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15 anos – Meliá Aldeia dos Capuchos

Estou casada há 15 anos. Olhando só para o número parece muito tempo, mas sinceramente passou num instante. Estou casada com o meu melhor amigo e formamos uma boa equipa.

A maior dificuldade numa relação longa, especialmente depois de ter filhos, é arranjar tempo só para o casal. O emprego, os filhos e até aqueles hobbies a que nos queremos desesperadamente dedicar quando temos algum tempo livre, têm tendência para empurrar para último plano o tempo passado a dois. É preciso lutar por isso e muitas vezes o cansaço é mais forte, mas desde que a relação seja sólida e haja honestidade, paciência e comunicação, nenhum obstáculo é incontornável.

Na quinta feira os meus pais ficaram com os miúdos uma horas e nós fomos jantar ameijoas e cadelinhas a Cacilhas.

à  beira da piscinaHá uns anos que começámos a ir passar uma ou duas noites a um hotel por altura do nosso aniversário de casamento. Ficam os coitados dos meus sogros umas noites sem dormir a tomar conta dos miúdos e nós temos dois dias por ano de paz e sossego. É a coisa mais estranha do mundo poder passar esse tempo sem crianças aos gritos, sem ter de estar o tempo todo preocupada com o que é que que eles estão a fazer. Quando acaba é um choque brutal 🙂

Este ano resolvemos saltar a viagem longa e ficar aqui perto. Fomos para um hotel na Costa, mais precisamente o Meliá Aldeia dos Capuchos. O hotel é simpático apesar de ter alguns problemas de organização interna.

Quando chegámos fomos atendidos por um homem que tinha acabado de começar e teve de ser ajudado por um colega. Demorou um bocadinho mais mas não me posso queixar do atendimento. As pessoas com quem lidámos foram todas muito simpáticas e prestáveis. Acho que a maior falha é a nà­vel de falta de informação claramente visà­vel.

O quarto era confortável e o frigorà­fico deu montes de jeito para guardar as garrafas de água. As juntas dos azulejos da banheira é que precisavam de uma dose extra de lixà­via porque estavam com algum bolor, algo particularmente notório na zona do silicone, onde a banheira encosta à  parede. É um problema comum em zonas húmidas mas num hotel de quatro estrelas seria de esperar que prestassem mais atenção a esses pormenores.

As espreguiçadeiras da piscina também precisavam de mais sombra, especialmente com os 40 graus que estiveram este fim de semana. Na noite de sexta para sábado eles acrescentaram mais uns 4 chapéus de sol mas mesmo assim não foi o suficiente.

Para além da piscina grande têm também uma piscina para crianças e toda essa zona é bastante agradável. Mesmo com a mania que as estúpidas das pessoas têm de ir marcar a cadeira com a toalha antes de ir tomar o pequeno almoço e não ceder o lugar o resto do dia mesmo que não estejam lá sequer, conseguimos encontrar duas cadeiras de todas as vezes que fomos para a piscina. Nunca à  sombra, claro, mas enfim.

Deviam arranjar um esquema mais eficaz para sentar as pessoas ao pequeno almoço em vez de deixar formar uma fila de vinte e tal pessoas só porque ainda não colocaram talheres na mesa. No domingo aparecemos para o pequeno almoço à s nove e tivemos de desistir. Fui para a piscina até à s dez e meia antes de tentar outra vez e mesmo assim ainda tinha umas cinco pessoas à  frente.

O pequeno almoço é bom e variado. Eu comi croissants com queijo e fiambre e fruta mas havia toda a espécie de opções. No primeiro dia não havia pratos quando cheguei mas foram imediatamente buscar, no segundo acabaram os croissants e dois minutos depois já havia outra vez. Mesmo quase à s onze da manhã, hora em que terminava o pequeno almoço, continuavam a repor a comida com rapidez.

