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Adaptação

O Pedro voltou ontem ao trabalho e estou agora sozinha com a Joana todo o dia. Até agora não tem sido muito mau, especialmente porque tenho tido a ajuda preciosa dos avós que vão buscar o Tiago à  escola para eu não ter de passar meia hora a andar na rua com a Joana a sofrer os 32 graus destes dias.

Hoje resolvi arriscar um momento que a Joana estava a dormir para ir tomar banho mas quando saà­ já ela estava a berrar. Cada vez que tento fazer alguma coisa ela resolve acordar. O baloiço ajuda mas o tempo de calma continua a ser pouco e a Joana prefere mesmo assim estar ao colo.

Por isso mesmo, descansar não está no programa diário porque nos momentos em que ela se acalma eu tenho de aproveitar para comer, por exemplo, e depois acabou o descanso e voltamos à  rotina de alimentar, mudar fraldas e acalmar a criança.

O pior é quando o Tiago chega da escola. Brincar com ele ainda se consegue, nem que seja com a Joana ao colo, mas quando chega a hora de preparar o jantar dele a coisa complica-se porque não me sinto muito confiante a deixá-los sozinhos visto que o Tiago pode acidentalmente deixar cair alguma coisa em cima da irmã se eu não estiver lá para ver.

A partir de segunda feira o Tiago entra de férias e vou estar com os dois a tempo inteiro. Vamos ver se sobrevivo a essas duas semanas…

O primeiro beijinho

Ontem à  noite tivemos finalmente o primeiro contacto entre o Tiago e a Joana.

Durante todo o dia, enquanto o Tiago está na escola, a minha atenção tem sido para a Joana, quase em exclusivo. Mesmo quando estou ao computador ela geralmente está ao colo e tem sido necessário ser substituida pelo Pedro para poder fazer coisas como ir tomar banho. Já me habituei e a maior parte do tempo o único problema é que fico cheia de dores nos ombros.

Quando o Tiago chega da escola tenho tentado tirar um bocadinho para brincar com ele como sempre, mas fazendo-o ver que de vez em quando é necessário prestar atenção à  irmã que fica com fome ou precisa de mudar uma fralda.

Durante todo este tempo o Tiago tem-se recusado a tocar na irmã mas foi aos poucos ganhando alguma curiosidade e habituando-se à  sua presença. Noto que de vez em quando vai para junto do berço fazer barulho e atirar brinquedos ao chão para ver como reagimos mas não tem sido agressivo.

Ontem à  noite a Joana começou a resmungar e o Tiago perguntou o que se passava. Perguntámos se ele queria fazer uma festinha na mana e ele respondeu que não, como sempre, mas passados uns instantes pediu ao pai para tirar a Joana do berço para lhe dar um beijinho, e assim fez. Depois, como viu que ficámos felizes com a meiguice, disse que gostava de dar beijinhos e eu também tive direito a um. Isto, vindo do Tiago, é tão raro que me parece um óptimo sinal.

Chegou o baloiço

Quando a Joana nasceu tinhamos pensado em comprar uma espreguiçadeira, que já deu muito jeito quando o Tiago era pequeno. Depois vimos o catálogo da Fisher-Price e resolvemos antes comprar um baloiço. A Joana gosta muito de movimento e de colinho, ao ponto de estar bem quando estamos em pé com ela ao colo mas começar a berrar assim que nos sentamos.

Como vou estar sozinha com os dois miúdos durante duas semanas, e mesmo que seja só com a Joana, há alturas que que vou precisar de a deixar para preparar comida ou ir à  casa de banho, achei que o baloiço poderia resolver o problema dela começar a berrar assim que saio da sala, que é muito desagradável tanto para mim como para ela.

O Pedro correu as lojas todas que encontrou e não conseguiu encontrar o modelo que tinhamos escolhido (baloiço portátil compacto Amiguinhos do Planeta, ref. T2066), por isso resolvemos encomendar online, num site Espanhol (Eureka Kids). No site dizia que o baloiço estava em stock, mas passados uns dias recebemos um telefonema a dizer que afinal não havia e se queriamos esperar. Eram só 3 ou 4 dias por isso arriscámos, já que a alternativa era ir para Lisboa correr mais não sei quantas lojas.

O baloiço chegou hoje de manhã e já deu muito jeito. Não tenho as pilhas necessárias para por o baloiço automático mas empurrando à  mão aquilo fica a baloiçar tempo suficiente para distrair a Joana enquanto vou buscar qualquer coisa à  cozinha, etc.

