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Ainda à  espera

Não posso dizer que não tenhamos sido avisados mas esta coisa da casa está a demorar. Havia uma penhora que já foi paga mas falta ser passado um papel pelo tribunal para permitir fazer novos registos da casa sem a penhora. Estamos à  espera há quase 3 semanas e nada.

Pelo meio apercebi-me a tempo que iamos fazer uma grandessà­ssima asneira – iamos pedir o empréstimo ao banco como se a casa fosse segunda habitação. Esta decisão deveu-se a uma pequena confusão gerada pela ideia que terà­amos mais benefà­cios fiscais assim porque, como a mensalidade do nosso empréstimo actual é mais alta, teriamos mais a descontar no IRS no final do ano. Eu perguntei se não pagávamos mais de IMT por ser segunda habitação e a nossa gestora de conta não sabia bem mas ‘achava que não’ e lá deixámos as coisas assim.

Como é obvio descobri depois que sim, paga-se mais de IMT, deixamos de ter desconto na escritura por ter poupança habitação entre uma série de outros encargos e desvantagens. Enfim. Pedi para mudar para primeira habitação, algo que me tinham dito que podiamos fazer a qualquer altura. A resposta foi que isso implicava reavaliar o pedido de crédito, ou seja, mais uma semana. Fiquei um bocado irritada com a burocracia mas como estamos à  espera que os vendedores resolvam a sua situação, resolvi dizer que sim e que se lixe.

Tivemos hoje a confirmação da alteração, pelo menos segundo a conculta do processo no besnet – devia ter recebido um telefonema ou SMS sobre isso mas até agora nada.

Quanto à  escritura, o mais cedo que se prevê é no final de fevereiro e mesmo assim tenho as minhas dúvidas.

– Rings and sheet metal

– So my experiments with sheet metal were put on hold for a while because I couldn’t find the drill accessory for my dremel. I finally got tired of waiting and decided to improvise and managed to make the necessary holes to attach the knitted front.

I really like the end result and it was an easy ring to make. The only difficulty is figuring out the right size, especially since the knitted portion tends to strech a bit, so it’s always better to make the ring a bit smaller than the measurements seem to indicate.

The beads in this ring are faceted sapphire rondelles that I bought especially with this design in mind.

I made a second ring using thick half-round wire. It’s a bit harder to work than the sheet metal and also harder to drill because it’s a lot thicker.

The end result is a lot more delicate and in my next attempt I think I’ll use more beads but I also like the lightness that I got from leaving some ‘holes’ in the knitted wire portion.

My favorite thing about this ring, however, is the gorgeous colour from the apatite beads.

You can see more pictures of these rings on Flickr and other new silver jewellery on my store.

Um bocado farta do inverno

Há muito tempo que prefiro o inverno ao verão. O frio dá energia enquanto que o calor tira qualquer vontade de fazer seja o que for. Infelizmente, nos últimos dois anos, os invernos têm sido penosos porque o Tiago está sempre doente. Nuna é nada muito grave mas não deixa de ser cansativo ter o miúdo de nariz a correr desde Outubro até Abril, com febre semana sim semana não, tosse constante e muitos dias sem poder ir à  escola.

A semana que passou foi exemplo disso mesmo. Na quarta feira começou com uma febre baixinha que foi subindo até chegar aos 40 na sexta à  noite. Sábado começou o antibiótico, que ainda está a tomar, e só fiquei convencida que estava mesmo sem febre na terça.

Ontem voltou à  escola com a birra habitual do menino que agora prefere mesmo é ficar em casa porque já não se lembra que até se diverte na escola. Assim que lhe disse que ia para a escola, só queria colinho e acabei por me esquecer de lhe dar o antibiótico e tive de voltar à  escola quando eles já estavam a almoçar. Felizmente consegui que ele não me visse e a educadora lá goi dar o xarope enquanto eu esperava.

Na escola fez uma grande choradeira e não queria largar o pai mas acabou por ficar e ao fim do dia já era o contrário: não queria voltar para casa. Em vez de mudar os sapatos e vestir o casaco, voltou para a sala e foi-se sentar no tapete para ouvir mais uma história. Eu lá esperei e finalmente acabou por colaborar sem mais fitas.

A semana foi então dedicada quase exclusivamente a babysitting. Fizemos bolos de plasticina que no fim vão ao forno de brincar, vimos muita televisão naquelas fases em que a febre subia e o Tiago não conseguia fazer mais nada – ainda tentava ir brincar mas acabava deitado no chão a abanar um carrinho para a frente e para trás, a sentir-se mal demais para se sentar sequer – brincámos com carros, lápis de cor, autocolantes, lemos livros e assustámos o boneco do Mickey inúmeras vezes com a pantera de peluche.

