P balão!

O Tiago adora ver os Little Einsteins. Há um mês ou dois fartou-se do Mickey Mouse e fixou-se nos Little Einsteins. Já sabe de cor o sí­tio de todos os ‘uh-oh!’, sim, não, boa, etc, que diz antes dos personagens. Já reconhece as músicas todas e fica super entusiasmado quando lhe pomos um CD de música clássica com um tema que reconhece da série.

No entanto, um dia destes viu um episódio que o assustou. A certa altura os Einsteins estão debaixo de água e encontram um peixe balão que resolve insuflar ficando coberto de bicos. Estando sozinho na sala, o Tiago começa a ficar muito nervoso quando se aproxima essa cena e desata a chorar se não estiver ninguém por perto quando aparece o peixe.

Da primeira vez que isso aconteceu não percebi bem o que se tinha passado. Da segunda estava sentada ao lado dele e o Tiago veio para o colo rapidamente e percebi o que o assustava. Tentei gozar um bocado com o peixe para lhe tirar a imagem mental de uma coisa assustadora mas não parece ter funcionado porque hoje o Pedro foi por um episódio a tocar e calhou aquele outra vez – nós gravamos aquilo no Meo e portanto não sabemos que episódio é até começar – assim que ouviu a música que é usada no episódio o Tiago correu para o colo do pai a dizer P-balão! Apagámos o episódio, claro.

Acho curioso que ele já conheça as músicas a este ponto e temos de ter cuidado com o que vê daqui para a frente porque já é óbvio que fica assustado com certas imagens, mesmo num desenho animado.

Dicionário Tiago-Português

O vocabulario do Tiago vai esticando diariamente. Algumas palavras são perfeitamente compreensiveis mas noutras faltam muitas das consoantes. Para não me esquecer mais tarde resolvi apontar a lista actual de palavras e o seu significado nos casos mais complicados.

– Ba-ba (bye-bye: uma das poucas expressões inglesas que o Tiago usa e a primeira que aprendeu)
– Olá
– Tá tá (já está/já ‘tá)
– Não (começou por ser ‘na’, passou a ‘nou’ e finalmente a ‘não’)
– Sim /Yes (utiliza ambas e percebe que o significado é o mesmo)
– mamã/mãe/mamãe (esta última variante, junção de mamã com mãe é a preferencia do momento)
– papá/pai/papai (semelhante ao anterior)
– Boa
– Aua (ajuda)
– pé
– mão (usa muito quando quer dar a mão)
– Leão
– uf uf /tão (cão – o primeiro é o som que faz – do inglês woof woof – e o segundo a tentativa actual de dizer a palavra)
– Brrrrr (som do elefante)
– Coco (cocoroco – som da galinha ou do galo)
– Miau (som e nome para gato)
– Mmmmm (som da vaca)
– uh-uh-uh (acompanhado do gesto de coçar asaxilas, significa macaco)
– Oh-oh! (exclamação quando algo corre mal)
– U-uuu pfff (som do comboio)
– brumm/pó-pó (sons referentes a carros)
– Nham-nham (apreciação da comida)
– aham (maçã)
– Nanana/Anana (Banana)
– Ananásh (ananás)
– Pea (pera)
– Ptau (Pica-pau)
– Apu (acabou)
– Ama’e’o (amarelo)
– Balão
– Boua (bola)
– Bolhas (Bubble wrap, que adora rebentar)
– Lua
– Pintar
– Pooh (winnie the Pooh)
– É bom! (o Tiago descobriu que gosta de massagem e presenteia-nos com esta exclamação)
– Atum
– Tebitão (televisão)
– Biau (obrigado)
Sei que há mais que vou acrescentar à  medida que me lembro mas agora tenho que ir ali.

Férias

Estamos de férias até ao final do mês. Não vamos propriamente viajar, apesar de termos planos para passar um dia ou dois fora de casa para fugir da rotina diária de lavar roupa, loiça e arrumar a casa.

No domingo fomos até ao Parque e foi giro porque o Tiago deitou-se na manta connosco, a comer uma bolacha, em vez de ir logo correr e trepar como costuma. Deu-nos uns minutos de descanso efectivo, muito raros hoje em dia.

Na segunda de manhã fomos à  praia. A vantagem das férias é poder evitar o trânsito do fim de semana e poder ir à  praia sem grande stress. O Tiago já parece ter perdido completamente o medo da água e até nadou um bocadinho, com a barriga apoiada na mão do pai. Estou curiosa para ver como se comporta na piscina, já que no ano passado nem queria tocar na água.

De tarde tivemos que nos ir enfiar no supermercado para fazer as compras do mês, algo que andamos a adiar há semanas precisamente para não ter de ir ao fim de semana.

