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Embalar

O tempo que passo com a minha filha ao final do dia, a ler-lhe uma história, cantar para ela e a embalá-la antes de a deitar na cama dão-me uma felicidade e calma indescrità­veis. Apesar do cansaço do dia, quando a vejo deitadinha nos meus braços, com aquele cheirinho a bebé acabadinho de sair do banho, com aquela confiança absoluta em mim e no facto de que ali está segura, como só uma criança pequena consegue ter, sei que vão ser estes pequenos momentos de que vou sentir saudades mais tarde.

Consulta de rotina

Na sexta feira levámos as crianças à  pediatra para as respectivas consultas de rotina – a dos 5 anos para o Tiago e a dos 2 para a Joana.

O Tiago continua no topo da escala de altura, com 118 cm e a Joana continua no percentil 50, com 87 cm. No peso estão sempre mais abaixo, ele com 18 kg e ela com11 mas são saudáveis e a desenvolver-se bem por isso nunca me preocupei com essa parte.

O Tiago tinha feito as suas vacinas na semana anterior e portou-se muito bem, coitado. A segunda doeu um bocado mas nem o ouvi berrar por isso aguentou-se bem (eu fiquei na sala de espera com a Joana para ela não ficar preocupada com a reação do irmão).

Joana com 2 anos

A examinar a sua boneca com o novo estetoscópio

No sábado a Joana fez dois anos. É estranho como me parece que os dois primeiros anos do Tiago passaram muito mais devagar do que os da Joana. Por outro lado ela também começou a falar muito mais cedo e por isso temos sempre a ideia de que é mais crescida por se explicar tão bem. Há meses que já faz frases completas, pede sem problemas tudo o que quer e faz-se compreender muito bem. Tem muitas palavras que ainda diz há bebé, como ‘tuta’ em vez de fruta, mas um bebé não teria piada nenhuma se não passasse por isso 🙂

O seu nome ainda não sabe dizer bem e começou a referir-se a ela própria como Nana e tenho a impressão que cá por casa está a pegar. Tiago, porém, diz sem problemas mas a adoração do mano é óbvia, apesar de também se desentenderem muitas vezes. Quando o Tiago ralha com ela ela vinga-se com umas palmadas, beliscões, dentadas ou pontapés, mas e mais para ver até onde a deixam ir do que por crueldade. Assim que alguém ralha com ela por se portar mal, desata a chorar como se fosse o fim do mundo.

É também perita em birras com todos os requintes, desde amuar com o lábio de baixo todo para fora e braços cruzados como atirar-se para o chão a espernear (algo que, felizmente, já acontece com menos frequência). Por outro lado as birras também são fáceis de desarmar e passam rápido.

Passou a tomar banho com o irmão o que tornou a hora de banho mais um momento de brincadeira do que de birras. Vão os dois a correr para a casa de banho a gritar “banho! Yay!” e para nós é óptimo porque dá muito menos trabalho do que à  vez.

No inicio do verão a Joana começou a fazer xixi no bacio e na escola já passa a manhã sem fralda. Acho que ainda é um bocado cedo e que ela não tem ainda inteiro controlo da situação mas fica muito feliz quando consegue e batemos todos palminhas. Os cocós é que ainda não. A educadora sugeriu que tentássemos tirar-lhe as fraldas durante as férias mas eu vou sempre seguir-me pela Joana, não a tentando obrigar a fazer algo para o qual ela ainda não tem maturidade suficiente. Como já percebeu a ideia penso que daqui a mais uns meses ela irá naturalmente dar os sinais necessários para o fim das fraldas.

Em termos de afecto, continua a ser muito meiguinha, dando imensos abraços e beijinhos espontaneamente. Ainda fico surpreendida por vezes porque o Tiago não era assim nesta idade. Só no último ano, talvez, é que começou a ter uma maior demonstração de afecto.