Ainda considerámos jantar no hotel mas o restaurante não tinha qualquer informação do lado de fora, nem das horas de funcionamento nem do menu. Para saber o que era o jantar era preciso entrar no restaurante e ir falar com alguém. Quando se está a tentar decidir se vamos ficar ali ou vamos a outro lado, não apetece nada entrar e dar o número do quarto só para obter uma informação simples.

Na sexta acabámos por ir jantar ao Sunrise, um dos recentes restaurantes à  beira mar da Costa. Comi arroz de marisco e cheesecake. Acho que foi demais porque no sábado tomei o pequeno almoço e não consegui engolir mais nada a não ser água o resto do dia. à€ noite voltámos à  Costa para jantar mas acabei por comer só um gelado na Gelataria Pope, na rua dos Pescadores. Estava com mais calor do que fome. Não ia para aqueles lados desde miúda. Senti-me um bocado como se tivesse entrado numa máquina do tempo.

Como o hotel tem um Spa associado, aproveitámos para marcar uma massagem. Foi agradável e recomendo. Eu precisava de fazer massagem mais regularmente na zona dos ombros que têm uns nózinhos permanentes e para isso não serviu mas a escolha foi nossa. Eles tinham massagem terapêutica e até desportiva, dedicada a uma zona especà­fica do corpo, mas optámos pela “relaxante” que é geral e dura 50 minutos. A piscina interior e o jacuzzi é que só num dia em que não esteja tanto calor. Nem se conseguia respirar lá dentro.

à€ hora do checkout havia fila outra vez e estavam a atender pessoas com dúvidas ao mesmo tempo que as pessoas que se queriam ir embora. O balcão estava dividido em duas áreas e podia estar claramente assinalado que zona era para o quê mas não estava. Pessoas que queriam informação sobre como ir para Lisboa, por exemplo, esperavam na mesma fila que o resto de nós, que estávamos de mala pronta, obviamente de saà­da. Lá os chamavam para a outra zona para os atender mas a coisa podia ser simplificada com sinalética. Quando chegou a nossa vez não tinham o valor das massagens junto com o resto da conta e a senhora já estava a dizer que era preciso ir ao Spa pagar, quando nos tinham dito especificamente que não era necessário. Mais uma falha de organização. Alguns telefonemas mais tarde lá resolveram a questão.

O Pedro passou o domingo a sentir-se um bocado mal, provavelmente graças aos excessos alimentares. Não pela quantidade ingerida mas porque comeu imensas coisas que lhe causam reacções alérgicas. Fomos almoçar com a famà­lia e recolher as crianças e ainda bem que eu continuava sem apetite porque passei o almoço todo com a Joana ao colo. Mas pronto, também já tinha saudades 🙂

Maquilhagem

Há uns dias partilharam no Facebook um post com fotos de porn stars antes e depois da maquilhagem. As fotos vieram do instagram da maquilhadora Melissa Murphy, e a diferença nalguns casos é tão incrà­vel que  uma pessoa fica a olhar para as fotos a tentar perceber se é efectivamente a mesma pessoa.

Eu sempre adorei maquilhagem e este é um excelente exemplo da diferença que esta pode fazer na cara de uma pessoa. A estrutura óssea tem uma grande influência no aspecto e certamente naquilo que nós consideramos belo numa cara, mas estas fotos provam que qualquer dona de casa deslavada pode ter um aspecto fabuloso com um pouco de maquilhagem.

Podemos afirmar que em alguns casos a pessoa até tinha melhor aspecto antes da maquilhagem. Afinal de contas, estamos a falar de porn stars, logo a maquilhagem não é das mais subtis. No entanto não se pode negar que a mesma é extraordinariamente eficaz a uniformizar o tom de pele e a retirar sinal de olheiras que dão um ar cansado e doentio. O abuso do eyeliner é puramente opcional.

É este o lado da maquilhagem que sempre me atraiu. Lá porque tenho uma filha que acorda de duas em duas horas durante a noite não quer dizer que queira passar o dia a ouvir comentários sobre como pareço tão cansada. A maquilhagem dá-me uma armadura que me permite enfrentar o mundo exterior com um pouco mais de confiança.

