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Velhice

Durante muito tempo tive dificuldade em compreender o que dá origem à s crises de meia idade. É claro que a noção, de uma forma abstracta, não me era estranha, mas não compreendia qual era precisamente o mecanismo que accionava a coisa. Agora que estou a poucos meses de completar 40 anos acho que começo a perceber melhor.

Recentemente aconteceram duas ou três coisas que me fizeram reparar no facto de estar a envelhecer. Uma delas foi a dificuldade cada vez maior de ver bem ao perto. Eu sempre vi mal ao longe. Muito mal. Usei óculos desde a primária e depois lentes de contacto. Tenho mais de 5 dioptrias e o mundo sem as minhas lentes não passa de um borrão colorido.

No entanto, à  distancia de um palmo, sempre vi lindamente. Aliás, se tirar as lentes, a minha visão é absolutamente perfeita a três dedos de distância e até um bocadinho mais. Infelizmente, com as lentes, já comecei a ter de afastar as coisas para conseguir ler as letras miudinhas. No fim de semana estava a pintar um desenho e não conseguia focar o olho da figura para acertar com o marcador no pontinho desejado. Para quem faz tanto trabalho de pormenor, especialmente ao nà­vel da bijutaria, é bastante irritante ter de depender das lentes de aumento quando antes via tudo claramente sem qualquer ajuda.

Como se isso não chegasse, descobri que um quisto que tenho desde que nasci está maior. Vou ter de fazer exames e eventualmente tirar isto. Não penso que seja nada de grave mas quando se junta a idade a questões fà­sicas que sempre estiveram estáveis e de repente deixam de estar, a questão da nossa mortalidade começa a tornar-se difà­cil de ignorar. Especialmente porque isto vem juntar-se a outra questão que está por resolver há mais de um ano, graças a uma ressonância magnética que já pedi em Janeiro de 2012 e ainda não foi marcada.

Não é que esteja assustada porque a ideia de morrer não me assusta particularmente. Faz parte da vida, é inevitável e a única coisa que se pode pedir é  não passar por meses de dor atroz antes do fim. A preocupação passa mais pelos filhos pequenos e eventualmente por aquelas coisas que planeava ainda ter tempo de fazer. E de qualquer forma, até alguém me dizer claramente o contrário, acredito que estou de óptima saúde e que, se seguir o padrão da famà­lia, vou viver até aos 96 anos. Estas pequenas irritações só me assustam ao nà­vel da diminuição das capacidades. Se eu deixo de conseguir ler ou fazer os meus artesanatos fico maluquinha muito rapidamente.

Começar a ver mal ao perto, mais do que as outras questões de saúde ou os primeiros cabelos brancos, fez-me ter um daqueles momentos de clareza em que nos apercebemos que chegámos ao topo da montanha. Não é pensar “estou a morrer” mas sim ter a certeza que chegémos ao  ponto central. Até aqui era eu, em evolução, em crescimento, em potencial. Daqui para a frente é o processo oposto. Começo lentamente a degradar e desfazer-me até não restar nada. Pode demorar mais 40 anos ou 50 mas o processo já começou. O corpo, ao regenerar-se já o faz com falhas no código. Pode soar muito mórbido mas para mim não é. É uma simples constatação da realidade.

Agora resta-me tentar envelhecer da forma mais graciosa possível e aproveitar o tempo o mais eficientemente que conseguir para ver se ainda termino alguns dos meus objectivos. Porque o tempo passa mais depressa do que parece e o corpo prega-nos partidas desagradáveis. Não vale a pena esperar pelo momento perfeito, pelo “um dia destes” em que vamos ter mais tempo ou energia ou paciência. Isso não existe ou já passou e nem demos por ele.

Está na hora de redecorar

Ao fim de dois anos a viver nesta casa acho que está na altura de começar a pensar em substituir e alterar os móveis que não se adaptam. Não tenho uma cadeira decente para a secretária, nem estantes para a quantidade de livros e ferramentas que preciso de guardar no meu estudiozinho. As prateleiras que coloquei na parede calharam logo na zona que teve uma infiltração e a madeira inchou. Como a parede demora uma eternidade a secar, também não posso guardar lá os dossiers dos papeis e cartolinas que habitavam essa zona porque fica tudo cheio de bolor. São os riscos de viver num último andar.

