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Fim de semana atribulado

Tudo começou na sexta à  noite, com os vizinhos de cima a fazer mais uma festa que terminou com gritaria à s 4 da manhã. Ninguém dormiu, como é obvio.

Por isso mesmo, no sábado de manhã o Tiago dormiu até à s 10.30h e nós à s onze ainda andávamos pela casa de pijama com um ar de quem não sabe bem onde está quando telefona a Fátima a dizer que afinal sempre podia ir ao parque essa manhã mas só estava lá mais 45 minutos. Fizemos os possà­veis por nos despachar e acho mesmo que batemos o nosso record. Mesmo assim só conseguimos chegar à  hora em que eles se deviam estar a ir embora. Felizmente foram muito simpáticos e aguentaram mais um bocadinho. A conversa foi curta mas o Tiago ficou assim a conhecer mais um menino quase da sua idade de quem parece ter gostado porque fartou-se de sorrir. Por mim gostei de rever a Fátima que foi uma das poucas pessoas do secundário de quem eu gostava, e espero que um dia destes dê para nos encontrarmos com mais tempo.

Eles tiveram que ir embora e nós ficámos um bocado na relva onde o Tiago esteve a praticar os seus passinhos, agarrado à  minha mão e a observar os patinhos.

Voltámos para casa, demos o almoço ao Tiago que depois foi dormir. Nós estávamos muito cansados e sem energia nenhuma por isso encomendámos uma pizza e estivemos no sofá a ver o princà­pio do I heart Huckabees que eu nunca tinha visto. É um filme estranho mas tem alguma piada.

Quando o Tiago acordou foi passear com os meus sogros para nós podermos fazer o IRS – nada como umas horinhas livres completamente lixadas pela obrigação de sermos sugados pelo estado. O Tiago voltou antes de conseguirmos acabar e ainda foi preciso estar com ele ao colo a fazer o resto, com papeis por todo o lado num escritório tão apertado e cheio de tralha que neste momento sinto que a única salvação seria pegar fogo a tudo e começar de novo.

Depois de muito investigar e agoniar, resolvi que aminha única hipotese é mesmo voltar ao design, tentando fazer as outras coisas – tradução, artesanato… – como um extra até, talvez um dia, ter hipótese de transformar essas coisas numa profissão legitima que pague as contas. O que quer dizer que vou precisar de voltar a trabalhar no PC e isso implica voltar a criar um ambiente de trabalho decente, onde eu não tenha de estar toda torta para conseguir chegar ao teclado.

No sábado à  noite, para grande sofrimento nosso, os vizinhos tinham novamente música alta a tocar e só se ouvia a mulher aos gritos. Quando fui para a cama à  meia noite achei que era demais e fui finalmente ligar para a polà­cia. Por azar, ou graças ao nosso familiar deus dos pequenos incómodos, parece que liguei mesmo à  hora da mudança de turno e por isso os polà­cias só apareceram quase uma hora depois, já a vizinha tinha acalmado um bocado e estava a preparar-se para ir para a cama. Eu expliquei a situação e os policias foram lá acima avisar a senhora que tinha de fazer menos barulho apesar de não terem ouvido nenhum, mas ela, claro, não percebe a que barulho é que se estavam a referir. Enfim. Devia ter chamado a polà­cia na noite anterior assim que a festarola começou.

Pelo menos a senhora foi avisada que se lhe forem bater à  porta outra vez por causa de barulho arrisca-se a pagar uma multa de 500 euros por isso espero que sirva de alguma coisa.  Pelo menos não bateu tanto com as portas o resto da noite nem voltou a berrar.

No domingo não nos apetecia fazer nada e o tempo não estava grande coisa para ir passear. Ficámos por casa. Eu tinha uma encomenda por acabar e até deu jeito.

De tarde os meus pais vieram cá a casa seguidos da Carla e da Elsa. O Tiago esteve assim muito entretido com as visitas até à  hora de jantar.

A noite passada foi outra vez horrà­vel, com o Tiago a acordar aos gritos à s 4 da manhã. Ele parecia tão aflito que eu fui logo ao quarto dele ver se o conseguia acalmar. Estive com ele ao colo imenso tempo e ele estava calmo mas acordado e quando tentei deitá-lo novamente recomeçou a chorar. Ao fimd e duas ou três vezes desisti e passado um bocado foi a vez do Pedro. Acabámos por ter de o deixar protestar tudo até adormecer enquanto esperávamos, sentados na nossa cama, de luz acesa, cheios de fome mas sem coragem de sair do quarto porque quando o Tiago ouve movimento ainda grita mais.

