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Halloween 2013

tiago_halloween_2013Eu sempre detestei o Carnaval, que é algo que os Portugueses adoram. Imaginam então que Halloween era uma coisa que nem sequer aparecia no meu radar, a não ser como referência em séries de TV. É claro que depois tive filhos.

O ano passado o Tiago disse que não estava interessado em participar, mas quando chegou à  escola e estava toda a gente mascarada sentiu-se deslocado. Aliás, a culpa disto tudo é das escolas que aderiram em massa e tornaram a coisa mainstream de um ano para o outro. Quando o fui buscar ao fim do dia vinha a dizer que no dia seguinte se queria vestir de vampiro. Tarde demais, claro.

O fato de vampiro ficou para o Carnaval, uns meses depois. O que só mostra que a coisa causou impacto, para ele ainda se lembrar disso ao fim de tanto tempo.

joana_halloween_2013Depois de fincar firmemente os pés no chão durante vários anos e me recusar a ser levada pela onda do Halloween e do Carnaval, este ano fui forçada a deixar-me de tretas e levar a coisa pelo que é – um dia para os miúdos se divertirem e terem desculpa para emborcar doces até vomitar. Porque senão somos apenas os velhos pais chatos que estão sempre a deitar abaixo as coisas giras e que não se sabem divertir.

Lá tratei de arranjar um fato de ninja para o Tiago, e a Joana depois de ver o irmão também quis, portanto foi uma fada. Não é bem o espà­rito da coisa mas eles não querem saber e eu também não. Bruxas, múmias e vampiros já há a pontapé.

Birra matinal monstruosa

Esta foi causada pela “Guerra das moedas de chocolate”.

O Tiago vai comer chocolate à s escondidas em vez de se despachar para a escola, é apanhado pela irmã que também quer, porque ela quer sempre tudo o que o irmão tem, faz, diz ou vê.

Ele recusa-se a partilhar. Ela faz beicinho e depois liga a sirene dos bombeiros que residem nos seus pulmões e que se mantém em funcionamento durante a próxima meia hora.

Saà­mos atrasados para a escola. O Tiago amua porque percebe que a culpa foi dele e não é capaz de o admitir nem pedir desculpa. As moedas de chocolate são confiscadas.

Eu não tinha dito que era má ideia?

ATL

Hoje tive uma manhã complicada. Apesar de me levantar à s 7, não consegui arrancar as crianças de casa antes das 10.30. A Joana nunca mais acabava de comer a torrada e depois demorou uma eternidade a escolher a roupa (que tem de ser ela a escolher, desde as cuecas até ao elástico do cabelo). O Tiago levantou-se já depois das 9, comeu calmamente e foi para o chão do quarto fazer de conta que se vestia. A Joana foi à  casa de banho mas fez xixi no chão em vez de pedir para usar a sanita. Não percebo porque é que agora lhe deu para isto mas já é a segunda vez. Lá tive eu de ir buscar a esfregona e metê-la na banheira.

Quando finalmente consegui ter toda a gente vestida, calçada, alimentada e pronta para sair, já estava pelos cabelos.

Com todo este atraso, o pai já há muito tinha ido trabalhar e nós fomos então a pé para a escola. A Joana chorou um bocadinho, porque o regresso depois das férias nunca é fácil, e o Tiago esteve na conversa com os amigos.

Eu e o Tiago fizemos o caminho todo para trás e fomos à  escola dele inscrevê-lo no ATL. Assim que lá chegou encontrou um amigo e passou a hora seguinte a correr de um lado para o outro na brincadeira enquanto eu preenchia os papéis. Quando terminei a inscrição, não se queria vir embora.

Deixei-o ficar e vim a casa fazer o pagamento e buscar os documentos que faltavam para terminar a inscrição e fui buscá-lo à  hora de almoço. Como não estava previsto ele entrar nesse dia, não o ia deixar lá a almoçar mas voltou de tarde porque eu tinha de ir a Lisboa comprar ferramentas para o curso de Joalharia. A ideia é deixá-lo lá durante perà­odos pequenos só para começar a conhecer a escola e os colegas.

