Pendente em resina com folha de plátano e fundo de purpurinas verdes. O colar é de fio cobre com contas de vidro em tons de verde, castanho e dourado e termina em corrente. O colar mede 58 cm e o pendente tem 5 cm de diâmetro.
Este pendente faz parte de uma série de peças em resina com elementos naturais. Gosto do contraste entre a folha de outono e o fundo vivo e brilhante, dando-lhe um look “Glam Nature”.
Devido ao tamanho do pendente, optei por fazer um colar mais elaborado em vez de me limitar a pendurá-lo numa simples corrente. As cores das contas combinam bem com as do pendente e tornam a peça mais decorativa e equilibrada. –
This slideshow requires JavaScript.
Resin pendant with maple leaf and green glitter background. The necklace is made from copper wire with green, brown and gold color glass beads and ends in a chain at the back. The necklace measures 58 cm and the pendant measures 5 cm in diameter.
Pulseira de malha bizantina feita com 486 argolas de prata de 835 milésimas formadas e serradas manualmente e contas de 6mm de aventurina verde. As argolas que prendem o fecho são soldadas para maior segurança e o fecho foi forjado artesanalmente.
Tamanho: 21cm
Adoro a malha bizantina e a conjugação com as pedras. As argolas desta pulseira foram todas formadas à mão, através do processo de enrolar o fio à volta de uma agulha de tricot com o tamanho certo, e depois serradas com uma serra de joalheiro, antes de serem montadas, uma a uma, para formar a malha bizantina. É um processo demorado e que requer muita atenção já que as argolas necessitam de estar na posição certa para não haver erros no desenho da malha.
Esta pulseira não está disponàvel mas pode ser feita por encomenda e também com pedras de outra cor.
Byzantine chain bracelet made from 486 hand-formed and sawed 835 silver jump rings and 6mm aventurine beads. The rings that attach the clasp have been soldered for extra safety and the clasp was hand-forged.
Length:21cm
This bracelet isn’t available but a new one can be made by request.
Pulseira em fio de prata quadrado com cabochon de pedra lua e contas de agua-marinha.
A pulseira foi feita para um pulso de 18 cm ou menos mas o tamanho pode ser alterado mudando o fecho.
Sterling silver bracelet with moonstone cabochon and aquamarine beads.
Made for a wrist measuring 18 cm or less but the size can be changed by request, by replacing the clasp.
Pulseira em fio de prata com pedra de turquesa natural. A pedra mede 16 x 22 mm.
A pulseira foi feita para um pulso de 16 a 20 cm mas pode ser adaptada a outro tamanho, alterando a dimensão do fecho.
Pode encomendar estas e outras das minhas peças de bijutaria artesanal a partir da loja ou pedir informações preenchendo o formulário de contacto. –
This slideshow requires JavaScript.
Wire-wrapped sterling silver bracelet with tumbled turquoise focal stone. The stone measures 16 x 22 mm.
The bracelet fits best on a wrist measuring about 16 to 20 cm but the size can be changed by request by replacing the clasp.
A resina é um material que permite uma grande variedade de projectos. Eu tenho usado para bijutaria mas há imensas outras coisas que se podem fazer, desde bases para copos, imans de frigoràfico, diversos objectos decorativos, molduras para fotos, etc.
A técnica em si é de explicação muito fácil mas para obter um bom resultado final há que ter em atenção alguns detalhes.
Em primeiro lugar, a segurança é muito importante. A resina, antes de endurecer, causa reacções alérgicas por contacto com a pele. O uso de luvas é imprescindàvel para evitar esse problema. As luvas devem ser de Vinil. As luvas de latex nunca se devem usar porque reagem com a resina e acabam por agir como condutor do quàmico ao longo da pele em vez de a proteger. Geralmente vem um par de luvas de plástico junto com a resina mas são largas e pouco práticas. Vendem-se no supermercado caixas de luvas de vinil, que se adaptam melhor à mão e são mais confortáveis.
Para além do contacto com a pele, a resina làquida também pode ser tóxica por inalação. Logo é necessário ter boa ventilação na sala de trabalho. Uma janela aberta ou ar condicionado ligado ajudam mas para estar em segurança uso máscara e depois evito ficar na sala durante as primeiras horas da cura da resina, altura em que o odor é mais forte.