Devo dizer que brincar com o Tiago se tornou bastante mais simples nos últimos tempos, apesar de não poder sair do uarto sem ele vir imediatamente atrás de mim a convencer-me a voltar para trás. Coisas como ir à  casa de banho ou ir rapidamente ver o email são geralmente com companhia e perguntas tipo ‘o que estás a fazer?’.

A um mês do seu terceiro aniversário, o Tiago já diz muitas frases. nota-se alguma confusão quanto aos tempos verbais mas de resto faz-se entender muito bem. Geralmente tem tendencia para imitar aquilo que nos ouve dizer em vez de traduzir para a primeira pessoa, ou seja, ainda diz ‘faz tu’ quando quer dizer ‘faço eu’ e farto-me de rir quando se põe a queixar ‘doi alguma coisa!’ que é a pergunta que lhe faço quando está doente, mas depois responde o que doi quando pergunto.

Nos últimos dias tem dormido a noite inteira, excepto a passada noite em que voltou a acordar à s 4 da manhã e foi para a nossa cama. O pai anda a fazer exercí­cio todas as noites por isso estava demasiado pedrado para conseguir levar o Tiago de volta para a cama e ele não aceita que seja eu – a noite é do papá e manda-me muitas vezes sair do quarto quando é hora de dormir.

O Tiago já começou a ter paciencia e atenção suficiente para ver um filme de animação inteiro e seguir a história e nos últimos dias tem andado a ver os 101 dálmatas repetidamente. A repetição é uma caracterà­stica tà­pica das crianças e depois passa essa fase e ganha nova obcessão. Eu continuo a ser um bocado assim com algumas coisas, por isso compreendo perfeitamente – enquanto uma coisa nos diverte, porquê mudar?

A sopa

Há algum tempo que o Tiago declarou guerra à  sopa. De vez em quando come sem problemas mas a maior parte do tempo já nem tentamos dar porque fica toda no prato ou ele arranja maneira de entornar.

Ontem, por qualquer razão que não compreendi bem, pediu sopa e comeu sem problemas. Hoje já não queria mas consegui transformar a sopa numa coisa mais divertida e por isso está agora no segundo prato.

O truque foi muito simples: a sopa estava demasiado quente por isso deixei o Tiago por um cubo de gelo no prato e ele ficou fascinado a vê-lo derreter e já achou piada a comer a sopa depois, ou mais precisamente ‘comer a água’. De tal forma que quando acabou veio pedir mais sopa.

De facto basta um bocadinho de imaginação para dar a volta aos miúdos nesta idade…

Papeis assinados

Fomos esta manhã ao banco assinar a papelada que torna oficial o pedido de crédito para a nova casa e respectivos seguros. O valor a pagar em despesas com toda esta brincadeira é a brutal quantia de 4500 euros. Ouch!

Estou um bocado preocupada com a questão de quanto tempo teremos de andar a pagar a renda de duas casas uma vez que não podemos vender a actual enquanto as obras da outra não estiverem terminadas porque ficavamos sem sí­tio onde viver. Desde que a taxa de juro não volte a subir para aqueles valores absurdos onde andou há pouco, durante os próximos meses, será principalmente uma questão de contenção de despesas, mas não vai ser fácil se a situação continuar por resolver muito tempo depois de nos termos mudado para a nova casa.

Considerámos a opção de alugar esta casa mas continuo a colocá-la sempre em último lugar porque há muitas despesas associadas a uma casa – condomà­nio, IMI, reparações, etc – que se podem tornar um risco demasiado grande.

Agora vamos aguardar a aprovação final e depois será altura de fazer registos e marcar escritura. A senhora do banco falou na primeira semana de fevereiro – parece-me tão depressa! Antes do meio de Março não vamos conseguir começar as obras o que nos dá um mês e meio de espera inutil. Vou começar a roer as unhas e só vou parar no dia da mudança.

Avaliação concluà­da

Tive hoje o resultado da avaliação da casa, que ficou um pouco abaixo do que tinha sido previsto mas parentemente não suficientemente inferior para fazer grande diferença nas condições do crédito.

Amanhã vamos assinar os papéis e depois vão ser pedidos os registos provisórios. Não sei quanto tempo demorará esta nova fase mas até agora não está a andar mal.