Vamos ver se quer voltar amanhã 🙂

Brincadeiras com iclay – iclay crafts

Comprei iclay para brincar com os meus filhos durante as férias. iclay é uma alternativa à  plasticina muito maleável e leve. É feito na Coreia e na verdade está mais próximo do Fimo e Biscuit do que da plasticina porque não racha ou fica com bolor quando seca.

Seca ao ar, é extremamente flexà­vel e é super fácil de misturar cores. Parece que estamos a brincar com pastilha elástica, pela forma como a massa estica até ficar apenas um fiozinho fininho mas não é tão pegajoso nas mãos. Pelo contrário, tem uma consistência que parece quase coberta de pó e portanto é mais limpo do que a plasticina. A única vez que fiquei com as mãos manchadas foi quando borrifei um bocadinho de água na massa que estava a ficar seca.

Os fabricantes dizem que se adicionar água e voltar a fechar a massa seca no recipiente que esta volta a ficar mole, o que quer dizer que não é preciso deitá-la fora mesmo quando os miúdos se esquecem de por a tampa na embalagem. Ainda não experimentei fazer isso mas se for verdade é fantástico.

O que gostei nesta massa de modelar é que quando seca fica com uma consistência de borracha esponjoja em vez de ficar duro como o Fimo. Fica fofinha e apetece apertar 🙂

E melhor que isso, se fizermos uma bola e deixarmos secar, ficamos com uma bola saltitona. O Tiago ADOROU isso!

iclay_heart

Tenho andado a trabalhar com resina últimamente e a minha filha pediu-me para ficar com um dos corações que fiz. Depois pediu para o transformar num colar. Como era um dos que têm contas de vidro milefiori no interior, é quase impossível fazer um furo perfeitinho coma broca porque a resina é mais mole do que o vidro e a broca desliza nas contas de vidro e faz uma grande porcaria. Decidi experimentar fazer uma moldura de iclay para o coração.

Tal como o Fimo, o iclay não cola bem a vidro ou resina mas ficou justo o suficiente para o coração não cair. Coloquei um arame no topo para prender ao fio e deixei secar. O arame vai sair facilmente porque a borracha é demasiado mole e rasga com alguma facilidade, mas também é fácil de voltar a por no sí­tio, adicionando mais um bocadinho de massa.

Não ficou perfeito porque foi feito com a “ajuda” da Joana, mas a ideia era precisamente deixá-la fazer o seu próprio colar.

A melhor caracterà­stica da moldura feita com iclay é que, como se transforma em borracha, protege os cantos da resina contra quedas e riscos. Estou a considerar fazer uma capa para o iphone com este material. Aposto que funciona para proteger os cantos contra quedas acidentais. E o melhor é que posso escolher as cores que quiser. – I bought some iclay to play with my kids during the holidays. iclay is a really soft, super light, alternative to plasticine. It’s made in Korea and it’s actually closer to polymer clay and biscuit because it doesn’t crack or become mouldy when it dries.

It’s an extremely flexible air-dry clay and it’s really easy to mix colours. It feels a lot like playing with chewing gum because when you try to pull it apart it stretches until forming really thin strings, but it’s not as sticky on your hands. In fact, it’s got an almost powdery feel and the only time it stained my hands was when I sprayed some water onto it because it was beginning to dry up.

They even say that if you add some water to a fully dried piece and place it back inside the closed container that it will become soft again and you don’t ever need to throw it out. I haven’t tried doing that yet but if it’s true it’s pretty cool.

But what I really liked about it is that when it’s dry it turns into foam rubber. It’s not hard plastic like cured polymer clay. It’s soft and you can squeeze it in your hands. In fact, if you roll it into a ball and let it dry, you’ve got a bouncy ball – my son LOVED that!

iclay_heart

Above is a resin heart with iclay frame. It’s far from perfect because I had “help”
from my 3-year-old daughter 🙂 It was her necklace, after all.

