Vamos lá andar

Tal como suspeitava, só porque o Tiago já sabe andar não quer dizer que o queira fazer. Tenho tentado insistir com ele desde pequenas coisas como andar da sala até ao quarto para ir mudar a fralda, até à  casa de banho para lavar as mãos ou um bocadinho na rua quando saio com ele mas o Tiago não quer. Acho que já percebeu que andar implica deixar de ser o bebé de colo e não parece muito satisfeito por ter de abdicar da sua bebezice. Agarra-se à s minhas calças a choramingar e a pedir colinho e não sai dali. Espero que comece a colaborar um bocado mais porque já está a ficar bastante pesado para andar ao colo o tempo todo.

O outro grande avanço é que já mostra saber quando fez qualquer coisa que não devia porque quando atira comida ao chão, carrega nos botões do amplificador ou faz outras malandrices vira-se para nós e abana a cabeça em sinal de ‘não’. É claro que faz à  mesma mas pelo menos já distingue o que deve ou não fazer. E é impossível não o achar adorável a abanar a cabeça com aqueles olhinhos inocentes.

A próxima conquista parece ser enroscar e desenroscar tampas. Anda a treinar há dias com o boião da sopa durante as refeições. Agarra na tampa e coloca-a no boião e começa a tentar enroscar. Eu tiro a tampa para conseguir tirar mais uma colher de sopa e ele tenta outra vez. Já se safa bastante bem.

É claro que este skill tem grandes desvantagens: as garrafas de água que temos espalhadas pela casa vão começar a ser entornadas, temos de ter ainda mais cuidado com quaisquer frascos ou garrafas que possam ficar ao alcance, como o frasco das vitaminas na mesa de cabeceira, etc.

É uma chatice que estas evoluções aconteçam sempre antes da capacidade de reconhecer o perigo aque implicam. Deve ser uma anedota cósmica.

Indy

Por incrà­vel que pareça conseguimos ir ver dois filmes no espaço de uma semana. Na quinta feira, que foi simultaneamente feriado e dia das estreia em Portugal do novo Indiana Jones, lá deixámos o Tiago com os meus pais e fomos ver o filme.

Como não consigo expressar a minha opinião claramente sem estragar o filme a quem ainda não viu, vou dizer apenas que fiquei bastante dividida. Por um lado as cenas de acção são tà­picas, são suficientemente humorà­sticas e complicadas e o look do filme está inteiramente de acordo com os anteriores. Mas mesmo assim falta qualquer coisa.

Na minha opinião o problema principal deve-se ao facto de terem tirado algum protagonismo ao Indy focando demasiada atenção no novo personagem, fazendo com que nós fiquemos de fora. Nos outros filmes somos o Indiana Jones – sentimos o perigo com ele, etc. Neste filme somos apenas observadores. Fomos colocados mais no lugar do miúdo, afastando-nos da acção central. O Indy sai pelo tecto do Jipe e em vez da câmara o seguir ficamos dentro do carro à  espera do que vai acontecer a seguir. Não gostei de ser deixada de fora e acho que isso tira muito ao filme.

Por outro lado, não gostei nada da história. Se isto foi o melhor que conseguiram ao fim de dez anos é triste. Acho que a parte dos Maias tinha piada mas depois levaram as coisas longe demais, tentaram mostrar demasiado e tornaram o filme numa grande palhaçada. Eu gosto muito de sobrenatural mas neste filme não me convenceu. Parecia que estavam a tentar colar metade de uma jarra de barro com uma de cristal a ver se pegava e o resultado não é famoso.

Agora é que é mesmo (esperamos nós)

Ao fim de dois meses de dois ou três passinhos de cada vez seguidos de quedas, o Tiago conseguiu finalmente começar a percorrer a sala em pé sem grandes dificuldades. Desiquilibra-se a meio mas aguenta-se e continua a andar.

Isto foi no sábado à  noite, depois de ter passado um grande bocado com o pai. Acho que o Tiago gosta de exibir as suas proezas fà­sicas ao pai mas comigo não se esforça tanto – ou então sou eu que não puxo por ele da forma certa.

Agora vamos ver se ele continua a treinar porque já deu para perceber que ele continua a preferir gatinhar.

