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Estou doente

Estou com uma constipação brutal – dor de garganta, tosse, nariz entupido, dor de cabeça – que me tira toda a paciencia e só me dá vontade de dormir o dia inteiro.

Para piorar a situação magoei um tendão do joelho e mal consigo andar – estou incapaz de dobrar a perna direita ou usá-la para me sentar, levantar, subir escadas ou seja o que for.

Passei então dois dias infernais e isto só parece estar a piorar.

O Tiago, que também está doente, não tem ajudado grande coisa e as birras com a sopa em particular têm sido medonhas. Sinto uma vontade imensa de desistir.

E o cão dos vizinhos do lado que passa os dias fechado na varanda a ladrar e não nos deixa dormir há meses está a habilitar-se a levar com uns bocados de carne picada com valium ou uma mangeirada de água fria. Eu sei que a culpa não é dele mas já não aguento mais.

6 meses

O Tiago está novamente constipado. Na noite de domingo para segunda acordou de hora a hora, geralmente virado de barriga para baixo porque já rebola sozinho, e com o nariz entupido.

Ontem fez 6 meses e foi ao pediatra. Já não está a crescer com a mesma rapidez do principio, claro, mas continua com um comprimento ligeiramente acima da média. Tem 69 cm e 7.220kg.

Também começou a comer sopa com frango mas não gostou muito. Ele já estava a comer melhor, sem grandes fitas e agora voltou tudo ao principio. Parece que não é grande fã de experimentar novos sabores.

Continua  a dormir mal e a acordar a meio da noite e eu também acordei com dor de garganta esta manhã. Mas o pior ainda é o facto de ter magoado o joelho há algum tempo, a levantar-me do chão com o Tiago ao colo e quando me levantei à s cinco da manhã dei cabo dele de vez e agora mal consigo andar e levantar-me de uma cadeira é um tormento. Estou velha…

7 de Setembro

Estou há dias a tentar ganhar coragem para escrever qualquer coisa e ainda não tinha conseguido. Cada vez que começava a pensar no que queria escrever ficava deprimida e adiava mais uma vez. Mas acho que há coisas que são demasiado importantes para deixar passar e não consigo escrever nada mais recente se não mencionar primeiro o passado fim de semana.

Sexta feira dia 7 foi o segundo aniversário da morte do meu primeiro filho. Não é algo que esteja alguma vez muito longe do pensamento mas já passou tempo suficiente para poder dizer que já não penso nisso todos os dias. O que não quer dizer que doa menos.

Só que as datas têm a tendência para trazer tudo de volta como se fosse ontem e dois anos não é tempo suficiente para fazer assim tanta diferença.

Passei a manhã a tentar estar bem disposta porque não quero que o Tiago se sinta mal ao ver-me triste. Ele não tem culpa de nada e eu vou sempre fazer os possiveis por lhe dar uma infancia feliz. Mas assim que ele adormeceu comecei a sentir-me deprimida e, apesar do Alex ter sido o meu primeiro pensamento nessa manhã, por um bocadinho ainda fiquei a questionar-me porque raio me sentia tão mal de repente. Estava ocupada a arrumar a casa e era uma coisa que ia tomando conta de mim sem eu ter consciencia do porquê. É claro que assim que pensei ‘porquê’ levei com a resposta com toda a força e tive de me sentar um bocadinho e deixar as lágrimas correr. Não consegui voltar a sentir-me completamente normal até agora mas tenho feito um esforço. É mais facil fingir-me normal quando estou com alguém mas passo mais tempo sozinha do que acompanhada.

Por mais que queira deixar para trás algo que foi muito doloroso e uma perda insubstituivel, há quase diariamente qualquer coisa que me faça pensar nisso, principalmente por causa do Tiago. Não consigo deixar de pensar que diferenças ou semelhanças teria ele em relação ao Alex, se se iriam dar bem, todas essas coisas. Ao mesmo tempo acredito que se o Alex não tivesse morrido o Tiago não existia porque eu não teria engravidado tão depressa, e isso causa-me alguns sentimentos de culpa.

