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Joana, 17 meses

A Joana chega amanhã aos 17 meses. Está cada vez mais alta, como seria de esperar, com cerca de 80 cm, continua bem disposta e muito faladora. O seu vocabulário continua a aumentar aos poucos e parece fazer um esforço por repetir as nossas palavras e dizê-las bem. Diz ‘pão’, mão’, ‘agua’ e depois mais uma série de outras palavras que não se percebem tão bem. Quando quer sair da mesa ou colo diz ‘ama’ que presumo que seja a sua forma de dizer ‘anda’.

Achei interessante o facto de dizer rapidamente que sim com a cabeça quando lhe faço uma pergunta mesmo quando não percebe bem o que estou a perguntar. O Tiago dizia primeiro que não a tudo – são completamente opostos numa série de coisas. Mas a Joana também já sabe dizer que não e é algo que faz com toda a confiança se não quer algo.

Graças ao irmão e aos fins de semana de cheat day das dietas, anda a descobrir novos sabores tal como cheetos, donuts e outras coisas do estilo. Para ela é tudo pão – pão, bolachas, donuts, qualquer bolo, massa, arroz – por isso já tive uma situação em que ela estava à  mesa a pedir pão, fui buscar e ela abana logo a cabeça com um não. Queria era o donut que estava guardado na prateleira.

O que é bom é que já come tudo sozinha, até os cereais de pequeno almoço à  colher. Na fruta ainda ajudo – ela tem uma colher e eu tenho outra – mas é mais para evitar que vá tudo parar ao chão acidentalmente. Esta parte é um alà­vio. Não há nada melhor do que eles começarem a conseguir fazer tudo sozinhos.

Desde que começou finalmente a andar que não quer outra coisa e nunca mais gatinhou. Já só quer andar sozinha na rua, sem dar a mão nem nada. Está naquela fase de independencia que é um perigo porque há alturas em que se aproxima da estrada ou quer subir ou descer escadas sozinha e farta-se de berrar em protesto quando a vou lá buscar.

Nas brincadeiras, já há algum tempo que domina os jogos de enfiar argolas no poste ou encaixar formas simples. Fica frustrada facilmente mas com algum feedback (palminhas quando consegue, etc) lá vai repetindo e tentando novamente.

Outra diferença obvia em relação ao irmão é que a Joana adora bonecos. Anda sempre agarrada aos peluches e adora todos os bonequinhos, desde as Bratz que eram minhas aos bonecos do Ben 10 do irmão. Se tem cara ela gosta. O Tiago nesta idade só ligava a carros e,  tirando o seu ursinho de dormir, não ligava nenhuma aos peluches. Por outro lado, agora gosta imenso de brinquedos que normalmente são de menina – Jewel Pets, Vamprincesas, etc.

Ontem fomos à  primeira festa de Natal da escola da Joana. Ela esteve bem, sem chorar, sentada no seu sí­tio. Abanou-se muito ao som da música e bateu palminhas e tirando a ocasional expressão de ‘WTF?’ pareceu divertir-se mais do que eu esperava. Não fez os gestos da coreografia (tem 1 ano, o contrário é que seria de espantar) mas também não amuou a um canto como o irmão faz todos os anos. Vamos ver se continua assim ou se ganha aversão ao palco.

Flattery will get you everywhere

Conversa de pequeno almoço:

Eu: Joana, tens as mãos todas sujas, não faças isso!

Tiago: O que é que a Joana fez?

Eu: Sujou-me a camisola com as mãos sujas de leite.

Tiago: A camisola que tens vestida é muito linda.

Eu: (a rir) Obrigada Tiago, és muito querido. Sabes, ganhas sempre pontos quando elogias a roupa das senhoras.

Tiago: Mãe, ficas sempre linda com as tuas roupas.

– Lição aprendida –

Joana, 15 meses

Aos 15 meses a Joana já dá uns passos sem apoio nem ajuda mas sempre com o olho no próximo ponto onde se pode agarrar. Se se distrai anda sem problemas mas parece que lhe falta a confiança noutras situações.