I’ve been working with resin lately, and my daughter asked if I’d give her one of the hearts I made. Then she wanted to turn it into a necklace. It was one of the milefiori hearts, so it has glass beads inside, making it almost impossible to drill a hole through the top because the resin is softer than the glass and the drill bounces off the glass beads and makes a mess. I decided to try using the iclay to make a frame for the heart.

Just like polymer clay, it doesn’t bond with glass or resin very well, but it was a snug enough fit that it won’t fall off. I attached a wire loop on the top and let it dry. The wire loop may be yanked out in time but it’s easy enough to replace with a little more clay.

The best thing about the iclay frame is that it, because it’s rubber, it protects the edges of the resin, so if my daughter drops it it will bounce and be more resistant to breaks and scratches. I’m considering making an iphone cover out of it. I think it would work perfectly against accidental drops and I can mix my own colours 🙂

Joana, 3 anos

No dia 14 de Julho a Joana fez 3 anos. Há uns meses memorizou a data do seu aniversário que repetia a quem perguntasse. o irmão de 6 anos ainda não sabe em que dia nasceu 🙂

kittyA preparação para o aniversário começou uns dias antes. Na sexta feira passei o dia a fazer bolachas da Kitty, porque já tinha prometido. Dá mais trabalho do que parecia porque resolvi fazer a camisola e o lacinho de outra cor e mais os olhos e nariz com bolinhas pretas, em vez de me limitar a cortar a pasta de açúcar de uma só cor e pronto. Ao fim de vinte bolachas já não podia olhar para a Kitty e devo ter feito umas setenta. A mania do perfeccionismo dá cabo de mim mas enfim, é só de vez em quando. Os cortadores comprei na loja da Mafalda, como sempre.

No sábado tive o prazer da companhia do meu irmão e famà­lia a quem já não via desde o Natal. O Gabriel está grande e já só fala inglês, com uma pronuncia adorável. Sinto-me completamente tosca em comparação 🙂

kitty2Fomos todos ao cinema ver o Despicable Me 2 (menos a minha cunhada Ana que foi almoçar com umas amigas). Os três miúdos portaram-se lindamente durante o filme. O Tiago adorou e fartou-se de rir. O Gabriel teve medo dos Minions roxos mas gostou imenso da galinha. A Joana a certa altura levantou-se e eu temi que tivesse chegado ao limite da sua paciência para ficar quieta na cadeira, mas afinal era só porque se queria sentar ao lado do primo e depois voltou a acalmar.

De tarde resolvemos dar a nossa prenda grande à  Joana – uma casa de bonecas maior que ela – para ela ter algum tempo para brincar com aquilo durante o fim de semana, já que implicava montar. Depois de tudo montado a Joana e o Gabriel passaram o resto da tarde e noite a brincar com aquilo, lado a lado. Isto depois de terem andado os três a “fazer nevar” esferovite. Odeio esferovite. Mandei-os fazer lixo para o terraço em vez de na sala e mesmo assim foi uma trabalheira limpar tudo, mesmo com quatro pessoas a ajudar. Mas pronto, por mais trabalho que dê acho que estes pequenos momentos de divertimento infantil valem a pena. São as pequenas coisas que ficam na memória.

casinha

No domingo passei a manhã a por a mesa e arrumar a casa. A famà­lia veio lanchar e comer bolinho e foi giro ver o Tiago e o Gabriel a correr pela casa até escorrerem suor e a Joana com o seu fascà­nio pela prima Ema, que está super gira e agora já gatinha por todo o lado. Felizmente tinha-me lembrado de guardar os copinhos e outras peças pequenas da casa de bonecas antes dela chegar.

A Joana recebeu princesas, bailarinas, bebés, livros e roupa, e nós demos-lhe um dossel rosa para a cama, para dormir como uma princesa. Anda muito nas princesas agora.