A festa de anos foi em famà­lia, com a ausência do meu irmão, cunhada e sobrinho que se mudaram recentemente para Inglaterra e correu bem. O Tiago faz sempre umas birrazitas de ciúmes ao inà­cio, mesmo recebendo umas prendas, mas o tio Filipe consegue dar-lhe a volta 🙂

Acho interessante que quando recebem as prendas muitas vezes não ligam nenhuma mas nos dias seguintes fartam-se de brincar com as coisas novas. Vou ter é de começar a fazer doações ou arranjar caixas para o sótão porque os quartos estão já demasiado cheios de bonecada.

Gastroenterite

No sábado a Joana teve um pico de febre e fez um cocó um bocado mais là­quido do que o costume. No domingo já estava bem. Infelizmente foi a vez do Tiago começar com os sintomas.

Na segunda o Tiago ficou em casa e apesar da diarreia, ao fim do dia já parecia bastante bem disposto e até se fartou de brincar com a irmã quando ela voltou para casa. Na terça persistiram os sintomas e por volta das quarto da tarde adormeceu no sofá. Tive que o acordar para irmos buscar a irmã à  escola e ele foi a chorar o caminho todo, cansado e a queixar-se de cólicas. Nessa noite, em vez de melhorar piorou. Vomitou o jantar e passou a noite a levantar-se para ir à  casa de banho e as fezes começaram a sair com sangue.

Ontem fomos então com ele primeiro ao centro de saúde e depois ao hospital onde o Tiago passou a manhã a ser examinado por diversos médicos diferentes. Ele estava exausto e cheio de cólicas e lá deixou uma amostra para análise. No final concluiu-se que o sangue seria apenas resultado do intestino irritado devido aos três dias de diarreia constante, que não estava desidratado e que, desde que devidamente vigiado e continuando a dieta, podia voltar para casa.

Passou a tarde a là­quidos porque voltou a vomitar quando chegou a casa e adormeceu no sofá pouco tempo depois de termos chegado. Felizmente à  noite o sangue já tinha parado, a diarreia tornou-se menos frequente e até conseguiu comer pão à  hora de jantar.

Esta noite já dormiu sem interrupção e acordou bastante mais bem disposto. Fomos novamente ao hospital mas foi mesmo só para verem que ele já estava bem. Ainda está com umas fezes algo là­quidas mas a frequência decresceu bastante,  já tem apetite e não voltou a vomitar e espero que assim se mantenha. Podemos finalmente respirar de alà­vio cá em casa 😛

Tiago, 5 anos

No dia 11 de Março o meu filhote fez cinco anos.

Este ano resolvemos não fazer a grande confusão que é alugar um espaço e convidar os miúdos todos da escola. Sai caro, só aparece metade, com sorte e o Tiago tem uma grande tendência para amuar e passar o tempo todo sentado a um canto. Optámos por algo mais simples e controlado: lanche cá em casa com a famà­lia e depois um bolo para levar para a escola. Ainda conseguiu amuar e dizer que não gostava dos brinquedos que os avós compraram porque estava à  espera de receber outra coisa mas tirando isso correu tudo bem. Recebeu montes de Lego que deu para o entreter nas semanas que se seguiram e um jogo de blocos de madeira que ele usa para construir robots.

Por qualquer motivo que agora me escapa, resolvi fazer eu o bolo de aniversário. Deve ser demência precoce.

Está bem, pronto, andava com vontade de experimentar a massa de açúcar e foi uma boa desculpa. Fiz 3 bolos de iogurte em formas retangulares e construà­ dois bolos Lightning McQueen que nem ficaram muito mal. Ficou a faltar um rolo de massa decente para poder usar óleo em vez de maisena para estender a pasta mas consegui não estragar tudo no fim nem deixar cair o bolo antes de chegar à  mesa  (algo que acontece com mais frequência do que seria de esperar) portanto acho que foi um grande sucesso.

O cidadão Tiago

Esta manhã levei o Tiago à  conservatória para fazer o cartão de cidadão, como primeiro passo necessário para a eventual inscrição na escola primária.

O Tiago portou-se muito bem, não fez nenhuma careta à  Calvin e até assinou o seu nome mas acabou por não ser usado porque aquilo é pouco sensà­vel à  pressão e nas ultimas duas letras ele carregou pouco e a imagem não passou.