Em termos de alimentação, é um bocado como o Tiago. Come pouco e não vale a pena insistir. Quando acha que já chega empurra o prato e diz ‘já está’. A partir daà­ só lhe consigo dar mais comida se for uma coisa diferente que a tente. Se a conseguir distrair o suficiente para lhe dar mais uma colherada e ela não quiser, cospe tudo fora. Apesar de tudo, geralmente não come mal. Come bem a sopa, geralmente come a fruta, e se os sólidos forem algo que lhe agrade também vão. Muitas vezes é só metade da quantidade que tinha no prato mas desde que seja um bocadinho de cada coisa já não é mau. Tem é de comer sozinha dentro do possível ou pelo menos ter uma colher na ão para tentar.

A diferença maior em relação ao Tiago é que a Joana não gosta de leite. Como teve de andar 6 meses a comer papas com o leite hidrolisado, quando mudámos para o outro, apesar de já não vomitar, nunca se habituou ao sabor e recusa. A solução foi dar-lhe iogurtes e pão em vez de papa. Começámos agora a tentar introduzir outro tipo de cereais de pequeno almoço, para ser mais parecido com o que o irmão come, mas vai demorar até se habituar.

No desenvolvimento da linguagem vamos bem. A Joana acrescentou Tiago, ‘já tá’, anda, e o incontornável não à s palavras que já dizia regularmente. Adeus é ‘ta’ que não sei se será uma tentativa de dizer ‘tchau’.

Fomos à  consulta na passada sexta feira, a meio do que tem sido uma fase de doença constante. Ela tem andado com febre dia sim dia não, teve um fim de semana de vómitos e diarreia mas parecia estar a ficar bem no final da semana passada, tirando o nariz ranhoso que é mais ou menos permanente nesta idade. Não tosse, não se queixa e geralmente está de bom humor excepto quando a febre sobe, altura em que fica com aquele olhar mais vidrado, mas até agora não se tinha determinado nada que indicasse mais do que os virus tà­picos da creche e mudança de estação.

A Dra. Paula examiou-a de cima a baixo e não viu nada fora do normal, ao ponto de dar indicação para fazermos as vacinas ao fim de uns dias. Infelizmente, logo no dia seguinte, a Joana acordou muito mal disposta, fez uma birra monumental ao pequeno almoço e à  tarde estava com febre outra vez. No domingo já não tinha nada outra vez. Na segunda acordou com 37.5 pelo que teve de ficar em casa novamente mas à s 10 da manhã já estava OK sem eu lhe ter dado medicação nenhuma e esteve bem o resto do dia. Nessa noite a coisa voltou a piorar, com febre acima dos 38.

Os meus sogros sugeriram que poderia ser uma infecção urinária, cujos sintomas nos bebés são mais difà­ceis de identificar, mas quando passaram cá ao final do dia ficou estabelecido que tinha mas era uma amigdalite. Não me espanta. Já estava fraquinha das viroses e passa a vida a chuchar nos coelhos que, por mais que eu lave, devem acumular bactérias ao kilo.

Começou ontem o antibiótico, que é quase impossível de dar sem ela cuspir tudo, e fica em casa o resto da semana para ver se agora aguenta pelo menos uma semana ou duas antes de apanhar outra porcaria qualquer.

Andamos nós a pagar quase um salário mà­nimo nacional para a creche e depois ela passa quase o mês todo em casa. E eu ainda com coisas para tratar do fecho da empresa, que têm de ser resolvidas até ao final do mês…

Mais um virus vencido

No domingo acabámos por não ir almoçar a casa do meu irmão, para limitar o contacto deles com o virus da Joana. Passámos lá só um bocadinho mais tarde, para cantar os parabéns ao Gabriel e dar as prendas. A Joana vomitou durante a viagem de carro e esteve muito rabujenta e o Pedro também se começou a sentir mal, por isso viemos embora o mais depressa possível.

Na noite de domingo para segunda eu comecei a sentir dores no està´mago e assim que me levantei percebi que também tinha apanhado a virose. Como o Tiago ainda não tinha dado sinais de problemas, resolvemos levá-lo à  escola, nem que fosse para estar longe do contágio por umas horas, mas já não fomos a tempo. Duas horas depois liga a educadora a dizer que ele tinha vomitado.

E foi tudo o que fez durante a segunda feira. Não aguentava nada no està´mago, nem água dada à s colherinhas. Ao fim de uns minutos vinha tudo fora. Felizmente não chegou a ter diarreia e na terça já parecia bem, cheio de fome e bem disposto. Eu também só estive mal um dia e a Joana ontem também já não tinha nada.

