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Carnaval na creche

Como a creche vai estar fechada segunda e terça feira, hoje é a festa de Carnaval da escola.

Eu nunca liguei ao carnaval. Quando era pequena e tinha idade para me interessar por estas coisas acabava todos os anos vestida com o vestido de espanhola que já tinha sido da minha mãe quando queria mesmo era ser princesa. A decepção e repetição das mesma cena ano após ano deu-me uma raiva infinita ao carnaval. Durante a adolescência o Carnaval era um mês infernal de corridas por campos minados a evitar levar com ovos e balõs de água, nem sempre bem sucedidas, o que só intensificou o meu desagrado. Com os anos tornei-me meramente indiferente à  data.

De repente encontrei-me na posição ingrata de ter que decidir se vou ou não mascarar o meu filho, que ainda nem tem dois anos e não percebe minimamente o que se está a passar, por uma questão de peer-pressure: não quero que ele se sinta excluido da festa se os outros meninos estão todos vestidos com fatos de carnaval e ele não.

Acabei por chegar a um meio termo. A educadora disse que nesta idade poucos miúdos costumam ir mascarados por isso levei-o vestido normalmente mas com um fato de backup no saco.

Quando cheguei à  escola estavam TODOS mascarados. Sapos, princesas, dragões e até um bebé vestido de homem-aranha. Achei que de facto era pena ele destoar dos outros por isso saquei do fato que os meus sogros compraram na sua viagem à  China e que por acaso é mesmo para dois anos, meti-lhe o chapéu de cowboy na cabeça (que não condiz com o fato, obviamente, mas e depois?) e lá foi ele.

Como dormiu mal esta noite – acordou à  uma e meia e o Pedro esteve com ele ao colo quase meia hora até ele aceitar voltar para a cama – estava muito rabujento. Espero que com a aula de dança e os trabalhos manuais fique mais bem disposto.

Para o ano ele já deve ter idade suficiente para escolher que fato quer usar, por isso tenho de começar a prever estas coisas. Por mim tudo bem, desde que ele se divirta.

Cinderella

Ontem estive a ver um bocado da Cinderella da Disney com o Tiago. Acho que foi o único filme do estilo que fui ver ao cinema em criança e gostei muito. Anos mais tarde voltei a ver e fiquei muito decepcionada por causa da dobragem. Agora arranjei o filme no original e tem efectivamente muito mais piada por causa do estilo das vozes usadas nas músicas que são muito tà­picas da época.

Acho que continuo a preferir estas animações mais antigas à s versões recentes 3D porque sempre gostei muito deste tipo de desenho, semelhante à  ilustração de publicidade dos anos 40 e 50. As mulheres têm uma grande elegância, e o desenho das mãos em particular sempre me fascinou.

O Tiago obviamente não ligou nada à  Cinderella mas adorou as cenas de perseguição com o gato e os ratos. Em vez de estar no sofá a vegetar esteve o tempo todo de pé a dar grandes saltos de entusiasmo e a dizer olá cada vez que aparecia um dos animais no ecrã. Giro 🙂

Quando começou a parte do baile o Tiago perdeu o interesse e fomos para o quarto brincar.

A melhor fase

Fiquei com o Tiago dois dias no principio da semana e estava com medo que fosse um pesadelo porque há 6 meses, antes dele entrar para a escola, eu já estava perto de dar em doida. Ele estava já muito independente mas tinha imensos problemas a concentrar-se numa actividade mais do que 5 minutos e era preciso uma ginastica enorme para o manter entretido sem grandes birras.

Ao fim de semana não é tao complicado porque está cá o Pedro para ajudar e também podemos ir passear mais, o que reduz o tempo de potencial aborrecimento para o Tiago.

Felizmente o miúdo mudou muito nestes 6 meses e agora já consegue sentar-se a fazer colagens ou a brincar com qualquer coisa durante mais tempo e consegui passar grande parte do tempo a mostrar-lhe pormenores dos vários jogos e a sugerir para ele experimentar certas coisas com bastante sucesso e sem ele se irritar de frustração tantas vezes como costumava acontecer.