Quanto à  questão do sótão, já vi finalmente a acta que resolve o assunto. Basicamente diz que o condomà­nio examinou o sotão com a intenção de o transformar em arrecadação mas como viu que aquilo precisava de muitas obras que não estavam dispostos a fazer, resolveram efectuar uma troca: o sotão passou a uso próprio do andar que estamos a comprar e o condomà­nio ficou com a arrecadação da cave que pertencia ao andar (cada andar tem uma destas arrecadações na cave). Tanto quanto sei, estas decisões, desde que fiquem em acta de condomà­nio, têm valor legal e foi uma decisão tomada já há mais de 10 anos pelo que não me parece que volte a dar problemas.

Aquilo que é mais complicado de definir é se o condomà­nio deveria ou não participar nas despesas de reparação do telhado. Há uma regra que diz que as reparações do telhado, mesmo que sejam feitas por uma fracção (no caso do condomà­nio não ter dinheiro, por exemplo) têm mesmo assim que ter autorização do condomà­nio para ser feitas, pelo que isto ainda pode vir a dar discussão.

Mas como não planeamos fazer obras no sotão de imediato e em última análise não me chateia nada deixar o sotão como está e usá-lo só para armazenar tralha, se der problemas não me incomoda tanto como seria de esperar. A razão principal de querer isolar o sotão é para melhorar as condições térmicas do nosso apartamento, que é uma das maiores desvantagens de viver num último andar.

Para legalizar o sotão como parte da fracção seriam necessárias demasiadas burocracias – inspecção da camara, projecto arquitectónico e sei lá mais o quê – e  não estou para me meter nisso.

à€ espera da avaliação

Depois de um pequeno atraso causado pela troca do director regional do banco, ontem recebi finalmente a aprovação inicial do crédito, que está agora dependente apenas do valor da avaliação da casa. Considerando a localização e a área da casa, se o avaliador for uma pessoa honesta não deverá haver grande problema com essa parte, mesmo sabendo que estes valores mudam muito de acordo com as flutuações do mercado.

Disseram-me também que a penhora que existia sobre a casa já foi resolvida e que o dono anda a pagar as suas dà­vidas de forma a não haver impedimentos quando chegar a altura da escritura.

A situação que não está resolvida é relativamente ao sótão. Fui hoje buscar a acta que é suposto garantir o uso do sótão pela fracção mas está incompleta e o texto é confuso e levanta mais dúvidas do que as que tira. Parece que trocaram a arrecadação da cave pelo sótão mas chamam arrecadação a tudo, não sendo claro quando se referem a uma ou a outra. Para além disso fala em aceitar a decisão ‘com reservas’ e lista uma série de limitações ao uso do espaço. Enfim, é tudo uma grande confusão e acho que isto ainda vai dar problemas. Gostava que eles fornecessem pelo menos a sentença do tribunal já que esse documento tem pelo menos a obrigação de ser claro.

Vamos ver como a coisa evolui.

Mais um fim de semana com o Tiago doente

No sábado o Tiago voltou de casa dos avós com febre. No domingo confirmou-se que tinha uma infecção na garganta e começou  a tomar antibiótico. Ficou em casa segunda e terça, em teoria por estar doente, para não ir infectar meis ninguém na escola, mas na prática já sem febre e com muita energia.

Por um lado o Tiago já brinca sozinho muito tempo, o que sempre vai dando para fazer o que é preciso, que hoje em dia implica todas as tarefas domésticas porque a Augusta foi operada e não vem há 3 semanas. Por outro lado, o facto de se recusar a dormir a sesta quando eu estou exausta (devido à  gravidez e ao facto do Tiago continuar a acordar todas as noites) e uma dor de cabeça persistente tornaram estes dois dias muito cansativos.

A terça feira foi mais fácil do que a segunda porque não me sentia tão cansada. Consegui passar mais tempo a brincar com o Tiago com mais dedicação e se não fosse a sua nova fixação com os desenhos animados da Hello Kitty, que tem uma música repetitiva e irritante que me dá vontade de furar os tà­mpanos só para não ter que a continuar a ouvir, não me podia queixar muito destes dois dias. É claro que a culpa é toda minha já que fui eu que arranjei os DVDs mas não esperava que ele ficasse tão viciado naquilo.

Ontem o Tiago voltou à  escola, mas depois de 4 dias a fazer o que queria, voltar ao horário foi complicado e estava completamente zonzo de manhã. Acho que nunca o tinha visto com tanto sono de manhã. Na terça deu luta para se deitar e acabou por ficar acordado até à s 11 da noite, o que explica o sono da manhã seguinte. Mas segundo a educadora até esteve bem disposto na escola.

