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dispensava dias destes

O dia não me está a correr particularmente bem. Estou com problemas de ligação – o ADSL está a dar os mesmos problemas de timeout que a cabovisão mas a ligação não cai, o que não faz sentido nenhum. Tentei então ir tirar fotos de uns aneis novos mas a máquina fotográfica ficou sem bateria. E para terminar parece que o House está com fungos no pelo das orelhas. É possível que fosse isso que estava a causar a outite e ao fazer o tratamento o próprio medicamento pode ter espalhado os fungos para a zona externa do ouvido. Lá vamos nós ter de voltar aos tratamentos com Lamisil e Sporanox em cigarrinhos de manteiga. Não tinha saudades nenhumas disso, na verdade. E obrigar este gato a engolir seja o que for é uma dor de cabeça. O que vale é que funciona misturar os medicamentos com a comida. Pode ser que este também passe assim.

Dois meses custam a passar

Tenho andado muito cansada. Parte do cansaço vem da anemia e parte vem do facto de não conseguir encontrar uma posição confortável para dormir. Acho que os próximos dois meses vão ser assim e tenho que me habituar.

Tenho tido algum trabalho para fazer, o que me mantém à  secretária e o resto do tempo parece ser ocupado a tentar dar conta das tarefas domésticas.

Fomos a uma consulta na sexta feira e em princà­pio, se continuar tudo a correr como até aqui, vamos marcar a indução do parto para o final das 37 semanas, ou seja, à  volta de 15 de Março.

Mas como pode acontecer muita coisa até lá, já tive de começar a pensar em fazer a mala para o hospital e vou ver se consigo enfiar tudo na malinha que o meu irmão me ofereceu no natal. Mas a tarefa não tem sido agradável. Ter de voltar a mexer na roupa de bebé e a lembrança constante da última vez que estive no hospital são coisas que gostava muito de poder evitar. Aquilo que devia ser uma altura feliz não o pode ser. Até agora estive simplesmente a ver o tempo passar e a tentar não pensar nisso, e quanto mais a gravidez se aproxima do fim mais dificil é ignorar a questão e sinto a ansiedade a aumentar, por mais que me tente controlar.

Os gatos parecem estar finalmente recuperados e o House começou já a ganhar coragem para comer na cozinha e hoje até passou o dia no escritório connosco em vez de estar na sala como é costume. Acho que vai começar a engordar, agora que percebeu que há um prato na cozinha com ração o dia todo, mas paciência. Também já se mexe por isso pode ser que ainda consiga recuperar completamente antes de ficar uma bola de banha como o Jones.

A exploração genealógica tem estado um bocado parada porque estou demasiado cansada para ir passar dias em Lisboa a ler microfilmes. O máximo que tenho feito é enviar pedidos de pesquisa para as conservatórias e arquivos distritais onde não posso ir pessoalmente e esperar que com isso consiga avançar um bocado mais na famà­lia do Pedro, que tem sido muito complicada de pesquisar. Ao contrário da minha famà­lia, que são da mesma aldeia ao longo da diversas gerações, cada elemento da famà­lia do Pedro vem de uma freguesia, concelho e distrito diferente, geralmente para o norte do paà­s. E pior ainda, a maior parte deles é de distritos que conservam todos os registos, ou seja, de que não existe absolutamente nada na Torre do Tombo. O que odeio verdadeiramente é quando não encontrar um registo que eu sei que tem de estar lá porque tenho outro documento que refere a freguesia de nascimento e a idade da pessoa. É daquelas situações em que, se for eu a consultar até sou capaz de encontrar porque consigo perceber que o nome da mãe está ligeiramente diferente ou algo do estilo, mas como só posso pedir pesquisa não posso discutir com os resultados.

Geralmente isso não é um problema porque a maior parte dos arquivos só cobram a pesquisa se encontrarem o registo. Mas o arquivo de Coimbra, por exemplo, cobra pesquisa quer encontrem quer não, o que até compreendo porque o serviço de pesquisa deve ser separado do serviço de fotocópia/certidões. Mas não há dúvida que sai caro.

