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Praia

Como não se sabe se o bom tempo vai durar, aproveitámos a manhã para ir à  praia.

Eu planeava ficar debaixo do chapéu de sol porque tenho laser na segunda e não queria brozear as pernas, mas o Tiago foi imediatamente par a água e passámos grande parte do tempo a segurar-lhe nas mãos para o levantar quando vinha uma onda mais alta, brincadeira que ele gostou tanto que não queria sair dali.

Lá conseguimos parar para comer e depois o Pedro teve de andar atrás do Tiago de uma ponta à  outra da praia durante mais uma hora. O Tiago estava de camisola, chapéu, óculos escuros e protector 50 por isso não lhe aconteceu nada mas o Pedro, que é um pouco mais relaxado na aplicação do protector, apanhou um bruto escaldão.

Como é costume nos dias de praia, o Tiago recusou-se a dormir a sesta. É como se funcionasse a energia solar e ficasse com as baterias demasiado carregadas.

Aniversário do Pedro

O Pedro fez hoje 36 anos e depois de esperar até mesmo ao último minuto, resolveu convidar a famà­lia para jantar o que implicou passar a manhã a limpar a casa.

O jantar começou um bocado atrasado porque o forno recusou-se a aquecer a lasagna e acabou por ter de ser aquecida no micro-ondas dose a dose. Senti-me como se trabalhasse num restaurante 😛

O Tiago adorou a festa porque já conhece toda a gente e passou a gostar de ser o centro das atenções. Teve a famà­lia toda no quarto dele a brincar com o seu novo comboio de madeira até preferir ir ver tv, como acontece quando começa a ficar cansado.

O bolo de aniversário, oferecido pelos avós e entregue pela Marta, era um mil-folhas gigante que estava uma delà­cia. O Tiago estava particularmente interessado na cobertura de açucar e foi uma luta para conseguir que ele largasse aquilo.

Como infelizmente toda a gente trabalhava no dia seguinte, foram-se logo embora depois do jantar e nós fomos tentar convencer o Tiago a ir para a cama.

Dia de férias

O Tiago voltou à  escola por um dia para podermos ter pelo menos um dia de férias sem fraldas, almoços e birras. Ao fim de dois anos acho que já merecemos pelo menos um mà­sero dia.

Foi um bocado como voltar atrás no tempo – manhã na cama, almoçar fora, passear pelas lojas… Já nem me lembrava que estas coisas existiam sem ter de estar sempre em estado de alerta.

à€ hora do costume fomos buscar o Tiago e brincámos com ele no escorrega antes de voltar para casa. Mostrámos-lhe a prenda que lhe tinhamos comprado – isso é que mudou para sempre – agora é muito mais giro comprar coisas para o Tiago do que para nós – um comboio de madeira com pista para montar.

Ele gosta de carrinhos mas ultimamente anda mais interessado em comboios e não resistimos. Optámos pelo comboio em madeira em vez dos motorizados porque ele gosta mesmo é de o empurrar pelos carris, parar para levantar as cancelas, etc. Gosta do controlo. Se aquilo anda sozinho não tem piada nenhuma.

Eventualmente teve a birra diária obrigatória porque o comboio descarrilava a descer a rampa e acabou-se a brincadeira, mas no geral foi um óptimo dia.

Indisposição infantil

Ontem fui comprar comida chinesa para o almoço porque estávamos a precisar de fazer compras. O Tiago já tinha comido uma vez e gostou bastante. Desta vez também comeu bem mas parece que o està´mago dele não gostou daquilo porque vomitou a comida toda por digerir depois da sesta.

Estava com esperança que fosse só isso mas aconteceu mais duas vezes e depois outra vez quando ele bebeu água. A partir daà­ ficámos convencidos que estava mesmo doente e pronto, lá se vai a semana de férias.

Passámos o resto do dia a dar-lhe água em pequenas quantidades e mais nada. Ao fim de umas horas sem vomitar arrisquei uma bolacha de água e sal que veio fora assim que acabou de a comer.

Por essa altura estavam cá o meu irmão, a Ana e o Gabriel e fiquei com medo que aquilo fosse qualquer coisa que pudesse ser contagiosa para o bebé.