Os materiais necessários são os seguintes:
– Resina – componente A (resina) e componente B (endurecedor)
– 2 copos de medida, 1 para cada componente. Geralmente vêm com a resina
– 1 copo de plástico transparente para misturar os dois componentes
– 1 pauzinho de gelado ou semelhante para misturar a resina
– Luvas de vinil
– Toalhas de papel
– 1 molde onde deitar a resina depois de misturada
– folha de papel vegetal para forrar a mesa
– pequenos objectos que queremos colocar dentro da resina
– 1 palhinha
– 1 palito
Ambiente de trabalho:
– sala bem arejada com uma temperatura amena e pouca humidade
A resina que eu uso é da marca Gedeo (Pebeo) e tem uma proporção de 2 para 1, ou seja, por cada 20ml de resina (componente A) é necessário adicionar 10ml de endurecedor (componente B). A medida de cada componente deve ser o mais exacta possível porque senão a resina pode não curar e fica para sempre pegajosa. Nesses casos geralmente não há nada a fazer.
A melhor forma de misturar a resina é usar os copos de medida graduados, deitando cada componente para um copo de medida diferente e depois deitar o conteúdo de ambos para um copo de plástico transparente, tendo o cuidado de raspar bem todo o conteúdo dos copos de medida, para utilizar o máximo possível da resina e manter as proporções equilibradas. A resina tem uma consistência mais espessa, enquanto que o endurecedor é làquido como água. É preciso cuidado para não entornar nem deixar os làquidos escorrer pelo lado dos frascos. Se isso acontecer deve-se limpar imediatamente com uma toalha de papel. Eu gosto de trabalhar em cima de uma folha de papel vegetal para não sujar a mesa.
Depois de vazar os copos de medida aconselho a limpá-los também com uma toalha de papel para que fiquem logo prontos para voltar a usar.
Pegamos então no nosso pauzinho de gelado e começamos a misturar a resina devagarinho. Quando mais depressa misturarmos, mais bolhas de ar vamos introduzir na resina e estas são difàceis de retirar. Em quase todos os projectos ficam algumas micro-bolhas, mas convém evitar ao máximo adicionar mais.
Deitar os componentes para o copo
Mexer…
Até ficar transparente
Tanto a resina como o endurecedor são làquidos incolores, completamente transparentes. No entanto, quando começamos a misturá-los, ficam com um aspecto esbranquiçado e com muitos “riscos”. Quando a resina está bem misturada volta a ficar completamente transparente e não se vêm riscos quando mexemos o pauzinho. Convém lembrar sempre de raspar o fundo e as laterais do copo para ter a certeza que toda a resina fica misturada.
Bolhas
Com a resina misturada, costumo esperar cinco minutos para deixar as bolhas subir à superfàcie. Para ajudar este processo também podemos soprar para dentro do copo, usando uma palhinha. O dióxido de carbono da nossa respiração ajuda as bolhas a rebentar. Há quem use chama ou uma heat gun, mas esse processo não deve ser feito nunca com a resina dentro do copo de plástico, porque o copo derrete com o calor. Com a resina dentro do molde de silicone podemos usar calor de forma superficial e muito rápida, tendo o cuidado de mexer constantemente a chama ou heat gun.
Tapar para proteger do pó
Ao fim de cinco minutos, podemos deitar a resina para o molde. Esperamos uns minutos e verificamos se tem bolhas. Rebentamos as bolhas com um palito ou sopramos com uma palhinha e tapamos o molde para evitar que caia lá dentro pó, pelo de gato ou outros detritos. Depois é deixar repousar 12 horas se for para acrescentar nova camada ou 24 a 48 para curar totalmente.
Existem moldes de plástico e de silicone. Eu uso de silicone porque são mais fáceis de encontrar em Portugal – desde moldes da Gedeo até aos de culinária para chocolates e cupcakes, por exemplo – e é muito mais fácil desenformar a resina no fim. Os moldes de plástico têm a vantagem de não serem tão opacos e permitirem-nos espreitar por baixo, o que dá jeito quando a parte de baixo do molde é a frente da peça.
Quanta resina se deita para o molde depende da intenção. Vou dar uns exemplos.
Se a frente do projecto ficar virada para cima podemos começar por deitar apenas uma camada fina de resina no molde à qual adicionamos cor ou purpurinas para fazermos um fundo sobre o qual colocamos mais tarde a nossa peça principal – uma flor, autocolante, pequeno objecto, foto, bolinhas de decorar bolos, etc. Deixamos a resina secar durante 12 horas e depois adicionamos o nosso objecto e deitamos uma segunda camada para cobrir.
folhas parcialmente cobertas, à espera da segunda camada.