E há mais diferenças de arquivo para arquivo. De Beja, por exemplo, estou há espera de uma pesquisa há cerca de um mês. Até mandaram um mail a dizer que tinham pouco pessoal e a pesquisa ia demorar, mas eu entretanto encontrei muitos dos registos que pedi na Torere do Tombo e enviei um mail com esses dados adicionais e mesmo assim ainda não obtive resposta.

O arquivo de Castelo Branco, por outro lado, é uma maravilha. São super rápidos a responder e até já me fizeram pesquisas para além das datas que eu tinha indicado sem ser preciso dizer nada. E o mais estranho é que não cobraram tempo de pesquisa. São verdadeiramente eficientes. Até me apetece mandar-lhes uma prenda 🙂
Isto porque pensava que a linha de onde vem o meu apelido estava arrumada para todo o sempre e afinal parece que vou conseguir continuar graças ao último registo que me enviaram. É bom saber que algumas coisas em Portugal funcionam bem.

Feliz ano novo (um bocado atrasado)

O ano começou com o costume: um dia ao computador a tratar da contabilidade do trimestre, pagar salários, seg. social, etc.

Para além disso, a primeira semana do ano consistiu em carregar praticamente os gatos todos, um a um ou dois a dois, ao vet, para ver se conseguimos curá-los de vez. Mudámos o antibiótico e a maior parte deles já estão OK. Só que enquanto uns melhoram outros começam a ter sintomas diferentes. Neste momento o House está com grandes dificuldades a respirar e conjuntivite e a Michelle apenas com a conjuntivite. Como não consigo fazer o house engolir nada, comecei a meter-lhe a medicação na comida e, ao contrário dos outros, este papa tudo sem se queixar. É a vantagem de ser gato de rua – não é esquisito no que diz respeito a comida.

Ontem resolvi voltar à  Torre do Tombo para fazer mais umas pesquisas. Pensei que afinal não podia ir porque tinha de ficar à  espera de uma encomenda, mas até chegou cedo e ainda consegui sair a horas decentes. Como aquilo está aberto até à s 7.30 e não fecha para almoço (a parte dos microfilmes, pelo menos, que é o que me interessa), ainda vale a pena ir, mesmo chegando ao meio dia.

Desta vez fui preparada, levando comida, água, anti-ácido, etc. Das últimas vezes tenho ficado lá o dia todo sem comer, o que não é muito aconselhável nesta altura.

Usei pela primeira vez a máquina de fotocópias da sala de microfilme. As cópias ficam muito clarinhas mas pelo menos tenho logo material para trabalhar em vez de ter que esperar duas semanas. E posso fotocopiar os registos dos irmãos e depois ir pedir cópias decentes só dos antepassados directos. Nesta primeira experiência tirei logo 23 cópias, e teria tirado mais mas fiquei sem trocos para o cartão 🙂
Tenho andado muito cansada e depois de um dia destes, dá-se por isso. Estou ligeiramente mais anémica do que seria desejável, mesmo a tomar suplementos, e não tarda nada começo a ficar ofegante só de subir a rua para ir ao correio. Estou a tentar resistir até ao fim, não deixando que isso me impeça de funcionar normalmente, mas tem de ser sempre com um dia de intervalo para descansar.

A barriguinha também já está enorme e faz imensa diferença levantar-me porque ao mudar o centro de gravidade sinto todo aquele peso de repente. E já começo a ter dificuldade a executar as tarefas mais simples, como calçar-me.

O està´mago continua a ser a pior parte. Estou sempre com azia ou indigestão, por pouco ou nada que coma. De tal forma que à s vezes prefiro não comer para não me sentir mal. Só que isso também não resulta. Uma noite destas andei a adiar o jantar até ter a certeza que tinha mesmo fome. Fui então arranjar comida mas comecei a ficar enjoada e acabei por vomitar tudo. A pressão foi tal que fiquei com uma hemorragia no olho direito e montes de pontinhos vermelhos à  volta dos dois olhos.

