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Festas de Natal da escola

Devo dizer que já odeio as festas de Natal. Compreendo que os professores gostem de mostrar que conseguem domar as feras, mas acho que devia ser algo opcional, de acordo com a personalidade das crianças. Cá em casa temos uma extrovertida que adora estas coisas, e um introvertido para quem isto é o maior pesadelo imaginável.

Na passada quarta feira foi a festa da escola da Joana. Fizeram uma produção da Cinderela, em que a Joana era uma das irmãs más. A demonstração do seu papel passava por cruzar os braços e bater com o pé no chão, algo que ela faz admiravelmente.

Acho piada que tenha escolhido esta personagem. Mostra muito sobre a minha filha, que se define actualmente pelo facto de ser “a irmã”. Tem tanto orgulho em ser a mana que até no teatro mantém o papel.

A Joana esteve feliz e contente no palco. Colaborou, fez caretas e palhaçadas e vê-se que se divertiu. No final da festa é que todo aquele entusiasmo e o mar de gente que a rodeou não teve um efeito tão positivo e ela começou a berrar. Sentou-se no cacifo e amuou, recusando-se a colaborar. O pai levou-a a dar uma voltinha pelo corredor e ela lá acalmou, mas quando voltou foi imediatamente rodeada por pessoas e voltou ao mesmo. É uma coisa que não compreendo – porque é que as avós são incapazes de deixar os miúdos em paz quando começam com estas coisas? Até parece que há um prémio para a pessoa que conseguir fazer a miúda parar de berrar. Se os deixarem em paz aquilo passa num instante mas quanto mais se insiste pior fica.

Ontem foi a vez do Tiago, mas como passou o domingo a vomitar, achei que ele iria usar isso como desculpa para não ir. Ficou em casa, claro, mas já passou bem o dia, comeu normalmente e, fora uma dor de cabeça, não voltou a queixar-se de nada.

Quando lhe perguntei sobre a festa insistiu que queria ir. Achei muito estranho, porque sei bem o filho que tenho, mas dei o beneficio da dúvida.

A minha mãe veio cá para casa fazer babysitting durante a tarde para eu poder ir à  minha aula de joalharia. Quando saà­ da aula liguei e afinal o Tiago queria ir mas já não queria participar. Certo. Mais de acordo com a personalidade dele. Enfim, por esta altura era tarde demais para mudar de planos por isso lá fomos. Esta festa foi bastante mais longa com diversas mini peças de teatro, música, demonstração da educação fà­sica, etc.

Quando o Tiago regressou vinha todo irritado porque o tinham feito subir para o palco uma ou duas vezes, apesar de não ter ido lá fazer grande coisa. E pronto, aqui está o Tiago que eu conheço. Acho que é preciso assumir que ele odeia estas coisas e pronto. Só não percebo porque é que ele insiste em ir quando já sabe que não vai gostar.

A Joana passou o tempo a tentar dormir no colo do pai por isso aproveitámos para sair nessa altura enquanto a festa continuou com os meninos mais crescidos.

Quando penso que no final do ano há mais…

Dicionário joana 3 anos

É daquelas coisas que não tem piada para mais ninguém a não ser a famà­lia, mas a memória é curta e quis registar algumas das palavras que a Joana pronuncia à  sua maneira aos 3 anos. Os avós e tios que contribuam se se lembrarem de mais alguma.

Pistal – hospital
Tita Pan – Peter Pan
Caçapete – Capacete
Mushca – música
Mamelada – manteiga (ainda não percebi porque é que ela troca)
Piquitão – Capitão
Vivijão – televisão
Benny – Ken
Mimão – irmão
Canetas – caretas
Mimens – minions
Abugara – hamburger
Esponjba – esponja
Spongebo bebéque – spongebob squarepants
Noga nega – nódoa negra
Piqueta – etiqueta
à“culantes – autocolantes
Pato – prato (corrigido aos 4 anos) – É daquelas coisas que não tem piada para mais ninguém a não ser a famà­lia, mas a memória é curta e quis registar algumas das palavras que a Joana pronuncia à  sua maneira aos 3 anos. Os avós e tios que contribuam se se lembrarem de mais alguma.

