then rolled it on the pasta machine. It came out in flaky bits at the bottom so I added some baby oil and mushed it all into a ball. I let it sit for a bit (while rolling another color in the pasta machine, for example) and then come back to it, hammer it again and roll it again. After rolling it in the pasta machine about 10 times the clay started to get to the right consistency one more. Once or twice I added too much oil and it got really sticky so I let it sit for a few hours or overnight and it was fine again.
So after a day or two of this I finally got the pendant done and decided I should stick with the clay for a while longer, learn a few things and use up the leftover clay so it won’t get crumbly again.
I started by making a necklace from a tutorial by clay artist Christi Friesen. I had the tutorial for ages because I love the organic look of those leaves, even though it’s not a look I would have ever come up with on my own (I naturally tend towards more geometrical and abstract patterns) but I never got around to trying it out. I like the way the necklace turned out and I think I managed the general feel of the thing but some of the tendrils got a bit more squished than I would have liked and I’m sure it will turn out better if I make it again. I didn’t have mica powder to brush over the leaves so I used a loose powder eye shadow that worked just as well.
The matching earrings I made later turned out a little better.
At this point I wanted to explore color palettes so I picked up the last book I bought on the subject called Polymer clay color inspirations. It’s a really good book to help you brush up on color theory. I studied that in college and I’ve always been rather intuitive when it comes to color but it’s always helpful to refine some concepts once in a while. Also, I’ve used color in webdesign for many years but that is totally different from mixing clay in order to come up with a specific tone. It’s harder to fix mistakes, for one. The theory is the same but to instinctively know how much magenta or yellow to add is a trial and error process.
I wanted to make an Art Nouveau pendant and a flower cane seemed like a fun way to do it. Unfortunately I didn’t like the end result so I scrapped the cane. While I was cutting up the clay I decided to roll some of it that had an interesting color scheme through the pasta machine and ended up making a pendant and some earrings out of it.
I like the earrings because they look like a painting. I textured the surface to add a little extra interest.
After this failed attempt I decided to stick to color schemes that can’t go wrong and went with warm colors and a different technique.
I made a bunch of sheets in tones of yellow, orange, red and burgundy, cut circles out of each, stacked them up, extruded the resulting log that I then cut into nine parts, arranged them into a cube and cut that into slices. From these square slices I made a brooch and some earrings that remind me of Kandinski’s farbstudie quadrate painting (only not so colourful).
You can still tell where the seam is because I didn’t want to mess with the surface of the pendant too much. Apart from that I think it works.
Next I think I’m going to tackle surface textures. I just need the picture of the finished product to pop up in my head first because even when I’m working on book or tutorial projects I never like to do something that’s exactly like the example given. What’s the point in that? I believe you should always put a bit of yourself in everything you do even if it’s based on someone else’s work.
Esta manhã levei o Tiago à conservatória para fazer o cartão de cidadão, como primeiro passo necessário para a eventual inscrição na escola primária.
O Tiago portou-se muito bem, não fez nenhuma careta à Calvin e até assinou o seu nome mas acabou por não ser usado porque aquilo é pouco sensàvel à pressão e nas ultimas duas letras ele carregou pouco e a imagem não passou.
Ao contrário do que se passava na altura em que tive de fazer o meu cartão, estivemos pouco tempo à espera e havia apenas 3 pessoas à nossa frente. A senhora que nos atendeu foi simpática e paciente e a introdução dos restantes dados também foi muito rápida. Acho que demorou um máximo de 45 minutos desde tirar senha até sair porta fora. É bom saber que os serviços sempre vão melhorando alguma coisa com o tempo.
Achava eu que o problema era ter-me deitado tarde. Afinal podia ter passado a noite toda a fazer qualquer coisa útil ou divertida porque deitar-me foi muito pouco produtivo.