No caso de objectos que flutuam geralmente coloco-os logo na primeira camada, deixo-os vir à superfàcie e umas horas depois, quando a resina já está a começar a solidificar, tapo com uma segunda camada. O objecto já ficou preso à primeira camada de resina e não volta a flutuar.
Se a parte da frente do projecto ficar virada para baixo, temos de decidir se queremos o nosso objecto encostado à frente ou se preferimos que fique mais recuado. Podemos inserir logo o objecto e deixá-lo cair para o fundo ou deitar uma pequena camada fina, esperar umas horas e só depois adicionar o objecto. Passadas 10 a 12 horas, podemos adicionar mais uma pequena camada de resina colorida ou com purpurinas para criar um fundo.
Seja como for, costuma ser necessário fazer este processo por camadas, portanto a resina deve ser feita em pequenas quantidades de cada vez a menos que tenhamos muitos projectos de uma só vez.
Podemos encher os moldes com água e depois retirar a água com uma seringa para ver a quantidade de resina que precisamos. É preciso secar muito bem o molde molhado antes de deitar a resina porque esta não se dá bem com humidade. Aliás, a resina só cura se não estiver num sítio nem demasiado húmido nem demasiado frio. Nestas condições é necessário aquecer a sala e ligar um desumidificador ou a resina pode demorar vários dias a curar. Ou seja, é uma técnica mais adequada ao verão.
Impermeabilizar com cola
exemplo de imagens mal impermeabilizadas, com manchas de resina
Quando queremos adicionar imagens em papel à resina necessitamos primeiro de impermeabilizar o papel. A resina causa manchas de aspecto gorduroso no papel não impermeabilizado. A impermeabilização faz-se pincelando todo o papel com cola branca: coloca-se o papel sobre um saco de plástico, pincela-se com uma camada espessa de cola e deixa-se secar. A cola ao secar fica transparente, criando uma camada plástica, e não afecta o aspecto do desenho. Costumo dar 2 a 3 camadas, depois descolo o papel do plástico, viro e volto a pincelar mais cola nas costas. Não esquecer de pincelar bem as margens, para selar completamente. No final corta-se com tesoura a cola extra que fica agarrada a toda a volta. Não é necessário ser muito perfeito porque como a cola é transparente não se vai ver dentro da resina. É preciso ter cuidado para não cortar o papel ou a resina irá ser absorvida nesse ponto e causar uma mancha de gordura no papel.
Ao fim de 24 horas podemos tirar a resina do molde e passar à fase de acabamentos. O lado que ficou virado para cima, dentro no molde, fica sempre ligeiramente cà´ncavo. Nesta fase temos de decidir se adicionamos uma nova camada de resina para alisar ou ficar convexa em ambos os lados, ou se lixamos as arestas.
Retirar do molde
Adicionar resina no meio, aos poucos
Doming – arredondar as costas da peça
Para adicionar mais resina é preciso verificar que a concavidade tem a mesma altura a toda a volta. Se existir um buraco numa zona, a resina vai escorrer por aà e estragar o outro lado da peça. Se optar por esta solução, aconselho a colar um bocadinho de patafix ou produto semelhante na zona que fica virada para baixo, para prender a peça à mesa e usar um nàvel para confirmar que as arestas estão à mesma altura. Deve-se deitar pouca resina no meio e esperar que espalhe. A resina é auto-nivelante. Se deitarmos demasiada resina ela acaba por escorrer pelos lados em vez de parar no limite da forma.
Se escorrer pelos lados, ou se limpa logo, o que pode piorar a situação ao mover a peça, ou pode-se esperar 10 a 12 horas e arrancar o excesso. Nessa fase de meia cura a resina ainda está maleável o suficiente para ser removida sem ser preciso lixar a peça.
Para lixar as arestas é também necessário ter algumas precauções.
A forma mais rápida de lixar é usar uma Dremel ou motor semelhante. A desvantagem é que faz muito pó. É imprescindàvel usar uma máscara de pó e óculos de protecção sempre que se lixa com este método.
Para lixar à mão, a forma mais segura é arranjar um recipiente com um pouco de água no fundo, colocar uma lixa impermeável (preta) lá dentro, com o grão virado para cima e lixar dentro da água, esfregando a peça na lixa.