O Pedro parece ter sido o único que não se safou intacto desta treta porque ficou com o està´mago todo lixado e passou o dia de hoje cheio de dores. Lá acabou por ir ao posto médico ao fim do dia, porque já não sabia o que fazer mais, e voltou medicado. Parte da medicação parece ser leitinho com chocolate frio e gelado – que chatice, não é? 🙂 Acho que o Tiago teria gostado deste remédio (se não fossem as dores brutais, claro).

Hoje as crianças já voltaram à  escola e parece que correu tudo bem. Aproveitei o dia para acabar de refazer a home da Nitro que já não fazia sentido como site de empresa e mais uns detalhes de design aqui e ali que ainda andavam pendurados.

Ainda falta fazer etiquetas com o novo logo, para levar umas peças para a loja de Lisboa e depois é atirar-me à s peças novas que o tempo até ao Natal já começa a ser pouco. Perder duas semanas com viroses lixou-me o calendário todo.

O Pedro escreveu sobre isto aqui.

Raios que está outra vez doente

Pois é, a Joana está a sofrer o resultado do primeiro mês de creche. Esteve com febre no fim de semana passado, voltou à  escola dois dias e hoje acordou com vómitos e diarreia.

Quando a fui buscar ao quarto vi logo que ela não estava bem porque estava com um choro insistente e agudo sem razão aparente. Quando chegou à  cozinha só queria era beber à gua. Depois de um copo cheio vomitou tudo fora. Foi mudar de roupa e depois tentei dar-lhe comida mas ela não estava muito interessada. A única coisa que aceitou foi um iogurte. Depois veio a fralda, indescrità­vel, que implicou mudar-lhe a roupa toda.

Ao almoço parecia finalmente interessada em comida, depois dormiu uma hora e quando acordou vomitou o almoço por digerir, seguindo-se nova diarreia. Pronto, aceitámos a situação e vamos fazer o melhor possível.

Fiz um chazinho com açucar, que ela não aceitou muito bem, continuando a preferir beber água e ao lanche lá comeu um bocado de banana mas mais nada. De vez em quando lá vinha mais um cocó là­quido, mas em quantidade mà­nima porque não tinha comido nada.

Ao jantar foi uma questão de lhe meter tudo à  frente e deixá-la escolher: arroz, torrada, banana, chá, água… Foi um bocadinho de cada coisa, seguida de mais um cocó, ainda là­quido mas em maior quantidade. É mau pela desidratação mas pelo menos quer dizer que a pouca comida lá passou do estomago.

O problema destas coisas com os nossos filhos é que eles já são magros e quando passam uns dias assim perdem imenso peso. Nós tentamos não os forçar a comer, preferindo dar-lhe coisas que eles gostem sempre que possível para as refeições não serem um campo de batalha mas mesmo assim não posso dizer que comam grande coisa a maior parte do tempo. Quando se trata de um bebé com pouco mais de um ano, a coisa complica-se ainda mais e é difà­cil não ficar preocupada com a desidratação e perda de peso.

Ainda por cima amanhã é suposto irmos ao aniversário do meu sobrinho e agora não sei se dá. Já o ano passado o Tiago ficou doente nesta altura e agora é a Joana. Por um lado não quero ir espalhar o và­rus mas por outro não queria perder mais um aniversário do Gabriel, meu único sobrinho. Vamos ver como corre a noite e a manhã…

Virus e sapatos

Na sexta feira à  hora de almoço ligaram da escola a dizer que a Joana estava com febre. É o segundo viruzito que apanha, no primeiro mês de escola, tal como previsto. O que vale é que as crianças, mesmo doentes, se aguentam bem. Andou a encostar-se mais, resmungava quando ficava com febre e, percebemos depois, porque tem outro dente a nascer, lá foi tomando uns benurons e depois ficava OK.

Entre sábado e domingo já passou 24 horas sem febre e o mesmo na segunda. Na terça ainda ficou em casa para ter a certeza que estava OK.

A única chatice com isto é que o Pedro tinha tirado esta semana de férias para descansar, especà­ficamente sem miúdos, e ter a Joana em casa lixou um bocado os planos. E como tivemos que andar a tratar do fecho da empresa pelo meio, pior ainda.