A vibração é excelente para a acalmar, tanto quando está a berrar com as suas ocasionais dores de barriga, mas especialmente quando está irritada porque tem sono e nunca mais adormece.

A única coisa que me decepcionou é que no catálogo dizia que os bonequinhos pendurados rodavam e afinal não rodam nada – devem ter copiado aquilo de outro modelo e esqueceram-se de mudar o texto. É o risco de encomendar coisas que não se viu antes, mas também não é o mais importante.

O único problema é que o baloiço é uma cadeira, como o ovinho do automóvel, e não é suposto os bebés passarem muito tempo nessa posição. Da primeira vez que a Joana adormeceu no baloiço, tirei-a pouco depois para a deitar no berço e ela acordou passados poucos minutos. Agora já percebi que se esperar um pouco mais, até ter a certeza que está mesmo ferrada, já não se queixa tanto quando a transfiro.

Enfim, não é para usar sempre mas deve dar muito jeito para quando estamos cheios de sono e já não aguentamos mais gritos.

Viva o Angelcare

Quando o Tiago nasceu comprámos um Angelcare. Deu-nos alguns sustos porque o Tiago dormiu desde muito cedo na cama de grades e rebolava para um cantinho durante a noite, fazendo disparar o alarme, mas valeu a pena porque conseguiamos dormir os bocadinhos que ele deixava sem estar constantemente em grande ansiedade.

Com a Joana voltámos a ir buscar o sensor de movimentos ao armário, para por no berço durante a noite.

Esta noite tivemos um pequeno susto que podia ter sido bem pior se não fosse o sensor. A meio da noite apitou, algo que é suposto acontecer se não existir movimento durante 15 segundos. Eu virei-me para a Joana, toquei-lhe e senti-a inspirar ligeiramente. Fiquei à  espera de a ouvir respirar mas como não consegui ter a certeza voltei a tocar-lhe e ela inspirou novamente. Só então é que comecei a ouvir o som da respiração normal.

Sei que os bebés à  vezes têm pequenas irregularidades e pode não ter sido nada de grave mas a verdade é que durante uns segundos fiquei de facto na dúvida se ela estava ou não a respirar e o sensor, pelos vistos, também. Como o calor é um dos factores de risco para recém nascidos e 30 graus durante a noite é mesmo muito calor, é fácil imaginar o pior. Nós bem tentamos ter o ar condicionado ligado, mas aquilo está mesmo por cima da nossa cama e acabamos sempre cheios de dor de garganta, pelo que não dá para ficar ligado a noite toda.

Enfim, sobrevivemos todos à  noite e confirmámos que de facto mais vale usar o sensor para conseguirmos ficar um pouco mais descansados do que passar o tempo todo em stress.

É agora que deixo de ler português

Os jornais e revistas começaram aos poucos a anunciar que aderiram à  forma de escrever definida pelo novo acordo ortográfico. Compreendo que assim seja porque, uma vez que é oficialmente definido que se passa a ensinar a escrever assim, tem de começar a existir material escrito dessa forma e os jornais, revistas e livros sentem-se na obrigação de dar o exemplo e tentar habituar as pessoas ao novo português.

Compreendo a ideia da simplificação e no geral penso que não terá um impacto assim tão grande porque não são assim tantas as palavras que sofrem alteração e algumas têm dupla grafia, dando-nos opção. No entanto descobri que tenho um lado estranhamente patriótico que se revolta ligeiramente com a ideia de tal alteração ao nosso português ter sido feita como forma de nos aproximar da grafia dos brasileiros.

Que diferença é que faz escrever de forma diferente se se percebe à  mesma? É mais facil haver confusão nos casos em que a mesma palavra tem significados diferentes, como por exemplo, a (para nós) inocente palavra ‘rapariga’ no Brasil significar prostituta – isso sim, pode dar grandes confusões. Agora cacto passar a cato, na minha opinião, não ganha nada a não ser fazer-nos tropeçar ocasionalmente no texto que estamos a ler para perceber o que raio é aquela palavra estranha.

Os ingleses e americanos também falam a mesma lingua e escrevem as mesmas palavras de formas diferentes e não os estou a ver a abdicar da sua identidade escrita só para a grafia ser ‘mais fácil’. Sim, de facto passar a escrever ‘thru’ em vez de ‘through’ é mais simples mas por exemplo a versão americana de ‘storey’ é ‘story’ e isso é uma grande confusão porque passa a ser uma mesma palavra com dois significados completamente distintos.