Dependendo da quantidade de produto que é necessário retirar, podemos usar lixa de grão 240 até 400. Quando a peça estiver com o aspecto que queremos, costumo passar lixa 600 ou 800 para retirar os riscos maiores.
As zonas lixadas ficam com um aspecto esbranquiçado e baço. Se for mesmo só na aresta, muitas vezes não é preciso fazer mais nada, mas se for uma área grande ou até mesmo todas as costas da peça. é necessário pincelar, ou uma camada fina de resina, ou uma a duas camadas de verniz para finalizar.
Há verniz próprio para resina mas nem sempre é fácil de encontrar. Eu descobri uma alternativa que funciona bem que é verniz para vitral. Tem um cheiro forte e é preciso diluir ligeiramente para não ficar com riscos, mas dá um acabamento bastante polido à peça, desde que se tenham retirado os riscos mais óbvios com a lixa.
Uma alternativa simples e barata é o verniz das unhas que também funciona muito bem. Só é preciso ter o cuidado de verificar que a peça está completamente curada antes de colocar verniz. Enquanto a resina está làquida, o verniz reage com a resina que fica amarelada e pode não curar completamente, ficando viscosa.
Para mais informações sobre lixar e envernizar a resina, veja o video:
Para dar cor à resina podem usar-se diversos materiais. Em primeiro lugar vende-se resina já colorida e as cores disponàveis podem misturar-se entre si. Para colorir em casa podemos usar pastel seco moàdo ou uma pintinha de tinta acràlica, que dão um aspecto opaco à resina
Para manter a transparência da resina pode-se usar tinta de esferográfica (uma quantidade muito pequena, retirada com um alfinete).
Qualquer destas técnicas é económica e funciona. É preciso ter cuidado para misturar os corantes muito bem porque de outra forma ficam bocados suspensos na resina que vão afectar o aspecto final do projecto.
Para evitar esse problema, o método que uso para colorir a resina é novamente o verniz vitral. Existe em imensas cores que se podem misturar e dá uma cor uniforme e transparente. –
Algum tempo depois do último post sobre correr, magoei-me a sério nas articulações dos joelhos. É uma mistura de falta de prática, puxar demasiado por mim própria no inàcio e acho que o facto da cidade ser toda a subir e a descer também não ajuda. Seja como for, passei de correr para andar. Quando digo andar, não quero dizer tipo passeio calmo à beira mar. É mais andar ao ritmo do Train dos Goldfrapp (a minha música de eleição para exercício).
Tenho feito percursos curtos – cerca de 1KM – até me passarem as dores. Hoje achei que já podia puxar um bocadinho mais, por isso planeei o percurso, vesti o equipamento e, depois de largar os miúdos na escola, lá fui eu. Tinha planeado um percurso mais longo para experimentar – 2,5KM – mas só a andar. É claro que assim que me apanho a caminho começo a pensar que se calhar era melhor correr só um bocadinho para subir o batimento cardàaco. Lá fui eu. Depois fui a andar na subida mas quando cheguei a uma rua a direito penso, “pois, aqui é a direito, não custa nada”, e lá corro mais um bocadinho.
É interessante como sou tão preguiçosa para começar a fazer exercício mas quando já estou lá, já me comprometi a fazer a coisa, puxo sempre mais e mais, em vez de me limitar a fazer o mànimo indispensável para poder dizer que já está.
Confesso que ter uma app como o runkeeper ajuda porque transforma a coisa num jogo. Graças a esta mistura de correr e andar, consegui chegar a uma média de 6 minutos por Km, que é bastante mais rápido do que qualquer tempo que já tenha feito só a correr. E tem a vantagem de poder dar permissão a mim mesma para descer um pouco o nàvel de esforço quando começo a sentir que o ar já não chega aos pulmões 😛
Enfim, se não tiver os joelhos todos lixados outra vez amanhã, acho que é um sistema que funciona. E sempre se gastam umas calorias que já não perco de outra forma.
Colar de tema marinho com componentes de Fimo esculpido,conchas, missangas e contas de vidro.
Este colar demorou vários dias a concluir. Desde a mistura das cores à escultura minuciosa das peças em Fimo, montagem e colocação do verniz, todo o processo foi efectuado com entusiasmo e a convicção de estar a criar uma peça muito especial que continua a ser uma das minhas favoritas. Foi inspirada pelos fabulosos trabalhos da Christi Friesen, uma das grande especialistas na escultura em Fimo.