Mas os brinquedos favoritos dele continuam a ser os pais e eu tentei dar-lhe o máximo de brincadeiras fà­sicas que consegui. Ele gosta de ser perseguido, virado de cabeça para baixo, adora brincar com o meu cabelo, especialmente puxá-lo para me tapar a cara e depois ver-me soprar, fazendo o cabelo ondular. Também gosta de me meter um boneco, bolacha, chucha ou outra coisa na boca para eu cuspir fora, de preferencia com um som tipo ‘ptui’. Farta-se de rir e repete até à  exaustão. De vez em quando anda a distribuir chuchas por toda a gente, que temos mesmo que por na boca.

Acho que esta deve ser a melhor fase de ter um bebé. Ainda é pequenino o suficiente para ser fofinho mas já dá para comunicar com ele e para começar a fazer brincadeiras em conjunto. E como se diverte com coisas simples, como as descritas acima, tenho o gozo de ouvir aquelas gargalhadas maravilhosas com muito pouco esforço 🙂

Resolvemos deixar de nos preocupar com a questão da televisão porque o Tiago já aprendeu a ligar aquilo e não vale a pena fazer de conta que pertence a uma familia tradicional que come à  mesa e não vê tv. Eu vejo televisão enquanto faço as minhas peças de bijutaria (ou melhor, oiço – porque raramente consigo olhar para lá) e o resto do tempo estou ao computador, tal como o pai. Comemos no sofá, de tabuleiro no colo e não vale a pena ser hipócrita e tentar convencer o nosso filho que não pode fazer o que nós fazemos.

É claro que não sento o Tiago no sofá para comer. Ele tem a sua cadeira e uma mesa. Só que a meio da refeição levanta-se, passa-me o prato para as mãos e senta-se no sofá a ver televisão enquanto espera que eu lhe dê as últimas colheradas que já não teve paciencia para comer sozinho. Resolvemos então adiar a compra do novo sofá até ele parar de entornar comida 🙂

Ainda referente à  televisão, começámos a reparar que ele diz olá ao Mickey e bate palmas nas cenas certas do Little Einsteins. Manda beijinhos a todos os gatos que veja na TV, já que os nossos são geralmente muito rápidos para se conseguir aproximar (mas ainda dá uns abracinhos ao Jones de vez em quando). No fundo acha piada aos bichos, principalmente gatos e cães, mas demasiada proximidade ainda o deixa um pouco desconfortável à s vezes.

A rotina da cama também parece ter-se alterado permanentemente. Anda a precisar de muitos mimos e já não dá para o por na cama depois de ler a história e sair. Agora tenho de ficar com ele ao colo um bocado, no escuro, até ele começar a fechar os olhinhos e só depois é que me deixa deitá-lo na cama. Mas pronto, é preciso ir adaptando as rotinas à s necessidades dele e se ele se sente mais confortado assim melhor. Temos é que começar a preparar a ida para a cama mais cedo a contar com isto.

Na sexta feira tivemos uma reunião da escola, que consistiu em quase duas horas de filmagens do que eles fazem quando não estamos lá para ver.
Ficámos um bocadinho apreensivos ao reparar que em diversas actividades de grupo o Tiago, em vez de participar, estava algures no fundo da sala a vaguear sozinho. Hoje fui perguntar à  educadora se isso era comum e se seria motivo para preocupação. Ela garantiu-me que não. Diz que nas actividades de trabalhos manuais e com música ele participa e gosta e que até segue instruções como ajudar a arrumar, etc. à€s vezes pode não lhe apetecer, o que é normal. Em certas coisas como quando estão a ler livros é que se distrai com facilidade porque prefere estar ao colo (como quando está em casa) do que sentado no tapete com os outros meninos a ver o livro ao longe.

Acho que mesmo as birras não têm andado tão más ultimamente. Vou tentando conversar com ele e explicar-lhe porque é que não pode fazer qualquer coisa e quando tudo falha vou para outra sala durante um bocadinho para lhe dar tempo de acalmar. Ou ele vem ter comigo e fica tudo bem ou eu volto passado um bocadinho e geralmente já consigo falar com ele e levar as coisas para a normalidade.

O pior continuam a ser as birras na rua, quando se atira para o chão e se recusa a andar mais. Está muito pesado para andar com ele ao colo, não posso deixá-lo fazer birra e afastar-me porque ele pode correr para a estrada e sou obrigada a continuar a levá-lo de carrinho para todo o lado em vez dele andar mais a pé. É frustrante mas ainda não consegui arranjar uma solução mais prática.

