– Food miniature earrings

– Ever since I was a little girl I’ve loved doll houses. And the part that fascinated me the most was the miniature food. A few years ago I finally bought a proper doll house kit that I built and decorated. Some of the first things I bought were a miniature pie, bread and a plate of cakes.

When I was in college I tried to make some miniature food but I didn’t have the patience or skill to do it properly. Over the years I’ve seen some amazing work in polymer clay and have learned a few things myself so I decided to give it another try. I had some projects in my sketch book for some time so I opened it up and started sculpting.

This time I had the full range of colours and all the necessary tools, down to the pasta maker, so it went a lot more smoothly and the end result was so satisfying that I kept making more pieces.

Instead of dollhouse pieces I turned these items into earrings because that way it becomes something you can actually wear instead of something you just look at once in a while.

I still have quite a few sketches left so this is only the beginning.

Mesa de cabeceira

Os dias em que a Augusta vem limpar a casa são sempre um bocado estranhos. Primeiro porque passo grande parte do tempo a arrumar a casa porque acho que ela não tem nada que andar a apanhar brinquedos do chão para conseguir aspirar. Limpar é o trabalho dela mas ter a casa arrumada o suficiente é o meu. E depois porque ao fim do dia algumas coisas estão em sí­tios ligeiramente diferentes do sí­tio onde estavam de manhã.

Isso faz-me olhar para a minha casa de fora, como se fosse de outra pessoa. Perde um pouco aquela familiaridade que me faz olhar para certas coisas sem as ver porque estou tão habituada a que estejam ali.

Acabo por ver certas zonas como se fosse outra pessoa e ponho-me a pensar o que é que coisas como a minha mesa de cabeceira, por exemplo, dizem de mim. A mesa de cabeceira é uma zona muito pessoal da casa. É o sí­tio onde deixamos os objectos que nos dão conforto, que não nos importamos de ver antes de adormecer. Neste dia reparei que tinha na mesa de cabeceira um frasco de vitaminas – vazio porque senão estaria fechado na gaveta para o Tiago não se por com ideias – e uma série de livros: um livro de Sudoku quase terminado, um da Ruth Rendell chamado A sleeping life, o Frankenstein da Mary Shelley que ando para ler há meses mas nunca mais começo e dois do Neil Gaiman – o Graveyard Book que estou desejosa de começar e a BD dos Eternals que o Pedro comprou e eu resolvi experimentar a ver se gosto. Não é de facto muito variado ou interessante mas são tudo items que estão ali por uma razão muito especà­fica e que dizem algo sobre mim.

Quando vamos a casa de alguém examinamos as fotografias, quadros, livros, etc e isso ajuda-nos a esboçar um perfil da pessoa. Mas não conseguimos fazer isso na nossa própria casa. Quanto muito escolhemos certas peças para destacar na esperança que passem a imagem que queremos mas nunca podemos ter a certeza se isso funciona. As pessoas que nos visitam podem só reparar que a mesa onde colocámos aquela jarra está riscada ou que está um gato a dormir na almofada que colocámos na cadeira. É mesmo assim.

Pessoalmente nunca me dei ao trabalho de decorar para os outros, até porque raramente temos visitas. A nossa casa é colorida porque gosto de cor e tenta ser prática, com muita arrumação para os quilos de livros e DVDs que acumulamos. Nunca está inteiramente arrumada (e menos ainda desde que o Tiago começou a espalhar brinquedos por todo o lado) mas é uma casa habitada, não é uma foto de revista.

Temos montes de instrumentos que não tocamos tanto quanto gostarà­amos, uma passadeira onde ninguém faz exercí­cio há 6 meses a ocupar espaço na sala e 5 ou 6 computadores debaixo da secretária.

O que é que isso quer dizer? Que temos mais entusiasmo do que persistencia e mais boa vontade do que tempo. Fora isso não sei.

Livro

Fui convidada por uma editora Americana a participar num livro de artesanato. Não há qualquer espécie de garantia que algum dos meus projectos acabem no livro mas tem sido muito giro fazê-los e estou bastante entusiasmada com a ideia.

Para quem está habituada a lidar com a forma de fazer as coisas à  Portuga, em que o nosso trabalho é todo para ontem mas depois os clientes podem passar semanas a aprovar uma coisa, e em que os prazos e especificações nunca são bem definidos, este projecto está a ser uma maravilha porque está tudo bem estruturado, datas definidas para cada passo e grande clareza de detalhes no que é pedido.

Como estou à  espera de feedback do trabalho de webdesign do momento, tenho tido tempo para me dedicar aos projectos para o livro e parece estar a correr bem.

Jantar de irmãos

No sábado fomos jantar a casa do meu irmão. Foi um jantar de irmãos e sobrinhos – porque estavam lá também a irmã da Ana, o marido e a filha Raquel que tem aproximadamente a idade do Tiago.

Foi giro porque nós andámos doentes durante tanto tempo que não os via desde o aniversário do meu irmão. O Gabriel está muito giro, super simpático e sorridente.

A Raquel também está muito crescida desde as última fotos que vi e tem uns olhos lindissimos. Esteve a ver-me arranjar um colar da Ana e ia dizendo ‘meu!’ mas de uma forma nada agressiva – estava mais a ver se eu concordava com ela e a deixava brincar. Acabei por deixá-la por o colar e andou toda vaidosa pela sala 🙂

Isto de ter uma menina tem de facto algumas diferenças. Acho que se me conseguissem garantir que tinha uma rapariga a seguir começava já a tentar amanhã 🙂

O Tiago não jantou grande coisa mas já tinha comido sopa em casa por isso deixei-o petiscar o que queria. Tem vindo a desenvolver as suas preferencias alimentares e parece gostar muito de coisas que eu nunca seria capaz de prever, como azeitonas e cogumelos. Por outro lado não achou piada nenhuma a pizza das várias vezes que já tentámos (porque em teoria é daquelas coisas que os miúdos costumam gostar e ele adora pão). Só come a codea. O resto nem toca. Mas gosta de almondegas e passou a gostar mais de arroz do que massa. Também começou a comer fruta à  dentada, deixando definitivamente a fruta passada.

É claro que os doces continuam a ser os preferidos e veio logo para o colo quando a Ana me deu uma fatia de tarte de amendoa.

O mais interessante foi o ataque de ciúmes do Tiago quando me viu pegar no Gabriel. Veio choramingar e pedir colo apesar de estar ao colo do pai. Isto de partilhar a mãezinha com outro bebé não pode ser nada.

Com a Raquel teve uns momentos um bocado desagradáveis em que estavam a competir por um brinquedo ou porque ele queria fechar a porta e ela queria passar. Tive de ralhar com ele algumas vezes, sem grandes resultados práticos até acabar por ter que o levar embora para outro sí­tio porque ele não parava de abrir e fechar a porta, à s vezes com os dedinhos muito perto de serem entalados. Esta idade é de facto muito cansativa, apesar de todas as coisas boas que tem.

Voltámos para casa por volta das 11, altura em que os miúdos estavam já todos a ficar com muito sono.