Manhã no jardim

Como estava uma manhã de sol resolvi levar o Tiago até ao jardim. Já não o levava lá há bastante tempo e a diferença é enorme. Para começar, fomos de metro. O Tiago adora o metro e diz olá a todos os que passam. Como ainda não tinha experimentado, fui tirar bilhete para os dois (os bebés também pagam bilhete? Tive de partir do principio que sim porque não vi em lado nenhum nada em contrário) para andar duas estações, mas sempre apanhámos menos frio do que indo a pé.

Quando saà­mos do metro foi preciso voltar um bocado para trás, graças à  brilhante ideia de não fazer estações dentro da ‘zona pedonal’, mas tudo bem. O Tiago divertiu-se imenso no jardim, onde se fartou de correr, fazer festas à s árvores e andar de escorrega durante hora e meia. Depois ainda foi ver a fonte, fascinado com a água e finalmente voltámos para casa. Desta vez viemos a pé porque não me apetecia subir a rua até à  paragem. Viemos pelas avenidas fora a apanhar solinho.

Depois daquele exercicio todo o Tiago estava cheio de fome e hoje comeu tudo sem problemas. Como os ursinhos dele estavam na máquina de secar ainda o aguentei até à s 2 antes de o deitar e já correu melhor que ontem. O que é preciso é cansá-lo até ao limite 🙂

Caramel biscuit rules!

Desde que apareceram por cá os gelados da Haagen-Dazs que fiquei fã, especialmente do strawberry cheesecake. Mas na verdade o que gosto mesmo nesse gelado são os crunchy bits, que têm tendencia para ficar menos crunchy depois da viagem do supermercado até a casa e nem sequer gosto do xarope de morango, portanto desisti, optando por come-lo apenas quando vou à  loja da Haagen-Dazs no Chiado. Como alternativa passei a escolher o Pralines & Cream que também é uma delicia.

Agora descobri que havia um sabor novo, o caramel biscuit & cream e resolvi experimentar. É absolutamente fabuloso. Se pudesse era capaz de comer aquilo todos os dias durante um mês. E se calhar devia aproveitar porque aparentemente é uma edição limitada que é suposto só existir durante 6 meses, meses esses que tiveram inicio em Setembro passado. Damn! Viciam uma pessoa e depois tiram-nos a chucha. Não se faz!

Tenho que ir comprar as embalagens todas que encontrar antes que acabe.

Babysitting

O Tiago ficou em casa hoje porque durante o fim de semana notámos que tinha um olho a lacrimejar e muito rameloso, o que poderá indicar conjuntivite. Como é uma daquelas coisas potencialmente transmissà­veis, fica em casa uns dias a fazer tratamento.

De manhã estivemos a fazer trabalhos manuais: colagens com massinha e formas recortadas em papel colorido e carimbos. Foi divertido e o Tiago esteve bastante entretido até à  hora de almoço. Só que, como já é hábito, basta estar um bocadinho mais constipado para não comer, por isso limitou-se a almoçar arroz (deixando o peixe todo) e fruta (saltando a sopa).

A sesta é que correu particularmente mal. Ele até foi buscar o ursinho, depois um livro para eu ler, mas quando o meti na cama começou a por-se de pé a chorar. Tentei acalmá-lo e ao fim de um bocado deixei-o sozinho mas não funcionou. Quando desisti e fui ao quarto dele, estava de pé na cama, já sem calças nem collants, a chamar ‘mamã!’

Tirei-o da cama, fui almoçar (aproveitando para lhe dar um bocadinho de peixe e polvo com arroz – do prato da mamã vai tudo) e depois levei-o para o quarto onde estivemos a ler diversos livros até ele começar a bocejar. Tentei deitá-lo outra vez mas ele voltou a chorar por isso sentei-me com ele ao colo sem grande interacção até ele começar a fechar os olhinhos. Como mesmo assim se recusava a deitar-se para trás, acabei por mete-lo na cama novamente. Depois de reclamar um bocadinho lá acabou por deitar-se. Já estava completamente exausto e sem conseguir manter os olhos abertos, apesar de insistir em tentar. Tinham passado duas horas.