Um exemplo semelhante no ‘novo’ português é ‘acto’ passar a ‘ato’. Mas querem atar o quê exactamente?

Este tipo de descaracterização das palavras torna-se algo confusa para os adultos porque nós não lemos um texto letra a letra nem analisamos uma palavra de cada vez como as crianças fazem quando estão a aprender. Nós olhamos para uma mancha de texto e lemos um bloco de cada vez.

Nem toda a gente será como eu mas conheço mais algumas pessoas que também têm dificuldade em passar à  frente o ocasional erro ortográfico óbvio que encontram num livro que estejam a ler. Apetece logo ir buscar uma caneta e corrigir o erro antes de passar à  frente. É uma daquelas pequenas  irritações que nos tira momentaneamente da história que estavamos a seguir e nos interrompe a velocidade de leitura. Aposto que muitas das pessoas que lêem este site sofrem desse mesmo problema e gostavam de poder editar muitos dos meus posts, porque geralmente escrevo à  pressa e não volto a ler o texto para corrigir trocas e faltas de letras. Sei que há muitos erros por aà­ fora e de vez em quando vou corrigir um post, mas o tempo nunca dá para tudo, e como não tenho dicionário integrado preciso de muita atenção para não deixar escapar nada.

Isto para dizer que tenho a sensação que graças ao acordo ortográfico vamos passar a interromper o nosso ritmo de leitura muito mais, porque a nova grafia vai parecer precisamente um erro ortográfico Nós queremos simplesmente mergulhar na história de um livro e afinal acabamos por ter de parar constantemente, mesmo que seja apenas por uma fracção de segundo, para tentar perceber o que raio é um ator, um trator ou o que é que eles estão a fazer quando leem. Passámos anos a aprender a escrever correctamente, aprendemos a ler depressa porque reconhecemos as palavras de relance em vez de as  ler letra a letra, e agora de repente vamos andar a tropeçar em palavras que não reconhecemos de imediato.

Não sei se nos próximos tempos vou conseguir ler livros em português. Podem estragar-me a lingua mas não me podem obrigar a aderir. A outra hipotese é começar a ler com um marcador vermelho atrás da orelha e ir corrigindo todos os erros que for encontrando.

Novo portátil

Comprámos hoje um novo computador portátil para mim. Fartei-me de andar a gastar em dinheiro em montes de porcarias porque está tudo a avariar cá em casa quando a mais importante – um computador para eu poder verificar se tenho encomendas e escrever uns posts enquanto tomo conta dos miúdos – estava à  espera que já não fosse preciso andar a poupar tostões.

Como também já estava a ficar maluquinha por estar fechada em casa praticamente o tempo todo há duas semanas, agarrei na Joana e fui com o Pedro correr as lojas de informática à  procura de uma máquina decente por um preço razoável.

O Pedro estava obviamente a tender para o Mac mas já me custou o suficiente decidir que valia a pena ir gastar dinheiro num computador e não estava preparada para aceitar gastar assim tanto. Qualquer coisa que custe 3 vezes a nossa renda de casa parece-me excessivo numa altura em que estamos enterrados até ao pescoço com obras e duas casas para pagar.

Acabámos então por comprar um Acer que custou praticamente metade do Mac que o Pedro queria e que serve perfeitamente para o que preciso neste momento.

Puzzles

O Tiago entrou recentemente na fase de fazer puzzles. Isso para mim é óptimo porque adoro puzzles, e quando imaginava ter uma criança a visão consistia muitas vezes em estarmos sentados à  mesa a fazer um puzzle ou outras actividades do estilo.

Tudo começou graças a um episódio do ursinho Oso que ensina um menino a fazer um puzzle, separando as peças que têm um lado direito das outras. O Tiago começou a dizer que queria fazer um puzzle e lá fui eu buscar o puzzle do Noddy que lhe tinham dado no Natal. Ficou todo orgulhoso e quando o pai chegou foi logo mostrar-lhe.

Entretanto os avós já lhe deram mais dois puzzles e a facilidade com que ele faz aquilo aumentou brutalmente em poucas semanas.

Outro tipo de puzzles que ele está a aprender a resolver são os de jogos de computador. Tem andado a jogar um com o pai que consiste num robot a ter de resolver um problema para passar ao ecran seguinte – semelhante aos jogos do Myst, Monkey Island ou Sam and Max que eu adorava jogar há uns anos quando ainda conseguia arranjar tempo para essas coisas.

A verdade é que ele já consegue fazer muito daquilo sozinho, precisando de ajuda só naquelas partes em que é necessário acertar nos tempos.