à€s 3 da manhã, ainda acordada, estava com demasiados sentimentos de culpa por acordar o Pedro de 10 em 10 minutos com ataques de tosse. Agarrei na almofada e fui dormir para o sofá. Ou melhor, fui tossir para o sofá durante mais duas horas até o meu corpo finalmente se render à exaustão.
Hoje vai ser bonito…
Na semana passada o Tiago esteve doente com amigdalite. Ao fim de uns dias de antibiótico voltou à escola para não perder a visita de estudo ao teatro e o dia de carnaval da escola, onde foi pelo terceiro ano vestido de Spider-man (pelo menos nos fatos de carnaval sai-nos barato).
No sábado estava com febre outra vez, queixava-se de dores de cabeça, dores de garganta e náuseas. Piorou no domingo e eu também me comecei a sentir mal, principalmente cheia de uma tosse incessante – se há coisa certa é que apanho os vàrus dos miúdos todos. As infecções nem por isso, mas os vàrus não falham. A febre do Tiago esteve altàssima durante todo o domingo e foi preciso ir alternando o Benuron com o Brufen. Eu à noite comecei também com febre e por volta das 6 da manhã acordei a tremer de frio e temperatura acima do 39. Como a minha temperatura normal é 35.5, 37 já é febre, quanto mais 39. Lá tomei qualquer coisa e estive para ali a bater o dente uma eternidade até começar outra vez a sentir-me mais normal. Dormir é que se tornou impossível.
Quando foi hora de levantar estava um zombie. Doàa-me tudo e só o esforço de me vestir fez com que quisesse voltar para a cama. No such luck. Dia de limpezas implica que pelo menos durante a manhã tenho que estar vertical. OK, vertical era pedir muito, mas fiz os possàveis.
Com dores de cabeça permanentes, tosse constante e a certeza de que me tinham largado uma casa em cima durante a noite, arrastei-me pelos cantos até poder finalmente enfiar-me na cama. Como não estava sequer em condições de lidar com os miúdos, o Pedro ficou a trabalhar em casa para estar de olho neles e a minha mãe apareceu a meio da tarde para fazer baby-sitting enquanto eu estava basicamente knock-out. Ocasionalmente ouvia a gritaria do Tiago, que ao terceiro dia já estava bastante recuperado, e depois apagava outra vez. Não sei se é da idade ou da frustração de não estar a conseguir cumprir as minhas obrigações de mãe mas não me consigo lembrar de alguma vez ter estado assim tão mal.
Na terça mandei o Pedro trabalhar e resolvi que já me safava apesar de continuar com febre e com a maldita dor de cabeça que não passava com medicamento nenhum, mas pelo menos já conseguia andar. A minha mãe voltou cheia de boa vontade para ajudar a tomar conta dos miúdos mas sinceramente a ajuda foi pouca porque em vez de eu estar quietinha no sofá acabei de pé de um lado para o outro, fiquei cheia de dores de garganta do esforço de falar e ainda tive que arrumar a cozinha porque os meus pais resolveram almoçar cá em casa. Oh well… É a intenção que conta, certo?
à€ noite foi a Joana que começou com febre e eu passei o tempo a acordar ou com tosse ou febre.
Na quarta de manhã achava que estava finalmente a melhorar. Consegui brincar com as crianças de manhã mas à hora de almoço comecei a sentir-me pior outra vez. Quando a Joana acordou da sesta estava com 39.3 e eu lá perto, com 38.8. Estive na cozinha a preparar comida para eles a sentir-me a ferver e cheia de arrepios e tonturas. Cheguei ao ponto de meter o número de telefone do Pedro em speed dial e explicar ao Tiago como ligar se eu por acaso caàsse para o lado e batesse com a cabeça. OK, se calhar foi um bocado demais mas da maneira como me sentia naquele momento achei que mais valia prevenir.
Esta noite foi mais do mesmo, com a minha tosse a não deixar ninguém dormir e febre à 1 da manhã. 4 dias de febre alta para uma simples gripe? Nunca na vida!