à€ noite estavamos exaustos e decidimos que, já que estamos de férias e que ainda por cima temos de ficar em casa, no minimo podemos evitar ter de cozinhar porque que encomendámos comida suficiente para durar uns dias. Usamos o serviço No Menu, que vai aos restaurantes buscar a comida e vem-nos trazer e tem funcionado bem. Geralmente encomendamos comida italiana, do La Traviata e do Don Giovanni. O segundo tem umas doses tão grandes que cada dá para umas 3 refeições (ou 3 pessoas). Tem a desvantagem de vir tudo afogado em molhos de natas, pouco aconselhável para dois ou três dias de seguida. Desta vez optámos pela Traviata que tem umas pizzas muito boas e pedimos também uns bifes para o Tiago que nem sempre gosta de massas.

Na terça de manhã tivemos de ficar em casa à  espera da entrega das compras do dia anterior. Depois levámos o Tiago ao jardim, para andar de escorrega e correr um bocado. Como agora ele já vai a pé, já conseguimos ir de metro até à  Praça S. João Baptista e depois subir as escadas para ir ao jardim. Quando ia com o carrinho é que não dava jeito nenhum porque tinha de entrar pela ponta oposta.

De tarde o Tiago dormiu a sesta, que passou a ser dia-sim, dia-não e eu estive a fazer planos para a decoração do quarto do Tiago que precisa de mais arrumação e uma cama nova.

Ontem de manhã fomos ao IKEA comprar os móveis. Já tinha feito a lista no site e apontado os corredores onde estavam as peças que queria por isso foi uma visita rápida.

De tarde fui ao dentista e o Pedro ficou encarregue de ir passear com o Tiago. Fiquei cerca de uma hora na sala de espera, bem para além da hora marcada, para uma coisa que demorou cinco minutos e custou 60 euros. Há qualquer coisa nisto que não bate certo.

Quando saà­ do dentista fomos comprar uma cama de viagem para o Tiago mas ele adormeceu no caminho e acabei por ter de ir sozinha à  loja enquanto o Pedro ficava no carro com ele para não ser preciso acordá-lo. Como estava um calor insuportável no parque de estacionamento despachei-me o mais rapidamente possível para podermos voltar para casa.

Passei o resto da tarde a arrumar os brinquedos do Tiago nas novas caixas que comprámos. Tentei arrumar tematicamente e coloquei etiquetas para saber o que está onde. As etiquetas não agarram bem por isso vou ter de encontrar uma alternativa, mas até lá vai dando.

Esta manhã vieram fazer a entrega dos móveis do IKEA e depois fomos ao parque para o exercí­cio matinal do Tiago. Quando estavamos a voltar para o carro ele resolveu fazer uma das suas birras e veio o caminho todo ‘oh no no!’ que é a sua lamúria preferida.

àšltimamente tenho conseguido dar a volta aos amuos e evitar grande parte das birras mas de vez em quando há uma que continua a escapar, especialmente quando ele pára de brincar e se apercebe de reente que está mesmo muito cansado. Quando chegámos nem se interessou pelo almoço e foi dormir.

Agora falta montar as estantes, deitar fora um sofá e decidir se mudamos o Tiago para a cama nova ou se esperamos mais algum tempo.

Mas quando é que começam as férias afinal?

o valor é relativo

Uma das coisas mais estranhas que acontecem quando se está a tentar engravidar é o poder de transformar algo em que normalmente não pensamos no centro do universo, algo de que normalmente nos queremos livrar o mais rapidamente possível em qualquer coisa verdadeiramente preciosa. Para quem não percebe minimamente o que estou a dizer, clarifico: estou a falar de urina.

A gravidez há muito que deixou de ser um processo natural, que acontece de forma imprevista. Desde o aparecimento da pà­lula que as mulheres passaram a conseguir controlar, até certo ponto, quando querem engravidar, permitindo-lhes escolher alturas da sua vida em que se sentem preparadas para o fazer. O sexo passou a ser mais por gosto do que para procriação, tal como já era para os homens que não tinham necessariamente que acarretar as consequencias do acto.

Para as control freaks, uma gravidez desejada passou a poder4 ser planeada ao mais infimo pormenor, contando os dias que faltam para ovular ou para a data prevista da próxima menstruação. Isso não significa sucesso porque, como já apredi da pior forma possível, a natureza tem sempre forma de nos estragar a vida e de nos retirar todo o poder, controlo e vontade de viver. No entanto, a partir do momento em que se páram os métodos anti-concepcionais, mesmo para quem diz que não pensa nisso e que será quando for, há sempre um pensamento lá no fundo que nos lembra ocasionalmente para fazer um teste porque nunca se sabe. Ou porque estamos mais cansadas, ou porque já passou mais de um mês e não há sinais da menstruação, seja pelo que for.