Hoje foi então outro daqueles dias em que passei o tempo a querer voltar para a cama. Mas como também é fim de mês tenho trabalho administrativo a fazer e se não começo logo nunca mais fica feito. Tratei de uma série de coisas chatas mas necessárias mas não consegui começar seguer a organizar a contabilidade do trimestre porque só posso contar com as sestas do Tiago e isso não dá para nada.

Por outro lado, a questão do desmame que me estava a preocupar resolveu-se sozinha. Na sexta feira o Tiago em vez de começar a mamar mordeu-me. Como me queixei ele começou a chorar e desde então nunca mais quiz mamar. Voltei a tentar nas duas noites seguidas e nada. Dou assim o assunto por resolvido. Pelo menos não fico com muitos sentimentos de culpa. Se ele não quer não obrigo.

É claro que  isto dele acordar a meio da noite pode ser uma consequencia da adaptação ao desmame, mas espero que seja só uma fase e que passe depressa.

Os primeiros passos – take 2

Já tentei escrever isto uma vez, no computador da sala, mas o Tiago não gostou de ser ignorado e desligou o computador (Pedro tens mesmo de desligar essa opção do botão, raios!!!)

Anyways, queria deixar registado que o Tiago deu os seus primeiros passos hoje, dia 26 de Março de 2008 pelas 15.30h.

Estava agarrado à  mesa da sala e foi-se esticando para chegar à  menha secretária, onde está um colar muito colorido a meio, e como não chegava, soltou a mão e deu dois passinhos até se conseguir agarrar à  secretária. E quando me baixei para o felicitar deu mais dois passos da secretária até mim. Fabuloso!

É nestas alturas que dava jeito ter uma máquina de filmar que funcionasse (não que eu tivesse tido tempo mas da próxima vez já estaria preparada).

Bom, tenho que ir antes que ele comece a fazer planos para o meu assassinato.

O desmame

O Tiago mamou durante um ano mas a quantidade foi decrescendo naturalmente à  medida que começou a comer sólidos, indo substituindo o leitinho por carne, peixe, papa, etc. Só sobraram duas doses diárias de maminha, uma antes da sesta da tarde e outra à  noite antes de dormir. Já há algum tempo que é mais por muma questão de conforto do que nutrição. Ajuda a acalmá-lo, adormece mais depressa e dorme mais tempo e melhor.

Só que acho que já chega e quero o meu corpo de volta. Por isso desde a segunda feira da semana passada que comecei a tentar desmamar o Tiago.

Mentira, já andava a tentar há mais tempo mas só na segunda feira passada é que consegui efectivamente retirar a mamada do dia, que era sempre antes da sesta. Devo dizer que tem sido complicado. O Tiag, que sempre foi complicado de adormecer, agora passa ainda mais tempo a chorar antes de desistir.

O ritual da sesta é sempre feito de maneira a acalmá-lo ao máximo e até é relativamente eficaz. Fecho as cortinas, deito-o ao colo, dou-lhe o ursinho e conto-lhe uma história numa voz suave. Também ponho a tocar um CD de lullabys que fica mesmo depois de eu sair do quarto. Quando ele está quase a adormecer ou percebo que o choro é de sobre-estrimulação e não vai parar, deito-o na cama. Ele rebola até ficar de lado ou de barriga para baixo, sempre agarrado ao ursinho. Mantenho-lhe a mão nas costas até se acalmar e depois saio do quarto desejando-lhe uma boa sesta. Até aqui tudo bem.

O problema é que assim que ele percebe que eu vou sair e não teve a sua dose de leitinho, começa a chorar e não se cala durante 20 minutos pelo menos. Já tentei voltar lá mas só faz pior, nalguns dias fui buscá-lo outra vez mas ele está mesmo a cair de sono e não serve de nada. Tenho mesmo que o deixar berrar a sua frustração até adormecer.

Há dias em que estar a ouvir aquele choro me causa um stress indescrità­vel. Outros dias sento-me a fazer qualquer coisa e consigo quase ignorar (enquanto vou contando o tempo, claro). Enfim. Não está a ser um processo fácil.