Amanhã vou ter mais do mesmo. O jeito que a creche dá!

Semana comprida

Com dois workshops, dois aniversários e muita correria, esta foi uma semana muito ocupada.

Na segunda feira tive um workshop logo de manhã, o que implicou largar o Tiago na escola e correr a casa para ir buscar o saco de forma a estar na loja a horas. Como sempre quando estamos com pressa, acontece qualquer coisa inesperada. Neste caso tinha a vizinha do 6º à  minha espera a pedir o telefone do Sr. Carlos porque a tinta estava a estalar. Eu compreendo que a senhora não tem culpa de nada disto e que o problema da minha casa lhe estragou a casa de banho, mas entretanto teve uma nova inundação causada pelo 7º e eu é que continuo a tratar de tudo sem a velha assumir qualquer espécie de responsabilidade. Chega a uma altura em que começo a sentir que já chega!

Depois de tentar despachar a conversa o mais rapidamente que pude, lá fui a correr com o saco ultrapesado na mão. Felizmente cheguei a horas e correu tudo bem.

à€ noite foi o aniversário do avà´ do Pedro e fomos lá fazer uma vizita rápida para cantar os parabéns antes de voltar para meter o Tiago na cama. O miúdo é completamente viciado em açucar e despachou fatia e meia de bolo.

Na terça fiz umas actualizações à  loja e ao Flickr e a terminar umas peças que estavam a meio há imenso tempo. Estive a soldar argolas e a polir as novas peças de prata.

Na quarta ia ao cabeleireiro mas a senhora disse que não se sentia bem e ficou antes combinado para sexta. Voltei para casa e estive a terminar as actualizações da loja. à€ noite fomos novamente a casa dos avós do Pedro para mais uma festa de aniversário relampago, desta vez da avó. O Tiago estava super eléctrico e ia partindo a tampa de um jarrão num dos seus momentos de testar os limites.

Ontem tive outro workshop que terminou mesmo à  hora de ir buscar o Tiago. Fui a correr e depois ainda voltei à  loja para ir buscar o saco e acertar contas.

Esta manhã fui novamente ao cabeleireiro. Ia tratar das raizes e voltar a pintar de vermelho mas a cabeleireira achou que, como o vermelho não dura mais do que umas lavagens, que ia antes por acaju. Eu odeio acaju. Se é para ter uma cor escura, mais vale ficar pelo vermelho, e certamente que não preciso de fazer descoloração para uma cor que é apenas um ou dois tons mais clara do que o meu cabelo!
Não consigo perceber porquê mas safo-me sempre mal nos cabeleireiros. É assim tão complicado fazerem aquilo que uma pessoa pede? Agora já não sei se tenho vontade de lá voltar.
Enfim, pode ser que isto saia com as lavagens e que ainda dê para salvar…

Quando cheguei a casa tinha umas fotos para tratar e mais uns produtos para por na loja. Agora acho que vou aproveitar o sol para fotografar mais umas peças antes de ir buscar o Tiago. É preciso aproveitar todos os minutos.

De volta ao duche

Na sexta feira as obras da casa de banho ficaram finalmente concluidas.

Na quinta feira fui a correr buscar o Tiago porque ainda estava à  espera que aparecesse o Sr. Carlos, o ‘patrão’ para ver se a obra tinha sido bem feita. Consegui voltar em meia hora, quase a morrer, e mesmo a tempo porque ele tinha acabado de chegar e estava ainda na casa da vizinha a ver como corria a pintura. Depois veio cá a casa e pelos vistos a banheira não estava como ele queria e este ainda ali imenso tempo a tirar o silicone a mais e a dar instruções ao outro homem sobre o que deveria vir fazer no dia seguinte.