Hoje senti-me finalmente melhor mas aprendi a lição: é só de manhã portanto mais vale aproveitar. Estive a por em dia as tarefas em atraso de uma semana – mudar lençóis das camas, por os babetes da Joana de molho e lavar, mudar as pedras dos gatos, etc.
Tal como previsto, ao meio dia voltaram as dores várias e a tosse parece ter decidido que ainda não estava irritante o suficiente e multiplicou os seus esforços. Pelo menos não voltei a ter febre.
Na sexta feira passada tinha decidido qual o rumo a seguir no que diz respeito a trabalho e mudança de carreira (ou tentativa de mudança, pelo menos – vamos ver se funciona). Entretanto já perdi uma semana em que não consegui fazer absolutamente nada. O universo anda a gozar comigo.
Estou farta da conversa da crise. Estou farta de ter a vida completamente lixada por causa de uma cambada de incompetentes que nem são capazes de gerir um orçamento doméstico quanto mais um paàs, apesar de muitos terem curso de economia. Estou farta de polàticos a defender leis que não fazem sentido nenhum porque não percebem minimamente do que estão a falar – ver a história da PL118 e afins. Estou farta de aumentos constantes de impostos e taxas aqui e ali, sempre aos mesmos, que estão a destruir ainda mais a economia, numa tentativa vã de cobrir o buraco criado pelos acima referidos incompetentes ao longo das últimas décadas.
Toda a gente gosta de culpar o Sócrates. Eu percebo porquê – o gajo é altamente arrogante e aquele ar superior irrita as pessoas. O facto de ter passado o tempo todo a dizer que estava a resolver a situação enquanto o buraco abria cada vez mais também não ajudou. Mas faz-me impressão como a memória da população é tão curta ou a falta de interesse tão pequena que acreditem que a situação actual se possa dever inteiramente ao governo anterior. O problema começou com o Cavaco como primeiro ministro que esbanjou rios de dinheiro e ninguém se lembra ao ponto de elegerem o gajo uns anos mais tarde para Presidente – e depois voltarem a eleger. Que população tão parvinha que nós temos. É mesmo caso para dizer que temos os lideres que merecemos senão tinham mandado o gajo para casa com o rabo entre as pernas com a mensagem clara ‘já estragaste o que podias, não te queremos cá mais’.
Será que ninguém vê que a governação do nosso paàs é feita pelos mesmos gajos, rotativamente, desde que acabou a ditadura? Se já desapareceram alguns foi porque morreram de velhos ou reformaram-se, senão ainda estavam agarrados ao tacho. É que nem os que são claramente criminosos são impedidos de se voltar a candidatar e ser eleitos para novos cargos polàticos. Como é que isto é sequer possível!
Governar um paàs é uma tarefa difàcil. É um trabalho chato e ingrato e nunca se consegue agradar a toda a gente. Logo, a maioria das pessoas decentes e inteligentes não querem ir para uma carreira polàtica. Para quê? Para se estarem sempre a chatear e a ser insultados? Quem é que tem paciência para isso? É simples. Os gajos que querem dinheiro e poder acima de tudo o resto. Para esses, governar um paàs é uma delàcia, especialmente em paàses como Portugal em que o assassinato polàtico não passa de uma fantasia ocasional em conversas de café.
Desviar uns fundozitos, dar trabalho aos amigos e fazer passar leis que facilitem a roubalheira mesmo depois de saàrem dos cargos que ocupam é a principal função dos polàticos. Depois constroem umas rotundas para calar a malta e poderem falar de obras públicas e ninguém abre o bico. E reclamar para quê? Não há alternativas no actual sistema. Os partidos são sempre os mesmos e não representam ninguém a não ser eles próprios. Vamos votar em quem?