Hoje já foi mais fácil. Ontem insistimos para ele ir dormir mais cedo e hoje acordei-o um pouco mais tarde e conseguimos chegar à  escola com uns miseros 10 minutos de atraso e um Tiago muito mais bem disposto.

Agora resta saber se a infecção passou completamente com o antibiótico ou se ainda volta.

Ecografia 1º trimestre

Fomos hoje fazer a ecografia do primeiro trimestre. A previsão inicial dava o tempo de gestação como 12 semanas e 4 dias mas segundo a nova medição será mais 13 semanas e um dia.

Parece estar tudo a correr normalmente, viram-se os indicadores todos que se deviam ver, os ossinhos e orgãos que se deviam ver estão lá todos, o coraçãozinho bate alegremente e tudo indica ser uma gravidez normal.

No final o médico acrescentou que lhe parecia ser uma menina mas acho que foi mais brincadeira do que convicção.

Tiago, 34 meses

A dois meses dos 3 anos de idade, o Tiago mostra cada vez mais imaginação nas suas brincadeiras. Os carros e bonecos falam e relacionam-se e eu divirto-me imenso a observar, e sou muitas vezes chamada a participar.

Uma das brincadeiras envolve um autocarro e um boneco do Batman, que são muito amigos e brincam à  apanhada. O peluche do Mickey qye a tia Bela lhe deu no Natal tornou-se um dos seus grandes amigos. Tenho de ser eu a falar pelo Mickey e a mexe-lo, para dar um toque extra de realismo e como tal estou constantemente de serviço. ‘Agarra no Mickey, mamã’ é das frases que oiço mais hoje em dia.

O fogão que demos ao Tiago também tem lugar nas brincadeiras, principalmente porque acende luzes e faz o som de água a ferver. Ele gosta de ligar os sons dos brinquedos todos ao mesmo tempo, algo que por vezes me dá uma vontade enorme de fugir a gritar. Fora isso o fogão é raramente usado. O forno tem mais função como garagem do que como forno, mas também é cedo para este tipo de brincadeiras mais realistas.

Felizmente a fase mais terrà­vel de não se querer vestir de manhã parece ter passado e ultimamente as coisas têm corrido melhor.Com um misto de brincadeira, tipo ‘esconder o pé nas calças’, vai-se conseguindo colaboração no meio da teimosia. O contar até três também continua a ser eficaz quando a coisa não avança mas acho que não vai funcionar por muito mais tempo. Já noto uma resistencia maior.

O Tiago continua a demorar uma eternidade para comer e não sei muito bem como resolver isso. Não quero fazer muita pressão à  volta da questão da comida mas por vezes torna-se doloroso estar à  espera dele.

As noites continuam a ser o pior, com o Tiago a acordar diversas vezes e a acabar na nossa cama. Umas noites insistimos para ele voltar para o quarto mas outras estamos demasiado exaustos. Já aprendi a aceitar que é mesmo assim e quando não consigo dormir vou eu para o sofá da sala e deixo-o na minha cama. Na casa nova tenho de arranjar uma cama extra senão não me safo.

A linguagem continua a avançar lindamente e o Tiago já se faz entender muito bem e aprende palavras novas todos os dias e depois gosta de as usar. Está a começar a repetir também as expressões em inglês que nos ouve usar e é capaz de ser a altura ideal para introduzir uma segunda lingua, agora que ele já está mais à  vontade com a primeira. Ele já vê desenhos animados em inglês à  muito tempo mas responde em português pelo que não é claro quanto é que compreende.

Esta é também a idade para começarmos a ter muito cuidado com o que dizemos porque ele repete tudo e aprende rapidamente as expressões que ouve como provou um dia destes com o ‘ena pá, tanta luz!’ quando acendi a luz da casa de banho de manhã.

Em termos de comportamento, continua a ser muito teimosso e reage mal quando recebe uma ordem directa. Para conseguir que ele faça alguma coisa tenho mais sorte com um tom de voz doce do que com gritos, algo que para mim é muito difà­cil. Acabo por alternar entre os dois, o que o deixa bastante confuso mas acaba por funcionar à s vezes. É a técnica do ‘não estou zangada mas não me provoques’.

Como é esperto e já percebeu que passar o tempo a dizer ‘não’ não funciona, agora adoptou a técnica de se ir esconder debaixo da mesa, como se fosse brincadeira, quando quer atrasar – seja para vestir o casaco quando estamos a sair ou para ir lavar os dentes à  noite. Como o objectivo é ter atenção, a única coisa que funciona é deixá-lo em paz até desistir e depois insistir um bocadinho com ele. É mais rápido do que ralhar e ir atrás dele.

