Category Archives: Blog

FIA 2012

Fui esta tarde visitar a FIA com o objectivo de comprar novas contas para a minha bijutaria.
O facto da feira começar só à s 15.00 não me deu muito tempo para explorar aquilo mas acho que não me safei mal. Se o orçamento fosse mais alargado tinha ainda muito por onde escolher mas decidi o valor máximo antes de lá por os pés precisamente porque sei que para mim uma parede cheia de pedrinhas é o mesmo que uma loja de doces para um miúdo de 4 anos. Considero isto uma prenda de aniversário adiantada 🙂
Apostei nas gotas e pequenas contas facetadas que são ideais para brincos e só fique com pena de não trazer nada de coral e de me pedirem 250 euros pelas contas de topázio azul. A cor é linda mas o preço dói.

Mais-valias

Eu sabia que fazer o IRS deste ano ia dar chatice. Comprámos uma casa, fizemos obras e só depois vendemos a outra. Tinham-nos dito que despesas das obras e o dinheiro que usássemos para comprar a nova casa, desde que fosse nos 24 meses anteriores à  venda contavam como reinvestimento. As pesquisas que fizemos na internet pareciam confirmar isso e o que eu entendi do que li da lei também parecia estar de acordo, apesar de saber que aquilo está escrito de forma a ser o menos claro possível, como é comum a documentos legais.

É claro que não podia ser tão simples. Fomos chamados devido a ‘divergências’ na nossa declaração na secção das mais-valias. Levei a papelada toda, cheguei à s finanças antes daquilo abrir, tirei senha e esperei a minha vez.

Em dois minutos a senhora eliminou logo o valor total do nosso ‘reinvestimento’. Não dava porque tinha sido antes da venda e ainda por cima não se podia por valor da compra E de obras porque assim estávamos a “beneficiar duas vezes”. Do que é que estávamos a beneficiar exatamente? Seria de poder usar o nosso próprio dinheiro para comprar e tornar habitável a nossa casa em vez de o entregar inteiramente ao Estado? Estado esse que ainda por cima já demonstrou não ter jeito nenhum para gerir dinheiro? Pois, deve ser isso.

Ainda discuti o assunto, armada do papel da lei com as partes importantes sublinhadas. Percebi que o das obras era mesmo para esquecer porque só conta se for nos 36 meses após a venda. No entanto, o que demos de entrada para a casa nova deveria entrar, uma vez que foi nos 24 meses anteriores à  venda, que é o que vem na alà­nea b do nº 5 do artigo 10 do CIRS, ou pelo menos é assim que eu interpreto o texto:

b) Se o valor da realização, deduzido da amortização de eventual empréstimo contraà­do para a aquisição do imóvel, for utilizado no pagamento da aquisição a que se refere a alà­nea anterior desde que efectuada nos 24 meses anteriores;

Se estou errada então gostava que alguém me explicasse o que isto quer dizer porque nas finanças também não conseguiram.

Tinha levado duas escrituras: a da venda da antiga casa e compra da nossa mas, como é óbvio, essas não interessavam para nada e o importante era mesmo a da COMPRA da casa antiga, de 2003. Lá fui a casa buscar aquilo. Quando voltei, a senhora ligou a uma colega para discutir a questão do investimento e acho que a colega lhe disse que de facto dava para incluir o valor investido na compra. Fiz então uma declaração de substituição com esse valor, retirando o das obras do reinvestimento. Mesmo assim a senhora não estava convencida e disse-me que achava que isto ia voltar com divergências outra vez e que quando isso acontece uma segunda vez ia para a fiscalização, mas isso era comigo. Quando lhe perguntei o que isso queria dizer, que processo implicava, não me explicou. Presumo que se chegar aà­ queiram ver todos os nossos papéis dos últimos 5 anos a pente fino ou algo do estilo.

Para além disso fui também informada que, como o valor de reembolso agora é menor do que na declaração anterior e esta foi entregue já depois do prazo, devemos também ter de pagar uma multa de noventa e tal euros. Porque aqui não existe falta de informação que possa levar um cidadão comum a cometer um erro. Há imediatamente uma convicção em como estamos a tentar aldrabar o estado a devolver-nos mais dinheiro do que merecemos e como tal temos de ser castigados por isso.

O que me faz confusão nesta história toda é que todos os cidadãos são obrigados a entregar a declaração de IRS, independentemente do seu QI ou nà­vel de educação, logo, o Estado presume que somos todos obrigados a conhecer e compreender a lei. Digam-me então como é que isso é possível quando nem os funcionários das repartições das finanças, o único sí­tio onde as pessoas se podem dirigir para obter esclarecimentos sobre dúvidas que tenham, têm certezas de nada e uns acham que é assim e outros não.

