Category Archives: Tiago

– Minecraft swordEspada de Minecraft

– My son Tiago is a great Minecraft fan.

He talks of nothing else for hours on end, has the books, the Legos and watches tons of youtube videos to learn new tricks. He builds giant cats and secret passages made out of wool and full of booby traps. He builds spaceships, houses with multiple tiers, including one that’s filled with water, and fences to corral monsters. He has a pet slime and has slain the dragon.

His sister also plays with him but not with the same enthusiasm. However, after about half an hour of gameplay, running around the house pretending to dig up minerals and destroy monsters is a lot more fun and they both participate equally. To help them with this real life minecraft, my son asked me to make them some swords. I drew the project on graph paper, cut it out of Bristol board and glued some white musgami rubber on both sides, to make it less flimsy. I drew pencil squares on the musgami and my son painted them with markers. This is the resulting diamond sword:

O meu filho Tiago é um grande fã de Minecraft.

Não fala de mais nada horas a fio, tem os livros, o Lego e vê và­deos no youtube para aprender truques novos. Constrói gatos gigantes e passagens secretas feitas de lã e cheias de armadilhas. Faz naves espaciais, casas com múltiplos pisos em que um deles está cheio de água e corrais para monstros. Tem um slime de estimação e já matou o dragão.

A irmã já joga com ele, apesar de não ter o mesmo entusiasmo. No entanto, ao fim de meia hora de jogo, andar pela casa a fazer de conta que escava minerais e destrói monstros é muito mais divertido e também brincam os dois de forma mais igual. Para os ajudar no minecraft de vida real, o meu filho pediu-me para lhes fazer espadas. Fiz o desenho em papel milimétrico, recortei em cartolina Bristol e depois colei musgami branco dos dois lados para reforçar. Desenhei os quadrados no musgami e ele pintou com marcadores. Assim ficou a espada de diamante:

– It’s been a tough week…Tem sido uma semana complicada…

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Fortunately, thanks to sprays and electric combs, the whole thing appears to be under control. I’ve been obsessively washing everything that will fit in the machine, changing sheets and towels daily, but the idea of having little bugs running around everywhere makes me indescribably sick. Homeschooling seems like a perfectly aacceptable option at times like these 😛

 

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Felizmente, graças a sprays e pentes eléctricos, a coisa parece estar sob controlo. Ando em modo obsessivo de lavar tudo o que cabe na máquina, a mudar lençóis e toalhas diariamente, e a ter uma trabalheira incrà­vel, mas o nojo que me mete a ideia de ter bicharocos por todo o lado é indescrità­vel. Homeschooling parece-me uma solução perfeitamente aceitável nestas alturas 😛

 

 

Tiago no segundo ano

O meu filho cresce a uma velocidade alucinante. De tal forma que sem dar por isso já está no segundo ano do ensino básico, anteriormente conhecido por segunda classe – o que, diga-se de passagem, era muito mais rápido.

IMG_0337.JPGInfelizmente, por diversos motivos, o primeiro ano não correu da melhor maneira. Passou de uma escola privada onde era apaparicado, para uma escola pública onde teve o azar de calhar numa turma com cinco meninos bastante problemáticos. Um deles fazia birras de se atirar para o chão e batia em todos, os outros eram incapazes de se comportar na sala, e o nà­vel de ruà­do e confusão eram de tal ordem que a professora passou o ano a fazer relatórios e lá conseguiu que este ano dois dos meninos fossem transferidos para outra escola.

Espero que este ano corra melhor, mas o princà­pio está a ser complicado. Na primeira semana a professora fez fichas de diagnóstico e o Tiago teve negativa a Português. Fui avisada logo no dia da ficha porque a professora não gostou, e com razão, da atitude do Tiago, que lhe entregou a ficha dizendo ‘toma, podes-me dar negativa, não quero saber.”