Mas enfim. Não tenho direito de me queixar. Da primeira vez podia não saber bem no que me metia mas desta vez tinha plena consciência. E se conseguir que corra tudo bem até ao fim, o resto não é nada. São pequenos inconvenientes que vão ser esquecidos de um dia para o outro.

Só faltam 10 semanas.

Entretanto, a encomenda que chegou ontem de manhã era um pré-amplificados para o microfone fabuloso que o Pedro me ofereceu no Natal. Só fizemos uma pequena experiência ontem à  noite, mas acho que se vai notar a diferença. Tenho de recuperar a voz, pós-constipação, e fazer umas experiências mais a sério.

Eu só queria paz e sossego

Estamos todos doentes há semanas – eu, o Pedro e os gatos.

Qualquer pessoa que já tenha tentado dar comprimidos a gatos sabe que a tarefa requer muita paciência e bastante imaginação. Medicar 5 gatos duas vezes por dia é das coisas mais desgastantes que tenho feito nos últimos tempos. Eles nunca mais melhoram e os 7 dias de comprimidos transformam-se em 14. Entretanto os gatos aprendem as técnicas de lhes dar os compimidos e vai-se tornando cada vez mais dificil. Inicialmente bastava colocar o gato entre as pernas, estando de joelhos no chão, abrir a boca com uma mão e atirar o comprimido com a outra, fechar a boca e confundir o gato, tapando-lhe a cara e fazendo umas festas um bocado a atirar para o irritante. Mas a certa altura eles começam a bloquear a mão do comprimido com uma pata, a fazer de conta que engolem e depois cospem o comprimido assim que se escapam, começam a babar-se para evitar que o comprimido entre, enfim, uma quantidade infindável de truques para nos dificultar a vida. Considerando que continuam todos a espirrar pelos cantos várias vezes ao dia uma pessoa começa a perguntar a si mesma se vale a pena este esforço todo.

O único gato que não está a sofrer tratamento é o House que provavelmente foi quem trouxe este virus altamente resistente para casa e já deve estar imune. É que o raio do virus resiste a tudo – tratamentos, vacina…

Espero que passe brevemente porque não sei se aguento este ritmo muito mais tempo. É que para além dos comprimidos temos xarope para duas gatas (que felizmente já acabou), gotas nos olhos da Buffy 3 vezes por dia porque está com uma conjuntivite e gotas nos ouvidos de duas outras gatas para tratar otites crónicas que vão reaparecer assim que parar o tratamento.

Para além disto tudo o natal e agora a preparação para o ano novo têm sido particularmente cansativos, com diversas visitas ao supermercado porque falta um ingrediente e tardes a cozinhar para o dia seguinte. O ano novo ainda tem a dificuldade acrescida de arranjar um fato. Isto porque se criou em anos recentes a tradição de ir vestido de acordo com um tema – o ano passado foi um fato representante de um paà­s e este ano é um personagem de ficção. Como não me lembrei de nada que desse para integrar a barriga, que está maior a cada dia que passa, resolvi ignorar. Vou vestida de Morticia Addams, com uma saia que não aperta bem até acima mas faz-se o que se pode. Não tenho paciência para ir comprar roupa de propósito.

Como também passou a haver troca de prendas no ano novo agora é o dobro do stress e duas semanas de seguida sem sossego. Ando tão cansada nem consigo achar piada a nada disto. Acaba por ser uma dor de cabeça e só gostava de poder aproveitar este tempo para descansar em vez de ter de andar a correr. Mas pronto. Se não alinho sou uma chata por isso vai-se aturando. Também não quero estragar a festa a ninguém.