Na sexta de manhã, felizmente um pouco mais tarde do que no dia anterior, lá apareceu ele, e passou novamente a manhã de volta daquilo. à€ hora de almoço disse que tinha acabado, almoçou na minha sala (vinha com a marmita enrolada num pano) e de tarde foi acabar a pintura da vizinha.

Quando me preparava para ir buscar o Tiago, apareceu o Sr. Carlos outra vez. Esteve a ver aquilo e desta vez aprovou, dizendo apenas que agora tinha que secar uns dias. Paguei-lhe e saà­ a correr para chegar à  creche a horas. Foi ao milimetro mas lá cheguei a horas. Fartei-me de fazer exercí­cio estes dois dias.

Pelo meio andei a fazer css para um trabalho que estava mesmo no fim mas estava tão stressada com a história das obras que perdi um dia a resolver um problema que era afinal super simples. à€s vezes quanto mais se tenta menos se faz.

No sábado fomos tomar duche a casa dos meus sogros porque não podiamos usar a banheira até secar. O Tiago fartou-se de berrar. Pelos vistos não é grande fã do duche.

Se agora conseguirmos resolver a questão da chaminé, pode ser que consiga começar novamente a sentir-me em casa.

– Hooked on chain maille

– I’ve loved chain maille for a long time but it wasn’t till recently that I really set out to learn how to make it.

I love the way metal can feel as soft and flexible as fabric and how you can make such elaborate designs using nothing but little jump rings.

The very first time I tried to make byzantine chain I didn’t realize you needed a specific ring diameter for a specific wire gauge, so that attempt didn’t turn out so great. The rings were too big and so they wouldn’t stay in place when you bent them backwards. This time I had a bit more time to read up on the subject before actually making anything and it all turned out much better.

I used a jeweller’s saw to make the jump rings and started with silver plated wire in case something didn’t go according to plan because I didn’t want to ruin all my lovely sterling silver wire.

After the first bracelet was complete I made a couple more and some earrings in byzantine chain and then started on European 4-1. I was convinced this pattern would be easy but I was wrong. It’s not that it’s a hard patter to understand but if you’re not paying enough attention it’s easy to place a ring the wrong way and that happened A LOT at first because the whole thing moves in your hands and if you don’t know the pattern well yet, it’s hard to keep track which way the rings are turned at first. Sometimes you really do have to try something before judging its complexity cause you never know.

In the end, the more I do chain maille, the more I enjoy it. Making the jump rings is a bit boring but it’s worth the effort because you create a piece that is entirely handcrafted and you can always make rings the size you need and they never run out. I can’t wait to try new patterns and variations and include beads in the pieces I make, for a splash of color.

– Novo vicioNovo vicio

Byzantine chain bracelet Há já algum tempo que andava com vontade de experimentar fazer peças em cota de malha. É uma técnica que adoro desde que era miúda mas que ainda não tinha tido oportunidade de aprender.

Quando era pequena, uma colega da escola tinha um porta moedas em cota de malha e eu adorava brincar com aquilo. O facto de ser feito de um material rigido mas formar uma malha tão macia e flexà­vel tornava aquele objecto fascinante. É que ver a malha em fotos de armaduras não é o mesmo que tocar. A malha mais comum, que é o 4-1 Europeu é visualmente pouco interessante mas quando se mexe nota-se que é tão maleável como tecido.

Mais recentemente, e porque antes de experimentar só temos como referencia aquilo que vemos, fiquei muito interessada na corrente bizantina porque tem um padrão muito bonito. A primeira vez que tentei fazer a corrente não correu muito bem e acabei por desistir. Pensei que era uma coisa demasiado complicada e teria de tentar outra vez numa altura em que tivesse mais tempo para estudar o assunto.