Decidi recentemente que ia tentar engravidar novamente, e mesmo sabendo  que anteriormente tive algumas dificuldades porque só tinha ovulação de 3 em 3 meses e que o mais provavel é que o mesmo voltasse a acontecer, convenci-me que agora podia ser diferente.

Armei-me com o que podia, comprando testes de ovulação e gravidez e fiz as minhas contas. E foi aqui que começou aquela coisa estranha que mencionei no principio. A certa altura, quando me levantava a meio da noite para ir à  casa de banho não conseguia evitar pensar ‘mais um dia ou dois e tenho de me lembrar de fazer o teste’. Quando chega a altura certa do mês e sou acordada pelo Tiago, vou fazer xixi e penso ‘bolas, devia ter feito o teste’.

Tornou-se quase obsessiva esta necessidade de preservar  a urina, como forma de tentar perceber o que se passava com o meu corpo. O acto de descartar aquele là­quido inútil, que era feito sem qualquer pensamento para além do alà­vio da bexiga passou a ser feito reticentemente e muitas vezes adiado até ter a certeza que não vai ser necessário para outros fins. Ao fim de algum tempo começou a parecer que estava a deitar um balde de ouro pelo cano abaixo cada vez que sentava na sanita enquanto simultaneamente tinha consciencia do absurdo dessa sensação.

Para piorar a situação, os testes de ovulação que comprei estavam estragados. Não sei se apanharam demasiado calor no armazém da loja ou se a marca não presta mas numa caixa de 5 apenas um deu a linha de controlo o que quer dizer que mais valia ter deitado o dinheiro fora. Para referencia futura, a marca dos testes era PiC e foram comprados na Parafarmácia do Pingo Doce, na estação de Metro do Cais do Sodré um dia que passei por lá.

Depois de ter que me lembrar de fazer o teste, de andar há dias a obcecar sobre fazer aquilo no diz certo, ter um fracasso destes foi bastante frustrante. Acabou-se logo aà­ o planeamento e a passibilidade de ter algum controlo sobre a situação ou o meu corpo. Passou a ser ‘ao acaso’.

Pelo caminho tive duas ou 3 perdas de sangue pouco significativas que não eram suficientes para ser consideradas menstruação. Por vezes tenho uamas menstruações quase inexistentes, quando a anemia está pior porque o corpo poupa o sangue que tem, mas mesmo assim duram mais do que 12 horas, que não foi o caso.

Quando chegou a altura fiz um teste de gravidez, que deu negativo, e daqui para a frente vou continuar a fazer um por semana mesmo só porque sim. Já não há cá ‘para sair uma menina’ ou seja o que for porque não tenho qualquer forma de saber o que raio se passa com o meu sistema reprodutor. Vou marcar uma consulta com o meu ginecologista, vou ter de esperar mais dois ou três meses para ver o que acontece e provavelmente terei de voltar a tomar a mesma medicação da outra vez para tentar provocar uma ovulação.

Já tenho a confirmação que vai ser novamente um processo longo e preciso de paciencia. Vamos ver se não mudo de ideias pelo meio.

Dozing

Woke up startled just now, wondering if it was time to go pick up my kid yet. It wasn’t yet, but I seem to have fallen asleep on the sofa for almost two hours.

I was dreaming my grandfather was sick and didn’t get out of bed anymore and thinking I should go visit him. Then I woke up and realized that, off course, he’s already dead.

Last night I had some more spotting. Pink blood this time. I also had cramps so I was sure I was getting my period. This morning, however, it was all gone. No more blood or cramping all day. It has been about 11 days since the day I had marked as my ovulation date so it is possible that this time it really was the egg settling in. After all, I haven’t fallen asleep on the sofa in the middle of the day since my last pregnancy. I know we all need a vacation but this is ridiculous.

If it did take and all goes well – something I can never be confident about – the child will have been probably conceived on our wedding anniversary, which is very appropriate, I think.

SMAS e a promessa da factura electrónica

Estava a organizar a papelada que chega no correio todos os dias e quando abri a conta da água decidi que era hoje que ia aderir à  factura electrónica. Já fiz o mesmo com o banco, apesar de eles me continuarem a enviar tudo em papel, vá-se lá saber porquê, e tinha esperança que desta vez funcionasse melhor.

