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A última vacina até aos 15 meses

O Tiago foi fazer a última vacina por uns tempos. Chegou ao centro de saúde todo satisfeito e fartou-se de bater palminhas e depois teve de se despir e ser picado e fartou-se de chorar. Coitado. É uma traição tão grande fazer uma coisa destas a uma criança que confia em nós. E a desculpa de que é para o bem dele não ajuda.

O que acho fantástico é que quando ele foi vacinado pela primeira vez perguntaram-me se queria esperar fora da sala e eu achei isso muito estranho. Tem vindo a custar-me mais vê-lo a ser vacinado à  medida que os meses vão passando e os laços se tornam mais fortes. Ou seja, custa-me mais agora do que quando ele nasceu. Parece estranho porque na altura ele tinha um ar muito mais frágil e indefeso mas é verdade.

O Pedro esteve a mostrar-me algumas das filmagens de quando o Tiago era recém-nascido e é como se já nem me lembrasse que ele era assim. Custa a crer que era o mesmo ser. É incrà­vel como mudou tanto em tão pouco tempo.

Foi também pesado e medido e está com 73,5 cm e 7,780 Kg. Concluimos que está a ganhar pouco peso, algo que eu já desconfiava. Ao contrário da maioria dos bebés o Tiago está muito magrinho. Era natural até certo ponto porque ele cresceu muito em altura mas agora que já está a crescer mais devagar devia estar a engordar um bocadinho. Tenho que lhe aumentar a dose de sopa diária, algo que já estava a pensar fazer porque me pareceu que ele já conseguia comer mais, mas seria de esperar que ele desse sinal se está com fome e isso nunca mais aconteceu. Aliás, normalmente tento que ele mame mais tempo e ele recusa-se e raramente passa dos 5 minutos.

Quando chegámos a casa ele já estava mais bem disposto mas a meio da tarde começou a sentir-se mal e esteve quase duas horas a chorar. Estava sonolento, irritado e com dores e tentámos tudo para o acalmar sem sucesso. Finalmente, bastante tempo depois de um benuron lá consegui que se acalmasse pondo-o a mamar e adormeceu. Os dias de vacina e seguintes são sempre lixados.

Entretanto ele ele está cada vez mais estrábico, algo pouco agradável porque quer dizer que brevemente tem de usar óculos. Fomos com ele ao consultório da minha mãe o mês passado e ela diz que ele tem um bocado de astigmatismo e uma certa perferencia pelo olho direito mas que a diferença de visão entre os dois olhos é pouca e o estrabismo não é fixo e por isso não vale a pena fazer nada por agora. Mesmo assim não deixa de ser um problema que me preocupa.

Mas de resto está tudo bem e era mais que certo que ele ia ver mal, com os genes que tem.

Começo a achar é que o Tiago não vai chegar a gatinhar. Ele põe-se de joelhos mas está a tentar sentar-se e não gatinhar. Já quase que se consegue sentar sozinho. Falta-lhe só um bocadinho de coordenação na última fase do movimento.

Viva o outono

É tão bom sentir novamente o cheirinho tà­pico do Outono. É estranho como mesmo na cidade o facto de ficar um pouco mais frio altera o cheiro do ar e desperta uma série de emoções nostálgicas.

Este ano mais do que nos anteriores a mudança de estação está a causar bastantes sensações inesperadas. Primeiro acho que estou com vontade de viajar. Apetece-me voltar a Londres e dou comigo a pensar em folhear o album de fotografias só para matar saudades.

É claro que só o facto de não ter um único dia sem cozinhar, fazer trabalho doméstico ou mudar fraldas há quase 8 meses é uma razão suficiente para desejar ardentemente ir de férias mas o frio, a proximidade do Natal e o facto de no passado termos viajado sempre por esta altura do ano também contribuem.

E apetece-me muito mais sair de casa agora que começa a ficar frio do que durante todo o verão. Tenho sempre medo que o Tiago se constipe mas ao mesmo tempo custa-me muito mais ficar fechada em casa.