Pistal – hospital
Tita Pan – Peter Pan
Caçapete – Capacete
Mushca – música
Mamelada – manteiga (ainda não percebi porque é que ela troca)
Piquitão – Capitão
Vivijão – televisão
Benny – Ken
Mimão – irmão
Canetas – caretas
Mimens – minions
Abugara – hamburger
Esponjba – esponja
Spongebo bebéque – spongebob squarepants
Noga nega – nódoa negra
Piqueta – etiqueta
à“culantes – autocolantes
Pato – prato (corrigido aos 4 anos)

4 anos:
Ocu à­ris – arco à­ris
OTL – hotel
Crocus – crocs (o que lhe dá uma grande vontade de rir quando lê um livro que fala das flores crocus)
Escupir – cuspir

Halloween 2013

tiago_halloween_2013Eu sempre detestei o Carnaval, que é algo que os Portugueses adoram. Imaginam então que Halloween era uma coisa que nem sequer aparecia no meu radar, a não ser como referência em séries de TV. É claro que depois tive filhos.

O ano passado o Tiago disse que não estava interessado em participar, mas quando chegou à  escola e estava toda a gente mascarada sentiu-se deslocado. Aliás, a culpa disto tudo é das escolas que aderiram em massa e tornaram a coisa mainstream de um ano para o outro. Quando o fui buscar ao fim do dia vinha a dizer que no dia seguinte se queria vestir de vampiro. Tarde demais, claro.

O fato de vampiro ficou para o Carnaval, uns meses depois. O que só mostra que a coisa causou impacto, para ele ainda se lembrar disso ao fim de tanto tempo.

joana_halloween_2013Depois de fincar firmemente os pés no chão durante vários anos e me recusar a ser levada pela onda do Halloween e do Carnaval, este ano fui forçada a deixar-me de tretas e levar a coisa pelo que é – um dia para os miúdos se divertirem e terem desculpa para emborcar doces até vomitar. Porque senão somos apenas os velhos pais chatos que estão sempre a deitar abaixo as coisas giras e que não se sabem divertir.

Lá tratei de arranjar um fato de ninja para o Tiago, e a Joana depois de ver o irmão também quis, portanto foi uma fada. Não é bem o espà­rito da coisa mas eles não querem saber e eu também não. Bruxas, múmias e vampiros já há a pontapé.

Birra matinal monstruosa

Esta foi causada pela “Guerra das moedas de chocolate”.

O Tiago vai comer chocolate à s escondidas em vez de se despachar para a escola, é apanhado pela irmã que também quer, porque ela quer sempre tudo o que o irmão tem, faz, diz ou vê.

Ele recusa-se a partilhar. Ela faz beicinho e depois liga a sirene dos bombeiros que residem nos seus pulmões e que se mantém em funcionamento durante a próxima meia hora.

Saà­mos atrasados para a escola. O Tiago amua porque percebe que a culpa foi dele e não é capaz de o admitir nem pedir desculpa. As moedas de chocolate são confiscadas.

Eu não tinha dito que era má ideia?

Escola: update da segunda semana

Estamos a chegar ao final da segunda semana de escola do Tiago e a coisa parece estar finalmente a assentar. Ainda não vai com muito entusiasmo mas já parece ter percebido as regras da sala e hoje levou a pontuação mais alta que aparentemente é a bola azul – pelos vistos vermelho, amarelo e verde não chegava para aquela turma. A professora acrescentou uma bola azul para os anjinhos e uma preta para as pestes.

No ATL apareceu para lá um miúdo mais crescido com a mania das caneladas. O Tiago nunca foi uma criança agressiva e durante muito tempo não se defendia. Tivemos de ser nós a explicar-lhe que não pode deixar os outros bater-lhe. Anda no Kung Fu, em parte porque é uma criança muito activa e uma actividade fà­sica faz-lhe bem, e em parte para ver se aprende a defender-se.

No primeiro dia das caneladas, o pai esteve a treinar com ele métodos de evitar e reciprocar pontapés, utilizando o treino do Kung Fu, para ver se o brutinho apanha na mesma moeda. Com bullies a única solução é dar mais do que se recebe e recuso-me a deixar o meu filho ser vitima de bestas imbecis a vida toda. Considerando que a alternativa é ir lá eu dar um par de estalos à  criancinha, parece-me a solução mais segura.

No dia seguinte, o Tiago diz que o outro voltou a dar pontapés à  traição mas parece que desta já levou uns socos em troca. Como hoje não houve nada pode ser que o cobardolas tenha percebido que é melhor ficar por ali.