Praia com a escola

tiago_joana_praia_2013Como eu odeio as semanas de praia da escola. É literalmente pagar para sofrer, tanto para nós como para eles, e todos os anos digo a mim mesma que para o ano não vão e pronto. Porque é que na altura volto atrás é algo que ainda não compreendi. Acho que começo a pensar que eles depois ficam para lá sozinhos e também não vão gostar.

O tempo está sempre péssimo, eles fartam-se ao fim do segundo dia, eu tenho que andar carregada com 3 e 4 sacos pesados (e ultimamente demoro quase uma hora a chegar a casa porque eles arranjam toda a espécie de maneiras de engonhar pelo caminho), muitas vezes ainda tenho de trazer a Joana ao colo porque ela fica cansada e faz uma birra tremenda se não lhe pego e ainda por cima temos de acordar mais cedo. Esta última pode parecer uma queixinha parva, mas considerando o facto da Joana se continuar a levantar-se diversas vezes durante a noite, faz muita diferença.

Enfim, para ela é hoje o último dia, o que pelo menos deve acabar com as birras matinais. Esta semana tem sido constante e preciso de ir com ela quase até ao autocarro em vez de a entregar à s educadoras na sala. Considerando que a Joana adora ir para a escola e raramente faz birras de manhã, esta mudança de rotina não lhe caiu nada bem.

Kidzania

Levámos os miúdos à  Kidzania durante a semana de férias. Achámos que num dia útil a meio da semana, especialmente numa semana com dois feriados seria mais calmo. Pura ilusão. Apanhámos com visitas de um número infindável de escolas e mal se podia andar lá dentro.

As filas eram gigantesca, especialmente para coisas como tirar a carta de condução, e como aquilo fechava à s 3, a partir das 2 já andavam só a despachar. O Tiago, que esperou montes de tempo para ir fazer um gelado, ficou frustradà­ssimo porque levou com uma explicação a correr, sem fazer efectivamente nada, e com um toma lá este gelado ranhoso de água e coca-cola e põe-te a andar que há mais gente à  espera.

Antes disso, porém, ainda se divertiu. Foi a um espectáculo de magia, fez um perfume, pintou um desenho, e quando a maltosa toda foi almoçar, ele lá conseguiu tirar a carta e foi conduzir um dos carros de choque da bomba de gasolina (é ainda demasiado pequeno para a pista de corridas). Depois foi para os bombeiros porque queria ir apagar as chamas do prédio a arder mas aquilo só acende muito de vez em quando e teve de se contentar com ir salvar um cãozinho. Também foi à  casa em construção mas teve azar de chegar na altura em que o muro estava todo completo por isso a única coisa que o deixaram fazer foi desmontar o que estava e depois por só um ou dois tijolos.


A Joana estava em pânico com aquela gente toda e não queria sequer sair do colo. Só foi ao avião porque me deixaram subir com ela e mais tarde, quando aquilo finalmente abriu, lá foi brincar para a casa urbana que é especificamente para crianças até aos 4 anos.

Ou seja, a ideia de uma cidade em miniatura para os miúdos é gira, o espaço é interessante mas se estiver muita gente acaba por ser super frustrante para os miúdos que não fazem nada a não ser passar o tempo à  espera de entrar num sí­tio para depois serem rapidamente corridos.

Maldita gripe

Tenho que começar a lembrar-me de fazer a vacina da gripe. Ter os miúdos doentes já é chato mas ficar doente e continuar a ter de vestir, alimentar, dar banho e aturar de forma geral duas crianças, dá cabo de mim.

Tudo começou com a Joana. No dia 8 voltou da escola com febre, mesmo a tempo do aniversário do Tiago. Felizmente não foi muito mau e no domingo já estava boa. Infelizmente, na terça feira dia 12, foi a vez do Tiago acordar com febre. Acabou por passar a semana toda em casa e já estávamos a pensar que ia ter de tomar antibiótico para o caso de afinal não ser só um và­rus  Felizmente não chegámos a tal e a coisa lá passou, apesar de ter demorado quatro a cinco dias e continuar com tosse.