A necessidade de reorganizar o espaço é evidente
A necessidade de reorganizar o espaço é evidente

A outra área que precisa de ser seriamente revista é o quarto do Tiago. Os móveis que lhe comprámos quando era bebé já não se adaptam à s actividades de hoje e o quarto é mais pequeno e mais quadrado do que o da outra casa, portanto os móveis antigos não encaixam tão bem. Precisa de uma secretária, até porque já entra para a primária este ano e vai começar a ter trabalhos de casa, e também de uma cama maior (é mesmo comprido, o miúdo) e mais espaço para livros e Lego. Gostava particularmente de lhe arranjar uma zona onde ele pudesse expor as suas colecções já que é algo de que lhe interessa particularmente mas não sei bem como fazer isso. Se tiverem sugestões agradeço.

Estava a pensar comprar-lhe um beliche já de adulto para ter altura suficiente para colocar uma mesa por baixo. Aposto que ele acharia piada a ter de trepar para a cama. Lembro-me de adorar beliches quando era miúda. Por outro lado, sendo o meu filho, arrisco-me a que ele caia lá de cima e parta o outro braço, mas enfim. É da nossa responsabilidade ter a certeza que ele compreende as regras de segurança.

Cama pequena e móveis demasiado baixos
Cama pequena e móveis demasiado baixos

A parte mais complicada é arranjar tempo para fazer as compras. Se já tentaram decidir alguma coisa numa loja de móveis com duas crianças atrás percebem o que estou a dizer. Voluntários para babysitting? Anyone?

Maldita gripe

Tenho que começar a lembrar-me de fazer a vacina da gripe. Ter os miúdos doentes já é chato mas ficar doente e continuar a ter de vestir, alimentar, dar banho e aturar de forma geral duas crianças, dá cabo de mim.

Tudo começou com a Joana. No dia 8 voltou da escola com febre, mesmo a tempo do aniversário do Tiago. Felizmente não foi muito mau e no domingo já estava boa. Infelizmente, na terça feira dia 12, foi a vez do Tiago acordar com febre. Acabou por passar a semana toda em casa e já estávamos a pensar que ia ter de tomar antibiótico para o caso de afinal não ser só um và­rus  Felizmente não chegámos a tal e a coisa lá passou, apesar de ter demorado quatro a cinco dias e continuar com tosse.

Como não podia deixar de ser, depois de passar uma semana a cuidar de crianças doentes, no sábado calhou-me a mim. Fiquei com febre – que raramente tenho – tonturas, uma dor de cabeça brutal, dor de garganta, tosse…

Como sabia que a coisa só ia piorar, fiz um esforço enorme para lavar roupa e tratar das tretas que é sempre preciso fazer ao fim de semana. Em cima disso tenho também traduções para fazer que não quero deixar atrasar e no entanto há alturas em que mal consigo ter os olhos abertos. Vou fazendo intervalos e dando a mim mesma metas mais realistas mas basicamente acabo por nem trabalhar a um ritmo decente nem descansar como devia.

Vou no quinto dia e acabou finalmente a febre mas passei a noite a acordar com ataques de tosse e voltei a ter as malditas dores de cabeça, que foi o sintoma mais incomodativo de tudo isto.

Para a semana era suposto os miúdos tirarem férias mas já desisti da ideia. Duas semanas sem fazer nada de jeito já me chegam.

Sexto aniversário do Tiago – Tiago’s sixth birthday

O meu filho faz hoje seis anos. Custa a acreditar que já tenha passado tanto tempo mas é mesmo assim. Só porque nos sentimos na mesma não quer dizer que o tempo tenha parado.

As festas foram ontem, domingo, para que a famà­lia pudesse estar toda presente.

Passei o sábado na cozinha a fazer os bolos. Tà­nhamos falado no tema do Lego, que o Tiago gosta muito e criei um board no Pinterest para inspiração. Os bolos pareciam relativamente simples portanto, como sou maluca, achei que para a escola era mais giro enviar cupcakes para cada criança ter o seu bolinho individual. É de facto uma boa ideia mas fiquei até à s nove da noite a decorar cupcakes com peças de lego feitas com pasta de açúcar 😛

Na manhã de domingo estava a chover torrencialmente, o que era um bocado inconveniente porque implicava limitar a festa à  zona interior da Quinta do Caiado, onde foi a festa infantil. Aquilo tem um espaço grande com insufláveis (a quem eu passo o tempo a chamar impermeáveis não sei bem porquê), mas tem também um parque infantil no exterior onde o Tiago a certa altura prefere estar. Felizmente o tempo foi melhorando ao longo da manhã e deu para eles brincarem lá fora, para sofrimento do Pedro que passou o resto da manhã a dar balanço aos baloiços das meninas até ficar quase sem braços 🙂

Tirando uma pequena diferença de opiniões entre dois meninos, e uma confusão com um par de sapatos que ninguém sabia onde estava (a tia da menina tinha-os levado), a festa correu bem.