Num dos livros que tenho sobre bebés sugerem retirar uma mamada a cada duas semanas. Parece-me pouco. à€ noite então vai ser muito complicado e vai implicar novamente muitas noites sem dormir. Provavelmente vou ter que decrescer primeiro para dia sim dia não ou começar a tentar dar-lhe leite por um copo para ver se ele se começa a render.

O trepador

Apanhei hoje o Tiago a trepar para cima da minha cama. Até filmei para enviar ao Pedro. O miúdo está mesmo a desenvolver-se depressa. No sábado começou a aguentar-se em pé sem apoio e agora começou a trepar. E pelo meio aprendeu também a beber por uma palhinha o que ajudou a perceber finalmente como se bebe pela sippy-cup, que é suposto dar muito jeito porque não entorna. Pois, de facto não entorna, mas como o Tiago prefere deixar a água escorrer-lhe pelo queixo do que bebê-la, o resultado é molhado na mesma. O miúdo precisa de uma capa de chuva para beber là­quidos.

Na sexta feira aproveitámos o bom tempo para ir ao parque de manhã e ele passou o tempo a usar o pai como apoio para se por de pé e depois levantava o tronco e ficava assente apenas nos seus pezinhos. Fez isto uma série de vezes de seguida e nos dias seguintes continuou o treino. Agora vamos ver quanto tempo demora até ao primeiro passo. Prevejo cerca de um mês, que até agora tem sido o ritmo para aprendizagens anteriores. Vamos ver.

E isto deve ter mesmo coincidido com um salto de crescimento porque durante toda a semana o Tiago andou a dormir 13 horas seguidas durante a noite mais a sesta. Agora já normalizou e começou a acordar outra vez ao fim de 11 horas o que espero que me permita voltar a instituir as duas sestas diárias.

Quanto à  linguagem acho que tem vindo a progredir. Um dia destes estavamos a ver o livro dos frutos e o Tiago apontou para o desenho da banana, de dedinho espetado e disse algo muito parecido com ‘a banana’. é claro que podia ser ‘a bawawa’ ou ‘a bawana’. Não posso provar nada porque ele recusou-se a repetir e infelizmente não filmo todos os segundos da sua vida. E não consigo ser uma daquelas mães que tem a certeza que o filho disse ‘quero ir à  rua’ quanto toda a gente ouve ‘wawigua’ ou algo semelhante.

O que consigo dizer com certeza é que ele diz ‘olá’, diz ‘mamã’, especialmente quando tem fome, e por vezes ‘mamã dá’. Hoje era capaz de jurar que disse ‘mama dá papa’ quando me viu com o prato na mão, mas mais uma vez acredito que foi completamente ao acaso porque ele é muito novo para começar a fazer frases e nós geralmente ouvimos o que queremos. Mas ‘mama dá’, é muito comum. E também começou a imitar expressões que uso muitas vezes como ‘então’ e ‘até já’.

De resto gosta muito dedesligar a luz da casa de banho quando vai lavar as mãos, saindo já da casa de banho de dedinho espetado. É tão giro 🙂

Acordem-me quando acabar

Estou a ter um daqueles dias de cansaço extremo que resultam em muito pouca paciência. Detesto sentir-me assim. Estou toda moà­da e cheia de dores de costas porque ontem tive que ir aos correios e depois esperar na fila nas finanças para pagar o PEC e foi preciso levar o Tiago ao colo porque aquilo é num primeiro andar só com escadas e nem tinham uma única cadeira. Como o Tiago pesa quase 10 kilos passei o resto do dia com dores de cabeça por causa da compressão dos musculos dos ombros. Enfim. Hoje ainda estou a pagar por isso mas não vejo outra solução enquanto ele não andar.

Hoje o Tiago dormiu até tarde como já vem sendo costume. Ele recusa-se a dormir as duas sestas diárias que devia para a idade dele e como fica cansado acabou por começar a dormir mais horas seguidas durante a noite e depois faz apenas uma sesta depois do almoço. Já tentei acordá-lo mais cedo e tentar voltar a instituir as duas sestas mas ele volta sempre ao mesmo esquema. Quando o ponho na cama para a primeira sesta passa o tempo todo a berrar até eu desistir e sinceramente não tenho paciencia para isso. No fundo, desde que durma o suficiente não me faz diferença a que horas é.