Como não podia deixar de ser, depois de passar uma semana a cuidar de crianças doentes, no sábado calhou-me a mim. Fiquei com febre – que raramente tenho – tonturas, uma dor de cabeça brutal, dor de garganta, tosse…

Como sabia que a coisa só ia piorar, fiz um esforço enorme para lavar roupa e tratar das tretas que é sempre preciso fazer ao fim de semana. Em cima disso tenho também traduções para fazer que não quero deixar atrasar e no entanto há alturas em que mal consigo ter os olhos abertos. Vou fazendo intervalos e dando a mim mesma metas mais realistas mas basicamente acabo por nem trabalhar a um ritmo decente nem descansar como devia.

Vou no quinto dia e acabou finalmente a febre mas passei a noite a acordar com ataques de tosse e voltei a ter as malditas dores de cabeça, que foi o sintoma mais incomodativo de tudo isto.

Para a semana era suposto os miúdos tirarem férias mas já desisti da ideia. Duas semanas sem fazer nada de jeito já me chegam.

Festas de Natal

A semana passada foi pontuada pelas festas de Natal dos filhotes. A Joana Esteve quase para não ir à  dela porque andou adoentada uma série de dias. Aparentemente apanhou um herpes zoster na testa e aquilo estava com muito mau aspecto. Teve de tomar xaropes a pontapé (Antibiótico e antiviral) mais pomadas, depois começou com diarreia por causa da medicação portanto acrescentou-se o Ultra levure e quando chega a sábado e aquilo não melhorava foi preciso parar tudo para não correr o risco de desidratar gravemente a miúda.

Felizmente aquela dose inicial parece ter ajudado e pelo menos a testa lá acabou por curar sem ser preciso mais nada. Por outro lado, constipou-se e ligam-me da escola na terça, precisamente no dia da festa e o primeiro dia em que ela tinha regressado à  escola depois de uma semana em casa, a dizer que estava com febre. Como era um dia especial a educadora pediu se lhe podia dar Benuron a ver se ela aguentava até à  festa. A Joana, ao contrário do irmão que não colaborava nada nestas coisas, porta-se lindamente nas festas da escola. Faz os gestos, dança, e até volta a por o chapéu na cabeça quando este cai. Este ano foi uma gotinha de água mas eu continuo a achar que o chapéu ficou mais com ar de estrumfe.

Sexta foi a vez do Tiago e do seu fato de soldadinho de chumbo. O que eu acho o máximo é que perco um dia a fazer o fato dele e quando chego lá em vez de ficarem felizes só oiço comentários do estilo “ai, só nos dá é trabalho! Agora temos de fazer os outros fatos iguais!” Eu sei que estão a brincar e que gostaram do fato mas se era para não me esforçar muito deviam  dizer logo. Eu só me esforcei porque nos anos anteriores há sempre um ou outro miúdo com um fato fabuloso e o meu tem só umas coisas agrafadas à  camisola 🙂

O Tiago este ano portou-se muito bem, sabia as suas frases com semanas de antecedência, falou alto e claramente sem nenhum daquele nervosismo que demonstrou em anos anteriores e só no fim é que se recusou a por o chapéu mas a culpa é minha que o fiz sem ele estar presente e ficou grande demais. Como o objectivo era eles dançarem, saltarem e divertirem-se, ter um balde a cair bela cabeça abaixo de facto não ajudava nada.

E só para ficar anotado para referencia futura, esta foi também a semana que a Joana largou o bacio e começou finalmente a fazer os seus xixis e cocós na sanita. Mais um nà­vel superado. No dia em que eu finalmente deixar de ter que limpar rabinhos vou ficar TàƒO feliz!

No domingo de manhã tivemos a visita do meu irmão e famà­lia que foram viver há uns meses para Inglaterra. O meu sobrinho já larga a ocasional expressão em inglês e parece estar a adaptar-se bem à  mudança. Temos de combinar outro dia com mais tempo para conversar porque os meus pais não resistiram a aparecer – ter os dois filhos e os netos todos no mesmo sí­tio ao mesmo tempo é demasiada tentação – e o caos instalado daà­ para a frente, com tanta gente, cortou completamente o flow da conversa. É interessante como quanto mais gente junta está num espaço mais superficial se torna a conversa.