As olheiras, particularmente, são um mal comum entre as portuguesas. Não está necessariamente ligado com dormir mal mas sim com o tom de pele. As portuguesas são morenas, normalmente com uma pele de tom amarelado ou esverdeado (o que os ingleses chamam olive tone) e a pele à  volta dos olhos, por ser mais fina e menos esticada, fica mais escura do que o resto. É mesmo assim mas dá um ar cansado ou até doente e os olhos parecem afundar-se na cara. No entanto, por cá a maior parte das mulheres parece ter receio ou preconceito contra a maquilhagem. Nunca compreendi bem porquê mas é notório. Mesmo senhoras que se vestem à  Carrie Bradshaw, ou seja, que têm um notório cuidado com a sua aparência, se recusam a usar uma coisa tão básica como um corrector nas olheiras.

Compreendo que usar o exemplo de porn stars como forma de desmistificar o uso da maquilhagem não é boa ideia. Se o que suponho está correcto, o preconceito está precisamente ligado à  idade que que a maquilhagem é só para prostitutas e afins, uma noção que deveria ter sido enterrada há mais de um século, certamente.

Para dar a volta a esse problema decidi dar o exemplo. Nada como mostrar o antes e depois de uma pessoa comum para passar a mensagem de que há vantagens no uso de alguns cuidados básicos de maquilhagem. Na primeira foto abaixo podem ver então como eu acordo de manhã (e se sair à  rua assim porque a casa está a arder). A segunda foto é depois de uma maquilhagem básica.

before_after_makeup

 

Como podem ver, não fico com ar de modelo, a maquilhagem não muda o meu nariz nem o facto de ter um olho mais aberto que o outro, não sou maquilhadora profissional, mas mesmo assim faz muita diferença.

Não uso cores berrantes nem grandes truques. Limito-me a misturar base com creme hidratante para uniformizar a pele sem ficar com uma camada demasiado opaca (nem se nota que temos base. Se tiverem dúvidas entre dois tons escolham o mais claro) , espalhar um bocadinho de corrector por baixo dos olhos e um baton neutro nos lábios (recomendo os da Chanel que são super hidratantes ou um lip gloss que é transparente). Por vezes ponho um pouco de pó por cima para tirar o brilho.

Para muita gente isso seria o suficiente e aconselho vivamente a experimentar se sempre tiveram medo da maquilhagem. Para mim,  como tenho os olhos pequenos, gosto de os realçar um pouco porque dá mais equilà­brio à  cara. Uso uma sombra clara na pálpebra e uma mais escura na dobra e contorno o olho um eyeliner preto muito fininho. O eyeliner que uso é em lápis porque é mais fácil de corrigir qualquer erro e espalhar se quiser um ar mais esfumado

O resto é experimentar e ver o que funciona com a cara e tom de pele de cada uma. Acima de tudo, a maquilhagem é divertida. Em vez de pintar um quadro pinto-me a mim e posso experimentar cores, texturas e estilos diferentes sempre que quero.

Para quem quiser ir ainda mais além, este tutorial de contouring é muito bom.

Tira verniz

sephora_nail_polish_remover

Foi-me sugerido há algum tempo um produto da Sephora para tirar o verniz das unhas rapidamente. Chama-se Bain dissolvant express. Resolvi experimentar e estou rendida. Em vez de passar 10 minutos a esfregar algodão embebido em acetona nas unhas enquanto tento equilibrar o frasquinho contra a perna para não entornar (porque normalmente faço isto no sofá em vez de me sentar à  mesa como uma pessoa normal), agora basta enfiar a ponta do dedo no frasco, rodar a unha contra a esponja que existe no interior e nuns segundos está limpinha.

Nos vernizes com glitter a coisa é um pouco menos eficaz e por vezes fica uma linha de verniz junto à  cutà­cula, mas é uma questão de lhe dar mais uns segundos ou raspar ao arranjar as cutà­culas.