Não querendo desculpar um comportamento indesculpável, acho que a atitude dele passa mais por sentir que não consegue estar a tentar adiantar-se ao falhanço do que efectivamente não querer saber. De qualquer forma era uma atitude e resultado preocupante, pelo que foi castigado, ficando sem jogos durante uma semana, e instituà­mos a leitura e escrita diária obrigatória, independentemente dos trabalhos de casa.

Já deviamos ter feito isto há mais tempo e o resultado actual é tanto culpa nossa como dele, mas ele reagia tão mal quando puxávamos um pouco mais por ele, ficava a tremer e a chorar, que eu não tinha coragem para prolongar aquele sofrimento por muito tempo.

No fim de semana passado ele tinha como TPC um ditado para estudar. Por azar coincidiu com duas festas de aniversário a que tive de levar a Joana e tive pouco tempo com ele. O pai ajudou-o mas mesmo assim foi pouco o tempo passado a estudar o texto. Como resultado, na segunda feira veio para casa o ditado com 14 erros.

O exercí­cio desse dia foi escrever no quadro cada uma das palavras com erros até acertar, mas já percebi que ele tem certas falhas que faz constantemente, por mais que eu explique como é e a lógica da coisa, ele não parece ser capaz de fixar. No momento corrige mas no dia seguinte já está a fazer o mesmo erro outra vez.

Este fim de semana tinha novo ditado para estudar. Desta vez fui impiedosa e repetimos ditado seguido de correcção das palavras, vezes sem conta. Repetia o ditado, estava quase tudo na mesma outra vez, voltávamos a fazer.

à€s cinco da tarde de domingo, o melhor que consegui foi que descesse de 17 erros para 6 mas continuo pouco confiante no resultado de amanhã. Ainda vamos repetir a coisa mais uma ou duas vezes, mas duvido que melhore muito mais. Um dia não dá para tudo.

Vamos continuar a treinar, diariamente, repetir as palavras mais problemáticas e espero que a coisa ainda melhore antes do teste do primeiro perà­odo, senão vai ser complicado recuperar mais tarde. Ser mãe, nestas alturas é tramado. É preciso ser a má enquanto estamos todas cheias de nós por dentro ao ver o esforço e a frustração, a ouvir “sou um falhado” e outras demonstrações de auto-confiança sem saber bem como ajudar. Pode ser que se vir as notas a melhorar isso o convença finalmente que consegue.

Inà­cio da época de férias

O último mês tem sido complicado por motivos pessoais. Não me vou por aqui a expor a telenovela, mas tenho estado com muito pouca energia para fazer seja o que for, incluindo escrever posts do blog. As coisas à s vezes não correm como esperamos e estou aos poucos a recuperar de um grande murro no està´mago. Mas pronto, a vida continua.

Para sublinhar essa última frase, fomos comprar móveis e outros elementos para decorar a casa. Um dia passado na Worten e outro no Ikea resultaram numa TV brutalmente gigante para a sala (prenda de aniversário do Pedro) e uma cómoda e um toucador para o quarto, este último algo que eu tinha na wishlist desde que nos mudámos para esta casa. Os dias seguintes foram passados a montar móveis e caixas e ainda tenho muito que arrumar. É uma distracção, acima de tudo.

Entretanto o Tiago acabou oficialmente o primeiro ano da escola primária e está de férias. Combinámos que pode ficar em casa em dias alternados que não coincidam com as minhas aulas de joalharia. Nos outros dias vai para o ATL.

A Joana teve hoje o seu primeiro dia de praia. Estava toda entusiasmada até chegar a hora de entrar para o autocarro. Aà­ começou a chorar e foi preciso agarrarem nela ao colo enquanto gritava “quero a mamã”. Fiquei com vontade de a levar de volta para casa e que se lixe a praia, mas acho que já faço isso vezes demais.

Sempre que posso dou-lhes escolha – no que querem comer, vestir, o que querem fazer ao fim de semana, etc. Acho que isso os incentiva a tomar decisões e também a ganhar confiança porque sentem que têm algum controlo sobre a sua própria vida. Têm regras a cumprir à  mesma, tal como lavar as mãos antes de comer, hora do banho, hora de deitar, etc, mas tento criar um equilà­brio e explicar a razão das obrigações.