Acho que ao fim de quase dois anos já consigo lidar com esta guerra constante que é educar uma criança com muito mais calma. Já não me irrito facilmente e à s vezes o problema maior é conseguir não me rir com algumas das birras. Acho que é uma grande vitória para alguém com tendencia natural para gritar e partir a loiça sempre que as coisas correm mal. No fundo precisei de aprender a parar de fazer birra para poder agora ensinar ao Tiago como é que se faz 🙂

Conspiração radiofónica

O Pedro já fez um post sobre isto mas não resisto a insistir no tema porque começa a ser ridiculo. Já me farto de rir quando o alarme liga o rádio de manhã e está a dar, sem falha, uma música portuguesa. Será que os apresentadores de rádio que gostam de musica portuguesa trabalham todos de manhã? Nas estações todas? Preciso de uma explicação para este facto que me intriga. Porque é que, em estações de rádio que passam todo o tipo de música, entre as 7.40 e as 8.30 passam quase exclusivamente músicas nacionais?

O Pedro já tentou mudar de estação imensas vezes e o resultado é sempre o mesmo. Mesmo numa estação que normalmente passa musica clássica e jazz (não sei qual é e não me interessa o suficiente para ir descobrir) levámos com uma espécie de ópera – wait for it! – cantada em português!

Enfim. Não há dúvida que nos arranca da cama depressa porque ninguém aguenta ficar a gramar aquilo.

E aqui sinto algumas pessoas a perguntar, mas o que é que têm contra a música portuguesa? A resposta é: muita coisa.

Primeiro acho que a lingua portuguesa é pouco melodiosa. Tem demasiados esses e xis para soar bem. Aliás, é tanto assim que há por aà­ uma gaja (será dos clã? Mais uma vez, não tenho paciencia para ir confirmar) que canta com sotaque a atirar para o inglês para ver se disfarça. Nunca deram por isso? É ridiculo.

Depois acho que muita da música que se faz por cá não passa de cópia ranhosa da música internacional, só que cantando em português tem público garantido e não é preciso esforçarem-se muito mais em termos de qualidade. Não quero com isto dizer que nunca ninguém fez uma única música boa, estou a falar da média geral.

Finalmente, muitos dos cantores pop nacionais não sabem cantar. Entretanto já apareceram uns grupos com umas meninas com umas vozes melhorzinhas mas continuam a ser a excepção à  regra e o Tim e o Rui Reininho e companhia não deixaram ainda de ser o protótipo do cantor nacional que teima em acordar-me todas as manhãs com os dentes a ranger.

Lembro-me do primeiro Chuva de Estrelas em que apareceu uma menina chamada Sara que tinha uma voz sem comparação com ninguém no panorama pop nacional da época. Já na altura me pareceu uma vergonha que não tivessemos profissionais a conseguir fazer aquilo que uma mera amadora conseguia sem esforço aparente. Entretanto passaram-se mais de 10 anos e muita coisa mudou mas muito se manteve na mesma.

Acho que gostar de uma música é algo quase fà­sico. A musica consegue fazer chorar e fazer rir mais facilmente do que qualquer outra arte e a razão pela qual gostamos de uma música é muito pessoal e dificil de explicar. Por isso mesmo não conseguiria nunca aderir à quela pressão que parece existir por aà­ de ter de gostar de uma música só porque é nacional. Não compreendo a onda de nacionalismo ferrenho que parece envolver tanto o futebol como a música. O gosto não é algo que possa ser controlado e se oiço qualquer coisa que me arranha os ouvidos como garras num vidro ninguém me vai conseguir convencer que aquilo afinal é muito bom.

Gostaria então de pedir à s estações de rádio para passar a música portuguesa para mais tarde – tipo, à s 9 da manhã já não chateiam ninguém! E se tem de ser música portuguesa, pelo menos passem umas coisas dos Gift ou Mesa, que não me dão tantas tendencias homicidas logo de manhã.

Manhã no jardim

Como estava uma manhã de sol resolvi levar o Tiago até ao jardim. Já não o levava lá há bastante tempo e a diferença é enorme. Para começar, fomos de metro. O Tiago adora o metro e diz olá a todos os que passam. Como ainda não tinha experimentado, fui tirar bilhete para os dois (os bebés também pagam bilhete? Tive de partir do principio que sim porque não vi em lado nenhum nada em contrário) para andar duas estações, mas sempre apanhámos menos frio do que indo a pé.