As únicas desvantagens do produto são o cheiro, que é bastante mais forte do que o do produto que usava antes e o facto de não dar muito jeito para as unhas dos pés 🙂

Pinterest

Criei dois novos boards no Pinterest. O primeiro é para a bijutaria e funciona como portfolio, com as peças que mais gosto, mesmo as que já foram vendidas ou oferecidas. O segundo é para os cartões, incluindo os cartões para brincos, um modelo que criei o ano passado e que funciona como 2 em um – é um cartão e ao mesmo tempo embrulho para os brincos.

Praia com a escola

tiago_joana_praia_2013Como eu odeio as semanas de praia da escola. É literalmente pagar para sofrer, tanto para nós como para eles, e todos os anos digo a mim mesma que para o ano não vão e pronto. Porque é que na altura volto atrás é algo que ainda não compreendi. Acho que começo a pensar que eles depois ficam para lá sozinhos e também não vão gostar.

O tempo está sempre péssimo, eles fartam-se ao fim do segundo dia, eu tenho que andar carregada com 3 e 4 sacos pesados (e ultimamente demoro quase uma hora a chegar a casa porque eles arranjam toda a espécie de maneiras de engonhar pelo caminho), muitas vezes ainda tenho de trazer a Joana ao colo porque ela fica cansada e faz uma birra tremenda se não lhe pego e ainda por cima temos de acordar mais cedo. Esta última pode parecer uma queixinha parva, mas considerando o facto da Joana se continuar a levantar-se diversas vezes durante a noite, faz muita diferença.

Enfim, para ela é hoje o último dia, o que pelo menos deve acabar com as birras matinais. Esta semana tem sido constante e preciso de ir com ela quase até ao autocarro em vez de a entregar à s educadoras na sala. Considerando que a Joana adora ir para a escola e raramente faz birras de manhã, esta mudança de rotina não lhe caiu nada bem.

Festa da escola 2013

Joana_06_2013O Tiago acabou oficialmente o pré-escolar. Para o ano muda de escola e entra no primeiro ciclo, aquilo que na minha altura se chamava a escola primária. Nada como andar sempre a mudar o nome à s coisas como se isso melhorasse alguma coisa.

A festa de final de ano foi ligeiramente diferente desta vez. Em vez de uma performance de cada uma das salas, o espaço foi organizado como uma feirinha em celebração dos santos populares. Cada sala tinha uma banca onde se organizaram jogos. Os meninos iam de banca em banca e cada vez que jogavam um dos jogos tinham direito a uma marca num cartão que no final dava direito a um prémio.

A Joana não se mostrou interessada mas o Tiago andou todo entretido a experimentar os vários jogos. A certa altura a sala do Tiago cantou o Cheira a Lisboa e mais tarde foram ao palco cantar umas músicas que aprenderam no inglês e na aula de música.

joana_danceSó já no fim, quando as pessoas se começaram a ir embora, é que a Joana finalmente arrebitou. Subiu ao palco e fartou-se de dançar. A música Cheira a Lisboa foi repetida tantas vezes que a Joana aprendeu a cantá-la (à  sua maneira de dois anos, claro) só desse dia, como se pode ver pelo video que o Pedro colocou no instagram.

Kidzania

Levámos os miúdos à  Kidzania durante a semana de férias. Achámos que num dia útil a meio da semana, especialmente numa semana com dois feriados seria mais calmo. Pura ilusão. Apanhámos com visitas de um número infindável de escolas e mal se podia andar lá dentro.

As filas eram gigantesca, especialmente para coisas como tirar a carta de condução, e como aquilo fechava à s 3, a partir das 2 já andavam só a despachar. O Tiago, que esperou montes de tempo para ir fazer um gelado, ficou frustradà­ssimo porque levou com uma explicação a correr, sem fazer efectivamente nada, e com um toma lá este gelado ranhoso de água e coca-cola e põe-te a andar que há mais gente à  espera.