E entretanto as empresas pequenas vão à falência porque não conseguem ter trabalho a um preço minimamente justo e vai tudo para os impostos – o PEC continua-me atravessado – as empresas grandes não contratam mais ninguém e a maior parte dos empregados que têm é a recibos verdes e a ganhar mal. As pessoas não têm emprego ou são mal pagas, as que estão a recibos verdes, apesar de estarem efectivamente a trabalhar por conta de outrem, largam grande parte em impostos e segurança social mas depois não têm direito a subsidio de desemprego, nem maternidade, nem doença, nem férias nem porra nenhuma. O IVA aumenta nos bens essenciais e o dinheiro da população em geral deixa de ser suficiente para pagar as mesmas despesas que tinha há um ano atrás.
Cá em casa aguentámos os últimos cinco anos sem grandes problemas. O dinheiro não dava para grandes luxos mas como não àamos de férias para lado nenhum sempre dava para poupar algum ocasionalmente. Neste ultimo ano, apesar de termos feito muito bem as contas, acabou-se. Não só deixámos de conseguir poupar um tostão que seja como passámos a gastar mais do que o dinheiro que entra mensalmente. O que eu ganho é pouco e irregular e sinto que preciso de arranjar um emprego mais estável mas a minha profissão não é geralmente bem paga e não encontro nada que pague sequer perto do necessário para cobrir os custos de ir trabalhar – transportes, almoços, etc – e que ainda sobre o suficiente para cobrir o nosso buraco orçamental. Já para não falar no facto de ir piorar o nàvel de vida dos meus filhos que não têm culpa nenhuma e que vão passar a ter de ficar na escola até à s 8 da noite ou mudar para uma escola diferente que não seja tão cara onde terão de se adaptar novamente e perder os amigos que já têm.
Começa a apetecer ir buscar a caçadeira mas nem saberia por onde começar.
Há cerca de um ano o meu irmão começou a fazer um jogo chamado Nut Factory para ipod e iphone. Pediu ajuda para os gráficos e a música. Eu fiz um ritmozinho e gravei umas melodias e uns primeiros sons para o fogo e pregos mas o meu envolvimento ficou um bocado por aà porque aquilo precisava de mais do que eu era capaz de fazer. O meu marido, por essa altura, atirou-se ao trabalho afincadamente, fazendo toda a parte gráfica, música, sons e ajudando também o meu irmão na definição dos detalhes do jogo. Tudo isto em horário pós-laboral, geralmente entre as 10 da noite e as 3 da manhã. Dormir, aparentemente, é para os fracos.
O jogo foi tomando forma e acho que o resultado ficou fantástico visualmente e bastante viciante a nàvel de jogo. O jogo em si é simples – trabalhamos numa fábrica, numa linha de montagem, e a nossa função é cortar troncos antes destes chegarem ao fogo. à€ medida que vamos subindo de nàvel, a coisa vai-se complicando. Há pregos espetados nos troncos que é preciso tirar, pinhas que explodem e até um castor malandreco que não quer largar os troncos e precisa de uns abanões (suaves).
Artsy cut
Quem gosta dos achievements também deve ficar feliz porque há uma série deles, assim como artsy cuts, ou seja, quando se corta um grupo de troncos formando uma determinada figura (um triangulo, por exemplo) ganhamos pontos por isso.
Ou seja, o Nut Factory é um jogo simples mas muito bem pensado e com muitos pormenores que nos fazem querer jogar de novo para conseguir chegar ao jogo perfeito. Como cada nàvel tem um look fixo, é possível ir aprendendo e melhorando cada vez que se joga.
É bom ver portugueses provar que por cá sempre se conseguem fazer coisas giras com trabalho e força de vontade.
O jogo tem uma página de facebook onde podem ir acompanhando as novidades. Podem ver o trailer do jogo no fórum, onde se podem colocar questões ou dar sugestões para os updates do jogo, e que também tem alguns screen shots e depois espero que vão fazer o download na App Store.