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No lunch for you

So, my eleven year old son brings a friend over for lunch. I cook their lunch, call them to the kitchen and he goes “mom, can you leave us alone?”

I feel like a waitress being dismissed at the private room of a fancy restaurant. “Can you give us some privacy, please?”

Except, my son doesn’t even say please. He’s just trying to get rid of his embarrassing mom. I mean, it’s lunchtime, the food’s in the kitchen, where exactly do you want me to go?

Viva o fim de semana

Cheguei finalmente a uma fase da vida em que é mais descansado ter os filhos em casa do que na escola.
Nos dias de escola perco duas horas a ajudar com roupa, comida, malas, etc. Podia ser menos mas eles entram a horas diferentes por isso acordo para tratar de um, levo-o à  escola e depois volto para repetir o processo com a outra. A primeira hora, ainda por cima, é inteiramente feita sem café no sistema, por falta de tempo.
Ao fim de semana, como já estão crescidinhos, já se levantam sem nos acordar. Arranjam comida, ligam a tv e deixam-nos dormir mais um bocadinho. Já não é preciso acordar à s 7 da manhã todos os dias do ano.
Vá lá, só demorou uns 10 anos.

Tiago, 10 anos

O meu filho fez 10 anos.

Não sei bem para onde foi o tempo, mas não é possível negar o facto que o meu bebé pequenino está quase do meu tamanho. É de tal forma que já tenho dificuldade em distinguir as meias dele das do pai e não tarda tenho um adolescente cá em casa.

Este ano o Tiago não quis festa com amigos. Disse que preferia convidar um dos amigos para vir cá a casa outro dia e fazer a festa com a famà­lia. Como vieram os primos, acabou por se divertir à  mesma.

Como o Tiago adora gatos, esse foi o tema da festa deste ano. Para iniciar as festividades, comprei uma pinhata (algo que ele queria há imenso tempo).
Não encontrei nenhuma com um gato mas havia com um leão. Teve de servir.

Mas não pensem que a pinhata era para aquela coisa do costume, em que as crianças se reunem e puxam uma fitinha. Qual quê! O Tiago queria era partir aquilo tudo à  paulada. E foi o que teve. O pai subiu para um escadote e segurou naquilo e o Tiago, de taco de softball em punho, descarregou toda a sua raiva acumulada na cabeça de leão até voarem chocolates.

O Tiago pediu-me para fazer as bolachas do costume e eu usei um molde da Hello Kitty para a forma geral e depois o Tiago ajudou a criar os detalhes da cara. Os gatos a piscar o olho são os dele.

O bolo deste ano foi especial. Foi um fabuloso bolo de morangos feito pelo pai e depois coberto com uma cara de gato que o próprio Tiago decorou. Simples mas giro, e muito mais saboroso do que os vulgares bolos de iogurte feitos pela mãe.

As mães não deviam ficar doentes

Nas últimas semanas os meus filhotes têm ficado doentes à  vez. Primeiro a Joana, depois o Tiago que repetiu a dose logo na semana seguinte e foi novamente substituà­do pela irmã este fim de semana. Pelo meio foram semanas de estudo e testes, que, como seria de esperar, não correram pelo melhor.

Só a matéria de Estudos do Meio do 4o ano é de uma enormidade absurda. No primeiro perà­odo deram logo esqueleto, músculos, segurança (o que fazer em caso de incêndios, terramotos, etc) e mais a história da formação de Portugal, desde os primeiros povos a habitar a peninsula ibérica até à  crise de 1383-85. Isto tudo, claro, com montes de nomes e datas para decorar. Em 3 meses.

Sim, porque ensinar as crianças de forma a que eles se interessem pelos temas e que efectivamente aprendam alguma coisa era pedir muito neste paà­s. Decorar para o teste e nunca mais ter que pensar nisso é uma longa tradição cuja estupidez ainda ninguém parece ter-se apercebido no ministério da educação.

No meio disto tudo, o Pedro foi-se embora durante três semanas e eu fiquei doente (um dos múltiplos và­rus dos miúdos conseguiu finalmente espetar-me as garras). Eles já são crescidos mas continuam a querer que seja a mãezinha a fazer tudo (especialmente a Joana), por isso ficar doente está fora de questão. É preciso fazer compras, preparar comida, ajudar a vestir, levar à  escola, lavar roupa e toda uma infindável pilha de tarefas, quando a única coisa que apetece é passar o dia na cama a tentar não tossir fora os pulmões.

Respirar fundo e esperar que passe. Que escolha tenho eu?

Pancadas na cabeça

Esta semana foi complicada.