Antes disso, porém, ainda se divertiu. Foi a um espectáculo de magia, fez um perfume, pintou um desenho, e quando a maltosa toda foi almoçar, ele lá conseguiu tirar a carta e foi conduzir um dos carros de choque da bomba de gasolina (é ainda demasiado pequeno para a pista de corridas). Depois foi para os bombeiros porque queria ir apagar as chamas do prédio a arder mas aquilo só acende muito de vez em quando e teve de se contentar com ir salvar um cãozinho. Também foi à  casa em construção mas teve azar de chegar na altura em que o muro estava todo completo por isso a única coisa que o deixaram fazer foi desmontar o que estava e depois por só um ou dois tijolos.


A Joana estava em pânico com aquela gente toda e não queria sequer sair do colo. Só foi ao avião porque me deixaram subir com ela e mais tarde, quando aquilo finalmente abriu, lá foi brincar para a casa urbana que é especificamente para crianças até aos 4 anos.

Ou seja, a ideia de uma cidade em miniatura para os miúdos é gira, o espaço é interessante mas se estiver muita gente acaba por ser super frustrante para os miúdos que não fazem nada a não ser passar o tempo à  espera de entrar num sí­tio para depois serem rapidamente corridos.

Scully

Esta não foi a melhor semana. Começou com a Joana doente e quando esta ficou melhor, a nossa gata Scully deixou de comer e acabou por morrer ontem à  noite.

Já tinha 14 anos, o que não é mau para um gato, mas ao contrário da Michelle, que morreu em Junho do ano passado com 20 anos, a Scully degenerou muito rapidamente. Começou por perder peso, sem mais sintomas aparentes e nesta última semana piorou de vez. Acho que teve um AVC no inà­cio da semana porque estava claramente com menos força no lado esquerdo, mas mesmo assim ainda andava pela casa, trepava para o sofá, pedia festas. Há dois dias deixou de comer e eu andei a dar-lhe água à  seringa porque não conseguia limitar-me a não fazer nada. Por outro lado percebi que também não valia a pena estar a levá-la ao veterinário para lhe espetarem agulhas e a meterem a soro só para durar mais duas semanas. à€s vezes é preciso aceitar que chegou a hora deles.

Estava connosco desde a nossa primeira casa e era tudo aquilo que se pode pedir de um animal doméstico. Não era nada agressiva e mesmo quando tinha que fazer coisas que não queria, como ir à s vacinas, nunca tentou morder em ninguém. Gostava de colinho e companhia e tinha um pelo super macio. O máximo que posso dizer é que teve a melhor vida que lhe pudemos dar e que vamos sentir a sua falta.

Mês de consultas

Este mês sinto que passei mais tempo em salas de espera do que em casa.

Depois de ano e meio à  espera que me marcassem a ressonância magnética no hospital, fartei-me. Paguei um balúrdio mas fiz o raio do exame. Eu sabia que em princà­pio não era nada de grave mas quando se tem qualquer coisa no cérebro que não se percebe bem o que é, há limites para o quanto se está disposto a esperar. Basicamente o exame diz que tenho um aracnoicodelo intracelar e sela turca parcialmente vazia, o que explica as alterações hormonais e pode ser necessário fazer medicação para o resto da vida para contrariar os sintomas. Nada de grave, portanto, desde que não tenha grandes efeitos secundários da medicação. A médica receitou uns comprimidos diferentes dos que já tinha tomado antes e que aparentemente são usados também por body builders que tomam esteroides para contrair a lactação. Segundo a wikipedia podem ter alguns efeitos secundários interessantes em homens 🙂

No dia 10 passei a manhã numa sala de espera cheia de gente mal cheirosa – seria de esperar que no mà­nimo tomassem banho ou lavassem os dentes antes de ir ao médico, mas nãããããão – de onde trouxe uma magnà­fica bactéria que me deixou de rastos o resto da semana. Ao fim de cinco dias lá tomei antibiótico e a coisa finalmente passou. Tinha ido fazer análises hormonais em preparação para a consulta de endocrinologia da semana seguinte onde passei mais umas horas num corredor à  espera de ser chamada. Se não tivesse o meu Kindle acho que não sobrevivia.