Há cerca de um mês, quando comecei a pensar no que poderia fazer diferente para a colecção de primavera, voltei a lembrar-me da cota de malha. Desta vez estudei a coisa em pormenor e apercebi-me que o problema que tive se devia, não à  dificuldade do padrão, mas ao facto da largura da argola precisar de ter um determinado tamanho relativamente à  grossura do tamanho: demasiado pequena e não conseguimos enfiar as argolas seguintes, demasiado grande e as argolas não ficam fixas na posição certa.

Comecei então a fazer espirais com o diametro certo para cortar as centenas de argolas que são necessárias para fazer uma peça destas (milhares se for para um colar). Cortei as espirais com uma serra de joalheiro, ficando assim com umas argolas que fecham perfeitamente sem ser necessário limar as arestas, algo que seria imprescindivel se as tivesse cortado com alicate.

Depois de fazer o primeiro módulo deixa de ser necessário seguir instruções porque é de facto um padrão mais simples do que parece. A maior dificuldade é manter as argolas abertas na posição correcta para introduzir a argola seguinte, em determinados ponto chave do padrão, mas não é nada de especial e se for preciso podemos introduzir uma agulha ou clip para marcar o sí­tio.

Comecei com arame folheado a prata para experimentar, porque não quis arriscar-me a estragar o arame de prata, no caso da coisa não correr bem. Agora já passei a fazer as peças todas em prata, que é muito melhor porque não se fica a ver a cor do cobre nos cortes, dando um resultado final mais perfeito em termos de brilho do metal. É claro que isto é um pormenor que só se ve quase à  lupa, mas se não somos perfeccionistas não somos nada.

O problema é que uma pulseira levar metros e metros de arame e fica bastante caro faze-la em prata, mas acho que compensa pelo resultado.

Depois de fazer algumas pulseiras e uns brincos de corrente bizantina, resolvi então fazer uma peça em 4-1 europeu. Estava convencida que era super fácil mas estava bastante enganada. Não é que seja dificil mas é preciso ter imensa atenção à  posição das argolas porque é muito fácil cometer erros. É que nas instruções as argolas estão todas direitinhas e parece simples, mas quando estamos a fazer a malha aquilo mexe tudo e as argolas não ficam na posição desejada. É preciso de vez em quando esticar a peça na mesa para ter a certeza que não está nenhuma argola ao contrário, algo que pode acontecer principalmente quando temos de virar a malha de lado ou de pernas para o ar, para facilitar a entrada das argolas. Como tenho trabalhado principalmente à  noite, quando já estou bastante cansada, tive de refazer algumas partes até ter tudo a bater certo. Mas assim que se compreende a lógica torna-se muito mais simples de continuar sem grandes problemas. Mas acaba por ser mais dificil cometer erros nesta malha aparentemente mais simples do que na corrente bizantina.

Agora as possibilidades são inumeras e o tipo de padrões também. Há tantas variações que a dificuldade é escolher. Até agora tenho escolhido os padrões de acordo com o material que tenho disponà­vel (grossura de arame e diametro das agulhas de tricot que uso para fazer as argolas) mas um dia destes faço mais uma encomendazita de arame de prata e depois é que vai ser 🙂

Escusado será dizer que uma peça destas pode demorar horas ou mesmo dias a acabar e é um trabalho muito repetitivo que requer bastante concentração.  Mas tirando a parte de fazer as argolas, que é um bocado seca e deixa-me o braço dorido, dá imenso gozo fazer estas correntes e malhas e ver o trabalho avançar.

bizantina_aventurinaHá já algum tempo que andava com vontade de experimentar fazer peças em cota de malha. É uma técnica que adoro desde que era miúda mas que ainda não tinha tido oportunidade de aprender.

Quando era pequena, uma colega da escola tinha um porta moedas em cota de malha e eu adorava brincar com aquilo. O facto de ser feito de um material rigido mas formar uma malha tão macia e flexà­vel tornava aquele objecto fascinante. É que ver a malha em fotos de armaduras não é o mesmo que tocar. A malha mais comum, que é o 4-1 Europeu é visualmente pouco interessante mas quando se mexe nota-se que é tão maleável como tecido.