Feliz Natal

Feliz Natal a quem festeja o dia. A quem não festeja, espero que tenham um bom dia a fazer o que quer que vos apeteça.
Para mim o Natal já não tem a piada que tinha há uns anos mas enfim. E nunca teve significado religioso, apesar de ter membros da familia que ainda vão à  missa à  meia noite.

Mas desde que o Pai Natal usurpou a lenda cristã (que por sua vez tinha substituido o festival de inverno pagão), a religião importa muito pouco e é muito mais à  base de ter pelo menos um dia por ano em que a familia se reune toda com a desculpa de trocar umas prendas. Nothing wrong with that. Excepto, claro, para quem detesta a famà­lia 🙂

Ontem

Tenho andado muito cansada ultimamente, o que tem afectado a minha memória de forma inacreditável. Eu, que sou normalmente tão certinha, esqueci-me completamente que tinha dentista na quarta feira. E não foi por ter passado muito tempo desde que marquei nem nada do estilo porque fui lembrada na terça feira e tudo. Só que acordei na quarta, tive montes de coisas para fazer e só à  noite é que reparei que era dia de consulta. Nunca me tinha acontecido antes.

As gatas andam todas doentes o que quer dizer que as tenho levado uma a uma ao vet. Já tenho uma página de instruções de tratamento porque cada uma tem um peso diferente e por isso uma dose diferente de cada medicamento. É uma confusão. Mas tenho conseguido faze-las engolir os comprimidos. É só uma questão de lhes dar comida e caçar uma de cada vez. É claro que ao fim de uns dias qualquer sistema deixa de funcionar porque elas aprendem a técnica, mas por enquanto vai dando. Só espero que não fique mais nenhum doente.

De tarde fui com a minha mãe fazer umas compras. Ela precisava de ajuda com umas prendas e eu precisava de mais papel e tinta para a impressora e papel de embrulho.

à€ noite terminei finalmente as últimas prendas e acabei os embrulhos. Ainda há mais uns pormenores a tratar mas agora já é mais com o Pedro do que comigo. Este Natal está a dar trabalho 😛

E ainda tive mais uma informação sobre a genealogia – já descobriram mais um registo de baptismo de uma trisavó que nasceu em 1840. Infelizmente não encontraram o registo do trisavà´ correspondente que, só para chatear, é de onde vem o meu apelido. Oh well. Vou continuar à  procura.

Depois da agitação dos últimos dias hoje sinto-me um bocado perdida, com aquela sensação de que há qualquer coisa que devia estar a fazer e não sei bem o que é. Mas como sei que a minha memória anda uma desgraça comecei a fazer listas e de facto não encontro nada que faça soar campainhas. Espero que não aconteça o mesmo que na quarta feira e de repente lembro-me, ah era hoje que tinha de salvar o mundo de explodir ou uma coisa do estilo.

Novamente constipada

O fim de semana foi um bocado cheio de tarefas algo desagradáveis e terminou com uma bruta constipação.

A Nikita, uma das gatas mais novas, começou com o primeiro cio. Apesar do House não parecer muito interessado e ainda não se aguentar muito bem nas patas de trás, resolvemos esterilizá-lo. Sempre é mais rápido do que operar as duas gatas e não tem um tempo de recuperação tão longo.

Fomos por isso ao vet no sábado, com o gato em jejum. Ficou lá uma hora enquanto demos umas voltas para passar o tempo e depois fomos buscá-lo, já acordado da anestesia. Passou o resto do dia debaixo da mesa da sala a olhar para nós com um ar muito desconfiado. Pobre bicho.

No domingo levantei-me cedo com a intenção de terminar umas prendas que têm de ser feitas no computador. Mas quando liguei a máquina o disco estava aparentemente avariado. Lá acabou por ligar, o que quer dizer que ainda não morreu completamente, mas para não arriscar tive de começar a copiar as coisas verdadeiramente importantes para o disco externo como backup. Demorou praticamente o dia inteiro.