Não podia estar mais enganada. O site geral do Smas até nem parece muito mau, apesar de não ter andado a pesquisar a não ser para procurar o email de contacto. Mas a funcionalidade de factura electrónica é a coisa mais nojenta que já vi. Não tem qualquer espécie de instruções, os links que parecem óbvios não o são e andei por ali a clicar em tudo até conseguir finalmente, depois de muitas tentativas e duas desistencias fazer algo que penso que, talvez um dia quem sabe, me permita passar a consultar a factura online em vez de a receber em papel.

Não me considero uma pessoa particularmente estúpida mas talvez esteja demasiado habituada a sites que se preocupam com o utilizador e a rapidez que se exige hoje em dia de encontrar o que se procura num site. Não me parece, porém, que este seja um mau hábito. Acho que fazer um site mal feito só porque se é a única empresa de fornecimento de água e não há alternativa não justifica torturar os utilizadores, até porque a factura electrónica não é muito importante, é preciso convencer as pessoas a aderir e se dá muito trabalho ninguém o vai fazer.

Se esta é uma funcionalidade que realmente lhes interessa então têm de pensar seriamente em contratar alguém que perceba alguma coisa de usabilidade e mandar passear o gajo que lhes fez este site assim.

Junto a cartinha que mandei aos senhores do SMAS: Não faço ideia se chegará ao departamento certo porque o form de email tinha uma lista de temas para o email e nenhum se referia ao site.

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Caros Srs,

Depois de me registar tentei aderir à  factura electronica e deparei-me com um site bastante mal concebido, sem qualquer espécie de instruções tornando impossivel a sua utilização sem ser por um processo de experimentação que pode ser demorado e frustrante.

Depois de carregar no botão que parece óbvio, que é o de ‘adesão à  factura electrónica’ deparei-me com uma página em que não dá para fazer absolutamente nada. Depois de percorrer as restantes opções do menu e procurar algo que faça algum sentido, o único botão que parece funcionar é o de ‘pedido de adesão’ na carteira de serviços mas onde não é claro se é para pedir uma instalação de água nova ou para associar a que já temos à  nossa conta.

No passo 2 não há qualquer espécie de explicação para o que deve ser colocado no campo ‘instalação’ sem ler a factura de cima abaixo, já que o número normalmente pedido é o de cliente. Acabei por colocar um número ao acaso e carregar no botão ‘morada’ (tudo isto por experimentação, algo que muitas pessoas nem chegam a tentar fazer com medo do resultado) e só aà­ é que aparece uma mensagem de aviso que nos diz para colocar um número que deve aparecer algures no canto superior esquerdo da factura. Na verdade este número encontra-se a meio da página, já depois da conta corrente, pelo que a única informação com que me deparei ainda por cima estava incorrecta. Lá acabei por encontrar o número de instalação e terminar o processo mas só depois de ter desistido e voltado a tentar, porque nem toda a gente tem tempo para perder meia hora a descodificar como funciona a cabeça de quem desenvolveu este site.

Sendo webdesigner por profissão sei que é muito tà­pico criarem-se sites e funcionalidades sem a mà­nima preocupação com facilidade de utilização e considero isso um erro tremendo e uma falta de respeito pelos utilizadores, especialmente num site municipal em que os utilizadoresnaõ terão todos o mesmo nà­vel de educação tecnológica para andar a tentar resolver puzzles incoerentes.

Sugiro que revejam o site e que no mà­nimo forneçam instruções nos diversos passos se pretendem que esta seja de facto uma ferramenta que as pessoas venham a utilizar.

Melhores cumprimentos e parabéns pelo menos pela tentativa de incentivar a utilização da factura electrónica mesmo que a execução tenha saà­do um bocado falhada.

Aulas de bijutaria

Purple crystal ring Depois de marcar alguns workshops com diversas pessoas acabei por concluir que funciona melhor se der antes aulas particulares. Cada pessoa tem preferencia por um horário diferente, há sempre algumas que no final não aparecem e como as pessoas têm sempre nà­veis de experiencia diferentes, não demoram o mesmo tempo a fazer cada passo, tornando o processo mais dificil de gerir.

Como sou perfeccionista, gosto de dar atenção igual a todas as pessoas e ter a certeza que compreenderam a técnica, prestar atenção quando estão a fazer a peça para poder corrigir a forma como seguram no alicate ou algo semelhante se necessário. Quero que as pessoas compreendam como se faz e que é preciso prática para conseguir fazer as peças perfeitas.

Muitas pessoas esperam conseguir fazer tudo à  primeira e sentem-se frustradas quando não conseguem, mas é mesmo assim. Eu só posso ensinar a técnica. A prática vem com o tempo. Há pessoas que nunca seguraram um alicate na vida ou uma agulha de tricot e qualquer técnica requer prática e adaptação à s ferramentas. Mas quando se consegue finalmente fazer aquela argola perfeita, depois de praticar, sente-se um orgulho enorme por ter vencido o obstáculo. à€s vezes ainda durante a aula, através da repetição dos componentes, começa logo a notar-se diferença.