Infelizmente o mundo exterior não é tão compreensivo, e na escola são obrigados a seguir todas as regras que lhes forem impostas e com muito pouco poder de escolha. Por exemplo, já tive de ir falar com a monitora do ATL que forçava o Tiago a ficar fechado na sala mesmo quando não tinha trabalhos de casa em vez de o deixar ir brincar para o recreio com os outros. Depois de um dia inteiro fechado numa sala de aula, aquilo era um verdadeiro castigo para ele. Disse-lhe que achava que ele precisava era de ir correr um bocado e não passar mais uma hora a pintar ovos de páscoa ou outra das actividades organizadas. Compreendo que há crianças que adoram esse tipo de actividades (eu era uma delas) mas o meu filho é demasiado energético e precisa de uma horinha de exercí­cio antes de se ir enfiar em casa. Acho que o ATL tem de ser flexà­vel nestas coisas mas é complicado porque a norma é tratar todos os miúdos por igual, independentemente de preferências ou temperamento. Sei que é mais fácil assim mas nunca concordei com a tendência das escolas para transformar as crianças em robots.

Por outro lado oiço muitas vezes que devia obrigá-lo a participar nas actividades organizadas para se habituar. Compreendo que para pessoas naturalmente sociáveis isso possa parecer um conselho sábio. Para pessoas introvertidas, pelo contrário, forçar a socialização é um verdadeiro pesadelo.

O Tiago não é anti-social. Ele tem amigos e gosta de brincar com os outros. No entanto não gosta de ser o centro das atenções nem de actividades de grupo forçadas. Gosta de inventar as suas próprias brincadeiras. As festas da escola e idas à  praia, por exemplo, são um sofrimento para ele. Porque é que eu iria forçá-lo a participar sabendo isso? Para mim isso seria o equivalente a fechar uma pessoa numa sala cheia de aranhas para perder a aracnofobia. É meramente cruel.

Organização de Lego

Este ano, graças ao filme, o Tiago voltou a interessar-se pelo Lego, por isso resolvi encher-me de coragem e acabar de uma vez por todas a organização das peças.

No inà­cio procurei ideias de organização, li artigos, etc, mas não vi nada que não fosse ou demasiado limitado ou demasiado megalómano. Achei que tinha de decidir a organização à  nossa medida e deixar-me de tretas.

Há cerca de um ano já tinha tentado organizar as peças mas sem grande sucesso. O máximo que consegui fazer foi separar certas coisas como rodas, peças de telhado, portas e janelas, etc, em saquinhos para não se misturarem com o resto da confusão.

Desta vez comprei umas caixas de gavetinhas, semelhantes à s que uso para guardas as minhas contas, para as peças pequenas e umas gavetas maiores para as peças que temos em maior quantidade.

caixas_lego

Encontrei uma lista de peças online (incompleta mas por pouco) e atirei-me ao trabalho. Imprimi e recortei as imagens das peças que temos e colei-as na frente das gavetas para se saber o que está lá dentro. Comecei a separar as peças pelas gavetinhas, juntando algumas com a mesma função – garras, dobradiças – e sem me preocupar com as cores, já que para mim a função da peça é mais importante do que se é a cor que vem nas instruções. Com a arrumação feita, tornou-se muito mais simples construir algo de que não temos o kit mas em que podemos usar peças de outros kits.

No fim de semana fomos ao Lego Fan Event que decorreu no Campo Pequeno, em Lisboa. Já tà­nhamos visitado o mesmo evento no ano passado e algumas das construções eram as mesmas, mas há sempre construções novas impressionantes. Este ano, a catedral da Colónia com 5 metros de altura e mais de um milhão de peças era o elemento central da exposição, mas havia muitas outras construções que nos deixaram deliciados.