Ontem, quinta feira, foi o primeiro dia em que ambos os miúdos voltaram para a escola e o Pedro lá conseguiu ir gravar uns sons que estava a tentar acabar desde segunda enquanto eu arrumava a casa. De tarde, como veio a Augusta limpar o resto, levámos as gatas à s vacinas e depois de ir buscar os miúdos à  escola fomos comprar uns sapatos novos ao Tiago.

O Tiago, com quatro anos e meio, anda fascinado com os sapatos com luzes. Depois de lhe comprarmos 2 pares de Geox que ficaram desfeitos em 2 semanas (acho que ele anda no recreio de joelhos a arrastar com o peito dos pés no chão de tal forma que as tiras de velcro se desfizeram todas), iamos comprar uns mais baratinhos (porque sessenta e tal euros de duas em 2 semanas doi) mas fomos à  Skechers e ele lá viu outros cheios de luzes e nós, que somos uns bananas que mimam demais a criança, lá largámos os 55 euros em vez dos 25 por uns ténis mais simples noutro lado. Oh, well.

Aproveitei para explicar que agora tem de ter mais cuidado com aqueles porque só lhe volto a comprar sapatos novos com luzinhas daqui a um ano. Vamos ver quanto tempo duram. Pelo menos é um  modelo diferente, com uma parte plástica à  frente que pode ser que resista mais do que o tecido dos outros ao raspar no chão. Fingers crossed…

Hoje vai ser então o primeiro dia em que o Pedro está de férias e que não temos ninguém em casa nem nada marcado para ir fazer. Mal acredito! É incrà­vel pensar que durante anos fomos só nós os dois e agora passam-se meses até conseguir um único dia sozinha com o meu marido. Se não fossem os meus queridos sogros que ficam com os miúdos ao sábado de vez em quando, acho que nunca tinhamos uma conversa sem interrupções de crianças aos gritos durante anos.

Já em casa?

Pois é, ainda não acabou a terceira semana de creche e a Joana já ficou em casa com febre. Considerando que costuma acordar toda espevitada logo à s 7 da manhã, quando vimos que eram 8.30 e ela continuava a dormir ferrada achámos logo que se passava qualquer coisa. O Pedro tirou-lhe a temperatura e deu 37. Dei-lhe a papa mas ela comeu pouco e estava muito irritada. Fui vesti-la e tirei a temperatura novamente. Desta vez deu 38.4.

Passou a manhã com aquele olhar vidrado, sentada ao meu lado, até a febre começar a descer. Nessa altura lá começou a mexer-se e a brincar um bocado mas nota-se que está um bocadinho mais em baixo que o normal. Enfim, pode ser que passe durante o fim de semana e não seja nada que requeira antibiotico.

A Joana vai para a escola

Nos últimos dias de Setembro a Joana começou a ir para a creche. No primeiro dia ficou só uma hora, no segundo duas, no terceiro almoço e a partir de 1 de Setembro começou a ficar até à s quatro e meia.

Ao fim de uns dias começava logo a resmungar assim que entrava na escola mas quando a ia buscar estava bem e só choramingou quando me viu.

Ao fim de duas semanas parecia estar a adaptar-se bem e esta semana já consegui deixá-la mais um bocadinho. A educadora diz-me que ela já ri e dança, que come e dorme bem e hoje em vez de chorar quando entrou na sala disse olá, pelo que acho que não podia estar a correr melhor.

Os dias mais complicados são as segundas feiras porque, depois de dois dias em casa, não fica muito feliz quando tem de voltar. As mudanças que noto mais são o facto de já não adormecer sozinha e estar exausta quando chega a casa.

Antes da escola, quando a Joana começava a ficar com sono, eu levava-a para o quarto, punha musica a tocar, abanava-a ao colo um bocadinho, deitava-a na cama e podia sair que ela ficava bem e adormecia. Agora quer companhia até estar a dormir e mesmo quando adormece acorda várias vezes e chora até eu aparecer. Não quer necessariamente colo nem sair da cama, quer só companhia. Tenho-me sentado numa cadeira ao lado da cama e canto ou vou lendo em voz alta e ela acalma-se a lá acaba por adormecer outra vez.