Voltámos para casa à  hora de almoço e passei duas horas a arrumar a casa e preparar a mesa para a festa da tarde. Acho que precisamos mesmo de investir numa mesa de sala porque aquilo que temos agora já não chega para estas ocasiões e também não ajuda nada quando é hora de tirar fotos.

Ficou a faltar o primo Gabriel que agora vive longe, mas estiveram presentes os outros primos todos, o que foi giro.

A prenda favorita do Tiago parece ter sido uma mala com materiais de desenho, que inclui cavalete e tudo. Não largou aquilo o resto do dia. Depois de toda a gente sair ainda esteve com o pai a montar um kit de Lego que uma colega lhe tinha oferecido de manhã.

Eu ando a tentar organizar o Lego há vários dias para podermos começar a montar coisas para além dos kits. Ofereci-lhe um livro de ideias de Lego que, mais do que instruções passo a passo que acabam por limitar a forma como olhamos para o Lego, tem fotos de diversas possibilidades como inspiração para ele planear e construir as suas próprias criações. Preciso de ir comprar caixas para os vários conjuntos de peças e vou demorar semanas a arrumar tudo para ele voltar a misturar em cinco minutos mas pronto, à s vezes precisamos de um projecto 🙂

Hoje de manhã levei os cupcakes e mais uns saquinho de doces para o Tiago celebrar o seu aniversário na escola. Achei que merecia ter uma festa no próprio dia. Logo à  tarde ainda vai ter a prenda “grande” porque ontem, com tanta gente ele nem ia ligar.

Arte do Tiago

Aos seis anos o Tiago está um miúdo esperto, criativo e bastante mais responsável do que eu alguma vez esperaria. Preocupa-se imenso com o que é correcto, o que pode ou não fazer e cumpre as regras de uma forma quase obsessiva.  Quando acha que fez asneira põe-se a ele próprio de castigo. Há algum tempo castigava-se batendo na sua própria cabeça, mas depois de lhe dizer algumas vezes que ninguém bate no meu filho, nem sequer ele próprio, parece ter-se deixado disso. Passou por uma fase mais complicada, há uns meses, mas parece estar melhor. Esperemos que continue.

O Tiago tornou-se também muito protector da irmã. Apesar de por vezes a achar uma chata, especialmente quando ela anda a tentar irritá-lo de propósito, como é normal para uma criança de dois anos que quer a atenção do irmão mais velho, mesmo que seja pela negativa, brincam juntos muitas vezes e o Tiago não a magoa mesmo quando se vê que tem muita vontade. É uma dinâmica interessante de observar.

A sua actividade favorita no momento é desenhar. É capaz de continuar o mesmo desenho dias a fio e faz umas coisas extraordinariamente detalhadas, super coloridas e já com um cuidado a nà­vel de composição da página que me surpreende. Estou a guardar alguns dos seus desenhos mais detalhados porque o “artista” tem a mania de amarrotar e rasgar os desenhos que faz se por acaso há um risco que não fica como ele queria. Isto em desenhos que demoraram dias a chegar à quele ponto.

Anda neste momento a experimentar materiais, desde os comuns lápis de cor,de cera e marcadores até ao pastel de óleo, que é o seu favorito do momento (algo que não agrada muito à  mãezinha que depois tem de andar a limpar interruptores, cadeiras, paredes, etc) e quantas mais cores melhor. Ainda não chegou à  fase de ser ele a misturar as cores mas já anda a falar nisso – queria saber como é que se faz azul turquesa claro.

Eu sei que tudo isto parece conversa de mãezinha babada que acha que o seu filho se vai tornar um grande artista mas não é nada disso. Acho importante incentivar os seus interesses, sejam eles quais forem, e acho que isto é uma fase como já foi a da plastina, a dos cubos de madeira e a dos Bakugans. O importante é que eles se interessem pelas coisas e explorem. Quanto mais coisas experimentarem, melhor noção têm mais tarde do que gostam e do que são capazes de fazer. Na escola preocupam-se muito com o Português e a Matemática. Eu acho importante dar-lhe oportunidades de experimentar tudo o resto. No final, se ele é veterinário,  electricista ou engenheiro de robótica espião é lá com ele.