O Tiago por enquanto gosta dos exercí­cios da escola e dos trabalhos de casa. Escrever o nome é que parece ser um grande sacrifà­cio, mas acho que é porque ele não o consegue fazer com a facilidade com que queria. Estamos a tentar incentivar e mostrar que melhora com a prática.

Na passada sexta feira foi a vez do ATL fazer uma cerimónia de apadrinhamento. Aparentemente é algo muito popular no primeiro ciclo e, parece-me, altamente inútil. Os miúdos nem se conhecem ainda, quanto mais lembrar-se com quem é que é suposto irem falar se tiverem dúvidas. Enfim.

No geral os miúdos divertiram-se, cantaram, brincaram e tiraram fotos. O meu filho, obviamente, recusou-se a levantar-se da cadeira, fez um ar de tédio e sofrimento, foi arrastado para a foto e deu murros na sua própria cabeça. Compreendo que ele fique ansioso com estas coisas – muita gente, todos os pais a assistir – mas não sei bem como lidar com as reacções dele. Acho que é um bocado teatro mas a auto-flagelação preocupa-me.

Mas pronto, desde que não haja mais cerimónias em breve, a coisa parece estar a andar bem.

Primeiro dia de escola

O Tiago entrou hoje oficialmente para o primeiro ciclo. Fomos com ele à  escola onde tivemos direito a uma visita guiada das instalações, seguida de uma cerimónia de apadrinhamento em que cada aluno novo é apadrinhado por um mais velho que fica responsável o mais novo a compreender melhor os detalhes e funcionamento da escola. Acho a ideia gira mas para primeira hora passada na escola, em que eles estão todos nervosos e sem saber o que se vai passar a seguir, ser forçados a enfrentar uma multidão de estranhos parece-me um pouco violento.

O Tiago começou com a sua cara de “não quero estar aqui” e o seu novo tique (mexer constantemente o ombro e o pescoço) era particularmente notório. Felizmente encontrou um amigo do ATL (ter entrado para a escola uns dias antes foi claramente boa ideia) e lá acabou por descontrair.

Antes de devolver as crianças à  sala, os pais estiveram a escrever mensagens de encorajamento num grande painel. Estava com receio que o Tiago voltasse ao seu modo infeliz quando voltou para a sala mas quando viu que os livros estavam cheios de actividades, coisas para preencher e pintar, ficou muito mais interessado.Disse “isto é muito mais giro do que eu pensava” e queria saber onde é que estava o lápis para poder começar imediatamente. Quando lhe respondi que a professora é que decidia que exercí­cios iriam fazer, pediu para comprarmos livros iguais para ter em casa.

Tem um bom primeiro dia de escola, filhote 🙂

ATL

Hoje tive uma manhã complicada. Apesar de me levantar à s 7, não consegui arrancar as crianças de casa antes das 10.30. A Joana nunca mais acabava de comer a torrada e depois demorou uma eternidade a escolher a roupa (que tem de ser ela a escolher, desde as cuecas até ao elástico do cabelo). O Tiago levantou-se já depois das 9, comeu calmamente e foi para o chão do quarto fazer de conta que se vestia. A Joana foi à  casa de banho mas fez xixi no chão em vez de pedir para usar a sanita. Não percebo porque é que agora lhe deu para isto mas já é a segunda vez. Lá tive eu de ir buscar a esfregona e metê-la na banheira.

Quando finalmente consegui ter toda a gente vestida, calçada, alimentada e pronta para sair, já estava pelos cabelos.

Com todo este atraso, o pai já há muito tinha ido trabalhar e nós fomos então a pé para a escola. A Joana chorou um bocadinho, porque o regresso depois das férias nunca é fácil, e o Tiago esteve na conversa com os amigos.

Eu e o Tiago fizemos o caminho todo para trás e fomos à  escola dele inscrevê-lo no ATL. Assim que lá chegou encontrou um amigo e passou a hora seguinte a correr de um lado para o outro na brincadeira enquanto eu preenchia os papéis. Quando terminei a inscrição, não se queria vir embora.

Deixei-o ficar e vim a casa fazer o pagamento e buscar os documentos que faltavam para terminar a inscrição e fui buscá-lo à  hora de almoço. Como não estava previsto ele entrar nesse dia, não o ia deixar lá a almoçar mas voltou de tarde porque eu tinha de ir a Lisboa comprar ferramentas para o curso de Joalharia. A ideia é deixá-lo lá durante perà­odos pequenos só para começar a conhecer a escola e os colegas.