A preparação para o Natal já está quase terminada apesar de ainda faltar a entrega de algumas prendas. Deixar as encomendas para Dezembro não foi uma ideia brilhante mas o Pedro andou tão ocupado com o Codebits que não teve tempo de pensar nisso antes. Eu fui tratando do que podia mas há sempre pessoas para quem ele é que tem de decidir e agora vamos ver se as coisas chegam a tempo.

Ainda tenho de decidir se faço biscoitos ou cupcakes este ano ou se fico mas é quietinha e deixo o Pedro fazer antes a sua fantástica tarde de maçã.

Bye bye fraldas

A Joana já não usa fraldas durante o dia. Adaptou-se muito bem e depressa ao bacio e já vai sozinha quando precisa.
Durante a noite é que ainda varia um bocado. Se dorme de fralda geralmente acorda com ela seca mas quando tento deixá-la sem fralda o mais provável é ter de lavar tudo (incluindo a almofada) na manhã seguinte.
Já comprei protectores de colchão para ver se pelo menos isso se escapava mas nem assim.
Dou-lhe mais uns tempos, até se acabarem as fraldas que comprámos, e possivelmente teremos de pensar em tirar as grades da cama para ela se levantar se precisar. Não queria fazer isso já porque foi quando o Tiago começou a ir dormir para a nossa cama a meio da noite e gostava de evitar novo tormento.

Prevenção para pais de adolescentes

Durante muitos anos disse que não queria ter filhos. As razões eram muitas e variadas mas uma delas era saber que eventualmente iria acabar com um adolescente em casa. Considerando que eu já não suportava adolescentes quando era adolescente, acho que isso diz muito sobre a minha aversão a ter de conviver com um diariamente sem o poder por fora de casa.

O meu filho só tem cinco anos e já rebola os olhos, fecha-se no quarto assim que chega a casa, não responde quando falo com ele e atira coisas ao ar e grita cada vez que fica frustrado. Felizmente são comportamentos pontuais e de curta duração e são intercalados com momentos de muita meiguice mas não deixo de pensar em como será lidar com um bicho destes daqui a uns anos.

Sendo uma pessoa prática, e inspirada pelas fotos que o meu sogro coloca online ocasionalmente, decidi que preciso de tirar mais fotos potencialmente embaraçosas aos meus filhos enquanto vou a tempo para ter armamento suficiente daqui a uns anos.

Em casos extremos espero que “ou fazes o que eu te digo ou coloco esta foto no facebook” o faça pelo menos pensar duas vezes. O facebook pode nem existir nessa altura mas haverá algo do estilo e uma mãe prevenida etc e tal.

Aposto que estão a pensar que planear antecipadamente a potencial humilhação publica dos filhos é uma coisa altamente fria e cruel e se calhar não devia mesmo ter tido filhos. Também já pensei isso. Acho que o problema é que há dias em que tenho mais medo de ser responsavel por um adolescente do que de cair num poço cheio de escorpiões e uma pessoa tem de arranjar estratégias para lidar com a ansiedade parental.

Lullabies literais

Já é hora de dormir
Já é hora de sonhar
De fechar os olhos
E descansar

Nada como ser literal nas lullabies que improviso para a minha filha. Assim não pode dizer que não percebeu que era hora de ir para a cama.

Felizmente, ao contrário do irmão que me mandava calar, a Joana gosta que cante para ela e até se abana ao som da música 🙂

A música em si é de um bonequinho de corda que ela tem desde que nasceu. Percebi com o Tiago que ter sempre a mesma música à  noite para assinalar que é hora de dormir funcionava bem e com a irmã é ainda mais eficaz. É bom saber que há coisas que se aprendem com o primeiro e se conseguem usar com sucesso no segundo.