Nesta altura do ano é que começo a querer ir à  praia. Não para me deitar que nem um bacalhau morto na areia mas para passear, devidamente encasacada, à  beira mar. É das coisas mais agradáveis que consigo imaginar.

Mais uma etapa

Depois de muito treino o Tiago já se consegue apoiar nas mãos e joelhos.

tiago_joelhos.jpg

Agora só falta perceber que se mexer um joelho de cada vez consegue mudar de sí­tio e acabou-se o descanso 🙂

Os dentes de cima estão quase a romper e tem andado muito irritado por causa disso. Fica mais calmo quando lhe esfrego a gengiva mas depois volta ao mesmo.

Tento distraà­-lo deixando-o rastejar pelo chão e soltando os gatos que já têm medo dele, coitados, porque assim que os apanha a jeito puxa-lhes a cauda e as orelhas. Quando conseguir andar atrás deles nem imagino o que lhes vai fazer. No outro dia acho que conseguiu enfiar a ponta da causa da Scully na boca antes de o conseguir impedir e ele estava simplesmente sentado ao meu lado. Mas pronto. Os gatos estão vacinados e desparasitados e passo o tempo a limpar-lhe as mãozinhas para não meter demasiada porcaria na boca e o resto é bom  para criar defesas. Não se pode proteger demasiado senão fica uma flor de estufa que adoece à  mais pequena corrente de ar. Como não deu sinais de doença ou alergia até agora não lhe deve estar a fazer mal.

Voltou a não querer comer a sopa hoje mas já percebi que é mesmo porque não gosta de sopa. Nas ultimas semanas andou a comer lindamente a sopinha com frango que o Pedro fez. Hoje voltei a dar-lhe uma só com vegetais e foi choradeira a partir da segunda colher. Mas pronto. Como ele já mastiga e tudo vou começar a meter outras coisas na sopa, como massa, a ver se lhe custa menos comer aquilo. Hoje comeu uns 4 ou 5 bocados da massa do meu almoço sem problema nenhum e já andava a treinar com as bolachinhas da Milupa há algum tempo e já não se engasga com nada. Faz montes de porcaria mas come lindamente.

E eu que estava à  espera que a adaptação a coisas mais sólidas fosse uma grande dor de cabeça, especialmente depois de ter andado a ler uns artigos que praticamente acusavam de maus tratos as mães que dão purés aos bebés porque atrasa o desenvolvimento da mastigação, etc, e afinal é tudo treta. Desde que se vá introduzindo outras coisas aos bocadinhos eles aparentemente habituam-se depressa.

O maior problema ultimamente é convencê-lo a dormir. Chega a fazer só uma sesta por dia apesar de passar o tempo rabujento de sono. Mas como não consigo deixá-lo a chorar, que é a única forma de ele eventualmente adormecer, vou buscá-lo à  cama fico a brincar com ele até estar tão cansado que não tem hipotese. Porque é que ele não quer dormir? Nunca mais começa a falar para me explicar estas coisas 🙂

Adoro fumadores irritados

Os posts anti-fumadores dão sempre que falar e mesmo ao fim de meses e até anos continuam a dar origem a comentários, geralmente furiosos. O que é optimo porque se os fumadores me irritam ao ponto de escrever um post sobre o assunto, não há nada que me delicie mais do que saber que consegui, de alguma forma, irritá-los de volta. Pelo menos não fui só eu que fui incomodada. Sei que é mesquinho mas a vingança é doce 🙂

Achei que este comentário era demasiado divertido para ficar enterrado junto com os outros por isso vou colocá-lo aqui devidamente comentado. É referente a este post.

É de um benzoca qualquer que assina Cunha Leão, o que só de si já diz muito da pessoa e da sua auto-importancia (senão assinava simplesmente ‘Manel’) e diz o seguinte:

“Nunca li uma opinião tão estúpida como esta”¦!!!”