Mais recentemente, e porque antes de experimentar só temos como referencia aquilo que vemos, fiquei muito interessada na corrente bizantina porque tem um padrão muito bonito. A primeira vez que tentei fazer a corrente não correu muito bem e acabei por desistir. Pensei que era uma coisa demasiado complicada e teria de tentar outra vez numa altura em que tivesse mais tempo para estudar o assunto.

Há cerca de um mês, quando comecei a pensar no que poderia fazer diferente para a colecção de primavera, voltei a lembrar-me da cota de malha. Desta vez estudei a coisa em pormenor e apercebi-me que o problema que tive se devia, não à  dificuldade do padrão, mas ao facto da largura da argola precisar de ter um determinado tamanho relativamente à  grossura do tamanho: demasiado pequena e não conseguimos enfiar as argolas seguintes, demasiado grande e as argolas não ficam fixas na posição certa.

Comecei então a fazer espirais com o diametro certo para cortar as centenas de argolas que são necessárias para fazer uma peça destas (milhares se for para um colar). Cortei as espirais com uma serra de joalheiro, ficando assim com umas argolas que fecham perfeitamente sem ser necessário limar as arestas, algo que seria imprescindivel se as tivesse cortado com alicate.

Depois de fazer o primeiro módulo deixa de ser necessário seguir instruções porque é de facto um padrão mais simples do que parece. A maior dificuldade é manter as argolas abertas na posição correcta para introduzir a argola seguinte, em determinados ponto chave do padrão, mas não é nada de especial e se for preciso podemos introduzir uma agulha ou clip para marcar o sí­tio.

Comecei com arame folheado a prata para experimentar, porque não quis arriscar-me a estragar o arame de prata, no caso da coisa não correr bem. Agora já passei a fazer as peças todas em prata, que é muito melhor porque não se fica a ver a cor do cobre nos cortes, dando um resultado final mais perfeito em termos de brilho do metal. É claro que isto é um pormenor que só se ve quase à  lupa, mas se não somos perfeccionistas não somos nada.

O problema é que uma pulseira levar metros e metros de arame e fica bastante caro faze-la em prata, mas acho que compensa pelo resultado.

Depois de fazer algumas pulseiras e uns brincos de corrente bizantina, resolvi então fazer uma peça em 4-1 europeu. Estava convencida que era super fácil mas estava bastante enganada. Não é que seja dificil mas é preciso ter imensa atenção à  posição das argolas porque é muito fácil cometer erros. É que nas instruções as argolas estão todas direitinhas e parece simples, mas quando estamos a fazer a malha aquilo mexe tudo e as argolas não ficam na posição desejada. É preciso de vez em quando esticar a peça na mesa para ter a certeza que não está nenhuma argola ao contrário, algo que pode acontecer principalmente quando temos de virar a malha de lado ou de pernas para o ar, para facilitar a entrada das argolas. Como tenho trabalhado principalmente à  noite, quando já estou bastante cansada, tive de refazer algumas partes até ter tudo a bater certo. Mas assim que se compreende a lógica torna-se muito mais simples de continuar sem grandes problemas. Mas acaba por ser mais dificil cometer erros nesta malha aparentemente mais simples do que na corrente bizantina.

Agora as possibilidades são inumeras e o tipo de padrões também. Há tantas variações que a dificuldade é escolher. Até agora tenho escolhido os padrões de acordo com o material que tenho disponà­vel (grossura de arame e diametro das agulhas de tricot que uso para fazer as argolas) mas um dia destes faço mais uma encomendazita de arame de prata e depois é que vai ser 🙂

Escusado será dizer que uma peça destas pode demorar horas ou mesmo dias a acabar e é um trabalho muito repetitivo que requer bastante concentração.  Mas tirando a parte de fazer as argolas, que é um bocado seca e deixa-me o braço dorido, dá imenso gozo fazer estas correntes e malhas e ver o trabalho avançar.