Depois do arame, os alicates são a ferramenta mais importante em wire wrapping. Há 3 alicates fundamentais para começar: o alicate de corte, o alicate de pontas redondas e o alicate direito liso (ou seja, sem dentes por dentro, para não marcar o arame).
Na foto ao lado podemos ver diversos tipos de alicates, os três básicos já mencionados e outros com funções mais especàficas que podemos necessitar ou não conforme o tipo de peças que queremos fazer.
A zona do alicate que tem mais força e que agarra melhor o arame é junto ao cabo. Quanto mais para a ponta segurarmos o arame maior a possibilidade deste fugir, especialmente quando trabalhamos com arame grosso.
Vamos conhecer mais detalhadamente as caracteràsticas e funções de cada alicate e as suas muitas variantes.
Alicates de corte
Flush cut
Flush cut
alicate de corte comum
O alicate das duas primeiras fotos parece semelhante ao da terceira foto mas tem uma diferença crucial. São ambos alicates de corte frontal mas o primeiro corta uma das pontas do arame completamente a direito (flush cut) enquanto que o outro deixa um bico em forma de V em ambas as pontas cortadas.
O primeiro é então o alicate de corte ideal. O lado de fora faz um corte vertical perfeito, o lado de dentro forma um bico em V.
Nos alicates de corte comuns, como o da terceira foto, ambas as pontas ficam com um bico o que implica mais tempo perdido a limar. É muito importante que as pontas do arame que vamos usar estejam direitas ou arredondadas para não arranharem nem se prenderem nos tecidos. É um dos factores que distingue uma boa peça de bijutaria de algo feito a despachar.
Alicate diagonal
Para corte de memory wire
Existem também alicates de corte lateral ou diagonal, como o da esquerda, em cima. Devemos escolher o alicate de acordo com a espessura e grau de dureza do metal a cortar. Os mais pequenos geralmente servem só para cortar arame até 1mm de espessura e de consistência mais macia (ouro, prata, cobre, alumànio). Há alicates especàficos para arames mais grossos e metais duros, como o aço ràgido (memory wire). É o caso do alicate da foto da direita, que funciona mais como uma tesoura. Este alicate tem a vantagem de cortar ambas as pontas a direito (flush cut).
Alicates direitos
Este é o alicate mais comum e tem múltiplas funções. Serve para segurar as peças enquanto trabalhamos, para abrir e fechar argolas, dobrar ou endireitar o arame, etc. Deve ser completamente liso por dentro para minimizar as marcas no metal e fechar bem. Há que coloque fita de papel por dentro, para minimizar os vincos das arestas mas a fita estraga-se rapidamente e tem tendência a deixar cola no alicate, pelo que eu prefiro utilizar o alicate de nylon para tarefas que possam marcar muito.
O alicate de pontas de nylon não é indicado para trabalhos minuciosos porque deixa o arame escorregar com mais facilidade, mas é ideal quando é necessário aplicar força no arame para o dobrar sem vincar. Também serve para endireitar o arame: agarra-se na ponta com um alicate comum e puxa-se, deixando todo o arame deslizar por dentro do alicate de nylon.
As pontas de nylon são substituàveis. Aconselho a comprar logo duas ou três recargas juntamente com o alicate porque estragam-se depressa com muito uso.
O alicate paralelo é semelhante ao alicate direito mas os dois lados movem-se sempre paralelamente, o que permite agarrar o arame e as peças a trabalhar com mais segurança e sem marcar. Não é tão conveniente quando temos de mudar constantemente a zona da peça a segurar mas excelente quando precisamos de uma ferramenta para segurar uma peça pequena e dar estabilidade. Este alicate também é mais eficaz quando se trabalha com arame grosso e uma óptima ferramenta de apoio para trabalhar com chapa metálica.
O alicate de pontas curvas é semelhante ao alicate direito mas as pontas são finas e curvas para permitir trabalho mais minucioso em zonas interiores ou com pouco espaço. É muito usado também para abrir e fechar argolas.
Alicates de pontas redondas
Alicate de pontas redondas
Alicate com uma ponta redonda e uma direita
3 tamanhos de cilindro para formar argolas
Na foto da esquerda vemos o tradicional alicate de pontas redondas. Este alicate é composto por dois bicos cónicos e serve para formar argolas e curvas no arame. Agarra-se a ponta do arame com o alicate e vai-se enrolando o arame à volta de um dos bicos do alicate para formar a curva. O tamanho da curva varia de acordo com a zona do cone onde se agarra o arame – quanto mais na ponta do alicate, mais pequena fica a curva.