Fomos almoçar fora e eu vesti uma camada de roupa a menos. Apanhei montes de frio e foi o suficiente para agora passar uma semana a pagar por isso.

Depois do almoço a Marta e o Filipe fizeram-nos uma visita para o Pedro arranjar não sei bem o quê no portátil. Entretanto eu continuei a fazer backup dos meus ficheiros e estive a fazer mais uma vaquinha para uma encomenda, que ficou pronta à  noite.

Voltámos a sair para ir comprar um disco novo. O estacionamento no fórum estava uma dor de cabeça. Aproveitámos também para acabar as compras de Natal – há sempre alguém complicado que fica para o fim.

O Pedro passou o resto da noite a formatar o disco e a instalar os programas básicos que preciso para trabalhar.

Ontem é que estive a descobrir o que é que ainda não funciona – não tenho som, não consigo fazer pdfs dos orçamentos, as drivers da impressora não estavam instaladas o que quer dizer que não consigo imprimir facturas. Enfim.

Ainda por cima passei montes de tempo ao telefone com diversas pessoas – há dias em que toda a gente se lembra de ligar ao mesmo tempo – o que quer dizer que só de tarde é que consegui finalmente aquilo que queria começar no domingo.

Esta noite dormi muito mal por causa da constipação. Já passo os dias sem conseguir respirar, graças à  gravidez, não precisava de ajuda.

A pior parte é que os gatos também estão todos a ficar doentes. A Scully foi a primeira e, apesar de lhe estarmos a dar antibiótico, não parece estar a melhorar. E entretanto os outros começam todos a dar sinais do mesmo, incluindo as pequeninas que estão vacinadas e não deviam ter estes problemas.

Genealogia

Ontem, como estava à  espera de um orçamento de programação sem o qual não podia avançar grande coisa no trabalho, fui novamente até à  Torre do Tombo para fazer mais uma pesquisa. Já consegui recuar o suficiente nalgumas linhas para ter chegar aos microfilmes feitos pelos mormons que têm décadas num só rolo, permitindo procurar mais do que uma geração de cada vez, desde que sejam da mesma freguesia, o que até é o caso para grande parte da minha famà­lia.

Com isto quer dizer que consegui chegar a sétimos avós do lado do meu pai (a famà­lia Portugal) e a praticamente todos os sextos avós do lado da minha mãe. Não há dúvida que dá trabalho e é estupidamente cansativo passar um dia a decifrar caligrafias horrà­veis de 1770, ainda por cima cheias de borrões e outros problemas, mas acaba por dar uma leve sensação de vitória quando se consegue encontrar o que se procura apesar de todas essas dificuldades.

Também aproveitei para comprar o livro de inventário dos registos paroquiais porque ajuda imenso saber de que anos é que não existe nada, como por exemplo os registos que eu precisava agora do Pedrogão. Como não há nada entre 1794 e 1837 acho que a busca desse lado fica obrigatoriamente por aqui. O que é uma pena porque até estava a correr bem.

Ao fim do dia fui ter com o Pedro e fomos ao Colombo fazer umas compras de Natal. É estupidificante a forma como se encontra muito mais variedade de coisas ali do que no Fórum de Almada, inclusive nas mesmas lojas. Encontrei um livro novo da Ruth Rendell, por exemplo. Por cá é mais Ruth quem?

O único problema foi virmos carregados com os sacos todos no fim. Eu já estava cansada e cheguei a casa já no limite da bateria.

Entretanto ontem à  noite o Pedro resolveu ligar o modem de ADSL e parecia estar tudo bem. Só que, como acontece sempre, quando eu precisei de trabalhar hoje de manhã não conseguia fazer download de email e só via determinados sites e nos outros dava erro. Nem percebi qual era a lógica para uns funcionarem e outros não porque alguns estavam inclusive no mesmo servidor. Mesmo estranho. Acabei por ter que ligar novamente pela cabovisão que, apesar de perder 3 em cada 5 pacotes, pelo menos permite-me trabalhar mais ou menos.