O Tiago este ano esteve muito mais interessado em tudo e ficou fascinado com as possibilidades. Curiosamente, aquilo de que gostou mais foi da construção de um cemitério, que tentou reproduzir quando chegou a casa. Nós sempre dissemos que o nosso filho era gótico.

O meu filho tem, há vários anos, imensos kits de Lego. Os manuais de instruções ocupam dois dossiers dos grandes e estão agrupados dois a dois em cada capinha. É um peso considerável em papel. Infelizmente são é praticamente todos de carros e naves, coisas que não me dizem grande coisa, apesar de ser geralmente eu quem o ajuda a montar o Lego.

O que eu gosto mesmo é de construir casas. Gosto de casas de bonecas e fazer uma em Lego, com todos os detalhes, dar-me-ia um enorme gozo, mas como não temos nenhum kit de casas, nunca me atrevi a tentar porque há sempre uma série de peças especiais que nunca encontro.

Agora, porém, com as peças todas organizadas, tornou-se finalmente possível tentar. O site da Lego tem instruções online para download e já consegui construir o primeiro andar de um prédio de cidade (do kit Pet Shop). Tive de mudar as cores e improvisar algumas peças mas ficou bastante decente. Resta saber se tenho as peças necessárias para o andar de cima, mas sinto-me optimista.

casa_lego

Uma das coisas que aproveitámos para comprar no Lego Fan Event foram uns sacos de peças em segunda mão, todas da mesma cor, que dão imenso jeito para este tipo de construções. Devia ter trazido também mais brancas, pretas e cinzentas mas pronto, na altura uma pessoa não pensa nas coisas que vão dar mais jeito.

Entretanto, como ando um bocadinho obcecada com isto, o Pedro ontem foi-me comprar um kit de casinha para cortar na dose de frustração. Tenho um marido tão querido 🙂

casa_lego_2

O Tiago é que ficou a olhar para mim de lago, quando eu desembrulhei a prenda. Depois comentou “então tu tens isso e eu não tenho direito a nada?” Que ofensa, dar brinquedos à  mãe!

Ficam de seguida os link para os diversos sites que encontrei com instruções e listas de peças, para os interessados.

Instruções no site da LEGO – procurar por nome do kit ou código

Brick instructions – Instruções por ano (desde 1965) ou categoria

Loja da Lego para comprar peças perdidas, estragadas ou em falta

Lista de peças de Lego em PDF para impressão

Páscoa

Há uma história do Neil Gaiman sobre ser criança e querer uma árvore de Natal, vivendo numa famà­lia que não é cristã, e convencer a mãe através da explicação que as árvores de natal são anteriores ao cristianismo, uma relà­quia dos ritos pagãos que celebravam o solstà­cio de inverno. Ele diz que não percebe porque é que era melhor ser um elemento pagão do que cristão mas que o argumento funcionou. A minha visão da páscoa é semelhante. Como festa religiosa não me diz nada mas como mera celebração do regresso da primavera faz algum sentido e não me importo tanto de participar.

Fomos então a Palmela no Domingo, almoçar a casa dos meus tios e levámos os filhotes para fazerem uma caça ao cesto dos ovos de chocolate. O Tiago sentiu-se roubado porque achava que ia andar a trepar árvores e a correr pelo meio da horta à  procura de um ovinho de cada vez e afinal estava tudo num cesto atrás de um arbusto. Não deu luta suficiente. Fui então esconder o cesto mais duas vezes para ele se continuar a divertir.

A Joana encontrou o cesto dela com ajuda e chegou-lhe. Esteve muito tà­mida o tempo todo mas divertiu-se.


 

Tiago, sete anos

Custa a acreditar que o meu filhote já tem sete anos. Apesar das festas estarem marcadas para o fim de semana – uma com a famà­lia e outra com os amigos da escola – achei que era importante tornar o dia especial, apesar de ser um dia normal de escola. Nesse sentido passei cinco horas na cozinha a fazer um bolo especial, segundo uma foto que ele tinha visto no Pinterest. Para a Joana não se sentir excluà­da, fiz uns cupcakes com sapatos de ballet, baseados num bolo que ela tinha gostado.