Reparo também em certos comportamentos que não são inteiramente normais, como por exemplo no facto de me querer livrar das roupas de bebé assim que deixam de servir ao Tiago em vez de as querer guardar como acontece a muitas mães. Só que, apesar de agora terem servido o seu propósito, a maior parte foram compradas para o Alex e não consigo olhar para elas sem pensar nisso. Há um constante sentimento de vazio que nunca vai mudar.

Uma das partes piores de tudo isto é o facto do meu aniversário ser no dia 8. É óbvio que nunca mais me vou sentir  com vontade de festejar o meu aniversário. Também é horrivel a forma como sei sempre que idade têm outras crianças porque sei que nasceram por volta desta data há dois anos. Aliás, tudo o que aconteceu há dois anos parece ter ficado cravado para todo o sempre no meu cérebro, por mais insignificante que seja.

Aparentemente as pessoas pensam que por já ter passado algum tempo e agora ter o Tiago que alguma coisa mudou e que pensar em tudo isto é meramente render-me a um sentimento nostálgico. É impossível explicar que aquilo que senti há dois anos nunca vai mudar e que constantemente penso no que estaria a fazer agora se o Alex estivesse vivo, como é que eu seria diferente. Sei que tudo isso é inútil mas não o consigo evitar.

O meu aniversário foi então um sábado como todos os outros. Levámos o Tiago a passear ao parque e de resto tentámos ignorar o assunto.

No domingo  ocupámos o nosso tempo a limpar a casa até à  exaustão total por necessidade e também como forma de passar o tempo e acabar de vez com este fim de semana infernal.

Segunda e terça ou já não sei o que chamar aos posts

Ontem tive um dia um pouco mais sossegado. O Tiago estava cansado da agitação do fim de semana por isso fartou-se de dormir o que me permitiu fazer algumas das tarefas domésticas que não consegui fazer durante o fim de semana.

Consegui também começar a fazer bolinhas de feltro para novos colares e brincos.

à€ noite, quando o Pedro chegou do trabalho, fomos dar uma volta. Estas voltinhas costumam fazer com que o Tiago durma muito melhor mas desta vez não funcionou. Mesmo depois do banho, e apesar de parecer estar com sono, não adormecia e chorava violentamente. Acabámos para o levar para a sala connosco, onde ficou até à  meia noite. Voltei a deitá-lo e ele começou novamente a chorar, mas desta vez estava tão cansado, depois de 5 horas acordado, que adormeceu depressa.

Hoje de manhã tive que o acordar para não dormir até ao meio dia. Acho que o miúdo está a ficar com o pai – anda cada vez a adormecer mais tarde, mesmo quando não dorme muito durante o dia.

Levei-o a passear depois do almoço porque tinha uma encomenda para enviar e tinha de ir ao banco. Passei também no veterinário porque deixei lá ficar os óculos escuros no domingo. O Tiago ficou com os olhos muito abertos a olhar para os cachorrinhos.

Era suposto ter dentista amanhã mas ligaram a dizer que o Dr. jaime se magoou num olho e não pode dar a consulta. Pelo que percebi foi algo potencialmente grave. Espero que ele fique bom depressa. Enviei uma mensagem há minha mãe sobre o assunto porque ela conhece-o há anos.

Pelo meu lado até dá jeito não ter de ir amanhã porque não tinha onde deixar o Tiago mas é triste que seja por um motivo destes.

Mais um fim de semana comprido

Espero toda a semana que seja sábado para ter cá o Pedro a ajudar a tomar conta do Tiago com a esperança que isso me permita fazer qualquer coisa. Mas afinal os fins de semana acabam por ser bastante mais agitados do que a semana e acaba por ficar tudo na mesma.

Como a Augusta não pode vir limpar-nos a casa durante uns tempos porque vai ser operada para a semana, comecei o sábado a lavar a casa de banho e a limpar o pó do quarto do Tiago. Depois levei a Scully à  vacina. à€ hora de almoço fomos ao Parque da Paz onde acabámos por ficar até à s quatro da tarde. O Tiago aguentou-se bastante tempo, em grande parte porque estava muito entretido com a atenção dos meus sogros que foram lá ter.

