Saudades da preguiça

Ontem estive muito preguiçosa. Suponho que depois de andar a carregar com as gatas e a verificar se estavam bem durante a noite tinha obrigatoriamente de ter uma quebra de energia mas odeio estar assim.

Hoje, pelo contrário, tive um dia relativamente ocupado. De manhã foi preciso emitir facturas, tratar do recibo de salário, preencher papeis de registo e envelopes para encomendas, ir ao correio e ao banco depositar um cheque, e tudo isto antes do meio dia. Depois estive a fazer umas pequenas alterações para o site da máquina, pedidas uns minutos antes de ter que sair e finalmente fui almoçar.

De tarde levei as gatas ao vet para verificação da sutura e quando voltei estive a limpar o chão, que estava cheio de areia dos gatos e terra de um vaso que a Niki entornou, e ainda fui por o Lamisil no House antes de conseguir parar 5 minutos.

Por volta das 4 da tarde recebi um telefonema algo surrealista de uma empresa de ar condicionado a dizer que estavam só a verificar se estava alguém em casa para virem fazer manutenção do ar condicionado. Fiquei altamente surpreendida porque apesar de já ter discutido com o Pedro pedir a uma destas empresas para virem cá mudar os filtros, não chegámos ainda a contactar ninguém. Será que estes conseguem ler pensamentos? Mas não. Cheguei à  conclusão que o problema é o do costume – o nosso novo número de telefone costumava pertencer a um Sr. Carlos que aparentemente não disse a ninguém que já não tem este número. Em dezembro fartei-me de receber mensagens de boas festas de pessoas que não conheço graças a esta confusão.

Kitty nurse

Ao fim do dia de ontem fui buscar as gatas. Ainda foi preciso mudar o penso à  Nikita porque ela urinou na caixa e ficou toda molhada. Para além disso vomitou, provavelmente como reacção à  anestesia, e é possivel que tenha aspirado parte do vómito o que implica tomar antibióticos durante uma semana. A Buffy também vomitou assim que chegou a casa. Como foi a segunda a ser operada só reagiu mais tarde.
O pior foi chegar a casa e tentar acalmá-las ao mesmo tempo que as tentava impedir de arrancar o penso. Andavam a esbarrar com os cones contra todos os móveis, portas, etc por isso tive de os tirar rapidamente. Ainda tentei fazer o fatinho que funcionou para as outras mas elas fartavam-se de gritar e não conseguiam andar convenientemente por isso acabei por desistir. A Nikita ficou logo muito mais calma sem o fato e foi dormir para o meu colo durante o resto da tarde. A Buffy ficou no cesto e acabou também por se acalmar, apesar de ter uma tendência muito maior para lamber o penso.

à€ noite, porque não as podiamos  vigiar, optámos por colocar uma ligadura elástica à  volta da barriga de forma a evitar que consigam arrancar o penso todo, mesmo que descolem uma pontinha. Parece que funcionou e já não lhes restringe os movimentos. A Buffy Pareceu começar com dores por esta altura e não se podia mexer nela. Também reparámos que os outros gatos começarm a ficar agressivos em relação a elas por isso optámos por isolá-las no hall durante a noite. Assim também nos permitiu ir espreitar de vez em quando para verificar se estava tudo bem.

Hoje de manhã parecem muito melhores. Já andam a saltar para cima dos móveis e já não se queixam quando lhes pego ao colo. Aquilo que as incomoda são os pensos, que continuam a tentar tirar, por isso tenho de as ir vigiando e reajustando a ligadura quando começa a escorregar demasiado.

Amanhã vou levá-las à  consulta para mudar o penso e ver se está tudo bem e para a semana vão tirar os pontos. Vai ser uma semana complicada mas espero que passe depressa.

maldades gatais

As nossas duas gatas mais novas, a Niki e a Buffy, tiveram recentemente o seu primeiro cio. E apesar de achar que ainda são pequeninas, resolvi marcar a esterilização. É uma operação chata nas gatas mas é aconselhado como protecção contra tumores do útero, especialmente em gatas que já se sabe que não vão ter gatinhos. Os nossos bichos estão todos operados e nunca me custou tanto como hoje. Mas achei que não valia  apena adiar porque daqui a uns tempos, se tudo correr bem, estarei demasiado ocupada com outras coisas e prefiro tratar disto agora.