Tanto quanto sei uma opinião não tem QI próprio pelo que não pode ser estúpida. A pessoa que expressa essa opinião é que o pode ser. É isso que queria dizer? Que EU sou estúpida? Então deveria ganhar coragem e dizer aquilo que pensa em vez de o tentar disfarçar com afirmações sem sentido.

De qualquer das formas o comentário abre com hostilidades, o que quer dizer que o senhor se sentiu pessoalmente insultado pelo que escrevi. Não achou piada ao facto de alguém considerar que deveria sufocar no seu próprio fumo em vez de andar por aà­ a causar potencial cancro a todas as pessoas com quem se cruza na rua ou que têm o azar de ir comer no mesmo restaurante que ele e falhou-lhe completamente a clareza necessária para compreender que post é obviamente um desabafo resultante da frustração com a falta de consideração constante de um grupo de pessoas, os fumadores, em relação à  restante população mundial e ao meio ambiente. Só sabem falar ‘dos seus direitos’ e estão-se a cagar para os direitos dos outros. Por isso não me parece que tenham o direito de ficar ofendidos.

Continuando:

“Um caso isolado não dita a “regra””¦!!!”

Um caso isolado? Só porque dou um exemplo em vez de listar 500 não quer dizer que me esteja a referir apenas a um caso isolado. Digamos que foi a gota final que fez transbordar o copo.

E agora uma das frases mais divertidas do último século:

“Os fumadores, na generalidade, são pessoas educadas, civilisadas, e compreensivas,

É dificil parar de rir depois de ler isto. Os fumadores são o quê?

São pessoas que até podem não cuspir nem deitar papeis para o chão mas não têm problemas em enterrar o cigarro na areia ou atirá-lo pela janela de um carro em andamento. São pessos que poluem constantemente a atmosfera de restaurantes, elevadores e qualquer outro espaço onde tenham que permanecer mais de 15 minutos, são pessoas que até são capazes de perguntar se uma pessoa se importa que fumem e ficar muito ofendidos quando se responde que sim, nos importamos, são pessoas que partem logo para o insulto quando alguém diz que estão a incomodar e se pede para parerem de fumar, são pessoas que até dizem que não gostam de fumo enquanto estão a comer mas assim que acabam a refeição acendem o cigarro sem consideração pelos outros à  sua volta. Isto não é suposição – vem de observação e experiencia de 30 anos, tanto minha como dos outros não-fumadores. Onde é que está a educação, o civismo e a compreensão exactamente?

Os fumadores são viciados em tabaco como podiam ser viciados em heroà­na – o mecanismo é o mesmo. E enquanto não assumirem que eram capazes de matar alguém que se meta entre eles e o seu próximo cigarro vão continuar com esta visão idealizada e falsa de si próprios.

“”¦ mas não são “bruxos”, para adivinharem que estão a incomodar alguém.”

Regra número 1: Se há pessoas num raio de 20 metros, um fumador está a incomodar alguém. É tão simples como isto. Fazer de conta que não compreende isto é que é pura estupidez.

“Além disso, ditam as boas maneiras, e a educação, que “os incomodados retiram-se” “¦ !!!”

Esta é sempre a mesma desculpa. Então eu não tenho tanto direito de andar no mundo, frequentar a praia, restaurantes, cafés e subir no elevador do meu prédio como qualquer outra pessoa? Acho que tem uma noção muito deturpada do que são boas maneiras. Boas maneiras seria preocupar-se com o bem estar dos outros e não os incomodar. É que estamos a falar de uma poluição que fica muito depois do infractor se ter ido embora. Como é que pode falar em boas maneiras dizendo que os incomodados é que têm de se calar e ir embora? Foi educado por algum nazi?

“Talvez a autora deste “blog” devesse ler um manual de boa educação, a ver se começa a ser suficientemente educada para conviver “¦!!!