Quando saà­mos do metro foi preciso voltar um bocado para trás, graças à  brilhante ideia de não fazer estações dentro da ‘zona pedonal’, mas tudo bem. O Tiago divertiu-se imenso no jardim, onde se fartou de correr, fazer festas à s árvores e andar de escorrega durante hora e meia. Depois ainda foi ver a fonte, fascinado com a água e finalmente voltámos para casa. Desta vez viemos a pé porque não me apetecia subir a rua até à  paragem. Viemos pelas avenidas fora a apanhar solinho.

Depois daquele exercicio todo o Tiago estava cheio de fome e hoje comeu tudo sem problemas. Como os ursinhos dele estavam na máquina de secar ainda o aguentei até à s 2 antes de o deitar e já correu melhor que ontem. O que é preciso é cansá-lo até ao limite 🙂

Caramel biscuit rules!

Desde que apareceram por cá os gelados da Haagen-Dazs que fiquei fã, especialmente do strawberry cheesecake. Mas na verdade o que gosto mesmo nesse gelado são os crunchy bits, que têm tendencia para ficar menos crunchy depois da viagem do supermercado até a casa e nem sequer gosto do xarope de morango, portanto desisti, optando por come-lo apenas quando vou à  loja da Haagen-Dazs no Chiado. Como alternativa passei a escolher o Pralines & Cream que também é uma delicia.

Agora descobri que havia um sabor novo, o caramel biscuit & cream e resolvi experimentar. É absolutamente fabuloso. Se pudesse era capaz de comer aquilo todos os dias durante um mês. E se calhar devia aproveitar porque aparentemente é uma edição limitada que é suposto só existir durante 6 meses, meses esses que tiveram inicio em Setembro passado. Damn! Viciam uma pessoa e depois tiram-nos a chucha. Não se faz!

Tenho que ir comprar as embalagens todas que encontrar antes que acabe.

Babysitting

O Tiago ficou em casa hoje porque durante o fim de semana notámos que tinha um olho a lacrimejar e muito rameloso, o que poderá indicar conjuntivite. Como é uma daquelas coisas potencialmente transmissà­veis, fica em casa uns dias a fazer tratamento.

De manhã estivemos a fazer trabalhos manuais: colagens com massinha e formas recortadas em papel colorido e carimbos. Foi divertido e o Tiago esteve bastante entretido até à  hora de almoço. Só que, como já é hábito, basta estar um bocadinho mais constipado para não comer, por isso limitou-se a almoçar arroz (deixando o peixe todo) e fruta (saltando a sopa).

A sesta é que correu particularmente mal. Ele até foi buscar o ursinho, depois um livro para eu ler, mas quando o meti na cama começou a por-se de pé a chorar. Tentei acalmá-lo e ao fim de um bocado deixei-o sozinho mas não funcionou. Quando desisti e fui ao quarto dele, estava de pé na cama, já sem calças nem collants, a chamar ‘mamã!’

Tirei-o da cama, fui almoçar (aproveitando para lhe dar um bocadinho de peixe e polvo com arroz – do prato da mamã vai tudo) e depois levei-o para o quarto onde estivemos a ler diversos livros até ele começar a bocejar. Tentei deitá-lo outra vez mas ele voltou a chorar por isso sentei-me com ele ao colo sem grande interacção até ele começar a fechar os olhinhos. Como mesmo assim se recusava a deitar-se para trás, acabei por mete-lo na cama novamente. Depois de reclamar um bocadinho lá acabou por deitar-se. Já estava completamente exausto e sem conseguir manter os olhos abertos, apesar de insistir em tentar. Tinham passado duas horas.

Amanhã vou ter mais do mesmo. O jeito que a creche dá!

Semana comprida

Com dois workshops, dois aniversários e muita correria, esta foi uma semana muito ocupada.