Obras, finalmente

Nunca pensei que fosse ficar feliz por ouvir um som de partir paredes cá em casa mas hoje até foi bem-vindo porque quer dizer que a nossa banheira vai finalmente ficar isolada e vamos poder voltar a tomar duche.

A logà­stica da coisa foi um bocado complicada mas lá se conseguiu marcar uma data. Primeiro a obra foi atrasada porque a vizinha do 6º, cuja casa de banho estou responsável por arranjar, voltou a ter problemas graças a uma fuga no 7º (neste momento eles deviam pagar metade da obra, mas enfim).

Ontem telefonou o Sr Carlos a perguntar se podia vir hoje de manhã. Não lhe ia dizer que não, depois de estar tanto tempo à  espera, mas por azar coincidiu no único dia em que tinha marcado um workshop para as 10 da manhã. O Pedro disse que tinha uma reunião e portanto não podia ficar em casa e por desespero liguei à  minha mãe, que está em casa doente, para saber se podia vir cá passar a manhã. Afinal a reunião do Pedro era só à  tarde portanto disse à  minha mãe que não era preciso (nem sabe a sorte que tem, ela, a quem acabou de ser diagnosticada asma, ter de passar a manhã numa casa cheia de pozinho de azulejo no ar). Por fim a senhora a quem eu ia dar o workshop ligou à s 10 da noite a cancelar, o que deu imenso jeito. Marcámos antes para segunda feira e cá fiquei eu de serviço, a fazer montes de perguntas aos homens das obras para ter a certeza que desta vez fica tudo bem feito.

Durante a manhã tiraram o cimento que a outra aventesma tinha colocado à  volta da banheira, tiraram os 3 azulejos que tinham sido colocados tortos, colocaram azulejos novos, direitinhos, encheram os espaços todos à  volta da banheira com silicone-cola, colocaram por cima silicone anti-fungos e agora estão à  espera que seque mais um bocadinho antes de colocar o rodapé de pedra. Espero que tudo isto seja suficiente para não entrar mais água por ali.

Workshops: Pendentes, wire wrapping

Green quartz pendantVou dar dois workshops de pendentes usando a técnica ‘wire wrapping’ durante o mês de Fevereiro.

O primeiro é já na próxima segunda feira à s 10.00h e o segundo é na segunda feira 23 à s 15.00h (dia antes do Carnaval).

Se alguém mais se quiser inscrever, comentem ou enviem email.

Sem dentes antes dos 40?

Na semana passada partiu-se um bocado de um dos dentes da frente sem razão aparente. Será falta de cálcio? Serrão duentes a martelar-me os dentes durante a noite?

Hoje fui ao dentista para tentar perceber o que se passava e arranjar o dente, e por absurda que pareça a segunda hipotese anteriormente mencionada, não está tão longe da verdade como isso. De facto não são duendes mas parece que durante a noite os meus dentes batem uns nos outros de forma desordenada causando fracturas. É algo que não se consegue controlar e cuja única solução será passar a dormir com uma daquelas protecções como usam os boxeurs para separar os dentes de cima e de baixo. Aposto que passava a noite a babar-me…

Por enquanto não vamos já por aà­ mas se voltar a partir, lá terei de fornecer um preservativo noturno aos meus dentinhos.

Infelizmente até já estava à  espera de algo do estilo porque o meu pai tem um problema semelhante – range os dentes durante a noite até os gastar. Parece que é hereditário.

O perigo de ter uma criança

Normalmente, quando se fala de perigo e criança na mesma frase, estamos a referir-nos a perigos PARA a criança. Porém, quando se tem um filho que gosta de dar cabeçadas, o perigo é a própria criança.