Não arriscámos dar mais nada ao Tiago a não ser pequenas quantidades de là­quidos e não voltou a vomitar.

O mais estranho é que apesar dos vómitos o Tiago passou o dia completamente bem disposto. à€ noite fomos jantar a casa dos meus sogros e ele fartou-se de brincar e rebolar-se no chão como se estivesse tudo normal.

Hoje não foi à  escola porque queria ver se ele continuava na mesma. Felizmente parece que já passou e ele voltou a comer sólidos, aos poucos. Começámos com iogurte, depois uma bolacha e ao lanche já estava a comer sandes sem problemas.

De manhã o pedreiro veio acabar a banheira, pouco depois vieram entregar-nos as compras do supermercado, e como estava bom dia e o Tiago parecia estar recuperado, aproveitámos o bom tempo e fomos fazer um picknick ao parque.

O Tiago esteve entretido enquanto comia mas depois conseguiu encontrar uma brincadeira perigosa, como sempre, para ser preciso andar atrás dele o tempo todo. Agora acha piada a subir para a zona mais alta que encontrar, sejam pedras ou desnà­veis do terreno. É o gene masculino em acção, sempre à  procura do próximo desafio. Isso quer dizer que num relvado gigantesco ele vai sempre descobrir aquele cantinho onde pode tropeçar numa raà­z, escorregar num monte de terra mais alto que ele, cair e bater com a cabeça numa árvore. Tà­pico.

Banheira no sí­tio

Hoje de manhã veio o pedreiro para começar a colocar a banheira de volta no seu lugar. Nos últimos dias tem sido deprimente entrar na casa de banho, com aquele buraco cheio de entulho a ocupar todo o meu espaço visual. O cheiro a pó, pedras e cimento também não ajuda.

Desta vez parece que finalmente veio um homem que sabia o que estava a fazer porque a banheira ficou bem montada, enfiada dentro da parede, por baixo dos azulejos, para evitar mais infiltrações por falta de silicone. E ele esteve ali com todo o cuidado a medir tudo para ter a certeza que a banheira ficava nivelada, etc. Nada que se compare à  besta que esteve cá antes.

O homem fartou-se de trabalhar. Esteve cá desde as 10 da manhã até à s 6 da tarde e fez o trabalho quase todo. Reconstruiu a parede à  frente dos canos com tijolo, deitou cimento para assentar bem a banheira, reconstruiu o muro da frente da banheira com um rebordo redondinho e tudo e ainda colocou os azulejos. Eu nem queria acreditar que ele fez aquilo tudo num só dia.

Ficou só de voltar na segunda feira para por uma massinha entre os azulejos e as grelhas de ventilação mas até já podemos tomar banho no domingo.

– Chain maille bracelet and wire rings

– I’ve decided to try coloured wire to make some coil rings. The color surface is a bit fragile but the colours are so beautiful and shiny that’s it’s a really tempting material to use. I used colourful wood beads as a focal point for the rings and the contrast between the materials – rough and smooth – works really well.

I also used this wire to make a chain maille bracelet in a variation of the japanese weave. It took days and was really hard work because the jump rings were tiny but the result is quite lovely. I tumbled the bracelet after it was done, to work harden the wire a bit more because I was afraid the smaller rings would open too easily and to get rid of some burrs they might still have. I feared the tumbler would remove some of the color coating but it didn’t.

Here’s a picture of the finished bracelet:

I’m considering buying the coloured wire in thicker gauges to make chain maille because I really love the way you can make patterns by using different color jump rings in a weave and it eliminates the need for beads as decoration.

A utopia da anarquia

Há dois ou três dias andou uma dupla de idiotas pela cidade de Almada a pintar nas paredes mensagens anti-voto, assinando com o A de anarquia.

Chamo-lhes idiotas pelas seguintes razões: em primeiro lugar porque a mensagem é inutil. A maior parte dos portugueses está-se nas tintas para o voto, como se pode ver através da análise do número brutal de abstenções que há em todas as eleições. Normalmente a população tem coisas mais importantes para fazer, como ir para a praia.

