A minha infecção na garganta voltou. Pelos vistos o antibiótico não funcionou. Já estou a tomar outra a ver se é desta.
O Tiago continua a vomitar diariamente. Ontem foi para a escola, depois de ter ficado em casa na quarta feira. Esteve bem de manhã mas vomitou o almoço e pelos vistos a papa do pequeno almoço também, juntamente com montes de expectoração. Depois esteve bem o resto do dia. à noite foi examinado pelos meus sogros que voltaram a não encontrar nada de errado e apesar de parecer um bocado quentinho a temperatura não passou dos 37 e pouco. Estava era com muito sono.
Hoje voltou a ir para a escola. Fez a birra do costume porque de repente deixou de querer ficar lá e voltou a vomitar o almoço.
Começo a achar que pode estar a desenvolver uma intolerancia à lactose ou algo do estilo porque parece que não está a digerir o pequeno almoço. Vamos ter de lhe mudar a dieta ligeiramente a ver se faz diferença.
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Mais um dia em casa
Quando fui levantar o Tiago de manhã dei com a cama coberta de vómito. Depois de o lavar e vestir fui arranjar-lhe a papa. Antes de começar a comer ele tossiu e começou a vomitar outra vez.
Uma vez é um acidente, duas já pode indicar algo pior, por isso fiquei com ele em casa outra vez. Como não tem febre nem diarreia – até agora – o mais provavel é ser apenas o esforço da tosse constante que o faz vomitar mas não ia ficar muito descansada se o levasse para a escola porque ia passar o dia à espera de um telefonema.
Estou desejosa que acabe este inverno. Já não aguento este estado de doença constante do Tiago.
Update: achei que era bom sinal ele comer o pequeno almoço mas já vomitou a papa toda. Nada como passar o dia a lavar vómito do chão….
Já não estou tão confiante que seja só a tosse.
Regresso à escola
Depois de ficar em casa uma semana graças a uma virose inesperada (aren’t they all?), o Tiago voltou hoje à escola.
Esta noite voltou a dormir mal, acordando muitas vezes com tosse (desta vez parece uma tosse alergica, despoletada pelo frio porque não está constipado). Acabou por acordar uma hora mais cedo do que o habitual e até parecia bem mas é natural que estivesse muito cansado.
Fez uma ou duas birras a sair de casa e a caminho da escola e quando o deixei ficou a berrar desesperado. Fui à secretaria pagar e depois fui ouvir à porta da sala, com esperança que já tivesse acalmado mas ainda o ouvi. Já não era um choro tão histérico mas ainda não estava nada bem.
Passadas umas horas resolvi telefonar só para ter a certeza que já tinha passado e disseram-me que sim, que já estava a brincar sem problemas. Acredito que sim mas custa sempre. É dificil não sentir que o estou a abandonar mesmo ao fim destes meses todos, mesmo sabendo que ele tem momentos em que gosta de lá estar e que já tem amigos e tudo.
O Tiago anda numa fase de mudança muito grande ultimamente. Com a aproximação do segundo aniversário e o facto de ter começado a falar, é natural que existam algumas mudanças de comportamento. As birras começaram a ser mais intensas e frequentes, sempre daquelas de se atirar para o chão e não querer nada connosco nem se distrair com nada até resolver parar, mas também tem momentos de afecto em que nos vem abraçar ou dar beijinhos e faz festas aos gatos e aos brinquedos. Começou a querer adormecer ao colo com muita frequencia ou a recusar-se a dormir, começou a despir-se sozinho e ocasionalmente já consegue calçar um sapato, quer fazer cada vez mais coisas sem ajuda mas à s vezes levanta-se da mesa e entrega-me o prato para lhe dar o resto da comida à boca apesar de já comer sozinho há meses.
Enfim, tem uma série de contradições tàpicas da idade mas que fazem com que seja complicado prever uma situação ou saber como lidar com ele em certos momentos. É muito dificil para um adulto que está habituado a lidar com as situações através da lógica conseguir comunicar com uma criança que reage de forma puramente emocional e não sabe ainda controlar a frustração.