Não ter forma de obter informações e esclarecimentos claros e compreensà­veis e depois ser multado porque ‘ah, já devia saber isso’ é absurdo e manipulador. O Estado devia servir os seus cidadãos e não tratá-los como escravos ou meninos mal comportados que merecem um castigo quando este acha que se portaram mal. Ao tornar um processo tão básico como a entrega da declaração de rendimentos como um puzzle que só alguém com um curso de contabilidade ou de direito é que tem hipóteses de concretizar sem enganos é estar a abusar largamente do poder que foi entregue pelos cidadãos a esta instituição.

O Estado não é suposto servir para gerir empresas e meter dinheiro no bolso dos polà­ticos. O objectivo primário deveria ser construir e gerir as infraestruturas necessárias ao bom funcionamento da sociedade quando essas infraestruturas beneficiam grande parte da população e estão para além da responsabilidade de um pequeno grupo – estradas, hospitais, escolas – e discutir propostas de lei que reflitam as preocupações dos cidadãos de forma a resolver problemas comuns a todos. Infelizmente em vez disso temos o mundo em que vivemos em que as leis servem apenas para beneficiar quem segue a carreira polà­tica e as estradas e hospitais servem como decoração em altura de eleições.

Embellishing plain beads

Plain round glass beads can be pretty boring by themselves but we do tend to stock up on them because they add color while allowing more elaborate beads to pop. Unfortunately, sometimes you find yourself looking at a large quantity of those plain beads with little more to go on.

At such a time, I decided to consider it a challenge rather than a problem and made it a project to finding ways to embellish plain beads with wire and bring them out into the spotlight. I used bead cages, coils and other wire frames and mixed wire colors to add interest to the finished pieces.

In the first image you have a bracelet made from oval beads wrapped in coiled green wire (a shade lighter than the beads to make it stand out) and then wrapped again in copper wire with some seed beads thrown in. It’s really simple to make but visually it’s very effective.

The second picture shows a pair of earrings made from lampwork square beads. They’re beautiful by themselves but become more captivating through the use of a large coil at the end of the wrapped loop – a variation in the tiny coils used to finish off the wire. The coils add interest to a plain square or coin shaped bead and they also prevent the beads from turning so it’s a useful method to use in necklaces and bracelets as well.

Bead cages and weaving with colored wire turn plain blue beads into something special. – Plain round glass beads can be pretty boring by themselves but I do tend to stock up on them because they add color while allowing more elaborate beads to pop. Unfortunately, sometimes I find myself looking at a large quantity of those plain beads with little more to go on.

At such a time, I decided to consider it a challenge rather than a problem and made it a project to finding ways to embellish plain beads with wire and bring them out into the spotlight. I used bead cages, coils and other wire frames and mixed wire colours to add interest to the finished pieces.

In the first image (at the top) you have a bracelet made from oval beads wrapped in coiled green wire (a shade lighter than the beads to make it stand out) and then wrapped again in copper wire with some seed beads thrown in. It’s really simple to make but visually it’s very effective.

The second picture shows a pair of earrings made from lampwork square beads. They’re beautiful by themselves but become more captivating through the use of a large coil at the end of the wrapped loop – a variation in the tiny coils used to finish off the wire. The coils add interest to a plain square or coin shaped bead and they also prevent the beads from turning so it’s a useful method to use in necklaces and bracelets as well.

Bead cages and weaving with coloured wire turn plain blue beads into something special, as you can see in the last example.

Gastroenterite

No sábado a Joana teve um pico de febre e fez um cocó um bocado mais là­quido do que o costume. No domingo já estava bem. Infelizmente foi a vez do Tiago começar com os sintomas.

Na segunda o Tiago ficou em casa e apesar da diarreia, ao fim do dia já parecia bastante bem disposto e até se fartou de brincar com a irmã quando ela voltou para casa. Na terça persistiram os sintomas e por volta das quarto da tarde adormeceu no sofá. Tive que o acordar para irmos buscar a irmã à  escola e ele foi a chorar o caminho todo, cansado e a queixar-se de cólicas. Nessa noite, em vez de melhorar piorou. Vomitou o jantar e passou a noite a levantar-se para ir à  casa de banho e as fezes começaram a sair com sangue.

Ontem fomos então com ele primeiro ao centro de saúde e depois ao hospital onde o Tiago passou a manhã a ser examinado por diversos médicos diferentes. Ele estava exausto e cheio de cólicas e lá deixou uma amostra para análise. No final concluiu-se que o sangue seria apenas resultado do intestino irritado devido aos três dias de diarreia constante, que não estava desidratado e que, desde que devidamente vigiado e continuando a dieta, podia voltar para casa.