Mas pronto. Chegámos a mais uma etapa. E é tão giro vê-lo andar 🙂

Trabalhos manuais parte 2

Como já comprámos a mesa e cadeira para o Tiago, resolvi tentar novamente uma pequena actividade de trabalhos manuais para ver se resulta melhor sem ser no sí­tio onde ele come. Não há dúvida que a reação foi bastante diferente, mas também estava mais preparada desta vez.

O Tiafo divertiu-se imenso em todas as fases do processo. Tirou farinha do frasco que espalohou por todo o lado, foi amassando a farinha com a água enquanto eu mexia com a colher, adorou enfiar as mãos na massa e espalhar na folha de cartolina, esteve entretido com os cheerios que lhe ficavam agarrados à s mãos e por fim chapinhou alegremente na água com sabonete. Tudo isto fez a maior porcaria imaginável, como se pode imaginar.

Tive que parar quando ele começou a tentar lavar a cara. Agora começou a tentar lavar-se a si próprio no banho, o que é óptimo, mas quando tem as mãos cheias de massa, molhar a mão e depois esfregá-la na cara não dá propriamente os melhores resultados. Tive de o levar rapidamente à  casa de banho para ter a certeza que não enfiava massa nos olhos e ficámos por aà­.

Seguiu-se então a limpeza. Essa é a parte que nunca vem descrita nas receitas para estas coisas tão giras que se podem fazer com os miúdos. É que o raio da massa custa tanto a sair (dos móveis, chão, parede, leitor de cds…) como pingos de tinta. Só mesmo com esfregão.

Mas pronto, tenho ali a obra prima do Tiago para colar no frigorà­fico até cairem os cheerios todos 🙂

Amanhã volto a tentar, mas desta vez vai ser só com chantili – daqueles em spray – que não precisa de tantos utensà­lios e em principio é mais fácil de limpar. Quando o Tiago fizer um bocado menos de porcaria logo volto à  farinha com água.

Fim de semana cansativo

Sábado acordei com um lábio ferido do cieiro, outro inchado do herpes e com a certeza de estar brutalmente constipada. Como se isso não bastasse, passado pouco tempo faltou a luz. Exactamente na altura em que nos preparávamos para sair para um dia bastante ambicioso. Foi então preciso descer a pé, eu com o Tiago ao colo e o Pedro com o carrinho à s costas. Quando chegámos finalmente lá abaixo, com a ajuda de uma lanterna, estava uma senhora presa no elevador, mesmo naquele espaço entre o r/c e o primeiro andar que é completamente tapado por uma parede. Coitada. Devo confessar que por muito horrà­vel que isso seja não consegui evitar um pequeno instante de ‘ainda bem que o dia não me está a correr mal só a mim’.

Apesar de todos os sinais de que este não ia ser um dia fácil, metemo-nos no carro e fomos até ao IKEA para ver se era desta que conseguiamos finalmente comprar a mesa e a cadeira para o Tiago. Já tinhamos tentado no domingo passado mas só quando chegámos lá é que nos lembrámos que estava fechado ao domingo. Ainda tenho que descobrir quem foi a bestinha que aprovou essa lei das grandes superficies fecharem ao domingo para lhe meter uma bomba no carro (nota mental: aprender a fazer bombas).

É claro que depois disto tudo não havia a mesa que queriamos e tivemos que trazer outra, muito maior, que lhe ocupa metade do quarto. Mas tudo bem. O Tiago já começou a reagir mal quando entramos numa loja com brinquedos. Quer mexer em tudo e quando lhe pego para o levar embora desata a fazer uma birra tremenda e estica os braços para cima para ser mais escorregadio e dificil de pegar. Foi o que aconteceu no IKEA. Tirei-o do carrinho para o sentar na cadeirq que queriamos comprar para ver se era muito grande para ele. Só que ele gostou tanto de estar sentado que não se queria ir embora. Nem quero imaginar como vai ser daqui a um ano, quando ele já conseguir sair disparado a gritar ‘não!’.

Quando regressámos a Almada fomos comprar bilhetes para o cinema e comer qualquer coisa. Depois voltámos para casa para dar o almoço ao Tiago e deitá-lo para a sesta. Quando chegou a hora tivemos que o acordar mas como já tinha dormido duas horas estava bem disposto. Deixámos o Tiago com os meus sogros e fomos ao cinema pela primeira vez desde o Stardust.