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Eu gosto imenso de bolos bonitos, mas sinceramente custa-me passar tanto tempo na cozinha. Não é algo que me seja natural. No entanto, pelos nossos filhos o esforço vale a pena. Para repelir o tédio estive a ver stand-up do Eddie Izzard enquanto decorava o bolo e os cupcakes e até acabou por ser divertido. Como a Mirela andava a a limpar a casa, até deu jeito estar quietinha num cantinho sem atrapalhar.

Tinha um plano muito bem estruturado para que as poucas horas que eles tinham em casa até à  hora da cama incluà­ssem tanto a parte de celebração como das tarefas que têm de ser cumpridas. Jantar, bolo, prendas, banho, cama. Parece simples. Na realidade foi mais conversa com os avós, atender telefonemas, etc, e a coisa foi atrasando. Faz parte. A Joana fez umas birras de sono, o Tiago ficou um bocado frustrado porque ainda tinha trabalhos de casa para acabar depois da festa, mas no geral correu tudo bem.

As prendas este ano foram algo estranhas porque o Tiago já está naquela fase em que tem os brinquedos todos que quer e começa a ser crescido demais para muitos deles. Agora quer coisas a sério e não imitações em plástico. Quando lhe perguntava que prendas queria nunca me respondia. Acabei por ter de ser criativa.

Recebeu uma caixa de ferramentas igual à  minha, com alicates e tudo, e parece ter ficado interessado quando lhe disse que o podia começar a ensinar a fazer algumas jóias simples. Teve também um pequeno kit de Lego com os personagens do filme, um livro, um conjunto de material de escritório (portefólio para guardar os desenhos, corrector, clips coloridos, patafix, etc) e um globo de plasma que andava a namorar cada vez que à­amos ao Fórum Almada.

Mas a prenda que mais o cativou foi o estojo de quà­mica que a avó lhe deu. Achando que aqueles kits de ciências que se vendem tinham pouca coisa, ela arranjou montes de tubos de ensaio, pinças e frasquinhos com diversos produtos quà­micos e ainda escreveu as instruções para várias experiências num pequeno caderno. O Tiago adorou e ontem à  noite estivemos a fazer algumas delas e temos um ovo em vinagre à  espera que derreta a casca 🙂

Dá trabalho transformar um comum dia da semana num dia de aniversário especial mas acho que nestas idades vale a pena tentar.

Festas de Natal da escola

Devo dizer que já odeio as festas de Natal. Compreendo que os professores gostem de mostrar que conseguem domar as feras, mas acho que devia ser algo opcional, de acordo com a personalidade das crianças. Cá em casa temos uma extrovertida que adora estas coisas, e um introvertido para quem isto é o maior pesadelo imaginável.

Na passada quarta feira foi a festa da escola da Joana. Fizeram uma produção da Cinderela, em que a Joana era uma das irmãs más. A demonstração do seu papel passava por cruzar os braços e bater com o pé no chão, algo que ela faz admiravelmente.

Acho piada que tenha escolhido esta personagem. Mostra muito sobre a minha filha, que se define actualmente pelo facto de ser “a irmã”. Tem tanto orgulho em ser a mana que até no teatro mantém o papel.

A Joana esteve feliz e contente no palco. Colaborou, fez caretas e palhaçadas e vê-se que se divertiu. No final da festa é que todo aquele entusiasmo e o mar de gente que a rodeou não teve um efeito tão positivo e ela começou a berrar. Sentou-se no cacifo e amuou, recusando-se a colaborar. O pai levou-a a dar uma voltinha pelo corredor e ela lá acalmou, mas quando voltou foi imediatamente rodeada por pessoas e voltou ao mesmo. É uma coisa que não compreendo – porque é que as avós são incapazes de deixar os miúdos em paz quando começam com estas coisas? Até parece que há um prémio para a pessoa que conseguir fazer a miúda parar de berrar. Se os deixarem em paz aquilo passa num instante mas quanto mais se insiste pior fica.