Crédito

Fui hoje entregar ao banco a papelada necessária para iniciar o processo de pedir crédito habitação. Como sempre faltava uma coisa o que quer dizer que mais valia ter ficado quitinha e ter ido tratar disto com mais calma na segunda feira, mas OK.

Devido a uma confusão anterior com esta casa (já foi a escritura e um dos vendedores desistiu ou algo do estilo), não temos ainda a certeza que o processo vá correr bem. Se a casa tiver sido penhorada devido a esse problema, por exemplo, quando chegar a altura de marcar a nossa não passamos dali, tendo já gasto imenso dinheiro com o processo. Espero sinceramente que isso não aconteça mas estou à  espera de tudo. Enfim, pelo mesmo estamos avisados da possibilidade. O facto de termos resolvido avançar à  mesma pode querer dizer que somos muito optimistas ou muito estúpidos – o tempo dirá.

A senhora do banco aconselhou-nos a não fazer o processo através do supostamente simplificado sistema ‘casa pronta’ porque aparentemente demora mais tempo. Sai mais barato mas aparentemente a conservatória pode demorar meses a marcar a escritura. Na imobiliária disseram-nos que era mais rápido porque saltavam a parte dos registos provisórios mas no banco garantiram-nos que não. Exigem registos provisórios para se protegerem a menos que conheçam muito bem o vendedor, precisamente para evitar complicações como a acima descrita. Ou seja, vamos gastar mais trezentos e tal euros para tentar resolver o processo mais cedo. Não sei quem é que tem razão mas achei que não valia a pena arranjar complicações extra com o banco. Desde que nos aprovem o crédito é deixá-los fazer as coisas como entenderem.

Agora entramos no processo de espera. Toda a gente nos garante que hoje em dia é muito mais rápido do que há seis anos, quando comprámos a nossa actual casa, mas eu continuo muito céptica (mais uma palavra que supostamente já não se escreve assim, não é? Se encontro o gajo que aprovou o maldito acordo atiro-lhe com uma tarte).

Se pelo contrário tudo correr bem, no final do próximo mês podemos ter a nossa nova casa e iniciar o longo e penoso processo das obras.

Reserva e vacina

Ontem de manhã fui à  imobiliária passar um cheque gordo para fazer a reserva do apartamento que queremos comprar. Depois de confusões com os orçamentos e muitas contas achámos que valia a pena tentar.

Agora estou à  espera de um telefonema que venha confirmar ou destruir as nossas expectativas. Estou com pouca esperança que a dona da casa aceite a nossa oferta e aposto que vai ser uma dança tipo ‘ah se fosse mais 5000 talvez’. Não sei se estou interessada em ir por aà­ porque, como está, já vai ser apertado durante uns tempos.

Espero que até ao final da semana a coisa se resolva, seja para que lado for.

Hoje de manhã levámos o Tiago à  tortura da vacina da gripe. É mais por minha causa, visto que estando grávida aparentemente fico logo em grupo de risco, o que para mim é muito estranho. Sou saudável e não tenho problemas respiratórios e de repente estou em risco? Que raio de doença mais estranha.

O Tiago chorou um bocadinho mas não fez a birra monstruosa que eu temia que fizesse. No geral até se portou bastante bem e passados dois minutos já estava alegremente a brincar na casinha que têm no posto de saúde. Depois não queria vir embora mas também não foi muito difà­cil convencê-lo. Será que os terrible twos estão a abrandar?

Hoje vou à  escola falar com a educadora do Tiago para saber como as coisas estão a evoluir. O miúdo é teimoso mas nunca mais tive os mesmos problemas a vesti-lo de manhã e anda bastante mais cooperante, pelo menos em casa. Se puder transformar as tarefas num jogo, como esconder os pezinhos nas calças, por exemplo, faz tudo com um sorriso nos lábios. Ordens directas continua a não gostar muito de ouvir, mas se for mesmo a sério e eu contar até 3 obedece. Está muito mais aberto a negociações, algo que só vem com a maturidade e a idade, e isso é optimo. Já começou a aceitar fazer certas coisas que não quer se lhe der argumentos racionais – coisas muito simples, claro, mas é um grande avanço.

Parece-me que estamos a chegar a um ponto de equilibrio finalmente e fico muito feliz por ver que a persistencia e consistencia funcionam.