Quando finalmente regressámos a casa estávamos cheios de fome porque ainda não tinhamos almoçado. Pensámos que o Tiago teria sono depois daquelas horas todas mas ele preferiu fazer birra a deixar-se dormir. Por essa altura chegaram os meus pais que aproveitaram o facto dele não estar a dormir ainda para fazer uma visita e só depois deles sairem é que consegui finalmente que o Tiago adormecesse um bocado. Como já eram quase seis da tarde resolvi esquecer o almoço.

No domingo de manhã, quando fui dar comida aos gatos, consegui apanhar o House e metê-lo na caixa. Liguei para o vet para ver se já estaria alguém na clà­nica mas o numero estava redireccionado e acordei a Dra Diana. O pobre do gato estava completamente em pânico dentro da caixa e ainda teve de esperar quase uma hora até a clinica abrir mas depois portou-se muito bem, quer dizer, estava com tanto medo que nem se mexeu. Nem foi preciso segurá-lo para lhe dar a vacina.

Quando chegámos a casa pensei que ele ia fugir e esconder-se mas, para minha surpresa, fez exactamente o oposto – veio roçar-se nas minhas pernas a ronronar. Nem quero imaginar o que passou este gato para uma visita ao veterinário ser um alivio em vez da tortura que parece ser para os outros todos.

De tarde fomos comprar uma cadeira alta para o Tiago comer e o parque para conseguir deixá-lo em segurança nos bocadinhos em que é mesmo preciso. Quando chegámos a casa estivemos a montar tudo e pouco depois chegou o meu irmão e a Ana e mais tarde a Carla e a Elsa que vieram buscar uns colares que tinham deixado para reparar e fazer umas encomendas.

O Tiago já se senta sozinho

Pois é. Já chegou a mais uma fase de desenvolvimento, o rapaz. Já consegue ficar sentado sem aopoio durante uns segundos. Depois olha para o lado ou começa a arquear as costas para trás e perde o equilibrio, mas o skill já lá está e daqui para a frente é só treino.

Devo dizer que estavamos ansiosamente à  espera desta fase para ver se conseguimos finalmente parar de lhe dar banho no quarto porque é uma chatice ter que carregar com a banheira que pesa bastante e desde que o Tiago começou a achar piada a chapinhar na água, fica tudo encharcado.

Isto também quer dizer que precisamos mesmo de lhe comprar o parque para ele poder ter um sí­tio para treinar sentar-se e poder cair sem bater em nada que o possa magoar. Actualmente levo-o para a minha cama que é a maior área almofadada da casa e pode cair e rebolar à  vontade mas se preciso de ir a algum lado tenho que o levar comigo para não cair da cama abaixo, o que é um bocado incómodo.

A grande luta do momento é a comida. Uns dias come sem problemas, especialmente se for o pai a dar-lhe a sopa (tem muito mais jeito que eu para fazer caretas e vozes giras) mas geralmente é uma fita desgraçada. Se há uma coisa que detestava quando era miúda era que me obrigassem a comer uma coisa que não gostava e tive que comer coisas que ainda hoje me dá volta ao està´mago só de pensar nisso – mioleira, colelhos que no dia anterior estavam vivos e aos quais tinha feito festas e dado comida, enfim, as coisas que se fazem à s crianças – e por isso odeio er o Tiago a chorar e a espernear porque não quer a sopa ou a banana esmagada ou seja o que for. Tento insistir o mais que consigo mas não tenho personalidade para isso e cada vez que chega a hora de lhe dar a sopa fico montes de tempo a ver se consigo arranjar alguma desculpa para adiar. É um bocado triste, eu sei.

Mas isto só me faz pensar cada vez mais nas pessoas que optam por não amamentar. Não estou a falar das pessoas que não conseguem, que não têm leite suficiente ou que têm algum problema de saude que o impeça, mas simplesmente aquelas pessoas que por escolha propria resolvem ue a criança está melhor com biberon. É claro que isso quer dizer que o bebé pode ser alimentado por outras pessoas, o que dá montes de jeito mas por outro lado demora muito mais tempo a preparar a comida. Se eu tivesse de me levantar à s 3 da manhã e ir ferver água, etc, acho que já não estava aqui. Amamentar é acima de tudo muito prático quando é a mãe a principal responsável por tomar conta da criança e o desmame está-me a custar porque agora passo mais tempo a preparar comida e isso só vai piorar.