Ontem foi a vez do Tiago, mas como passou o domingo a vomitar, achei que ele iria usar isso como desculpa para não ir. Ficou em casa, claro, mas já passou bem o dia, comeu normalmente e, fora uma dor de cabeça, não voltou a queixar-se de nada.

Quando lhe perguntei sobre a festa insistiu que queria ir. Achei muito estranho, porque sei bem o filho que tenho, mas dei o beneficio da dúvida.

A minha mãe veio cá para casa fazer babysitting durante a tarde para eu poder ir à  minha aula de joalharia. Quando saà­ da aula liguei e afinal o Tiago queria ir mas já não queria participar. Certo. Mais de acordo com a personalidade dele. Enfim, por esta altura era tarde demais para mudar de planos por isso lá fomos. Esta festa foi bastante mais longa com diversas mini peças de teatro, música, demonstração da educação fà­sica, etc.

Quando o Tiago regressou vinha todo irritado porque o tinham feito subir para o palco uma ou duas vezes, apesar de não ter ido lá fazer grande coisa. E pronto, aqui está o Tiago que eu conheço. Acho que é preciso assumir que ele odeia estas coisas e pronto. Só não percebo porque é que ele insiste em ir quando já sabe que não vai gostar.

A Joana passou o tempo a tentar dormir no colo do pai por isso aproveitámos para sair nessa altura enquanto a festa continuou com os meninos mais crescidos.

Quando penso que no final do ano há mais…

Halloween 2013

tiago_halloween_2013Eu sempre detestei o Carnaval, que é algo que os Portugueses adoram. Imaginam então que Halloween era uma coisa que nem sequer aparecia no meu radar, a não ser como referência em séries de TV. É claro que depois tive filhos.

O ano passado o Tiago disse que não estava interessado em participar, mas quando chegou à  escola e estava toda a gente mascarada sentiu-se deslocado. Aliás, a culpa disto tudo é das escolas que aderiram em massa e tornaram a coisa mainstream de um ano para o outro. Quando o fui buscar ao fim do dia vinha a dizer que no dia seguinte se queria vestir de vampiro. Tarde demais, claro.

O fato de vampiro ficou para o Carnaval, uns meses depois. O que só mostra que a coisa causou impacto, para ele ainda se lembrar disso ao fim de tanto tempo.

joana_halloween_2013Depois de fincar firmemente os pés no chão durante vários anos e me recusar a ser levada pela onda do Halloween e do Carnaval, este ano fui forçada a deixar-me de tretas e levar a coisa pelo que é – um dia para os miúdos se divertirem e terem desculpa para emborcar doces até vomitar. Porque senão somos apenas os velhos pais chatos que estão sempre a deitar abaixo as coisas giras e que não se sabem divertir.

Lá tratei de arranjar um fato de ninja para o Tiago, e a Joana depois de ver o irmão também quis, portanto foi uma fada. Não é bem o espà­rito da coisa mas eles não querem saber e eu também não. Bruxas, múmias e vampiros já há a pontapé.

Birra matinal monstruosa

Esta foi causada pela “Guerra das moedas de chocolate”.

O Tiago vai comer chocolate à s escondidas em vez de se despachar para a escola, é apanhado pela irmã que também quer, porque ela quer sempre tudo o que o irmão tem, faz, diz ou vê.

Ele recusa-se a partilhar. Ela faz beicinho e depois liga a sirene dos bombeiros que residem nos seus pulmões e que se mantém em funcionamento durante a próxima meia hora.

Saà­mos atrasados para a escola. O Tiago amua porque percebe que a culpa foi dele e não é capaz de o admitir nem pedir desculpa. As moedas de chocolate são confiscadas.

Eu não tinha dito que era má ideia?

Escola: update da segunda semana

Estamos a chegar ao final da segunda semana de escola do Tiago e a coisa parece estar finalmente a assentar. Ainda não vai com muito entusiasmo mas já parece ter percebido as regras da sala e hoje levou a pontuação mais alta que aparentemente é a bola azul – pelos vistos vermelho, amarelo e verde não chegava para aquela turma. A professora acrescentou uma bola azul para os anjinhos e uma preta para as pestes.