Aquilo que se ouve muito são mãezinhas indignadas com o tempo que as crianças passam a ver televisão ou a jogar no computador mas isso a mim continua a parecer um bocado ignorância porque, desde que os pais cumpram a sua função de monitorizar aquilo a que as crianças acedem para ter a certeza que tem algum valor pedagógico, até agora só tenho encontrado vantagens nos programas de TV e jogos que o Tiago gosta. Acho que tem aprendido bastante sem ter a sensação que lhe estamos a tentar impingir algo ou a forçar algo, o que num menino bastante teimoso e que gosta de ser do contra é uma enorme vantagem.

a cozinha já tem bancada

As obras da casa aproximam-se do final. Como é natural eu tenho visitado a casa com muito menos frequencia mas fui lá na passada segunda feira, quando voltámos da pediatra.

O chão já está colocado em toda a casa e ficou muito giro e a bancada da cozinha já estava no sí­tio, com a placa e o lava loiça colocados. Na verdade, nem vi o lava loiça porque tive que ir atrás do Tiago para impedir que ele mexesse nas portas que estavam a ser pintadas. Em vez disso, ele entreteu-se a meter conversa com o pintor – o Tiago passou de tà­mido a muito conversador em pouco tempo. Agora gosta muito de ir mostrar os seus brinquedos e habilidades e contar grandes histórias a quem ouvir. Do pouco que percebi ele estava a dizer que também tinha pinceis 🙂

O forno também estava colocado e os ventiladores, que o Sr Augusto tinha dito que eram muito silenciosos, afinal são precisamente iguais ao que temos cá em casa que faz uma barulheira horrenda, especialmente a meio da noite. Mas pronto, pelo menos há um interruptor que acende só a luz do espelho e que dá para ir à  casa de banho sem ser preciso ligar o ‘avião’.

Estamos portanto naquela fase em que está quase mas ainda faltam muitos pormenores – acabar a marquise, colocar as guardas de vidro, pintar a marquise e o acesso ao sótão, colocar a escada do sótão, colocar as portas dos moveis da cozinha e os puxadores, colocar os sanitários e as torneiras e depois decidir se avançamos para o sótão.

Tal como esperado, o empreiteiro quer ir de férias, por isso este mês não se vai decidir mais nada mas espero que o atraso não seja muito grande.

Tiago musical

Recentemente o Tiago começou a cantar. Aprendeu algumas músicas na escola mas para além disso começou a interessar-se por aprender as melodias os brinquedos musicais que tem e adora cantar algumas das peças clássicas que ouve nos episódios dos Little Einstens.

De facto graças a essa série tenho um miúdo de 3 anos capaz de reconhecer e cantarolar o voo do moscardo, o Fur Elise do Beethoven, que põe a tocar repetidamente num os seus brinquedos musicais ou a pedir para lhe por a tocar o CD com “a música da primavera” do Vivaldi.

O que acho mais giro é que, apesar de sair do tom ocasionalmente, como seria de esperar de um miúdo que começou agora a cantar, reconheço rapidamente a música que ele está a cantarolar.

Primeira visita à  pediatra

Na segunda de manhã o Tiago voltou a ficar em casa para ir, juntamente com a Joana, à  pediatra. Tinhamos adiado a sua consulta de rotina dos 3 anos precisamente porque não valia a pena ir lá de propósito uns meses antes quando agora vamos ter visitas mensais durante uns tempos.

Tivemos de esperar meia hora, o que tornou o Tiago muito impaciente e a perguntar se podiamos ir embora mas depois portou-se muito bem na consulta  – despiu-se sozinho, respirou fundo e abriu a boca quando lhe foi pedido.

Falámos na tosse persistente do Tiago e a pediatra recomendou então que fizéssemos análises e RX para ver se será alergia ou outro problema. No entanto, depois de discutir o assunto, resolvemos esperar um pouco antes de picar o Tiago e passar a apontar no calendário os perà­odos de tosse para verificar se é de facto tão frequente como achamos ou se passa mais tempo do que parece entre crises.

Depois foi a vez da Joana ter a sua primeira consulta. Já engordou meio quilo em relação ao peso que tinha à  nascença, estando agora com 3.590kg e cresceu dois centà­metros e meio, medindo 52,5 cm.

Eu achava que tinha roupa suficiente para a Joana para os primeiros tempos mas como ela nasceu grande a roupa de 0/1 meses não lhe serve e muitas das peças nem chegou a estrear, especialmente porque as peças mais pequenas eram todas sem mangas e de calção e nas primeiras semanas os recém nascidos precisam de andar um pouco mais vestidos que isso.