Fomos ver o Iron Man, filme escolhido pelo Pedro, claro. Mas apesar de não conhecer o personagem ou a história até gostei razoavelmente do filme. O Robert Downey Jr. é perfeito nestes papeis sarcásticos e sacanas e o filme avança a uma velocidade suficientemente lenta para mostrar o desenvolvimento da personagem em vez de saltar logo para montes de cenas de pancada e tiros que acabam por ser um boçejo. As cenas do desenvolvimento do fato são as mais giras, com bastantes momentos de humor. A luta entre os dois homens de ferro no final (sendo que um deles é brutalmente grande o que não faz sentido nenhum se aquilo é suposto ser um fato mas isto é um comic e por isso há que deixar o cérebro à  porta) é a cena obrigatória para rapazes de 12 anos e já não me diz grande coisa.

Depois do filme ainda fomos ao supermercado fazer umas compras essenciais e depois fomos buscar o Tiago.

No domingo eu estava completamente destruà­da. Entre a constipação, que no segundo dia é sempre pior, e o cansaço do dia anterior, acho que tinha conseguido dormir o dia todo se pudesse.

Em vez disso tivemos almoço em casa dos meus sogros. Custou-me um bocado e estive calada grande parte do tempo porque estava a fazer um esforço enorme por me manter vertical, mas acabou por nem ser assim tão mau porque o Tiago esteve entretido com as pessoas e os cães e não foi preciso estar eu a fazer aquele sacrificio extra de fazer de conta que estava feliz e contente e andar a correr atrás dele pelo chão.

Quando voltámos para casa passei o resto da tarde a tentar descansar, sem grande sucesso. Entre o barulho dos vizinhos, do cão do lado, das obras na rua, dos alarmes ocasionais entre outros tà­picos sons citadinos, não é possível descansar durante o dia. à€ noite gastei inutilmente as minhas últimas energias com o jantar do Tiago que ele vomitou imediatamente a seguir. Também está constipado e quando fica com o nariz entupido começa a respirar pela boca o que não é compativel com comer. Aspirou um bocado de cogumelo ou uma ervilha e veio tudo fora.

O Pedro acabou por conseguir voltar a dar-lhe sopa e fruta e depois do esforço extra de lhe dar banho (desde que aprendeu que é giro chapinhar na água ficamos todos encharcados) e vestir o pijama (que hoje em dia é o mesmo que levantar halteres porque o miúdo passa o tempo a tentar fugir e tenho que lhe pegar e traze-lo de volta a cada peça de vestuário) consegui finalmente comer e ir para a cama.

E assim começa outra semana…

Tiaguices

Tenho um miúdo muito giro.

Acho que normalmente só escrevo quando é para me queixar – do cansaço, da falta de tempo, das birras – e não escrevo muito sobre as partes boas de ter um filho. Isto deve-se ao facto de precisar de desabafar quando as coisas ficam complicadas e quando está tudo bem não ter tanta necessidade de o expressar – basta senti-lo.

Mas não quero ler isto daqui a uns anos e ficar convencida que foi só dificuldades. É que os momentos bons são isso mesmo, pequenos momentos, à s vezes duram um ou dois segundos, e depois acabam, mas quando são mesmo bons compensam um bocado tudo o resto. Não apagam nada da memória nem servem de consolo quando se está no limite da paciencia mas são um bocado como respirar novamente oxigénio depois de 2 minutos com a cabeça debaixo de água. Por vezes esquecemos que eles existem e há dias em que são muito raros mas esses momentos perfeitos são essenciais à  nossa sobrevivencia – a minha certamente e a do Tiago pelo facto de estar dependente de mim.

Há então momentos bons: as gargalhadas que ele dá e que adorava que fossem mais frequentes, aquele momento em que ele começa finalmente a fazer uma coisa nova, seja gatinhar, por-se de pé, acertar com a colher na boca sem ter entornado a comida, empilhar os cubinhos, etc, quando consigo que ele colabore em algo como atirar a bola ou seguir-me, aquele sorriso malandro que ele faz antes de fugir de mim à  espera que eu o persiga… Enfim, pequenas coisas.

Ultimamente acho divertidissimo ver que ele já descobriu o gozo da antecipação. Construo uma torre de copinhos e ele coloca as mãos a dois ou três centimetros da torre e fica nessa posição uns segundos com um sorriso fantástico e altamente malandreco antes de deitar aquilo tudo abaixo. Há alturas em que parece que ele até tem arrepios de pensar no que vai fazer. É fabuloso. E tamb´m acho imensa piada ao facto de ele fazer certas coisas para obter aplausos – sentar-se no banquinho, comer com a colher, enfiar as argolas no poste – se nos distraimos começa ele a bater palmas para nos lembrar da recompensa. É o máximo.