No ATL apareceu para lá um miúdo mais crescido com a mania das caneladas. O Tiago nunca foi uma criança agressiva e durante muito tempo não se defendia. Tivemos de ser nós a explicar-lhe que não pode deixar os outros bater-lhe. Anda no Kung Fu, em parte porque é uma criança muito activa e uma actividade fà­sica faz-lhe bem, e em parte para ver se aprende a defender-se.

No primeiro dia das caneladas, o pai esteve a treinar com ele métodos de evitar e reciprocar pontapés, utilizando o treino do Kung Fu, para ver se o brutinho apanha na mesma moeda. Com bullies a única solução é dar mais do que se recebe e recuso-me a deixar o meu filho ser vitima de bestas imbecis a vida toda. Considerando que a alternativa é ir lá eu dar um par de estalos à  criancinha, parece-me a solução mais segura.

No dia seguinte, o Tiago diz que o outro voltou a dar pontapés à  traição mas parece que desta já levou uns socos em troca. Como hoje não houve nada pode ser que o cobardolas tenha percebido que é melhor ficar por ali.

O Tiago por enquanto gosta dos exercí­cios da escola e dos trabalhos de casa. Escrever o nome é que parece ser um grande sacrifà­cio, mas acho que é porque ele não o consegue fazer com a facilidade com que queria. Estamos a tentar incentivar e mostrar que melhora com a prática.

Na passada sexta feira foi a vez do ATL fazer uma cerimónia de apadrinhamento. Aparentemente é algo muito popular no primeiro ciclo e, parece-me, altamente inútil. Os miúdos nem se conhecem ainda, quanto mais lembrar-se com quem é que é suposto irem falar se tiverem dúvidas. Enfim.

No geral os miúdos divertiram-se, cantaram, brincaram e tiraram fotos. O meu filho, obviamente, recusou-se a levantar-se da cadeira, fez um ar de tédio e sofrimento, foi arrastado para a foto e deu murros na sua própria cabeça. Compreendo que ele fique ansioso com estas coisas – muita gente, todos os pais a assistir – mas não sei bem como lidar com as reacções dele. Acho que é um bocado teatro mas a auto-flagelação preocupa-me.

Mas pronto, desde que não haja mais cerimónias em breve, a coisa parece estar a andar bem.

Primeiro dia de escola

O Tiago entrou hoje oficialmente para o primeiro ciclo. Fomos com ele à  escola onde tivemos direito a uma visita guiada das instalações, seguida de uma cerimónia de apadrinhamento em que cada aluno novo é apadrinhado por um mais velho que fica responsável o mais novo a compreender melhor os detalhes e funcionamento da escola. Acho a ideia gira mas para primeira hora passada na escola, em que eles estão todos nervosos e sem saber o que se vai passar a seguir, ser forçados a enfrentar uma multidão de estranhos parece-me um pouco violento.

O Tiago começou com a sua cara de “não quero estar aqui” e o seu novo tique (mexer constantemente o ombro e o pescoço) era particularmente notório. Felizmente encontrou um amigo do ATL (ter entrado para a escola uns dias antes foi claramente boa ideia) e lá acabou por descontrair.

Antes de devolver as crianças à  sala, os pais estiveram a escrever mensagens de encorajamento num grande painel. Estava com receio que o Tiago voltasse ao seu modo infeliz quando voltou para a sala mas quando viu que os livros estavam cheios de actividades, coisas para preencher e pintar, ficou muito mais interessado.Disse “isto é muito mais giro do que eu pensava” e queria saber onde é que estava o lápis para poder começar imediatamente. Quando lhe respondi que a professora é que decidia que exercí­cios iriam fazer, pediu para comprarmos livros iguais para ter em casa.

Tem um bom primeiro dia de escola, filhote 🙂