Ao contrário do que se passava na altura em que tive de fazer o meu cartão, estivemos pouco tempo à  espera e havia apenas 3 pessoas à  nossa frente. A senhora que nos atendeu foi simpática e paciente e a introdução dos restantes dados também foi muito rápida. Acho que demorou um máximo de 45 minutos desde tirar senha até sair porta fora. É bom saber que os serviços sempre vão melhorando alguma coisa com o tempo.

A mãe de todas as gripes

Na semana passada o Tiago esteve doente com amigdalite. Ao fim de uns dias de antibiótico voltou à  escola para não perder a visita de estudo ao teatro e o dia de carnaval da escola, onde foi pelo terceiro ano vestido de Spider-man (pelo menos nos fatos de carnaval sai-nos barato).

No sábado estava com febre outra vez, queixava-se de dores de cabeça, dores de garganta e náuseas. Piorou no domingo e eu também me comecei a sentir mal, principalmente cheia de uma tosse incessante – se há coisa certa é que apanho os và­rus dos miúdos todos. As infecções nem por isso, mas os và­rus não falham. A febre do Tiago esteve altà­ssima durante todo o domingo e foi preciso ir alternando o Benuron com o Brufen. Eu à  noite comecei também com febre e por volta das 6 da manhã acordei a tremer de frio e temperatura acima do 39. Como a minha temperatura normal é 35.5, 37 já é febre, quanto mais 39. Lá tomei qualquer coisa e estive para ali a bater o dente uma eternidade até começar outra vez a sentir-me mais normal. Dormir é que se tornou impossível.

Quando foi hora de levantar estava um zombie. Doà­a-me tudo e só o esforço de me vestir fez com que quisesse voltar para a cama. No such luck. Dia de limpezas implica que pelo menos durante a manhã tenho que estar vertical. OK, vertical era pedir muito, mas fiz os possà­veis.

Com dores de cabeça permanentes, tosse constante e a certeza de que me tinham largado uma casa em cima durante a noite, arrastei-me pelos cantos até poder finalmente enfiar-me na cama. Como não estava sequer em condições de lidar com os miúdos, o Pedro ficou a trabalhar em casa para estar de olho neles e a minha mãe apareceu a meio da tarde para fazer baby-sitting enquanto eu estava basicamente knock-out. Ocasionalmente ouvia a gritaria do Tiago, que ao terceiro dia já estava bastante recuperado, e depois apagava outra vez. Não sei se é da idade ou da frustração de não estar a conseguir  cumprir as minhas obrigações de mãe mas não me consigo lembrar de alguma vez ter estado assim tão mal.

Na terça mandei o Pedro trabalhar e resolvi que já me safava apesar de continuar com febre e com a maldita dor de cabeça que não passava com medicamento nenhum, mas pelo menos já conseguia andar. A minha mãe voltou cheia de boa vontade para ajudar a tomar conta dos miúdos mas sinceramente a ajuda foi pouca porque em vez de eu estar quietinha no sofá acabei de pé de um lado para o outro, fiquei cheia de dores de garganta do esforço de falar e ainda tive que arrumar a cozinha porque os meus pais resolveram almoçar cá em casa. Oh well… É a intenção que conta, certo?

à€ noite foi a Joana que começou com febre e eu passei o tempo a acordar ou com tosse ou febre.

Na quarta de manhã achava que estava finalmente a melhorar. Consegui brincar com as crianças de manhã mas à  hora de almoço comecei a sentir-me pior outra vez. Quando a Joana acordou da sesta estava com 39.3 e eu lá perto, com 38.8. Estive na cozinha a preparar comida para eles a sentir-me a ferver e cheia de arrepios e tonturas. Cheguei ao ponto de meter o número de telefone do Pedro em speed dial e explicar ao Tiago como ligar se eu por acaso caà­sse para o lado e batesse com a cabeça. OK, se calhar foi um bocado demais mas da maneira como me sentia naquele momento achei que mais valia prevenir.

Esta noite foi mais do mesmo, com a minha tosse a não deixar ninguém dormir e febre à  1 da manhã. 4 dias de febre alta para uma simples gripe? Nunca na vida!