Eu levantei-me à s 9 e aproveitei o bocadinho damanhã para alimentar os gatos, tomar o pequeno almoço e começar a arrumar a cozinha. Mas hoje era dia de lavar roupa porque o Pedro está a ficar sem underwear e isso já não deu. Ficou para depois do pequeno almoço do Tiago. Como ele não gosta de ficar sozinho nem um segundo, mesmo conseguindo ver onde estou (porque temos uma grade na porta da sala para a cozinha) não foi uma tarefa propriamente descansada. Nunca é. E por mais tempo que passe, aquela choradeira tà­pica de chamar a atenção continua a roer-me o sistema nervoso. Será que alguma vez me vou habituar?

Como a choradeira não funcionava o Tiago começou a carregar em botões e desligou o computador da sala que estava a meio de um download. Agarrei nele e fui mete-lo na cama para poder acabar as tarefas domésticas em paz. Ele ficou alegremente e nem chorou. Só quando voltei a po-lo no chão e tive que regressar à  cozinha é que começou a choramingar outra vez.

Por um lado isto é bom sinal. Quer dizer que considera a cama um sí­tio seguro e já não se aborrece de estar lá. Também quer dizer que vou ter de montar o parque para poder ter uma zona segura onde o por quando preciso de fazer qualquer coisa ou quanto tiver que o por de castigo, algo que tem de começar brevemente porque ele entrou definitivamente na fase de fazer coisas que sabe que não deve só para ver até onde consegue safar-se.

O que me deixa muito cansada. Detesto passar o dia a dizer não enquanto ele me ignora alegremente, detesto ter de começar a instituir o time-out 20 vezes por dia mas sei que tem de ser. Só que saber que os próximos dois anos só vão piorar e que a disciplina depende de mim quando no fundo só me apetece deitar no chão, fechar os olhos e deixá-lo fazer o que quiser, vai ser complicado.

E não ajuda o facto de estar a tentar resolver a minha vida profissional, tendo de actualizar o curriculo, resolver questões penduradas da nitro, deicdir se invisto apenas numa área ou se tento várias vertentes e depois se vê. Tudo isto está a fazer com que o tempo das sestas seja passado ao computador a fazer pesquisa e a tomar notas em vez de ser passado calmamente a fazer os meus colares que era a minha terapia ocupacional – algo que me ajudava a fazer reset, acabar com o stress e preparar-me para o round 2. Sem isso começo a ficar cada vez mais cansada e irritável mas ao mesmo tempo sei que tem de ser feito.

É o problema do costume. Eu demoro tempo mas eventualmente chego a uma decisão. E depois da decisão consigo ver a coisas a funcionar. Mas o processo entre uma coisa e outra é sempre uma tortura. No fundo gostava de poder adormecer e só acordar quando estivesse tudo feito. Mas como tenho de ser eu a dar os passos intermédios não pode ser nada. Seca.

É um bocado como a aprendizagem do Tiago. Está agora a aprender a usar a colher para comer mas por enquanto limita-se a abaná-la dentro do prato sem conseguir agarrar em comida. É um passo importante mas frustrante. Só que sem esses passos não se aprende.

Ainda sobre os progressos do Tiago, hoje tentou pela primeira vez por um cubo em cima de outro. Continua a preferir destruir as torres mas se já começa a tentar reconstruà­-las não é mau. Mais um processo que vai demorar meses mas que pelo menos sei como vai acabar. As minhas tentativas, porém, podem resultar num enorme fracasso e tempo e energia desperdiçados. Mas como nunca se sabe de antemão, é sempre preciso tentar (agora se eu conseguisse verdadeiramente acreditar no que acabei de dizer aposto que correria tudo lindamente).

O primeiro risco

O Pedro comprou lápis de cera para o Tiago. Depois de algum esforço consegui finalmente que ele parasse de roer ou atirar ao chão os lápis e percebesse para que servem. Com o papel no chão não serviu de nada e nem ligava ao que eu estava a fazer. Foi preciso sentá-lo ao meu colo para ele prestrar atenção e começar a fazer o movimento de riscar com o braço. Acabou por por umas linhas no papel, se bem que ainda muito timidamente. É um skill completamente novo e vai demorar. O que eu gostava era de conseguir que ele percebesse que é divertido, mesmo que isso implique riscos no chão e nas paredes. Vamos ver como evolui.