Passou a tarde a là­quidos porque voltou a vomitar quando chegou a casa e adormeceu no sofá pouco tempo depois de termos chegado. Felizmente à  noite o sangue já tinha parado, a diarreia tornou-se menos frequente e até conseguiu comer pão à  hora de jantar.

Esta noite já dormiu sem interrupção e acordou bastante mais bem disposto. Fomos novamente ao hospital mas foi mesmo só para verem que ele já estava bem. Ainda está com umas fezes algo là­quidas mas a frequência decresceu bastante,  já tem apetite e não voltou a vomitar e espero que assim se mantenha. Podemos finalmente respirar de alà­vio cá em casa 😛

Too Late

Nova música online.

Eata é provavelmente a única até hoje que me pagaram para escrever, de forma rebuscada: estava a trabalhar como professora de ensino noturno e como não apareceu nenhum aluno (acontecia de vez em quando nas aulas da noite) aproveitei o tempo para fazer isto 🙂

Originalmente era suposto ser algo mais estilo Placebo e sempre imaginei as palavras cantadas por um homem, mas com o tempo a coisa modificou-se a acabou mais Portishead, graças à  mistura do Pedro.

– Bijutaria em FimoBijutaria em Fimo

colar marinho (detalhe)

Actualizei a loja com diversas peças de bijutaria esculpida em Fimo que tenho andado a realizar ao longo dos últimos meses. Espero que visitem e gostem das peças.

Tenho aprendido imenso sobre esculpir em Fimo e descobri que gosto muito de o fazer. A parte mais atraente é poder usar cor à  vontade e construir componentes à  medida das necessidades da peça. Aqui não há o problema de faltar mais uma conta para terminar o design perfeito – se for preciso faz-se mais uma.

As peças que mais gosto de fazer são os colares, pela complexidade, e graças a uns tutorials fabulosos da Christi Friesen consegui fazer umas peças muito giras. Depois de fazer o colar da selva seguindo o tutorial (tirando a flor decidi fazer em vez do pavão sugerido) desenhei o colar marinho utilizando a mesma técnica base mas criando do nada todas as formas e texturas e é a minha peça favorita do momento.

colar marinho (detalhe)

Actualizei a loja com diversas peças de bijutaria esculpida em Fimo que tenho andado a realizar ao longo dos últimos meses. Espero que visitem e gostem das peças.

Tenho aprendido imenso sobre esculpir em Fimo e descobri que gosto muito de o fazer. A parte mais atraente é poder usar cor à  vontade e construir componentes à  medida das necessidades da peça. Aqui não há o problema de faltar mais uma conta para terminar o design perfeito – se for preciso faz-se mais uma.

As peças que mais gosto de fazer são os colares, pela complexidade, e graças a uns tutorials fabulosos da Christi Friesen consegui fazer umas peças muito giras. Depois de fazer o colar da selva seguindo o tutorial (tirando a flor decidi fazer em vez do pavão sugerido) desenhei o colar marinho utilizando a mesma técnica base mas criando do nada todas as formas e texturas e é a minha peça favorita do momento.

Singing

Mais uma música disponà­vel para audição. Chama-se Singing e é uma das minhas preferidas pela forma como a melodia evolui e pelas imagens atmosféricas que a letra invoca. Apesar de ser sobre o final de uma relação nunca senti que fosse uma música triste.

Avengers

Ao fim do que suponho tenha sido mais um ano sem ir ao cinema, ontem fomos ver o Avengers. Os meus pais ficaram com os miúdos e nós fugimos rapidamente para aproveitar o bocadinho de sossego 🙂

Apesar dos 20 minutos de publicidade (durante os qual estive a jogar Smurfs no ipod para não ter que olhar para lá), do intervalo mesmo antes do ataque aéreo e da conversa constante do casal do lado a explicar o filme ao filho, não me posso queixar.

O Avengers é um óptimo filme de entertenimento. Tem imenso humor, graças aos diálogos e pequenos detalhes tà­picos do Joss Whedon. As cenas de conversa, que nestes filmes costumam consistir em exposição chata, aqui são uma batalha verbal entre personagens que nos dá uma noção de como pensam de forma diferente e cria uma dinâmica interessante entre eles.

As cenas de luta, que para mim costumam ser uma seca com uma grande confusão de coisas a mexer onde não se percebe nada, são neste filme mais bem estruturadas e pontuadas com algumas piadas que impedem que se perca o interesse. Não deixa de ser um filme de acção, e assim sendo, quem gosta de realismo e filmes intimistas e muito emocionais nunca vai gostar desde filme, mas dentro do estilo é um bom filme.