Hoje senti-me finalmente melhor mas aprendi a lição: é só de manhã portanto mais vale aproveitar. Estive a por em dia as tarefas em atraso de uma semana – mudar lençóis das camas, por os babetes da Joana de molho e lavar, mudar as pedras dos gatos, etc.

Tal como previsto, ao meio dia voltaram as dores várias e a tosse parece ter decidido que ainda não estava irritante o suficiente e multiplicou os seus esforços. Pelo menos não voltei a ter febre.

Na sexta feira passada tinha decidido qual o rumo a seguir no que diz respeito a trabalho e mudança de carreira (ou tentativa de mudança, pelo menos – vamos ver se funciona). Entretanto já perdi uma semana em que não consegui fazer absolutamente nada. O universo anda a gozar comigo.

Acabaram-se os aniversários dos amigos

No sábado levámos o Tiago à  festa de aniversário de um amigo da escola. Assim que entrou na sala parou, amuou e não se mexeu mais, não brincou nem falou com ninguém durante quase 3 horas até finalmente dizer que se queria ir embora enquanto nós esperávamos de pé no meio da confusão e barulho. Felizmente estavam lá uns pais simpáticos com quem conversar porque de outra forma tinha sido uma seca monumental para toda a gente. Quando penso que os meus sogros se ofereceram para ficar com os miúdos e podia ter tido uma tarde sossegada fico pior que estragada.

Eu pensava que esta atitude tinha acabado, mas aparentemente, quando confrontado com um local que não conhece, o Tiago continua a fazer shut-down e não há nada que consiga dizer ou fazer para ele reagir. Uns dias mais tarde disse que viu um barco dos piratas e que não gostou. Eu não vi piratas em lado nenhum, mas OK. De qualquer forma, no momento, não nos diz absolutamente nada e é impossível lidar com ele. Já me andavam a perguntar se ele não estava doente, se não teria febre, mas ele gosta é da atenção. Se não tivesse já feito isto tantas vezes antes até era capaz de me preocupar mas já percebi que ele é assim e o melhor é não ligar.

Assim sendo, acabaram-se as festas de aniversário para o Tiago. Já não tenho paciência para perder um dia do fim de semana para ir não sei para onde e depois ter de aturar o meu filho amuado e ainda acabar por ter de pedir desculpa aos pais do aniversariante. Ele que vá à s festas dos amigos quando fizer 15 anos e já não precisar de companhia dos papás.

Passeios, danças e livros de pintar

Agora que já anda com confiança, a Joana não quer outra coisa. Até já experimentei deixar o carrinho em casa porque ela quer mesmo é andar a pé. O problema é que demoro o triplo do tempo a fazer o percurso.

Também está na fase de gostar muito de dançar e cantar, faz os gestos das músicas que aprende na escola e começa logo a abanar-se quando pomos música a tocar. Continuo, porém, a achar que o Tiago a dançar NIN era muito mais divertido, especialmente porque a Joana parece preferir as músicas do Panda.

No fim de semana fomos à  procura de livros de pintar porque o Tiago começou finalmente a interessar-se por isso, passando bastante tempo sentado à  mesa com marcadores ou lápis de cor. Cometemos o erro de ir ao Toys’r’Us. Não encontrámos nada de jeito e a Joana começou a agarrar todos os brinquedos que encontrava pelo caminho. Se tentava voltar a arrumar os mesmos puxava gritando ‘Meu!’ e eventualmente desatava a berrar. Estando mal habituados com o Tiago que mexia nos brinquedos mas nunca pedia nada, estamos lixados com a menina Joana.

Joana, 18 meses

A Joana chega aos 18 meses toda independente. Quer fazer tudo sozinha sem ajuda – comer, andar na rua e até descer escadas. Por razões óbvias isto causa algumas birras (especialmente as escadas, claro – a miúda é um perigo).