É claro que passado um bocado dei com o Tiago a comer alegremente um dos lápis de cera como se estivesse cheio de fome. E era suposto estes serem mais dificeis de comer mas nada pára aqueles dentinhos. Tive que lhe limpar o interior da boca com um lenço de papel, algo que ele adorou, como se pode imaginar. Entre os gatos e o Tiago já não há nada sem marcas de dentes cá em casa.

Afterthoughts

No geral penso que o primeiro aniversário do Tiago correu relativamente bem, tirando um ou dois incidentes que gostaria de poder ter evitado. Quando ele acordou da sesta fomos todos lanchar. Continuamos com a péssima mania de comer no sofá para poder ver tv e o Tiago passa o tempo a tentar chegar aos nossos pratos. Temos sempre uma bolacha ou um bocado de pão para ele sentir que conseguiu conquistar o prato dos pais mas é preciso estar sempre com muito cuidado e muita atenção e resulta em bastante stress quando no fundo era tudo muito mais calmo se nos limitassemos a comer à  mesa. Hoje a minha mãe telefonou a meio do lanche, e eu já me sinto um bocado culpada por não atender o telefone (visto que ela tem uma pontaria tal que é sempre a meio das refeições, do banho ou quando está um gato a vomitar) e resolvi quebrar a regra de não atender o telefone à s refeições. Não poderia ter cometido um erro maior. O Tiago conseguiu agarrar o meu tabuleiro enquanto eu tinha as mãos ocupadas e atirou tudo ao chão partindo um prato e espalhando um copo de leite por todo o lado. Felizmente não se magoou mas eu, que já estava um bocado tensa, tive um pequeno break-down e dei um grande berro (já que era isso ou atirar a merda do telemovel à  parede) e o Tiago ficou obviamente assustado.

Enfim. Not one of my proudest moments.

Depois de limpar a porcaria toda fui ter com ele ao quarto (para onde o Pedro o tinha levado para o salvar da bruxa malvada que tomou conta do corpo da mãe por uns segundos) e pedi-lhe desculpa que ele parece ter aceite porque foi brincar à s escondidas com a cortina. Oh well. Isto de ter que passar o tempo a fazer de conta que estou bem disposta tem estes pequenos inconvenientes. A máscara cai nas piores alturas.

Mas pronto. Daà­ para a frente as coisas voltaram à  normalidade. Fiquei com o Tiago enquanto o Pedro foi comprar os frangos para o jantar e pouco depois começou a chegar toda a gente.

O Tiago ainda não parece interessado em abrir as prendas (deve pensar que rasgar o papel é fazer maldades porque normalmente não está autorizado a tal) mas acho que gostou das prendas. O meu irmão ofereceu-lhe um carro fantástico, que parece um carro de corridas dos anos 20, em metal com o número pintado de lado e tudo. O Tiago ainda não chega bem com os pés ao chão mas gosta de brincar com as rodas e acha piada a estar sentado nele.

O jantar correu bem, com praticamente todos à  mesa e o Tiago a comer franguinho no churrasco como gente grande. Gostou imenso do frango e acho que tinha continuado a comer se pudesse só que não convém abusar da proteà­na e também não interessava que el ficasse cheio ao ponto de vomitar.

Por volta das nove da noite ele começou a dar sinais de sono e foi preciso acabar abruptamente com a festa para ele ir dormir.

Só tive pena de não ter tido grande hipotese de falar mais com o meu irmão e a Ana mas em principio vou hoje jantar com eles porque é o aniversário dele o que resolve a coisa.

Depois da festa da noite anterior, o Tiago acordou ontem de manhã muito desconfortável. Parecia estar cheio de medo não percebi bem do quê e não me largava. Tive de andar com ele ao colo praticamente o dia todo, o que é muito estranho para o Tiago que normalmente só quer é andar a gatinhar pela casa.

Quando tentei distraà­-lo com uma das prendas que teve mais sucesso na noite do seu aniversário, que foi um tambor da imaginarium, as coisas ficaram ainda piores. Quando ele viu as luzes acender ao bater no tambor ficou cheio de medo e veio-se agarrar a mim outra vez. Até agora continua muito desconfiado daquele brinquedo e não consigo compreender inteiramente porquê.