Aquilo que me surpreende é que uma pessoa espera que os filhos façam desenhos de umas casinhas super tortas com árvores e nuvens e nós somos forçados a sorrir e dizer “oh, está tão giro!” e no caso do Tiago gosto mesmo de alguns dos desenhos que ele faz.

 

Olhos e dentes

Fui hoje tirar o aparelho. Foi ano e meio de dentes robóticos e aposto que a minha filha não me vai reconhecer quando me vir hoje.

O dente problemático já foi ao sí­tio há meses e meses e estes últimos foram, aparentemente, para estabilizar. Go figure. Os outros continuam todos tão direitos ou tortos como já eram, mais coisa menos coisa.

Amanhã vou colocar a contenção, que é um araminho pela frente e um bocado de plástico por todo o céu da boca. Diz que aquilo dá vómitos a colocar mas passa e tem a vantagem de se poder tirar, tanto para comer como para lavar os dentes. Vá, cantem lá comigo – I belieeeeeve I can floooosss! É verdade, a coisa mais irritante do aparelho é a higiene oral. Demorar meia hora para lavar os dentes quando estou cheia de sono é uma seca.

aparelho_dentes

Mas, claro, como agora tenho um dia de dentes branquinhos pela frente, tinha que haver alguma coisa para equilibrar. Desta vez foi uma conjuntivite viral (leia-se, associada a dor de garganta e outros sintomas respiratórios) com infecção bacteriana secundária. Não fiquei tão mal como o Pedro mas não tem sido agradável. Está a passar relativamente depressa mas deixei de poder usar as lentes de contacto e ainda estou com os olhos um bocado vermelhos.

Já não me lembrava de como é horrà­vel usar óculos. Estão sempre a escorregar pelo nariz abaixo, ficam molhados pela chuva, não dá para usar óculos escuros (a menos que venham acompanhados de uma bengala e um cão, que eu tenho mais de 5 dioptrias), não posso olhar para baixo se estiver a descer escadas a menos que queira cair e acertei com a porta do carro na cara porque medi mal a distância.

Mas pronto, sem o aparelho fico mais com ar de bibliotecária e menos com ar de Ugly Betty.

Agora vou ali trabalhar mais um bocadinho para ver se tenho tempo esta semana de acabar as coisas para o aniversário do Tiago.

Valentine

For the past few years I haven’t cared much about Valentine’s day. It may seem important when you’re a teenager but close to forty I really don’t care anymore.

This year, however, I’ve noticed my husband has been a little down. Between illness, exhaustion, moodiness and plain disillusionment, it’s been tough, so I thought I’d do something sweet to try and cheer him up a little. Not that anything I do can make much of a difference, but the whole point of the cards and flowers ritual is to tell someone “I’m thinking of you and I care,” and sometimes that’s all you can do.

I got some peanut M&Ms (his favorite kind) and small glass jars with an old look to them. I separated the M&Ms by color, printed some labels and gave him a collection of “Medicine” bottles to help him overcome the worst days. Hey, sugar always works for me when I’m down 🙂

The frame I used for the labels is from Star Sunflower Studio.

medicine

Dia Perfeito

Ontem passei o dia altamente deprimida. Hoje não podia estar melhor.

tiago vampiro 2013O dia está perfeito. O ar está fresquinho e o céu está azul com umas nuvens fofinhas aqui e ali para dar interesse. Oiço pessoas a queixar-se de que está frio mas sinceramente acho que é só a atitude portuguesa de quem acha que se não estão 40 graus está tudo mal. Para mim, um dia fresco sem chuva é o ideal. Adoro andar na rua nestes dias.

Os miúdos foram para a escola felizes com os seus fatos de Carnaval, o Tiago vestido de vampiro e a Joana com asas de fada.

No regresso a casa tive um bónus extra: tinha chegado finalmente o reembolso do PEC da Nitro, de que estava à  espera desde Outubro de 2011. Quando abri a caixa do correio e vi cartas das finanças o primeiro pensamento foi “ai, o que é que vamos ter de pagar agora?”. Mas não. Afinal eram cheques. A vontade de dar pulinhos de alegria foi quase incontrolável.

Fui a correr depositar aquilo antes que os cheques entrassem em combustão espontânea e aproveitei também para comprar um fecho para um colar que estou quase a terminar e tarte de amêndoa para o lanche. Quando descobri que um dos cafés da zona tinha tarte de amêndoa pensei seriamente passar a viver lá. Era capaz de não comer mais nada durante uma semana.