Cunha Leão”

Este comentário então é fabuloso e altamente benzoca. E esse manual de boa educação foi escrito em que século? É que eu sou sempre extraordinariamente bem educada e simpática para toda a gente. Acho que está a confundir liberdade de expressão com boas maneiras. Posso escrever que me apetece matar todos os fumadores mas não o faço na realidade nem incentivo outros a fazê-lo. Uma pessoa equilibrada consegue verbalizar aquilo que a irrita e isso impede-a de agir de forma anti-social. Psicologicamente, aqueles que nunca dizem nada é que têm potencialmente mais tendencia para agarrar na caçadeira e ir resolver o assunto de forma sanguinária.

Agora isso não quer dizer que tenha de censurar esses pensamentos. Tal como os fumadores têm o seu querido direito de fumar eu tenho o direito de expressar o meu ódio, incómodo e visão para um mundo melhor sem macaquinhos convencidos que têm um ar cool porque têm o seu cigarrinho na mão. Suponho que seja um incómodo para si saber que há pessoas que não o acham o máximo por fumar mas eu não o obriguei a ler o meu diário. Porque é que fez uma coisa que o incomodou tanto? Já viu que quebrou a sua própria regra de ‘boas maneiras’ e em vez de se mudar esteve para aqui a escrever disparates?

Mas pronto. Ainda bem que o fez. Divertiu-me imenso.

Ah, e já agora – isto não é um blog.

Os brinquedos para bebés são demasiado infantis

Acabei de voltar do dentista onde comecei finalmente um longo tratamento que andava a ser adiado há um ano. Como a minha mãe tinha consulta depois de mim, foi comigo e ficou com o Tiago durante a minha consulta. Estou sempre à  espera que ele desate aos berros mas o miúdo porta-se sempre bem. Só quando saà­ é que começou a resmungar um bocado mas ainda se aguentou até chegar a casa e depois adormeceu sem grande fita.

O pior foi antes da consulta porque ele anda a fazer guerra à s sestas. Está cheio de sono e quase que adormece sentado ao meu lado no sofá ou no parque, mas assim que o vou por na cama começa a chorar e não se cala nem adormece. Fez isto umas 3 vezes hoje, porque ao fim de um bocado eu desisto e trago-o de volta para junto de mim na sala onde ele adora brincar com o Mac (hoje conseguiu arrancar-lhe uma tecla e metê-la na boca antes de eu o conseguir impedir) e tentar agarrar os aneis que eu faço par os comer, claro (quem me manda a mim fazer aneis com aspecto de rebuçado). Enfim, é uma ajuda preciosa 🙂

Realmente não sei para quê comprar-lhe brinquedos já que ele só quer aquilo que me vê usar. Suponho que a ideia lógica seria ‘tenho de brincar mais com as coisas dele para ver se ele se interssa’ mas estranhamente não funciona porque eu até brinco com os cubos, os copos de empilhar, etc, e ele não liga muito. Agora se for a garrafa de água, o computador, o telemóvel ou o comando da TV faz  todos os possiveis para lhes deitar a mão e fica furioso se não consegue. Como é que eles sabem?

Ao fim de sete meses

O Tiago já chegou aos sete meses e está feliz e relativamente saudável (tirando as ocasionais constipações). Não podia esperar mais.

Ontem de manhã saimos para tomar o pequeno almoço e dar uma volta com o Tiago e depois passámos na Imaginarium para procurar uns brinquedos. Já tinhamos procurado noutras lojas, tipo Toys’r’us, sem encontrar nada de jeito e realmente nem valia a pena ir a outro sí­tio porque a Imaginarium tinha exactamente aquilo que queriamos – conjuntos de cubos de enponja para 6 meses e conjuntos de copinhos de encaixar. São aqueles brinquedos didácticos simples e intemporais que aparentemente passaram de moda nas outras lojas de brinquedos onde só se encontra merchandising do Noddy e companhia. E ainda bem que há lojas assim porque senão estavamos lixados, já que o que nos interessa é que o Tiago tenha objectos que lhe ensinem competências importantes nesta fase como empilhar objectos ou perceber as diferenças de tamanhos, etc.