Levantei-me cedo, lutei com a Nikita para a conseguir enfiar na caixa e o Pedro ajudou-me a levá-las até à  porta do vet antes de ir trabalhar. Depois passei a manhã a roer as unhas até me ligarem por volta da uma a dizer que já estava, só faltava a Buffy acordar completamente.

Parece que não foi fácil porque elas estavam muito nervosas e a anestesia demorou a fazer efeito, mas lá deu. Agora devem ser umas semanas de medicação e tenho de lhes fazer um casaquinho, como fiz para as outras gatas, de forma a evitar que elas arranquem os pontos. Estou só à  espera das cinco para as ir buscar.

Entretanto parece que parou finalmente de chover, o que é optimo porque tenho que ir novamente aos correios antes do vet e não me apetece ficar constipada mais uma vez. Tem estado um certo frio, mas aguenta-se bastante bem. Muito melhor que o calor, pelo menos. O meu único problema é que as calças passam a vida a cair porque não se conseguem aguentar a meio da barriga gigante e passo o tempo a espirrar por causa disso.

O House está cada vez com menos pelo na cabeça. Começo a desconfiar da medicação. Acho que não está a fazer grande coisa. Começa a apetecer-me rapar o gato para ser mais fácil de tratar mas acho que era demasiado cruel 🙂
Tenho de continuar à  espera e ver o que isto dá.

a saga das estantes

Tal como previsto, a entrega chegou atrasada. Ligaram-me à s cinco da tarde a dizer que não conseguiam chegar até à s 6, hora em que era suposto terminar a espera. Mas mais do que tipos que chegam atrasados irritam-me os que adiam para o dia seguinte ou pior, por isso não me importei nada quando apareceram pouco depois das sete. Tiveram que sofrer um bocado porque as embalagens do roupeiro não cabiam no elevador mas chegou tudo aparentemente inteiro.

O Pedro chegou já depois das nove e trazia finalmente o resto do equipamento de som – a coluna central e os suportes para as laterais – de que estava à  espera há meses. Deixei-o montar as colunas e comecei a tratar da primeira estante. Ele ajudou-me com a última parte e colocação no sí­tio e ontem estive a transplantar livros de uma estante para outra. A antiga passou a separador da sala até ver.

Ao fim do dia tive trabalho, com actualização a um site para colocar online e uns bugs para resolver, mas depois comecei a montar a segunda estante. O Pedro chegou mesmo a tempo para ajudar a terminar e depois estivemos a montar as portas. Foi preciso prender a estante à  parede porque tinha tendência a cair quando se abrem as portas, que são mais pesadas que a estrutura. Nada como fazer uns buracos na parede à s dez da noite como vingança pelas obras constantes dos vizinhos.

Hoje acabei de arrumar a segunda estante e agora só falta uma para estar tudo acabado. O roupeiro é só depois das obras (se alguma vez vierem a acontecer).

Apesar de todo este esforço tenho-me sentido menos cansada. O pior continua a ser o està´mago e já tive me de armar com mais anti-ácido. De resto, e apesar de me sentir como uma baleia encalhada e ter algum dificuldade em calçar meias e actiividades do estilo, passo os dias realtivamente bem. Tenho algumas dores de costas quando estou ao computador, mas isso é normal. O que não me parece  normal é o sí­tio onde me doem as costas – em vez de ser nos ombros ou zona lombar, é numa zona intermédia, imediatamente abaixo das omoplatas. Weird.

…e os tipos das entregas nunca mais chegam

Tenho andado a mudar móveis e a arrumar a casa de uma maneira geral mas sempre evitando o quarto que será para o Tiago. Estou cada vez mais ansiosa e estas arrumações servem para não pensar muito no assunto. Ainda não resolvi completamente a questão da mala e não me apetece muti pensar nisso. Tenho uma mini-mala que dará para uma emergência não planeada e o resto pode esperar. Acima de tudo tenho pena que a má experiencia anterior me esteja a roubar o que deveria ser um momento feliz. Não é que esteja a ser dominada pelo medo. É mais o problema de ter uma memória và­vida dos dias passados no hospital e cada vez que penso no que será desta vez não consigo evitar que toda a experiência seja revivida. É a sensação de já ter passado por tudo uma vez e já ter alguma noção do que vai acontecer e ao mesmo tempo não querer que muitas das situações se repitam.