A mudança maior é que por volta das seis e meia a Joana está a cair de sono. Dantes dormia uma sesta de manhã e outra à  tarde. Agora com a escola dorme só uma vez, depois do almoço, e quando chega a casa está exausta. Enquanto que antes ir para a cama à s nove da noite, agora tenho que lhe dar o jantar assim que chegamos a casa para a deitar por volta das sete e ela dorme até à  manhã seguinte – acorda ocasionamente mas mais para protestar ou porque quer companhia do que porque se quer levantar.

Com isto passei de estar com ela o dia inteiro para praticamente não a ver porque ela só quer é dormir quando está em casa. É uma mudança estranha. A única altura em que dá para brincar um bocadinho é no pequeno lanche que nos habituámos a fazer diariamente. Depois de ir buscar os miúdos à  escola sentamo-nos todos na relva um bocadinho para eles comerem umas bolachas e brincarem um bocado. O Tiago parece adorar estes momentos e a Joana gasta as últimas energias. Quando começa a ficar rabujenta, é hora de ir para casa.

Passo a passo

A 2 semanas dos 13 meses, a Joana começou finalmente a deixar-nos ajudá-la a andar. Até aqui punha-se de pé agarrada aos móveis, mas se lhe dava a mão para ela andar pela sala, atirava-se imediatamente para o chão e preferia gatinhar. Agora já aceita usar a nossa mão para dar algum equilibrio extra e já atravessou a sala de uma ponta à  outra só com esse apoio – com as pernas todas abertas e pés virados para fora, como convém 🙂 – Vamos ver se começa a andar sozinha antes de ir para a escola, em Setembro.

Também parece estar a aprender a falar muito mais facilmente do que o irmão. Para além do olá, que diz a toda a gente que encontra, diz ‘olha’ quando aponta para algo, diz nariz e repete sem grandes problemas muitas outras palavras (uva, por exemplo –  ou melhor, uba). São poucas as que usa espontaneamente mas vê-se que faz um esforço grande por repetir o que lhe dizemos e fica muito feliz quando consegue.

Estive recentemente a ler alguns posts sobre o Tiago nas mesmas fases e acho-os muito diferentes. A Joana é muito mais faladora e bem disposta, não faz birras para dormir e habituou-se mais facilmente a entreter-se sozinha – tenho de estar na mesma sala que ela, à  vista, mas não preciso de estar sempre a entretê-la. Acho isso optimos porque o Tiago demorou anos a aprender a brincar sozinho e com dois já não dá para ter aquele nà­vel de dedicação.

Acho porém que a Joana não fica tão focada num brinquedo como o Tiago ficava. Gosta mais de experimentar coisas novas do que de explorar completamente as possibilidades de um brinquedo como o irmão gostava. Também gosta de deitar abaixo as torres de copos e cubos. Por vezes já tenta empilhar ou encaixar formas mas fica frustrada muito rapidamente quando não consegue e desiste. O Tiago ficava frustrado mas era teimoso e insistia com aquilo até conseguir. A Joana vira as costas e vai à  procura de outra coisa mais interessante.

No que diz respeito à  alimentação, voltámos a introduzir o leite de vaca e parece que os vómitos acabaram. Estou convencida que ela deve continuar a ter alguma intolerancia alimentar ao leite mas agora traduz-se mais nuns cocós mais liquidos e amarelados do que em vómitos. Mas como não parece queixar-se de cólicas, vamos ver se é algo que acaba por normalizar ou se temos de fazer mais umas experiencias alimentares.

Com o fim da restrição do leite e o facto de ter completado um ano de vida, a Joana começou também a comer praticamente tudo o que nós comemos. Dantas era só um bifinho de perú ou frango grelhado, ou peixe cozido partido aos bocadinhos, para se habituar a comer sozinha, e agora já come lasagna e massa com cubos de fiambre, azeitonas e cogumelos, como o irmão. Adora lasagna. O resto acaba mais no chão do que na boca, mas a lasagna feita pelo pai vai toda 🙂

Continuo a fazer-lhe sopa, que já começa a ser difà­cil convencê-la a comer, e a dar-lhe puré de fruta porque ela cospe mais do que engole quando lhe dou fruta não triturada.

A Joana continua a dormir duas sestas por dia, geralmente das 10.30 à s 12.00 e depois das 15.00 à s 16.30. Isto não é certo, como é obvio, e há dias em que a sesta da tarde se atrasa e tenho de a ir acordar à  hora de ir buscar o Tiago à  escola. Ocasionalmente salta uma das sestas.