Quando ele for mais crescido e comer o mesmo que toda a gente tudo bem, mas agora só sei que ele tem fome porque chora. E em vez de lhe dar de mamar tenho de ir para a cozinha aquecer sopa, preparar papa, ralar fruta ou seja o que for, enquanto ele fica a chorar. E depois disso tudo ele recusa-se a comer e eu fico completamente de rastos e coberta de nodoas. E agora é só uma ou duas vezes por dia. Nem quero pensar como vei ser quando todas as refeições forem assim. Tenho a impressão que vou ter um miudo muito magrinho.

Estamos todos em baixo

O Tiago tem estado constipado e eu também fiquei, desde o fim de semana passado. Tenho andado principalmente com dor de garganta, que é sempre o meu ponto fraco.

Não sei se andamos a passar os virus entre nós mas o Tiago parece melhorar num dia e piorar no seguinte. Felizmente não voltou a ter febre mas a tosse e o nariz a pingar são uma constante. Suponho que a primeira constipação demore mais a passar porque ele está a construir defesas contra estas coisas pela primeira vez. à€s vezes ainda me faz confusão o facto de ele ser um ser completamente novo que não existia há uns meses e ainda está a ser construido de diversas formas.

O Pedro  também anda a sentir-se horrivelmente mal desde que começou a largar a medicação por isso estamos todos de rastos.

Hoje, apesar do Tiago parecer novamente mais ranhoso e se ter fartado de tossir durante a noite, não teve sono nenhum. Dormiu uns 40 minutos entre as 2 e as 3 e mais nada. Por volta das 5 eu já estava pronta para ir dormir e ele continuava completamente acordado.

Quando finalmente adormeceu as miúdas de cima começaram a correr pela casa e em grande agitação com amigos lá em casa e ele voltou a acordar uma série de vezes com o barulho.

Mas pronto. Acabei por conseguir trabalhar um bocadinho ao fim do dia e agora tenho de ir acordar o Tiago novamente para ver se ele dorme de noite.

Sábado em Melides

Na sexta feira passada o Tiago piorou da constipação. A temperatura começou a subir e ele passou o dia irritado. Acabei por lhe dar um benuron e felizmente no sábado já estava um bocado melhor. Fomos então até Melides almoçar com a minha familia e mostrar o Tiago à  minha avó que só o tinha visto quando nasceu. É claro que assim que vamos para algum lado com água (praia, piscina) o tempo fica o mais horrivel possivel. O almoço acabou por ter de ser dentro de casa, o que é horrivel porque a casa tem umas janelas minusculas e é super escura, obrigando a ter as luzes acesas mesmo durante o dia. O Pedro lá acabou por levar o Tiago a enfiar os pezinhos na piscina e parece que ele até gostou, começando logo a chapinhar.

Mas pronto. Apesar do tempo acabou por ser simpático e gostei de ver toda a gente, já que é cada vez mais raro estarmos todos juntos. Também gostei de rever o Daniel, o filho do meu primo Pedro Alexandre e da Katian que já está enorme, com dois anos. O Tiago ficou também a conhecer o primo e ficou muito interessado em ver outra criança, pelo menos até o Daniel dar um gritinho que fez disparar o alarme integrado do Tiago que nunca mais aprende que barulhos mais altos não lhe fazem mal nenhum. No fundo só gosta de gritos se for ele a produzi-los. Nesse campo não é nada tà­mido.

A meio da tarde começou a ficar com sono e tornou-se altamente rabujento. Mas como estava num ambiente novo recusava-se a dormir. Acabámos por vir embora e ele dormiu no carro durante a viagem.

– Inspiração TudorInspiração Tudor

– Andei a ver a série ‘The Tudors’ e senti-me inspirada a fazer uma série de colares. É claro que não fiz nada minimamente comparado à  opulencia de época, até porque hoje em dia não faz sentido. Mas a inspiração é isso mesmo, é um ponto de partida que nos leva a utilizar uma determinada técnica ou material mas cujo resultado não tem necessariamente ser óbvio.