Esta tarde estou de castigo à  espera da entrega do IKEA e acho que só devem chegar ao fim do dia. Não que planeasse ir a algum lado que não possa esperar, especialmente com este frio.

O House está cada vez com menos pelo à  volta das orelhas e vou ter que o levar ao vet para saber se devo ajustar a dose do medicamento. A Buffy e a Nikita estão as duas com cio e não o largam. Também vou ter de marcar a operação para breve.

Tenho andado a experimentar ver algumas das séries que ainda não conhecia e muita gente havia sugerido e até agora estou um bocado decepcionada. A série weeds deixa-me meramente indiferente. Não me diz grande coisa. E o Carnivale é para esquecer. Qualquer série que no primeiro episódio tem logo uma violação, um bébé morto e uma tipa a afogar um gato parece feita especificamente para me manter à  distância. O prison break também podia ser muito mais à  base de violações no duche e gajos a estriparen-se uns aos outros com uma escova de dentes afiada mas deu a volta a isso, limitando-se a algumas insinuações e concentrando-se muito mais na história o que faz com que possa ser vista sem dar volta ao estomago. Quando se opta pelo shock value – que no fundo já não choca ninguém porque é sempre a mesma coisa e previsivel a milhas – perco completamente o interesse.

Mais um fim de semana comprido

Há algum tempo que os fins de semana servem para arrumar a casa. No fim de semana passado foi a vez de montar finalmente as novas prateleiras da dispensa que já tinhamos comprado antes do Natal. Foi uma óptima ideia porque já não tenho tudo ao monte e torna-se muito mais simples arrumar e encontrar coisas. Até temos uma dispensa grande mas que só tinha umas duas prateleiras a alturas decentes e para baixo nada. Era um desperdà­cio de espaço.

Este sábado fomos ao IKEA porque há imenso tempo que estava a planear comprar estantes novas para a sala, uma vez que as que temos agora já estão a rebentar pelas costuras. E como ainda tenho esperança que as obras se concretizem, comprámos também um novo roupeiro para o hall.

O primeiro incómodo foi não termos reparado que era época de saldos e como tal aquilo estava cheio. Foi uma tarde longa e requereu algum esforço. Esta onda de ser preciso carregar com as caixas até à  zona de entregas é um sacrifà­cio, mas enfim, lá se fez. O pior foi perder montes de tempo no piso de cima a escolher o que querà­amos  para depois chegar ao armazém e repara que estava esgotado. Apetece logo partir a cara a alguém por nos fazer perder tanto tempo. Acabámos por ter que trazer os móveis noutra cor – sim porque não me estou a ver a voltar lá tão cedo para passar por tudo isto de novo – e mesmo assim não foi possível trazer tudo. Mas em princà­pio o que falta cabe no carro por isso quando tivermos paciência logo vamos buscar. Como é apenas uma extensão para as estantes não nos impede de montar o resto entretanto.

Depis apanhámos uma hora de transito a voltar para casa, ajudado por um acidente na ponte. Quando finalmente chegámos a casa estivemos a montar as poucas coisas que vieram logo. Passei grande parte da noite a montar caixinhas mas acho que valeu a pena porque tinhamos montes de prateleiras com tralha que ficaram logo com um ar muito mais arrumado.

Agora é esperar que entreguem o resto e que o Pedro tenha tempo para me ajudar a montar as estantes.

No domingo fomos almoçar fora e de tarde resolvi que estava na altura de deitar para o lixo o móvel da máquina de costura que é feio, enorme e está já em bastante mau estado. Considerando que a máquina é de 1991, o que me espanta é que ainda funcione, mas é toda em ferro e estas coisas têm uma certa tendência para durar. Com a ajuda do Pedro desmontámos a máquina que pelos vistos até tem pezinhos e não precisa do móvel para nada, e estivemos a oleá-la. O móvel ficou no mesmo sí­tio e provavelmente só no próximo fim de semana é que vai efectivamente para o lixo.