Esfolamento mensal
O problema de gerir uma pequena empresa é que o principio do mês, em vez de ser a altura em que acabámos de receber e está tudo bem, é a altura em que nos sentimos esfolados vivos graças aos pagamentos obrigatórios de segurança social e impostos. Muitas vezes acabo por não pagar o meu salário completo para poder cumprir as obrigações sociais sem ficar com a conta da empresa muito vazia. Coisas como o PEC continuam a parecer-me uma injustiça completa para pequenas empresas, especialmente quando nem sequer conseguem ter lucro há anos, como tem acontecido a muitas nesta lama económica em que nos vamos enterrando cada vez mais todos os anos.
Seria de esperar que o estado aplaudisse quem tem coragem para criar o seu próprio posto de trabalho em vez de ver isso como mais uma fonte de rendimento fácil a qualquer custo, sugando qualquer esperança de sobrevivencia de muitas empresas. Até parece que preferem ter mais pessoas desempregadas.
Woof woof
Ontem à tarde o Tiago andava a empurrar o seu carrinho de compras pela casa. Foi até à varanda e pouco tempo depois veio ter comigo a pedir colo. Peguei-lhe e ele disse oof oof. Eu fiquei uns momentos a perguntar o que ele queria dizer com isso e de repente fez-se luz: queria que eu o levasse ao colo à varanda para ver o cão dos vizinhos que passa a sua triste vida fechado na varanda. É uma pena para o pobre do cão mas o Tiago, que não comprrende ainda essas coisas, diverte-se a espreitar o bicho e a tentar comunicar com ele na sua linguagem oof oof.
O que acho mais giro é que ele tenha aprendido a dizer woof woof para cão em vez de au au.
Aliás, ficámos recentemente impressionados com o facto dele já imitar as vozes dos animais todos, incluindo elefantes e outros seres mais improváveis. E pelos vistos começou a usar esses sons como forma de comunicação temporária até aprender palavras mais complexas. É muito giro ver como se vai desenrascando com as limitações que ainda tem.
Meiguices
Estavamos nós a tentar convencer o Tiago que estava muito cansado e era hora de ir para a cama quando, no meio de um grande monologo, se virou para mim, me deu um grande abraço, seguido de um beijinho e depois fez o mesmo ao pai.
No meio de mais uma cena de ‘lá vamos nós ficar aqui duas horas a ver se ele dorme’ acontece uma coisa destas e ficamos todos derretidos.
Como é que eles aprendem a ser tão manipuladores tão depressa? Raio dos miúdos!
Dobragens
Nunca gostei de dobragens. Também nunca gostei muito de ler livros traduzidos. à s vezes tem de ser porque sei muito poucas linguas, mas quando posso prefiro sempre ver e ler na lingua de origem.
Não é um preconceito contra a nossa lingua. É apenas uma sensação de que está alguém a meter-se entre mim e o autor do livro ou filme. Isso é muito óbvio em situações em que é necessário traduzir certas expressões que não existem na nossa lingua e para as quais os tradutores inventam algo que lhes parece equivalente. Isso é muito comum quando é preciso traduzir letras de musicas em livros de BD, por exemplo, em que muitas vezes preferem substituir pela letra de uma música portuguesa em vez de traduzir a letra original.
O tradutor toma estas decisões para adaptar o conteúdo ao público nacional mas ao faze-lo está a mudar o conteúdo original, tornando-se parcialmente autor da obra pela sua interferencia. Por isso, eu prefiro sempre que possivel, ter uma conversa mais directa com o autor, sem intermediários.
No que diz respeito à dobragem de filmes a interferência é ainda maior do que na tradução de livros porque para além do texto, o timbre e entoação da voz são extremamente importantes. É por isso que até para os desenhos animados são escolhidos bons actores para fazer as vozes (sim, também é para angariar público, mas não só).
Os actores portugueses não são grande coisa. São pouco naturais e parece que estão sempre a fazer teatro, mesmo quando é para televisão: têm alguma tendencia para declamar (especialmente os mais velhos), são bastante monotónicos e tornam-se pouco convincentes impedindo que consigamos mergulhar na história em vez de passar o tempo a pensar ‘este gajo é mesmo mauzinho’. Se compararmos com os actores das novelas brasileiras, por exemplo, a diferença é tão obvia que se torna chocante. Os brasileiros também têm maus actores, claro, mas já fazem novelas há tanto tempo que desenvolveram um estilo de televisão muito mais natural e convincente e a maior parte dos actores são bastante naturais. Os portugueses, porém, ainda têm muito que aprender.