Aqui estão as peças:

choker_pearls.jpg

Gargantilha de pérolas montadas em arame de prata. Acho que se encaixa mais numa secção para noivas. Tenho de explorar essa possibilidade se fizer mais peças deste estilo.

choker_black_crystal.jpg

Gargantilha de cristais pretos em corrente de prata. É uma peça um pouco mais gótica e indicada para usar à  noite.

chain_red_drops.jpg

Colar justo de prata com pendentes de vidro vermelho.

Mais informações em stuffedsquares.comAndei a ver a série ‘The Tudors’ e senti-me inspirada a fazer uma série de colares. É claro que não fiz nada minimamente comparado à  opulencia de época, até porque hoje em dia não faz sentido. Mas a inspiração é isso mesmo, é um ponto de partida que nos leva a utilizar uma determinada técnica ou material mas cujo resultado não tem necessariamente ser óbvio.

Aqui estão as peças:

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Gargantilha de pérolas montadas em arame de prata. Acho que se encaixa mais numa secção para noivas. Tenho de explorar essa possibilidade se fizer mais peças deste estilo.

choker_black_crystal.jpg

Gargantilha de cristais pretos em corrente de prata. É uma peça um pouco mais gótica e indicada para usar à  noite.

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Colar justo de prata com pendentes de vidro vermelho.

Mais informações em stuffedsquares.com

A primeira constipação do Tiago

Pois é, tenho um bebé constipado. Não é grave mas é um bocado incómodo, tanto para ele que está constantemente irritado, como para mim que tenho de o aturar 🙂

Maldito tempo. É suposto estarmos em Agosto, mês do calor extremo por excelência e está uma ventania fenomenal uns dias e depois um calor infernal noutros. Não admira que a criança fique doente.

E até é mais ou menos a altura para isso – a partir dos 6 meses é normal os bebés começarem com estas coisas porque perdem as defesas que tinham herdado da mãe. Mas tinha esperança de ter mais um mês de calma pela frente. O raio do miúdo quer ser precoce em tudo: na raivinha de dentes, nas constipações…

Estou então desde segunda feira em casa com um bebé que chora inconsolável com intervalos pequenos demais para a minha sanidade mental. É que por mais que uma pessoa esteja habituada a manter a calma em relação ao choro, ao fim de umas horas aquilo começa a derreter-nos os miolos. É um daqueles sons perfeitamente calibrados para despertar o nosso instinto protector e libertar adrenalina. Ao segundo dia já só me apetecia saltar pela janela. Por essa altura cometi o erro de telefonar ao Pedro só para desabafar um bocado, mas ele levou aquilo tão a sério que veio para casa. Senti-me tão mal que agora não lhe telefono tão cedo.

Hoje, quinta feira, já parece estar marginalmente melhor. Continua a tossir mas acho que o nariz já não está a pingar tanto e só teve duas ou três crises de choro. A pior nem sequer foi por causa de dores. Foi porque acordou com barulho passada meia hora de o ter metido na cama. Como não se calava nem voltava a adormecer, saà­ com ele e depois estive a entretê-lo durante mais uma hora até ele parecer estar com sono novamente.

O problema é que, como ele se sente mal, não consegue dormir convenientemente e acaba por andar ainda mais irritado. E, claro, eu também não ando a dormir tão bem porque ele passou a acordar a meio da noite outra vez.

Mas pronto, há sempre estas fases mais complicadas e também não é só coisas más. Hoje consegui finalmente filmar o Tiago a rir-se. Não a sorrir mas a dar verdadeiras gargalhadas. Ainda é uma coisa rara, especialmente comigo que não tenho tanto jeito para as caretas como o Pedro, mas acho que descobri algo que funciona – dentadinhas na barriga seguidas de beijinhos nas bochechas 🙂

O que é preciso é manter o bebé feliz o máximo de tempo possivel porque a alternativa deita a casa abaixo.