Na segunda feira tive um workshop logo de manhã, o que implicou largar o Tiago na escola e correr a casa para ir buscar o saco de forma a estar na loja a horas. Como sempre quando estamos com pressa, acontece qualquer coisa inesperada. Neste caso tinha a vizinha do 6º à  minha espera a pedir o telefone do Sr. Carlos porque a tinta estava a estalar. Eu compreendo que a senhora não tem culpa de nada disto e que o problema da minha casa lhe estragou a casa de banho, mas entretanto teve uma nova inundação causada pelo 7º e eu é que continuo a tratar de tudo sem a velha assumir qualquer espécie de responsabilidade. Chega a uma altura em que começo a sentir que já chega!

Depois de tentar despachar a conversa o mais rapidamente que pude, lá fui a correr com o saco ultrapesado na mão. Felizmente cheguei a horas e correu tudo bem.

à€ noite foi o aniversário do avà´ do Pedro e fomos lá fazer uma vizita rápida para cantar os parabéns antes de voltar para meter o Tiago na cama. O miúdo é completamente viciado em açucar e despachou fatia e meia de bolo.

Na terça fiz umas actualizações à  loja e ao Flickr e a terminar umas peças que estavam a meio há imenso tempo. Estive a soldar argolas e a polir as novas peças de prata.

Na quarta ia ao cabeleireiro mas a senhora disse que não se sentia bem e ficou antes combinado para sexta. Voltei para casa e estive a terminar as actualizações da loja. à€ noite fomos novamente a casa dos avós do Pedro para mais uma festa de aniversário relampago, desta vez da avó. O Tiago estava super eléctrico e ia partindo a tampa de um jarrão num dos seus momentos de testar os limites.

Ontem tive outro workshop que terminou mesmo à  hora de ir buscar o Tiago. Fui a correr e depois ainda voltei à  loja para ir buscar o saco e acertar contas.

Esta manhã fui novamente ao cabeleireiro. Ia tratar das raizes e voltar a pintar de vermelho mas a cabeleireira achou que, como o vermelho não dura mais do que umas lavagens, que ia antes por acaju. Eu odeio acaju. Se é para ter uma cor escura, mais vale ficar pelo vermelho, e certamente que não preciso de fazer descoloração para uma cor que é apenas um ou dois tons mais clara do que o meu cabelo!
Não consigo perceber porquê mas safo-me sempre mal nos cabeleireiros. É assim tão complicado fazerem aquilo que uma pessoa pede? Agora já não sei se tenho vontade de lá voltar.
Enfim, pode ser que isto saia com as lavagens e que ainda dê para salvar…

Quando cheguei a casa tinha umas fotos para tratar e mais uns produtos para por na loja. Agora acho que vou aproveitar o sol para fotografar mais umas peças antes de ir buscar o Tiago. É preciso aproveitar todos os minutos.

De volta ao duche

Na sexta feira as obras da casa de banho ficaram finalmente concluidas.

Na quinta feira fui a correr buscar o Tiago porque ainda estava à  espera que aparecesse o Sr. Carlos, o ‘patrão’ para ver se a obra tinha sido bem feita. Consegui voltar em meia hora, quase a morrer, e mesmo a tempo porque ele tinha acabado de chegar e estava ainda na casa da vizinha a ver como corria a pintura. Depois veio cá a casa e pelos vistos a banheira não estava como ele queria e este ainda ali imenso tempo a tirar o silicone a mais e a dar instruções ao outro homem sobre o que deveria vir fazer no dia seguinte.

Na sexta de manhã, felizmente um pouco mais tarde do que no dia anterior, lá apareceu ele, e passou novamente a manhã de volta daquilo. à€ hora de almoço disse que tinha acabado, almoçou na minha sala (vinha com a marmita enrolada num pano) e de tarde foi acabar a pintura da vizinha.

Quando me preparava para ir buscar o Tiago, apareceu o Sr. Carlos outra vez. Esteve a ver aquilo e desta vez aprovou, dizendo apenas que agora tinha que secar uns dias. Paguei-lhe e saà­ a correr para chegar à  creche a horas. Foi ao milimetro mas lá cheguei a horas. Fartei-me de fazer exercí­cio estes dois dias.

Pelo meio andei a fazer css para um trabalho que estava mesmo no fim mas estava tão stressada com a história das obras que perdi um dia a resolver um problema que era afinal super simples. à€s vezes quanto mais se tenta menos se faz.