Assim sendo, quando chegamos à dobragem dos desenhos animados, perde-se muito. As vozes são geralmente esganiçadas, gritadas e pouco variadas. Algumas são verdadeiramente irritantes.
No último ano tenho visto muitos desenhos animados dobrados e alguns são muito dificeis de aturar por causa da dobragem. Nalguns casos é porque embirrei com a voz que accho irritante, como é o caso do Noddy e do Leo dos Little Einsteins. É a mania de usar gajas para dobrar as vozes de crianças. O Tiago nunca ligou ao Noddy mas por acaso até gosta dos Little Einsteins e eu tenho que gramar aquilo. Estou a considerar arranjar o original para não ter de aturar aquela voz.
Por outro lado as dobragens do Mickey Mouse Club House ou do Handy Manny não me chateiam nada. Mas a entoação de muitos dos desenhos animados é sempre a mesma e torna-se monótono e repetitivo. Os miúdos não ligam mas eu também tenho de aturar aquilo portanto custa um bocado.
Pior do que dobragens com vozes irritantes é dobragem das músicas infantis por pessoas que não sabem cantar. Já alguém ouviu a música de um programa chamado a Dinossaura Doroteia ou algo do estilo? Que coisa tão desafinada! Como é que alguém deixa aquela gaja cantar fora do duche? Cada vez que aquilo começa tenho de ir a correr mudar de canal antes que o meu cérebro derreta. Eu também não canto muito bem mas pelo menos consigo perceber onde é que desafinei e tentar vezes sem conta melhorar até conseguir. Estes gajos fazem uma música para a TV e ficam-se pelo primeiro take que a mulher das limpezas arranhou ao microfone? Poupem-me
Por tudo isto o Tiago anda a ver muito mais o Baby TV do que os outros canais de bonecos. Ele gosta, vai aprendendo inglês e eu não sofro tanto.
à€s pintas
Depois de 3 dias de febre, na terça feira o Tiago acordou com manchas vermelhas na cara. Resolvi ir espreitar e tinha manchas no corpo todo, apesar de menos óbvias. Lá vieram os coitados dos meus sogros fazer mais uma consulta ao domicilio e determinaram que era uma virose da familia da rubeola mas que não era nada de grave e deveria passar daà a uns dias.
Ontem as manchas da cara ficaram ainda mais óbvias mas no resto do corpo continuam na mesma. Hoje já estavam outra vez menos vermelhas e, como o Tiago não voltou a ter febre, parece que está a passar.
Acho é que a energia que não foi gasta nos ultimos dias por causa da doença ficou acumulada para hoje porque o miúdo recusou-se a dormir a sesta e passou o dia todo aos pinotes enquanto eu só queria ir dormir ou pelo menos ter um momento de paz e sossego. No such luck.
A minha garganta está melhor, graças ao antibiótico, mas ando com uma tosse irritante e constante que não me deixa dormir e que se torna extremamente cansativa. É uma daquelas que começa com uma comichão na garganta que nos obriga a tossir. Normalmente isso indica uma tosse alérgica mas já tomei xyzal e não fez diferença nenhuma.
Como última esperança de conseguir dormir esta noite, o Pedro foi à farmácia comprar-me um xarope para a tosse, depois de termos finalmente conseguido enfiar o Tiago na cama. Ele já estava para lá de exausto, como seria de esperar, e fez uma birra brutal tàpica de sobre-estimulação. Acabámos por ter de saltar o banho e limitarmo-nos a vestir-lhe o pijama e deitá-lo no colo à s escuras e sem falar até ele se acalmar e adormecer. Só isso já foi uma tortura, ao som de uns gritos que parecia que o estavamos a tentar matar.