O Tiago parece ter gostado dos brinquedos novos e já consegue tirar os copinhos de dentro dos copos maiores, o que é muito bom para um dia. O raio do miúdo é uma verdadeira esponja. Aprende num instante e a partir daà­ é como se fosse algo que sempre tivesse feito.

Aquilo que está a demorar mais tempo é conseguir gatinhar mas já bate palmas com as mãos completamente abertas e isso passou a ser o seu entretenimento favorito.

As pessoas estão sempre a perguntar-me se ele é um miúdo muito dificil e sinceramente acho que não. Mas depois percebo o que querem dizer com isso e desse ponto de vista até é – em vez de ser um daqueles bebés que só come e dorme o Tiago exige muita atenção, não gosta de ficar sozinho nem no parque por cinco minutos que seja o que implica andar com ele ao colo para coisas como preparar o meu pequeno almoço, meter roupa na máquina, etc, e está constantemente a querer mamar, não por ter fome mas porque nunca se adaptou à  chupeta e por isso precisa de chuchar nalguma coisa. Visto assim, não posso dizer que seja fácil. Aliás, eu raramente consigo fazer seja o que for enquanto ele está acordado, que é praticamente todo o dia. Isso é outra das coisas que me dá vontade de rir. Li já não sei onde – num dos inumeros livros ou revistas sobre bebés – que aos 6 meses os bebés dormem 3 sestas durante o dia. Se eu conseguir que ele durma duas fico muito feliz. Epor vezes tenho de ficar mais de uma hora a entretê-lo e tentar acalmá-lo antes de ele começar sequer a pensar em adormecer. E depois tenho entre 2 minutos a 2 horas para comer, tomar banho, por a loiça na máquina ou tentar avançar com alguma coisa de trabalho antes de começar tudo de novo.

É mesmo assim. Tratar do Tiago é o meu primeiro emprego neste momento – não remunerado, claro, mas se eu não o fizer tenho de pagar a alguém para o fazer por mim e assim pelo menos sei que ele é bem tratadinho. O segundo emprego é fazer o meu artesanato, lidar com encomendas e os clientes de design que ainda tenho, passar facturas, etc, e o terceiro é tentar manter a casa minimamente usável e sem acumular muita porcaria, especialmente agora que a nossa Augusta está de baixa durante nem sei quanto mais tempo, a recuperar de cirurgia. Tudo isto em 2 a 3 horas por dia durante as sestas do Tiago e à  noite depois de ele ir finalmente dormir, que muitas vezes é só depois das dez.

Não há dúvida que tem sido uma mudança muito grande, especialmente em termos da energia necessária para aguentar um dia, mas se não fosse o facto de me preocupar com a falta do dinheiro e achar que não ganho o suficiente com este sistema, até era capaz de ser feliz. Cansada, mas feliz.

Também  acho que ando um pouco mais sociável. Na verdade não tenho grandes hipoteses porque toda a gente quer ver o Tiago, sorrir para ele e até mexer-lhe pelo que tenho de lidar com muito mais pessoas (qua ainda por cima não conheço) do que antes.

Mas andar com um bebé ao colo tem consequencias interessantes. Como as pessoas lhe acham piada e ele sorri para toda a gente, são todos muito mais simpáticos, nas lojas por exemplo, e lembram-se de mim mais tarde. Acabo por ficar a conhecer os senhores do café, as senhoras dos correios, etc.

Mas para mim o que é interessante é que isso mudou a minha atitude. COmo já não espero tanta hostilidade por parte das pessoas com quem vou ter que lidar durante o dia também já saio de casa muito mais descontraidamente e sem aquela necessidade de armadura que tinha antes.  O que é muito bom porque corria o risco de me transformar numa daquelas pessoas amargas e sempre com os cantos da boca virados para baixo (como a minha vizinha de baixo) e não queria que o Tiago tivesse de crescer com uma mãe assim.

É bom saber que o esforço de criar um ser humano pode ter o efeito inesperado de nos transformar em pessoas melhores.