O quase incêndio

Já estou farta de referir como os meus vizinhos de cima são barulhentos. Descobri recentemente, porém, que o barulho não é exclusivo a quem vive mesmo por cima de mim e que os do outro lado são iguais. Aliás, numa atitude que me irrita solenemente, cada vez que os meus vizinhos do lado se sentem incomodados com o barulho que vem de cima resolver tocar à  minha porta para se vir queixar – dos outros. Não compreendo inteiramente a atitude. Parece que não têm coragem de ir incomodar quem os incomoda a eles mas acham perfeitamente normal incomodar-me a mim só para poderem dizer mal dos outros. Aliás, a raiva aos vizinhos do lado, que também começou por causa do barulho, desta vez das obras que fizeram há um ano antes de se mudarem e que durou mais de 4 meses, incluindo fins de semana, não tem melhorado. O homem em particular, que é um saloio de primeira, já me entrou pela casa com o electricista para vir ver como estava montado o nosso intercomunicador mas depois quando nos vê na rua age como se não nos conhecesse. Nem sequer responde ao bom dia da praxe. A única coisa que sabe fazer ultimamente é meter conversa com outros vizinhos para dizer mal dos já referidos.

É claro que os vizinhos de cima são irritantes. São uma carrada deles – mãe, pai, duas filhas gémeas, avó e sei lá mais quem – e ainda por cima gostam de dar festas ao fim de semana. No sábado à  noite estava alguém aos saltos na sala e consegui ver finalmente os candeeiros a abanar, tal como a nossa vizinha de baixo gosta de referir quando se vem queixar do subwoofer 🙂

Mas porque não quero ser como a velha de baixo, não vou bater à  porta dos vizinhos nem chamo a policia. Porque afinal, e é aqui que discordo com os tipos do lado, as pessoas têm o direito de fazer algum barulho ocasionalmente. Seja a fazer uma festa, seja a ver um filme ou a ouvir música mais alto, desde que seja antes das dez da noite é mesmo assim. É irritante mas é a vida.

É claro que irrita quando aspiram o quarto à s 9 da manhã de sábado quando estamos a tentar descansar um bocadinho mais, quando passam o tempo a bater com portas e arrastar móveis que fazem disparar o angelcare ou quando vão discutir ou falar ao telefone para o quarto à s 2 da manhã.

Mas aquilo que ainda me faz mais confusão são os gritos. A tipa de cima grita de uma forma completamente histérica que se ouve no prédio todo. Há dias em que só desejo que se matem depressa para ter silencio. Nem quero imaginar o que esta gritaria diária vai fazer ao Tiago.

Mas se já ninguém no prédio suportava estas duas familias particularmente barulhentas, já que parece que os do lado são iguais, com miudos a andar de skate pela casa e musica alta a noite toda, a gota final foi no sábado à  noite.

Estava eu a jantar quando o Pedro me foi chamar a dizer que estava qualquer coisa a arder numa das casas do lado. Acabámos por perceber que era o estendal dos vizinhos de baixo. Aparentemente alguém deitou um cigarro aceso pela janela e incendiou a roupa estendida que ardeu completamente, tendo voado diversos bocados em chamas  que ninguém sabe bem ondeforam parar. Felizmente os donos da roupa estavam em casa e apagaram o resto das chamas com uma panela cheia de água mas podia ter sido muito pior já que os bocados que voaram poderiam ter entrado pela janela aberta de qualquer pessoa.

Acho que ficou estabelecido que foram os tipos de cima que atiraram o cigarro e estiveram montes de vizinhos na escada a discutir o assunto, vieram os bombeiros, etc.

O resultado disto é que se estes tipos já eram considerados incómodos agora passaram a perigosos e já ouvi um grupinho a conspirar à  entrada do prédio sobre como o assunto tem de ser discutido na próxima reunião de condominio. Basicamente não vão desistir enquanto as pessoas não se forem embora, o que não é assim tão impossivel porque a casa não é deles, é alugada.

Depois de presenciar isto tudo tenho a certeza que há uns anos fomos nós o foco deste tipo de atenção graças à  colocação do ar condicionado. Tinhamos pessoas a tocar-nos à  porta e a meter cartas no correio com ameaças por ter o ar condicionado a pingar para a rua. É claro que ao contrário dos tipos de cima, nós não gostamos de incomodar ninguém e acabámos por fazer obras para resolver a questão, mas uma pessoa sente-se um bocado atirada aos lobos.