É claro que o coitado do Pedro é que sofre com estas coisas porque eu não percebo nada disto e ele tem de me estar a dar instruções passo a passo por telefone até estar tudo a funcionar. Especialmente por causa da configuração do router. Oh well.

Entretanto o House anda a ser transportado da sala para o quarto uma a duas vezes por semana para se conseguir aspirar a sala e não gosta nada disso. Já tem força suficiente para se tentar escapar e fica montes de tempo a miar quando muda de sí­tio. Mas eventualmente lá acalma.

Pelo menos parece estar a melhorar bastante. Já passa muito mais tempo em pé e até já começa com tentações de correr. Anda principalmente a dar pequenas corridas para ir dar uma patada na Buffy ou na Nikita quando passam por ele. A culpa é delas que ainda não pararam de atiçar o gato desde que chegou. Acho que ainda se vão arrepender de se andarem a meter com um gato de rua.

Mas por outro lado acho que se habituou bastante bem à  domesticidade. Prefere dormir em cima de uma manta do que no tapete da sala e já torce o nariz à  ração, preferindo comida de lata. Para um gato que limpava o prato independentemente do conteúdo, é uma diferença notável.

Modem RIP

De manhã arrumei um bocado mais a casa, que ainda estava uma confusão desde o fim de semana e de tarde estive a fazer aneis e imans de biscuit. O biscuit tem uma desvantagem muito grande em relação ao fimo que é ficar coberto de bolor se fica guardado muito tempo, por isso tenho de acabar de usar o que já comprei antes que seja tarde.

à€s sete fomos à  consulta, onde fizemos mais uma pequena ecografia. Parece continuar tudo bem e começa a custar esperar. Apesar de ter dito a mim mesma aque desta vez não fazia isso já tenho a tentação de começar a arrumar o quarto. Mas vou esperar. Também não ganho nada em ter as coisas a apanhar pó durante quatro meses.

à€ noite resolvi tentar ligar novamente para o apoio técnico da Cabovisão porque a ligação continua estupidamente lenta. Voltaram a dar a conversa do costume. A certo ponto passei o telefone ao Pedro porque a senhora estava a entrar em pormenores técnicos que não entendo inteiramente. No final de testes e tempo à  espera chegaram finalmente à  conclusão que o modem está avariado e é preciso substituir por outro. Isto depois de nós já termos dito isso mesmo em todas as outras vezes que ligaram para lá. Portanto demoraram dois meses a perceber que há uma avaria que nos pareceu lógica desde que a ligação ficou lenta quando faltou a luz. Como já egotámos a paciência e este telefonema era mesmo só para ver se dava para por isto usável mais uns dias até virem instalar o ADSL, o Pedro recusou a substituição do modem. Quer dizer que vou ficar sem ligação por mais uns tempos.

Como isto vai estar na mesma, resolvi então tentar colocar os posts que tenho vindo a escrever no editor de texto. É preciso alguma paciência mas lá vai dando.

Temos bilhetes!

Ainda não acredito que já estamos em dezembro. Mas estamos mesmo e isso implica mais um dia de burocracia e pequenas tarefas mensais.

Só que como estou praticamente sem rede, fazer as coisas mais básicas como pagar salários e segurança social, que faço pelo site do banco, foram uma dor de cabeça infindável.
Quando finalmente consegui tratar disso e toda a papelada correspondente, aproveitei um bocadinho sem chuva para ir enviar uma encomenda e pagar a garagem.

Entretanto chegou mais um registo de casamento mas desta vez fiquei decepcionada porque não ajuda nada. Geralmente os registos de casamento têm a idade dos noivos e este não tem, o que quer dizer que não me facilita minimamente a pesquisa do registo de nascimento.
Mas como tinha a data do casamento, fui acrescentá-la ao documento e aproveitei para rever a paginação do mesmo. Acho que estava a estivar aquilo demasiado e a ser muito ambiciosa.