Na terça seguinte foi a vez de uma consulta de cirurgia plástica. Duas horas de espera para além da hora marcada só para assinar a autorização de cirurgia. A culpa não foi da médica que até estava a despachar as pessoas depressa. O problema é que estava sozinha a trabalhar em dois gabinetes diferentes. Chamava de um lado, atendia e depois abria a porta para o outro gabinete e chamava do outro. Não percebo a lógica da coisa.

Vou finalmente tirar o lipoma que tenho por baixo da sobrancelha esquerda e que por qualquer razão resolveu começar a crescer recentemente. A ecografia não mostrou nada  de estranho mas foi a despachar e o homem não ligou nenhuma ao que eu disse. Estou convencida que devia ir fazer outra porque com a atitude “ah, isso não é nada” o homem nem  reparou que isto tem uma segundo altinho por baixo do primeiro, que tem vindo a crescer. É um sí­tio tramado para se ver alguma coisa com ecografia, mas mesmo assim agora é óbvio que são duas coisas e não só uma. Vamos ver quanto tempo demora a marcar a cirurgia.

Ainda falta mais análises de rotina e os rastreios anuais. Eu sei que é importante mas começo a sentir-me um bocado “doente profissional”, como aqueles que vão abancar na sala de espera dos centro de saúde só para ir conversar 😛

Férias e móveis

O Pedro tirou uma semana de férias no final de Abril. Felizmente desta vez não ficou doente. Por outro lado, não foi propriamente só descanso.

Começámos por ir à  exposição de LEGO, no sábado, dia 27. Estava muito gira e como fomos de manhã ainda não tinha muita gente.

A Joana adorou os comboios e teria ficado a olhar para aquilo horas a fio, mas recusou-se a saltar do colo e teve algum medo dos bonecos de LEGO que eram maiores que ela. Anda na fase dos medos – medo de formigas, medo do escuro, medo de cães, you name it.

office2O Tiago gostou particularmente do Garfield de LEGO e insistiu em tirar uma foto com o seu ipod que agora usa como background. Apaixonou-se por um kit de uma estação submarina que custou os olhinhos e acabei por ser eu e o pai a montar. Aquilo também dizia que era para 8 a 14 anos, mas mesmo assim ele gosta é de brincar com as coisas feitas e não perder tempo a montar. Felizmente eu gosto de montar os kits. Preferia é não ter de o fazer no chão do quarto dele porque fico com as costas num 8.

Aproveitei ainda para comprar umas caixas de janelas e peças de telhado porque nunca comprámos nenhum kit de casinhas e ando há imenso tempo com vontade de construir uma.

Na segunda feira, dia 29, fomos ao IKEA comprar móveis novos para o quarto do Tiago e estantes e uma cadeira para o meu estúdio. Entre materiais, bijutaria, ferramentas, computador e impressoras, etc, já não tinha arrumação suficiente.

quarto_novo_tiagoPara o Tiago comprámos uma cama alta e uma secretária para por por baixo. A ideia era ver se ele passava a desenhar no quarto porque a sala estava sempre um caos. Até agora tem funcionado bem. A cama foi um sucesso e assim que conseguimos convencer a Joana que não podia subir, não tem sido um grande problema.

A parte mais complicada é fazer a cama porque é preciso estar em cima do colchão e depois em cima de uma cadeira para terminar. Paciência. Ganha-se espaço e é divertido, o resto é secundário.

É claro que com isto, e apesar de eu ter prometido a mim mesma que não ia passar a semana a montar móveis, foi bastante mais cansativo do que umas férias deveriam ser mas era a única oportunidade que tà­nhamos de resolver estas questões e acho que valeu a pena.

Buffy shelfTambém aproveitei para criar finalmente as prateleiras temáticas que queria fazer desde que nos mudámos. Ainda não está tudo arrumado no Hall mas gosto das três que já estão.