O House continua o tratamento dos fungos que parece estar a funcionar. Não começou ainda a melhorar mas pelo menos não parece estar a alastrar e nenhum dos outros gatos tem sintomas. Ele toma o sporanox com a comida sem dar por isso e depois só tenho que lhe por o lamisil na zona afectada, algo que ele nem se parece importar muit. Tenho é de passar o tempo a lavar as mãos com betadine para ver se não apanho aquilo também, mas isso é o menos.

dispensava dias destes

O dia não me está a correr particularmente bem. Estou com problemas de ligação – o ADSL está a dar os mesmos problemas de timeout que a cabovisão mas a ligação não cai, o que não faz sentido nenhum. Tentei então ir tirar fotos de uns aneis novos mas a máquina fotográfica ficou sem bateria. E para terminar parece que o House está com fungos no pelo das orelhas. É possível que fosse isso que estava a causar a outite e ao fazer o tratamento o próprio medicamento pode ter espalhado os fungos para a zona externa do ouvido. Lá vamos nós ter de voltar aos tratamentos com Lamisil e Sporanox em cigarrinhos de manteiga. Não tinha saudades nenhumas disso, na verdade. E obrigar este gato a engolir seja o que for é uma dor de cabeça. O que vale é que funciona misturar os medicamentos com a comida. Pode ser que este também passe assim.

Dois meses custam a passar

Tenho andado muito cansada. Parte do cansaço vem da anemia e parte vem do facto de não conseguir encontrar uma posição confortável para dormir. Acho que os próximos dois meses vão ser assim e tenho que me habituar.

Tenho tido algum trabalho para fazer, o que me mantém à  secretária e o resto do tempo parece ser ocupado a tentar dar conta das tarefas domésticas.

Fomos a uma consulta na sexta feira e em princà­pio, se continuar tudo a correr como até aqui, vamos marcar a indução do parto para o final das 37 semanas, ou seja, à  volta de 15 de Março.

Mas como pode acontecer muita coisa até lá, já tive de começar a pensar em fazer a mala para o hospital e vou ver se consigo enfiar tudo na malinha que o meu irmão me ofereceu no natal. Mas a tarefa não tem sido agradável. Ter de voltar a mexer na roupa de bebé e a lembrança constante da última vez que estive no hospital são coisas que gostava muito de poder evitar. Aquilo que devia ser uma altura feliz não o pode ser. Até agora estive simplesmente a ver o tempo passar e a tentar não pensar nisso, e quanto mais a gravidez se aproxima do fim mais dificil é ignorar a questão e sinto a ansiedade a aumentar, por mais que me tente controlar.

Os gatos parecem estar finalmente recuperados e o House começou já a ganhar coragem para comer na cozinha e hoje até passou o dia no escritório connosco em vez de estar na sala como é costume. Acho que vai começar a engordar, agora que percebeu que há um prato na cozinha com ração o dia todo, mas paciência. Também já se mexe por isso pode ser que ainda consiga recuperar completamente antes de ficar uma bola de banha como o Jones.

A exploração genealógica tem estado um bocado parada porque estou demasiado cansada para ir passar dias em Lisboa a ler microfilmes. O máximo que tenho feito é enviar pedidos de pesquisa para as conservatórias e arquivos distritais onde não posso ir pessoalmente e esperar que com isso consiga avançar um bocado mais na famà­lia do Pedro, que tem sido muito complicada de pesquisar. Ao contrário da minha famà­lia, que são da mesma aldeia ao longo da diversas gerações, cada elemento da famà­lia do Pedro vem de uma freguesia, concelho e distrito diferente, geralmente para o norte do paà­s. E pior ainda, a maior parte deles é de distritos que conservam todos os registos, ou seja, de que não existe absolutamente nada na Torre do Tombo. O que odeio verdadeiramente é quando não encontrar um registo que eu sei que tem de estar lá porque tenho outro documento que refere a freguesia de nascimento e a idade da pessoa. É daquelas situações em que, se for eu a consultar até sou capaz de encontrar porque consigo perceber que o nome da mãe está ligeiramente diferente ou algo do estilo, mas como só posso pedir pesquisa não posso discutir com os resultados.

Geralmente isso não é um problema porque a maior parte dos arquivos só cobram a pesquisa se encontrarem o registo. Mas o arquivo de Coimbra, por exemplo, cobra pesquisa quer encontrem quer não, o que até compreendo porque o serviço de pesquisa deve ser separado do serviço de fotocópia/certidões. Mas não há dúvida que sai caro.

E há mais diferenças de arquivo para arquivo. De Beja, por exemplo, estou há espera de uma pesquisa há cerca de um mês. Até mandaram um mail a dizer que tinham pouco pessoal e a pesquisa ia demorar, mas eu entretanto encontrei muitos dos registos que pedi na Torere do Tombo e enviei um mail com esses dados adicionais e mesmo assim ainda não obtive resposta.

