Primeiro dia de praia

Ao fim de uma semana tivemos finalmente duas horitas com sabor a férias.

De manhã fomos comprar uns brinquedos para o Tiago. Acho que foi tipo a última despesa antes da poupança que se vai seguir para conseguir pagar a creche 🙂

Fomos à  Imaginarium e apetecia sair com a loja toda. Comprámos um fogetão fabuloso que inclui astronautas, um carrinho lunar, um cão astronauta e um alien verde com três olhos. ਠum brinquedo muito giro e o tipo de coisa que o Tiago ainda não tinha – um brinquedo com bonecos para role-playing. Todos os brinquedos dele são tipo centros de actividades que fazem música ou falam, o que é optimo mas acho que ele precisava de mais variedade, especialmente agora que está a chegar à quela idade em que começa a usar a imaginação para brincar e já não se limita a reagir aos està­mulos.

Também comprámos um daqueles puzzles de colocar as peças no buraco com a forma certa porque o Tiago já faz muito bem aquelas tarefas do tipo empilhar copos ou cubos, enfiar as argolas, etc e este é do mesmo estilo mas com um tipo de dificuldade diferente.

De tarde, quando o Tiago acordou da sesta, fomos à  praia.

No fim de semana passado esteve um tempo óptimo mas como era fim de semana não nos apeteceu passar duas horas no transito para ir à  praia meia hora e voltar para casa. Como o Pedro estava de férias, resolvemos esperar. Só que de segunda para a frente o sol desapareceu e acabámos por não ir a lado nenhum. Hoje era a nossa última hipotese.

O Tiago já tinha estado na praia o verão passado mas era muito pequenino e não gostou muito. Mas desta vez foi completamente diferente. Primeiro não saia da toalha e parecia ter medo de mexer na areia. Como o costumamos levar ao parque e ele odeia mexer na relva, não é de espantar. Mas eu enchi um balde de areia e ele esteve a divertir-se a tirar a areia do balde para a toalha. Quando o Tiago já estava à  vontade a enfiar as mãos na areia mostrei-lhe que havia mais por baixo da toalha e daà­ para a frente foi uma festa. Começou a gatinha pela praia, a esfregar as mãos na areia, a deitar-se a escavar buracos. Divertiu-se como só uma criança consegue e nós divertimo-nos imenso a vê-lo a e segui-lo pela praia fora.

É claro que não se queria vir embora mas acho que por essa altura já estava tão cansado que nem deu muita luta. E pronto. Lá temos nós que começar a aturar o trânsito de fim de semana para ir à  praia. Os sacrificios que se fazem pelos filhos 🙂

A saga das creches

Aproveitámos as férias do Pedro para ir visitar creches. Andamos há algum tempo com a indecisão sobre se vale a pena ou não por o Tiago na creche e resolvemos ver as instalações para pelo menos saber quais valem a pena e quais são para esquecer.

Começámos pelo Centro Paroquial de Cacilhas de que não gostámos muito. As senhoras parecem simpáticas e tem um terraço – acho que espaço exterior é sempre importante – mas tem muito ar de hospital, as salas dos mais crescidos pareceram ter muito pouca luz natural e os miúdos têm de descer uma escada bastante ingreme para ir ao refeitório que é no piso de baixo. Tem a vantagem de ser mais barata do que as outras e relativamente perto de casa, apesar de ser sempre a subir, mas pedem montes de burocracia para fazer a inscrição porque aquilo é comparticipado pelo estado e portanto querem tudo, desde declaração do IRS até quanto é que pagamos de renda de casa, para determinar a mensalidade que para nós acabaria por ser o máximo provavelmente. Ainda por cima não havia qualquer garantia de vaga. Tinhamos que o inscrever, pagar a inscrição e depois ver se ele era aceite ou não.