Por vezes olho para ele e fico espantada com a fofice do miúdo. Acho que é altamente egocentrico acharmos os nossos filhos lindos quando são parecidos connosco mas tenho a impressão que é daquelas coisas do instinto de sobrevivencia que não se podem contornar. Não consigo evitar – acho o miúdo muita giro. Mas não espero que mais ninguém concorde porque acho isso desde que ele nasceu e quando vejo as fotos dele recém nascido, roxo e engelhado já consigo ser mais objectiva e pensar ‘mas que raio é que eu estava a pensar? Ele era tão feioso como os outros recém nascidos todos!’. Só que na altura não era. Seja das hormonas ou outra coisa qualquer, a sensação indescrità­vel de ter aquela criatura minúscula a abrir os olhos pela primeira vez e olhar para nós sobrepõe-se a tudo o resto e é o que nos impede de querer atirá-los pela janela quando não nos deixam dormir há duas semanas.

Mas acho-o muito mais giro agora do que quando era mais pequeno. Agora já tem expressões faciais e sabe o que quer, tem personalidade e um sorriso que derrete toda a gente que se cruza com ele. Definitivamente vai melhorando com a idade.

Acho que sempre imaginei a fase de bebé de colo seguida da fase em que eles já pintam e fazem jogos e nunca pensei que o intermédio fosse tão longo e doloroso, mas havemos de lá chegar. Não estou com grande vontade de aturar os terrible twos, porque se até aqui não tem sido fácil, nem imagino o que se segue, mas vamos avançando dia a dia até isso passar.

E um dia mais tarde ele vai deixar de precisar de mim e só espero que quando isso acontecer que eu tenha conseguido pelo menos ajudá-lo a tornar-se uma pessoa forte, confiante e com conhecimento que tem pessoas que o adoram mesmo quando se porta mal 🙂

Quase com 14 meses

Já há algum tempo que não faço um apanhado da evolução do Tiago. Isto deve-se talvez ao facto de estar à  espera que ele ande e nunca mais. Vai dando uns passinhos mas nem parece esforçar-se muito e os meses vão passando. Não é por medo de cair porque ele próprio adora atirar-se para o chão e tem as nódoas negras para o provar – não sei como é que ele não se queixa quando se deixa de cair de joelhos e aterra com as canelas num qualquer brinquedo. Eu fartava-me de gritar. Ele não anda mais porque não sente necessidade e porque dá muito trabalho. Nota-se que precisa de se concentrar muito para manter o equilibrio e tem de dar passos pequeninos e ele não tem paciencia para isso. Prefere atirar-se ao chão e gatinhar até onde quer ir já que chega muito mais depressa. Isso torna-se obvio quando o ponho em pé e lhe agarro nos braços para dar um pouco de apoio. Assim que ele se sente equilibrado não tenta andar – começa logo a correr. É um miúdo muito ocupado e não tem tempo para coisas chatas como andar devagarinho.

Quanto à  fala já começou a repetir mais alguns sons mas só quando lhe apetece e por mais que puxemos por ele geralmente recusa-se a demonstrar o que já consegue dizer, apesar de ser óbvio que compreende cada vez mais palavras.

Acho importante dizer que nada disto me preocupa minimamente. Não penso que seja um problema. É apenas frustrante porque passo os dias inteiros com ele e à s vezes gostava que ele falasse de volta.

De resto, já empilha copos e cubos muito bem apesar de continuar a preferir destruir as torres a construà­-las. Tentei começar aquele tipo de actividades que eles fazem nos infantários comas digitintas e coisas do estilo mas não correu muito bem. Acho que o problema foi que o único sí­tio que tenho para ele fazer estas coisas é na cadeira onde ele come e isso confundiu-o. Achou que ia comer e ficou muito furstrado apesar de estar curioso para mexer naquelas pastas. Acabei com um miúdo aos gritos e meia hora de limpeza para um resultado nulo.