Dentro dos filmes da Marvel feitos até agora, o único que estará ao mesmo nà­vel é o primeiro Iron Man mas é mais porque o Robert Downey Jr. é perfeito neste papel e dá à  personagem um humor sarcástico irresistà­vel, porque sinceramente não achei grande piada à  luta final. No Avengers também arranjam uns monstros gigantes mas pronto, era preciso qualquer coisa para dar algum desafio ao Hulk.

E por falar no Hulk, gostei imenso do Mark Ruffalo como Bruce Banner e conseguiram fazer um Hulk que se parece com o actor, o que também ajuda. A cena do Hulk com o Loki é fantástica e o Loki é um vilão perfeito. Tem um ar lingrinhas e até por vezes vulnerável  e depois dá aquele sorriso e é bom que se preparem 🙂

A Scarlett Johansson é a mulher forte do filme. É bom que tenham escolhido uma actriz com curvas suficientes para encher o fato porque já não há paciência para as actrizes lingrinhas que são a moda dos últimos tempos. Se os gajos são todos enormes a mulher não podia ser um palito.

Continuo a não suportar o gajo que faz de Thor. É mau actor, sem qualquer profundidade emocional e não passa de um Male Bimbo (ou Mimbo, segundo o Seinfeld). Não consigo explicar porquê mas cada vez que vejo aquele tipo apetece-me logo desfazer-me a rir o que tira qualquer credibilidade ao personagem. A piada sobre o Shakespeare in the Park faz-me pensar que não serei a única pessoa a achar isto…

Por fim, acho que o type casting anda a estragar a estragar muitos filmes. Assim que chegou a primeira cena do laboratório fiquei logo a saber quais iam ser os ‘maus’. São sempre os mesmos, raios!

23 anos

Nem acredito que estou com o mesmo gajo há 23 anos. Mas é verdade. Foi por volta do 25 de Abril de 1989 que começámos a namorar e 23 anos depois cá estamos os dois ainda, sem grandes tendências homicidas, tendo há muito chegado à  fase de completar as frases um do outro e com duas versões miniatura de cada um de nós.
Reparei também que temos uma grande tendência para dias de independência: começámos a namorar no 25 de Abril, casámos a 4 de Julho e a Joana nasceu a 14 de Julho. Será que nos saiu uma revolucionária?

Polymergence Newsletter – edição de Abril – Polymergence Newsletter – April edition

Há umas semanas fui contactada por uma simpática senhora chamada Charlene Therien a pedir para incluir uma foto dos meus brincos de ovo estrelado na edição de Abril da Newsletter da International Polymer Clay Association, chamada Polymergence.
Fiquei feliz por poder contribuir uma peça e escrevi um pequeno parágrafo para acompanhar a foto.

fried_eggs_dee_02

Todos os trabalhos desta edição são baseados em ovos mas numa grande variedade de estilos, mostrado mais uma vez como a cerâmica plástica pode ser tão versátil. Os meus brincos destacam-se das restantes peças pelo facto de serem os únicos a ilustrar o interior do ovo em vez de se basearem na sua forma exterior mas isso não implica que sejam a peça mais interessante ou mais bonita.

Podem ler a newsletter aqui, e ver todas as outras fabulosas criações de diversos talentosos artistas de cerâmica plástica. – A few weeks ago I was contacted by a nice lady called Charlene Therien, asking if she could include a picture of my Fried Egg earrings on the April edition of the International Polymer Clay Association Newsletter, Polymergence.
I was happy to contribute and wrote a small paragraph to go with the picture.

fried_eggs_dee_02

All the pieces presented in this issue are egg-related but in a wide range of styles, showing how versatile polymer clay can be. My earrings stick out from the rest because they were the only item depicting the inside of the egg instead of being based on the outer egg shape but they’re hardly the most interesting or attractive piece.

You may read the newsletter here, and see for yourself all the fabulous creations by several talented polymer clay artists.

– Chaos necklace variation

– A while back I bought Eni Oken’s chaos necklace tutorial. I’ve always loved her jewelry and wanted to try some of her designs. I followed the instructions and made my turquoise version but I didn’t want to use the charms, something that is very much Eni’s signature element. I tried using spiral bezels on top and bottom of every stone but the result was not satisfactory. I liked the look of the necklace but the spirals moved around more than they should and didn’t stop the stones from turning.

It bugged me for a long time until one day I just took the necklace apart and remade it with a few changes. I used “S” spirals connecting the top and bottom frame at the front of the stone instead of two separate pieces and I attached the second half of the frame further up so that it doesn’t need the last pass with the decorative beads to keep it steady.

In the end I decided not to add the beaded frame because it makes the necklace a bit over the top. If I leave it simpler it goes from a party piece to something you can wear on more informal occasions and I like that. Besides, I can always add beads later if I want to.