Drama infantil

Ontem, quando fui buscar o Tiago à  escola, ele veio a correr para mim com um ar todo feliz. Levou-me até ao cacifo para me mostrar que uma colega lhe tinha dado uma pulseira de elástico, daquelas que têm uma forma, neste caso era um saxofone – eu nem sabia que tal coisa existia, aliás, e o Tiago insistia que era um cão 🙂 . Veio o caminho todo com a pulseira no braço e eu sugeri que ele deveria oferecer algo de volta à  menina. Ele perguntou se podiamos fazer também uma pulseira de elástico e eu concordei.

Depois do jantar, fui buscar os materiais e o Tiago escolheu umas contas de madeira que eu enfiei num fio elástico. Hoje levou a pulseira para a escola para dar à  menina. Quando o fui buscar vinha com um ar muito triste a dizer que outra menina tinha tirado a pulseira e se recusava a devolver.

Eu queria fazer qualquer coisa, para ele não ficar com aquele ar triste mas a educadora está de férias. Ainda falei com duas das auxiliares, que não sabiam de nada e não cheguei longe. A menina a quem a pulseira era destinada confirmou que não a tinha dado à  outra de livre vontade mas o pai não deu imporancia nenhuma à  situação e ficámos por aà­. O Tiago começou a dizer que queria ir para casa.

Como forma de resolver a situação sem ele ficar triste por a sua primeira tentativa de oferecer uma prenda ter corrido mal, disse-lhe que faziamos outra pulseira. Começo a achar que vou ter de fazer uma para as meninas todas da sala antes de ficar toda a gente satisfeita 🙂

No meio disto acho piada à  insistencia do Tiago em querer dar a prenda e a meiguice de tudo isto. Mas mesmo nas coisas mais simples parece que estamos sempre a aprender que as coisas nunca correm como queremos.

Joana, 1 ano

A Joana completa amanhã um ano de vida. Eu não tenho tido muito tempo para me sentar a escrever e já deixei passar uma série de detalhes que gostava de registar.

Nos últimos dois meses a evolução da Joana continuou dentro do que seria de esperar. Passou a querer comer sozinha e já lhe posso dar um prato com carne, peixe ou massa e ela come sozinha sem problemas. Mastiga bem e raramente se engasga. Ainda não usa os talheres e faz uma porcaria indescrità­vel, porque é tão divertido atirar a comida ao chão como por na boca, mas safa-se bem.

O desmame correu bem, já que ela está mais interessada em comida sólida do que leitinho. Também passou a aceitar beber água, algo que há uns meses atrás não ia sem grandes caretas, e começou a comer quantidades maiores. Acho que continua a ser mais fácil alimentar a Joana do que foi o Tiago. Desde que tenha o prato à  frente, uma colher ou um brinquedo para se distrair, não costuma reclamar muito e come bem.

Em termos de mobilidade, aprendeu a trepar – camas, sofás, etc – e a descer de costas, pondo primeiro os pés no chão, sem cair. Foi de um dia para o outro e aprendeu a subir e a descer na mesma altura. Acho que o Tiago aprendeu a subir mas depois queria atirar-se de cabeça e com ela isso não aconteceu. à‰  claro que este desenvolvimento torna a vigilancia ainda mais importante, assim como a necessidade de ter certas portas sempre fechadas. Ela tem uma velocidade tal a gatinhar e trepar que se me distrair já está em cima da cama no tempo que eu demoro a levar um prato da sala para a cozinha. Lá porque percebeu como se desce não quer dizer que não possa cair ocasionalmente se eu não estiver lá para ver. E por mais que se fale em vigilancia, não é possível estar a olhar para eles 24 horas por dia e a prevenção é mesmo o mais importante.

A Joana ainda não anda sozinha mas já fica imenso tempo em pé, só com as costas encostadas ao sofá para ajudar o equilibrio, sem ter de se segurar com as mãos, pelo que já não deve faltar muito para os primeiros passos.

Já escolheu o seu bonequinho de dormir – uma daquelas mantinhas com a cabeça de um coelho – e não aceita substituições. O problema é que ela chucha no boneco (nunca se habituou a usas chuchas) e aquilo fica a cheirar mal em pouco tempo e tem de estar a ser constantemente lavado. Tenho e comprar mais 2 ou 3 para ir trocando mas não consigo encontrar aquilo à  venda cá.