Fomos então à  segunda escola, esta bastante mais longe. Fomos ao Mestre Cuco. Gostei da escola apesar de achar as salas pequenas e não ter qualoquer espaço exterior. Penso que as outras instalações para miúdos a partir dos 3 anos são muito maiores e têm um espaço exterior bastante amplo mas a creche nem por isso. A sra foi muito simpática mas não há dúvida que é um infantário muito virado para o negócio – logo à  entrada têm uma vitrine com merchandising: t-shirts, chapéus, etc, com o logo da escola. Mas pronto. Isso não é um contra porque não obrigam ninguém a comprar. Gostei do facto de terem boas fotos da escola online o que fez com que já tivessemos uma ideia antes de ir lá e, apesar de ser mais cara do que a primeira, tem uma mensalidade mais baixa do que as duas que vimos a seguir. A maior desvantagem para nós é que é muito longe, e como eu não conduzo, com o extra do transporte já fica muito cara.

A terceira creche que visitámos foi o Barquinho. Também vi fotos online antes de ir lá e pelas fotos pensava que as salas seriam muito escuras mas não são. Têm até bastante luz natural e um grande terraço. Para além disso têm também um ginásio o que quer dizer que os miúdos não passam o dia todo no mesmo espaço e fazem exercí­cio numa zona bem almofadada. Também tem dois pisos mas aqui tem uma rampa em vez de escadas, que me pareceu muito mais seguro. Achei que o chão e os brinquedos estavam um bocado gastos e velhos mas no geral não foi o suficiente para me impressionar negativamente. Para nós tem a grande vantagem de ser perto de casa e não precisar de transporte. O maior problema é que é a mais cara de todas as creches, tanto na mensalidade como na inscrição.Mas aqui ficaria com a mesma educadora até aos 5 anos enquanto que no Mestre Cuco mudaria de educadora e instalações quando fizesse 3 anos.

Por fim fomos ao Piaget. Foi-nos aconselhado por uma vizinha que tem lá o neto e de facto a creche parece boa. As salas são grandes, tem um terraço com bastantes brinquedos e são muito poucas crianças. O chão é novo e achei que tinha um ar muito acolhedor e simpático. A senhora que nos atendeu também foi muito amorosa e saà­mos de lá com boa impressão. A mensalidade está entre o Mestre Cuco e o Barquinho mas em termos de custo anual acaba por ficar mais perto da do Barquinho porque se pagam 12 meses em vez de 11. Porém foi a única creche que vimos que tinha incluida na mensalidade as fraldas, dodots, material, etc. Como desvantagem tem umas escadas até à  porta que não dão muito jeito com o carrinho e para nós é um bocado longe. E aqui também teria de mudar de instalações aos 3 anos.

Básicamente ficámos muito indecisos porque depois de fazer as contas em termos de valores anuais as diferenças não eram assim tão obvias como pareciam inicialmente.

É de facto muito complicado decidir se e quando se deve colocar uma criança na escola. Por um lado penso que o Tiago vai aprender muito em termos de relacionamento com os outros e em termos de disciplina porque eu sou uma desgraça nessa área e deixo-o fazer o que quer. Por outro lado pode sentir-se abandonado e eu vou sentir grande dificuldade em deixá-lo lá ao fim de um ano com ele em casa. Estava finalmente a habituar-me a estar com ele e a não ter tempo para o resto e vai mudar tudo outra vez. E ainda por cima vou ficar lisa para conseguir pagar o infantário. Vou ter mais tempo para trabalhar e assim ter potencial para ganhar mais mas vai ser tudo sugado pela creche. Extras como cortar o cabelo, comprar roupa ou DVDS, ir ao cinema, etc, passam para a lista de coisas a esquecer durante uns tempos mas pronto. É por uma boa causa. Só espero que valha a pena.

Depois de discutir o assunto com os meus pais e com a irmã do Pedro acabámos por chegar a uma conclusão e ontem fomos inscrever o Tiago na escola. Só começa em Setembro, o que nos dá tempo para ajustar à  ideia, comprar sapatos, materiais, escrever o nome na roupa, etc, e depois lá vai ele apanhar as doenças e infecções todas deste inverno. Fun fun fun.