Depois de já ter levado muitas cabeçadas na ponta do nariz e nas maçãs do rosto, mesmo em chio no osso, já devia tomar algumas precauções quando estou ao pé do Tiago, mas os ataques são sempre imprevisà­veis. Ontem à  noite o Tiago estava a brincar com os atilhos da minha camisola e, por qualquer motivo que já nem me lembro, entusiasmou-se e deu-me uma cabeçada com toda a força no nariz. Como disse anteriormente, já tinha levado muitas mas nenhuma deste calibre. Enquanto estava encolhida a um canto, agarrada ao nariz e a choramingar como um bebé, o Tiago ficou ligeiramente preocupado mas nem se apercebeu do que aconteceu e ao fim de um minuto ou dois já andava a brincar normalmente.

Assim que passou a dor inicial eu também tentei endireitar-me e tentar comportar-me normalmente, porque sabia que ele não fez de propósito e não o queria assustar. Só que foi nessa altura que começou a jorrar o sangue porque tinha parado de apertar o nariz.

Para qualquer pessoa normal isso não é mais do que mais uns momentos de desconforto até parar a hemorragia mas infelizmente eu tenho uma reacção imediata ao sangue. É um fenómeno bastante comum e que no meu caso parece ser de famà­lia. Saltou ambos os meus pais mas o meu irmão e o meu tio também são assim.

Comecei a ficar enjoada. É um daqueles enjoos que eu tento controlar mas já sei que vou acabar por vomitar faça o que fizer. É horrivel quando o nosso corpo nos controla dessa forma. Até podemos achar que estamos calmos e racionais mas não há nada a fazer. O Pedro diz que por esta altura fiquei ainda mais branca do que o costume, algo que não posso confirmar porque não vi.

Ao fim de um bocado, como o enjoo não passava, o Pedro sugeriu que eu tentasse andar um bocado. Não me pareceu boa ideia mas pensei que se era para vomitar que fosse depressa porque não queria ficar assim mais tempo. Fui até à  casa de banho molhar a cara e comecei com tonturas. Sentei-me rapidamente mas não ajudou e comecei a ver tudo branco. Chamei o Pedro, para o caso de cair para o lado mas acabei por não desmaiar porque fui distraà­da pelo vómito.

O Pedro estava a tentar distrair o Tiago e evitar que ele entrasse na casa de banho – não vale a pena traumatizar já a criança – e depois de uma longa sessão de vómito o meu està´mago lá se acalmou e senti-me finalmente melhor.

Depois de lavar vigorosamente os dentes e abusar do mouthwash, fomos dar banho ao Tiago e deitá-lo, como normalmente. Depois fui tomar banho, porque tinha ficado a suar que nem um porco com isto tudo.

Felizmente a pancada não foi grave porque acertou muito em cima, já no osso. Não sei se teria a mesma sorte se tivesse sido um bocadinho mais abaixo. Não que eu seja grande fã do meu nariz mas é o único que tenho e já agora gostava de o manter intacto.

A maldição dos gatos

O Pedro estava a ver o Top Gear e o Jeremy disse uma coisa que eu já pensava há muito tempo: se conhecem alguém que gosta de carros, lembrem-se que essa pessoa gosta é de carros, não é de toalhas com carros bordados.

O mesmo se aplica há muito tempo a mim e gatos. Só porque gosto de gatos isso não quer dizer que goste de coisas decoradas com gatos. E no entanto, ao longo dos anos tenho acumulado uma colecção gigantesca de prendas de aniversário e natal que incluem canecas, pratos, pijamas, meias, livros e toda a espécie de objectos decoradas com gatos. Por causa disso desenvolvi um ódio de estimação à  loja do gato preto, responsável por muitas destas barbaridades.

Mas como explicar isto à s pessoas sem as ofender? É que aposto que andam à s compras, vêem uma coisa decorada com gatos e pensam ‘olha, isto era perfeito para a Dalila, ela gosta tanto de gatos!’. Quando na verdade eu prefiro coisas simples, com uma cor sólida ou riscas coloridas. Mas não há nada a fazer e aposto que vou continuar a coleccionar peças com horriveis decorações de gatos durante muitos anos.