Vamos ver se quer voltar amanhã 🙂

Brincadeiras com iclay – iclay crafts

Comprei iclay para brincar com os meus filhos durante as férias. iclay é uma alternativa à  plasticina muito maleável e leve. É feito na Coreia e na verdade está mais próximo do Fimo e Biscuit do que da plasticina porque não racha ou fica com bolor quando seca.

Seca ao ar, é extremamente flexà­vel e é super fácil de misturar cores. Parece que estamos a brincar com pastilha elástica, pela forma como a massa estica até ficar apenas um fiozinho fininho mas não é tão pegajoso nas mãos. Pelo contrário, tem uma consistência que parece quase coberta de pó e portanto é mais limpo do que a plasticina. A única vez que fiquei com as mãos manchadas foi quando borrifei um bocadinho de água na massa que estava a ficar seca.

Os fabricantes dizem que se adicionar água e voltar a fechar a massa seca no recipiente que esta volta a ficar mole, o que quer dizer que não é preciso deitá-la fora mesmo quando os miúdos se esquecem de por a tampa na embalagem. Ainda não experimentei fazer isso mas se for verdade é fantástico.

O que gostei nesta massa de modelar é que quando seca fica com uma consistência de borracha esponjoja em vez de ficar duro como o Fimo. Fica fofinha e apetece apertar 🙂

E melhor que isso, se fizermos uma bola e deixarmos secar, ficamos com uma bola saltitona. O Tiago ADOROU isso!

iclay_heart

Tenho andado a trabalhar com resina últimamente e a minha filha pediu-me para ficar com um dos corações que fiz. Depois pediu para o transformar num colar. Como era um dos que têm contas de vidro milefiori no interior, é quase impossível fazer um furo perfeitinho coma broca porque a resina é mais mole do que o vidro e a broca desliza nas contas de vidro e faz uma grande porcaria. Decidi experimentar fazer uma moldura de iclay para o coração.

Tal como o Fimo, o iclay não cola bem a vidro ou resina mas ficou justo o suficiente para o coração não cair. Coloquei um arame no topo para prender ao fio e deixei secar. O arame vai sair facilmente porque a borracha é demasiado mole e rasga com alguma facilidade, mas também é fácil de voltar a por no sí­tio, adicionando mais um bocadinho de massa.

Não ficou perfeito porque foi feito com a “ajuda” da Joana, mas a ideia era precisamente deixá-la fazer o seu próprio colar.

A melhor caracterà­stica da moldura feita com iclay é que, como se transforma em borracha, protege os cantos da resina contra quedas e riscos. Estou a considerar fazer uma capa para o iphone com este material. Aposto que funciona para proteger os cantos contra quedas acidentais. E o melhor é que posso escolher as cores que quiser. – I bought some iclay to play with my kids during the holidays. iclay is a really soft, super light, alternative to plasticine. It’s made in Korea and it’s actually closer to polymer clay and biscuit because it doesn’t crack or become mouldy when it dries.

It’s an extremely flexible air-dry clay and it’s really easy to mix colours. It feels a lot like playing with chewing gum because when you try to pull it apart it stretches until forming really thin strings, but it’s not as sticky on your hands. In fact, it’s got an almost powdery feel and the only time it stained my hands was when I sprayed some water onto it because it was beginning to dry up.

They even say that if you add some water to a fully dried piece and place it back inside the closed container that it will become soft again and you don’t ever need to throw it out. I haven’t tried doing that yet but if it’s true it’s pretty cool.

But what I really liked about it is that when it’s dry it turns into foam rubber. It’s not hard plastic like cured polymer clay. It’s soft and you can squeeze it in your hands. In fact, if you roll it into a ball and let it dry, you’ve got a bouncy ball – my son LOVED that!

iclay_heart

Above is a resin heart with iclay frame. It’s far from perfect because I had “help”
from my 3-year-old daughter 🙂 It was her necklace, after all.

I’ve been working with resin lately, and my daughter asked if I’d give her one of the hearts I made. Then she wanted to turn it into a necklace. It was one of the milefiori hearts, so it has glass beads inside, making it almost impossible to drill a hole through the top because the resin is softer than the glass and the drill bounces off the glass beads and makes a mess. I decided to try using the iclay to make a frame for the heart.