No sábado fomos tomar duche a casa dos meus sogros porque não podiamos usar a banheira até secar. O Tiago fartou-se de berrar. Pelos vistos não é grande fã do duche.

Se agora conseguirmos resolver a questão da chaminé, pode ser que consiga começar novamente a sentir-me em casa.

– Hooked on chain maille

– I’ve loved chain maille for a long time but it wasn’t till recently that I really set out to learn how to make it.

I love the way metal can feel as soft and flexible as fabric and how you can make such elaborate designs using nothing but little jump rings.

The very first time I tried to make byzantine chain I didn’t realize you needed a specific ring diameter for a specific wire gauge, so that attempt didn’t turn out so great. The rings were too big and so they wouldn’t stay in place when you bent them backwards. This time I had a bit more time to read up on the subject before actually making anything and it all turned out much better.

I used a jeweller’s saw to make the jump rings and started with silver plated wire in case something didn’t go according to plan because I didn’t want to ruin all my lovely sterling silver wire.

After the first bracelet was complete I made a couple more and some earrings in byzantine chain and then started on European 4-1. I was convinced this pattern would be easy but I was wrong. It’s not that it’s a hard patter to understand but if you’re not paying enough attention it’s easy to place a ring the wrong way and that happened A LOT at first because the whole thing moves in your hands and if you don’t know the pattern well yet, it’s hard to keep track which way the rings are turned at first. Sometimes you really do have to try something before judging its complexity cause you never know.

In the end, the more I do chain maille, the more I enjoy it. Making the jump rings is a bit boring but it’s worth the effort because you create a piece that is entirely handcrafted and you can always make rings the size you need and they never run out. I can’t wait to try new patterns and variations and include beads in the pieces I make, for a splash of color.

– Novo vicioNovo vicio

Byzantine chain bracelet Há já algum tempo que andava com vontade de experimentar fazer peças em cota de malha. É uma técnica que adoro desde que era miúda mas que ainda não tinha tido oportunidade de aprender.

Quando era pequena, uma colega da escola tinha um porta moedas em cota de malha e eu adorava brincar com aquilo. O facto de ser feito de um material rigido mas formar uma malha tão macia e flexà­vel tornava aquele objecto fascinante. É que ver a malha em fotos de armaduras não é o mesmo que tocar. A malha mais comum, que é o 4-1 Europeu é visualmente pouco interessante mas quando se mexe nota-se que é tão maleável como tecido.

Mais recentemente, e porque antes de experimentar só temos como referencia aquilo que vemos, fiquei muito interessada na corrente bizantina porque tem um padrão muito bonito. A primeira vez que tentei fazer a corrente não correu muito bem e acabei por desistir. Pensei que era uma coisa demasiado complicada e teria de tentar outra vez numa altura em que tivesse mais tempo para estudar o assunto.

Há cerca de um mês, quando comecei a pensar no que poderia fazer diferente para a colecção de primavera, voltei a lembrar-me da cota de malha. Desta vez estudei a coisa em pormenor e apercebi-me que o problema que tive se devia, não à  dificuldade do padrão, mas ao facto da largura da argola precisar de ter um determinado tamanho relativamente à  grossura do tamanho: demasiado pequena e não conseguimos enfiar as argolas seguintes, demasiado grande e as argolas não ficam fixas na posição certa.

Comecei então a fazer espirais com o diametro certo para cortar as centenas de argolas que são necessárias para fazer uma peça destas (milhares se for para um colar). Cortei as espirais com uma serra de joalheiro, ficando assim com umas argolas que fecham perfeitamente sem ser necessário limar as arestas, algo que seria imprescindivel se as tivesse cortado com alicate.

Depois de fazer o primeiro módulo deixa de ser necessário seguir instruções porque é de facto um padrão mais simples do que parece. A maior dificuldade é manter as argolas abertas na posição correcta para introduzir a argola seguinte, em determinados ponto chave do padrão, mas não é nada de especial e se for preciso podemos introduzir uma agulha ou clip para marcar o sí­tio.

Comecei com arame folheado a prata para experimentar, porque não quis arriscar-me a estragar o arame de prata, no caso da coisa não correr bem. Agora já passei a fazer as peças todas em prata, que é muito melhor porque não se fica a ver a cor do cobre nos cortes, dando um resultado final mais perfeito em termos de brilho do metal. É claro que isto é um pormenor que só se ve quase à  lupa, mas se não somos perfeccionistas não somos nada.