Fada JoanaO trabalho de tradução que estou a fazer agora também vai bem, especialmente agora que terminou a parte mais complicada dos documentos legais. Está a andar dentro do prazo, que é o importante e tem a vantagem da cliente ser uma senhora inteligente e com bom conhecimento de inglês, com quem é possível dialogar facilmente sobre qualquer questão que surja, algo que nem sempre acontece quando se aceita fazer um trabalho.

E mais! Daqui a um mês tiro o aparelho, finalmente. OK, depois tenho de usar contenções (que é um nome fancy para outro aparelho amovà­vel) durante mais dois a quatro anos e grande parte do que recebi hoje vai para pagar as contenções, mas vou poder usar fio dental sem agulha outra vez! Só isso já é razão para ficar feliz.

Espero que o mundo não acabe amanhã porque gostava de aproveitar por mais uns dias esta sensação de estar tudo no sí­tio. É tão raro.

Destralhar para mulheres casadas

O ano novo deu-me para limpezas e arrumações. Nada de obsessivo nem em grande escala. Mais uma desculpa para fazer aquelas tarefas ocasionais que passo o tempo a dizer “um dia destes tenho que…”.

Comecei por limpar os filtros dos aparelhos de ar condicionado. Estranhamente não estavam tão maus como temia. Os dois que se usam mais  – sala e quarto – estavam mesmo a precisar mas os restantes nem por isso.

Depois foi a vez de começar a organizar o roupeiro. Ainda tinha para ali roupa de grávida, sotiens de amamentar e montes de coisas que não uso há anos.

Aquilo que é desconfortável e sei que não vou mesmo voltar a usar foi fácil de meter no saco do lixo. No entanto, quando olhei para o molho percebi que estava muito mais pequeno do que devia e o impacto nas gavetas e prateleiras era mà­nimo. E agora, se eu não consigo decidir o que mais deitar fora, como é que resolvo isto?

Comecei então a pensar em formas mais criativas de fazer uma escolha e ocorreu-me um plano que é capaz de funcionar. Infelizmente requer a colaboração do homem cá de casa que não é grande fã de arrumações.

A ideia é a seguinte:

1. Agarrar numa gaveta de roupa

2. Agarrar no marido

3. Por o dito a separar a nossa roupa em duas pilhas (modo realista: mostrar-lhe as peças uma a uma em pequenas doses ao longo de vários dias) :

Pilha A –  OK

Pilha B – coisas que me fazem repensar a decisão de casar contigo

No caso de um marido particularmente reticente, sugiro vestir as peças em questão e desfilar.

Se nada disto funcionar e o gajo ainda gritar “deixa-me em paz sua chata”, sugiro a opção de deitar fora o marido e ficar com a roupa.

 

New Year’s Resolution

Self-publish a romance novel for Kindle in 2013.

So far I have a complete overview (detailed storyline), 34.000 words divided by 28 chapters and the beginning for the next story with some of the same characters.

We’ll see how far I get. Wish me luck.

PS: Architecture-themed title suggestions are welcome and encouraged.

Chili pepper labels

This year there wasn’t a lot of money for Christmas presents so we tried to come up with ideas for homemade gifts. I made silver and gemstone jewelry for most of the women and even some glass bead necklaces with a cut cat lampwork bead focal for the young girls. There were also framed photos of our two kids for the grandparents and my husband made some chili pepper sauce for some of the men. He bought some cute jars, washed them and unfortunately the whole project stopped there. There was some glue from the price labels that wouldn’t come off and I had so much stuff to do on my end that I didn’t have time to help with that until after Christmas was over.

On the 28th I finally said enough. My brother is one of the people who loved the sauce the last time Pedro made it and he was flying back to England the next day so I got to work. I used rubbing alcohol to remove the rest of the glue from the jars, washed them again and filled them up.

When that was done I felt I needed to make a label for the sauce because otherwise people would just stick the jar on their pantry and later on might not remember what was in it. Unfortunately I didn’t have much time and didn’t want to spend days coming up with a design so I looked online for some printable labels. I didn’t find what I needed but I did find something that was pretty close: tomato canning jar labels.

Now, I want to state that I don’t normally copy someone else’s design and I wouldn’t have done it this time if I had more time and this was anything other than a couple of labels for family gifts. This time I really was looking for something that was already done so I wouldn’t waste too much time, and having a layout and cute colors already picked out made my life easier. I didn’t mean any disrespect for the original work or copyright infringement and do not claim ownership of the design.