Existem alicates de pontas redondas maiores e menores. Os mais pequenos como este não têm força suficiente para trabalhar arame muito grosso, especialmente junto à s pontas.
Na segunda foto vemos uma variante deste alicate que tem apenas um bico cónico e outro direito. A vantagem deste alicate é que não marca o arame ao apertar.
Na foto da direita temos mais uma variante, desta vez com um bico direito, tal como no alicate do meio, e outro bico formado por 3 cilindros de tamanhos diferente. Permite formar argolas sempre com o mesmo tamanho com mais facilidade.
– Delicado anel em fio de prata quadrado com espirais.
Tem um diâmetro interno de 17,5mm mas é ajustável.
Pode encomendar estas e outras das minhas peças de bijutaria artesanal a partir da loja ou pedir informações preenchendo o formulário de contacto.
This slideshow requires JavaScript.
English:
Delicate sterling silver square wire ring.
This wirewrapped ring has an internal diametre of 17,5mm (size 7 3/4 US, size P UK) but the size can be adjusted.
Contact me for information on this or other items.Delicado anel em fio de prata quadrado com espirais.
Tem um diâmetro interno de 17,5mm mas é ajustável.
Pode encomendar estas e outras das minhas peças de bijutaria artesanal a partir da loja ou pedir informações preenchendo o formulário de contacto.
This slideshow requires JavaScript.
English:
Delicate sterling silver square wire ring.
This wirewrapped ring has an internal diametre of 17,5mm (size 7 3/4 US, size P UK) but the size can be adjusted.
Contact me for information on this or other items.
Estamos a chegar ao final da segunda semana de escola do Tiago e a coisa parece estar finalmente a assentar. Ainda não vai com muito entusiasmo mas já parece ter percebido as regras da sala e hoje levou a pontuação mais alta que aparentemente é a bola azul – pelos vistos vermelho, amarelo e verde não chegava para aquela turma. A professora acrescentou uma bola azul para os anjinhos e uma preta para as pestes.
No ATL apareceu para lá um miúdo mais crescido com a mania das caneladas. O Tiago nunca foi uma criança agressiva e durante muito tempo não se defendia. Tivemos de ser nós a explicar-lhe que não pode deixar os outros bater-lhe. Anda no Kung Fu, em parte porque é uma criança muito activa e uma actividade fàsica faz-lhe bem, e em parte para ver se aprende a defender-se.
No primeiro dia das caneladas, o pai esteve a treinar com ele métodos de evitar e reciprocar pontapés, utilizando o treino do Kung Fu, para ver se o brutinho apanha na mesma moeda. Com bullies a única solução é dar mais do que se recebe e recuso-me a deixar o meu filho ser vitima de bestas imbecis a vida toda. Considerando que a alternativa é ir lá eu dar um par de estalos à criancinha, parece-me a solução mais segura.
No dia seguinte, o Tiago diz que o outro voltou a dar pontapés à traição mas parece que desta já levou uns socos em troca. Como hoje não houve nada pode ser que o cobardolas tenha percebido que é melhor ficar por ali.
O Tiago por enquanto gosta dos exercícios da escola e dos trabalhos de casa. Escrever o nome é que parece ser um grande sacrifàcio, mas acho que é porque ele não o consegue fazer com a facilidade com que queria. Estamos a tentar incentivar e mostrar que melhora com a prática.
Na passada sexta feira foi a vez do ATL fazer uma cerimónia de apadrinhamento. Aparentemente é algo muito popular no primeiro ciclo e, parece-me, altamente inútil. Os miúdos nem se conhecem ainda, quanto mais lembrar-se com quem é que é suposto irem falar se tiverem dúvidas. Enfim.
No geral os miúdos divertiram-se, cantaram, brincaram e tiraram fotos. O meu filho, obviamente, recusou-se a levantar-se da cadeira, fez um ar de tédio e sofrimento, foi arrastado para a foto e deu murros na sua própria cabeça. Compreendo que ele fique ansioso com estas coisas – muita gente, todos os pais a assistir – mas não sei bem como lidar com as reacções dele. Acho que é um bocado teatro mas a auto-flagelação preocupa-me.
Mas pronto, desde que não haja mais cerimónias em breve, a coisa parece estar a andar bem.