Just like polymer clay, it doesn’t bond with glass or resin very well, but it was a snug enough fit that it won’t fall off. I attached a wire loop on the top and let it dry. The wire loop may be yanked out in time but it’s easy enough to replace with a little more clay.

The best thing about the iclay frame is that it, because it’s rubber, it protects the edges of the resin, so if my daughter drops it it will bounce and be more resistant to breaks and scratches. I’m considering making an iphone cover out of it. I think it would work perfectly against accidental drops and I can mix my own colours 🙂

Joana, 3 anos

No dia 14 de Julho a Joana fez 3 anos. Há uns meses memorizou a data do seu aniversário que repetia a quem perguntasse. o irmão de 6 anos ainda não sabe em que dia nasceu 🙂

kittyA preparação para o aniversário começou uns dias antes. Na sexta feira passei o dia a fazer bolachas da Kitty, porque já tinha prometido. Dá mais trabalho do que parecia porque resolvi fazer a camisola e o lacinho de outra cor e mais os olhos e nariz com bolinhas pretas, em vez de me limitar a cortar a pasta de açúcar de uma só cor e pronto. Ao fim de vinte bolachas já não podia olhar para a Kitty e devo ter feito umas setenta. A mania do perfeccionismo dá cabo de mim mas enfim, é só de vez em quando. Os cortadores comprei na loja da Mafalda, como sempre.

No sábado tive o prazer da companhia do meu irmão e famà­lia a quem já não via desde o Natal. O Gabriel está grande e já só fala inglês, com uma pronuncia adorável. Sinto-me completamente tosca em comparação 🙂

kitty2Fomos todos ao cinema ver o Despicable Me 2 (menos a minha cunhada Ana que foi almoçar com umas amigas). Os três miúdos portaram-se lindamente durante o filme. O Tiago adorou e fartou-se de rir. O Gabriel teve medo dos Minions roxos mas gostou imenso da galinha. A Joana a certa altura levantou-se e eu temi que tivesse chegado ao limite da sua paciência para ficar quieta na cadeira, mas afinal era só porque se queria sentar ao lado do primo e depois voltou a acalmar.

De tarde resolvemos dar a nossa prenda grande à  Joana – uma casa de bonecas maior que ela – para ela ter algum tempo para brincar com aquilo durante o fim de semana, já que implicava montar. Depois de tudo montado a Joana e o Gabriel passaram o resto da tarde e noite a brincar com aquilo, lado a lado. Isto depois de terem andado os três a “fazer nevar” esferovite. Odeio esferovite. Mandei-os fazer lixo para o terraço em vez de na sala e mesmo assim foi uma trabalheira limpar tudo, mesmo com quatro pessoas a ajudar. Mas pronto, por mais trabalho que dê acho que estes pequenos momentos de divertimento infantil valem a pena. São as pequenas coisas que ficam na memória.

casinha

No domingo passei a manhã a por a mesa e arrumar a casa. A famà­lia veio lanchar e comer bolinho e foi giro ver o Tiago e o Gabriel a correr pela casa até escorrerem suor e a Joana com o seu fascà­nio pela prima Ema, que está super gira e agora já gatinha por todo o lado. Felizmente tinha-me lembrado de guardar os copinhos e outras peças pequenas da casa de bonecas antes dela chegar.

A Joana recebeu princesas, bailarinas, bebés, livros e roupa, e nós demos-lhe um dossel rosa para a cama, para dormir como uma princesa. Anda muito nas princesas agora.

Praia com a escola

tiago_joana_praia_2013Como eu odeio as semanas de praia da escola. É literalmente pagar para sofrer, tanto para nós como para eles, e todos os anos digo a mim mesma que para o ano não vão e pronto. Porque é que na altura volto atrás é algo que ainda não compreendi. Acho que começo a pensar que eles depois ficam para lá sozinhos e também não vão gostar.

O tempo está sempre péssimo, eles fartam-se ao fim do segundo dia, eu tenho que andar carregada com 3 e 4 sacos pesados (e ultimamente demoro quase uma hora a chegar a casa porque eles arranjam toda a espécie de maneiras de engonhar pelo caminho), muitas vezes ainda tenho de trazer a Joana ao colo porque ela fica cansada e faz uma birra tremenda se não lhe pego e ainda por cima temos de acordar mais cedo. Esta última pode parecer uma queixinha parva, mas considerando o facto da Joana se continuar a levantar-se diversas vezes durante a noite, faz muita diferença.