In the end I wish it would have been as easy as removing a tomato and placing a chili pepper on the label but it wasn’t. The shape of the jar required long thin labels so I ended up having to redo the label anyway on Photoshop. I used this image for the chili pepper and just recreated the background from scratch in the same style and colors as the tomato label. It took longer than I had hoped but it turned out great.

I leave you with a printable sheet in case anyone else decides to make some chili sauce and needs to print labels. Just print on sticker paper, slice it up and you’re done.

Festas de Natal

A semana passada foi pontuada pelas festas de Natal dos filhotes. A Joana Esteve quase para não ir à  dela porque andou adoentada uma série de dias. Aparentemente apanhou um herpes zoster na testa e aquilo estava com muito mau aspecto. Teve de tomar xaropes a pontapé (Antibiótico e antiviral) mais pomadas, depois começou com diarreia por causa da medicação portanto acrescentou-se o Ultra levure e quando chega a sábado e aquilo não melhorava foi preciso parar tudo para não correr o risco de desidratar gravemente a miúda.

Felizmente aquela dose inicial parece ter ajudado e pelo menos a testa lá acabou por curar sem ser preciso mais nada. Por outro lado, constipou-se e ligam-me da escola na terça, precisamente no dia da festa e o primeiro dia em que ela tinha regressado à  escola depois de uma semana em casa, a dizer que estava com febre. Como era um dia especial a educadora pediu se lhe podia dar Benuron a ver se ela aguentava até à  festa. A Joana, ao contrário do irmão que não colaborava nada nestas coisas, porta-se lindamente nas festas da escola. Faz os gestos, dança, e até volta a por o chapéu na cabeça quando este cai. Este ano foi uma gotinha de água mas eu continuo a achar que o chapéu ficou mais com ar de estrumfe.

Sexta foi a vez do Tiago e do seu fato de soldadinho de chumbo. O que eu acho o máximo é que perco um dia a fazer o fato dele e quando chego lá em vez de ficarem felizes só oiço comentários do estilo “ai, só nos dá é trabalho! Agora temos de fazer os outros fatos iguais!” Eu sei que estão a brincar e que gostaram do fato mas se era para não me esforçar muito deviam  dizer logo. Eu só me esforcei porque nos anos anteriores há sempre um ou outro miúdo com um fato fabuloso e o meu tem só umas coisas agrafadas à  camisola 🙂

O Tiago este ano portou-se muito bem, sabia as suas frases com semanas de antecedência, falou alto e claramente sem nenhum daquele nervosismo que demonstrou em anos anteriores e só no fim é que se recusou a por o chapéu mas a culpa é minha que o fiz sem ele estar presente e ficou grande demais. Como o objectivo era eles dançarem, saltarem e divertirem-se, ter um balde a cair bela cabeça abaixo de facto não ajudava nada.

E só para ficar anotado para referencia futura, esta foi também a semana que a Joana largou o bacio e começou finalmente a fazer os seus xixis e cocós na sanita. Mais um nà­vel superado. No dia em que eu finalmente deixar de ter que limpar rabinhos vou ficar TàƒO feliz!

No domingo de manhã tivemos a visita do meu irmão e famà­lia que foram viver há uns meses para Inglaterra. O meu sobrinho já larga a ocasional expressão em inglês e parece estar a adaptar-se bem à  mudança. Temos de combinar outro dia com mais tempo para conversar porque os meus pais não resistiram a aparecer – ter os dois filhos e os netos todos no mesmo sí­tio ao mesmo tempo é demasiada tentação – e o caos instalado daà­ para a frente, com tanta gente, cortou completamente o flow da conversa. É interessante como quanto mais gente junta está num espaço mais superficial se torna a conversa.

A preparação para o Natal já está quase terminada apesar de ainda faltar a entrega de algumas prendas. Deixar as encomendas para Dezembro não foi uma ideia brilhante mas o Pedro andou tão ocupado com o Codebits que não teve tempo de pensar nisso antes. Eu fui tratando do que podia mas há sempre pessoas para quem ele é que tem de decidir e agora vamos ver se as coisas chegam a tempo.

Ainda tenho de decidir se faço biscoitos ou cupcakes este ano ou se fico mas é quietinha e deixo o Pedro fazer antes a sua fantástica tarde de maçã.