A novidade de hoje é que conseguiu finalmente ligar o computador da sala carregando no botão. Já ligava e desligava a televisão, leitor de DVD, caixa do MEO e playstation e hoje descobriu mais um botão para brincar. Estamos oficialmente lixados.

E também descobri que o Tiago já tem força para levantar 1Kg com cada braço porque levantou um dos pesos que eu usava para fazer exercí­cio aerobico. O que só vem confirmar que um kilo não serve para nada em termos de exercí­cio, visto que até um bebé de um ano consegue levantar aquilo 🙂

O primeiro aniversário

Chegou finalmente o primeiro aniversário do Tiago. Nem acredito que já passou um ano desde que vi pela primeira vez aquela coisinha minuscula. O que ele cresceu este ano! Já está com 79 cm de altura e 9.430kg, medidos e pesados hoje de manhã porque, infelizmente para o Tiago, o dia começou com consulta no pediatra o que resulta sempre numa grande choradeira.

Ontem à  noite estivemos a decorar a sala com balões e bonecos nas paredes para ele ter uma surpresa simpática logo de manhã e parece que gostou. Ficou montes de tempo a olhar para as decorações e fartou-se de sorrir.

Depois teve de ir à  consulta onde passou uma hora na sala de espera a comunicar com uma miúda de 13 meses muito gira e a olhar interessado para os outros bebés. Apesar de se mostrar interessado nos outros miúdos não tenta propriamente ir ter com eles. Acaba por se dirigir mais a outros adultos do que a outras crianças. É uma das razões principais para pensar na creche neste momento – o inicio da socialização com miúdos da idade dele.

Quando saà­mos da consulta ele estava cheio de sono e adormeceu no carro. Mas como sempre, acordou quando chegámos e ainda foi almoçar antes de ir dormir a sesta, já completamente passado de prazo.

O Pedro foi buscar o bolo de aniversário e eu estive a arrumar a sala e a colocar a toalha de mesa e agora estamos à  espera que ele acorde para lhe darmos umas prendinhas.

Birthday week

O Tiago faz um ano na próxima terça feira. Quando penso que já passou um ano ainda não acredito.

Como é uma data importante resolvi que um só dia não era suficiente para comemorar a ocasião. Os aniversários acabam sempre por ser uma grande confusão, com montes de gente, e quando se dá por isso já acabou. E como a expectativa é por vezes melhor do que a coisa em si, resolvi instituir a semana de aniversário em que cada dia tem um special treat.

É claro que isto também me facilita a vida porque assim o Tiago tem algo novo com que se entreter todos os dias e as horas correm mais suavemente.

Fomos ao IKEA no sábado, onde largámos uma grande fatia do orçamento do mês mas não resistimos a comprar uma série de coisas para o Tiago. Eles têm de facto montes de coisas fantásticas para miúdos.

Na terça feira montei-lhe a arca de tesouro para guardar brinquedos. Cabem todos os peluches e aquilo enfia-se debaixo do fraldário e não ocupa espaço. O Tiago divertiu-se a brincar com a tampa e ontem já tinha arranjado maneira de entrar para dentro daquilo. I’ve got pictures.

Na quarta foi a vez de montar o roupeiro. Não sei bem como mas montei aquilo sozinha, durante a sesta do Tiago. Quando fui colocá-lo no sí­tio é que me apercebi que não ficava bem onde eu tinha pensado e acabou por ficar num canto onde dava mais jeito ter montado a porta para o outro lado. Felizmente não é complicado por isso já tratei de mudar a direcção da porta esta manhã. Não se pode dizer que o roupeiro seja propriamente para o Tiago, mas optámos por um roupeiro giro em vez de um maior e mais prático mas com um aspecto muito mais seca para quarto de criança. Ele divertiu-se imenso a brincar com a gaveta, pelo menos até entalar os dedos e eu ter de meter uma tranca naquilo. Oh well. O raio do miudo nunca mais aprende que não pode meter os dedinhos e depois empurrar a gaveta com a outra mão. Pensei que depois do treino com a tampa do leitor de CD já tivesse percebido isso.

Ontem montei a tenda/igloo. Foi um sucesso. O Tiago fartou-se de entrar e sair da tenda e levar para lá o urso que é um dos brinquedos favoritos do momento porque é quase do tamanho dele.