O desenvolvimento da linguagem continua mais ou menos na mesma. A Joana diz olá a toda a gente e acena com as mãos, repete alguns sons e nota-se que alguns deles são claramente tentativas de dizer certas palavras mas por enquanto não passa disso. Está é a comunicar mais por gestos, apontando para o que lhe interessa e mostrando-se interessada quando lhe digo o nome das coisas.

A Joana continua a ser muito bem disposta mas passou por uma fase em que só queria a mamã – ao ponto de nem o colo do pai ser muito bem aceite. Felizmente acho que já passou um bocado. No entanto desenvolveu umas fúrias súbitas quando não tem aquilo que quer. Berra e bate no chão com toda a raiva não deixando dúvidas sobre o protesto. Felizmente passa depressa, pelo menos por enquanto. Daqui a um ano é que vai ser bonito…

Entretanto, e depois de um inicio lento, a Joana já tem os 4 dentes da frente. Só falta saber se o problema com o leite de vaca se mantém, mas pelo menos já confirmei que não tem qualquer reação à  soja, que é sempre uma boa alternativa nestes casos.

Daqui a mês e meio vai para a escola mas penso que vai ser mais fácil do que foi com o Tiago. Primeiro porque ela já vai à  escola todos os dias buscar o irmão, portanto é já um espaço familiar, e até já encontrou a sua futura educadora algumas vezes. E depois porque tem uma personalidade muito mais sociável do que o irmão e cresceu logo com outra criança em casa, o que faz muita diferença.

Joana, 10 meses

É incrà­vel aquilo que a Joana evoluiu em pouco mais de um mês. Aprendeu a por-se em pé sozinha e a andar agarrada aos moveis, a voltar a descer, a gatinhar de joelhos, a deitar-se e voltar a sentar-se com uma grande calma e sem cair, começou a beber pelo copo e fica com um ar muito orgulhoso quando o faz, farta-se de palrar, já com grandes mudanças de entoação, diz mamã ou olá quando me vê e é muito persistente quando quer qualquer coisa. Se os objectos não fazem o que ela quer já dá sinais de frustração e atira com as coisas ou ‘ralha’ com elas, com um ar muito sério.

Também já percebe a palavra não e compreende que há coisas que não deve fazer. Se lhe digo para não mexer em algo, da proxima vez aproxima-se e olha para mim antes de mexer para ver a minha reacção. É claro que depois mexe na mesma, mas isso é porque gosta de provocar, algo que só vai piorar até ter 3 anos pelo menos. Pode ser uma miúda simpática mas ja deu para perceber que isso não quer dizer que seja dócil.

Começámos a brincar com os cubos e as argolas e a Joana adora deitar as torres de cubos ao chão, especialmente se eu fizer efeitos sonoros, e tira as argolas do poste uma a uma. Ainda é muito cedo para tentar construir mas já é uma especialista na parte da destruição 🙂

Gosta muito de livros, especialmente de os comer, mas também de folhear e olhar para os bonecos. Eu digo o nome das ilustrações e ela olha atentamente para os meus lábios a formar as palavras e por vezes tenta imitar o som. Fica muito feliz quando a encorajo e bato palmas quando consegue fazer algo, portanto também já percebe perfeitamente que certas brincadeiras têm um objectivo.

Continua muito bem disposta e meiguinha e ainda hoje esteve um minuto ou dois simplesmente encostada ao meu ombro antes de voltar à  brincadeira – e a mamã fica toda derretida e perdoa-lhe as vezes em que leva com um carro de brincar em cheio na cara 🙂

No inà­cio de Maio fomos com a Joana à  alergologista, fazer as picadas para perceber se a sua intolerancia ao leite de vaca é muito grave ou não. O resultado foi inconclusivo. A maior reacção foi à  clara de ovo e mesmo assim não foi nada de espetacular – muito abaixo da bolha de controlo. Temos então de decidir se vamos fazer análises de sangue ou se esperamos para ver. O mais provável é ser apenas uma intolerancia alimentar e não uma verdadeira alergia, o que quer dizer que é provavel que passe por vola dos 3 anos, quando o sistema digestivo tiver mais maturidade. A questão é o que fazer até lá em termos de alimentação.