Joana, 2 semanas

Aquilo que aprendi ao fim de duas semanas é que recuperar de uma cesariana com laqueação é muito mais doloroso do que de uma cesariana normal. Não ando a tomar nada para as dores mas continuo a sentir puxar aqui e ali quando me mexo e já por algumas vezes fiz um movimento um bocadinho menos controlado, para me levantar, por exemplo, acompanhado de uma dor horrorosa e pouco depois comecei novamente a perder sangue. Em princà­pio não é nada de grave e é mesmo assim mas está a custar um bocadinho mais o que da última vez.

A Joana já se começou a queixar de dores de barriga ocasionais mas até agora tem sido principalmente durante o dia ou ao princà­pio da noite (tipo até à  1 da manhã) e depois passa o resto da noite mais ou menos calma. Tenho feito massagem e o Pedro tem passado pelo menos uma horinha a passear com ela ao colo (por qualquer razão os bebés sabem sempre quando nos sentamos e preferem que estejamos de pé a passeá-los pela casa. São muito vocais neste ponto.)

Continua a tendência para sujar fraldas acabadinhas de colocar o que quer dizer que na primeira semana e meia em casa a Joana já sujou mais de 100 fraldas e 150 toalhitas. A continuar assim vamos à  falência num instante.

Na segunda feira da semana passada fomos ao centro de saúde fazer o teste do pezinho e pesámos a Joana que tinha perdido pouco peso e estava com quase 3 kg. Na quinta voltámos porque era suposto eu ir tirar os pontos mas a sutura é toda especial, intra-dermica, com uma linha absorvà­vel e tapada com uma espécie de cola a que chamam pele plástica pelo que não havia pontos para tirar. Aproveitámos para pesar a Joana novamente e já tinha recuperado 80 gramas.

No fim de semana foi altura das visitas da famà­lia. No sábado vieram os tios, irmã e pais do Pedro e no domingo os meus tios, avó e pais. O sábado correu melhor que o domingo porque esteve sempre alguém a brincar com o Tiago que assim não se sentiu posto de lado a favor do bebé. No domingo não correu tão bem. Ele andou a chamar a atenção das pessoas uma a uma. A minha tia tinha uma prenda para ele e esteve a falar com ele e depois a minha mãe também andou a brincar com ele um bocado mas a certa altura instalou-se toda a gente para o lanche. O Pedro esteve a entretê-lo mais um bocado mas o Tiago queria atrair o avà´ para a brincadeira e o meu pai não lhe ligou nenhuma por isso começou a birra. Acabou a fazer xixi para o chão e a atirar com coisas. Por essa altura as visitas resolveram sair 🙂

Pouco depois o Tiago foi deitar-se na cama e adormeceu, algo muito raro com ele. Na manhã seguinte percebemos porquê: estava com febre. Já devia estar a sentir-se mal no domingo o que contribuiu para o comportamento aberrante. De tarde a febre já tinha descido e não foi preciso dar-lhe mais medicação mas voltou a adormecer a meio da tarde por isso decidimos deixá-lo em casa na terça também para ter a certeza que não piorava.

Metro homicida

Na segunda de manhã saà­ com a Joana para ir ao consultório do Dr. Saraiva mostrar a cicatriz e confirmar que estava tudo bem.

Resolvi levar a Joana, para a mostrar à  enfermeira Tina e porque tinha receio que ela ficasse com fome se eu demorasse muito. Arrependi-me rapidamente. Esperei que chegasse o metro, comecei a entrar na carruagem e as portas começaram a fechar-se em cima de mim e por pouco não esmagaram a Joana. Usei o braço para me defender mas ainda levei um bruto apertão e tive um momento em que fiquei convencida que iam continuar a fechar-se.

Sinceramente não compreendo como é possível deixarem acontecer uma coisa destas. Não é como se eu tivesse chegado à  plataforma no último segundo e tivesse tentado entrar já depois do apito. Estava à  espera para entrar e aquilo simplesmente começou a fechar. Será que não olham para a plataforma antes de fechar o raio das portas?

Fiquei com muito pouca vontade de entrar no metro outra vez se têm incompetentes destes ao volante.

Fiquei num stress tal que fui o resto do caminho ate à  clà­nica a fazer um esforço enorme para não desatar a chorar. As hormonas são lixadas mas o que me custou mais foi resistir à  vontade de ir desancar o anormal responsável por quase matar um recém nascido de uma forma bastante estúpida.