A única vez que correu bem foi a primeira tentativa, quando o deixei brincar com espuma de barbear. Só que mais tarde ou mais cedo lá vai a mão à  boca por isso tem de ser uma brincadeira curta. Dessa vez levei a cadeira para o quarto dele, pensando que mudar o local poderia fazer diferença. De facto não fez uma fita tão grande. O pior é que ele pode gostar da actividade mas detesta a limpeza que se segue o que quer dizer que seja como for acabo com um miúdo aos gritos.

Da segunda vez fiz uma pasta com farinha e à gua mas foi na sala, que é onde ele come, e já não correu tão bem, para além de fazer muito mais porcaria. Só não encontrei o corante alimentar para juntar à  massa porque não podia deixar o Tiago sozinho para ir procurar. Talvez no fim de semana tenha coragem de tentar outra vez.

A primeira experiencia de trabalhos manuais nem correu muito mal mas mostrou que o Tiago não é minimamente cooperativo. Fiz cola com farinha e água novamente e a ideia era colar cherios numa cartolina para fazer um desenho. O Tiago gostou de espalhar a cola pela cartolina com as mãos e arrancar todos os cherios que eu ia colando, ou seja, tudo menos tentar seguir instruções, mas pelo menos divertiu-se.

Também achou piada à  plasticina mas ainda não percebeu para que serve. Limita-se a partir dois bocados e atirá-los ao chão. Mas é importante começar a introduzir novos materiais e actividades. Como o tempo pode ser que ele começe a achar piada a colaborar.

No fundo sinto que em termos de disciplina sou um fracasso. Vê-se que ele já faz coisas só para provocar e como não o ponho de castigo arrisco-me a criar um monstrinho. Espero ainda ir a tempo de corrigir a situação.

Tem-se recusado a comer ao almoço, nos últimos dois dias, o que faz com que tenha de lhe dar novamente o almoço ao lanche. Hoje nem assim. Atirou o prato ao chão e recusou a sopa. Resolvi montar o parque para ter um sí­tio onde o por de castigo mas tenho sérias dúvidas que vá funcionar.

Pela positiva, a novidade mais recente é que aprendeu a descer da cama ser ser de cabeça. deixa cair um pezinho de cada vez e desliza para o chão. Estou sempre a segurar-lhe na camisola, just in case, mas já não preciso de lhe dar apoio nenhum que ele safa-se muito bem.

Ontem levei-o ao jardim e ele já conseguiu subir sozinho as escadas do escorrega mais pequeno e já consegui que ele descesse pelo escorrega (normalmente tenta sempre voltar a descer pelas escadas). Estava cheio de medo e agarrava-se à  minha camisola com toda a força mas lá desceu. Por um lado é bom saber que ele tem medo de cair porque assim pelo menos não se atira sem eu estar lá para o agarrar.

pet spider

Temos há algum tempo uma aranha a viver na nossa varanda. É claro que isso implica teias por todo o lado, que eu tenho de destruir ocasionalmente e que no dia seguinte já estão lá outra vez. Mas como é uma aranha muito eficiente que impede uma série de bicharada de nos entrar pela casa, deixo-a em paz. Tem vindo a ficar cada vez maior e mais gorda, mas desde que se mantenha no seu espaço e eu no meu vamos continuar a entender-nos.

Até aqui tudo bem. O único problema é que eu tenho um horror brutal a bichos rastejantes, voadores ou de qualquer outra espécie. Então e as borboletas que são tão bonitas?, perguntarão alguns. Nem consigo olhar para as fotos de borboletas dos livros do Tiago sem ficar enjoada e com comichões. E se vir alguma a voar na minha direcção o mais provavel é esconder-me debaixo da mesa mais depressa do que se ouvisse um tiro. E apesar de aranhas me fazerem menos confusão que o resto, isso só se aplica se mantiverem a sua distância. Assim sendo, todas as manhãs e todas as noites vou verificar onde está a aranha para ter a certeza que não resolveu ir passear para a minha cama, por exemplo. Isso seria o fim da nossa relação pacà­fica.

Já aconteceu estar a sair do banho, esticar a mão para a toalha exactamente no momento em que outra aranha do mesmo tamanho ou ligeiramente maior (na minha mente têm sempre o tamanho da palma da minha mão apesar de na realidade ser mais do tamanho da unha do polegar) aparecer por detrás da toalha gerando uma grande gritaria que terminou com o Pedro a ter de se livrar da aranha enquanto eu pingava à gua por todo e tinha um interminável ataque de arrepios.