Outra coisa que as pessoas não esperam quando se inscrevem para as aulas é que trabalhar com arame requer alguma força nos dedos e pode magoar. A técnica de coiling, por exemplo, pode causar bolhas nos dedos. As pessoas que trabalham com arame já têm calos nas pontas dos dedos, tal como os guitarristas. Algo que, mais uma vez, se ganha com o tempo. Também não convém muito vir para as aulas com unhas compridas porque isso dificulta imenso a destreza necessária para segurar peças pequenas como argolas e fechos. 🙂

Mas no geral, apesar de eu começar a achar que tenho de incluir estas dicas nos emails de marcação das aulas, tem corrido tudo bem e há pessoas que ficam tão entusiasmadas que regressam para aprender mais e mais coisas.

Tem sido um processo gratificante já que eu adoro ensinar, especialmente uma área que acho tão cativante e divertida.

E como já passou algum tempo desde que publiquei as informações sobre as aulas, aqui fica novamente porque tenho recebido imensos emails e comentários de pessoas interessadas.

As aulas são em Almada, na loja Tizmar (Rua Comandante António Feio, 47-F), com a duração de duas horas. Custam 30 euros (o mesmo valor tanto para workshop como aula particular) e os temas mais comuns são iniciação à  bijutaria (para quem nunca trabalhou com arame e alicates), aneis de arame (coiling), tricot e crochet em arame e pendentes wire wrap. Fora do arame há ainda o tema dos nós celtas.

Também ensino a fazer peças especà­ficas a quem quer aprender uma determinada técnica e já tive pessoas a trazer peças ou imagens de revistas para saber como são feitas. Tudo depende do interesse de cada pessoa.

Quando as aulas são sobre um tema previamente combinado eu entrego material de apoio com informações sobre o comprimento e grossura  de arame para cada componente e instruções poderem depois em casa voltar a fazer as peças.

Quem quer adquirir arame pode faze-lo no final da aula. Se quiser outros materiais convém avisar antes para eu poder levar.

É possível marcar aulas de bijutaria a qualquer dia de segunda a sexta à s 10.30 ou à s 14.00 e ao sábado com inicio a qualquer hora até à s 17.00.
Durante as próximas duas semanas, o horário da tarde é mais alargado e a última aula do dia pode ter inicio à s 17.00. Só no dia 22 é que não é possível marcar de tarde.

Se alguém quiser marcar uma aula basta enviar um email ou colocar um comentário.

Evolução da técnica de lidar com birras

Na passada sexta feira, depois de deixar o Tiago na escola, decidi que não voltava a irritar-me com as birras. Acho que o facto de por uma cara zangada ou uma expressão desesperada é o suficiente para agravar as birras, e como tal decidi, dentro do humanamente possível, manter a calma e reagir o menos possível.

Quando fui buscá-lo estava preparada para a luta do costume e quando começou não foi surpresa. Falei com ele calmamente e dei-lhe beijinhos para tentar travar a coisa antes de começar ma como não funcionou e ele se recusava a colaborar, peguei no Tiago ao colo com toda a calma, sem ralhar nem fazer nada disso apesar dele espernear e levei-o para fora da escola. Sentei-o no carrinho, ignorando a luta, fiz-lhe uma festinha para ele perceber que não estava zangada e fomos andando para casa. Como ia a gritar não foi ao escorrega e berrou o caminho todo como é costume. Quando estavamos a chegar a casa já se tinha acalmado um bocado por isso disse-lhe que ia ficar com os avós. Quando os viu o Tiago ficou todo feliz, saltou para fora do carrinho e correu para ir ter com eles.

O sábado foi um bom dia. Fomos à  praia de manhã , actividade que ele adora e é preciso arrastá-lo para fora da água quando está a tremer porque ele não quer sair dali nem por nada. Quando começou a dar sinais de cansaço ia começar um birra para mudar a fralda e vestir mas conseguimos que se acalmasse. Falei com ele o mais docemente possível e fui perguntando se queria ser ele a vestir a fralda e a camisola. Ao sentir que tem algum controlo sobre a situação e que é ele que está a fazer tudo sozinho o Tiago torna-se um pouco mais cooperante. Não funciona sempre mas vale a pena tentar.

Ando o caminho todo até ao carro e depois adormeceu a meio da viagem. Quando chegámos a casa demos-lhe comida, porque da sandes que levámos para a praia ele só comeu o queijo e o fiambre e deixou o pão. Depois foi tomar banho e brincar até ao jantar porque nestes dias já sabemos que não vale a pena tentar deitá-lo para a sesta.