No fim de semana passado, e depois de uma semana com a Joana a acordar à s 3 da manhã a gritar “MàƒàƒàƒàƒàƒàƒàƒàƒàƒEEEEEEEEE!”, resolvemos substituir também a cama dela, ou seja tirá-la da cama de grades. Herdou a antiga cama do Tiago, que decorou com cromos da Hello Kitty, e continua a acordar a meio da noite mas pelo menos já não grita. Agora levanta-se e vai-se sentar à  porta do nosso quarto. Não sei porque é que não entra para ir ter connosco. É tão silenciosa que eu geralmente nem acordo.

quarto_joanaEsta noite, quando o Pedro se levantou pelo que presumo ser a segunda vez, é que eu acordei e fui deitar-me um bocado ao lado dela, como todas as noites. Ainda não eram quatro da manhã. Deito-me aos pés da cama para poder levantar-me depois sem a acordar. Se ficar mesmo ao lado dela nem posso mexer-me sem ela abrir os olhos. à€s sete já estava levantada outra vez.

Esta fase é tramada. O Tiago só parou de levantar-se a meio da noite quando mudámos de casa. Antes disso vinha para a nossa cama todas as noites. Não tinha saudades nenhumas de noites interrompidas meses a fio.

Espero que esta fase não dure muito.

Anti-rugas para pele oleosa

Eu sempre tive uma excelente pele. Não sofri muito com acne durante a adolescência, não tenho praticamente rugas nenhumas aos 39 anos e a minha pele nunca foi nem muito seca nem muito oleosa.

No entanto, sempre tive imensos cuidados com a hidratação, até porque aquela sensação da pele a repuxar depois de lavar a cara é extremamente incómoda. Desde pelo menos os 15 anos que uso hidratante duas vezes por dia e tenho o cuidado de tirar a maquilhagem todas as noites. E o facto de não ir torrar para a praia assim que fica sol também ajuda a evitar os sinais de envelhecimento.

hidratante_Clinique_Youth_SurgeReparei porém que se usasse um hidratante demasiado gordo ficava rapidamente com a pele mais oleosa e até com borbulhas pelo que optei sempre por hidratantes mais leves para pele normal ou oleosa.

Agora que estou quase nos 40 comecei à  procura de um anti-rugas para substituir o hidratante normal. Nunca pensei que fosse um processo tão complicado. Como as rugas estão geralmente associadas à  secura da pele, que, com a idade, começa a perder a capacidade de reter a água, a maior parte dos anti-rugas são precisamente para pele seca. Ora, isso para mim não dá, pela razão acima referida. Mas então não há anti-rugas para pele oleosa?

Sinceramente, o único que descobri até agora foi o da Clinique. É o Youth Surge SPF15 e existe tanto para pele seca como oleosa. Preferia um frasquinho com aplicador em vez de um boião, porque é mais higiénico, mas o creme é leve, rapidamente absorvido e até agora tem cumprido a sua função. A pele fica confortável e nada de borbulhas ou oleosidade extra na zona do nariz, que costuma ser a pior.

Este anti-rugas existe em boiões de dois tamanhos – 30 ml e 50 ml. O primeiro dura cerca de um mês e o segundo dois. É preciso uma quantidade muito pequena de produto para cobrir todo o rosto porque o creme é fluido e espalha bem. Os preços andam à  volta de € 40 para o boião de 30 ml e € 57 para o de 50 ml. Não é barato, mas em comparação com o preço de outras marcas de perfumaria, que chegam aos € 80 por frasco, não é mau.

NIVEA-All-In-OnePara lavar a cara passei a usar um produto que adoro e que é o All-in-1 da Nivea. É um face-wash exfoliante bastante potente que também pode ser usado como máscara. Aconselham usar uma vez por dia mas eu tenho usado de manhã e à  noite, antes do hidratante, sem problemas. Limpa super bem e deixa a pele lisinha graças ao exfoliante. Não posso dizer que isto acabe com os pontos negros mas pelo menos não piora a situação e com o tempo é capaz de ajudar.