Recusa-se a comer se não for ela de colher na mão e já nem aceita que eu tenha outra para lhe dar umas colheradas nos intervalos, que isso é para bebés. Já come os cereais de pequeno almoço (estrelitas com leite) sem qualquer ajuda, o puré de fruta só comigo a segurar na embalagem para não tombar e até quer comer a sopa sozinha, algo que me causa algum desconforto por causa da porcaria. Mas tenho que deixar porque de outra forma ela não come nada. Quanto a sólidos, está na fase do pão. Já sabe dizer pão e água por isso percebe-se logo quando tem fome ou sede. O problema com os sólidos é que, tal como o irmão, quando já não quer mais vira o prato ao contrário e usa-o como chapéu e lá vai o resto da comida para a mesa, calças ou chão. É a fase da porcaria.

Na rua demoramos uma eternidade a chegar a qualquer lado porque a Joana só quer andar a pé, sem dar a mão. É muito giro vê-la a andar mas custa um bocado demorar 10 minutos para chegar ao carro que está estacionado a 5 metros. E o pior é que anda sempre com o seu coelhinho a arrastar no chão e depois vai mete-lo na boca, claro.

Continua a demonstrar comportamentos tà­picos de menina e apesar de brincar com carros e aviões como o Tiago nota-se que adora bonecas e animais de peluche, algo a que o Tiago nunca ligou. Na passagem de ano andou para lá de bebé ao colo a dar biberon. Nunca pensei que as miúdas nascessem logo assim. Estava convencida que isso era puramente influencia da educação e falta de disponibilidade de brinquedos mais ‘masculinos’ para as meninas, mas cá em casa isso não é verdade e o comportamento dela é claramente diferente do do irmão na mesma idade.

Gosta muito de dançar e 8infelizmente para mim) já conhece e adora a músicas todas do Panda que dança já tentando fazer os gestos e tudo. Mas pronto, eu na primária também cantava músicas das Doce com uma vassoura a fazer de microfone. Faz parte.

A Joana também tem uma grande obsessão com sapatos – cheguei a ter de descalçar os sapatos que tinha escolhido para usar na passagem de ano porque ela não me largava os pés – e ao contrário do irmão que só quer é andar descalço, a Joana não descansa enquanto não tiver calçado os sapatos. Agora que tem mais do que um par é ela que decide quais é que calça. Parte disso é da idade – tentar calçar-se sozinha – mas não é só. Também gosta muito de vestir o casaco, que vai buscar para a ajudarmos a vestir, e a que chama ‘cacaco’. Outras palavras novas são ‘papéu’ (chapéu), Tati (o coelhinho dela), ta-tai (sentar) e caiu. Ontem disse ‘lasagna’.

Aos 18 meses a Joana tem já 10 dentes: 4 à  frente em cima, dois em baixo e mais 4 molares (2 em cima e 2 em baixo).

Festa de natal do Tiago

Ontem foi a vez da festa de natal do Tiago. Esperava que ele amuasse como nos anos anteriores mas portou-se lindamente e fez tudo o que era suposto com bastante entusiasmo.

A Joana não gostou nada de voltar a entrar na sala – acho que ficou traumatizada com a festa dela e não queria ir outra vez para o palco. Passou o tempo todo ao colo das avós e não queria nada comigo nem com o pai 🙂

O Tiago estava vestido de formiga, com a bandolete de antenas que eu lhe fiz e uns collants cortados presos à  camisola para fazer as patas extra e estava super giro. Vê-lo no palco a dançar fez-me ver como está tão crescido. Fica sempre nervoso nostes dias e ainda fez um bocado de fita de manhã e nem tomou o pequeno almoço. Isso notou-se principalmente quando foi a sua vez de ir ao microfone contar a sua parte da história: para um miúdo que diz tudo aos gritos, falou tão baixinho que mal lhe reconhecia a voz. Mas depois parece ter passado.

A bandolete devia era ter sido testada antes porque com o entusiasmo dos saltos estava sempre a cair. E da próxima vez preferia que me dissessem como queriam o fato de formiga porque agrafaram as ‘pernas’ à  camisola que ficou cheia de buracos e só está boa para o lixo. Considerando que era nova é um bocado irritante. Se aquilo tivesse sido cosido com linha e agulha não se tinha estragado daquela maneira e nem me tinha dado muito trabalho. Oh well. Não é grave.