No domingo o Tiago estava muito cansado. Acordou um bocadinho rabujento mas passou-lhe até à  hora de almoço. De manhã fomos fazer umas compras, entre elas plasticina e moldes para ele brincar. Normalmente é uma dor de cabeça ir à s lojas mas acho que estamos a melhorar. Entramos e saà­mos rapidamente, fazendo as compras com precisão em vez de passar montes de tempo a vaguear e ver o que está nas prateleiras. Como estamos sempre a ir a sí­tios diferentes o Tiago não se aborrece tanto.

A falta de sesta do dia anterior começou a notar-se ao almoço. O Tiago comeu pouco e quando o fomos deitar começou a dar pontapés e não queria mudar a fralda. O Pedro acabou por se irritar e deu-lhe uma palmada e deixou-o sozinho no quarto um bocado. Ele foi imediatamente à  procura da mamã, que é a técnica tà­pica dos miúdos: quando o papá é mau pede-se mimos à  mamã e vice-versa.

Foram dois minutos no máximo mas ele começou com um choro tão forçado, sempre a tentar berrar mais alto, que começou com vómitos. Não chegou a vomitar mas é óbvio que assim que ouvimos um som desses acabou o castigo. O Tiago estendeu os braços para o pai, que lhe deu colo. O Tiago acabou por adormecer ao colo porque esta é uma birra tà­pica de cansaço extremo.

O resto do dia correu bem mas à  noite o Tiago passou a exigir a presença dos dois pais até ir para a cama. Nós temos um ritual de deitar que consiste em vestir o pijama, ler uma história, 10 minutos de colo até a música do projector acabar e cama. O colo costumava ser à  escolha do Tiago. Umas vezes era o Pedro outras eu. Mas agora quando me despeço dele, deitado ao colo do pai, ele agarra-me na mão e diz ‘não’. Tenho de me sentar também, ele faz um grande sorriso de vitória e espera pelo fim da música.

A saà­da da escola ontem já correu melhor. Ele estava outra vez a fazer beicinho e a recusar-se a sair por isso peguei-lhe ao colo, dando-lhe muitos beijinhos e levei-o ao colo para fora da sala. Parámos no aquário para ele ver os peixinhos e continuei com ele ao colo até ao escorrega. Não esperneou nem gritou apesar de continuar a fazer beicinho.

Quando começou a ficar farto do escorrega dei-lhe uma bolacha e ele acabou por se sentar no carrinho voluntariamente e fomos alegremente até casa. Um stock de comida na mala é sempre uma boa arma nestas situações.

Sei que daqui a uma semana muda tudo outra vez e vou precisar de novas soluções mas ter uns dias sem grande conflito é já uma grande vitória.

Nova impressora

Há algum tempo que a nossa impressora epson andava a fazer asneira. Não puxava a folha mas punha-se a imprimir à  mesma mas era só de vez em quando.

Porém esta manhã eu queria fazer uma coisa simples como imprimir uma factura e aquilo nada. Gastei folha atrás de folha mal impressas porque só entravam já a meio da impressão e fartei-me.

Fui a uma oja de informática que há aqui perto e comprei uma Samsung ML-1640, laser a preto. Eu queria uma impressora laser há anos, pela qualidade de impressão e rapidez e finalmente tenho uma.

Ainda fiquei a pensar se deveria comprar uma a cores mas desisti da ideia porque cada vez que precisasse de toner custava o mesmo que uma impressora nova. Para além disso, as únicas coisas que imprimo a cores são as etiquetas para a bijutaria e os autocolantes para os sacos e não vale o custo. É capaz de sair mais barato mandar fazer noutro lado.

Cheguei a casa com a impressora, meti o CD das drivers no computador, liguei a impressora e dois minutos depois tinha a minha factura impressa sem problemas.

E nem sequer foi cara, especialmente comparando com o que as impressoras laser custavam há uns anos. Era bom que fosse tudo assim tão fácil.

Ama’eo

Na segunda feira o Tiago voltou ao carrinho. Na hora de sair foi-se logo sentar e disse que não quando lhe perguntei se não preferia ir a pé. Consegue ir para a escola muito bem a pé mas o regresso é complicado porque está cansado e já não lhe apetece andar aquilo tudo.

Na quarta voltou a ir a pé, por escolha dele também. Já estavamos muito atrasados mas prefiro não discutir. Como esperado, quando ficou cansado de brincar no escorrega e deviamos voltar para casa, recusou-se. Eu comecei a afastar-me e a dizer adeus para ver se ele começava a seguir-me mas o colega dele, que também vai brincar para ali à  mesma hora, agarrou-me na mão e começou a puxar-me para os cavalinhos de baloiço. O Tiago, ao ver-me afastar de mão dada com outro menino desatou a chorar, deu a mão ao avà´ do colega e começou a seguir-nos, sempre a berrar, lágrimas a escorrer-lhe pela cara.