No meio disto tudo ainda tive tempo para escrever a minha primeira história infantil. Já tinha começado uma mas é comprida e chguei a um ponto em que preciso de decidir para onde vai aquilo agora. Mas a de ontem tem o tamanho certo para contar antes da sesta e acho que daria um livro ilustrado giro.

No fundo não me sinto à  vontade a contar já histórias tradicionais ao Tiago porque são demasiado violentas. Acho que são importantes mais tarde mas numa idade em que ele ainda não fala e não consegue experssar dúvidas ou fazer perguntas, não me interessa introduzir já a ideia de mães e pais que morrem ou abandonam os filhos na floresta.

Prefiro criar eu historias mais inocentes por agora e depois se vê se ele é muio sensà­vel ou não.

A guerra dos botões

Não, não tem qualquer relação com o filme francês do mesmo nome (que por sinal a minha mãe me levou a ver quando era miúda e que detestei de tal forma que até hoje acho que deve ser a origem da minha raiva ao cinema europeu). É apenas o que se passa cá em casa desde que o Tiago aprendeu a carregar em botões, especialmente botões com luzes que incluem o da televisão, do amplificador, dos leitores de DVD entre outros. Vai lá de dedinho espetado e come a ligar, desligar, ligar, desligar…

De tal forma que decidimos ir comprar um movel novo para a TV com portas de vidro atrás das quais possamos esconder as aparelhagens. Isto, claro, até o Tiago aprender a manipular as portas deslizantes.

Entretanto passo o tempo a criar barreiras em frente à s coisas mas nada funciona. Ele sabe o que quer, onde está e como lá chegar e o resto não interessa. Já percebe que não deve fazer e quando digo para não mexer começa a fazer beicinho mas passados dez minutos já está a tentar outra vez. Por isso mesmo ultimamente a brincadeira tem sido limitada ao quarto dele, onde tem uma estante cheia de coisas em que pode efectivamente mexer. Ele desarruma tudo, eu volto a arrumar e começa tudo de novo, vezes sem conta, todos os dias.

Pelo menos na sala podia ter ocasionalmente a TV ligada. Assim passo horas no chão do quarto do Tiago entre brincar para ele e limitar-me a observá-lo quando ele está a brincar sozinho, sem grandes hipoteses de fazer seja o que for. Tenho colocado um dos colares celtas no bolso e vou dando uns nozitos enquanto ele não está a olhar, mas assim que se vira tenho de meter aquilo no bolso outra vez antes que seja tarde e ele agarre naquilo e tente meter na boca.

Ainda por cima ando cheia de vontade de fazer coisas e não consigo mesmo. É um bocado frustrrante. Mas pronto. Pelo menos o que estou a fazer é importante.

Ontem filmei o Tiago de pé sem estar apoiado em nada. Já se aguenta uns segundos e por vezes até já se baixa sem apoio, em vez de cair. Não me parece que esteja com muita pressa para andar porque gatinha muito mais depressa mas está a ganhar equilibrio e confiança que é o que precisa de fazer por agora.

Esta semana é só boas notà­cias

Ontem, quando voltava de ir enviar uma encomenda, subi no elevador com o vizinho de cima e muito espontaneamente ele deu-me aquilo que eu achei que era a boa notà­cia do ano – Os meus vizinhos barulhentos do andar de cima vão-se mudar, tendo comprado casa noutro lado! Consegui fechar a porta de casa antes de começar a rir descontroladamente. Tenho pena dos próximos vizinhos mas paciência. Acho que é a vez de outros os aturarem.

Mas hoje tive uma notà­cia ainda melhor: a familia vai crescer mais um bocadinho porque vem aà­ mais um elemento. Não vou dar pormenores porque ninguém me disse que podia mas fiquei muito muito feliz.

E começo a sentir finalmente algum controlo sobre a minha vida porque resolvi instituir horários mais rà­gidos ao Tiago. Como ele acorda sempre mais ou menos à  mesma hora foi só uma questão de estipular horário de refeições e uma única sesta por dia a partir das duas da tarde. Isto porque quando ele ainda dormia sesta ao meio dia lixava o horário do almoço e do resto da tarde. Ficava comsono outra vez à s 6 e por essa altura se o deixava dormir era depois um sacrà­ficio mete-lo na cama à  noite. Assim fica acordado 4 a 5 horas de manhã e outro tanto de tarde e pode ser que páre de acordar a meio da noite porque eu e o Pedro precisamos desesperadamente de dormir.