Como quero criar uma coisa mais prática resolvi retirar as fotografias e deixar apenas o texto com uma foto de cada pessoa, quando há, e colocar um casal por página em vez de uma página por pessoa. E acho que vou simplesmente fotocopiar os registos em vez de imprimir como parte da paginação. É mais simples.

à€ noite fomos a correr à  Fnac comprar bilhetes para um dos 3 concertos de NIN em Fevereiro. Já estamos à  espera deste concerto há 10 anos e tinham logo que vir cá quando eu estou grávida de 8 moses. Mas pronto, devia ficar feliz porque se fosse um mês mais tarde estava tudo estragad. Os bilhetes é nunca mais apareciam, uma vez que o concerto já estava anunciado há algum tempo. Comprámos um camarote, claro, porque eu nunca estaria em condições de ficar no meio de muita gente, e só espero que não aconteça nada até lá que me impeça de ir. Quando o Neil Gaiman veio cá coincidiu exactamente com o dia em que mudei de casa e gostava de evitar outra coincidencia desse tipo.

Já sei que vou levar montes de pontapés na barriga por causa do barulho, mas o miúdo tem de se habituar desde cedo 🙂

Entretanto temos de começar a pensar em fazer compras de Natal. Não me está a custar tanto como no ano passado mas mesmo assim acho que não estou muito natalà­cia. Como estávamos no fórum aproveitámos para comprar uma prenda, só para ver se nos dá o impulso inicial.

Mudança da sala

Se a sexta feira consistiu em comer e conversar, no sábado compensámos com actividade para dois meses: resolvemos mudar a sala. Para isso foi preciso colocar calha para passar os cabos das colunas para a parede do sofá, o que demorou umas horas e implicou pelo menos duas visitas à  Leroy para comprar mais materiais. Mas por volta da uma da manhã estava quase tudo no sí­tio.
Pelo meio eu ainda estive a mudar o silicone da banheira e a colocar massa entre os

azulejos da casa de banho porque a antiga estava a ficar toda cheia de bolor. Vamos ver quanto tempo dura esta.

Foi um dia cansativo mas eu gosto deste tipo de dias cansativos porque pelo menos sinto que fiz alguma com sentido.

No domingo terminámos os pormenores da sala, eu comecei a arrumar a confusão e ainda consegui vazar uma caixa de tralha e reorganizar parte da dispensa. O Pedro entreteve-se a mudar o ventilador da casa de banho.

Almoço de aniversário

Hoje foi o almoço de aniversário da Marta. O Pedro passou grande parte da manhã na cozinha a terminar a lasagna. Pelo meio a minha mãe passou por cá para vir buscar um colar para uma prenda.

O almoço foi um pouco confuso porque havia mais gente que mesa e cadeiras, mas acho que toda a gente gostou da comida e a conversa foi animada. Depois do almoço fomos ver a cassete da ecografia mas o video não dava imagem, por isso a Marta e o Filipe foram buscar o deles e lá se conseguiu ver. Decididamente parece correr sempre qualquer coisa mal com as cassetes da ecografia deste miúdo.
Senti-me um bocado mal por se ter perdido tanto tempo com isto porque afinal de contas eram os anos da Marta e faltava partir o bolo e dar os presentes e não queria ser responsável por desviar a atenção do principal.

Com todos os atrasos e intervalos musicais – algo cada vez mais comum nestas reuniões familiares, o almoço transformou-se em jantar. Eu voltei a casa para dar comida aos gatos e buscar uma vaquinha que estava a meio para fazer enquanto esperava que terminasse o jogo de futebol.
Podia ter ficado em casa mas ainda estava lá toda a gente e não queria ser anti-social.

Acabou por se reunir um pequeno grupo de não-fãs de futebol – leia-se senhoras – na sala de jantar para um bocado mais de conversa. Consegui acabar de coser o boneco e agora só falta encher.