Tentei acalmá-lo e aproveitei para lhe dizer que iamos para casa. Aà­ foi o colega dele que não gostou e queria que eu fosse brincar com ele. Oh well.

Como entretanto já se tinha acalmado, pelo caminho comprei um gelado ao Tiago. Ainda parámos para nos sentar num banquinho para ele comer grande parte do gelado e fomos até casa sem problemas. Agora vai estar à  espera de gelado todos os dias mas não tem grande sorte.

Já em casa, o Tiago esteve a pintar, tal como no dia anterior, e já tenta usar o nome das cores para pedir as que quer. Ama’eo (amarelo) é a cor do momento. O Tiago adora pintar e misturar as cores e eu comecei a mostrar-lhe que pode tentar fazer desenhos figurativos – uma bola amarela para o sol e ele depois faz os raios, etc. Quando está bem disposto é muito giro fazer este tipo de actividades e ele até já colabora quando chega a parte de lavar as mãos.

Ontem, quando fui buscar o Tiago à  escola tivemos mais uma birra monstruosa. Ele vinha do recreio todo feliz mas deixou o ursinho lá fora. Nem chegou a vir ter comigo – sentou-se no chão da sala a fazer beicinho e depois foi piorando o comportamento daà­ para  a frente. Não aceitou o ursinho quando o encontraram, não deixava que ninguém lhe pegasse, não me deixou sentá-lo no carrinho e acabou deitado no chão e berrar. Ao fim de um bocado, e depois de perceber que nesta situação não valia a pena esperar que a birra passasse porque ele tinha público, agarrei nele e levei-o embora. Já fora da escola sentei-o no carrinho (que implica mantê-lo no sí­tio com uma mão e apertar o cinto com a outra, tarefa nada simples) e viemos para casa porque num dia destes não há escorrega para ninguém.

Já em casa acabou por passar o resto da tarde bem. Não teve direito a TV mas foi montar a pista de carros e depois estivemos a brincar com plasticina e com um brinquedo que diz palavras (que o Tiago já repete – lua, bolo, hora, etc. Ontem até tentou dizer panda). Também começou a perceber que pode fazer bonecos com a plasticina em vez de ser só bolas. Estivemos a fazer uma coisa que começou por ser tipo boneco de neve, empilhando várias bolas de plasticina mas que depois ganhou orelhas de voelho, braços, pernas e uma cauda. O Tiago ia partindo o rolo de plasticina e ria-se quando eu colocava o bocado que ele me dava no boneco ‘olha, agora é um braço, agora uma perna’.

De manhã e à  noite o Tiago começou a fazer xixi no bacio. De manhã é mais complicado mas à  noite vai sem luta.

As nossas manhãs actualmente funcionam assim: vou buscar o Tiago à  cama, levo-o ao colo para a sala e ele tenta ligar a TV. Digo-lhe para tirar as calças do pijama e a fralda e fazer xixi no bacio, ele diz que não. Lá acabo por despi-lo mas ele luta o tempo todo. Ameaço que não vê televisão se continuar assim e ele ignora-me. Digo-lhe que se não quer fazer xixi vamos então por a fralda nova e ele senta-se e faz. Fica muito orgulhoso, aponta mas já não tenta tanto ir mexer (hurray!) e deixa-me vestir-lhe a fralda nova.

Depois vamos lavar as mãos e vou preparar-lhe o pequeno almoço. Visto-me enquanto ele come e quando está na hora de sair o Tiago ainda tem a comida quase toda no prato e não está vestido. Pergunto se quer ajuda com a papa e ele diz que não. Espero mais um bocado até achar que já chega. Começo a levar o prato embora, ele grita, devolvo-lhe o prato e lá come mais um bocadinho.

Hoje dei-lhe torrada e leite por isso limitei-me a vesti-lo enquanto comia mas ele não gostou porque afastei a mesa com a comida. Chegou-se para a frente e começou a agarrar nos bocados de pão  – um numa mão, um na outra e estava a tentar meter o terceiro debaixo do braço. Ralhei com ele porque estava a encher a camisola de manteiga e daà­ para a frente a situação foi piorando. Não queria tirar a camisola, não queria vestir a outra e com os sapatos foi uma luta inimaginável. Quando estava vestido deixei-o curar a birra e fui arranjar-me para sair. Ele aproveitou para tirar um sapato. Como castigo tirei-lhe o resto do pão e ele atirou-se para o chão aos gritos.