– Wire wraped pendantsWire wraped pendants

– Tenho aproveitado uns bocadinhos à  noite, depois do Tiago ir para a cama, para embrulhar mais umas pedrinhas em arame. Tenho usado tanto pedras semipreciosas como pedras vulgares com decoração em arame mais ou menos rebuscada conforme a inspiração do momento.

Aqui ficam uns exemplos disponiveis em www.stuffedsquares.com.

p_rose_quartz.jpg

Quartzo rosa

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Sandstone

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E fiz também uma flor em arame que andou uns tempos a decidir se era pregadeira ou colar e acabou por ficar mesmo um pendente.

p_silver_flower.jpgTenho aproveitado uns bocadinhos à  noite, depois do Tiago ir para a cama, para embrulhar mais umas pedrinhas em arame. Tenho usado tanto pedras semipreciosas como pedras vulgares com decoração em arame mais ou menos rebuscada conforme a inspiração do momento.

Aqui ficam uns exemplos disponiveis em www.stuffedsquares.com.

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Quartzo rosa

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Sandstone

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E fiz também uma flor em arame que andou uns tempos a decidir se era pregadeira ou colar e acabou por ficar mesmo um pendente.

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Passeio

Estava completamente farta de estar em casa por isso agarrei no Tiago e fomos até ao jardim. Sentei-me na relva, à  sombra de uma árvore, com o Tiago à  minha frente e ele entreteve-se a brincar com a relva até se fartar e achar que a asa da minha mala era muito mais interessante. Ao fim de uns 20 minutos fartou-se e começou a dar uns gritinhos que é a indicação de que chegou a hora de ir para casa. Como costuma acontecer durante estes passeios, adormeceu a caminho de casa. Só gosta de dormir em andamento, este gajo. Na sesta do meio dia fez uma fita desgraçada com aqueles gritos agudos de furar os tà­mpanos e não adormecia nem por nada apesar de estar cheio de sono. Aliás, quanto mais sono mais grita.

Quando chegámos a casa, à s três e meia era hora da sesta mas como já tinha dormido 10 minutos pelo caminho o Tiago estava completamente acordado. Deitei-o na cama com os seus brinquedos e aproveitei para fazer umas coisas no portátil enquanto ia conversando com ele. Por volta das quatro começou a fazer birra mas não consegui adormece-lo antes das cinco e meia.

Já consegui tirar-lhe uma foto dos dentinhos e falta-me só um bocadinho de paciencia para a colocar online. Entretanto o novo avanço do Tiago é que começou a rastejar para trás. Apoia-se nas mãos com os braços esticados e tenta gatinhar mas ainda não se consegue apoiar nos joelhos por isso recua em vez de avançar. Mas pelo menos já se mexe 🙂

Stardust

Fomos ao cinema pela primeira vez desde que o Tiago nasceu, ver o Stardust.

Li o livro há uns anos e gostei muito e reli-o recentemente – foi um dos livros que andei a ler ao Tiago à  noite para o adormecer – e provavelmente por ter a história tão fresquinha não consegui achar metade da piada ao filme que possivelmente acharia se não conhecesse ou não me lembrasse do livro. Livro e filme são duas coisas completamente distintas. O livro é muito mais subtil em certas partes e bastante mais cruel ou aterrorizador noutras. É um conto de fadas à  antiga, antes do tratamento Walt Disney. O filme é uma adaptação para crianças com mais humor, moralidade bem definida – os maus têm de morrer todos, sem excepção, enquanto que no livro as bruxas sobrevivem todas – e montes de explosões e outras cenas de efeitos especiais desnecessárias que tornam a cena final um bocado longa e chata.

Mas admito que o final do livro é muito pouco cinematográfico e teria de ficar demasiado dependente de um narrador. Também compreendo que as alterações feitas à  história são em grande parte para evitar introduzir personagens desnecessários, mas alteram tanto o tom da história que em alguns casos tive pena que tenham sido alteradas.

No geral não é o filme que estava à  espera de ver e acho que não faz justiça ao material original, mas suponho que hoje em dia seria complicado comercializar um conto de fadas para adultos.