O arquivo de Castelo Branco, por outro lado, é uma maravilha. São super rápidos a responder e até já me fizeram pesquisas para além das datas que eu tinha indicado sem ser preciso dizer nada. E o mais estranho é que não cobraram tempo de pesquisa. São verdadeiramente eficientes. Até me apetece mandar-lhes uma prenda 🙂
Isto porque pensava que a linha de onde vem o meu apelido estava arrumada para todo o sempre e afinal parece que vou conseguir continuar graças ao último registo que me enviaram. É bom saber que algumas coisas em Portugal funcionam bem.

Feliz ano novo (um bocado atrasado)

O ano começou com o costume: um dia ao computador a tratar da contabilidade do trimestre, pagar salários, seg. social, etc.

Para além disso, a primeira semana do ano consistiu em carregar praticamente os gatos todos, um a um ou dois a dois, ao vet, para ver se conseguimos curá-los de vez. Mudámos o antibiótico e a maior parte deles já estão OK. Só que enquanto uns melhoram outros começam a ter sintomas diferentes. Neste momento o House está com grandes dificuldades a respirar e conjuntivite e a Michelle apenas com a conjuntivite. Como não consigo fazer o house engolir nada, comecei a meter-lhe a medicação na comida e, ao contrário dos outros, este papa tudo sem se queixar. É a vantagem de ser gato de rua – não é esquisito no que diz respeito a comida.

Ontem resolvi voltar à  Torre do Tombo para fazer mais umas pesquisas. Pensei que afinal não podia ir porque tinha de ficar à  espera de uma encomenda, mas até chegou cedo e ainda consegui sair a horas decentes. Como aquilo está aberto até à s 7.30 e não fecha para almoço (a parte dos microfilmes, pelo menos, que é o que me interessa), ainda vale a pena ir, mesmo chegando ao meio dia.

Desta vez fui preparada, levando comida, água, anti-ácido, etc. Das últimas vezes tenho ficado lá o dia todo sem comer, o que não é muito aconselhável nesta altura.

Usei pela primeira vez a máquina de fotocópias da sala de microfilme. As cópias ficam muito clarinhas mas pelo menos tenho logo material para trabalhar em vez de ter que esperar duas semanas. E posso fotocopiar os registos dos irmãos e depois ir pedir cópias decentes só dos antepassados directos. Nesta primeira experiência tirei logo 23 cópias, e teria tirado mais mas fiquei sem trocos para o cartão 🙂
Tenho andado muito cansada e depois de um dia destes, dá-se por isso. Estou ligeiramente mais anémica do que seria desejável, mesmo a tomar suplementos, e não tarda nada começo a ficar ofegante só de subir a rua para ir ao correio. Estou a tentar resistir até ao fim, não deixando que isso me impeça de funcionar normalmente, mas tem de ser sempre com um dia de intervalo para descansar.

A barriguinha também já está enorme e faz imensa diferença levantar-me porque ao mudar o centro de gravidade sinto todo aquele peso de repente. E já começo a ter dificuldade a executar as tarefas mais simples, como calçar-me.

O està´mago continua a ser a pior parte. Estou sempre com azia ou indigestão, por pouco ou nada que coma. De tal forma que à s vezes prefiro não comer para não me sentir mal. Só que isso também não resulta. Uma noite destas andei a adiar o jantar até ter a certeza que tinha mesmo fome. Fui então arranjar comida mas comecei a ficar enjoada e acabei por vomitar tudo. A pressão foi tal que fiquei com uma hemorragia no olho direito e montes de pontinhos vermelhos à  volta dos dois olhos.

Mas enfim. Não tenho direito de me queixar. Da primeira vez podia não saber bem no que me metia mas desta vez tinha plena consciência. E se conseguir que corra tudo bem até ao fim, o resto não é nada. São pequenos inconvenientes que vão ser esquecidos de um dia para o outro.

Só faltam 10 semanas.

Entretanto, a encomenda que chegou ontem de manhã era um pré-amplificados para o microfone fabuloso que o Pedro me ofereceu no Natal. Só fizemos uma pequena experiência ontem à  noite, mas acho que se vai notar a diferença. Tenho de recuperar a voz, pós-constipação, e fazer umas experiências mais a sério.