O problema é que uma pulseira levar metros e metros de arame e fica bastante caro faze-la em prata, mas acho que compensa pelo resultado.

Depois de fazer algumas pulseiras e uns brincos de corrente bizantina, resolvi então fazer uma peça em 4-1 europeu. Estava convencida que era super fácil mas estava bastante enganada. Não é que seja dificil mas é preciso ter imensa atenção à  posição das argolas porque é muito fácil cometer erros. É que nas instruções as argolas estão todas direitinhas e parece simples, mas quando estamos a fazer a malha aquilo mexe tudo e as argolas não ficam na posição desejada. É preciso de vez em quando esticar a peça na mesa para ter a certeza que não está nenhuma argola ao contrário, algo que pode acontecer principalmente quando temos de virar a malha de lado ou de pernas para o ar, para facilitar a entrada das argolas. Como tenho trabalhado principalmente à  noite, quando já estou bastante cansada, tive de refazer algumas partes até ter tudo a bater certo. Mas assim que se compreende a lógica torna-se muito mais simples de continuar sem grandes problemas. Mas acaba por ser mais dificil cometer erros nesta malha aparentemente mais simples do que na corrente bizantina.

Agora as possibilidades são inumeras e o tipo de padrões também. Há tantas variações que a dificuldade é escolher. Até agora tenho escolhido os padrões de acordo com o material que tenho disponà­vel (grossura de arame e diametro das agulhas de tricot que uso para fazer as argolas) mas um dia destes faço mais uma encomendazita de arame de prata e depois é que vai ser 🙂

Escusado será dizer que uma peça destas pode demorar horas ou mesmo dias a acabar e é um trabalho muito repetitivo que requer bastante concentração.  Mas tirando a parte de fazer as argolas, que é um bocado seca e deixa-me o braço dorido, dá imenso gozo fazer estas correntes e malhas e ver o trabalho avançar.

bizantina_aventurinaHá já algum tempo que andava com vontade de experimentar fazer peças em cota de malha. É uma técnica que adoro desde que era miúda mas que ainda não tinha tido oportunidade de aprender.

Quando era pequena, uma colega da escola tinha um porta moedas em cota de malha e eu adorava brincar com aquilo. O facto de ser feito de um material rigido mas formar uma malha tão macia e flexà­vel tornava aquele objecto fascinante. É que ver a malha em fotos de armaduras não é o mesmo que tocar. A malha mais comum, que é o 4-1 Europeu é visualmente pouco interessante mas quando se mexe nota-se que é tão maleável como tecido.

Mais recentemente, e porque antes de experimentar só temos como referencia aquilo que vemos, fiquei muito interessada na corrente bizantina porque tem um padrão muito bonito. A primeira vez que tentei fazer a corrente não correu muito bem e acabei por desistir. Pensei que era uma coisa demasiado complicada e teria de tentar outra vez numa altura em que tivesse mais tempo para estudar o assunto.

Há cerca de um mês, quando comecei a pensar no que poderia fazer diferente para a colecção de primavera, voltei a lembrar-me da cota de malha. Desta vez estudei a coisa em pormenor e apercebi-me que o problema que tive se devia, não à  dificuldade do padrão, mas ao facto da largura da argola precisar de ter um determinado tamanho relativamente à  grossura do tamanho: demasiado pequena e não conseguimos enfiar as argolas seguintes, demasiado grande e as argolas não ficam fixas na posição certa.

Comecei então a fazer espirais com o diametro certo para cortar as centenas de argolas que são necessárias para fazer uma peça destas (milhares se for para um colar). Cortei as espirais com uma serra de joalheiro, ficando assim com umas argolas que fecham perfeitamente sem ser necessário limar as arestas, algo que seria imprescindivel se as tivesse cortado com alicate.

Depois de fazer o primeiro módulo deixa de ser necessário seguir instruções porque é de facto um padrão mais simples do que parece. A maior dificuldade é manter as argolas abertas na posição correcta para introduzir a argola seguinte, em determinados ponto chave do padrão, mas não é nada de especial e se for preciso podemos introduzir uma agulha ou clip para marcar o sí­tio.