Não aconselho para peles sensà­veis porque a exfoliação é mesmo um bocadinho agressiva, mas para pessoas com a pele grossa e com tendência para oleosidade, é excelente.


 

Só não posso comentar no que diz respeito ao uso como máscara porque, apesar de já usar este produto há alguns meses, nunca mais fiz máscara. Só é necessário deixar na cara durante 3 a 5 minutos mas eu de manhã ando sempre a despachar-me a correr e depois durante o resto do dia esqueço-me.

A embalagem é de 150 ml e dura imenso tempo. Se conseguirem acabar isto em menos de 6 meses é porque estão a usar uma quantidade excessiva.

Como é um produto comprado no supermercado é fácil de encontrar e não é caro – custa cerca de € 6,40.

Corrector Estée Lauder Double Wear

Uso maquilhagem desde que me lembro. Comecei com umas coisas muito velhas que eram da minha mãe e que ela não usava mas ainda andavam lá por casa. Ela tem olhos esverdeados por isso tinha lápis e sombras em azul e verde que me ficavam horrivelmente mal. Depois comecei a comprar produtos baratos, só para experimentar cores e tive uma fase em que só usava batons super escuros que me davam um ar um bocado cadavérico graças ao contraste com o meu tom de pele ultra claro. Enfim, divertia-me 🙂

Hoje em dia uso muito menos coisas, em grande parte por falta de tempo. Dantes tinha um ritual de fim de semana que passava por pintar as unhas, fazer máscara facial, etc. Hoje em dia, com duas crianças, se me lembrar de pentear o cabelo antes de sair de casa é uma sorte.

No entanto, um produto que continuo a usar sempre é o corrector. Pele pálida e olheiras dão um ar doente e sinceramente não me apetece passar o dia a ouvir pessoas a perguntar se estou bem.

Experimentei muitos correctores ao longo dos anos mas tive sempre imensa dificuldade em encontrar a cor certa para mim porque as mulheres portuguesas são geralmente morenas e as cores vendidas cá começavam só no 02 que é demasiado escuro para mim. O único sí­tio onde conseguia encontrar o meu tom era na Body Shop mas pouco tempo depois o corrector là­quido que usava desapareceu e foi substituà­do por outro em stick que formava demasiadas pregas em pouco tempo.

O último que usei, porque mais uma vez não conseguia encontrar um com boa cobertura que fosse do meu tom, foi o da Couvrance, também em stick, que de facto tem uma óptima cobertura mas o mesmo problema de começar a formar pregas ao fim de umas horas.

Double_Wear_ConcealerAgora estou a usar o Double Wear da Estée Lauder. É là­quido, fácil de espalhar e seca rápido. A cobertura não é tão boa com a dos sticks mas também não é má e funde-se muito bem com a pele, o que quer dizer que não se dá por ele. A grande vantagem do produto é que fica no sí­tio durante muito tempo, não sendo necessário estar sempre a retocar (a menos que se esfregue os olhos). Dizem que fica no sí­tio até 15 horas, o que é capaz de ser um bocado de exagero, mas aguenta grande parte do dia.

O tom 01 é perfeito para mim. É claro mas com uma base amarela. No mesmo dia tinha experimentado um de outra marca que era demasiado rosado e não ficava nada bem.

O preço anda à  volta dos 22 euros, o que não é exagerado para este tipo de produto. O frasquinho tem 7ml, o que para mim é suficiente para durar alguns meses, e SPF10, o que dá sempre jeito.

Reparei porém que a tradução para Português do texto da embalagem tem uma falha grave. Em vez de dizer simplesmente “Evitar o contacto com os olhos” ou seja, nada de espetar o aplicador num olho, diz “Evite a zona de contorno dos olhos”, algo que não faz sentido nenhum num corrector de olheiras. Enão vou usar onde? Nas orelhas?