Votar só se torna uma prioridade nacional quando o governo actual fez uma merda tão grande que não podemos permitir que continuem. Mas depois de uns aninhos com outro governo lá voltam os mesmos gajos outra vez. É uma grande palhaçada porque não é um partido reformulado que regressa mas sim as mesmas pessoas que fizeram asneira antes e que se calhar deviam até estar presas quanto mais continuar em cargos públicos. Quando o Cavaco Silva foi primeiro ministro tornou-se o ser mais odiado do paà­s mas vejam lá se não foi eleito presidente passados uns anos? A memória dos portugueses é muito curta.

Portanto não discordo inteiramente sobre a inutilidade do voto, nem sou contra a ideia de anarquia, pelo menos em teoria porque é uma noção muito complicada de por em prática, mas acho absurdo que se ande a escrever isso pelas paredes, especialmente em conjunto com frases sobre opressão do governo. Opressão no nosso paà­s? Chamar a isto opressão é rir na cara dos paà­ses onde isso existe, onde desaparecem pessoas para nunca mais serem vistas porque exprimiram uma opinião que não é totalmente favorável ao actual là­der, onde são assassinadas dezenas de pessoas diáriamente sem qualquer espécia de represália para os assassinos no poder.

As mensagens de protesto escritas na parede são algo que surge quando a população não tem outra forma de expressar o seu desagrado. No nosso paà­s, porém, continua a existir liberdade de espressão e há imensas formas de expressar opinião – criar um site, distribuir panfletos, usar t-shirts com frases anti seja o que for, comprar espaço num jornal ou revista ou até num canal de televisão. Nada disto é proibido ou castigado e são tudo formas muito mais civilizadas de passar a mensagem, e talvez até mais eficazes.

Uma frase escrita na parede no clima actual não passa de lixo. Eu não sou anti grafiti, que pode ser uma forma de expressão artà­stica válida e estéticamente interessante, mas não assim. Isto não é mais do que estragar pelo simples gozo destrutivo. Os grafitis locais não passam de riscos e assinaturas tipo ‘estive aqui’ como se a cidade não fosse mais do que uma grande casa de banho pública. A cidade tem vindo a renovar-se, os prédios estão todos pintadinhos de novo e agora aparecem estes paspalhos a sujar tudo outra vez.

O pior é que sei que grande parte destes gajos são uns betinhos que só usam roupa da marca x e sapatos da marca y, que nunca lhes faltou nada na vida e a sua ideia de anarquia restringe-se a ‘era porreiro poder fazer tudo o que quero’. A ideia original de anarquia não implica uma ausencia de ordem e de cumprimento de certas regras sociais e de respeito mútuo. É uma ideia utópica, impossivel de implementar, de ausencia de governo hierarquico passando a uma organização social acordada por todos, que não reprima as diferentes formas de pensar e agir. É uma ideia muito interessante mas que só funcionaria em pequenos grupos ou tribos em que toda a gente se conhece e se pode reunir para dialogar. Numa sociedade em que nem conhecemos as pessoas que vivem no mesmo prédio e nas reuniões de condominio ninguém se entende, como é que se chega a acordo sobre coisas importantes?

No fundo os opressores de que se queixam estes idiotas não são os governantes do paà­s, que podem ser uma cambada de ladrões e mentirosos mas que também têm que fazer um trabalho chato e tomar decisões que vão sempre ser impopulares para alguém. O governo hierarquico que oprime estes grafitistas  são o papá e a mamã que não lhes aumentam a mesada.

Reparação do cano: dia 2

New pipesHoje de manhã tive de ligar para 3 números diferentes até conseguir que enviassem cá novamente os canalizadores.

Ficou marcado para as duas da tarde mas apareceram um pouco antes. Perceberam finalmente onde o cano estava partido e começaram por planear partir mais o chão para conseguir tirar o cano. Como eu disse logo que havia a possibilidade de partirem o tecto da vizinha, porque a placa é muito fina, mudaram de ideias e tentaram retirar a secção partida de cano sem esburacar mais nada. Ao cortar fora o cano perceberam que o T da prumada do prédio estava todo estragado e um dos homens foi comprar um novo enquanto o outro ficou a partir a parede até mais acima porque por esta altura já era necessário cortar uma secção substancial do cano.