Não sei muito bem como lidar com isto. Ele não quer dormir durante a tarde e por mais que tente criar um ambiente calmo e confortável ele não parece ter qualquer espécie de sono. Ao fim de umas horas disto acabo por desistir e à noite é o fim do mundo. Como também estou doente e precisava de poder descansar um bocadinho para conseguir aguentar o ritmo do resto do dia, estou a desesperar.
Doente
Na sexta feira comecei com dor de garganta e aquela sensação de pressão na cabeça. Depois começaram os espirros, a tosse e tudo o resto. O Tiago começou na mesma, passando o dia muito rabujento e molinho e acabando a adormecer na minha cama enquanto eu via o An Ideal Husband.
Hoje os meus sogros vieram fazer uma house-call e confirmaram que tenho uma infecção na garganta. Já comecei a tomar antibiótico e espero estar melhor amanhã porque tenho um workshop de tarde. Como o antibiótico é só 3 dias é possível que já tenha melhorado até lá.
O Tiago não queria dormir a sesta mas parece que finalmente acalmou, depois de muito tempo ao colo e alguns protestos quando finalmente o deixei na cama. Tenho de aproveitar o momento de calma para comer qualquer coisa antes de começar tudo de novo.
– New chain maille pieces
– I continue to try out different designs in chain maille. I’ve made some more byzantine chain bracelets, incorporating beads into the design, like the one pictured, and a pouch in european 4-1 that was great fun to make. It’s like making a glove finger except that you close it on the other side instead of doing the whole glove.
There’s a lot more I want to try but I’m running out of silver wire in the right gauge. Must buy more soon…
– Viking knit
– When it comes to making jewelry I tend to like classic and elegant designs and seem to be very attracted to ancient techniques. From Celtic knots to Egyptian coils, chain maille or viking knit, designs and techniques that have been around for ages and are still just as beautiful as when they were invented, these are the kind of things that fascinate me the most.
I find it interesting to make something pretty much the same way it was made before electricity was ever invented and eventually finding new variations for the same ancient designs.
I had tried spool knitting some time ago and I liked the result but I didn’t like working with the spool at all. Viking knit is not the same as spool knit even though it created the same kind of wire sleeve but the result is tidier and it doesn’t require any specific tools. All you need is wire and a mandrel that can be anything from a pencil to an allen wrench.
Viking knit also allows the incorporation of small beads into the weave, something that I always find positive because I like a bit of color in my jewelry.
The hardest thing to figure out with viking knit is the length you need because since you pull it through a draw-plate at the end, it stretches a bit so it’s easy to make it too long. But since you can always cut the excess, the only problem with that is some wasted wire (that you can probably use to start a new piece if you leave a longer tail at the end, so that’s OK too.
It does take a lot of time to make a bracelet or necklace in viking knit but I think it’s beautiful enough to be worth it.
Creative Freedom
Normalmente não me meto nestas coisas porque sou demasiado desligada da realidade para saber destes assuntos, não tenho grande interesse em questões polàticas ou simplesmente porque tenho mais que fazer nesse dia – um pouco como todos nós – mas por acaso fui dar a este site hoje e como estas coisas me irritam não custa nada divulgar.
Basicamente está prestes a entrar em vigor na Nova Zelandia uma lei que permite cortar a ligação de internet ou fechar um site apenas porque alguém é acusado de estar a infringir copyright. Não é preciso provas nem provar o crime em tribunal, basta a acusação.
Como é obvio isto é uma situação altamente injusta e um grande abuso de poder, causado pelas editoras, principalmente as de cds e dvds, que andam há anos a tentar convencer os diversos governos que são uns coitadinhos, que está sempre toda a gente a ir-lhes ao bolso e que isso tem de acabar.
O mais curioso é que muitos dos artistas que produzem as obras sobre as quais recai o copyright, e que esta lei é suposto proteger, também estão a aderir ao protesto porque, como pessoas inteligentes que se interessam por mais do que o lucro, conseguem ver que leis deste tipo são perigosas e atacam a liberdade e os direitos de todos nós.
A criação deste tipo de precedentes, independentemente do paàs onde começa, terá tendencia para se espalhar e tornar pratica comum em todo o mundo, afectando-nos a todos.
Por isso, quem quiser participar no protesto pode ir visitar o site, assinar a petição e aderir ao blackout.