Depois de muita berraria o Pedro foi calçar-lhe o sapato e levou com a mesma resistência que eu – berros e pontapés. Lá acabou por conseguir e depois deu-lhe mimos – que eu não consigo perceber se é uma boa ou má táctica nestas situações – e levou-o para o carrinho. Se fosse comigo ele teria começado a contorcer-se para eu não conseguir apertar o cinto mas com o paizinho a coisa vai.

Dei-lhe mais um bocado de pão, que costuma acalmá-lo durante o caminho mas não teve grande efeito. Só se acalmou quando chegámos à  escola. Bebeu à gua e foi para o recreio sem grande luta mas percebi que queria colo quando lhe dei um beijinho.

O que me faz confusão nestas birras é que eu até compreenderia se ele fizesse isto porque quer que eu lhe pegue ao colo, mas se tento fazê-lo ele empurra-me e tenta soltar-se. Ou seja, não há nada que eu possa fazer para o confortar. Parece que o ir e vir da escola é que está a dar origem à s cenas mais dramáticas e começo a pensar que mais vale daixá-lo em casa do que ter de passar por isto. Por outro lado, quando ele faz uma birra destas logo de manhã só consigo pensar ‘ainda bem que vai para a escola’. Eu sei que é cruel mas a paciencia tem limites.

– The hunt for a jewellery price calculator

– I’ve always calculated the cost and pricing for my jewelry with pen and paper, by writing down all the components and lengths of wire used, figuring out the material cost and the amount of time it takes me to make a piece and then use some some common sense to get to the final price tag. I double or treble the cost value, add the time spent at my hourly rate and the tax and see what happens before deciding on the profit margin.

It’s always useful to know how much a necklace or a pair of earring costs in the area you sell your jewellery because that’s your direct competition. In my case I’ve found the problem is that a lot of people don’t appreciate the amount of work and time required to make a handmade piece of jewellery and they don’t understand why they should pay extra for it.

Actually, I’ve found the reverse is true. People just assume that it should be cheaper than the mass produced pieces they find in stores because a lot of crafts people work at home and don’t have to pay rent on a store, import the merchandise or pay wages to employees.

This makes it very difficult to price handmade goods fairly and I’m aware that many times I’m seriously underpricing my pieces. A lot of the pieces that take longer to make usually make no profit and many times I have to give up charging for the full amount it took to make the piece to get to a price that’s not deemed obscene by buyers. That is very often the case with necklaces. Since they take more materials and longer to make they are rarely profitable.

When it comes to selling my pieces at stores I have to go through the calculations again. Usually I can’t make it 50% less than retail price so I have to lower it as much as possible without losing too much money.

There are some pieces I know there’s absolutely no point to selling in stores because their 50% markup would make them so expensive it would be ridiculous to think someone would actually buy them at that price. Others do very well.

But in the end I didn’t have a simple way to calculate all this and it was always very time consuming, so I started looking for jewelry price calculators.

First I found one by Eni Oken that looked interesting but I didn’t really want something based on excel, I wasnted a more flexible database. As I kept looking I found a free version of a pricing software at beading-software.com. I tried it and it’s very complete but the free version doesn’t let you save more than one item of jewelry at a time. It is, however, a wonderful tool to help you define hourly rates and overhead costs.

As I was looking at this program I started to think that I could probably make something like that myself – not the rates and overhead calculation, but the jewelry pricing bit.

I have a database software called filemaker, that I’ve been using for years for invoices and such, and so I started designing the layout for a materials database. That was easy enough so I moved on to a jewelry pricing template. It took longer to make – all day, in fact – but I think I finally did it. I can add a photo of the piece, a list of all the materials used where each item is entered automatically from the materials database so I don’t have to keep writing the same thing over and over again, and then it calculates total cost, cost plus work minutes, wholesale price with a smaller margin and then retail price. I may still have to adjust the retail price at times if it goes too high but I can consider my wholesale price as the bottom value and go from there.

It was a bit of work but it was worth it. I guess I really am a DIY girl 😛

Last night I started the tedious job of entering materials into the database and I hope to start trying it out today in case there are still adjustments to be made.

I wonder what it could be

According to my calculations, my ovulation date should have been last Sunday. Yesterday I had some unexpected spotting, something that doesn’t usually happen to me, so I started wondering what it could be. Could I be already pregnant and that was a sign of the embryo settling in? Could I have conceived but it didn’t take? Seems a bit soon for that, though. Or it could be absolutely nothing.

Third time around I’m becoming a lot more focused on trying to figure what what may be going on with my body, as if that would give me any control over unpleasant surprises. But I’m a control freak and it’s a bit late to change now.