Por um lado prefiro assim porque estão a renovar uma zona fragilizada da canalização que tem já mais de 40 anos. Por outro lado estou a ver que isto vai demorar ainda mais.

Pelo meio descobri que o bidé da segunda casa de banho, a única que podemos usar neste momento, também tem um cano roto e o chão fica todo inundado quando se abre a água. Liguei para a seguradora a perguntar como é que funcionava a questão da assistência ao lar, porque como isto não causou dados a mais ninguém não vale a pena estar a abrir outro processo, e disseram-me para falar com os homens que já estão cá, com a ressalva de pagar eu essa reparação.

O problema é que não tenho o mà­nimo conhecimento das condições do seguro, das situações em que vale a pena accioná-lo e do que mais vale tratar eu. Se não tivesse que pagar obras aos vizinhos, provavelmente nunca me teria sequer lembrado de contactar a seguradora, o que não faz sentido nenhum porque estou a pagar. É daquelas coisas que nem me lembro que existe a maior parte do tempo. Considerando a quantidade de coisas que têm corrido mal nesta casa, quase que precisava de contactar a seguradora todas as semanas…

à€s quatro e meia acabaram finalmente de substituir os canos. Espero que desta vez esteja tudo bem. Pelo menos até prova em contrário já posso usar a casa de banho outra vez. Agora só falta virem montar a banheira.

Cartão de cidadão

O meu BI está quase a expirar por isso fui hoje fazer o cartão de cidadão.

Tentei pela primeira vez na segunda feira, indo à  conservatória de Almada depois de deixar o Tiago na escola. Cheguei à  conservatória antes das 10 da manhã e já não estavam a dar senhas. A máquina das senhas tinha um papel a dizer que davam mais senhas ao meio dia e meia. Fui ao cabeleireiro. Já que tinha de ser fotografada para um documento oficial e tinha umas horas de espera, resolvi ser vaidosa e ir acabar com as raizes de dois meses e as riscas vermelhas. Pintei o cabelo de preto.

Voltei à  conservatória à  hora indicada e, depois de esperar juntamente com mais 20 ou 30 pessoas, fui informada que as senhas eram só para entregar os cartões. Para fazer não davam mais porque tinha aparecido muita gente logo de manhã.

Acima de tudo isto parece-me uma falha do serviço, que tem pouca gente e é incapaz de lidar com a quantidade de pedidos que aparecem diariamente. Não faz sentido que para algo que é obrigatório e pode ser feito numa série de locais diferentes se tenha de estar à  porta da conservatória duas horas antes desta abrir para conseguir uma senha que nem sequer assegura que se seja atendido.

Desisti e resolvi ir antes a Lisboa. Primeiro pensei em ir à  Loja do Cidadão mas o Pedro disse-me que o melhor era mesmo ir ao edificio das conservatórias porque, como são uma série delas no mesmo edifà­cio, bastava andar de piso em piso e escolher aquela que tivesse menos gente. Assim fiz.

A maior parte das conservatórias tinham bastante gente mas uma ou outra estava mais vazia. Entrei, tirei senha e esperei apenas cerca de meia hora antes de ser atendida.

Fazer o cartão também foi rápido (suponho que se as pessoas quiserem tentar a foto 5 ou 10 vezes demore mais) e agora é só esperar que chegue a cartinha para o ir levantar.

Sem banheira outra vez

Bathtub 2O nosso administrador de condominio veio ter comigo a dizer que a minha vizinha de baixo se continuava a queixar das manchas que tem na parede da casa de banho. Achei que já chegava e liguei para a seguradora.

Hoje de manhã apareceu o técnico enviado pela seguradora para pesquisar o problema. Depois da visita obrigatória à  vizinha, concluiram que tinha de haver de facto uma ruptura e começaram a partir. Destruiram o muro que sustenta a banheira, tiraram a dita e depois começaram a partir o chão e parede até destapar os canos do esgoto.