A nossa aranha de estimação também já me pregou uma partida semelhante. Tinha resolvido ir de férias para o regador e quando o fui encher de água sai ela pela ponta, começando a dirigir-se para mim. Desta vez consegui não entrar em pânico. Agarrei no regador, voltei a levá-lo para a varanda, esperei que a aranha saà­sse do regador e depois fui acabar de o encher.

Suponho que esta coabitação pode ser vista como uma espécie de terapia. No outro dia até estava com vontade de fotografar a aranha, já que temos uma lente macro sensacional. Mas ainda não tive coragem porque tenho medo de ver a foto em grande, no ecran, e ter um ataque fóbico que resulte em aracnocà­dio. Acho que é melhor conviver com a aranha se não olhar com muito pormenor para ela.

O MEO é uma aldrabiçe – passem palavra

Acordei hoje de manhã, liguei a televisão para o Tiago ver 5 minutos de Baby Fist enquanto lhe preparava a papa e o canal não estava lá. Fui verificar e a Fox, AXN e BBC Prime também tinham desaparecido. Percebi logo o que se tinha passado e fiquei furiosa e indignada com a lata destes gajos.

Nunca, em serviço nenhum me tinha acontecido uma coisa destas. É claro que mudam canais etc, mas avisam sempre e nunca me desligaram um serviço que pago e a que tenho direito.

Nós aderimos ao MEO há dois meses depois de pensar muito no assunto e consultar a lista de canais que eles ofereciam para ter a certeza que não perdiamos nada em relação ao serviço que tinhamos na altura. Como só vemos 3 ou 4 canais, não era dificil de verificar isso. Os canais que queriamos estavam todos na lista dos opcionais mas era suposto termos direito a dez canais opcionais dentro do preço normal. Nós escolhemos os 4 que queriamos e nunca mais pensámos nisso.

E agora, dois meses depois, estes aldrabões mudam o sistema, sem sequer enviar as novas condições de utilização aos clientes – recebemos apenas o folheto promocional para novos clientes que não diz grande coisa. Era suposto dar para experimentar o novo sistema durante os últimos dois meses mas o menu nunca funcionou e de repente cortam-nos os canais e acabou-se.

E quando liguei a reclamar deram-me a conversa de vendedor do costume que se resume a ter de aderir a pacotes de canais com montes de porcaria que não me interessa, enchedo assim os 10 slots com lixo inutil e pagando os restantes canais à  parte. E se os canais que quero não pertencerem a nenhum pacote, não preenchendo assim nenhum dos slots a que tenho direito, e quiser só canais da lista dos extra, tenho de os pagar à  mesma.

Cambada de ladrões. Isto só faz sentido para eles, para ganharem mais dinheiro à  custa dos clientes que foram enrolados por uma promessa de um serviço flexà­vel e personalizável completamente falso.

Agora falta ver se me cobram os 2 pacotes que é suposto estarem incluidos para além do canal extra. E vou já começar à  procura de serviço alternativo porque o MEO não vai durar muito. Sabe-se lá o que é que inventam a seguir para me sacar mais dinheiro.

– PulseirasPulseiras

– Adorei fazer estas pulseiras de arame. Cada uma sai diferente da anterior, mesmo quando se usa o mesmo modelo, por isso são todas únicas.

E um colar a condizer com esta última pulseira:

Adorei fazer estas pulseiras de arame. Cada uma sai diferente da anterior, mesmo quando se usa o mesmo modelo, por isso são todas únicas.

E um colar a condizer com esta última pulseira:

– Brincos em latãoBrincos em latão

– O latão fica muito giro com contas laranja e amarelas. Não resisti a fazer uma série de brincos em que todos os componentes, tirando as contas de vidro e resina, foram feitos por mim.

O latão fica muito giro com contas laranja e amarelas. Não resisti a fazer uma série de brincos em que todos os componentes, tirando as contas de vidro e resina, foram feitos por mim.

Peças em prata

Adoro este anel em arame de prata quadrado. Tenho de fazer mais com variações sobre o tema. Tem qualquer coisa que faz lembrar a decoração dos elfos no Lord of the Rings e fica muito giro no dedo:

Continuo a experimentar diferentes modelos de pendentes wire wrap. Este é giro porque não precisa dos bocadinhos de arame para segurar o arame principal. É tudo feito só com dois pedaços de arame cruzados nas costas do pendente:

E outro pendente com uma pedra muito bonita:

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