Começou com a Joana a queixar-se de dor num ouvido. Foi examinada duas vezes e não parecia ter nada a não ser um gânglio inflamado no pescoço. De qualquer forma, na terça feira passada, ela queixava-se de dores de tal forma que fiquei com ela em casa para além da hora normal para tentar compreender se estava ou não em condições de ir à  escola. Entretanto o Pedro levou o Tiago à  escola. Como estava a chover, meteram-se no carro e tiveram um acidente, num cruzamento, em que o Tiago bateu com a cabeça na porta.

Era dia de teste de Estudos do Meio e ele parecia estar bem, por isso o Pedro levou-o à  escola. No intervalo da manhã fomos lá ver como ele estava e parecia bem. à€ hora de almoço ligaram-me da escola a avisar que ele se estava a sentir pior e fomos buscá-lo. Queixava-se de dores de cabeça, náuseas e tonturas por isso levámo-lo ao hospital para ser avaliado.

Parecia estar com algum desequilà­brio, mas fora isso não deram com nada de anormal. Disseram que teria uma contusão cerebral mas que não era grave. Ficou em casa essa tarde, e a médica disse que era melhor ele não fazer exercí­cio fà­sico durante uma semana para evitar uma segunda pancada que poderia ter sintomas mais graves.

Eu achava que estava a levar a situação toda com muita calma mas a verdade é que só fiz asneira na aula de joalharia desse dia…

O Tiago não fez educação fà­sica nem natação nessa semana, mas no domingo à  noite quis encher a banheira para experimentar os novos óculos de mergulho. Quando o ouvi gritar de repente perguntei:

– Tiago, o que foi?
– Nada!

Quando cheguei à  casa de banho, havia mais água cá fora do que na banheira e o Tiago com um ar de pânico. Tinha escorregado na banheira e bateu  – wait for it – com a cabeça, claro. E estava mais preocupado com a água do que com a queda – o que percebo, porque enquanto verificava se ele estava bem, andava com as antenas no ar à  espera de ouvir a vizinha de baixo a bater à  porta a queixar-se que lhe chovia lá em casa.

Ontem recebi novo telefonema da escola dele. Desta vez deram-lhe uma cotovelada que o empurrou de cara em cheio contra a esquina de um armário. Estava com dores de cabeça e náuseas novamente. Veio para casa, esteve com gelo sobre a maçã do rosto, que esta manhã ainda estava inchada e com uma bela nódoa negra.

Só sei que já só me apetece embrulhá-lo em bubble wrap assim que sai da cama de manhã…

O Tiago fez 9 anos

O meu filho, o meu bebé, fez 9 anos.

bolos

Não sei bem para onde foi o tempo. Também custa a acreditar que mudámos para esta casa quando a Joana nasceu e não tarda está a fazer 6 anos e a entrar para a primária. Deve ser por isso que ando tão cansada. O raio do tempo não pára, nem por um bocadinho.

Este ano o Tiago estava mais interessado em jogar nintendo do que fazer grandes festas por isso a celebração do aniversário foi um jantar em famà­lia no próprio dia, seguido de um lanche com a famà­lia alargada no sábado e uma tarde de jogos e brincadeira com o seu melhor amigo no domingo. Foi assim um fim de semana de aniversário, que é sempre melhor do que um mà­sero dia. 🙂

Passei dois dias na cozinha a fazer os bolos e bolachas do Kirby, mais uns cupcakes de que a Joana é particular apreciadora. Um dos bolos foi congelado inteiro, por abrir, mas isso não é mau porque sobra qualquer coisa para os cravings dos próximos fins de semana.

É muito complicado fotografar o Tiago, especialmente sem o comando da nintendo na mão, mas por acaso tinha conseguido tirar-lhe uma foto porreira recentemente, que serve para documentar o aspecto que ele tem hoje em dia.

tiago

O meu filhote de 9 anos 🙂

Para não me esquecer

O Tiago hoje contou a sua versão da história da Cinderella.
A Cinderella devia deixar o Prà­ncipe casar com uma das irmãs porque assim ia viver lá para casa, ajudava nas limpezas e a Cinderella já podia descansar.
Que orgulho. É um grande feminista, o meu filho.

O ensino está podre

O Tiago anda com uma pressão enorme em cima por causa da escola, algo que nunca esperei que acontecesse aos 8 anos. Os gajos que criaram os mais recentes programas educativos do primeiro ciclo são certamente psicopatas cujo único gozo é causar ansiedade, depressão, angústia e desespero em crianças que deviam estar super felizes por já saberem ler e escrever.