O homem não encontrava nada ao principio mas depois lá descobriu o problema. Era na parte de baixo do cano, mesmo na ligação com a prumada do prédio. A solução proposta foi uma espécie de cola, tipo silicone. Eu fiquei muito desconfiada e perguntei se ele achava que isso chegava e o homem disse que sim. Lá o deixei avançar com aquilo a pensar que depois logo se via.

à€ noite, quando finalmente tive um momento, fui lá meter a mãozinha por baixo do cano e concluà­o que não ficou nada arranjado. O problema não é na junta entre os dois canos. O cano está mesmo partido e continua a deitar água. Ainda por cima, o homem não chegou sequer a por a tal cola na zona que está partida, portanto parece que nem percebeu efectivamente de onde estava a sair a água.

Amanhã tenho de ligar novamente para a seguradora a dizer que o problema não ficou resolvido. Acho que não aceito solução nenhuma que não passe pela substituição do cano porque essa coisa dos remendos parece-me toda uma grande tanga e não quero estar a partir tudo outra vez daqui a dois meses.

No fundo é um alà­vio saber que pelo menos se encontrou o problema e posso parar de ter que aturar a vizinha. É que se não encontrassem problema nenhum depois de partir a casa de banho ficava mesmo muito irritada.

Por outro lado, não estou nada feliz com o facto de ficar sem casa de banho durante sei lá quanto tempo. Agora só devem voltar para a semana para tentar resolver o problema outra vez, depois ainda têm de enviar o orçamento para a seguradora que tem de o aprovar antes de virem por a banheira no sí­tio. Não acredito que seja menos de duas semanas.

Beijinhos

Na quarta feira, depois do lanche, o Tiago estava a brincar com os seus ursinhos de peluche quando reparei que os estava a por frente a frente e depois aproximava-os como se estivessem a dar beijinhos, tudo acompanhado com o som correspondente. Fiquei derretida 🙂

Tentei filmar mas o miúdo fica logo todo tà­mido em frente à  camara. Só consegui filmar ontem, com o telemóvel, quando ele fez o mesmo a caminho de casa. Pode ser que o Pedro ponha o video online um dia destes.

Entretanto a obcessão televisiva parece ter mudado do Mickey para os Little Einsteins. Agora não quer outra coisa. Já bate nas pernas e diz ‘pat pat’, bate palmas com os personagens, responde à s perguntas (sempre não, mas OK) e no outro dia pos-se a abanar o braço no ar ao som da música como se estivesse a dirigir a orquestra. Cada vez que ele faz uma coisa destas apercebemo-nos que ele está a crescer e a evoluir mas é sempre uma surpresa.

De volta à  escola

Na terça o Tiago voltou à  escola, depois de uma semana em casa. Felizmente a ausencia não parece ter feito muito mal e ele tem ficado bem todas as manhãs.

Voltámos à  nossa rotina de ir ao escorrega depois da escola e o Tiago está a começar a fazer amigos entre as crianças que também andam por ali todos os dias.

Um deles é um miúdo de 8 anos que tem umas brincadeiras um bocado agressivas mas que põe o Tiago a rir à s gargalhadas. Por outro lado também começou a aparecer um miúdo da escola do Tiago (conhecem-se porque sabia o nome do Tiago), que é apenas um ou dois meses mais velho mas que está numa de bully. Na quarta feira desatou a gritar na cara do Tiago e ele assustou-se, começou a chorar e não queria brincar mais. Ontem bloqueou o topo da escada do escorrega e tentou dar um pontapé quando o Tiago ia a subir. Tive de ralhar com ele, mesmo em frente ao avà´, e tenho de ter mais cuidado daqui para a frente.

O pobre do Tiago é que de facto não se defende. Fica ali a olhar para mim enquanto o outro o empurra, à  espera que eu faça qualquer coisa. Não sei como ensiná-lo a reagir porque pelos vistos na escola ele só empurra os mais pequenos (apesar de nunca mais ter tido queixas desse tipo de comportamento).

Não quero estar a meter-me demais porque eles têm de aprender a entender-se mas também não quero que o Tiago pense que vou deixar que lhe façam mal sem fazer nada. Isto de ser mãe é lixado…