Comecei com arame folheado a prata para experimentar, porque não quis arriscar-me a estragar o arame de prata, no caso da coisa não correr bem. Agora já passei a fazer as peças todas em prata, que é muito melhor porque não se fica a ver a cor do cobre nos cortes, dando um resultado final mais perfeito em termos de brilho do metal. É claro que isto é um pormenor que só se ve quase à  lupa, mas se não somos perfeccionistas não somos nada.

O problema é que uma pulseira levar metros e metros de arame e fica bastante caro faze-la em prata, mas acho que compensa pelo resultado.

Depois de fazer algumas pulseiras e uns brincos de corrente bizantina, resolvi então fazer uma peça em 4-1 europeu. Estava convencida que era super fácil mas estava bastante enganada. Não é que seja dificil mas é preciso ter imensa atenção à  posição das argolas porque é muito fácil cometer erros. É que nas instruções as argolas estão todas direitinhas e parece simples, mas quando estamos a fazer a malha aquilo mexe tudo e as argolas não ficam na posição desejada. É preciso de vez em quando esticar a peça na mesa para ter a certeza que não está nenhuma argola ao contrário, algo que pode acontecer principalmente quando temos de virar a malha de lado ou de pernas para o ar, para facilitar a entrada das argolas. Como tenho trabalhado principalmente à  noite, quando já estou bastante cansada, tive de refazer algumas partes até ter tudo a bater certo. Mas assim que se compreende a lógica torna-se muito mais simples de continuar sem grandes problemas. Mas acaba por ser mais dificil cometer erros nesta malha aparentemente mais simples do que na corrente bizantina.

Agora as possibilidades são inumeras e o tipo de padrões também. Há tantas variações que a dificuldade é escolher. Até agora tenho escolhido os padrões de acordo com o material que tenho disponà­vel (grossura de arame e diametro das agulhas de tricot que uso para fazer as argolas) mas um dia destes faço mais uma encomendazita de arame de prata e depois é que vai ser 🙂

Escusado será dizer que uma peça destas pode demorar horas ou mesmo dias a acabar e é um trabalho muito repetitivo que requer bastante concentração.  Mas tirando a parte de fazer as argolas, que é um bocado seca e deixa-me o braço dorido, dá imenso gozo fazer estas correntes e malhas e ver o trabalho avançar.

Obras, finalmente

Nunca pensei que fosse ficar feliz por ouvir um som de partir paredes cá em casa mas hoje até foi bem-vindo porque quer dizer que a nossa banheira vai finalmente ficar isolada e vamos poder voltar a tomar duche.

A logà­stica da coisa foi um bocado complicada mas lá se conseguiu marcar uma data. Primeiro a obra foi atrasada porque a vizinha do 6º, cuja casa de banho estou responsável por arranjar, voltou a ter problemas graças a uma fuga no 7º (neste momento eles deviam pagar metade da obra, mas enfim).

Ontem telefonou o Sr Carlos a perguntar se podia vir hoje de manhã. Não lhe ia dizer que não, depois de estar tanto tempo à  espera, mas por azar coincidiu no único dia em que tinha marcado um workshop para as 10 da manhã. O Pedro disse que tinha uma reunião e portanto não podia ficar em casa e por desespero liguei à  minha mãe, que está em casa doente, para saber se podia vir cá passar a manhã. Afinal a reunião do Pedro era só à  tarde portanto disse à  minha mãe que não era preciso (nem sabe a sorte que tem, ela, a quem acabou de ser diagnosticada asma, ter de passar a manhã numa casa cheia de pozinho de azulejo no ar). Por fim a senhora a quem eu ia dar o workshop ligou à s 10 da noite a cancelar, o que deu imenso jeito. Marcámos antes para segunda feira e cá fiquei eu de serviço, a fazer montes de perguntas aos homens das obras para ter a certeza que desta vez fica tudo bem feito.

Durante a manhã tiraram o cimento que a outra aventesma tinha colocado à  volta da banheira, tiraram os 3 azulejos que tinham sido colocados tortos, colocaram azulejos novos, direitinhos, encheram os espaços todos à  volta da banheira com silicone-cola, colocaram por cima silicone anti-fungos e agora estão à  espera que seque mais um bocadinho antes de colocar o rodapé de pedra. Espero que tudo isto seja suficiente para não entrar mais água por ali.