E quanto ao barulho, grande parte do problema deve-se ao facto do prédio não ter isolamento nenhum. Acho que as pessoas nem se apercebem do que se ouve e muitas vezes nem estarão a fazer um barulho exagerado. Em algumas circunstancias nem é preciso levantar a voz para se ouvir a conversa na casa do lado. E já diversos vizinhos tiveram musica alta, obras, discussões, etc, mas o barulho deles nunca conta. É óbvio que toda a gente faz barulho. Aquilo que se espera é que não seja todos os dias nem a horas indecentes, que é o caso dos tipos de cima, que fazem de facto uma barulheira excepcional, mas fico dividida entre a irritação que o barulho me causa e a certeza de que só se resolve isolando a casa, algo que neste momento não podemos pagar.

Dentinhos para breve

Hoje o Tiago teve uma manhã complicada. Fartou-se de chorar porque está definitivamente com dores graças aos dentinhos que estão para nascer. Farta-se de morder tudo o que encontra, baba-se profusamente e não pára de se queixar.

Felizmente a amamentação tem outras vantagens para além da alimentação – é uma das melhores formas de o acalmar. Apesar de parar ocasionalmente para chorar mais um bocadinho, acabou por se acalmar e adormecer, ao fim de duas horas de choro inconsolável.

Sei que é uma fase necessária mas custa muito vê-lo assim, especialmente sabendo que nem todos os bebés choram desta forma por causa dos dentes. Para além disso estava com esperança que demorasse mais um mês até chegar lá. Andei a ler uns artigos sobre o assunto mas não acrescentaram nada de novo relativamente a formas de melhorar a situação. Já temos as argolas para ele morder (normais e com água para por no frigorà­fico) mas não parecem ajudar por mais do que dois minutos de cada vez e também não quero ter que abusar do Benuron.

Também comecei a reparar que não o posso deixar sozinho cinco minutos que seja – algo que é necessário nem que seja para poder ir à  casa de banho ou cozinhar o almoço – e não consigo perceber se é só porque ele anda mais irritado por causa dos dentes ou se está já a começar com ansiedade de separação precoce. É que se os dentes só deviam aparecer aos 6 meses, a ansiedade  era só aos 10, segundo a literatura. Sei que essas datas são meramente indicativas e os miúdos são todos diferentes, mas ao mesmo tempo que os primeiros dentes é um bocado demais para mim.

Aliás, esta semana tem sido muito complicada. Na segunda feira, depois de escrever o post sobre as vacinas, fui de facto tentar descansar mas em vão. Assim que me deitei tocou o telefone e pouco depois tocaraqm à  porta. Depois de ter de me levantar duas vezes seguidas desisti.

O Tiago acordou ao meio dia e fui dar-lhe a sopa. Quando ele voltou a ficar com sono duas horas depois tentei também voltar a deitar-me mas passados 15 minutos ouvi-o tossir e resolvi ir verificar se estava tudo bem. Ainda bem que o fiz: ele estava a vomitar a sopa. Deitei-o de lado e saiu tudo o que ele tinha comido, ficando ele e a cama completamente ensopados, literalmente.

É claro que já ninguém dormiu – nem eu nem o Tiago. Tive que o limpar e mudar e retirar os lençois e cobertura do colchão e enfiar tudo na máquina. O Tiago começou a ficar rabujento porque estava com sono e ainda se aguentou a chorar uma boa meia hora antes de voltar a adormecer, desta vez no berço pequeno.

Acho que o vómito foi reacção à s vacinas porque ao fim do dia estava com febre e nessa noite acordou duas vezes.

Felizmente no dia seguinte estava normal outra vez.

Ontem tinhamos pensado em levá-lo a passear mas o dia esteve de chuva e não deu. Acabou por sair só para ver os avós que estavam no café e depois ir a casa dos bisavós até ficar com sono. Vamos ver se no fim de semana dá para ir ao parque.