Enfim, para ela é hoje o último dia, o que pelo menos deve acabar com as birras matinais. Esta semana tem sido constante e preciso de ir com ela quase até ao autocarro em vez de a entregar à s educadoras na sala. Considerando que a Joana adora ir para a escola e raramente faz birras de manhã, esta mudança de rotina não lhe caiu nada bem.

Kidzania

Levámos os miúdos à  Kidzania durante a semana de férias. Achámos que num dia útil a meio da semana, especialmente numa semana com dois feriados seria mais calmo. Pura ilusão. Apanhámos com visitas de um número infindável de escolas e mal se podia andar lá dentro.

As filas eram gigantesca, especialmente para coisas como tirar a carta de condução, e como aquilo fechava à s 3, a partir das 2 já andavam só a despachar. O Tiago, que esperou montes de tempo para ir fazer um gelado, ficou frustradà­ssimo porque levou com uma explicação a correr, sem fazer efectivamente nada, e com um toma lá este gelado ranhoso de água e coca-cola e põe-te a andar que há mais gente à  espera.

Antes disso, porém, ainda se divertiu. Foi a um espectáculo de magia, fez um perfume, pintou um desenho, e quando a maltosa toda foi almoçar, ele lá conseguiu tirar a carta e foi conduzir um dos carros de choque da bomba de gasolina (é ainda demasiado pequeno para a pista de corridas). Depois foi para os bombeiros porque queria ir apagar as chamas do prédio a arder mas aquilo só acende muito de vez em quando e teve de se contentar com ir salvar um cãozinho. Também foi à  casa em construção mas teve azar de chegar na altura em que o muro estava todo completo por isso a única coisa que o deixaram fazer foi desmontar o que estava e depois por só um ou dois tijolos.


A Joana estava em pânico com aquela gente toda e não queria sequer sair do colo. Só foi ao avião porque me deixaram subir com ela e mais tarde, quando aquilo finalmente abriu, lá foi brincar para a casa urbana que é especificamente para crianças até aos 4 anos.

Ou seja, a ideia de uma cidade em miniatura para os miúdos é gira, o espaço é interessante mas se estiver muita gente acaba por ser super frustrante para os miúdos que não fazem nada a não ser passar o tempo à  espera de entrar num sí­tio para depois serem rapidamente corridos.

Está na hora de redecorar

Ao fim de dois anos a viver nesta casa acho que está na altura de começar a pensar em substituir e alterar os móveis que não se adaptam. Não tenho uma cadeira decente para a secretária, nem estantes para a quantidade de livros e ferramentas que preciso de guardar no meu estudiozinho. As prateleiras que coloquei na parede calharam logo na zona que teve uma infiltração e a madeira inchou. Como a parede demora uma eternidade a secar, também não posso guardar lá os dossiers dos papeis e cartolinas que habitavam essa zona porque fica tudo cheio de bolor. São os riscos de viver num último andar.

A necessidade de reorganizar o espaço é evidente
A necessidade de reorganizar o espaço é evidente

A outra área que precisa de ser seriamente revista é o quarto do Tiago. Os móveis que lhe comprámos quando era bebé já não se adaptam à s actividades de hoje e o quarto é mais pequeno e mais quadrado do que o da outra casa, portanto os móveis antigos não encaixam tão bem. Precisa de uma secretária, até porque já entra para a primária este ano e vai começar a ter trabalhos de casa, e também de uma cama maior (é mesmo comprido, o miúdo) e mais espaço para livros e Lego. Gostava particularmente de lhe arranjar uma zona onde ele pudesse expor as suas colecções já que é algo de que lhe interessa particularmente mas não sei bem como fazer isso. Se tiverem sugestões agradeço.

Estava a pensar comprar-lhe um beliche já de adulto para ter altura suficiente para colocar uma mesa por baixo. Aposto que ele acharia piada a ter de trepar para a cama. Lembro-me de adorar beliches quando era miúda. Por outro lado, sendo o meu filho, arrisco-me a que ele caia lá de cima e parta o outro braço, mas enfim. É da nossa responsabilidade ter a certeza que ele compreende as regras de segurança.

Cama pequena e móveis demasiado baixos
Cama pequena e móveis demasiado baixos

A parte mais complicada é arranjar tempo para fazer as compras. Se já tentaram decidir alguma coisa numa loja de móveis com duas crianças atrás percebem o que estou a dizer. Voluntários para babysitting? Anyone?