Em vez disso sentem-se falhados por, aos 7 anos, terem dificuldade em decorar os nomes dos diversos tipos de triângulos, perceber o conceito de semi recta, aprender fracções e escrever textos com introdução, desenvolvimento e conclusão, com pontuação correcta e, claro, sem dar erros – algo que muitos adultos continuam a ter dificuldade em conseguir.

O Tiago vai-se safando e até tem aproveitamento na escola, apesar da ocasional ficha de português menos boa, principalmente porque sente tanta pressão que bloqueia e deixa coisas em branco que até sabia se conseguisse ter calma suficiente para pensar. Mas o problema é mesmo esse. Por mais que se esforce, hoje em dia nunca chega, nunca é suficientemente bom. E ele e os outros miúdos sentem isso e não conseguem ter gozo naquilo que já atingiram, que já aprenderam.
As escolas há muito que estão no negócio de formar robots. Não há espaço para a individualidade, para a diferença, para as aptidões ou interesses pessoais. É igual para toda a gente e se não és tão bom a uma matéria, problema teu. Mas está a piorar cada vez mais. Só o Português e a Matemática é que são importantes e o resto é palha. Não é que essas coisas não sejam importantes mas não são tudo. Não se pode descartar o resto como se fosse lixo.

Em vez de se criar um sistema de ensino mais aberto e diversificado estão a enfiar cada vez mais matérias de Português e matemática nos programas do primeiro ciclo, tentando ensinar a crianças demasiado pequenas, coisas abstratas que elas não têm ainda maturidade para aprender. Pior que isso. Estão a preparar-se para fazer o mesmo ao jardim de infância, provavelmente esperando que crianças de três e quatro anos já saibam o alfabeto completo e contar até 20 – então se eles já contam até dez, o que custa puxar mais um bocadinho?

E o tempo e espaço para ser criança? Querem robozinhos de fato e gravata logo à  saà­da do útero? Para quê? Cambada de idiotas.

O consenso geral entre as pessoas que lidam de perto com os alunos – pais, professores, psicólogos – é que estes programas de ensino e metas curriculares são claramente feitas por alguém que nunca viu uma criança nem sabe o que isso é. Pior ainda, nem querem saber. São pessoas com cargos muito importantes que acham certamente que uma criança de 7 anos e um estudante universitário são mais ou menos a mesma coisa. São alunos e isso chega. Estão a desmotivar e a provocar ansiedade desnecessária a crianças que hoje em dia já nem têm tempo para brincar, tal é a carga horária da escola seguida dos TPC. Estão a criar uma geração de infelizes que precisam de acompanhamento psicológico mal largam as fraldas.

Pelo que tenho lido, a atitude desta gentinha que se acha muito superior e afinal não percebe nada disto é que os alunos que não conseguem acompanhar, paciência. Chumbam e tentam outra vez no ano seguinte. E que os professores só têm é de organizar melhor o tempo para conseguir dar toda a matéria. Isto porque acham que ensinar é só debitar a conversa que vem nos livros e seguir em frente. Mas não é. Para uma verdadeira aprendizagem é preciso fazer um trabalho de consolidação na aula. É preciso repetir, fazer exercí­cios, perder tempo com cada assunto. Senão é só decorar sem aprender e isso não serve para nada nem dá bases para o que vem a seguir. O que é que o paà­s ganha com uma absurdidade destas?

Como se a crise económica não fosse um buraco suficientemente grande, a forma criminosa como estragaram o ensino é mais uma razão para apetecer arrasar com este paà­s e começar de novo.

Noite

Há meia hora que os miúdos já deviam estar na cama, mas como é sexta feira nunca querem. Em vez disso tenho a Joana na cozinha a engonhar com o jantar e a ver o Adventure Time e o Tiago na sala a ver o Dumb Ways to Die versão Portal. Eu, ao fim de 4 horas de jantar, TPC, mais jantar e despiste regular de piolhos, refugiei-me por momentos no quarto mas a coisa nunca dura muito. É como quando tento ir à  casa de banho e me esqueço de fechar a porta. Tenho imediatamente 3 gatos a roçar-se nas minhas pernas e a Joana a chamar por mim com algo inadiável como procurar o sapato da Frankie Stein.

O Tiago fez oito anos

O meu filho Tiago fez 8 anos. Não sei para onde é que vai o tempo. Vai-se escapando, lentamente, no limite do meu ângulo de visão. Se não fosse por ver os meus filhos a crescer, continuava a achar que tinha 30 anos e que está tudo na mesma há quase uma década.

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Fizemos a festa no passado fim de semana, uns dias antes do verdadeiro aniversário, porque o Pedro foi para o Texas precisamente no dia 11. O Tiago convidou mesmo só os amigos com que m se dá bem, em vez dos convites usuais para a turma inteira, e apareceu praticamente toda a gente. A festa foi no Fun Parque de S. João, junto à  praia, e tivemos um dia fabuloso, que permitiu aos miúdos passarem hora e meia a saltar de árvore em árvore na maior das felicidades.

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O bolo teve ilustração do Tiago – um dos seus desenhos de gatos – e estava muito giro, apesar de ser um bocado maior do que eu tinha pedido, quase com 6 kg. Só levá-lo para casa foi uma aventura que me deixou sem força nos bracinhos durante umas horas. Isso quer dizer que sobrou uma quantidade infindável, que passei o resto da semana a emborcar, mesmo depois de congelar metade, porque, pronto, estava sozinha em casa com o frigorà­fico cheio de bolo. Ia fazer o quê?

Infelizmente, o aniversário do Tiago coincidiu com a semana das fichas d avaliação da escola, por isso o coitado teve de ir para casa estudar depois da festa. No dia 11 levou uns saquinhos com doces e balões para a escola, para distribuir pelos colegas de turma. Com o pai fora, testes e sem festa, queria que tivesse pelo menos algum detalhe que identificasse o dia como o seu aniversário. Na noite anterior já tinha aberto os presentes, mas tinha de esperar ainda pelo fim de semana para poder construir a sua mina de (Lego) Minecraft, o và­cio do momento.

à€ noite apareceram os avós, que lhe deram mais prendas, mas no final o Tiago veio ter comigo algo triste a dizer que ninguém tinha sido mais simpático com ele na escola por ser o seu aniversário e que os avós tinham ligado mais à  irmã e à  prima. Dei-lhe um abracinho e fiquei triste por não saber como o reconfortar. Os meus aniversários foram um pesadelo durante anos e não queria que ele começasse tão cedo com essa sensação.

– Replaceable decorationDecoração renovável

– When we moved to this apartment, we decorated the kids’ rooms with wall stickers. Joana’s room had fairies and bunnies and Tiago’s room had dinosaurs.

As they grow and their tastes change and focus, a change was needed. The problem was changing the decor without having to paint and repair holes on the walls every year or so.

I opted for something quite simple: picture frames with their favorite cartoons at the moment. It’s easy to change the image according to their taste and I only have to hammer nails into the walls once.

As such, Tiago has his Gumball, Minecraft and monsters, Joana has Monster High, Princesses and Winx without much fuss. When they get outgrow these, We’ll be able to change them in an instant.

quadros_tiagoQuando nos mudámos para esta casa, decorámos os quartos dos miúdos com autocolantes de parede. O quarto da joana tinha fadas e coelhinhos e o do Tiago tinha dinossauros. Mas à  medida que eles vão crescendo e os seus gostos se vão modificando e apurando, começa a haver alguma necessidade de mudança.

O problema é mudar a decoração sem ter que andar a pintar e tapar buracos nas paredes a cada ano que passa.

Optei por algo muito simples: molduras na parede com os bonecos do momento. É fácil de mudar de acordo com os gostos e só tenho de esburacar uma vez.

Assim, o Tiago tem o seu Gumball, o Minecraft e outros monstros e a Joana tem as monster High, princesas e Winx sem ser preciso um grande investimento. Quando se fartarem, troca-se num instante.

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– Plush catsGatos de peluche

Tiago loves cats. Either reals cats like our pets or the ones he makes up in drawings and stories.

Recently he began making a card collection with his cats. These include TNT cat, Gills cat, spider cat, and so on.

His cats are always square, which reminded me of my Stuffed Squares plush collection, so I decided to make a plush doll out of one of his drawings. He made a larger drawing of Fermium cat because the periodic table is one of his recent interests.He liked the doll so much he promised one to a friend and gave another one to my friend Carla when she came to visit on Monday. I think I’ll be busy making cats for a while.

O Tiago adora gatos. Tanto os gatos reais que tem em casa como os que inventa em desenhos e histórias.

Começou a fazer uma caderneta de cromos dos seus gatos, que incluem o gato TNT, o gato guelras, o gato aranha, etc.

Os gatos do Tiago são quadrados, o que me lembrou a minha colecção de bonecos Stuffed Squares. Resolvi fazer um gato de peluche baseado num dos seus desenhos. Ele fez o desenho em grande do gato Fermio porque um dos seus interesses recentes é a tabela periódica. Ele gostou tanto do gato que já prometeu um a um amigo e ofereceu outro à  minha amiga Carla quando nos veio visitar na segunda feira. Acho que vou estar ocupada por uns tempos, a fazer gatos.